(1882, Dakota) As Práticas Sexuais Chocantes da Família Dalton: História Macabra do Velho Oeste

Bem-vindo a esta história, um dos casos mais inquietantes registrados na história do território de Dakota. Antes de iniciar, convido você a deixar nos comentários de onde está nos assistindo e o horário exato em que escuta esta narração. Nos interessa saber até quais lugares e em quais momentos do dia ou da noite chegam estes relatos documentados.

No inverno de 1882, o território de Dakota ainda não havia se dividido em norte e sul. Era uma região de vastidão impressionante, com planícies que pareciam se estender até o infinito, sob um céu de azul cortante durante o dia e uma escuridão quase absoluta durante as noites mais frias.

Nesse período, o território ainda era considerado selvagem, apesar da crescente onda de colonos que seguia para o oeste. A cerca de 20 km da pequena comunidade de Deadwood, próximo às colinas rochosas que marcavam o início das Black Hills, ficava a propriedade dos Dalton, um conjunto de terras que abrangia aproximadamente 500 acres, isolada o suficiente para que os únicos visitantes fossem aqueles expressamente convidados ou com propósitos muito específicos.

Segundo registros municipais da época, a família havia adquirido a propriedade em 1874. pouco depois da corrida do ouro na região, embora não houvesse evidências de que tenham participado dessa empreitada. O que chamou a atenção das autoridades locais, primeiramente, não foi o comportamento reservado da família, algo comum naquelas paragens, onde a privacidade era quase um bem mais precioso que a própria Terra.

Foi o fato de que, em 8 anos de residência, nenhum dos membros da família Dalton compareceu a qualquer evento comunitário em Deadwood. nem mesmo para comprar suprimentos. Tarefa sempre executada por um empregado, Joseph Willard, homem de poucas palavras e expressão permanentemente desconfiada, que viajava mensalmente até a cidade. Este comportamento, por si só, não constituiria motivo de alarme em uma região onde a excentricidade era quase uma característica necessária para a sobrevivência, mas foi o relatório escrito pelo Dr.

Malcolm Friedman, em novembro de 1882, que trouxe à luz o primeiro indício do que viria a ser conhecido como o caso Dalton. Dr. Friedman era o único médico num raio de quase 100 km e foi chamado à propriedade dos Dalton após um mensageiro chegar ofegante à sua residência em uma noite de temperatura próxima a 20º negativos.

Segundo seu diário, recuperado apenas em 1963 durante a reforma de uma antiga residência em Rapid City, o médico relatou: “Fui convocado com urgência para atender a um caso na fazenda dos Dalton, família sobre a qual pouco se sabe em nossa comunidade. A natureza da emergência não me foi informada, apenas que se tratava de assunto de vida ou morte.

Após quatro horas de viagem em condições extremamente adversas, cheguei à propriedade por volta das 3 da madrugada. O que o médico encontrou, no entanto, não foi compartilhado imediatamente com as autoridades. Seu relatório oficial, arquivado no escritório do xerife local, mencionava apenas um acidente doméstico envolvendo a senóter Elenor Dalton, esposa do proprietário.

Mas as páginas de seu diário pessoal, mantidas em segredo até sua morte em 1901 contavam uma história completamente diferente. Elenor Dalton, conforme descrito pelo médico, apresentava marcas inconfundíveis de contenção nos pulsos e tornozelos, com tecido cicatricial indicando que tal prática vinha ocorrendo por tempo considerável. O médico notou também que a mulher, aparentando cerca de 40 anos, demonstrava um estado de desnutrição e exaustão incompatível com a posição social da família.

Mais perturbador ainda foi seu relato sobre o comportamento dos demais membros da família durante sua visita. O Sr. Dalton permaneceu ao meu lado durante todo o procedimento com uma expressão que eu não saberia definir como preocupação ou fiscalização.

Os três filhos adultos do casal, dois homens e uma mulher, mantiveram-se à distância, observando com um silêncio opressor. Nenhum demonstrou qualquer emoção visível. As anotações do Dr. Friedman indicam que ele administrou os cuidados necessários e foi generosamente pago para manter descrição profissional. O médico, no entanto, começou a reunir informações sobre a família nos meses seguintes. Descobriu que Bartolome Dalton, o patriarca, havia chegado ao território após deixar abruptamente a Carolina do Norte, onde era proprietário de terras e gozava de certa influência social.

Não havia registros claros sobre o motivo de sua partida, mas um recorte de jornal de Raley datado de janeiro de 1873 mencionava brevemente o súbito desaparecimento da família Dalton após rumores de comportamentos incompatíveis com a moral local. O Dr. Friedman, intrigado e preocupado com o que havia testemunhado, manteve seu interesse no caso, embora discretamente em suas anotações pessoais. encontradas junto com seu diário.

Ele escreveu: “O olhar daquela mulher permanece comigo”. Não era o olhar de alguém que sofre, mas de alguém que esqueceu até mesmo como reconhecer o sofrimento. É como se sua alma tivesse sido sistematicamente esvaziada ao longo dos anos, deixando apenas um invólucro que responde a comandos.

O médico tentou, sem sucesso, obter mais informações sobre o passado profissional de Bartolomil Dalton, enviando correspondências a colegas na costa leste. A maioria das cartas permaneceu sem resposta, como se o nome Dalton evocasse um silêncio deliberado. Em março de 1883, uma jovem de nome Martha Collins, que trabalhava como empregada doméstica na propriedade dos Dalton, procurou o escritório do xerife em Deadwood.

Segundo o registro de ocorrência, preservado nos arquivos territoriais e encontrado durante pesquisas em 1957, a jovem estava em estado de grande agitação e apresentava sinais de não dormir há vários dias. Marta havia fugido da propriedade após duas semanas de trabalho, abandonando todos os seus pertences.

Sua declaração ao xerife Thomas Pickering foi registrada de forma sucinta no documento oficial. Presenciei comportamentos que vão contra as leis de Deus e dos homens. Quando questionada sobre a natureza específica desses comportamentos, Martha Collins foi descrita como tendo se recusado a elaborar, dizendo apenas que havia coisas acontecendo naquela casa que fariam o diabo se envergonhar.

O documento indica que o xerife Pickering solicitou detalhes adicionais, mas a jovem manteve-se irredutível, afirmando que preferia morrer a falar sobre aquilo. O que foi registrado, no entanto, foi sua menção a uma série de portas trancadas no porão da casa principal, de onde vinham sons que nenhum cristão deveria ouvir. Martha Collins deixou Deadwood no dia seguinte em direção a Sheen e nunca mais foi vista na região.

Num adendo ao registro oficial escrito à mão pelo próprio xerife e descoberto décadas depois, havia uma nota adicional sobre o depoimento de Martha Collins. jovem, antes de partir mencionou algo sobre as sessões noturnas e como eles observam uns aos outros. Quando pressionada sobre o significado dessas palavras, entrou em tal estado de agitação que o questionamento precisou ser interrompido.

Mencionou também o nome de uma tal de Ctherine, que segundo ela, desapareceu após uma sessão particularmente intensa. Não há registros de qualquer Ctherine associada à propriedade dos Dalton. O xerife Pickerin, conforme correspondência pessoal encontrada entre seus pertences, após sua morte em 1894, decidiu investigar a propriedade dos Dalton.

No entanto, sem evidências concretas e considerando o poder e influência que Bartolome Dalton havia começado a exercer sobre alguns membros do Conselho Territorial, optou por uma abordagem cautelosa. Em abril de 1883, ele enviou um deputado, William Hayes, para entregar uma correspondência oficial à família, um pretexto para que pudesse observar a propriedade.

Reis retornou no mesmo dia, relatando nada de incomum além da atmosfera opressivamente silenciosa da casa. Pensionou ter sido recebido por Bartolome Dalton na varanda sem ser convidado a entrar. Observou brevemente o que pareciam ser dois homens jovens trabalhando nos estábulos, mas não teve contato com outros membros da família.

O deputado descreveu Dalton como perfeitamente cordial, embora distante, demonstrando a formalidade de um homem educado nas melhores tradições do sul. O que não constava no relatório oficial de Reis, mas foi compartilhado com o xerife em conversa privada, foi o estranho comportamento de Joseph Willard durante sua curta visita. O empregado de confiança dos Dalton aproximou-se de Reis quando este já estava deixando a propriedade e, sem olhar diretamente para ele, murmurou: “Não volte aqui. Não é um lugar para gente como nós”.

Quando Reis tentou obter esclarecimentos, Willard já havia se afastado rapidamente em direção aos estábulos. Este incidente não foi registrado formalmente, pois o xerife considerou que poderia ser apenas a manifestação da natureza excêntrica já conhecida do empregado.

Durante os meses seguintes, pouco se soube sobre os acontecimentos na propriedade dos Dalton. Os registros municipais mostram que Joseph Willard continuava a fazer suas viagens mensais a Deadwood para abastecer a família, sempre pagando em moedas de ouro e raramente engajando em conversas. além do estritamente necessário. Nesse período, no entanto, começaram a circular rumores sobre estranhos visitantes que ocasionalmente chegavam à propriedade, geralmente à noite, em carruagens sem identificação.

Um comerciante de Deadwood, Samuel Wilson, registrou em seu livro de contas várias observações sobre as compras feitas por Willard em nome dos Dalton. Entre os itens regularmente adquiridos estavam quantidades incomuns de éter, láudano e outros preparados médicos, além de equipamentos que Wilson descreveu como próprios para uso em enfermaria ou consultório médico.

Quando questionado sobre a finalidade de tais itens, Willard invariavelmente respondia que o Sr. Dalton mantém interesse em estudos científicos. Em julho de 1883, um incidente menor, porém curioso, foi registrado. Uma jovem de nome Elizabeth Moore, filha de um fazendeiro cujas terras faziam fronteira com a propriedade dos Dalton, foi encontrada vagando, desorientada próximo à estrada que levava a Deadwood.

Segundo o relatório do deputado que a encontrou, Elizabeth estava em estado de confusão mental, incapaz de explicar como havia chegado aquele local ou o que havia ocorrido nas horas anteriores. A jovem foi levada para a casa de seus pais, onde permaneceu acamada por vários dias, sofrendo do que o Dr. Friedman diagnosticou como exaustão nervosa aguda.

Quando Elizabeth finalmente recuperou condições de falar sobre o ocorrido, seu relato foi confuso e fragmentado. Afirmou ter sido convidada à propriedade dos Dalton por Margaret, a filha da família, que havia conhecido brevemente durante uma visita anterior de seu pai a Bartolom para discutir questões de divisas de terras. Segundo Elizabeth, ela foi recebida na casa principal e servida com chá. Suas memórias, após esse ponto, tornavam-se nebulosas, com apenas flashes de luzes muito brilhantes, vozes masculinas discutindo em tom científico e a sensação de estar sendo observada por muitos olhos. O Dr. Friedman, em suas anotações pessoais, expressou a suspeita

de que a jovem poderia ter sido drogada, possivelmente com láudano ou outra substância similar. O pai de Elizabeth, John Moore, exigiu explicações dos Dalton, chegando a cavalgar até a propriedade acompanhado de dois trabalhadores de sua fazenda. Foi recebido por Bartholom na entrada da propriedade, que expressou sincera preocupação pelo estado da jovem, mas negou categoricamente que ela tivesse estado lá.

Segundo Bartolom, sua filha Margaret não havia deixado a propriedade em semanas devido a uma condição delicada de saúde e, portanto, não poderia ter feito tal convite. Ofereceu-se para que More verificasse pessoalmente a presença da filha na casa, mas o fazendeiro, intimidado pela presença de vários homens armados que surgiram discretamente nas proximidades, optou por retirar-se.

O caso não teve desdobramentos oficiais, pois Elizabeth recuperou-se completamente em poucas semanas e sua família, temendo estigmatização social, preferiu não dar continuidade ao assunto. No entanto, conforme registrado pelo Dr. Friedman, a jovem passou a demonstrar um medo irracional de escuridão e espaços fechados, acordando frequentemente durante a noite, gritando sobre olhos que observam através das paredes.

Em outubro de 1883, um incidente inesperado trouxe novamente a atenção para a família Dalton. Dois caçadores que adentraram inadvertidamente os limites da propriedade relataram ter visto uma mulher completamente nua correndo entre as árvores, perseguida por dois homens a cavalo. Os caçadores, conforme consta no depoimento preservado nos arquivos territoriais, esconderam-se ao ouvir os cavalos se aproximando e presenciaram quando a mulher foi capturada. Segundo o relato, ela não gritava nem chorava.

Seu rosto estava completamente vazio de expressão, como se aquilo fosse uma ocorrência rotineira. Os homens a cobriram com um manto e a colocaram sobre um dos cavalos, retornando na direção da casa principal. Os caçadores, identificados nos registros como Michael Brannon e James Cooper, eram conhecidos na região como homens confiáveis e de boa reputação.

Seu relato foi considerado seriamente pelo xerife Pickering, especialmente porque ambos insistiram em um detalhe perturbador. A mulher apresentava marcas visíveis por todo o corpo que descreveram como similares a ferimentos de experimentos científicos em animais. Cooper, que havia trabalhado brevemente como assistente de um veterinário antes de se mudar para o oeste, foi especialmente enfático neste ponto, afirmando que algumas das marcas pareciam incisões cirúrgicas em diferentes estágios de cicatrização. Quando questionados pelo xerife sobre a identidade da mulher, os

caçadores não puderam confirmar se era Elanor Dalton ou outra pessoa. Escreveram-na como jovem, talvez 30 anos com cabelos escuros e compridos. A descrição não correspondia à Senora Dalton, que tinha cabelos grisalhos, segundo o relato do Dr. Friedman. Isso levantou a possibilidade da presença de outra mulher na propriedade, não registrada oficialmente.

O depoimento dos caçadores coincidiu com outro evento inquietante. Uma jovem chamada Sarah Jenkins, que trabalhava como ajudante na pequena estação de telégrafo de Deadwood, havia desaparecido três semanas antes. Sara, de 22 anos, havia sido vista pela última vez saindo de seu trabalho em uma sexta-feira à noite.

Seus pertences permaneceram entocados em seu quarto alugado, incluindo uma pequena quantia em dinheiro e objetos pessoais que certamente levaria caso tivesse planejado partir voluntariamente. A descrição de Sara, jovem de estatura mediana e cabelos escuros compridos, correspondia à aquela fornecida pelos caçadores. O xerife Pickering, agora com evidências mais substanciais, organizou uma visita oficial à propriedade dos Dalton em novembro de 1883.

Acompanhado por três deputados, chegou sem aviso prévio numa manhã de quinta-feira. Conforme seu relatório oficial, fomos recebidos pelo Sr. Dalton com evidente surpresa, mas comportamento impecavelmente educado. Quando informado sobre o propósito de nossa visita, investigar relatos de uma possível pessoa em perigo em sua propriedade, ele prontamente nos convidou a inspecionar o local, afirmando que os rumores nesta região parecem se espalhar mais rápido que as pragas.

A inspeção, no entanto, não revelou nada de extraordinário. A casa principal, uma construção sólida de dois andares com um sótam e porão, estava em perfeita ordem. Bartolomil apresentou sua esposa Elenor, que, segundo o xerife, parecia perfeitamente saudável, embora estranhamente silenciosa, respondendo apenas com acenos de cabeça às perguntas diretas.

Os três filhos adultos, Edward 28, Thomas 26 e Margaret 24 também estavam presentes, todos demonstrando a mesma formalidade distante do pai. A propriedade foi verificada, incluindo os alojamentos dos empregados, estábulos e celeiros. Nenhum sinal da mulher descrita pelos caçadores foi encontrado. O porão mencionado por Martha Collins continha de fato várias portas, mas todas foram abertas para a inspeção, revelando apenas salas de armazenamento para alimentos, uma adega de vinhos e uma sala que Bartolomeu descreveu como

seu escritório pessoal, onde mantinha registros da propriedade. O xerife notou, em suas anotações pessoais, que o escritório continha uma quantidade incomum de livros sobre anatomia e fisiologia humana, alguns em línguas que não reconheci, possivelmente alemão ou latim.

No relatório oficial, no entanto, nada disso foi mencionado. Um dos deputados, Richard Benneticou permissão para examinar um pequeno anexo à casa principal, que não havia sido incluído no tour inicial. Bartolomu explicou que se tratava apenas de um laboratório onde realizava experimentos agrícolas visando melhorar a resistência de certas culturas ao clima rigoroso da região.

Mostrou o espaço que continha de fato equipamentos que poderiam ser utilizados para tal fim, mas também instrumentos médicos que Bartolome justificou como necessários para examinar amostras vegetais com precisão. Bennet, que possuía algum conhecimento médico por ter servido como enfermeiro durante a guerra civil, posteriormente comentou com o xerife que alguns dos instrumentos pareciam mais apropriados para procedimentos cirúrgicos em seres humanos do que para análises botânicas.

Após a visita, o xerife Pickering expressou em carta a um colega em Sheen sua perplexidade. Não encontramos nada que justificasse as acusações, mas algo naquela casa não parece correto. A família inteira se move com uma sincronização perturbadora, com atores num palco seguindo marcações invisíveis.

A atmosfera é opressiva, apesar da aparente normalidade. Se existe algo errado acontecendo naquela propriedade, está bem escondido, ou talvez seja tão sutil que não podemos reconhecê-lo como tal. O xerife decidiu manter vigilância discreta sobre a propriedade nas semanas seguintes, designando deputados para observações à distância em turnos alternados. Os relatórios desse período mencionam apenas atividades rotineiras.

trabalhadores nos campos e estábulos. Joseph Willard, saindo ocasionalmente em direção a Deadwood para compras, fumaça saindo das chaminés da casa principal. Nenhum visitante foi observado, nem qualquer atividade que pudesse ser considerada suspeita. Em dezembro de 1883, o xerife recebeu correspondência de um colega na Carolina do Norte, respondendo a seus questionamentos sobre o passado de Bartolomil Dalton.

A carta, embora cautelosa em suas afirmações, mencionava que Dalton havia deixado Rallig sob circunstâncias que geraram considerável especulação local. Aparentemente, pouco antes de sua partida, duas jovens mulheres que trabalhavam como empregadas em sua propriedade haviam desaparecido. Embora não houvesse evidências ligando Dalton a esses desaparecimentos, a coincidência temporal levantou suspeitas.

A carta também confirmava que Dalton havia de fato praticado medicina, especializando-se em condições nervosas femininas e que sua esposa Elanor havia sido inicialmente sua paciente. Os meses seguintes transcorreram sem incidentes reportados. A família Dalton continuou sua existência isolada com Joseph Willard mantendo suas viagens mensais a Deadwood. Em maio de 1884, no entanto, o Dr. Friedman foi novamente chamado à propriedade.

Desta vez foi para atender Thomas Dalton, o filho do meio, que havia sofrido um acidente durante o trabalho na propriedade. Segundo o relatório médico oficial, Thomas havia caído de um cavalo e quebrado o braço esquerdo. O diário pessoal do médico mais uma vez contava uma história diferente. O jovem Thomas apresentava de fato uma fratura no braço esquerdo, mas as circunstâncias parecem duvidosas.

A fratura tinha o padrão característico de uma torção forte, não de um impacto como seria esperado em uma queda. Mais perturbador ainda eram as marcas em seu torço, cicatrizes antigas e algumas feridas recentes que lembram impressões de dedos, como se tivesse sido agarrado com força excepcional.

Quando questionei a origem dessas marcas, o pai interveio prontamente, afirmando que o filho sempre foi propenso a acidentes desde a infância. Doutor Friedman notou também que durante este atendimento pôde ver brevemente a filha da família Margaret, que não estava presente durante sua primeira visita.

Ele a descreveu como uma jovem de beleza notável, mas com olhos vazios de qualquer expressão. Ela permaneceu à porta do quarto durante todo o procedimento, observando com uma intensidade inquietante, sem pronunciar uma única palavra. O médico registrou ainda que, ao percorrer o corredor principal da casa em direção ao quarto de Thomas, notou que várias portas estavam trancadas, com o que pareciam ser fechaduras recentemente instaladas, do tipo normalmente utilizado em instituições médicas ou prisionais.

Quando questionou casualmente sobre este detalhe, Bartolomeu respondeu que em uma região tão remota, a segurança interna é tão importante quanto a externa. Mais significativa foi a observação do Dr. Friedman sobre uma breve interação que testemunhou entre Bartolome e sua esposa, Elenor. Quando a mulher entrou no quarto para trazer água limpa, Bartolomeu fez um leve gesto com dois dedos, quase imperceptível.

Imediatamente, Elenor mudou sua postura, ajustando a maneira como carregava a bandeja e alterando sua expressão facial para o que o médico descreveu como uma máscara de serena submissão. O médico notou o padrão similar de comportamento nos filhos.

Pequenos gestos ou olhares de Bartolomeio pareciam funcionar como comandos não verbais que eram prontamente obedecidos. Em junho de 1884, um incidente ainda mais perturbador ocorreu. Um viajante chamado Robert Cwell, que se hospedava no hotel de Deadwood, relatou ao xerife que, enquanto cavalgava próximo à propriedade dos Dalton, ouviu gritos femininos vindos da direção da casa principal.

Caldwell afirmou ter parado para escutar e confirmar o que ouvia quando foi abordado por dois homens a cavalo que se identificaram como empregados dos Dalton. Segundo seu depoimento, eles foram educados, mas firmes, ao informar que eu estava em propriedade privada e deveria me retirar imediatamente. Quando mencionei os gritos, um deles explicou que a senora Dalton sofre de uma condição nervosa que ocasionalmente causa episódios de agitação.

O outro homem permaneceu em silêncio, com a mão repousando sobre a arma em seu cudre durante toda a conversa. Caldwell, um comerciante de Boston que estava no oeste para avaliar oportunidades de investimento, ficou suficientemente perturbado com o incidente para procurar as autoridades. Descreveu os gritos como diferentes de qualquer coisa que já ouvi.

Não era medo ou dor, mas algo mais profundo, como se viesse de alguém cujo espírito estava sendo quebrado. Ele estava particularmente incomodado com a calma clínica com que os homens haviam explicado a situação, como se estivessem discutindo o comportamento de um animal em um laboratório, não de um ser humano. O xerife Pickering, cada vez mais incomodado com os relatos envolvendo a família Dalton, decidiu aprofundar sua investigação sobre o passado de Bartolomill.

enviou correspondências a contatos na Carolina do Norte solicitando informações. As respostas que chegaram ao longo dos meses seguintes começaram a formar um quadro mais sombrio. Bartholomil Dalton havia sido um respeitado médico em Rally antes de se tornar proprietário de terras. Especializado em tratamentos para distúrbios femininos, mantinha uma pequena clínica anexa à sua residência.

Sua reputação começou a deteriorar-se após a morte de duas pacientes em circunstâncias pouco claras. Embora nunca tenha sido formalmente acusado, rumores persistentes sobre métodos não ortodoxos levaram a um crescente ostracismo social. Um antigo colega de profissão em carta confidencial ao xerife Pickering mencionou que Dalton demonstrava um interesse incomum por teorias antiquadas sobre a conexão entre comportamento sexual e saúde mental feminina, tendo inclusive publicado artigos controversos em periódicos médicos obscuros. O colega, que preferiu

não ser identificado, explicou que Dalton havia estudado brevemente em Viena e Paris, onde teria entrado em contato com teorias médicas consideradas radicais mesmo para os padrões europeus da época. Entre elas, a ideia de que certos desvios comportamentais femininos poderiam ser tratados através de estimulação controlada em ambiente clínico.

O médico acrescentou que em pelo menos uma ocasião assistiu a uma palestra em que Dalton defendia que o recato excessivo imposto às mulheres pela sociedade moderna é a causa principal de suas aflições nervosas e que a cura viria através de exposição gradual a estímulos naturais em um contexto científico controlado. Mais alarmante foi a informação de que Elenor Dalton, antes de seu casamento, havia sido paciente de Bartolomil. Horfan, de família abastada.

Ela foi tratada por melancolia e tendências histéricas após a morte dos pais. O casamento ocorreu menos de um ano após o início do tratamento, quando Eleanor tinha apenas 19 anos e Bartolomil 35. O colega médico expressou que na época tal arranjo causou considerável desconforto na comunidade médica local, sendo visto como uma grave violação da ética profissional.

Mas Bartolomio usou a influência da família de Elenor para silenciar as críticas. Outro correspondente, um antigo funcionário do jornal de Rally forneceu informações ainda mais perturbadoras. Segundo ele, antes de seu casamento com Elenor, Bartolom havia sido brevemente noivo de outra ex-paciente, uma jovem de nome Victoria Hammond, que desapareceu misteriosamente duas semanas antes da data marcada para o casamento.

A família Hamond havia contratado investigadores privados, mas nenhum traço da jovem foi encontrado. Bartholom afirmou na época que Vitória havia cancelado o noivado e partido para visitar parentes no norte, versão que nunca foi confirmada nem refutada. Em agosto de 1884, um dos trabalhadores da propriedade dos Dalton, um jovem chamado Daniel Peterson, foi encontrado morto próximo à fronteira entre Dakota e Wyoming.

A causa oficial da morte foi registrada como exposição aos elementos durante viagem solitária, mas o relatório do médico local, que examinou o corpo, mencionava múltiplas contusões e lacerações inconsistentes com simples exposição. Em seus pertences foi encontrado um pedaço de papel contendo o que parecia ser o início de uma carta. Prezado xerife Pickering.

O que testemunhei na propriedade dos Dalton na noite passada vai além de qualquer. O resto da carta não foi encontrado. O xerife tentou investigar a possível conexão entre Peterson e os Dalton, mas Joseph Willard, quando questionado durante uma de suas visitas a Deadwood, afirmou apenas que o jovem havia sido dispensado por comportamento inadequado duas semanas antes de sua morte, sem fornecer detalhes adicionais.

Os registros de emprego da propriedade solicitados formalmente pelo xerife mostravam que Peterson havia trabalhado para os Dalton por apenas 3 meses, tendo sido contratado em maio daquele ano. Em setembro de 1884, o xerife recebeu uma correspondência anônima postada em Deadwood. A carta escrita em caligrafia irregular afirmava: “Se quiser saber a verdade sobre os Dalton, procure no celeiro norte durante a lua nova”. Eles acreditam que ninguém consegue vê-los, mas Deus tudo vê e eu também vi.

A carta não estava assinada, mas o papel apresentava manchas que o xerife suspeitou serem de sangue. Uma análise mais detalhada do papel realizada pelo Dr. Friedman, a pedido do xerife, confirmou que as manchas eram de fato sangue humano. mais inquietante foi a descoberta de que a carta havia sido escrita em papel com marca d’água, idêntica ao utilizado nos cadernos médicos de Bartolomil Dalton, conforme observado pelo médico durante suas visitas à propriedade. O xerife especulou que a carta poderia ter sido

enviada por alguém dentro da propriedade, possivelmente um empregado com acesso aos suprimentos pessoais de Bartolomeu. A próxima lua nova ocorreria em cinco dias. O xerife Pickering, acompanhado por dois deputados de confiança, decidiu observar a propriedade dos Dalton nessa noite. Posicionaram-se numa elevação que oferecia vista para toda a propriedade, especialmente o celeiro norte, o mais distante da casa principal.

O que testemunharam naquela noite foi registrado em um relatório confidencial, arquivado separadamente dos documentos oficiais e selado por ordem do próprio xerife. Este documento foi descoberto apenas em 1967, durante a catalogação de arquivos históricos do território de Dakota. O relatório descreve que, por volta da meia-noite, luzes foram vistas movendo-se da casa principal em direção ao celeiro norte. Um grupo de sete pessoas carregando lanternas entrou no celeiro.

Aproximadamente meia hora depois, uma carruagem sem identificação chegou à propriedade, seguindo diretamente para o mesmo local. O xerife e seus deputados, aproveitando a escuridão, aproximaram-se o suficiente para ver através de uma pequena abertura nas tábuas do celeiro.

O que presenciaram foi descrito no relatório como uma cena que desafia a compreensão dentro dos parâmetros da descência civilizada. Bartolom Dalton, seus dois filhos e dois homens desconhecidos estavam dispostos em círculo. No centro, duas mulheres, uma delas identificada como Margaret Dalton, estavam em estado de completa nudez, realizando atos de natureza claramente íntima enquanto os presentes observavam e tomavam notas.

O xerife notou que Bartolom parecia estar conduzindo o evento como uma espécie de demonstração científica, ocasionalmente fazendo gestos para que as mulheres mudassem de posição ou interação. Em determinado momento, Elenor Dalton entrou no celeiro completamente vestida, carregando uma bandeja com o que pareciam ser instrumentos médicos que entregou ao marido antes de se retirar em silêncio.

O relatório prossegue descrevendo como Bartolomio utilizou os instrumentos para medir e registrar o que pareciam ser reações fisiológicas das mulheres. A outra mulher, que os observadores não conseguiram identificar, parecia estar em estado de semiconsciência, respondendo mecanicamente aos comandos, mas sem expressão facial discerní nível.

Em suas anotações pessoais anexadas ao relatório, o xerife escreveu: “O mais perturbador não foram os atos em si, por mais reprováveis que fossem, mas a completa ausência de emoção ou humanidade com que eram conduzidos. Era como observar um experimento com objetos inanimados, não com pessoas.

A sessão, como Bartolomil a chamava, durou aproximadamente 2 horas. Os homens desconhecidos que o xerife descreveu como de aparência respeitável, vestidos como profissionais urbanos, fizeram perguntas ocasionais que Bartolomeu respondia com a formalidade de um professor em sala de aula. Um deles tomava notas extensivas em um caderno, enquanto o outro ocasionalmente examinava as mulheres com o que parecia ser um instrumento médico similar a um estetoscópio.

Ao final, Margaret Dalton e a outra mulher foram cobertas com mantos e levadas de volta à casa principal por Eleanor, que havia retornado ao celeiro. Os homens permaneceram por algum tempo, aparentemente discutindo o que haviam testemunhado. Um deles entregou a Bartolomeo um envelope que ele guardou no bolso sem examinar.

Os visitantes partiram na mesma carruagem por volta das três da manhã e os homens da família Dalton retornaram à casa principal. Os três observadores, perplexos com o que testemunhavam, decidiram retornar a Deadwood e organizar uma intervenção oficial com reforços adequados. O plano era retornar na manhã seguinte com um mandado de busca e prisão.

No entanto, ao chegarem à cidade, encontraram um mensageiro esperando, com um telegrama urgente sobre uma situação de reféns em uma pequena comunidade a 40 km de distância, que exigia a atenção imediata. A operação contra os Dalton foi adiada. Três dias depois, quando o xerife e seis deputados fortemente armados finalmente retornaram à propriedade dos Dalton. encontraram a casa principal completamente vazia.

móveis, objetos pessoais, documentos, tudo havia sido removido. Os empregados também haviam desaparecido. Uma inspeção minuciosa do celeiro norte revelou um compartimento subterrâneo acessado por um alçapão hábilmente camuflado. Este espaço continha uma mesa semelhante a uma maca médica, armários com diversos instrumentos e frascos de substâncias não identificadas e uma estante com dezenas de cadernos manuscritos.

A descoberta mais perturbadora foi feita por um dos deputados que, ao examinar cuidadosamente as paredes do compartimento subterrâneo, encontrou uma pequena câmara adjacente fechada por uma porta quase invisível. Dentro desta câmara havia seis recipientes de vidro hermeticamente fechados, cada um contendo o que o relatório descreve apenas como espécies humanos preservados em solução química. O Dr.

Friedman, chamado para examinar os recipientes, identificou-os como úteros humanos em diferentes estados de O restante da frase foi censurado no relatório oficial. Estes cadernos, confiscados pelo xerife, continuloso de experimentos conduzidos por Bartolom Dalton ao longo de vários anos.

O conteúdo exato nunca foi divulgado publicamente, mas trechos citados no relatório confidencial mencionam estudos sobre a resposta fisiológica feminina a diversos estímulos e observações sobre os efeitos de diferentes combinações de sujeitos e circunstâncias. Um dos cadernos rotulados simplesmente como procedimentos de condicionamento continha detalhadas instruções sobre como preparar sujeitos para participação em estudos avançados.

As técnicas descritas combinavam privação sensorial, administração controlada de substâncias psicoativas e o que Bartolome o chamava de reeducação através de estímulo resposta. O caderno fazia referência específica a Elenor como sujeito primário, descrevendo em termos clínicos como ela havia sido completamente recondicionada ao longo de 7 anos de tratamento consistente.

Outro caderno intitulado Observações genealógicas continha extensas anotações sobre os três filhos Dalton com ênfase especial em Margaret. Bartolomeio havia documentado meticulosamente o desenvolvimento físico e comportamental de cada um, com especial atenção a suas respostas, a estímulos sexuais em diferentes contextos.

O mais perturbador eram as referências a cruzamentos experimentais e seleção de características desejáveis para a próxima geração. O mais perturbador foi a descoberta, em um dos quartos da casa, de uma pequena porta camuflada na parede, que dava acesso a um espaço entre as paredes, grande o suficiente para que uma pessoa pudesse permanecer em pé e observar o interior do quarto através de pequenas aberturas disfarçadas como detalhes decorativos.

Estas aberturas estavam presentes em todos os quartos, incluindo os que haviam sido ocupados pelos filhos adultos da família. Além disso, uma inspeção detalhada do escritório de Bartolom revelou um sistema elaborado de tubos acústicos que permitiam ouvir conversas em praticamente todos os cômodos da casa a partir de um painel central escondido atrás de uma estante.

O xerife observou em seu relatório que a casa inteira havia sido transformada em um laboratório de observação, onde nenhum movimento ou palavra estava verdadeiramente fora do alcance de Bartolomeu. Em um compartimento secreto sobre o açoalho do escritório, foram encontrados documentos adicionais que sugeriam que os experimentos de Bartolomeio não se limitavam à sua família imediata.

Havia registros de pelo menos 12 mulheres identificadas apenas por iniciais e números que haviam sido sujeitos em seus estudos entre 1875 e 1884. As descrições incluíam idade, características físicas e grau de responsividade ao condicionamento. Para oito dessas mulheres, os registros terminavam abruptamente com a anotação: Estudo concluído, sujeito não mais viável.

As autoridades territoriais iniciaram uma busca pelos Dalton, que se estendeu por vários estados. Em dezembro de 1884, surgiram relatos de uma família correspondendo à descrição dos Dalton em Montana, mas quando as autoridades locais investigaram, encontraram apenas uma casa recém-abandonada, com evidências de ocupação breve.

O mesmo padrão se repetiu em Wyoming, em fevereiro de 1885 e no Colorado em maio do mesmo ano. Durante a busca em Montana, foram encontrados fragmentos de correspondência que sugeriam que Bartolom mantinha contato com um grupo de homens que compartilhavam seus interesses. Uma carta parcialmente queimada, recuperada da lareira da casa abandonada, fazia referência a um círculo de estudiosos dedicados à verdadeira compreensão da natureza humana, livre das restrições da moralidade convencional.

A carta mencionava um encontro planejado em Denver em abril de 1885, mas quando as autoridades investigaram, não encontraram qualquer traço do suposto grupo. Em março de 1885, uma jovem mulher foi encontrada vagando desorientada nas ruas de Sheen, Wyoming. Identificada como Lucy Reynolds de 24 anos, ela afirmava ter sido mantida cativa por um médico e sua família por aproximadamente 6 meses.

Seu estado mental extremamente fragilizado, tornava difícil obter um relato coerente, mas ela descreveu procedimentos consistentes com os experimentos documentados nos cadernos de Bartholomil. Lucy foi internada em um hospital para doentes mentais, onde permaneceu até sua morte em 1892, sem jamais recuperar completamente a lucidez.

Em seu testemunho mais coerente, registrado por um médico do hospital, Lucy descreveu como havia sido abordada por uma mulher jovem e atraente que se apresentou como Margaret Smith, oferecendo-lhe trabalho como dama de companhia em uma propriedade rural. Após aceitar o emprego, foi gradualmente drogada e submetida a um regime que alternava isolamento completo com sessões em que era exposta a diversos estímulos na presença de vários observadores.

Lucy mencionou especificamente um homem mais velho que parecia estar no comando e dois homens mais jovens que o assistiam. Descrições consistentes com Bartolom e seus filhos. O último registro confirmado da família foi um documento de compra de terras em Novo México, datado de outubro de 1885, em nome de Bartolom Smith.

O funcionário do cartório local, ao ver uma fotografia dos Dalton meses depois, confirmou que se tratava da mesma pessoa. No entanto, quando as autoridades chegaram à propriedade, encontraram apenas uma cabana vazia com um único objeto, um caderno semelhante aos encontrados em Dacota, contendo novas entradas que sugeriam que os experimentos haviam continuado.

Este caderno, preservado nos arquivos federais continha observações sobre quatro novos sujeitos, todas mulheres jovens aparentemente recrutadas em pequenas comunidades do Novo México e Arizona. As anotações sugeriam uma evolução nas teorias de Bartolom, com referências a condicionamento de segunda geração e transferência de controle para sujeitos preparados.

Uma entrada particularmente perturbadora, mencionava que Margaret demonstra notável aptidão para identificar candidatas adequadas e estabelecer rapor inicial, superando em eficácia os métodos anteriores de aquisição de sujeitos. Em 1887, circulou brevemente, em periódicos médicos de Chicago, a notícia de um médico não identificado oferecendo tratamentos experimentais para desvios comportamentais femininos.

O anúncio foi retirado rapidamente após questionamentos sobre as credenciais do praticante, mas um jornalista que investigou o caso descreveu o médico como um homem de meia idade, de fala educada e sotaque sulista. Esta foi a última menção possível a Bartolome Dalton encontrada em registros públicos. O jornalista William Harrison do Chicago Tribune chegou a visitar o consultório temporário estabelecido pelo suposto médico, mas encontrou-o abandonado.

Em suas anotações posteriormente doadas à sociedade histórica de Illinois, Harrison descreveu o local como meticulosamente organizado, mais semelhante a um laboratório científico que a um consultório médico convencional. Particularmente intrigante, foi sua menção a fotografias emolduradas de mulheres em várias poses, todas com a mesma expressão vazia nos olhos, como se suas mentes estivessem ausentes enquanto seus corpos eram captados pela câmera.

Elenor Dalton foi supostamente avistada em São Francisco em 1890, trabalhando como enfermeira em um pequeno hospital. A mulher, descrita como de aparência frágil e comportamento extremamente reservado, desapareceu logo após ser questionada por um paciente sobre sua semelhança com um retrato publicado em jornais anos antes. O médico responsável pelo hospital, Dr.

Jonathan Wells, em correspondência com as autoridades, mencionou que a mulher, que se apresentava como Elenor Smith demonstrava conhecimentos médicos impressionantes, particularmente em relação a condições nervosas, mas parecia operar como se estivesse seguindo um roteiro memorizado, sem verdadeira compreensão, dos princípios subjacentes.

Wells notou também que Elenor frequentemente parecia aguardar instruções mesmo quando ninguém havia falado, como se estivesse condicionada a não agir por iniciativa própria. Quanto aos filhos, não há registros confiáveis de seus paradeiros após a fuga de Dacota. Rumores sobre uma mulher correspondendo à descrição de Margaret Dalton surgiram ocasionalmente em diferentes localidades do oeste, geralmente associados a estabelecimentos de reputação duvidosa.

Em 1892, uma mulher chamada Margaret Smith foi presa em Denver por comportamento imoral em público, mas foi liberada antes que pudesse ser adequadamente identificada. Os registros policiais de Denver, preservados nos arquivos municipais, descrevem o incidente como uma exibição deliberada de comportamento licencioso em frente a uma igreja durante o serviço dominical.

A mulher, quando questionada sobre seus motivos, teria respondido apenas que estava conduzindo um estudo sobre reações morais em ambientes controlados antes de pagar a fiança e desaparecer. O oficial responsável pela ocorrência notou que, apesar da natureza de sua ofensa, a mulher falava com a precisão clínica de um professor universitário.

Em 1894, um médico de Seattle relatou ter atendido um homem gravemente ferido, que em seu delírio febril confessou ter sido um dos filhos doutor e ter participado dos experimentos. O homem que se identificou apenas como Thomas faleceu antes que pudesse ser interrogado formalmente, mas o médico registrou fragmentos de suas declarações que incluíam referências a mulheres mantidas em quartos especiais e observações através das paredes.

A descrição física correspondia a Thomas Dalton, mas a identidade nunca foi confirmada conclusivamente. Os cadernos apreendidos na propriedade dos Dalton foram mantidos sobilo pelas autoridades territoriais e após a formação dos estados de Dakota do Norte e da Cota do Sul em 1889 foram transferidos para arquivos federais.

Em 1901 incêndio no depósito onde estavam armazenados destruiu a maioria dos documentos, restando apenas fragmentos que foram catalogados e selados. As circunstâncias do incêndio levantaram suspeitas, pois ocorreu apenas três dias após um homem não identificado ter solicitado acesso aos arquivos, alegando ser um pesquisador histórico. O funcionário que o atendeu descreveu-o como um homem de aproximadamente 40 anos de boa aparência e educação refinada, que demonstrou interesse específico nos documentos relacionados ao caso Dalton. As investigações sobre o incêndio foram inconclusivas, mas um guarda noturno

relatou ter visto um homem de características similares nas proximidades do depósito na noite do sinistro. Em 1915, um pesquisador da Universidade de Chicago, Dr. Lawrence Matthews, conseguiu acesso aos fragmentos sobreviventes como parte de um estudo sobre crimes históricos no oeste americano.

Suas anotações, publicadas apenas parcialmente devido à natureza sensível do material, sugeriam que os experimentos de Bartolome Dalton poderiam ter sido inspirados por teorias pseudocientíficas sobre controle comportamental. através de condicionamento sexual que circulavam em certos círculos acadêmicos europeus no final do século XIX. Matthews propôs que Bartolom havia desenvolvido um sistema complexo em que utilizava técnicas de condicionamento para criar sujeitos perfeitamente obedientes, começando com sua própria esposa e, posteriormente, estendendo o processo para seus filhos e vítimas externas. O

pesquisador notou com particular alarme que os cadernos indicavam uma progressão metodológica ao longo dos anos, sugerindo que Bartolom estava refinando constantemente suas técnicas através de tentativa e erro. Em 1932, um romance intitulado A casa dos segredos foi publicado anonimamente, descrevendo uma família isolada no oeste americano que conduzia experimentos bizarros.

Embora apresentado como ficção, o livro continha detalhes específicos sobre os métodos de Bartolome Dalton, que não haviam sido divulgados publicamente, levantando especulações sobre a identidade do autor. O livro foi rapidamente retirado de circulação após protestos de grupos religiosos e morais, mas cópias continuaram a circular clandestinamente.

Uma investigação conduzida pela editora revelou que o manuscrito havia sido enviado por correio, acompanhado de uma nota que dizia apenas para que a verdade não seja esquecida. Análises grafológicas posteriores, comparando a caligrafia da nota com amostras preservadas dos cadernos de Bartolom foram inconclusivas, mas alguns especialistas sugeriram semelhanças significativas. Especulou-se que o autor poderia ser Edward Dalton.

o filho mais velho, sobre quem menos informações existiam após o desaparecimento da família. Em 1963, durante uma conferência sobre história criminal do Oeste americano, o Dr. Howard Jenkins, historiador da Universidade de Chicago, apresentou uma análise desses fragmentos sobreviventes, sugerindo que Bartholomil Daltowton poderia ter sido um dos primeiros casos documentados de um tipo específico de criminoso, aquele que combina conhecimento científico com patologia sexual, usando o primeiro para racionalizar e sistematizar o segundo. Jenkins propôs que os experimentos dos

Dalton representavam não apenas desvios morais individuais, mas um sistema de crenças elaborado em que Bartolomeio havia doutrinado toda sua família. Segundo sua análise, o verdadeiro horror do caso Dalton não está apenas nos atos cometidos, mas na completa reconstrução da realidade dentro daquela família, onde o monstruoso foi normalizado através de uma perversão da linguagem científica.

O historiador apresentou evidências de que Bartholomio havia criado um microcosmo completamente fechado, onde era simultaneamente patriarca, médico, cientista e quase divindade. Através de isolamento físico, controle da informação e manipulação psicológica sistemática, ele havia conseguido convencer sua esposa e filhos de que suas práticas aberrantes eram, na verdade, pesquisas pioneiras que um dia seriam reconhecidas como revolucionárias.

Jenkins argumentou que este caso demonstrava como uma combinação de autoridade carismática, isolamento social e pseudociência poderia resultar na completa subversão de valores morais básicos. Em 1965, uma equipe de psicólogos da Universidade de Minnesota analisou os materiais disponíveis sobre o caso e propôs que Bartolomil Dalton poderia ter desenvolvido um sistema de controle psicológico similar ao que posteriormente seria identificado em cultos modernos. O líder da equipe, Dr.

Richard Ericson, cunhou o termo realidade isolada construída para descrever o fenômeno em que um grupo pequeno, sob liderança carismática, desenvolve um sistema de crenças completamente divorciado das normas sociais predominantes, mas internamente coerente e autoreforçador. Ericson sugeriu que os filhos Dalton, criados desde o nascimento dentro deste sistema, provavelmente não possuíam qualquer referência externa para julgar a anormalidade das práticas familiares.

Para eles, o comportamento de Bartolomeu não seria visto como aberrante, mas como a manifestação natural de autoridade paterna e científica. Esta hipótese explicaria a aparente colaboração voluntária dos filhos adultos nas atividades do pai. Em 1967, durante escavações para a construção de uma rodovia próxima ao local onde ficava a propriedade dos Dalton, trabalhadores descobriram uma série de ossadas humanas enterradas a pouca profundidade.

Análises forenses identificaram restos de pelo menos sete indivíduos, todos do sexo feminino, com idades estimadas entre 16 e 30 anos. As oss çadas apresentavam marcas consistentes com contenção prolongada nos pulsos e tornozelos. A análise detalhada conduzida pelo Dr. Michael Stevens, antropólogo forense da Universidade de Minnesota, revelou padrões perturbadores.

Todas as vítimas apresentavam múltiplas fraturas cicatrizadas nos ossos das pernas e pelvis, consistentes com traumas repetidos aplicados com precisão quase cirúrgica. Stevens observou que as fraturas pareciam ter sido tratadas adequadamente após serem infligidas, sugerindo que as vítimas haviam recebido cuidados médicos que permitiram a cicatrização antes de novas lesões serem causadas.

Autoridades tentaram reabrir o caso, mas sem sucesso, devido ao tempo transcorrido e à falta de registros sobre mulheres desaparecidas naquela região durante o período relevante. Um detalhe perturbador foi notado pelos arqueólogos forenses. Todas as ossadas haviam sido enterradas com pequenos frascos de vidro contendo mechas de cabelo, não das vítimas, mas aparentemente de diferentes membros da família Dalton, identificados por iniciais gravadas nas tampas BD, D, TD e D. Sa D. O Dr.

Stevens teorizou que os frascos poderiam representar uma forma ritualizada de assinatura, indicando qual membro da família havia sido o pesquisador principal nos experimentos com cada vítima específica. Particularmente perturbadora, foi a presença de um frasco marcado com as iniciais MD, presumivelmente Margaret Dalton, junto à ossada de uma mulher estimada em apenas 16 anos, sugerindo que a filha de Bartholom havia assumido um papel ativo nos experimentos em determinado ponto.

O último capítulo conhecido desta história foi escrito em 1968, quando uma senhora idosa em um asilo em Oregon, ao ler uma reportagem sobre as descobertas em Dakota, chamou a atenção da equipe médica por sua reação extrema de agitação. Nos dias seguintes, a mulher, que havia sido internada 10 anos antes, sob o nome de Elanor Smith, e que raramente falava, começou a escrever compulsivamente em cadernos fornecidos pela equipe.

Quando faleceu, uma semana depois, deixou mais de 200 páginas manuscritas que começavam com as palavras: “Meu nome é Elenor Dalton e esta é minha confissão. Os cadernos foram entregues às autoridades federais e imediatamente classificados como confidenciais. O conteúdo nunca foi divulgado publicamente, mas funcionários do asilo que tiveram contato com o material descreveram-no como o relato mais perturbador de degradação humana já registrado.

Um enfermeiro que pediu para permanecer anônimo mencionou que as últimas palavras do manuscrito eram: “Não procurem por eles”. Alguns seguiram adiante, outros permanecem entre nós, observando. A ciência do Dr. Dalton, como ele a chamava, não morreu com ele. Encontrou novos praticantes, novos estudiosos.

Eles acreditam estar além do julgamento humano, além da moralidade comum, e talvez estejam certos, pois que palavras humanas poderiam descrever adequadamente o que fizemos? Uma assistente social do asilo, Martha Reynolds, em entrevista concedida anos depois ao Seattle Times, descreveu alguns detalhes menos sensíveis da confissão. Segundo ela, Elanor revelou que Bartolomio havia iniciado seus experimentos com ela ainda durante seu tratamento em Rally, gradualmente alterando sua medicação para incluir substâncias que a tornavam altamente sugestionável. Através de um processo

que chamava de reconfiguração mental. Ele estabeleceu padrões de obediência automática a certos gestos e palavras chave, criando efetivamente um controle quase absoluto sobre seu comportamento. Reyolds relatou que, segundo Elanor, o nascimento dos filhos foi planejado por Bartolômio como a próxima fase da pesquisa, com o objetivo de criar indivíduos que pudessem ser condicionados desde o nascimento, sem a necessidade de superar resistências previamente estabelecidas. Os três filhos foram criados em um ambiente completamente controlado, onde Bartolom

determinava absolutamente tudo, desde a linguagem utilizada para descrever o mundo até os conceitos de certo e errado. Reyolds mencionou que Elenor des escreveu em detalhes perturbadores, como Bartolomeo, reconstruiu a realidade para seus filhos, criando um universo paralelo, onde suas práticas aberrantes eram normalizadas e até celebradas como avanços científicos.

Particularmente inquietante foi o relato de Eleanor sobre como Bartolomeuill utilizava câmaras de observação escondidas para monitorar constantemente os quartos dos filhos desde a infância. estudando e documentando meticulosamente seu desenvolvimento.

Quando atingiram a adolescência, foram gradualmente introduzidos aos experimentos como assistentes, inicialmente apenas observando e tomando notas, posteriormente participando ativamente. Helenor descreveu como Margaret, particularmente desenvolveu uma dedicação quase fanática às teorias do pai, eventualmente tornando-se sua principal colaboradora.

O caso da família Dalton permanece oficialmente sem solução. Os registros completos foram selados por ordem judicial em 1969, com previsão de liberação apenas em 2069, 100 anos após sua classificação. Em 1972, o professor James Wilson, do departamento de sociologia da Universidade de Berkeley, publicou um artigo acadêmico intitulado Estruturas familiares patológicas, o caso Dalton como arquétipo.

No estudo, Wilson argumentou que o caso representava um exemplo extremo de como estruturas familiares fechadas podem se tornar veículos para patologias individuais. Segundo sua análise, Bartolomu havia explorado os laços familiares naturais e as dinâmicas de poder inerentes à unidade familiar para criar um sistema totalitário em miniatura, onde sua palavra era lei absoluta e sua visão de realidade inquestionável.

Wilson teorizou que o poder de Bartolomeio sobre sua família derivava não apenas de coersão física ou química, mas da criação de um sistema completo de crenças, valores e práticas que constituíam uma realidade alternativa coerente. Dentro desse sistema, ações que seriam consideradas monstruosas pelo resto da sociedade eram redefinidas como necessárias, científicas ou mesmo nobres.

O sociólogo observou que mecanismos similares, embora raramente tão extremos, podem ser observados em culturas familiares abusivas, onde a realidade é consistentemente distorcida para normalizar comportamentos danosos. Enquanto isso, nas proximidades da antiga propriedade Dalton, agora uma área de pastagem sem qualquer vestígio da casa original, moradores locais ocasionalmente relatam avistamentos inexplicáveis.

Luzes movendo-se à noite onde não deveria haver ninguém e o som distante do que parece ser uma mulher chorando. As autoridades atribuem esses relatos à imaginação popular alimentada pelas lendas sobre o local. No entanto, um guardião do pequeno cemitério de Deadwood, onde supostamente foram enterradas as ossadas encontradas em 1967, afirma que a cada 5 anos, no aniversário da fuga dos Dalton, pequenas mechas de cabelo aparecem sobre os túmulos não identificados, cuidadosamente arranjadas e presas com fitas negras. Em 1978, um historiador independente, Frank

Morrison, após extensa pesquisa em arquivos de hospitais psiquiátricos no Oeste americano, publicou um artigo sugerindo que pelo menos cinco pacientes internados entre 1885 e 1920 poderiam ter sido vítimas dos Dalton que conseguiram escapar ou foram abandonadas quando não mais serviam aos propósitos dos experimentos.

Morrison identificou padrões consistentes nos registros médicos, mulheres jovens, sem histórico prévio de problemas mentais, que repentinamente apareciam desorientadas em pequenas comunidades, incapazes de fornecer informações coerentes sobre seu passado, mas demonstrando comportamentos bizarros consistentes com um condicionamento psicológico intenso.

Uma dessas mulheres, identificada nos registros apenas como paciente 27 em um hospital de Montana, exibia comportamento particularmente sugestivo. Segundo as anotações do médico responsável, ela respondia automaticamente a certos gestos, como se fossem comandos, realizando ações complexas, sem consciência aparente de estar fazendo algo incomum.

O médico observou também que a mulher ocasionalmente falava sobre sessões e observadores e demonstrava extrema agitação quando via homens com barba grisalha ou óculos redondos, características físicas associadas a Bartolomil Dalton. Em 1982, o centésimo aniversário dos primeiros registros conhecidos do caso Dalton motivou uma série de artigos em publicações especializadas em criminologia histórica. Um deles, escrito pelo Dr.

Robert Thompson da Universidade de Michigan, apresentou evidências de que Bartolomil Dalton poderia ter mantido contato com outros médicos e acadêmicos que compartilhavam seus interesses. Thomson descobriu correspondências em arquivos universitários que sugeriam a existência de um pequeno círculo de homens que, sob o pretexto de pesquisa científica avançada trocavam informações sobre técnicas de condicionamento comportamental e controle psicológico.

Thompson argumentou que, embora Bartholomio tenha desaparecido do registro histórico, suas teorias e métodos poderiam ter sobrevivido através desse círculo de associados. Particularmente alarmante foi a descoberta de um memorando datado de 1901 de um professor de psicologia da Universidade de Chicago para um colega mencionando os protocolos Dalton e discutindo sua aplicabilidade em contextos institucionais.

O memorando sugeria que alguns aspectos das técnicas de Bartolômio poderiam ter sido adaptados e incorporados em certas práticas psiquiátricas do início do século XX, despojados de seus elementos mais explicitamente sexuais, mas mantendo o núcleo de condicionamento comportamental através de estímulo resposta.

Em 1985, uma pesquisadora independente, Tortra, Laura Mitchell, publicou um estudo comparando os fragmentos conhecidos dos métodos de Bartolomeu, com técnicas documentadas de lavagem cerebral e controle mental, desenvolvidas por regimes totalitários e agências de inteligência no século XX. Mitchell identificou similaridades inquietantes, sugerindo que Bartolomu havia de forma independente e décadas antes, desenvolvido princípios básicos de controle psicológico que seriam posteriormente redescobertos e sistematizados por outros.

Mitchell observou que as técnicas de Bartholom combinavam elementos de condicionamento pavloviano, isolamento sensorial, administração controlada de substâncias psicoativas e o que ela chamou de reconstrução narrativa, a substituição sistemática do entendimento convencional da realidade por uma narrativa alternativa cuidadosamente construída.

A pesquisadora argumentou que a verdadeira inovação de Bartolomeio não estava nos componentes individuais de seu sistema, mas na forma como os integrou em um processo coerente e autossustentável, utilizando a estrutura familiar como veículo e escudo.

Particularmente perturbadora foi a observação de Mitchel de que, ao contrário de outros sistemas de controle mental que dependem de aplicação externa contínua, o método de Bartolomeio aparentemente conseguia criar sujeitos autogerenciados, indivíduos tão profundamente condicionados que continuavam a operar dentro do sistema, mesmo na ausência de supervisão direta.

Isto explicaria como Margaret e os outros filhos poderiam ter continuado as práticas do pai mesmo após eventuais separações. Em 1987, um antropólogo cultural, Dr. Paul Anderson, conduziu uma análise dos aspectos rituais do caso Dalton, baseando-se nos fragmentos disponíveis dos cadernos e em relatos de testemunhas.

Anderson propôs que as sessões conduzidas por Bartholomillo, embora apresentadas como experimentos científicos, coninham elementos estruturais semelhantes a rituais religiosos: preparação formal, sequência prescrita de ações, papéis claramente definidos para participantes, uso de objetos simbólicos, instrumentos médicos e um elemento de transcendência representado pela busca de conhecimento proibido.

Anderson sugeriu que para os participantes, especialmente os filhos criados dentro do sistema, estas sessões provavelmente funcionavam como uma forma de ritual sagrado, reforçando o sistema de crenças estabelecido por Bartolome e proporcionando uma sensação de participação em algo maior que eles mesmos.

Esta dimensão quase religiosa, argumentou Anderson, poderia explicar a devoção extraordinária dos filhos, as práticas do pai, bem como a persistência dessas práticas mesmo após a dispersão da família. Em 1990, uma carta anônima foi enviada ao Departamento de História da Universidade de Daul, contendo um recorte de jornal de 1923 de uma pequena cidade no México.

O recorte parcialmente deteriorado mencionava um médico americano de idade avançada, que havia estabelecido uma clínica isolada nas montanhas, onde tratava pacientes especiais, principalmente senhoras de constituição nervosa delicada. O médico, identificado apenas como Dr.

Smith, era descrito como um homem de conhecimentos extraordinários, embora seus métodos sejam considerados não convencionais por alguns. A carta incluía uma nota manuscrita. Ele viveu até 1924. Morreu em seu sono, sem jamais enfrentar justiça terrena. Mas seus filhos continuaram sua obra, cada um à sua maneira. Procurem por eles nos lugares onde pessoas vulneráveis buscam ajuda e encontram novas correntes para suas mentes.

A caligrafia nunca foi formalmente comparada com amostras conhecidas da escrita de Elenor ou dos filhos Dalton. e a autenticidade da carta permanece questionável, mas o tom e os detalhes específicos sugerem conhecimento íntimo do caso. Em 1992, um historiador da medicina, Dr. Samuel Richardson, descobriu em arquivos de uma antiga escola de medicina em Filadélphia um conjunto de notas de aula datadas de 1907, aparentemente baseadas em ideias atribuídas a um Dr. B. Smith, pesquisador independente.

As notas discutiam técnicas para o tratamento de histeria feminina e outros distúrbios nervosos através de um processo descrito como reeducação sensitiva e recalibração comportamental. Richardson observou que a terminologia e os métodos descritos eram notavelmente similares à aqueles documentados nos fragmentos sobreviventes dos cadernos de Bartolome Dalton.

Mais significativo ainda foi o nome do professor que ministrou o curso, Dr. Edward Smith, descrito nos registros da instituição como um homem reservado de origem sulista, cujas qualificações específicas permanecem obscuras nos arquivos. Richardson propôs a hipótese de que este poderia ter sido Edward Dowton, o filho mais velho de Bartholomill, utilizando um pseudônimo para disseminar versões sanitizadas das teorias do pai em círculos acadêmicos.

O curso foi ministrado por apenas um semestre, após o qual Dr. Smith deixou a instituição sem explicações. Em 1995, durante a demolição de uma antiga clínica particular em Seattle, trabalhadores descobriram uma câmara selada no porão, contendo equipamentos médicos antigos e um conjunto de fotografias em placas de vidro.

As fotografias datadas aproximadamente de 1900 a 1910 mostravam mulheres em várias posições, todas com expressões vazias, semelhantes àquelas descritas nas vítimas dos Dalton. No verso de uma das placas havia a inscrição: Sujeito 17, fase 3, procedimento TD, iniciais que corresponderiam a Thomas Dalton. As autoridades investigaram a história da clínica e descobriram que havia sido operada entre 1897 e 1912 por um Dr.

Thomas Smith, descrito em registros municipais como especialista em condições nervosas femininas. A clínica fechou abruptamente quando o Dr. Smith desapareceu sem deixar explicações, pouco depois de um jornal local publicar um artigo questionando suas credenciais e métodos. Uma fotografia preservada em arquivos municipais mostrava um homem cuja semelhança com Thomas Dalton, baseada em descrições da época, era considerável, embora não conclusiva.

Em 1998, uma tese de doutorado em psicologia forense analisou o caso Dalton como um exemplo pioneiro de unidade familiar patológica, um fenômeno em que uma família inteira se torna veículo para comportamentos criminosos sistêmicos. A autora, Dra.

Emily Parker propôs que os filhos Dalton, tendo sido criados desde o nascimento dentro do sistema distorcido de Bartolomillo, representavam um caso raro de indivíduos que nunca tiveram a oportunidade de desenvolver um senso moral convencional. Para eles, argumentou Parker, as práticas da família não eram percebidas como imorais ou criminosas, mas simplesmente como a realidade, o único mundo que conheciam.

Parker sugeriu que Margaret Dalton, em particular representava um caso extraordinário de transmissão patológica de segunda geração, alguém que não apenas internalizou completamente o sistema do progenitor, mas o desenvolveu e expandiu. Baseando-se nos fragmentos disponíveis dos registros de Bartolome, Parker observou que Margaret havia demonstrado capacidade não apenas de seguir as práticas do pai, mas de inovar dentro delas, aplicando os princípios de condicionamento de formas que Bartolomeu aparentemente não havia contemplado. Em 2001, uma série de e-mails anônimos foi

enviada a vários pesquisadores que haviam publicado trabalhos sobre o caso Dalton. Os e-mails remetidos de contas temporárias não rastreáveis coninham informações específicas sobre o caso que não haviam sido divulgadas publicamente, sugerindo acesso a materiais originais ou conhecimento direto.

O conteúdo mais perturbador desses e-mails era a sugestão de que descendentes diretos e indiretos da linhagem Dalton continuavam ativos, tendo adaptado os métodos originais de Bartolomeio para contextos contemporâneos. Um dos e-mails afirmava: “Vocês procuram nos lugares errados. Não busquem por nomes ou faces, mas por padrões de comportamento.

O trabalho continua, não em celeiros isolados, mas à vista de todos, em instituições respeitáveis, onde certos pacientes especiais são submetidos a terapias experimentais que nunca são publicadas em jornais médicos. A família cresceu além do sangue, tornando-se uma linhagem de conhecimento, transmitido de mentor a aprendiz.

Tentativas de investigar a origem desses e-mails não tiveram sucesso e a maioria dos pesquisadores os tratou como uma elaborada mistificação. No entanto, em 2002, um pequeno Instituto de Pesquisa Comportamental em Nevada foi fechado após uma investigação revelar práticas antiéticas envolvendo pacientes vulneráveis. O diretor do Instituto, Dr. Robert Jenkins, havia desaparecido dias antes do início da investigação, levando consigo registros detalhados de seus tratamentos.

Um funcionário que colaborou com as autoridades mencionou que Jenkins frequentemente se referia a um legado de conhecimento que havia recebido de seu mentor, cujo nome nunca revelava. Em 2003, um antropólogo forense, Dr. Kevin Russell conseguiu acesso às ossadas encontradas na propriedade Dalton em 1967, com o objetivo de aplicar técnicas modernas de análise não disponíveis na época da descoberta.

Russell identificou padrões de fraturas consistentes com a aplicação de um dispositivo de tensão gradual, um método dolorosamente semelhante a certas formas de tortura documentadas em regimes totalitários do século XX, mas aparentemente adaptado para o que Russell chamou de propósitos experimentais sistemáticos.

Mais perturbador foi a descoberta de que algumas das vítimas haviam sobrevivido por períodos prolongados, após lesões que normalmente seriam fatais sem intervenção médica sofisticada. Russell concluiu que Bartolom estava não apenas infligindo trauma, mas ativamente mantendo suas vítimas vivas para continuar seus experimentos, demonstrando um nível de premeditação e metodologia que colocava suas ações entre as mais calculadas da história criminal americana.

Em 2005, uma especialista em história da fotografia, Dra. Susan Richards, analisando as placas fotográficas encontradas em Seattle, identificou técnicas e características estilísticas que sugeriam conexão com um conjunto similar de fotografias descobertas em 1977 em um porão selado de uma antiga residência em Portland, Oregon.

As fotografias de Portland, datadas aproximadamente de 1915 a 1920, nunca haviam sido formalmente vinculadas ao caso Dalton, mas Richards identificou padrões consistentes de pose, iluminação e, mais significativamente, a mesma expressão vazia nas mulheres fotografadas. Richards propôs que ambos os conjuntos poderiam representar uma espécie de documentação de pesquisa continuada, possivelmente realizada por Thomas Dalton em Seattle e posteriormente por outro membro da família em Portland. Particularmente intrigante foi a descoberta de que algumas das mulheres apareciam em

fotografias de ambas as locações, sugerindo transferência de sujeitos entre os operadores. Esta descoberta forneceu o primeiro indício concreto de que os filhos Dalton poderiam ter continuado a colaborar mesmo após a dispersão da família original. Em 2007, um especialista em genealogia e história familiar, Dr.

Martin Colman, conduziu uma pesquisa extensiva para tentar identificar possíveis descendentes dos Dalton. A tarefa era complicada pela mudança de nome e pela natureza fragmentária dos registros, mas Coleman conseguiu identificar várias linhas de descendência possíveis, principalmente através de registros de nascimento em várias localidades do oeste americano, entre 1890 e 1930.

Coleman descobriu que Margaret Dalton, usando o nome Margaret Smith, aparentemente havia dado à luz três filhos entre 1895 e 1905, em três cidades diferentes: Denver, South Lake City e San Francisco. Os registros indicavam que os pais eram diferentes em cada caso, sugerindo que Margaret não mantinha relacionamentos estáveis.

Mais significativo foi o padrão de ocupação que Coleman identificou. Todos os prováveis descendentes de Margaret, através de várias gerações, tendiam a seguir carreiras em campos relacionados à medicina, psicologia ou instituições correcionais, posições que proporcionariam acesso a indivíduos vulneráveis e controle sobre eles.

Em 2010, uma pesquisadora em psicologia histórica, Dra. Jennifer Adams publicou um estudo analisando os fragmentos disponíveis dos cadernos de Bartholomil Dalton à luz de teorias contemporâneas sobre controle coercitivo e abuso psicológico. Adams argumentou que Bartholom havia efetivamente criado um sistema de controle total que antecipava muitas técnicas posteriormente identificadas em contextos de violência doméstica, cultos religiosos e campos de prisioneiros. O aspecto mais inovador da análise de Adams foi sua identificação

do que chamou de condicionamento em cascata, um processo em que indivíduos condicionados se tornam, por sua vez, condicionadores de outros, criando uma cadeia autodisseminadora de controle. Segundo esta teoria, os filhos Dalton, tendo sido completamente condicionados por Bartolomil, tornariam-se naturalmente condicionadores de outros, perpetuando o sistema, mesmo sem instrução específica para fazê-lo.

Adam sugeriu que este mecanismo poderia explicar como as práticas da família poderiam ter sobrevivido e evoluído muito além da morte de Bartolomil. Em 2012, durante a renovação de uma antiga casa em Boston, trabalhadores descobriram uma coleção de cartas escondidas em uma cavidade na parede. Cartas datadas de 1932 a 1947 eram correspondências entre indivíduos identificados apenas por iniciais.

MS, possivelmente Margaret Smith Dalton, TS, possivelmente Thomas Smith Dalton e IS, possivelmente Edward Smith Dalton. O conteúdo, embora codificado e obscuro, fazia referências a sujeitos, procedimentos e resultados. observáveis de maneira consistente com a terminologia encontrada nos cadernos originais de Bartolomeo.

Particularmente perturbadora, foi uma carta datada de 1939, em que MS escrevia: “A terceira geração demonstra adaptabilidade excepcional ao processo. Os resultados superaram mesmo as previsões mais otimistas do patriarca. Sua visão era verdadeiramente profética, não apenas uma família, mas uma linhagem dedicada à grande obra.

Esta seria a primeira evidência concreta de que os netos de Bartolomil Dalton poderiam ter sido incorporados ao sistema familiar, sugerindo uma continuidade geracional perturbadora. Em 2015, um historiador da ciência, Dr. William Thompson, descobriu em arquivos médicos da década de 1940 referências a um protocolo D, sendo utilizado experimentalmente em certas instituições psiquiátricas para tratamento de pacientes recalcitrantes.

A descrição fragmentária do protocolo sugeria um sistema de condicionamento através de estímulo resposta, notavelmente similar aos métodos atribuídos a Bartolomill Dalton. Thompson identificou pelo menos três instituições onde o protocolo foi aparentemente implementado, todas tendo, em seu quadro médico indivíduos que poderiam estar conectados à linhagem Dalton, seja por descendência direta ou por linhagem intelectual, tendo estudado sob orientação de outros conectados à família. Thompson argumentou que as ideias de Bartolomeo, despojadas de seus

elementos mais explicitamente sexuais e revestidas de terminologia médica contemporânea, poderiam ter sido parcialmente incorporadas em certas práticas institucionais, criando um legado que sobreviveu muito além da família original. Este processo teria sido facilitado pelo clima de experimentação psiquiátrica que caracterizou certos períodos do século 20, quando técnicas hoje consideradas antiéticas eram aceitas em nome do progresso científico.

Em 2017, uma especialista em análise documental, Dra. Rachel Miller, conduziu um estudo forense dos manuscritos atribuídos a Elenor Dalton, escritos pouco antes de sua morte em 1968. Miller identificou padrões linguísticos e estruturais consistentes com aqueles encontrados nos fragmentos sobreviventes dos cadernos de Bartolome, sugerindo que mesmo após década separada do marido, Elenor continuava a utilizar a terminologia e estruturas conceituais que ele havia estabelecido.

Miller argumentou que isso demonstrava a profundidade do condicionamento a que Elenor havia sido submetida. tão completo que mesmo em seus últimos dias, quando aparentemente tentava liberar-se do sistema do marido através de confissão, ela permanecia incapaz de articular sua experiência fora dos parâmetros linguísticos que ele havia estabelecido.

Miller descreveu isso como prisão conceitual, um estado em que um indivíduo permanece cativo, não através de restrições físicas, mas por limitações impostas à própria estrutura de seu pensamento. Em 2019, um documentarista independente, Michael Reynolds, tentando produzir um filme sobre o caso Dalton, descobriu que vários arquivos essenciais haviam sido temporariamente indisponíveis para consulta ou perdidos durante reorganização administrativa.

Outros pesquisadores reportaram experiências similares, levantando especulações sobre possível interferência coordenada para limitar acesso a informações sobre o caso. Reynolds observou o padrão curioso de que documentos específicos tendiam a se tornar inacessíveis pouco depois de serem solicitados por pesquisadores, trabalhando especificamente no caso Dalton, enquanto permaneciam disponíveis para pesquisas históricas gerais.

Estas dificuldades alimentaram teorias conspiratórias sobre uma possível rede Dalton contemporânea composta por descendentes e discípulos que continuariam a proteger o legado familiar. Enquanto a maioria dos acadêmicos rejeita tais teorias como especulativas, alguns pesquisadores, como a Dra.

Adams argumentam que a hipótese de uma continuidade geracional não pode ser completamente descartada, considerando os mecanismos de transmissão patológica identificados em seu trabalho. O caso da família Dalton permanece como um dos mais perturbadores da história criminal do Oeste americano, não apenas pela natureza dos atos cometidos, mas pelo envolvimento de toda uma unidade familiar e pela habilidade com que conseguiram evadir completamente a justiça.

Como escreveu o xerife Pickering em suas memórias não publicadas encontradas após sua morte. Existem maldades que a lei não consegue alcançar, não porque sejam muito poderosas, mas porque são como sombras que se movem na penumbra da compreensão humana. A família Dalton levou consigo seus segredos e talvez seja melhor para a sanidade de todos nós que a extensão completa de suas práticas nunca venha à luz. No entanto, como observou o Dr.

Jenkins em suas conclusões sobre o caso, o verdadeiro terror não está nos atos em si, por mais horrendos que fossem, mas na completa reconstrução da realidade que permitiu que uma família inteira não apenas participasse deles, mas os visse como uma forma elevada de conhecimento. Na propriedade isolada dos Dalton, nas vastas planícies de Dakota, foi criado um universo paralelo com suas próprias regras e valores, onde o impensável se tornou rotina e o monstruoso foi celebrado como transcendência.

E o mais perturbador é a possibilidade de que tal universo possa ser recriado em qualquer tempo ou lugar onde a humanidade seja eclipsada pela obsessão. Talvez o epílogo mais inquietante desta história venha das supostas últimas palavras de Elanor Dalton, conforme relatadas pela assistente social que esteve com ela em seus momentos finais. Os olhos dele ainda me observam através das paredes.

Os olhos deles observando, sempre observando, mesmo agora enquanto falo com você. É assim que ele sobrevive através do olhar. Enquanto houver olhos observando da maneira que ele ensinou, Bartolomeio nunca realmente morrerá. Enquanto isso, nas proximidades da antiga propriedade Dalton, agora uma área de pastagem sem qualquer vestígio da casa original, moradores locais ocasionalmente relatam avistamentos inexplicáveis, luzes movendo-se à noite onde não deveria haver ninguém e o som distante do que parece ser uma mulher chorando. As autoridades atribuem esses

relatos à imaginação popular alimentada pelas lendas sobre o local. No entanto, um guardião do pequeno cemitério de Deadwood, onde supostamente foram enterradas as ossadas encontradas em 1967, afirma que a cada 5 anos, no aniversário da fuga dos Dalton, pequenas mechas de cabelo aparecem sobre os túmulos não identificados, cuidadosamente arranjadas e presas com fitas negras.

E em pequenas cidades por todo o oeste americano persistem rumores ocasionais sobre clínicas privadas, onde certos tratamentos especiais são oferecidos para casos difíceis, estabelecimentos que aparecem brevemente e depois desaparecem sem deixar rastros, exceto por pacientes que retornam às suas comunidades mudados de maneiras que não conseguem explicar, com olhares vazios, estranhamente semelhantes à aqueles descritos nas vítimas da família Dalton mais de um século atrás.

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