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  • DESISTÊNCIA! Fabiano NÃO AGUENTA e TOMA ATITUDE, Carol IMPEDE! MADRUGADA RENDE BEIJOS!

    DESISTÊNCIA! Fabiano NÃO AGUENTA e TOMA ATITUDE, Carol IMPEDE! MADRUGADA RENDE BEIJOS!

    A reta final de A Fazenda 17 provou, mais uma vez, que o confinamento é um teste de ferro para a mente e as emoções. A última madrugada foi um verdadeiro turbilhão de acontecimentos que prometem redefinir o jogo: uma quase desistência dramática, revelações explosivas durante a festa e um confronto de peso entre a apresentadora e a crítica especializada. Se você pensava que o reality já tinha entregado tudo, prepare-se para mergulhar nos bastidores da exaustão e da estratégia.

    O Grito de Exaustão e o Veto de Carol: Fabiano no Limite

    Três meses de isolamento, pressão e embates fazem a conta chegar, e foi o peão Fabiano quem demonstrou estar à beira do colapso. Em uma conversa franca e de madrugada com a aliada Carol, Fabiano revelou a profundidade de seu esgotamento, chegando a cogitar a atitude mais radical de um participante: bater o sino e abandonar a competição.

    A cena, carregada de vulnerabilidade, revelou um lado pouco explorado do competidor, que se firmou no papel de “paizão” da casa. “Eu estou no meu limite. Se eu acordar amanhã louco, eu bato o sino. Dane-se”, desabafou Fabiano. A resposta de Carol, no entanto, foi imediata e crucial, atuando como um pilar de sustentação para o amigo. “Eu não vou deixar, não vai nada. Mas estou igual a você. Calma, a gente está junto. Você não está sozinho”, rebateu Carol, demonstrando que, apesar de sua própria exaustão, a aliança com Fabiano é uma prioridade no jogo.

    Justiça determina penhora do cachê de Fabiano em 'A Fazenda 17'

    Esse momento de fragilidade levanta um questionamento essencial sobre a saúde mental dos participantes na fase final e consolida a dinâmica de apoio mútuo entre Carol e Fabiano. A exaustão da própria Carol, já perceptível na casa e comentada por outros peões, como Duda, que aposta em um “surto” dela com Kate, é um reflexo do alto preço que se paga pela entrega total ao jogo. A intervenção de Carol impedindo Fabiano de desistir pode ter garantido a permanência de um aliado crucial para a finalíssima, reafirmando o compromisso de ambos em seguir adiante, mesmo no auge do cansaço.

    A Festa da Intimidade e o “Trisal” Surpreendente

    Se a madrugada trouxe a tensão da desidência, a festa injetou o caos e a intimidade. Os holofotes se voltaram para a interação calorosa entre peões, com destaque para a efusão de casais e as demonstrações de afeto inesperadas. O clima esquentou entre Dudu e Saori, e entre Mesquita e Duda, que protagonizaram momentos de grande proximidade, com direito a abraços e carinhos explícitos que a música alta não conseguiu abafar.

    No entanto, o evento que roubou a cena e chocou quem acompanhava a transmissão 24 horas foi o “selinho triplo” entre Kate, Mesquita e Duda. A atitude foi rapidamente percebida e criticada por Dudu e Saori, que demonstraram surpresa com o que consideraram ser um sinal de “mundo perdido” ou, nas palavras de Saori, a busca de Kate por se inserir em uma nova dinâmica. O beijo gerou tamanha repercussão que Dudu, autodeclarado guardião da fofoca, prometeu contar tudo a Carol.

    A promessa de Dudu foi cumprida. Chamando Carol para um canto, ele narrou os detalhes do beijo em trio. A reação de Carol, contudo, foi o grande plot twist da noite. Contrariando a expectativa de Dudu, que apostava na revolta da peoa contra Kate, Carol surpreendeu ao ignorar e, em suas palavras, “cagar” para a fofoca. Apenas comentou com ironia sobre a atitude dos envolvidos, mostrando que talvez seu foco e paciência para “tretas” menores estejam se esgotando, ou que sua estratégia de jogo a faz priorizar batalhas mais importantes. A indiferença de Carol frustrou Dudu, mas provou que ela não se deixa manipular por fofocas direcionadas e está focada em seu próprio caminho até o prêmio.


    Análise do Jogo: Soberba, Alianças e a Projeção da Final

    A volta de Mesquita da Roça trouxe consigo uma dose extra de autoconfiança e uma crítica afiada aos seus adversários. Em conversa com Duda, Mesquita não poupou alfinetadas, especialmente direcionadas a Carol e Fabiano. Para ele, a “soberba” de Carol, que “cantou muita vitória antes do tempo” e “achava que sabia jogar”, será o fator que a derrubará na reta final. Segundo Mesquita, a lição de nunca duvidar do poder do público é algo que a favorita subestimou.

    Fabiano também foi alvo da análise de Mesquita, que o rotulou como “pau mandado” de Carol. O peão, que assume o papel de “paizão” da casa, estaria pecando por ser facilmente influenciável e por não se posicionar com opinião formada, como, segundo o crítico, Kate tem feito. Para Mesquita, o peão só seria um “grande jogador” se batesse de frente com Carol em momentos de discordância, mas sua falta de embate e sua aceitação de críticas sem rebater o afastam do Top 5. Duda concordou com a crítica, pontuando que a postura de Fabiano “fica feio para ele”. A avaliação de Mesquita, no entanto, deve ser vista com a lente de sua própria estratégia, buscando enfraquecer os favoritos do grupo rival.

    Ainda sobre o jogo, a proximidade entre Dudu e Saori ganhou um tom de futuro. Dudu chegou a se colocar à disposição para ter um filho com Saori. Ela, por sua vez, demonstrou ciúmes e toques de desconfiança, lembrando que ele estava “dividido” até pouco tempo. Já a própria Saori tentou alertar Dudu sobre Fabiano, lembrando-o de que o aliado “deixou [Dudu] sobrar no Resta Um”, insinuando que a lealdade de Fabiano no jogo não se estende a todos os momentos cruciais, apesar de sua postura de amizade “para a vida”. O jogo, portanto, está sendo disputado tanto nas grandes estratégias quanto nas pequenas conversas sobre confiança.


    O Amor em Teste: Duda e Mesquita e a Vida “Lá Fora”

    Em meio à euforia da festa, Duda e Mesquita protagonizaram uma “DR” (Discussão da Relação) profunda sobre o futuro de seu envolvimento. Mesquita questionou a famosa frase de reality show, “lá fora a gente vê”, argumentando que essa expressão transmite a sensação de que o que viveram não é “o suficiente” para um compromisso fora das câmeras. Ele defendeu que a escolha é binária: ou a experiência foi apenas legal e cada um segue sua vida, ou ela foi significativa o suficiente para que ambos confiem no futuro e sigam juntos.

    A resposta de Duda foi um raro exemplo de sinceridade e maturidade em um reality. Ela negou que a relação não seja suficiente, afirmando, inclusive, que consegue se ver em um relacionamento com Mesquita, que seria “10 de 10”. No entanto, ela foi clara: seus objetivos pessoais e suas metas, principalmente em relação à mãe e à organização de sua vida, exigem foco. Para Duda, entrar em um relacionamento neste momento desviaria sua atenção de prioridades urgentes. Sua transparência foi um ponto alto da conversa, estabelecendo limites e expectativas de forma honesta, o que é, como pontuado pelo próprio comentarista, a base de qualquer relação. Resta saber se Mesquita aceitará esperar pela conclusão das metas pessoais de Duda ou se a pressão do mundo real irá minar o romance iniciado no confinamento.


    Galisteu Bate de Frente: A Jornalista, a Firmeza e a Técnica

    Um dos momentos mais inesperados e comentados fora da casa foi o desabafo furioso da apresentadora Adriane Galisteu contra a jornalista Ana Luía Santiago, do jornal Globo, que a havia criticado por “falta de firmeza” ao vivo, especialmente durante as brigas na votação.

    Galisteu não mediu palavras, chamando a crítica de “cara de pau” e acusando a jornalista de não ter noção de seu trabalho, das regras do programa e nem do ambiente em que o reality se insere. O ápice do desabafo de Galisteu foi um convite, quase uma convocação, para que a jornalista fosse ao estúdio entender a dinâmica da atração antes de tecer críticas rasas ou preconceituosas.

    A defesa da apresentadora toca em um ponto técnico crucial, muitas vezes ignorado pela crítica leiga. Em transmissões ao vivo com alto volume de gritaria (como ocorre em brigas), a produção ajusta o áudio da apresentadora no ponto de retorno dos participantes em um volume que evite a microfonia e o vazamento do som em seus microfones. Consequentemente, mesmo que Galisteu “berre” no estúdio, o som que chega para os peões na sede é equalizado para baixo e pode ser facilmente sobreposto pela gritaria.

    Não se trata, portanto, de “falta de pulso” ou de “falta de firmeza”, mas de uma questão de equalização técnica de áudio, confirmada por profissionais que conhecem os bastidores de centrais técnicas de operação e estúdios de televisão. A crítica de Galisteu expõe a lacuna de informação de quem critica o formato sem entender a complexidade técnica de uma transmissão ao vivo, oferecendo um parecer contundente e defendendo a integridade de seu trabalho.


    O Afunilamento do Jogo: Reta Final e Torcidas

    Com a eliminação de Tamires e o jogo afunilando em dezembro, as torcidas precisam mostrar sua força. O apresentador do programa comenta a tradição de pedir o voto para Dudu Campeão, mas levanta a lebre: Fabiano, que está sempre envolvido nas dinâmicas de paizão e ainda se mantém no jogo, pode “atrapalhar um pouco a vitória do Dudu” ao dividir a porcentagem da torcida.

    Os poderes (A: repassar votos; B: peso dois no voto) também estão em pauta, adicionando ainda mais tempero à próxima formação de Roça. Seja qual for o seu lado, a verdade é que A Fazenda 17 entrou em sua fase mais tensa, com desabafos de exaustão, estratégias de bastidores e um público cada vez mais dividido.

    Quem você acha que se renderá primeiro ao cansaço? E a soberba de quem cairá por terra? O jogo segue intenso, e a vitória está nos detalhes.

  • O SACRIFÍCIO DE SANGUE: BOLSONARO ENTREGA O MANDATO DO FILHO EDUARDO PARA COMPRAR APENAS DOIS ANOS DE PRISÃO

    O SACRIFÍCIO DE SANGUE: BOLSONARO ENTREGA O MANDATO DO FILHO EDUARDO PARA COMPRAR APENAS DOIS ANOS DE PRISÃO

    A Câmara dos Deputados aprovou o PL da dosimetria, o que em tese reduz as penas de Bolsonaro. Mas por que em tese? Porque para o Bolsonaro conseguir reduzir as penas ao máximo, ele vai ter que estudar e trabalhar na prisão. Atividades pouco compatíveis com o Bolsonaro. E não é picardia da minha parte, mas as penas do Bolsonaro tendem a ser reduzidas até como uma forma da Câmara dos Deputados reagir ao Gilmar Mendes que tentou blindar os ministros do STF.

    O centrão pautou e aprovou a dosimetria como uma forma de tentar forçar o Flávio Bolsonaro a retirar a candidatura, algo que não sei se ele vai fazer. E sinceramente seria um erro para o futuro político da família Bolsonaro o Flávio retirar a candidatura. Mas houve um grande acordo para que a o PL da dozimetria fosse pautado e aprovado.

    Um acordo que envolveu a cassação do Alexandre Ramagem, da Carla Zambelli, do Flávio Bolsonaro, sendo sacrificado pelo próprio pai. e também do Glauber Braga, do PSOL, para se contrapor à cassação dos mandatos dos deputados de direita, o que é uma injustiça com Glauber, porque o Glauber está sendo caçado por ter atacado fisicamente o militante do PSOL que estava lá provocando.

    Afinal, qual é o crime de Eduardo Bolsonaro? | GZH

    A suspensão do mandato estaria muito bem, muito suficiente, mas a Câmara dos Deputados que não conseguiu ter força para caçar o Chiquinho Brazão, mandante do caso Marielli, vai caçar o Glauber, na minha opinião, uma grande injustiça. O que que você acha da aprovação do P da dosimetria? O Bolsonaro vai estudar e trabalhar na prisão? Eu sinceramente acho que não.

    O que que você achou do Bolsonaro ter sacrificado o Eduardo para reduzir a sua pena? O Flávio vai ceder e passar o mand o a candidatura para o Tarcísio. E o que está acontecendo com o Glauber Braga? É uma injustiça? Você fica indignado? Então deixa o seu like de indignação com o que estão fazendo com o Glauber e se inscreva no canal.

    A Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de ontem o PL da dosimetria, que nós já sabíamos que seria aprovado porque houve toda uma costura para essa aprovação. O próprio PL, o partido do Bolsonaro, disse que não iria pedir nenhum tipo de destaque, não iria tentar incluir no texto a anchia pelos condenados do 8 de janeiro.

     

    E de fato isso não ocorreu. Agora o texto vai para o Senado e depois vai para a sanção presidencial. O que Lula deve vetar? O veto de Lula possivelmente vai cair depois no Congresso. E o que que está mudando? E por que que o Bolsonaro vai ter a pena dele reduzida? Porque com essa modificação do Código Penal, o crime de tentativa de abolição do Estado democrático de direito, com o crime de abolição, não vão mais se somar.

    Ou você vai ser penalizado por um ou por outro. As penas não se somam. E dessa forma a pena do Bolsonaro tende a cair e muito para aproximadamente 2 anos de regime fechado. Claro que para o Bolsonaro conseguir essa pena, essa redução de 2 anos ou para 2 anos, ele vai ter que fazer algumas atividades na prisão, como trabalhar e estudar, o que é muito difícil, porque o Bolsonaro nunca trabalhou na vida dele e nunca estudou na vida dele também.

    Tem relatos naquele livro da Thaíso Oiama Tormenta que que contou os bastidores do governo Bolsonaro toda a dificuldade que o Bolsonaro tinha para ler relatórios simples. Então imagina ele estudar abrindo o livro. Isso é algo impensável. Porém, tem alguns algumas questões políticas que nós precisamos discutir sobre a PL da sobre o PL da dosimetria.

    Eu vejo que foi uma reação da Câmara dos Deputados já preparando o cenário para o Senado por conta da liminar do ministro Gilmar Mendes, blindando os ministros do STF, que só poderão sofrer impeachment caso a PGR denuncie para o Senado. Isso ficou muito claro para mim. Tanto que logo depois que o ministro Jumar Mendes fez a liminar ou aprovou a liminar, já o PL da dosimetria já começou a voltar a circular em Brasília, que seria pautado, que seria aprovado, o que é um desafio do legislativo ao poder judiciário,

    porque há esse enfrentamento entre os dois poderes e além disso, há uma outra discussão no Senado para reduzir decisões monocráticas de ministros do STF. Tudo isso em reação, claro, ao ministro Jubar Mendes. Mas houve um grande acordo em Brasília e esse acordo levará à cassação do Eduardo Bolsonaro em troca do projeto da dosimetria.

    Porque o próprio Hugo Mota falou ao vivo quando ele estava na terça-feira, quando ele estava discutindo a aprovação, né, com os os repórteres do PL da dosimetria, ele falou: “Olha, o Eduardo Bolsonaro já tem faltas suficientes para ser caado e ele vai ser caçado na próxima semana”. Porque ele extrapolou o limite de faltas.

    Então, quem deverá ser caçado nesse grande acordo que foi feito em troca do pele da dosimetria? Carlos Zambelli, Eduardo Bolsonaro e o Alexandre Ramage, além do Glauber Braga. Carlos Zambelli já está presa na Itália, fugiu do país. O Eduardo Bolsonaro está com as faltas estouradas e ele já deveria ter sido caçado de decoro parlamentar e principalmente por ele ter conspirado contra o Brasil.

    Ele que tem que defender o país, se apresentar como conspirador ou traidor da pátria, ele tem que ser punido. Ele não pode mais ser deputado, porque ele fala em nome do Congresso Nacional quando ele pede sanções dos Estados Unidos contra o Brasil. E o Alexandre Hamad que foi condenado e fugiu para não cumprir pena. E houve uma determinação do STF para que ele perdesse o mandato, o que a Câmara sentou em cima e não fez.

    Então eles precisam ser de fato caçados. E o próprio Bolsonaro jogou o mandato do filho na lata do lixo para que ele pudesse reduzir a pena. É claro que o Eduardo ele não tem muitas pretensões de voltar ao Brasil num período curto ou no curto prazo, justamente porque ele está com o julgamento as vésperas e ele vai ser condenado.

    Então ele não vai querer ser preso, ele prefere ficar lá como ningente nos Estados Unidos do que voltar para o Brasil e ser preso. Mas é uma grande vergonha o que a Câmara dos Deputados está fazendo com o Glauber Braga, porque para compensar a cassação desses expoentes do bolsonarismo, o Hugo Mota vai caçar também o Glauber.

    Isso é uma injustiça. Por que é uma injustiça? Porque o Glauber, ele teve o processo dele de cassação aprovado no Conselho de Ética por conta de um ataque físico, um pontapé no traseiro de um militante do MBL que estava lá provocando. Esse tipo de ataque físico, na minha opinião, é inadmissível. É inadmissível. E o Glauber, ele mereceria uma punição.

    Só que a Câmara dos Deputados não teve condições de caçar o mandato do Chiquinho Brazão, que foi o mandante do caso Marielli Franco, e vai caçar o o Glauber para um ataque, pontapé, a suspensão do mandato estaria ótima para o Glauber se for comparada com o Chiquinho Brazão. O Chiquinho Brasão, ele é um um ex-deputado por conta da burocracia da Câmara, porque ele estourou o limite de faltas.

    Dosimetria vai reduzir pena de Bolsonaro? Entenda o texto aprovado na Câmara

    Ele não foi, a câmara não teve condição de caçar o cara, deixaram ele estourar o limite, o que é uma vergonha, uma vergonha assim imensa. Não se compara o que o que o Glauber fez com o que o Chiquinho Brasão fez. São incomparáveis. E toda aquela palhaçada do Gumota mandando o Glauber sair à força com a polícia legislativa.

    Qual é a do Gumota? Sinceramente, é uma injustiça o que estão fazendo com o Glauber. E o centrão, ele está articulando com o Gumota ou articulou para pagar a fatura da da desistência do Flávio. O Flávio Bolsonaro lançou a sua candidatura e falou que tinha um preço um dia depois de lançar a candidatura a presidente e o preço seria a liberdade do Bolsonaro.

    Depois ele foi, falou que não falou, falou que a candidatura é para valer, mas o centrão percebe que essa é uma candidatura falsa e que se pressionar um pouco o Flávio pode retirar. Segundo a Daniela Lima do Wall, Hugo Moto tomou a decisão de pautar o o PL da dosimetria depois de ter se reunido com lideranças do PP e do União Brasil, partidos que trabalham pela candidatura do do Tarcídio Freitas, que é do Republicanos, o mesmo partido do Hugo Gumota.

    Então foi feita esse acordo com o Gumota numa tentativa de acenar para a desistência do Flávio. Mas segundo a Daniela Lima, não foi conversado isso com o Flávio. Então o centrão pode estar tentando forçar uma situação que pode acabar não saindo como os partidos do Centrão querem. Não sei se o Flávio eh deveria abandonar a candidatura, porque em termos políticos para a família Bolsonaro é péssimo isso.

    Eles podem cair num ostracismo ou ter uma redução do capital político imensa com a desistência do Flávio. Mas será que esse é o preço? Reduzir a prisão do pai para 2 anos? Acho que não. Mas vamos ver.

  • BOLSONARO INTERNADO DE NOVO! Quadro é grave e nova cirurgia será feita

    BOLSONARO INTERNADO DE NOVO! Quadro é grave e nova cirurgia será feita

    Em um cenário que se tornou tristemente familiar para o Brasil, o ex-presidente Jair Bolsonaro se prepara para enfrentar a mesa de cirurgia mais uma vez. A notícia de uma nova internação, desta vez para a realização de dois procedimentos cirúrgicos distintos, reacende o debate não apenas sobre sua condição física, descrita por observadores médicos e políticos como um quadro de piora progressiva, mas também sobre o impacto de sua fragilidade na dinâmica política nacional. A saúde de Bolsonaro, desde o atentado de 2018, transformou-se em um front de batalha, onde o drama pessoal e as estratégias jurídicas e políticas se entrelaçam de forma complexa e, por vezes, confusa.

    A recorrência de complicações médicas não é acidental, mas sim uma sequela direta dos diversos procedimentos cirúrgicos a que o ex-presidente foi submetido após a facada. O que se observa agora são as consequências subsequentes, uma cascata de problemas de saúde que exigem intervenções contínuas. Essa nova rodada de internações, com a perspectiva de duas novas cirurgias, é vista por analistas como a confirmação de que sua vida pós-presidência será dominada pela gestão de um corpo que se encontra em constante reabilitação.

    O primeiro dos procedimentos visa tratar uma das sequelas mais notórias e incômodas da cirurgia anterior: o problema de soluços persistentes. Embora pareça um sintoma trivial, o soluço crônico de Bolsonaro é grave, gerando vômitos, refluxos, desconforto respiratório e até mesmo dificuldade para falar. Em termos médicos, a condição é uma manifestação de problemas gastrointestinais complexos, provavelmente relacionados à irritação do diafragma ou do nervo vago, resultantes da extensa manipulação cirúrgica na região abdominal. A correção deste quadro é fundamental para a qualidade de vida do ex-presidente.

    A segunda cirurgia é para tratar uma complicação decorrente de uma hérnia inguinal unilateral. Uma hérnia inguinal ocorre quando o tecido mole (geralmente gordura ou uma alça do intestino) força a passagem através de um ponto fraco ou ruptura na parede muscular abdominal. No caso de Bolsonaro, que já teve sua parede abdominal reforçada com uma tela (rede) em procedimentos anteriores, a complicação sugere que essa fragilidade persiste ou que a tela original pode estar falhando, permitindo o vazamento de parte do tecido intestinal. A necessidade de colocar uma nova tela de reforço indica a complexidade da reconstrução da área abdominal do ex-presidente. Embora este seja um procedimento relativamente comum, a falta de tratamento imediato em quadros como o dele pode levar a complicações sérias, como o estrangulamento do tecido herniado, o que representa um risco de morte.


    A Batalha Pela Saúde e o Regime de Vida

    Um ponto crucial levantado por observadores e que permeia a discussão pública é a aparente dificuldade de Bolsonaro em seguir recomendações médicas estritas. A recuperação de cirurgias abdominais complexas exige um regime rigoroso: dieta controlada, abstenção de alimentos gordurosos, e rotinas específicas de exercícios físicos para fortalecimento do core. O histórico sugere que o ex-presidente tem negligenciado essas orientações. O desrespeito à dieta e a falta de atividade física não apenas sabotam a recuperação, mas também criam um ciclo vicioso: o estresse e a ansiedade política, por exemplo, seriam combatidos pela ingestão excessiva de alimentos, que por sua vez, agravam os problemas intestinais e a hérnia, exigindo mais medicamentos e, consequentemente, mais cirurgias.

    Essa sucessão de cirurgias e a necessidade de medicação contínua configuram um quadro em que, de fato, o prazer e a liberdade de vida são profundamente limitados. A vida se torna uma sequência de procedimentos médicos e regimes restritivos, o que, sob qualquer ponto de vista, é uma condição de extrema vulnerabilidade. A saúde deteriorada impõe restrições severas, transformando a rotina em uma luta constante contra as consequências de procedimentos passados e contra as próprias dificuldades de adaptação a um novo estilo de vida.

    Jair Bolsonaro tem alta após três semanas internado em Brasília | Agência  Brasil

    É neste contexto de fragilidade que a defesa do ex-presidente se move no campo jurídico. A solicitação formal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que Bolsonaro possa deixar a custódia por um período de cinco a sete dias para realizar os procedimentos cirúrgicos, juntamente com o pedido de prisão humanitária em regime domiciliar, é uma estratégia clara para utilizar a saúde como fator mitigador das questões legais. A tentativa de gerar comoção social baseada na saúde fragilizada é uma tática política antiga, visando obter empatia e, idealmente, benefícios no regime de cumprimento de pena.


    O Vigor e a Debilidade: Uma Imagem Política em Crise

    A imagem pública da saúde de Bolsonaro não é apenas uma questão pessoal; ela possui um peso político inegável. Analistas traçam um contraste marcante entre o ex-presidente e seu principal antagonista, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Enquanto Lula, que é dez anos mais velho, cultiva uma imagem de vigor, potência e entusiasmo, frequentemente se gabando de sua energia física, Bolsonaro é forçado a confrontar e, paradoxalmente, a cultivar uma imagem oposta: a de debilitado e moribundo.

    Essa estratégia da fragilidade, embora usada para fins jurídicos, apresenta um custo político alto. O líder político, especialmente um que se apoia no conceito de “mito” e de liderança combativa, precisa projetar força e longevidade. O quadro de saúde instável de Bolsonaro levanta dúvidas entre seus apoiadores mais fervorosos sobre sua capacidade de liderar um movimento em um futuro próximo. A falta de mobilização em eventos recentes, como as manifestações, é citada como evidência de que a base começa a desengajar, não por falta de solidariedade, mas por uma percepção pragmática: se o líder não tem saúde para cuidar de si mesmo, como terá saúde para liderar um movimento político complexo?

    A debilidade física, reforçada por cada nova internação e cirurgia, gradativamente enfraquece a aura de invencibilidade e potência que ele buscava projetar. O resultado é a erosão da crença em seu futuro político. Essa narrativa de fragilidade é um obstáculo para a continuidade do engajamento popular, pois, para muitos, um movimento político precisa de um líder com horizonte temporal e força para a batalha.

    Os dois novos procedimentos cirúrgicos, portanto, servem como um poderoso reforço imagético dessa debilidade. Bolsonaro se encontra em uma encruzilhada médica e política: ele precisa de procedimentos urgentes para preservar sua vida e qualidade de vida, mas a necessidade dessas cirurgias mina continuamente a imagem de liderança que é essencial para seu capital político. Ele permanece um personagem central, mas com um futuro cada vez mais incerto, pairando como uma sombra sobre a política brasileira, enquanto seu corpo exige uma atenção que o afasta cada vez mais do palco principal. A nação aguarda os resultados do bisturi, mas sabe que a verdadeira batalha, a do futuro político, pode já ter sido decidida pelas limitações da saúde.

  • A TRAIÇÃO DE MICHELLE E O SILÊNCIO DAS RUAS: O VAZIO DO BOLSONARISMO APÓS A HUMILHAÇÃO PÚBLICA DA EX-PRIMEIRA-DAMA

    A TRAIÇÃO DE MICHELLE E O SILÊNCIO DAS RUAS: O VAZIO DO BOLSONARISMO APÓS A HUMILHAÇÃO PÚBLICA DA EX-PRIMEIRA-DAMA

    Olhaó, primeiramente quero agradecer a todas e todos os plantonistas, porque eu nem tava sabendo, mas nós ficamos em sexto lugar no voto popular do IBES, prêmio aí, o prêmio mais importante do Brasil como melhor fandom. Plantonistas do Thiago dos Reis. Na verdade era plantonistas do plantão Brasil, eles colocaram errado aqui.

    Mas tá, ficamos em sexto lugar no voto popular. Ó, a gente ficou no na frente dos cactos da Juliet, dos vigorosos do Judo Vigor, do carrinho do David Brito, que também é vencedor do BBB, e até do fandom da Yasmin Brunet. Isso sem fazer campanha, tá? Eu não fiz campanha aqui porque na época que tava tendo essa votação, eu tava na China e aí eu não tinha nem tempo, eu nem vi.

    E aí quando eu vi, pô, chegamos em sexto lugar. Também chegamos no top 10 aí em melhor canal de de política e melhor influenciador de política. Agradeço a todas e todos os plantonistas. Ó, sem campanha a gente ficou na frente de gente grande, viu? Perdemo aí só do Felipe Neto, do Wherson, é de gente aí bem bem bem famosa. Parabéns para nós todos.

    Entenda por que Michelle Bolsonaro faltou à manifestação em Brasília

    Ó, agora vamos falar aí do pânico que tá lá na família Bolsonaro. Ó, tem briga, tem briga na família Bolsonaro. A Michele Bolsonaro, eu falei Michele deu uma pancada no Flávio. Quem tá acompanhando aqui essa série chamada Brasil, que é melhor que Netflix, ficou sabendo aí já antes. Eu avisei que ia ter volta.

    A Michele deu uma pancada no Flávio Bolsonaro e conseguiu ali achincalhar com os três filhos do Bolsonaro, conseguiu humilhá-los publicamente no caso ali deles quererem apoiar o Ciro Gomes pro governo do Ceará. Eles tentaram explicar, tentaram, tentaram, vários parlamentares fizeram vídeo, o Eduardo fez vídeo e eles foram cancelados completamente.

    Até no próprio Instagram do Eduardo Bolsonaro teve gente aí xingando ele, bolsominion xingando ele, que é pior. Gente de esquerda xingando, o cara vem, não tá nem aí, mas gente ali dos que seguem xingando, aí eles eles ficam assim: “Putz, caramba, deu ruim”. Michele ganhou. Eu avisei: “Prepare-se, vai ter volta e a volta vai ser uma pancada forte dos filhos na Michele.

    ” Hum. Hum. Eu imaginei que a volta ia ser rápida, não imaginei que seria essa aí o a pancada. Bolsonaro anunciou ali o Flávio como candidato à presidência e acabou completamente com qualquer articulação que a Michele poderia fazer. Porque se o Flávio é candidato à presidência, ele ganha uma coisa que isso é tirado diretamente da Michele Bolsonaro, que é o poder de fazer articulações.

    A articulação para um apoio a uma candidatura à presidência é muito mais forte do que a articulação para um apoio a governo estadual, a um senado, coisa do tipo. Ou seja, o cara que é candidato à presidência, ele pode falar: “Olha, eu eu vou apoiar aqui, eu como candidato à presidência, o fulano aí do seu partido pra candidatura ao Senado no estado tal, tal, tal e tal”.

    Ah, mas o PL não vai lançar fulana, que é amiga da Michele? Não, não, não, não, porque eu sou candidato à presidência e para eu ter aí o seu palanque vale mais para mim apoiar o seu candidato. Ou seja, o Flávio ia poder ele articular para colocar os amigos dele ali e não a Michele colocar as amigas dela.

    E aquilo foi uma pancada forte na Michele. Nós sabemos que o Flávio não tem como levar a candidatura dele até o final porque o Flávio vai perder e aí ele vai perder o foro privilegiado. Ele vai ser preso muito mais rápido do que seria se ele mantivesse o furo privilegiado. E as chances dele articular uma não prisão são bem menores, ele sem foro privilegiado do que ele sendo um senador da República.

     

    OK? Eis que a Michele Bolsonaro sentiu BAC num primeiro momento, quando foi anunciado o Valável Bolsonaro, até falei aqui no final de semana, a Michele disse que que não tinha sido avisada e tudo mais. Aí depois ela falou: “Olha, que Deus abençoe a você, não sei o quê”. Aquele discurso evangélico lá. E no caso aquele discurso bem fake, bem falso, sabe? Faciane, ah, que Deus te abençoe, muit não sei o que lá, que te ilumine, que Jesus não sei o quê.

    Tá aí quando a gente sabe que ela não tá desejando nada daquilo, ela quer mais que o diabo que te carregue. É isso que ela tá pensando enquanto digita aquilo lá. Tá aí que aconteceu? Michele Bolsonaro teve um problema, agora vai mudar de rota. Por quê? Porque também pegou mal no bolsonarismo, apesar dela ter ganho aí a a luta no caso do ali com os três filhos do Bolsonaro.

    A primeira pancada foi dos filhos do Bolsonaro na Michele. Por quê? Porque viralizaram vídeos. diz: “Ó, tenho muito orgulho que quem realmente viralizou esse vídeo foi eu aqui, este que vos fala, porque até então aquele vídeo ficou mais de 12 horas nas redes sociais e ninguém ninguém viu ali algum valor naquilo.

    Tava lá e ninguém falava daquilo.” Aí eu fiz esse esse vídeo aqui expondo que deu aí, ó, muito aí, mais de 1 milhão de visualizações, que mostrava a Michele Bolsonaro feliz da vida, mas muito feliz da vida. Vou mostrar aqui. Mostrando a Michele Bolsonaro feliz, feliz lá em Fortaleza. Logo depois também viralizou outro vídeo que mostra a Michele Bolsonaro também feliz da vida, encontrando uma amiga.

    Ela até rebola assim de felicidade. Eu não nunca vi alguém ficar tão feliz assim com o marido preso. Ela rebola, faz não sei o quê. E aí você fala: “Pô, pera aí, essa é a mulher que tá triste com o marido”. Também mostrei aqui, ó, ela rebolando assim, feliz, feliz aí você fala: “Pô, que coisa!” Aí pegou mal para ela, mas depois ela reverteu quando bateu nos filhos do Bolsonaro.

    Porém, ela continuou, continuaram nas redes bolsonaristas a divulgar, porque o gabinete do continua, eles têm um poder hoje um pouco menor, mas eles continuam, eles vão ali pouco a pouco, né? Eh, aquela água mole, pedra dura, tanto bate até que furas, vamos lá, martelando. OK. Então, Michele Bolsonaro resolveu recalcular a rota.

    Primeiro, uma pancada no Bolsonaro e no Valdemar Costa Neto, que é para pressioná-los. E segundo, recalcular a rota para que não pareça aí que ela não apareçam aí vídeos dela toda feliz, toda hora, que ela vai nos eventos do PL Mulher e ela é filmada. Em tudo que ela faz tem assessora filmando, assessora do PL.

    E aí o que acontece? Vai tudo pra rede social, se não é dela, vai de outra pessoa. E aí isso tudo é usado contra ela. Engraçado, né? Ela poderia simplesmente não se filmar fazendo esse tipo de coisa, mas não passa pela cabeça da pessoa que está em estado de euforia. Quando você está eufórico ou eufórica com alguma coisa, não passa às vezes pela sua cabeça que caramba, não vou me gravar assim tão feliz porque vai pegar mal, porque eu deveria estar triste por outra coisa.

    Às vezes não, às vezes não passa. No caso da Michele, não mesmo, ela também já não é pessoa mais inteligente do mundo. Aí que dá ruim, né? E o pior, tá cheio de gente querendo sabotá-lo ao redor, aí pior. OK. Então Michele Bolsonaro cancelou todos os eventos que ela iria ao PL e disse que está se afastando.

    Ela se afastou da presidência do PL Mulher. Quero saber se ela vai continuar recebendo R$ 48.000 por mês de dinheiro público ou não. Porque, pô, adoraria. Imagina você, plantonista, você poder eh se afastar do seu emprego, do seu ofício, seja você dono da empresa ou seja funcionário da empresa ou colaborador ou qualquer outra coisa.

    Imagina você poder se afastar e continuar ganhando o salário integral. Assim que acontece com juízes, por exemplo, deputados em determinados casos ou o Eduardo tá recebendo o salário lá. Porém, a Michele, ao que tudo indica, vai ser a mesma coisa, tá? Ela se afasta, mas com salário integral. Então, Michele cancelou todos os eventos, não vai mais, tá aí, eh, dizendo que ela tem que se recuperar emocionalmente por causa da prisão do marido dela.

    Aí acontece o negócio, quem quem viu aqui os últimos vídeos sobre essa trama, viu a foto que eu publiquei da Michele saindo de uma de uma das visitas que ela fez ao Bolsonaro na prisão e ela saiu bem feliz. Eu eu cheguei a mostrar aqui a cara dela, eu falei: “Caramba, isso não parece foto de uma esposa que foi visitar o marido que está preso injustamente, né? Porque essa é a narrativa dela, mas não parece nem um pouco.

    ” Porém, ela foi visitar o Bolsonaro ontem, vou te mostrar a diferença. Saiu triste, saiu cabisbaixa. A Michele saiu assim, nossa, deu ruim aí. O que quer que ela tenha falado com o Bolsonaro? Não deu bom, tá? Bolsonaro deve ter avisado: “Olha, Michele, quem vai mandar aqui é o Flávio”. Na ausência aí do Eduardo e o Carlos sendo um maluco completo.

    Quem vai mandar em tudo é o Flávio. Você, Michele? Cala a boca. Aqui outra foto dela saindo, ó. Carinha de bunda da Michele Bolsonaro. Não, não saiu feliz. Da última vez eu mostrei aqui a foto, ela tava assim, ó. Pareceu falei: “Nossa, servir para ela alguma, alguns desses comprimidos aí de dopamina lá na Polícia Federal?” Nunca vi uma pessoa sair tão eufórica da visita com, vamos lembrar, segundo a versão dela, o marido preso injustamente.

    Você fala: “O quê? Tá, tá, tava boa lá o encontro de 30 minutos com o Bolsonaro, hein? Deve ter contado muitas piadas para ela sair tão feliz”. Aí você fala: “Hum, por quê?” Porque ali foi quando ela teve ganho contra o Flávio e os outros filhos do Bolsonaro, quando o próprio Bolsonaro falou: “É, então é melhor desfazer a aliança com Cío Gomes mesmo”.

    Aí agora não, agora quem ganhou foi o Flávio. Então a Michele falou: “Não, vou me afastar de tudo”. Só que a Michele tem planos. A Michele tem plano aí de apoiar algumas candidatas que são amigas pessoais dela para vagas aí no Senado e paraa deputada estadual. deputado estadual é mais fácil que são várias vagas e aí quem é deputado ali, candidato a deputado pelo mesmo partido e pelo mesmo estado, acaba sendo abraço para as concorrentes.

    Mas se um pega voto daqui, o outro pega voto dali, um acaba ajudando o outro. São concorrentes que se ajudam. Mas no caso do Senado não dá, né? Não tem como. Mesmo sendo duas vagas, pô, são duas vagas. Aí a direita tem quatro ou cinco candidatos. Não, uma eleição como para governador ou presidente que tem segundo turno, que a direita pode lançar vários candidatos, o melhor vai pro segundo turno e aí todos se juntam.

    Não, se forem candidaturas demais, dilui os votos, tem chance de chegar um da esquerda e pegar. Então não dá para lançar muito candidato, precisa de força política para se lançar o Senado. E aí a Michele Bolsonaro, ela percebeu que, pô, ela não terá essa força política para lançar as amigas. Então, saiu, saiu.

    Agora, Michele tá aí eh fora das redes sociais. Aí você fala: “Pô, mas pera aí, no momento em que o maridão dela tá preso enjaulado e que ela deveria estar ali, se ela quer ser líder da direita, encampando ali a luta pela anistia e pela liberdade do marido, não. Primeiro ela parece toda feliz, aí depois que ele contraria o que ela quer, ela se afasta do pele e mulher e se afasta das redes sociais e da política.

    Você fala: “Pô, mas que que coisa! Você tem milhões de seguidores, tudo que você fala sai na capa dos jornais de todos os portais aí, G1, Globo, Metrópoles, principalmente Wall, Folha, Estadão, etc, etc. Quando quando a Michele fala qualquer coisa, sai na capa. E aí, em vez de você colocar ali o povo para se manifestar, fazer ali um um como teve ali acampamento Lula livre, não sei o quê, como quando o Lula foi preso, não, nada.

    Para você ter uma ideia, passaram aí em frente à Polícia Federal. Eh, todo dia tem ali gente na frente da Polícia Federal, mas passou aí, passaram ontem para ver o que tava acontecendo, né, alguns jornalistas e viram, sabe o quê? Vou te mostrar aqui. Tinha um pessoal lá falando chora, gado e estourando champanhe na frente da Polícia Federal.

     

    Não tinha um bolsonarista lá, mas um um. Aí você falar: “Não, Thiago, mas um dia só que não tinha ninguém, eu vou te falar, o Lula foi preso e lá na na e o o pessoal lá no entorno do Lula não gosta que se compare a prisão do Bolsonaro a do Lula, porque o Lula foi perseguido e o Bolsonaro não.” E quando a imprensa ou parte da esquerda faz isso, geralmente eles fazem um post de Twitter que é desse tamanho.

    Aí não dá para colocar os parênteses, mas eu sempre que comparo a os apoiadores de um lado com os apoiadores do outro. E eu sempre faço parênteses necessário. O Lula foi perseguido, o Bolsonaro não, todas as provas contra ele. Mas o Lula tinha vigília Lula livre, tinha o pessoal lá cantando bom dia, boa tarde, boa noite pro Lula todos os dias e o Bolsonaro nada, não tem um apoiador.

    Aí você fala: “Não, Thiago, mas foi só ontem, que já seria muito ruim”. Não, não foi só ontem. Por quê? Porque anteontem também passaram lá na frente. Tem só tem imprensa lá na frente, pelo que eu tô vendo. Aí de vez em quando tem um ou outro. Essa aqui é a frente da Polícia Federal. Google Noblá passou lá. Vamos lá. Aí você vê. Caramba.

    Tá, mas não tem ninguém ainda não tá na porta. Tá calma que já já chegam aí. Vai chegando e tal. Pô, mas não tem ninguém, Thaago. Ninguém. Esse aí é o apoio ao Bolsonaro, ó. Não tem uma alma viva para apoiar o Bolsonaro que tá preso ali atrás daqueles muros. Aí eles fala o quê? E pera aí, os três filhos dele estão organizando alguma coisa, alguma manifestação? Não.

    A Michele tá organizando alguma coisa. Ela que fala que é uma esposa que está muito triste se recuperando emocionalmente. Não. O Nicolas Ferreira que é apoiador mais famoso, tá organizando alguma coisa, vai fazer um vídeo com 100 milhões de visualizações, com fundo preto para falar: “Oi, sou eu de novoá prender o Bolsonaro, vamos estar para cima aí da da esquerda, essa esquerdalha, não sei o quê”.

    Vamos falou: “Não, Gustavo Gir não”. O Cleitinho não. Ah, o Cleitinho até falou que ele não deve nada ao Bolsonaro. O cara era um zé ninguém. Se tornou senador. Não é nem deputado. Senador por causa do Bolsonaro fala que não deve nada. Tá aí, ó. Sabe por quê? Eu vou explicar você para Ans. A pessoa quando ela é ruim, quando ela é ruim mesmo, podre, em volta dela só tem gente ruim, gente podre.

    Para qualquer pessoa é difícil você ter em sua volta pessoas de confiança, pessoas ali que não vão te trair e tal, porque infelizmente tem muita gente aí suja no mundo. Mas quando a pessoa é ruim, suja, é muito mais difícil dela ter pessoas ali que estão com ela para todas. E aí o Bolsonaro, se você pensar bem, os filhos dele tão querendo que ele seja preso.

    Não, eles não querem soltar o Bolsonaro em si, não. Ele, o que eles queriam era uma briga de poder para ver quem é que vai organizar a extrema direita e a direita, quem é que vai ter poder de decisão, principalmente sobre candidaturas ao Senado e sobre quem vai ter mais verba partidária na hora lá no ano que vem, na hora da candidatura para deputado federal, que isso é uma briga que tem todos os partidos aí.

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    Tanto é que na última eleição, quando me sabotaram, eu já falei de antemão que eu não queria nada, nem um centavo eu seria eleito sem gastar nada. Por quê? Porque eu já não queria brigar, ficar brigando com com para ficar tendo verba do de fundo eleitoral. Mas nos partidos tem, é muita, muita muita briga. E aí quem tem mais poder dentro do partido é que ganha a briga e consegue dar ali pro amiguinho 5 milhões, 10 milhões, 2 milhões, não sei quanto do do fundo eleitoral para que o cara seja eleito.

    Porque um candidato que gasta 2 milhões na campanha, a chance dele ser eleito é infinitamente maior do que um candidato que gasta 200.000. Se o partido já tá dando 2 milhões, então imagine, olha só como é, ainda mais em estados pequenos que que não são tantos votos pro cara ser eleito, aí o cara gastando ao mesmo tanto, ele consegue uma quantidade boa de votos.

    Aí você vê e a Michele não vai ter poder de decisão quanto a isso. Por quê? Porque ela tá sendo afastada cada vez mais. Provavelmente ela foi avisada aí que olha, as ervas aí do Pel e Mulher vão ser bem pequenas, tá? Eh, o PL fala que quer promover a mulher. O que eles querem ali é, eh, queriam ali é promover a Michele.

    O Valdemar não vai desistir, tá, de promover a Michele. Porém, o Valdemar esbarra ali na vontade do Bolsonaro. O Bolsonaro não confia na Michel. Essa é a verdade. Eu peço aí a sua inscrição no canal. Nessa briga aí a gente torce pra briga e prepara, tá? A Michele vai dar o troco. Não pense que ela se afastou porque ela, ah, não, vou me vou me retirar aqui da briga.

    Não vai dar o troco. Vamos ver quanto vai demorar para ela dar o troco. Vamos ver se vai demorar uma semana, duas. Eu não acredito que o troco dela seja rápido como dos filhos do Bolsonaro. Quando ela bateu neles, aí eu falei: “O troco virá e virar antes do que a gente imagina”. Foi, olha, vou falar, eu não imaginava que ia ser tão rápido.

    Eu falei antes do que a gente imagina e foi que aconteceu. Aí agora, desta vez não acho que vai ser tão rápido, mas veremos. Às vezes eu acho que vai demorar e a coisa pá na hora, né? Peço aí sua inscrição. Seguimos aqui na luta contra essa cja maldita.

  • VEXAME AO VIVO: O RELATOR DO PROJETO DE LIVRA BOLSONARO NÃO AGUENTOU A PRESSÃO E FUGIU DA ENTREVISTA

    VEXAME AO VIVO: O RELATOR DO PROJETO DE LIVRA BOLSONARO NÃO AGUENTOU A PRESSÃO E FUGIU DA ENTREVISTA

    Relator da proposta que altera a dosimetria de condenações, incluindo as do 8 de janeiro, abandona debate ao vivo sob intenso questionamento. Entenda a polêmica que opõe pacificação do país e o risco de sensação de impunidade.

    A política brasileira foi palco de mais um episódio de alta voltagem que ilustra a profunda polarização que o país enfrenta. Em uma entrevista que se tornou viral, o Deputado Paulinho, relator de um polêmico projeto de lei que propõe uma readequação na dosimetria de penas, viu-se sob o fogo cruzado de questionamentos incisivos de jornalistas, culminando em sua retirada abrupta do debate, sob a justificativa de compromissos inadiáveis. O projeto em questão, aprovado na Câmara dos Deputados em um movimento de surpresa e alta tensão, tem o potencial de alterar significativamente a situação legal de condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, notoriamente os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, incluindo o ex-Presidente Jair Bolsonaro.

    A essência da controvérsia reside na alegação de que a nova proposta transforma penas longas em períodos muito mais curtos de detenção, gerando um debate acalorado sobre a justiça e a prioridade legislativa no país. O episódio da entrevista não apenas colocou em xeque a sustentação do projeto, mas também expôs a fragilidade do argumento da “pacificação” quando confrontado com a exigência de coerência jurídica e moral.

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    A Tese da Dosimetria e a Matemática da Redução

    O Deputado Paulinho, que se autodeclara um metalúrgico que se viu na posição de especialista em Código Penal, iniciou a entrevista defendendo a legalidade e a lógica por trás da readequação. O ponto nevrálgico é a forma como a pena é calculada para condenados por múltiplos crimes, como “golpe de estado” e “abolição violenta do Estado democrático de direito”.

    Aos questionamentos sobre a redução drástica – que, em números apresentados pelos entrevistadores, transformaria uma pena de 27 anos e 3 meses em apenas 2 anos e 4 meses em regime fechado –, o deputado insistiu que a conta não era simples e merecia ser feita “direito”. Ele detalhou o intrincado cálculo: o condenado não cumpre a totalidade da pena máxima estabelecida inicialmente. A legislação atual, segundo a interpretação do projeto, permitiria a aplicação de um quarto da pena total. No caso que ele citou, o montante a ser cumprido seria, originalmente, de 6 anos e 10 meses.

    O cerne da manobra legal, de acordo com o relator, é a unificação das duas penas (golpe de estado e abolição violenta) por serem, em sua visão, a “mesma coisa”, aplicando-se a maior delas. Com essa unificação e a subsequente aplicação de redutores e a remissão por tempo cumprido, o cálculo final chegaria à marca de 2 anos e 4 meses.

    Essa explanação técnica, no entanto, não aplacou o ceticismo dos jornalistas, que prontamente questionaram a chancela do Supremo Tribunal Federal (STF) para tal interpretação. O deputado foi cauteloso, admitindo que não poderia afirmar um “ok” do Supremo, mas mantendo a validade de sua fórmula legal. A desconfiança pairava sobre se o projeto realmente se limitava a uma questão técnica de dosimetria ou se representava uma manobra política específica para beneficiar figuras de alto escalão.

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    A Pacificação versus a Anistia e a Polarização

    Um dos argumentos mais fortes e repetidos pelo Deputado Paulinho para justificar a urgência e a pertinência do projeto foi a necessidade de “pacificar o país”. Segundo ele, a proposta visa virar a página da intensa polarização que o Brasil vive, focada na discussão binária de “se deixa preso ou se solta”. Ele manifestou a esperança de que o projeto não seja alterado no Senado e que o próprio Presidente Lula o sancione para permitir que o país se concentre em temas mais produtivos, saindo do ciclo vicioso de debates que, em sua visão, paralisam a nação.

    Entretanto, a noção de pacificação foi imediatamente confrontada. Ao citar uma declaração de um colega político de que a aprovação do projeto seria uma “batalha, mas não a guerra” – sendo a guerra a anistia total –, o deputado foi levado a diferenciar os termos. Ele defendeu que a proposta efetivamente resultaria em uma ampla libertação: “todas as pessoas que foram presas soltas, todas as pessoas que estão com tornozeleiras vão tirar tornozeleira” e a pena dos mandantes seria “reduzida drasticamente”. Para ele, isso é o que pavimenta o caminho para a pacificação.

    O relator, contudo, fez questão de ressaltar o que ele percebe como uma resistência do Governo à pacificação, citando a longa noite de votação na Câmara, que se estendeu até as 4h da manhã, e as críticas de que o projeto “beneficia criminosos”. Ele rebateu veementemente essa acusação, assegurando que o texto foi avaliado pelos principais juristas do país e que tal alegação é “impossível”. A insistência dos opositores em prolongar o debate e taxar a medida como absurda reforça, para o relator, a ideia de que o interesse em manter a polarização é real e ativo no Congresso.

    A Questão da Prioridade e a Mensagem à Sociedade

    Talvez o ponto mais espinhoso levantado pelos entrevistadores tenha sido a questão da prioridade legislativa. Em um país assolado por desafios urgentes em segurança pública, saúde – descrita como “um caos” – e emprego, a dedicação do Congresso à redução de pena para condenados por crimes de natureza política foi colocada sob intenso escrutínio.

    “Você acha que é normal a gente ir para uma eleição presidencial do ano que vem… e a gente discutindo se deixam preso ou se solta?”, questionou o relator, reiterando que era prioridade da Casa “tirar isso da frente” para que o Brasil pudesse discutir seus reais problemas. A premissa subjacente é que, enquanto o tema da prisão ou soltura dos envolvidos no 8 de janeiro dominar o noticiário, os temas verdadeiramente relevantes para o cotidiano do cidadão – como a melhoria da saúde pública ou a geração de empregos de qualidade – ficam em segundo plano.

    A argumentação, porém, não convenceu totalmente os jornalistas, que insistiram na mensagem que tal atitude passaria à sociedade. Um dos entrevistadores, citando a situação de segurança pública em São Paulo e Rio de Janeiro, confrontou: “Aí a gente tá as voltas com redução de pena para condenado de golpe de estado no Supremo.” Qual seria a mensagem transmitida? O deputado voltou à tese da polarização: “O que atrapalha o país é a polarização. Nós temos que sair dessa polarização.” A sociedade, no entanto, pode interpretar a pressa em resolver a questão de condenados políticos como um privilégio concedido à classe política em detrimento das necessidades básicas da população.

    O Contrassendo e a Moralidade da Lei

    A discussão rapidamente se aprofundou na moralidade e no contrassenso da legislação. Foi lembrado que o Congresso Nacional tem, nos últimos meses, endurecido as penas para diversos crimes comuns. O projeto, portanto, surge como um movimento em direção oposta, o que levanta a suspeita de um duplo padrão na aplicação da justiça.

    “Queria saber do senhor se isso não é um contrassenso e se não é perigoso em um país como o Brasil, em que a gente não conseguiu resolver a ditadura militar, não fica parecendo que o golpe de estado pode ser fácil assim, pode compensar,” indagou uma jornalista.

    O deputado minimizou o risco, alegando que a redução é “muito pequena” para ser o problema e que, após verem as consequências para os presos, futuros golpistas pensarão “10 vezes” antes de se “rebentar,” como ele colocou.

    No entanto, a argumentação de que o projeto não beneficiava “nenhum criminoso” foi desafiada por sua própria fala, que momentos depois reconheceu que os atos contra o Estado Democrático de Direito “são crime” e que a redução faria as pessoas pensarem duas vezes. O jornalista Artur da Piev sintetizou o dilema: o projeto pode ser legal, mas seria moralmente justificável que alguém que tenta um golpe de estado receba uma pena menor do que quem comete um furto, por exemplo?

    O relator tentou desvincular-se da comparação, notando que a legislação sobre os crimes contra o Estado Democrático de Direito é relativamente nova, tendo sido incluída em 2021, no governo Bolsonaro. Ele então recorreu a outros exemplos de desproporcionalidade nas penas brasileiras para justificar a necessidade de ajustes amplos: “Você acha que é justo alguém pintar a estátua com batom e pegar 14 anos? Eu não acho.” Ele citou também o caso de um ex-ministro, que sequer estava no Brasil e foi condenado a 24 anos. A intenção era demonstrar que o sistema penal brasileiro é repleto de injustiças, e que o projeto seria uma tentativa de correção mais ampla.

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    O Dilema da Lei Integral: Líderes versus Multidão

    Um dos argumentos mais fortes contra a proposta de Paulinho era a forma como ela trata líderes e os demais participantes, a chamada “multidão”. Se a intenção era proteger os mais vulneráveis – os “velhinhos que picharam estátua,” como foram referidos – por que a solução não foi aumentar a pena para os líderes e diminuir para a multidão? A expectativa social é que um ex-presidente ou um general que “fique querendo dar golpe” recebam a maior gravidade possível, diferenciando-os claramente dos que agiram sob influência.

    O deputado defendeu-se alegando que não poderia criar uma lei que fizesse distinção entre as pessoas. “Eu não poderia fazer uma lei que diferencia as pessoas. Eu fiz ela integral,” explicou. Ele confirmou que o projeto contemplava a figura do “crime de multidão” especificamente para “beneficiar as pessoas que apenas participaram (…) da depredação, ou talvez nem participaram.”

    O questionamento final e mais contundente foi: “E por que que não ficou só no crime de multidão? Subiu pros mandantes para beneficiar Bolsonaro. Exatamente.”

    A resposta do relator foi a de que “eu não poderia fazer uma lei para um, uma lei para outro. Fiz uma lei só.” Essa defesa da “integralidade” da lei, no entanto, soa oca para os críticos, que veem nela a única forma legal de estender o benefício da redução para os líderes sem criar uma legislação ad personam (feita para uma pessoa).

    A Retirada Repentina e o Futuro do Projeto

    O ápice da tensão na entrevista foi atingido logo após essa troca de argumentos. Questionado novamente sobre o ponto crucial, o deputado pediu desculpas e anunciou o fim de sua participação, alegando ter uma reunião. A saída abrupta, sob a justificativa de “agenda,” selou a entrevista em um momento de clímax, deixando a sensação de que a pressão dos questionamentos havia se tornado insustentável.

    O projeto segue agora para o Senado Federal, onde o debate promete ser igualmente intenso. A proposta levanta questões fundamentais sobre o sistema de justiça brasileiro, a dosimetria de penas, a real prioridade do Congresso Nacional e, acima de tudo, a forma como o país pretende lidar com o legado e as cicatrizes dos ataques à sua democracia. A pacificação é um anseio nacional, mas se o preço a ser pago é a percepção de impunidade para crimes graves, a polarização pode apenas mudar de foco, persistindo no tecido social. A sociedade brasileira, mais uma vez, se vê no centro de um furacão político-jurídico que definirá os contornos de sua estabilidade futura. A forma como o Senado e, posteriormente, a Presidência da República lidarão com essa lei controversa será um termômetro da capacidade do Brasil de equilibrar a estabilidade política com a exigência de justiça plena.

  • O TRIUNFO DO 6X1 E O VEXAME DE BRASÍLIA: HUGO MOTTA DESMORONA SOB ACUSAÇÕES DE DITADURA ENQUANTO O SENADO AJUDA LULA

    O TRIUNFO DO 6X1 E O VEXAME DE BRASÍLIA: HUGO MOTTA DESMORONA SOB ACUSAÇÕES DE DITADURA ENQUANTO O SENADO AJUDA LULA

    E que vexame. Tivemos ontem aí na Câmara dos Deputados. Olha, a sessão de ontem da Câmara acabou quase às 4 da manhã. Porém, tem uma coisa boa. Quem é plantonista, assistiu aqui o vídeo do Plantão Brasil ou me segue lá no Instagram, no TikTok, nas outras redes, viu o que eu falei. Esse projeto aí de idosimetria que foi aprovado na Câmara é daquela, olha, dos males do menor.

    Primeiro, expôs aí quem são os deputados que estão contra a democracia do Brasil. Segundo, fez com que o Hugo Mota fosse completamente cancelado e eh está sendo aí achincalhado inclusive por toda a imprensa. Até a Globo tá detonando Hugo Mota. E terceiro, não diminuiu em nada a o tempo de cadeia do Bolsonaro praticamente.

    Ele ficaria preso aí em regime fechado 3 anos e 10 meses e com a lei aprovada ficará 3 anos e 3 meses em regime fechado. Quer dizer, todo esse dramalhão que fizeram os bolsonaristas, todos esses crimes que eles cometeram no meio do caminho para isso aí, toda essa exposição negativa que tiveram para diminuir a pena aí do genocida em apenas 7 meses.

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    Aí você fala: “Pô, que coisa, hein? Vai continuar preso.” O pior é que nesse meio tempo ele será condenado por outras coisas, tá? Eh, não tenha dúvidas de que a partir do momento em que ele for descartado de vez, em que perceberem que ele não tem espóo eleitoral, que ele que ele ali não vai conseguir dar a vitória pra direita contra o Lula, ele vai ser descartado e jogado no lixo da história e aí será condenado por outras coisas.

    Mas o plano até o momento é mantê-lo condenado só por golpe de estado. Exatamente. Para que ele apoie ali o candidato, que se no caso é o Tarciso ou algum outro ali. Pois bem, eis que um dia depois o Senado dá o troco ali. Foi aprovada aí na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o fim da escala 6 por1.

    E olha, uma lei melhor do que a gente imaginava, tá? Poucas vezes a gente vê o Congresso Nacional aprovando uma lei que é melhor do que o esperado. Por que, Thiago, é melhor do que o esperado? Porque o que se esperava era o seguinte: olha, vamos aprovar o fim da escala 6 por1, ou seja, o trabalhador vai ter direito a duas folgas semanais remuneradas em vez de uma só.

    E vamos reduzir a jornada de trabalho. Se você não sabe, no Brasil a jornada de trabalho é de 44 horas semanais. Vamos reduzir o projeto. Eh, no começo era mudar de 44 para 40, porém o Senado aprovou mudar de 44 para 36 horas semanais. 36, ou seja, tá diminuindo aí em 8 horas a jornada de trabalho. Aí você fala: “Caramba, 36 horas por 5 dias na semana, então são menos de 8 horas por dia.” São menos de 8 horas por dia.

     

    No caso aí são 7:12 diárias. Os outros 48 minutos, ó, ganhamos aí 48 minutos. É isso aí. foi aprovado no Senado. Projeto do Paulo Paim do PT, que foi eh de relatoria aí do do senador Rogério Carvalho. Rogério Carvalho. Aí você, opa, também do PT, fala: “Epa, então vai agora, vai pro plenário.

    E segundo aí o os governistas têm maioria para ser aprovado. Talvez modifique ali essas 36 horas, coloque 38, talvez tenha aprovado na comissão de constituição e justiça em 36 para lá no plenário que tem mais gente de direita conseguir negociar para ficar em 40. Mas eh é um avanço aí numa das lutas que tá sendo agora encampada pelo governo Lula.

    Se você não sabe, o Lula falou disso. Ele ele falou na semana passada que essa vai ser uma das bandeiras do governo, que vai é o fim da escala 6 por1. E olha só, o governo, inclusive pouco antes da aprovação, quando estava sendo ainda votado, o governo Lula eh publicou um vídeo defendendo o fim da da escala 6 por1.

    Aqui aqui uma um comercial do governo do Brasil. Mas nem todos têm o privilégio de usá-las como quiserem. Se descansar parece privilégio, é porque tiraram de muita gente o que é básico e isso precisa mudar. É por isso que o governo do Brasil está do lado do povo brasileiro, pelo direito ao descanso, pela saúde do trabalhador e pelos momentos que fazem a Aí você vê aí do governo.

    Eu não posso mostrar o vídeo inteiro porque eles colocam músicas que t direitos autorais e aí se eu mostrar e colocar o microfone muito perto do celular e ficar o som perfeito do vídeo, sabe o que acontece? O vídeo do Plantão Brasil sai do ar. Falei no 2025 os caras fazem peça de publicidade com música que tem direitos autorais.

    Aí você não pode veicular em outras redes, aí fica só ali estrito na naquela rede. No Twitter, no caso, pode tudo lá, OK? Mas nas outras redes corre o risco. Facebook e no Face e no YouTube, principalmente, corre o risco do vídeo ser tirado do ar. No TikTok corre um risco gigantesco do vídeo ter o alcance aí diminuído em 80, 90%. Aí fala: “Pô, ok, mas você vê que o governo tá indo, essa esse comercial também nesses moldes parecidos também vão aí para todas as peças que o governo manda para TV, rádios, etc.

    etc, que é o quê? Eh, encampar aí a luta pelo fim da escala 6 por1 é uma coisa que tem apoio aí de 76% da população brasileira. No dos outros 24%, não acredito que 1/4to da população seja de empresários. Não acredito. Deve ter alguns aí assalariados que são contra os próprios direitos, aumentar os próprios direitos. Gente aí que foi bem manipulada pela extrema direita, que acha que olha, se você fizer isso aí vai ter mais desemprego, é o oposto.

    Você faz isso, acaba a a acaba que os salários aumentam. Por que aumentam os salários, Thago? Porque se o trabalhador trabalha seis dias, ele passa a trabalhar cinco, o que que acontece? que o empresário precisa contratar alguém para suprir ali alguém que uma empresa que fica aberta todos os dias da semana, por exemplo, tem que contratar alguém para suprir aquele aqueles que estão folgando.

    E aí o que acontece? O desemprego diminui. Como o desemprego no Brasil já está muito baixo, estamos em pleno emprego, o que que vai acontecer? Os salários vão ter que aumentar, porque pro patrão conseguir contratar alguém, ele vai ter que eh pagar um salário cada vez mais alto. E aí, porque as pessoas não vão aceitar trabalhar por pouco.

    E aí o que acontece? Os salários aumentam, a renda do trabalhador aumenta, isso faz com que o trabalhador tenha mais dinheiro para gastar. E esse dinheiro, muitos empresários não entendem como funciona aí a macroeconomia, esse dinheiro volta pro bolso dos empresários, porque quando a pessoa consome mais, ela tá consumindo mais o quê? Produtos, eh mais comida, mais isso, mais aquilo.

    E isso quem produz? As empresas cujos donos são os empresários. E aí, e a roda da economia gira e melhora pro Brasil inteiro. Eh, o a escala aí 5×2 já tá sendo testada em vários países. Inclusive lá a nova primeira ministra da Finlândia, ela quer escalar 4×3 com 6 horas diárias. Ela já chutou o balde, falou 24 horas semanais.

     

    Não quero saber. Ela ela vai colocar isso aí para ser aprovado no México. Aprovaram na semana passada a presidenta do México, vamos lembrar, ela tem maioria no Congresso e ela tem maioria, inclusive para mudar a Constituição, se ela quiser. E com maioria no Congresso, ela foi uma luta com os empresários mexicanos.

    Ela conseguiu aprovar ali a redução da jornada de trabalho de 48 para 40 horas semanais. E aí ela não aprovou fim da escala 6 por1, mas 40 horas semanais, se alguém trabalhar 8 horas por dia, são cco dias por semana. A pessoa vai trabalhar seis dias por semana só se ela trabalhar menos horas por dia. É isso. Então isso já foi aprovado no México, já foi sancionado pela presidenta.

    Aí você vê, pô, o país aí que fica ali do lado dos Estados Unidos conseguiu, o Brasil consegue. E agora o governo tá indo com tudo para cima. Esperamos aí que o Lula comece a falar, ele tem que aparecer a cara do Lula para falar, porque aí eu vou falar. Quando o Lula fala, a imprensa é obrigada a cobrir isso. Quando a gente reposta o Lula falando, viraliza muito mais isso, fura bolha.

    chega pessoas aí que que geralmente não acompanham a política e essas pessoas acabam então passando a apoiar isso. Eh, vamos lembrar, eh, o Lula chegou aí a encampar no meio desse ano uma mega campanha para taxação dos super ricos. Ele ganhou, ele conseguiu taxar os super ricos e tirar imposto de renda da classe média.

    Então você vê, pô, agora ele vai conseguir essa luta se ele encampar com tudo. E tudo indica que ele fará, viu? Porque o ano que vem é ano eleitoral e ele precisa aí de outras bandeiras. Tem várias aí do governo, mas quanto mais bandeiras melhor. Bandeiras aí que são aprovadas por toda a população. Nisso tem um aí que tá em pânico com a eleição do ano que vem, que é o senhor Hugo Mota.

    O Hugo Mota, ele tem apoio de 1% da população, uma pesquisa aí no mês passado e hoje deve ser menos, hein? Eh, perguntou sobre figuras aí da política se você aprova, eh, não conhece ou desaprova. Pois bem, só 1% aprova o Gomota, cerca de 75% desaprovam e os outros não o conhecem. Mas se você pegar ali, fizer uma regrinha de três e ver que 76% conhece o cara, um aprova, 75 não aprova.

    Olha, dos 24 que não o conhecem, muito provavelmente 23,5 também devem desaprová-lo. Então tá ruim aí pro senhor Hugo Mota, mas a coisa piorou. Ontem o Hugo Mota fez fez o seguinte. Primeiro ele mandou a Polícia Legislativa agredir jornalistas e depois tirar a força o deputado Glauber Braga da ali o Glauber Braga, ele ocupou a mesa da presidência da mesma maneira que os bolsonaristas fizeram cerca de três 4 meses atrás.

    E aí eu vi muita gente de esquerda criticando, falando até perto da imprensa: “Iss não se faz, isso é extremismo, não sei o quê”. Eu quero encarar o Glauber Braga, eh, comparando o Glauber Braga com a Carla Zambelli, que está condenada duas vezes, transitada em julgado, ou com o Eduardo Bolsonaro, que desde março não aparece na Câmara dos Deputados e ainda recebe aí salário e tudo mais, abandonou o cargo.

    Aí querem caçar o Glauber Braga e caçar junto a Carla Zambelli e o Eduardo Bolsonaro. Aí obviamente ele vai ficar irritado. Aí o Glauber Braga fez o quê? Ele fez o que bolsonaristas fizeram pouco tempo atrás. Eu vou te mostrar aqui quando o Hugo Mota foi extremamente bundão. Hugo Mota bundão. E bolsonaristas ocuparam a mesa dele ali, a mesa diretora, inclusive a cadeira da presidência.

    E ele ficou aqui, ó, ele tá de oclinhos aqui, ó. E ele ficou ali e implorando pro Marcel Van Haten, que é um nazista assumido, para ele sair da cadeira dele. Aí ele ficou ali, não, por favor, por favor. Tava lá o Nicolas, tudo mais. Eu falou: “Não, sai da minha cadeira”. E o Marcel Vanrat não saía, não saía. Tava lá o outro deputado bolsonarista.

    Sabe o que aconteceu com esse pessoal aí? Aí tá aqui o Hugo Mota com a gravata cor de rosa dele aqui, ó, com carinha de bunda, mas ficou com uma carinha de bunda. Sabe o que aconteceu com esse pessoal? Nada. Nem sequer uma suspensão, ó, 15 dias de suspensão que fosse, não. Nada. Aí o Glaber Braga ocupou a mesma cadeira para para protestar, né? O que que fizeram com Glauber Braga? Então, usaram a força para tirar o Glauber Braga da cadeira da presidência.

    Aí você vê o Hugo Mota chamou a polícia, mas antes de chamar a polícia, ele retirou a imprensa, retirou toda a imprensa de lá. Aí olha só o que aconteceu. Aí tem bolsonarista gritando: “Tira, tira, tira”. Aí retiraram ali o Gober Braga a força porrada. Aí tem bolsonarista gritando, dá porrada, dá porrada. Brasil 2025. Tá, é isso aí, ó.

    Só que isso aí só ocorre porque os bandidos têm maioria no Congresso. Se a maioria do Congresso fosse de esquerda, isso jamais aconteceria. O que veríamos é a polícia retirando a força. Os bolsonaristas que estavam lá ficaram 36 horas na cadeira do Hugo Mota. E eles tavam ali pedindo o quê? Pedindo a soltura do Bolsonaro que tava ali em prisão domiciliar. É isso aí.

    O Glaber Braga foi lá para protestar com a cassação injusta dele e aí descer a porrada em todo mundo. Mas não só no Glober Braga, também em jornalistas. Olha só a com vocês aqui, ó. Parte da confusão que aconteceu fora da fora ali do plenário. Começou a polícia começou a bater nos jornalistas, tudo mais. Não é só empurra, empurra, não.

    Foram socos, pontapés e tudo mais. Aí você falou o quê? Pois bem, após isso, que que aconteceu? O termo renuncia o Gumota chegou a ser o mais falado das redes sociais ontem e na manhã de hoje, com todo mundo pedindo aí a renúncia do Hugo Mota. Inclusive o um dos postos que mais geralizou foi do meu amigo Pedro Roussef.

    Pedro Russef conseguiu uma excelente vitória hoje na justiça. A justiça determinou que o Bolsonaro não terá mais acesso aí ao seu mais direito aí aos seus oito assessores. Se você não sabe, o Bolsonaro já consumiu quase R 1 milhão deais em dinheiro público esse ano, porque ele tem direito a oito assessores, dois carros blindados.

    Dos oito assessores deles, dois são seguranças, dois para não sei o dois motoristas, dois não sei o quê, não sei o que lá. E cada ex-presidente tem direito a tudo isso, só que alguns gast, outros menos. O Bolsonaro é o que mais gastou, tá? Aliás, só o Color gastou mais que o Bolsonaro esse ano. Não sei porque o Color tá gastando tanto se ele tá em prisão domiciliar, mas ele foi o que mais gastou.

    E aí, em segundo lugar, era o Bolsonaro. Eles falou: “Pô, que coisa, né? Que coisa!” Só que aí o Pedro Russev entrou na justiça e alegou: “Pô, ele tá preso, ele não precisa de segurança, muito menos de motorista. E se ele vai fazer um traslado da da prisão pro hospital, se ele passar mal algum dia, coisa que não aconteceu, né? Ele não falou que tava mal de saúde, tá preso há um tempão e nada, não passou mão nenhuma vez na prisão, percebeu? Pois bem, se algum dia precisar ir ao hospital ou coisa do tipo, não precisa ter segurança, porque a segurança dele

    fica a cargo de da Secretaria de Segurança Pública, porque ele é um presidiário. Então não seria redundante ter a segurança dele fazendo a escolta dos carros de polícia que fazem a escolta dele. Não, ele já tem escolta da polícia, então não precisa de gente que tem direito à porta de armas e ainda é remunerado. Juiz deu ganho de causa.

    E aí o o posto talvez que mais viralizou sobre o Hugo Moto Renunciar foi do Pedro Russe também aqui. Urgente. Consegue ler aí? Mobilizações nas redes batem recorde contra Hugo Mota e bastidores já falam em renúncia. O povo está absolutamente cansado desse congresso de extrema direita inimigo do povo.

    É a voz do povo. Grande dia. Aí falou aí o Pedro Roussef. Porque aí começaram a falar: “Olha, tá na hora do Hugo Mota renunciar, porque ele não tem condição nenhuma de ser presidente da Câmara”. Foi achincalhada Hugo Mota até na Globo. Quase todas as comentaristas da Globo chamaram Mota de ditador, tá? Ditador. Aí você pensa, pô, deu ruim, hein? Deu bem ruim.

    Lula recebe Motta no Alvorada para discutir pautas prioritárias

    Para você ter ideia, e essa redução da pena do Bolsonaro foi tão insignificante que os filhos do Bolsonaro não comemoraram. Nenhum dos três veio a público comemorar isso aí. Aliás, nenhum bolsonarista está comemorando, comemorando isso, não. E aí você vê se foi essa luta toda, essa dificuldade toda deles para reduzir insignificantemente a pena do Bolsonaro, imagina a anistia. Anistia já era.

    A anistia não tem chance nenhuma de passar. Aí, olha só aqui um trecho da Miriam Leitão e olha que quadra da história que estamos em que a Miriam Leitão várias vezes eu mostro aqui como a uma pessoa sensata, a Miran Leitão que era a pior jornalista aí da Globo, a mais era chamada pelo Paulo Henrique Amorim de urubóloga, lembra disso? Porque só fazia presisão ruim sobre o governo, invertia tudo, mentia para caramba para detonar a Dilma.

    Era inclusive machista com a Dilma. E aí agora vamos com vocês aí, Miriam Leitão. Eh, e da mesma forma ele fez uma coisa e que aí não se aceita de jeito nenhum, né, que é eh tirar a imprensa. Isso aí lembra os piores momentos da Tu cortou o sinal da sinal da quem tava lá dentro. Pois é, é uma coisa assim digna dos piores momentos da ditadura.

    Não se faz isso de maneira alguma. E no caso em si, no mérito, né, o deputado Glauber Braga, ele fez um um ato condenável. Ele ele agrediu o militante de direita, mas muito mais grave. São casos que permanecem ainda eh sem eh punição, que é o deputado da da deputada Carla Zambelli, que desde junho tem uma ordem judicial para caçá-la e a Câmara desrespeita essa ordem judicial até o dia de hoje.

    E tem mais o deputado eh Ramagem, que também é um foragido da justiça, também condenado e também tem ordem para caçar. E mais o deputado Eduardo Bolsonaro, que desde março não aparece no trabalho e usou o o o mandato dele, a visibilidade dele para agredir a economia brasileira. Então, nada disso foi ainda. Aí você vê dois pesos, duas medidas, porque eles têm maioria.

    Ano que vem o nosso dever é que nós tenhamos, se não for maioria, perto da maioria, porque aí a gente inibe que esse tipo de coisa aconteça. Veremos. Eu peço aí sua inscrição no canal. Seguimos aqui na luta contra essa cója maldita. Falou. M.

  • O FIM É AGORA: BOLSONARO INTERNADO DE NOVO, QUADRO GRAVE E A MALDIÇÃO DO CORPO MORIBUNDO

    O FIM É AGORA: BOLSONARO INTERNADO DE NOVO, QUADRO GRAVE E A MALDIÇÃO DO CORPO MORIBUNDO

    Bolsonaro vai mais uma vez ser internado para ser submetido a um procedimento cirúrgico. Na verdade, são dois procedimentos cirúrgicos. E nós acertamos que isso iria acabar acontecendo cedo ou tarde, Bolsonaro acabaria indo para o hospital passar por mais uma cirurgia. E nós acertamos, não porque somos videntes, mas porque a vida do Bolsonaro acabou, pessoal, e acabou muito tempo.

    O quadro de saúde dele é um quadro grave e é um quadro de piora progressiva. Tudo que Bolsonaro faz acaba piorando o quadro de saúde dele. várias cirurgias que ele tem sido submetido e essas também são consequências de outros procedimentos cirúrgicos que foram provocados porque o próprio Bolsonaro não consegue cuidar da própria saúde porque ele não segue dieta, não segue absolutamente nada, ele está amaldiçoado a um corpo morimbundo.

    E a próxima cirurgia que ele vai fazer é para tratar uma sequela da outra cirurgia anterior que foram os soluços. Bolsonaro tem problema de soluço, vomita, tem falta de ário, o que é muito irônico, já que ele debochou de todo mundo na época da crise sanitária. Então, a vida dele acabou e mesmo que ele tem uma redução de pena por conta da dosimetria, de que adianta? Que adianta se ele está preso a esse corpo? Compare Bolsonaro com o Lula.

    Internado, Bolsonaro publica atualização e anuncia boa notícia ao público:  'Surgindo os primeiros sinais' - Portal Área VIP

    Bolsonaro tem 70 anos, que é uma idade jovem para os dias atuais e ele tem um démo da saúde do Lula. Mas você tem que colocar aqui nos comentários primeiro o que que você achou da doimetria que foi aprovada na Câmara dos Deputados para beneficiar o Bolsonaro. Ele vai poder usufruir essa dosimetria ou a vida dele acabou? Você acha que assim como Bolsonaro vai morrer até 2030? Eu acho que sim.

    Ele não sobrevive até lá. Ou tudo isso é uma grande farça feita pelo Bolsonaro? Deixa o like no vídeo porque é o seu vale o seu like porque nós temos previsto que mais cirurgias para Bolsonaro iriam acontecer. E claro, se inscreva no canal. A defesa do Bolsonaro solicitou para o Alexandre de Moraes que ele possa sair da prisão por um período de 5 a 7 dias para realização de dois procedimentos cirúrgicos, além de uma prisão humanitária no regime domiciliar, o que possivelmente não vai acontecer no atual momento. Eles usam muito da saúde

    fragilizada do Bolsonaro para tentar criar comoção social, mas isso não dá certo, como nós vamos falar na sequência do vídeo. O Bolsonaro vai fazer dois procedimentos cirúrgicos. O primeiro é para cuidar do problema dos soluços que ele está tendo. Os soluços de Bolsonaro que provocam vômitos, falta de ar, refluxos e outras coisas, muito desconforto, até dificuldade para falar, o que de certo modo é bom, né, pra gente não ter que ouvir o Bolsonaro.

     

    São sequelas do último procedimento cirúrgico que o Bolsonaro fez, aquele procedimento que ele vou 12 horas, mas esse é apenas um dos procedimentos. A outra cirurgia que ele vai fazer é para tratar uma complicação da hérneia inguinal unilateral que ele tem. O que que é isso? É uma hérneia na região abdominal.

    Essas hérneas zinguinais, elas podem ser provocadas por uma gordura que encontra uma fragilidade na parede abdominal, fazendo ali um calombim ou uma alça do intestino que acaba encontrando essa fragilidade e pressiona a parede abdominal, que é o que eu acho que aconteceu com o Bolsonaro, porque toda a parede abdominal dele precisou ser refeita, ele precisou colocar uma telinha nessa última cirurgia, então deve estar vazando ali um pedacinho do intestino e uma outra telinha vai ter que ser colocada. É uma cirurgia

    relativamente simples, mas se a hérne não for tratada, ela pode ter ali complicações, inclusive com Bolsonaro podendo morrer por conta dessa hérnia. Mas independentemente disso, são mais procedimentos cirúrgicos que o Bolsonaro tem que fazer. A vida dele acabou, pessoal. Então, eu vi muita gente reclamando nos meus vídeos que eu falei sobre a dosimetria que foi aprovada no Congresso, achando um absurdo que vai haver uma redução de pena do Bolsonaro, que ele vai ter que ficar ali só dois anos na prisão. Primeiro que para o

    Bolsonaro ficar do anos preso, ele vai ter que estudar e trabalhar coisas que ele não faz com muita frequência. Na verdade, ele nunca fez na vida dele. Seria algo inédito. Mas mesmo que o Bolsonaro passe do anos preso e depois vá pro regime domiciliar, a vida dele acabou. Ele não vai conseguir aproveitar absolutamente nada a liberdade condicional que ele vai ter.

    Bolsonaro, ele é um completo morto vivo. Então, mesmo que ele fique preso ou fique na prisão domiciliar, o que ele vai poder fazer? Nada. Você acha que isso que isso que o Bolsonaro vai ter ou está tendo é vida mesmo antes de ir para prisão? Claro que não. A saúde dele passa por um momento de piora progressiva.

    Eu lembro muito, vendo o Bolsonaro o que começou a acontecer com o meu avô até ele falecer. E você que tem algum parente mais velho ou já teve um parente mais velho, você sabe mais ou menos como é essa situação. A pessoa, ela começa a ter uma complicação de saúde e essa complicação ela promove complicações subsequentes. É dado o medicamento para arrumar esse problema, mas aí acaba provocando outro.

    Aí vai pro hospital, volta um pouco melhor do que saiu de casa, mas volta pior do que o quadro que estava antes. E assim vai piorando, piorando, piorando, piorando, até o dia que não dá mais para fazer nada e a pessoa morre. É o que vai acontecer com Bolsonaro. Bolsonaro vai morrer até antes de 2030, se ele continuar da forma como está.

    E possivelmente vai, porque ele não segue as recomendações médicas. Bolsonaro não poderia comer comida gordurosa, ele come. Bolsonaro tinha que seguir a dieta, ele não segue. Bolsonaro tinha que fazer exercício físico, ele não faz. Então ele tá cavando a própria cova. Aí ele tem um problema intestinal. O que acontece? Ele não consegue mais ter prazer na vida.

    Ele não tem nenhum tipo de prazer. Ele não tem. A vida dele, como eu falei, a vida dele acabou. Aí ele tem um strress, o que que ele faz para conter ansiedade? Ele come. Aí piora a parte intestinal. Ah, mas para ele não comer e para contrair o estress, ele tem que tomar medicamento. O medicamento também desencadeia outros efeitos.

    Então, assim, cirurgias sucessivas, remédios, a vida dele acabou. Acabou. Ele está amaldiçoado a viver em um corpo morimbundo por culpa dele. Não podemos esquecer, isso é culpa dele. Ele não tem prazer, porque o único prazer que ele tem é se alimentar. Ele não pode mais. Ele não faz o exercício, ele não lê um livro, ele não vê o filme, ele não vai ao museu, ele não, a esposa dele o despreza, então ele está lascado.

    Compare a saúde do Bolsonaro com a saúde do Lula. O Lula tem 80 anos. Ele tem 10 anos a mais que o Bolsonaro. 10 anos. Hoje uma pessoa de 70 anos ainda é considerada jovem, ainda mais na condição financeira do Bolsonaro. É considerada jovem. Mas o Bolsonaro não tem um déo da saúde do Lula. Não tem. O Lula fala que ele tem um vigor de 20 e poucos anos.

    Como é a laparotomia exploradora, cirurgia feita por Bolsonaro após  obstrução intestinal - Estadão

    Ele usa até outros termos ali mais populares para falar isso. O Bolsonaro não. E é muito interessante o culto ou o cultivo dessa imagem. Enquanto o Lula quer demonstrar que ele tem vigor, que ele tem potência, que ele tem saúde, o Bolsonaro ele quer eh cultivar o oposto, que ele é morimbundo, que ele não tem condições, que ele tá mal, que ele tá morrendo.

    Só que isso causa problemas para o Bolsonaro. Quais? a falta de mobilização. A manifestação bolsonarista que aconteceu no final de semana teve menos gente do que a manifestação em favor das mulheres. Menos gente. Por quê? Carlos Andreasa deu uma dessas hipóteses e ele fala justamente sobre o quadro de saúde do Bolsonaro.

    A família Bolsonaro cultivou tanto esse quadro de saúde fragilizada do mito que as pessoas elas podem até ficar compadecidas pelo Bolsonaro, mas não pela condição política ou jurídica dele, mas pela condição de saúde. E se o Bolsonaro tem uma saúde tão frágil, como que ele vai poder liderar o movimento bolsonarista? Como que ele vai poder liderar as pessoas? Como que ele pode ser um líder ou um mito? não vai, não consegue.

    Então, gradativamente, as pessoas, elas começaram a deixar de engajar em favor do Bolsonaro, porque não há futuro para ele. E esse episódio dessas duas novas cirurgias reforçam justamente essa imagem de debilidade do Bolsonaro. Ele é um zumbi que ainda ronda e persegue a nossa república. Ah.

  • A CENSURA DE HUGO MOTTA: O Presidente da Câmara Ordenou o Apagão e Expulsou Repórteres Para Esconder a Votação Pró-Bolsonaro

    A CENSURA DE HUGO MOTTA: O Presidente da Câmara Ordenou o Apagão e Expulsou Repórteres Para Esconder a Votação Pró-Bolsonaro

    A cena era surreal, inédita e profundamente assustadora. No epicentro da democracia brasileira, a Câmara dos Deputados, o lugar que deveria ser o templo da transparência e do debate público, transformou-se em palco de um ato de censura e truculência que ficará marcado na história. A jornalista Natuza Nery, com a autoridade de décadas cobrindo o Congresso, não hesitou em confrontar ao vivo o Presidente da Câmara, Hugo Motta, sobre a medida arbitrária de expulsar a imprensa do plenário. O que se seguiu foi uma denúncia estarrecedora de violência e um “apagão” que só pode ter sido ordenado do topo da pirâmide de poder. Este episódio não é apenas um deslize logístico ou uma falha de comunicação; é um sintoma perigoso da deterioração das relações entre o poder e a fiscalização jornalística, e um atentado direto contra os pilares do Estado Democrático de Direito.

    A atitude inicial de retirar a imprensa de dentro do plenário, conforme relatado pela jornalista, não é “usual, não é trivial” e, de forma inegável, representa um cerceamento grave à liberdade de imprensa. É o tipo de movimento que se espera em regimes autoritários, onde o controle da narrativa é prioridade absoluta, e não em uma república consolidada. O trabalho da imprensa, em momentos de alta tensão política, é garantir que o público tenha acesso imediato e fidedigno ao que ocorre nos bastidores do poder. Ao remover os olhos e ouvidos da nação, a Câmara estava, na prática, tentando realizar um debate fundamental às escuras.

    🔥Natuza Nery rasgou o verbo sobre Hugo Motta Ao vivo! Aceno para golpistas  causa revolta nas redes!🔥

    O Presidente Hugo Motta, colocado contra a parede, buscou o controle de danos. Em um contato telefônico com a jornalista, ele alegou que “não era essa a intenção dele” e prometeu que faria uma retratação pública no plenário. Essa atitude, embora protocolarmente correta, falha em resolver a essência do problema. A Natuza, com a acuidade que a distingue, exigiu um compromisso crucial: que “isso nunca mais acontecerá dentro da gestão dele”. Motta respondeu que sim e, em um gesto de reconhecimento da gravidade, pediu desculpa à imprensa brasileira por “este episódio”. Ele reforçou a narrativa de que não deu a ordem de expulsão, algo que já havia dito a outros repórteres.

    Contudo, a versão oficial colide com a realidade presenciada. A imprensa não pôde registrar a cena de caos interno que culminou em luta corporal entre parlamentares e seguranças. Repórteres experientes, como Lisa Claveri, relataram que foram assessorias da Presidência da Câmara que os expulsaram de lá. A dissonância entre a palavra de Motta — que nega ter dado a ordem para a Polícia Legislativa — e o fato consumado — a expulsão efetiva — levanta uma questão de comando e responsabilidade: Se o Presidente da Casa nega a ordem, quem, de fato, está no controle das estruturas de segurança do Poder Legislativo? A negação de responsabilidade, neste caso, pode ser tão danosa quanto a ordem em si, pois sugere uma Casa sem comando centralizado ou, pior, um comando que opera nas sombras.

    O cerceamento à cobertura jornalística presencial foi apenas a metade do ataque. O sinal da TV Câmara, o canal oficial e público para a transmissão dos trabalhos, parou de transmitir as cenas. A jornalista, ao explicar a estrutura de comando, é enfática: o sinal da TV Câmara “só sai do ar para uma decisão de cima”. Este não é um erro técnico fortuito. É um ato deliberado, uma decisão de alguém “com poder” que buscou, ativamente, impor um apagão informativo ao país. O que estavam tentando esconder? A interrupção da transmissão pública, somada à expulsão da imprensa privada, configura o cenário de censura perfeita, um vácuo de informação preenchido pela especulação e pela desconfiança. É um tapa na cara do princípio democrático da publicidade dos atos.

    A denúncia de Ana Flor (cuja participação é subentendida pelo título e pelo tom da fala de outros repórteres) revela o drama vivido do lado de fora. A repórter, em mais de 20 anos de cobertura, jamais presenciou uma cena daquele tipo. Durante mais de 20 minutos, a imprensa gritava do lado de fora: “Libera, libera”, um coro de protesto que ecoa a súplica por transparência. Enquanto isso, o que se desenrolava era uma “luta corporal entre parlamentares e a segurança da Câmara”. O uso de força contra a representação popular dentro do próprio Parlamento é um ultraje que merece apuração imediata e rigorosa.

    A própria repórter tornou-se vítima da truculência. Ao tentar cobrir e se aproximar do momento de tensão, ela “recebeu empurrões de seguranças da Câmara”. Tais situações, ela corretamente pontua, “não são aceitáveis”. A segurança, que deveria garantir a ordem e a integridade de todos, agiu de forma “truculenta”, transformando o ambiente de trabalho dos jornalistas em uma zona de conflito. A indignação é palpável e a pergunta permanece: “Se o presidente da Câmara não autorizou isso, onde ele estava?”. O vácuo de liderança é lamentável para a história da Câmara e, principalmente, para a democracia brasileira.

    É impossível dissociar o caos da motivação política. A jornalista Glauber, trazida ao debate (ou citada, dependendo do contexto da gravação), ressalta que tudo o que ocorreu está inserido no contexto de uma votação crítica: a do texto de dosimetria que “privilegia, que ajuda o ex-presidente Jair Bolsonaro”. A tentativa de blindar ou facilitar uma votação de alta sensibilidade política, utilizando métodos de força e censura, sugere que o objetivo era blindar o processo de escrutínio público, permitindo que o interesse político se sobrepusesse à transparência.

    A crítica final ao Presidente Motta não é apenas sobre o episódio atual, mas sobre um padrão de impunidade. A repetição da violência e da desordem no plenário, argumenta-se, é um erro sistêmico que se deve a Motta “não ter punido o que ocorreu há alguns meses, quando parlamentares de direita invadiram a presidência, sentaram na sua cadeira”. A ausência de punição para atos anteriores de violência política pavimentou o caminho para a escalada atual, culminando na expulsão não só da imprensa, mas também de “funcionários da Câmara”, e no corte de sinal.

    A única salvação para o registro histórico desse dia vergonhoso veio, ironicamente, dos próprios alvos da censura. As cenas chocantes, que não puderam ser transmitidas pela TV pública nem registradas pela imprensa profissional, foram documentadas pelos “próprios parlamentares”, que utilizaram seus celulares para furar o bloqueio informativo. Isso, por si só, é um “absurdo” e uma prova cabal da necessidade de a imprensa estar presente e desimpedida, pois a transparência não pode depender da boa vontade ou da capacidade de gravação dos próprios atores políticos.

    Este episódio de censura e truculência na Câmara dos Deputados representa uma mancha indelével na gestão do Presidente Hugo Motta e um sério alerta para as instituições democráticas brasileiras. A liberdade de imprensa é o oxigênio da democracia; sufocá-la, ainda que por breves 20 minutos, é um ato de autossabotagem institucional. A Promessa de “nunca mais” deve ser acompanhada de uma investigação rigorosa e de punições exemplares para todos os envolvidos no comando do “apagão” e da violência. O plenário, que ainda estava fechado ao final do relato, precisa reabrir não apenas as suas portas físicas, mas também as suas portas para a luz da publicidade e da fiscalização jornalística. A sociedade exige respostas e, acima de tudo, respeito inegociável à sua maior garantia: a liberdade de saber.

    Plenário tá fechado.

  • O Vexame Institucional de Hugo Motta: A Truculência que Desnudou a Fraqueza na Presidência da Câmara

    O Vexame Institucional de Hugo Motta: A Truculência que Desnudou a Fraqueza na Presidência da Câmara

    A política, para muitos, é encarada como uma forma sofisticada de entretenimento, um grande espetáculo de articulação e estratégia, onde movimentos complexos definem o futuro da nação. No entanto, o que se assistiu recentemente na Câmara dos Deputados, sob a presidência em exercício do deputado Hugo Motta, transcendeu a esfera do jogo político aceitável, mergulhando o Parlamento em um episódio classificado por observadores como deplorável e vergonhoso. Longe de ser um balé estratégico, a atuação de Motta culminou em uma demonstração de força que, na verdade, expôs uma fraqueza política profunda e irrecuperável.

    O epicentro do escândalo foi a retirada forçada do deputado Glauber Braga da cadeira presidencial da Casa, onde ele se sentara para protestar. O ato, carregado de truculência, envolveu a Polícia Legislativa e teve como pano de fundo uma articulação política questionável que prometia mexer nas estruturas do Centrão e da oposição. Motta, ao ordenar a ação enérgica contra um protesto legítimo – ainda que simbolicamente transgressor – de um parlamentar, procurou sinalizar controle. Contudo, o resultado foi o oposto: uma clara evidência de que a liderança da Câmara, naquele momento, estava desesperada e à beira da desmoralização.

    É crucial contextualizar o momento político da presidência interina de Hugo Motta. Após os episódios em que parlamentares alinhados ao ex-presidente se amotinaram no plenário, Motta optou pela inação, uma omissão que, à época, foi lida como uma falha na defesa da autoridade institucional. A tentativa de, agora, demonstrar firmeza ao expulsar Glauber Braga surge não como um resgate da autoridade perdida, mas como uma compensação tardia e mal executada, que apenas intensificou a percepção de debilidade política. A truculência empregada não apenas atingiu o deputado protestante, mas, lamentavelmente, estendeu-se a repórteres e jornalistas presentes, que foram forçados a se retirar, culminando no corte da transmissão da TV Câmara, em uma tentativa patética de esconder o que estava ocorrendo. Este movimento, digno de regimes que temem a luz da informação, apenas serviu para amplificar o vexame nas redes sociais e na opinião pública.

    Deputado Glauber Braga ocupa Mesa Diretora da Câmara e é retirado à força  pela Polícia Legislativa - BBC News Brasil

    O protesto de Glauber Braga não foi aleatório; ele era a reação indignada à forma como Hugo Motta e seus articuladores conduziram o projeto de “dosimetria” das penas aplicadas a parlamentares. Esta articulação, costurada junto a lideranças do Progressistas e de setores do Centrão, tinha um objetivo claro, segundo a análise política predominante: a tentativa de sanar uma “dívida” política e acomodar interesses.

    A manobra central envolvia a cassação de deputados bolsonaristas, notadamente Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Carla Zambelli. No entanto, a forma como a cassação de Eduardo Bolsonaro foi proposta – por faltas regimentais – garantia que o parlamentar não ficaria inelegível, mantendo-o apto para disputar as eleições de 2026. Em outras palavras, um aceno à família Bolsonaro, que recebia uma punição protocolar, mas que preservava o capital político do clã.

    Em contrapartida, para equilibrar a balança política e evitar o desgaste de proteger excessivamente a oposição, a mesma articulação pautou a cassação de Glauber Braga. O motivo formal: o ataque físico que ele desferiu contra um militante do MBL. Contudo, a punição proposta para Glauber o tornaria inelegível por oito anos, um peso institucional infinitamente maior do que o reservado ao deputado Bolsonaro. Este desequilíbrio é a essência da “sacanagem” (como foi categorizado no meio político) e o motivo da revolta que levou Glauber ao protesto na cadeira presidencial. A indignidade reside na disparidade das penas: uma mera medida regimental para um, mantendo a elegibilidade; a pena máxima da inelegibilidade por quase uma década para o outro.

    A cassação de Glauber Braga, sob estas circunstâncias, configura um dos absurdos institucionais mais notórios da história recente. O Parlamento, ao equiparar uma agressão física a um militante (que, inegavelmente, é um erro passível de suspensão de mandato, mas não necessariamente de cassação com inelegibilidade), a falhas regimentais de outro, demonstra uma inversão de valores e prioridades políticas. O ponto mais chocante reside na comparação com o caso do deputado Chiquinho Brazão, acusado de ser o mandante da execução da vereadora Marielle Franco. Brazão, após ampla discussão e pressão pública, foi cassado apenas por estourar o limite de faltas regimentais, tal qual a punição branda de Eduardo Bolsonaro.

    Colocar o ataque de Glauber a um militante como algo institucionalmente pior do que manter no cargo um parlamentar implicado em um crime hediondo, como no caso Marielle Franco, é uma afronta à lógica e à moralidade pública. Este é o legado político que Hugo Motta está construindo: um cenário onde a conveniência política dita a gravidade das punições.

    Os 6 casos envolvendo aliados ou família de Bolsonaro que ficam em  evidência com mudança de comando da PF - BBC News Brasil

    Toda a turbulência e truculência, em última análise, servem para revelar a fragilidade da posição de Hugo Motta. Longe de ser um líder autônomo, ele é percebido como um presidente sob a tutela de figuras políticas poderosas, notadamente o senador Ciro Nogueira e seu padrinho, Arthur Lira. E é deste último que emana o maior perigo para o seu futuro. Lira, com sua notória ambição política, está constantemente “mordendo os calcanhares” de Motta, visando a disputa de 2027.

    O aceno público de Arthur Lira ao Palácio do Planalto, evidenciado em cerimônias recentes, demonstra um movimento estratégico de distanciamento e uma busca por novos apoios, possivelmente pavimentando seu próprio retorno à presidência da Câmara, caso a disputa pelo Senado se complique. A percepção de que Motta é “politicamente estúpido” e que comete “bobagens” políticas consecutivas, elevando-o à comparação com o nefasto ex-presidente da Câmara, Severino Cavalcanti – um dos piores na história da Casa – só reforça a tese de que seu ciclo de liderança está perto do fim.

    Na tentativa desesperada de reverter a imagem de fraqueza após ser publicamente ofuscado por Lira, Motta teria promovido um “saldão de fim de ano” legislativo, pautando projetos que estavam engavetados. O movimento, que visava demonstrar produtividade e controle, resultou, ironicamente, na confusão com Glauber Braga, expondo ainda mais a sua vulnerabilidade. Tudo o que Motta faz, em termos de articulação, parece ser um erro político atrás do outro.

    O sentimento que a atuação de Hugo Motta evoca naqueles que acompanham a política é de profunda irritação e constrangimento. Seu estilo de liderança, visto como ineficaz e excessivamente truculento quando lhe convém, não apenas desmoraliza a si mesmo, mas também o cargo que ocupa, arrastando o Parlamento para um dos seus momentos mais baixos.

    O futuro político de Hugo Motta é incerto e, sob a sombra ameaçadora de Arthur Lira, parece fadado ao declínio. O que a Câmara dos Deputados presenciou foi mais do que um incidente isolado; foi a metástase de um jogo político viciado, onde a demonstração de poder é inversamente proporcional à real força e liderança, e onde a truculência institucional serve apenas para desvelar a fragilidade de um presidente politicamente inepto. O que fica é a vergonha e a urgência de uma reavaliação dos critérios de liderança no Congresso Nacional.

  • “Por ser vista como ‘inapropriada para casar’, o pai a destinou ao escravo mais forte — Virgínia, 1856”

    “Por ser vista como ‘inapropriada para casar’, o pai a destinou ao escravo mais forte — Virgínia, 1856”

    Chamavam-me incasável e, após 12 rejeições em 4 anos, comecei a acreditar neles. O meu nome é Elellanena Whitmore. Tenho 22 anos e as minhas pernas são inúteis desde os 8. O resultado de um acidente de equitação que me partiu a coluna e me deixou dependente de uma cadeira de rodas que o meu pai encomendou a um artesão em Richmond. Mas não foi a cadeira de rodas que me tornou inçasavel na sociedade da Virgínia de 1856.

    Foi o que a cadeira de rodas representava: mercadoria danificada, um fardo. Uma mulher que não podia cumprir a expectativa mais básica da feminilidade do Sul: ficar de pé ao lado do marido em funções sociais, ter filhos sem complicações, gerir uma casa de pé. 12 homens, 12 propostas, o meu pai arranjou 12 rejeições que se tornaram progressivamente mais brutais à medida que a minha reputação como a “rapariga aleijada Whitmore” se espalhava pela classe planter da Virgínia.

    Mas esta história não é sobre a minha deficiência. É sobre como a solução desesperada do meu pai, dar-me a um homem escravizado chamado “O Bruto”, se tornou a maior história de amor que eu jamais conheceria. E como uma sociedade que me via como inútil e a ele como propriedade provou estar catastroficamente errada sobre nós dois.

    Permita-me levá-lo de volta a março de 1856, ao momento em que o meu pai tomou uma decisão que mudaria três vidas para sempre.


    A Propriedade Whitmore situa-se na região de Piedmont, na Virgínia, 20 milhas a oeste de Charlottesville, onde colinas ondulantes se encontram com florestas densas e campos de tabaco se estendem em direção às Blue Ridge Mountains. 5.000 acres de terras agrícolas de primeira, 200 pessoas escravizadas e uma casa que o meu avô construiu em 1790. Dois andares de tijolo vermelho com colunas brancas, lustres de cristal importados de França e quartos suficientes para que eu pudesse passar dias sem ver o meu pai se ambos o tentássemos.

    Eu nasci aqui em 1834, a única filha do Coronel Richard Whitmore e da sua esposa Catherine. A minha mãe morreu 3 dias após o meu nascimento de febre puerperal, deixando o meu pai com uma filha bebé e nenhum interesse em casar novamente. Ele criou-me com uma combinação de afeto distante e determinação prática.

    Fui educada para além do que a maioria das raparigas do Sul recebia, ensinada a ler grego e latim, a calcular números, a discutir filosofia e política. Ele pretendia casar-me bem, usar a minha educação como um trunfo que atrairia um marido rico e inteligente.

    Depois veio o acidente de equitação. Eu tinha 8 anos, a andar a cavalo demasiado espirituoso para o meu nível de habilidade, porque eu implorara e o meu pai me tinha mimado. O cavalo assustou-se com uma cobra, empinou-se e eu caí. Aterrei de costas sobre um tronco caído e ouvi algo estalar. Não o tronco, mas a minha coluna.

    Os médicos vieram de Richmond e Filadélfia. Examinaram, conferenciaram e deram o seu veredicto. O dano era permanente. As minhas pernas nunca mais funcionariam corretamente. Eu poderia recuperar alguma sensação, algum movimento limitado, mas nunca andaria normalmente, nunca correria, nunca dançaria. Precisaria de uma cadeira de rodas para o resto da minha vida.

    O meu pai encomendou a melhor cadeira de rodas disponível. Estrutura de mogno, assento de couro, rodas que rolavam suavemente nos pisos polidos da nossa casa. Ele contratou tutores para continuar a minha educação, visto que eu não podia comparecer facilmente a funções sociais. Ele adaptou a nossa casa: rampas onde havia degraus, portas mais largas, um quarto no rés-do-chão.

    Mas ele não podia adaptar a sociedade da Virgínia. Aos 14 anos, quando outras raparigas da minha idade eram cortejadas em festas e piqueniques, eu estava em casa com os meus livros. Aos 16, quando as minhas colegas estavam a ficar noivas, eu estava a ver pelas janelas enquanto a vida acontecia sem mim.


    Aos 18 anos, o meu pai começou a sua campanha para me encontrar um marido. Ele tinha 51 anos, de boa saúde, mas cada vez mais ansioso sobre o que me aconteceria após a sua morte. “Precisas de proteção”, disse-me. “Precisas de alguém para cuidar de ti, para gerir a propriedade, para garantir a tua segurança.”

    “Eu posso gerir a propriedade”, disse eu. “Tu ensinaste-me o suficiente sobre negócios e agricultura.”

    “Elellanena.” A voz dele era gentil, mas firme. “Tu sabes que não é assim que a sociedade funciona. Especialmente uma mulher sozinha…” Ele gesticulou para a minha cadeira de rodas. “Precisas de um marido.”

    A primeira proposta veio de Thomas Aldrich, 35 anos, um planter de tabaco de Lynchberg. O meu pai convidou-o para jantar, apresentou-me na sala de visitas e eu vi os olhos de Thomas viajarem do meu rosto para a cadeira de rodas e depois para o chão.

    “Miss Whitmore é educada”, disse o meu pai. “Ela lê grego, fala francês, gere as contas domésticas com habilidade excecional.”

    “Coronel Whitmore”, interrompeu Thomas. “Poderia falar consigo em privado?”

    Eles deixaram-me na sala de visitas. Eu sabia o que estava a acontecer. Podia ouvir as vozes baixas do escritório. Podia imaginar Thomas a dizer o que todos os pretendentes subsequentes diriam em variações.

    O meu pai regressou sozinho. “O Sr. Aldrich recusou. Ele… ele sente que a situação não é adequada.”

    “Porque eu não consigo andar. Elellanena, podes dizê-lo, pai. Porque sou aleijada. Porque sou danificada. Porque sou inútil.”

    “Tu não és inútil.” Mas os olhos dele diziam que ele percebia que o mundo discordava.

    A segunda proposta veio 3 meses depois. James Morrison, 40 anos, viúvo com três filhos. A conversa no escritório do meu pai durou mais tempo desta vez. Eu ouvi vozes exaltadas, ouvi o meu pai a argumentar, mas o resultado foi o mesmo.

    Morrison emergiu e olhou para mim com algo parecido com pena. “Miss Whitmore, a senhorita parece uma jovem adorável, mas os meus filhos precisam de uma mãe que possa… que possa geri-los fisicamente. Lamento.”

    A terceira, quarta e quinta propostas vieram ao longo de 1853 e 1854. Cada rejeição tinha o seu próprio sabor de crueldade. “Preciso de uma esposa que possa ficar de pé ao meu lado em funções sociais, não sentada enquanto os outros estão de pé.” “O casamento seria embaraçoso. Como é que ela desceria pelo corredor?”

    “Ouvi dizer que ela não pode ter filhos. Qual é o objetivo do casamento?”

    Aquele último rumor era particularmente insidioso. Algum médico tinha especulado sem me examinar que a minha lesão na coluna poderia afetar a minha capacidade de ter filhos. O rumor espalhou-se como fogo selvagem pela sociedade da Virgínia. E, de repente, eu não era apenas deficiente. Eu também era infértil.

    Eu tentei corrigi-lo. Os médicos na Filadélfia disseram que o meu sistema reprodutor estava bem, que a lesão não afetava… Mas a reputação não se importa com factos. Uma vez rotulada como incapaz de ter filhos, eu podia muito bem ter sido rotulada como portadora da peste.


    Em 1855, as tentativas do meu pai tornaram-se desesperadas. Ele abordou homens de outros estados: Carolina do Norte, Maryland, Kentucky. Ele baixou os seus padrões de riqueza e posição social. Ele ofereceu dotes cada vez mais generosos. A resposta era sempre “não”.

    A Rejeição 9 veio em janeiro de 1856, de um homem chamado William Foster, que o meu pai tinha conhecido através de contactos de negócios. Foster tinha 50 anos, era corpulento, duas vezes viúvo, com fama de beberrão. O meu pai estava a oferecer-lhe 5.000 dólares, um terço dos lucros anuais da nossa propriedade.

    Foster visitou a nossa propriedade, reuniu-se com o advogado do meu pai, examinou os arranjos financeiros. Depois ele encontrou-me. “A senhorita sabe coser?”, perguntou.

    “Não, senhor. As minhas mãos têm destreza limitada.”

    “A senhorita sabe cozinhar?”

    “Nunca aprendi. Temos pessoal na cozinha.”

    “A senhorita consegue gerir os criados?”

    “Eu consigo dirigir as operações domésticas da minha cadeira.”

    Ele virou-se para o meu pai. “Coronel, a sua filha é encantadora, mas eu preciso de uma esposa que possa realizar deveres de esposa. Esta situação é insustentável.”

    Depois de Foster sair, encontrei o meu pai no seu escritório, a olhar para a parede, um copo de bourbon na mão. “Pai, podes parar. Eu não preciso de 12 propostas.”

    “Elellanena.” A voz dele era vazia, derrotada. “Eu arranjei 12 propostas em 4 anos. Todos os homens recusaram. Alguns educadamente, alguns brutalmente, mas todos com a mesma mensagem. Não vales a pena casar.”

    As palavras atingiram como golpes físicos. “Então eu não casarei. Ficarei aqui. Ajudar-te-ei a gerir.”

    “Eu tenho 55 anos. Posso morrer amanhã ou viver mais 20 anos, mas de qualquer forma, eu morrerei eventualmente. E quando isso acontecer, o que te acontece? Ele finalmente olhou para mim. Os nossos parentes masculinos herdarão esta propriedade. Achas que o teu primo Robert te deixará ficar? Ele venderá este lugar e dar-te-á alguma ninharia para viver numa pensão nalgum lado, dependente da caridade dele. Então deixa-me a propriedade no teu testamento.”

    “Eu não posso. A lei da Virgínia não permite isso. As mulheres não podem herdar propriedades de forma independente, especialmente as mulheres solteiras, e especialmente…” Ele gesticulou para a minha cadeira de rodas, incapaz ou não disposto a terminar a frase.

    Senti lágrimas a arder, mas recusei-me a chorar. “Então o que sugeres?”

    Ele bebeu um longo gole. “Eu não sei, mas tenho que descobrir alguma coisa, porque eu não te deixarei desprotegida.”


    Isso foi em fevereiro de 1856. 4 semanas depois, o meu pai chamou-me ao seu escritório e contou-me sobre a sua solução. Uma solução tão radical, tão chocante, tão completamente fora das normas sociais que eu tinha a certeza de que o tinha ouvido mal.

    “Vou dar-te a Josiah”, disse ele. “Ele será o teu marido.”

    Eu olhei para ele. “Josiah, o ferreiro?”

    “Sim, o ferreiro escravizado.”

    “Pai, tu não podes estar a falar a sério.”

    “Estou completamente a falar a sério.” Ele levantou-se e começou a andar, como fazia quando tomava decisões difíceis. “Eleanor, nenhum homem branco casará contigo. Essa é a realidade que enfrentamos. Mas tu precisas de proteção. Precisas de alguém forte o suficiente para te carregar, capaz o suficiente para gerir tarefas físicas que tu não podes fazer, leal o suficiente para cuidar de ti quando eu me for.”

    “E tu achas que um homem escravizado?”

    “Josiah é o homem mais forte desta propriedade. Ele é inteligente, saudável e, segundo todos os relatos, gentil apesar do seu tamanho. Ele proteger-te-á. Ele proverá para ti. E ele não te abandonará porque está ligado a ti por lei.”

    A lógica era horrível. “Pai, isto é… isto não é…”

    “Eu sei que é não convencional. Eu sei que a sociedade o condenará, mas a sociedade já te condenou, Elellanena. 12 homens olharam para ti e decidiram que não valias a pena casar. Então, eu cansei-me de me importar com o que a sociedade pensa. Eu estou a arranjar proteção para a minha filha usando os recursos disponíveis para mim.”

    “Estás a tratar-me como propriedade, a dar-me a um escravo como se eu fosse mobília.”

    “Estou a garantir que sobrevivas.” A sua voz subiu, depois caiu. “Elellanena, passei 4 anos a tentar encontrar-te um marido através dos canais adequados. Falhou. Então, agora estou a tentar outra coisa. Se te fizer sentir melhor, eu digo-te isto. Eu observei Josiah durante anos. Ele nunca foi violento. Ele nunca foi cruel. Ele lê.”

    “Sim, eu sei que não devia, mas eu vi-o. Ele é inteligente e capaz e tudo o que tu precisas num protetor.”

    Eu tentei processar isto. O meu pai queria que eu me casasse, ou o que quer que fosse considerado casamento quando uma das partes era escravizada, com um homem com quem mal tinha falado, um homem que a sociedade chamava de propriedade, um homem conhecido como “O Bruto” por causa do seu imenso tamanho.

    “Tu perguntaste a Josiah?”

    “Ainda não. Eu queria falar contigo primeiro.”

    “E se eu recusar?”

    O rosto do meu pai estava antigo, exausto. “Então eu continuarei a tentar encontrar um marido branco, e ambos saberemos que vou falhar, e tu passarás a tua vida em pensões depois de eu morrer, dependente de parentes que não te querem.”

    Era a apresentação mais sombria possível do meu futuro. E por mais que eu quisesse revoltar-me contra isso, insistir que tinha de haver outra maneira, eu não podia discutir com a lógica dele. Nenhum homem branco me queria. A sociedade tinha-me declarado inçasavel. As minhas opções eram aceitar a solução radical do meu pai ou enfrentar um futuro de dependência e vulnerabilidade.

    “Posso encontrá-lo primeiro? Falar com ele de verdade?”

    “Claro. Eu arranjarei isso amanhã.”


    Naquela noite, deitei-me na cama e tentei imaginar o meu futuro. Eu tinha ouvido falar de Josiah. Todos na propriedade sabiam sobre “O Bruto”. Ele era enorme, mais de 7 pés de altura, com ombros como um touro e mãos que podiam dobrar ferro. Ele trabalhava na oficina de ferreiro a fazer ferraduras, ferramentas e equipamento. As pessoas tinham medo dele.

    As pessoas escravizadas davam-lhe espaço. Os visitantes brancos comentavam o seu tamanho com uma mistura de fascínio e medo. E o meu pai queria que eu me casasse com ele.

    Eu tentei imaginar isso. Tentei imaginar viver com um homem que eu não conhecia, um homem que a sociedade considerava propriedade, um homem que parecia que podia partir-me ao meio sem esforço. Tentei imaginá-lo como um marido, como um protetor, como a pessoa que me carregaria pela vida depois de o meu pai morrer, e eu não conseguia.

    Eu não conseguia ver para além do medo, para além da estranheza, para além da absoluta impossibilidade deste plano. Mas à medida que a aurora se aproximava e o sono me iludia, um pensamento cristalizou-se. Se eu tivesse que escolher entre um futuro dependente de parentes que me viam como um fardo, ou um futuro com um homem em quem o meu pai confiava para me proteger, talvez a solução radical fosse a única solução.

    Amanhã eu encontraria Josiah, e nós ambos descobriríamos se o plano desesperado do meu pai tinha alguma chance de funcionar.


    Trouxeram Josiah para a casa na manhã seguinte, e o meu primeiro pensamento foi: “Meu Deus, ele é impossivelmente grande.”

    Eu estava na sala de visitas posicionada junto à janela na minha cadeira de rodas quando ouvi passos pesados no hall. O meu pai entrou primeiro, seguido por uma figura que teve de se baixar, literalmente baixar, para caber na porta. Josiah tinha 7 pés de altura se tivesse um centímetro, com ombros que mal passavam pela largura do batente da porta. Ele pesava pelo menos 300 libras, tudo músculo de anos de trabalho de ferreiro.

    As suas mãos eram enormes, cicatrizadas por queimaduras da forja, capazes de dobrar barras de ferro. O seu rosto era escuro, marcado pelo tempo, com uma barba espessa e olhos que esvoaçavam nervosamente pela sala, nunca se fixando em mim. Ele estava vestido com roupas de trabalho, camisa e calças de algodão grosseiro, ambas esticadas pelo seu tamanho. Ele estava com as mãos apertadas à sua frente, a cabeça ligeiramente curvada na postura de uma pessoa escravizada na casa de uma pessoa branca.

    “O Bruto” era um apelido preciso. Ele parecia que podia desmembrar a casa com as mãos nuas.

    O meu pai pigarreou. “Josiah, esta é a minha filha, Elellanena.”

    Os olhos de Josiah piscaram para mim por meio segundo, depois voltaram para o chão. “Sim, senhor.” A voz dele era surpreendentemente suave para um homem tão grande, profunda, mas calma, quase gentil.

    “Elellanena”, continuou o meu pai, “eu expliquei a situação a Josiah. Ele entende que será responsável pelos teus cuidados e proteção.”

    Eu encontrei a minha voz, embora ela tremesse. “Josiah, tu… tu entendes o que o meu pai está a propor?”

    Outro olhar rápido para mim, depois de volta para baixo. “Sim, miss.”

    “Para ser o meu… o meu marido, para me proteger, para me ajudar. E tu concordaste com isto?”

    Agora, ele parecia confuso, como se o conceito do seu acordo ser importante fosse estranho. “O coronel disse que eu devia, miss.”

    “Mas tu queres?” A pergunta pareceu assustá-lo. Os seus olhos encontraram os meus pela primeira vez. Castanho escuro, surpreendentemente gentil para um rosto tão temível.

    “Eu… eu não sei o que eu quero, miss. Eu sou um escravo. O que eu quero geralmente não importa.”

    A honestidade era brutal e justa. O meu pai intercedeu. “Eleanor, talvez tu e Josiah devam falar em privado. Eu estarei no meu escritório se precisares de mim.”

    Ele saiu, fechando a porta atrás de si, deixando-me sozinha com um homem escravizado de 7 pés que supostamente se tornaria o meu marido. O silêncio estendeu-se entre nós. Josiah ficou paralisado, claramente incerto sobre o que fazer. Eu estava igualmente incerta.

    O que se diz a alguém a quem foste dada como propriedade?

    “Gostarias de te sentar?” Eu gesticulei para a cadeira à minha frente.

    Ele olhou para a cadeira, uma peça delicada com pernas curvas e almofadas bordadas, depois para a sua estrutura maciça. “Eu não acho que essa cadeira me aguentaria, miss.”

    “O sofá, então.”

    Ele sentou-se cuidadosamente na borda do sofá, que rangeu sob o seu peso, mas aguentou. Mesmo sentado, ele era mais alto do que a maioria dos homens de pé. As suas mãos repousavam sobre os joelhos, e eu não pude deixar de as encarar. Cada dedo era como um pequeno taco, cicatrizado e calejado, capaz de esmagar pedra.

    “A senhorita tem medo de mim, miss?” A voz dele era calma.

    “Eu devia ter?”

    “Não, miss. Eu nunca a magoaria. Eu juro.”

    “Eles chamam-te ‘O Bruto’.”

    Ele encolheu-se. “Sim, miss. Por causa do meu tamanho. Porque eu pareço assustador. Mas eu não sou brutal. Eu nunca magoei ninguém. Não de propósito.”

    “Mas tu podias. Se quisesses.”

    “Eu podia.” Ele encontrou os meus olhos novamente. “Mas eu não faria. Nem a si. Nem a ninguém que não merecesse.”

    Havia algo nos seus olhos, uma tristeza, uma resignação, uma gentileza que não combinava com a sua aparência. Eu tomei uma decisão.

    “Josiah, eu quero ser honesta contigo. Eu não quero isto mais do que tu provavelmente queres. Eu não te conheço. Tu não me conheces. O meu pai está a arranjar isto porque está desesperado e eu sou inçasavel e ele acha que tu és a única solução. Mas se vamos fazer isto, se vamos viver juntos, trabalhar juntos, o que quer que este arranjo se torne, eu preciso de saber. Tu és perigoso?”

    “Não, miss.”

    “Tu és cruel?”

    “Não, miss.”

    “Vais magoar-me?”

    “Nunca, miss. Eu prometo por tudo o que considero sagrado, eu nunca a magoarei.”

    A sinceridade na sua voz era inegável. Ele acreditava no que estava a dizer.

    “Então eu tenho outra pergunta. Tu sabes ler?”

    A pergunta claramente surpreendeu-o. Os seus olhos arregalaram-se, um lampejo de medo a cruzar o seu rosto. “Porquê? Por que a senhorita pergunta?”

    “Porque o meu pai mencionou isso. Ele disse que te tinha visto a ler. Isso é verdade?”

    Josiah ficou em silêncio por um longo momento. Ler era ilegal para pessoas escravizadas na Virgínia. Ensinar uma pessoa escravizada a ler podia resultar em punição tanto para o professor como para o aluno. Admitir a literacia era arriscado.

    Finalmente, ele disse calmamente: “Sim, miss, eu sei ler. Eu aprendi sozinho quando era mais jovem. Eu sei que não é permitido, mas eu… eu não conseguia parar. Os livros são…” Ele lutou por palavras. “São portas de entrada para lugares onde eu nunca irei, para pensamentos que eu nunca teria de outra forma.”

    “O que tu lês?”

    “O que eu conseguir encontrar, miss. Jornais antigos na maioria. Às vezes livros que eu peço emprestados a outros escravos que os encontraram. Eu leio devagar. Eu não aprendi corretamente, mas eu leio.”

    “Tu leste Shakespeare?”

    Ele parecia assustado novamente. “Sim, miss. Há uma cópia antiga na biblioteca que ninguém toca. Eu li à noite quando todos estão a dormir. Que peças?”

    Hamlet, Romeu e Julieta, A Tempestade.” A sua voz ganhou entusiasmo apesar de si mesmo. “A Tempestade é a minha favorita. A ideia de Próspero a controlar a ilha com magia, de Ariel a querer liberdade, de Caliban a ser tratado como um monstro, mas talvez ser mais humano do que qualquer um.” Ele parou abruptamente, como se se lembrasse de onde estava. “Desculpa, miss. Estou a falar demais.”

    “Não.” Eu estava a sorrir, a sorrir genuinamente pela primeira vez nesta conversa bizarra. “Continua a falar. Conta-me sobre Caliban.”

    E algo extraordinário aconteceu. Josiah, o enorme homem escravizado chamado “O Bruto”, começou a discutir Shakespeare com uma inteligência e discernimento que teriam impressionado professores universitários.

    “Caliban é chamado de monstro, mas Shakespeare mostra-nos que ele foi escravizado. A ilha dele roubada, a magia da mãe dele rejeitada como feitiçaria. Próspero chama-o de selvagem, mas Próspero é quem veio para a ilha e reivindicou a propriedade de tudo, incluindo o próprio Caliban. Então, quem é realmente o monstro?”

    Eu estava fascinada. “Tu vês Caliban como simpático.”

    “Eu vejo Caliban como humano, tratado como menos do que humano, mas humano, no entanto. Como…” Ele hesitou.

    “Como pessoas escravizadas”, eu terminei.

    “Sim, miss.”

    Nós conversamos por 2 horas sobre Shakespeare, sobre livros, sobre filosofia e ideias. Josiah era em grande parte autodidata, o seu conhecimento desigual e informal, mas a sua mente era perspicaz, e a sua fome por conhecimento óbvia, e enquanto falávamos, o meu medo começou a dissipar-se. Este homem não era um bruto. Ele era inteligente, gentil, atencioso, preso num corpo para o qual a sociedade olhava e via apenas um monstro.


    Finalmente, enquanto a conversa terminava, eu disse: “Josiah, se fizermos isto, se nos tornarmos o que o meu pai quer que nos tornemos, eu quero que tu saibas uma coisa. Eu não acho que tu sejas um bruto. Eu não acho que tu sejas um monstro. Eu acho que tu és uma pessoa que foi forçada a uma situação impossível, assim como eu.”

    Os olhos dele estavam subitamente húmidos. “Obrigado, miss. Chame-me Elellanena quando estivermos sozinhos.”

    “Chame-me Elellanena.”

    “Eu não devia, miss. Isso não seria apropriado.”

    “Nada sobre esta situação é apropriado. Se vamos ser marido e mulher, ou o que quer que este arranjo seja, tu deves usar o meu nome.”

    Ele assentiu lentamente. “Elellanena.” O meu nome na sua voz profunda e gentil soava como música.

    “Então tu também deves saber uma coisa. Eu não acho que tu sejas inçasavel. Eu acho que os homens que a rejeitaram eram tolos. Qualquer homem que não consiga ver para além de uma cadeira de rodas para a pessoa que está lá dentro não a merece.”

    Foi a coisa mais gentil que alguém me tinha dito em 4 anos.

    “Tu farás isto, Josiah? Tu concordarás com o plano do meu pai?”

    “Sim.” Nenhuma hesitação. “Eu vou protegê-la. Eu vou cuidar de si. E eu vou tentar. Eu vou tentar ser digno de si. E eu vou tentar tornar isto suportável para nós dois.”

    Selámos o acordo com um aperto de mão. A sua mão enorme a engolir a minha, quente e surpreendentemente gentil. A solução radical do meu pai de repente parecia menos impossível.


    Se está comovido com a história de Eleanor e Josiah e quer ver onde esta relação sem precedentes leva, deixe um comentário a dizer-nos de onde está a ver e carregue nesse botão de subscrever para não perder o resto desta incrível jornada de duas pessoas que a sociedade descartou e que encontraram amor inesperado. Agora, vamos continuar.

    O arranjo começou formalmente a 1 de abril de 1856. O meu pai realizou uma pequena cerimónia, não um casamento no sentido legal, já que pessoas escravizadas não podiam casar legalmente, e certamente não um casamento que a sociedade branca reconheceria entre uma mulher branca e um homem negro.

    Mas ele reuniu o pessoal doméstico, leu alguns versículos da Bíblia e anunciou que Josiah era agora responsável pelos cuidados e proteção de Elellanena. “Ele fala com a minha autoridade em relação ao bem-estar de Elellanena”, disse o meu pai às pessoas escravizadas e aos feitores brancos reunidos. “Tratem-no com o respeito que essa posição merece.”

    Um quarto foi preparado para Josiah, adjacente ao meu, ligado por uma porta, mas separado, mantendo alguma pretensão de propriedade. Ele mudou os seus poucos pertences dos aposentos dos escravos: algumas roupas, alguns livros que tinha acumulado secretamente, ferramentas da forja.


    As primeiras semanas foram estranhas. Éramos estranhos a tentar navegar numa situação impossível. Eu estava habituada a ser cuidada por criadas. Ele estava habituado ao trabalho pesado na forja. Agora ele era responsável por tarefas íntimas, ajudar-me a vestir, carregar-me quando a cadeira de rodas não era suficiente, assistir com necessidades pessoais que eu nunca tinha imaginado discutir com um homem.

    Mas Josiah abordou tudo com extraordinária gentileza e respeito. Quando precisava de me carregar, ele pedia permissão primeiro. Ao ajudar-me a vestir, ele desviava os olhos sempre que possível. Quando eu precisava de assistência com assuntos privados, ele mantinha a minha dignidade mesmo quando a situação era inerentemente indigna.

    “Eu sei que isto é desconfortável”, disse-lhe eu depois de uma manhã particularmente estranha. “Eu sei que tu não escolheste isto.”

    “Nem a senhorita.” Ele estava a reorganizar a minha estante de livros. Eu tinha mencionado que a queria por ordem alfabética, e ele tinha assumido isso como um projeto. “Mas estamos a fazê-lo funcionar, não estamos?”

    Ele olhou para mim, a sua estrutura enorme de alguma forma não ameaçadora enquanto se ajoelhava ao lado da estante. “Elellanena, eu fui escravizado a minha vida inteira. Eu fiz trabalho extenuante sob um calor que mataria a maioria dos homens. Eu fui chicoteado por erros, vendido para longe da família, tratado como um boi com voz. Isto…” Ele gesticulou pela sala confortável. “Viver aqui, cuidar de alguém que me trata como um ser humano, ter acesso a livros e conversas. Isto não é dificuldade.”

    “Mas tu ainda és escravizado.”

    “Sim, mas eu prefiro ser escravizado aqui consigo do que livre, mas sozinho noutro lugar.” Ele voltou aos livros. “É errado dizer isso?”

    “Eu não acho. Eu acho que é honesto.”


    Até ao final de abril, estabelecemo-nos numa rotina. De manhã, Josiah ajudava-me com as preparações matinais, depois levava-me para a sala de pequeno-almoço. Após o pequeno-almoço, ele regressava à forja. O meu pai ainda precisava do seu ferreiro enquanto eu trabalhava nas contas domésticas e na correspondência na biblioteca.

    À tarde, Josiah regressava e passávamos tempo juntos. Às vezes eu via-o trabalhar na forja, fascinada pela forma como ele transformava ferro em objetos úteis. Às vezes ele lia para mim. A sua leitura tinha melhorado drasticamente com acesso à biblioteca do meu pai e à minha tutoria.

    À noite, falávamos sobre tudo: sobre a infância dele numa plantação diferente. Sobre a mãe dele que tinha sido vendida quando ele tinha 10 anos. Sobre os seus sonhos de liberdade que pareciam impossivelmente distantes. E eu falava sobre a minha mãe que morreu quando eu nasci. Sobre o acidente que me paralisou, sobre sentir-me presa num corpo que não funcionava e numa sociedade que não me queria. Éramos duas pessoas descartadas a encontrar consolo na companhia uma da outra.


    Em maio, algo mudou. Eu estava a ver Josiah trabalhar na forja, como se tinha tornado o meu hábito. Ele estava a fazer um novo conjunto de dobradiças para a porta do celeiro, aquecendo o ferro até que brilhasse laranja, depois martelando-o para lhe dar forma com golpes precisos.

    “Tu achas que eu podia tentar?”, perguntei de repente.

    Ele levantou o olhar, surpreendido. “Tentar o quê?”

    “O trabalho de forja. Martelar algo.”

    “Elellanena. É quente e perigoso.”

    “E eu nunca fiz nada fisicamente exigente na minha vida porque todos assumem que eu sou demasiado frágil. Mas talvez com a tua ajuda…”

    Ele estudou-me por um longo momento, depois assentiu. “Ok, deixa-me prepará-lo em segurança.”

    Ele posicionou a minha cadeira de rodas perto da bigorna, aquecendo um pequeno pedaço de ferro até que estivesse maleável. Ele colocou-o na bigorna, depois entregou-me um martelo mais leve, ainda pesado, mas manuseável. “Bate bem ali. Não te preocupes com a força. Apenas sente o metal a mover-se.”

    Eu balancei. O martelo atingiu o ferro com um thunk fraco. Mal fez uma impressão.

    “Outra vez. Põe os teus ombros nisso.”

    Eu balancei com mais força. Um golpe ligeiramente melhor. O ferro dobrou marginalmente. “Bom.”

    “Outra vez!”

    Eu martelei vezes e vezes sem conta. Os meus braços ardiam. Os meus ombros doíam. O suor escorria pelo meu rosto. Mas eu estava a fazer trabalho físico, a moldar metal com as minhas próprias mãos. Quando o ferro arrefeceu, Josiah segurou o pedaço ligeiramente dobrado.

    “O teu primeiro projeto. Não é muito, mas tu fizeste-o.”

    Eu estava a chorar e a rir simultaneamente. “Eu fiz algo com as minhas mãos, com força.”

    “Tu és mais forte do que pensas.” Ele pousou o ferro. “Tu sempre foste forte. Só precisavas da atividade certa.”

    A partir daquele dia, eu passei horas na forja. Josiah ensinou-me o básico. Como aquecer metal, como martelar, como moldar. Eu não era forte o suficiente para trabalho pesado, mas eu podia fazer pequenos itens. Ganchos, ferramentas simples, peças decorativas. Pela primeira vez em 14 anos desde o meu acidente, eu senti-me fisicamente capaz. As minhas pernas não funcionavam, mas os meus braços e mãos sim. E na forja, isso era suficiente.


    Junho trouxe uma revelação diferente. Estávamos na biblioteca uma noite. Josiah estava a ler a poesia de Keats em voz alta. A sua leitura tinha melhorado a ponto de ele conseguir lidar com textos mais complexos. A sua voz era perfeita para poesia, profunda e ressonante, dando peso a cada linha.

    A thing of beauty is a joy forever,” ele leu. “Its loveliness increases; it will never pass into nothingness.”

    “Tu acreditas nisso?”, perguntei. “Que a beleza é permanente.”

    “Eu acho que a beleza na memória é permanente. A coisa em si pode desvanecer-se, mas a memória da beleza dura.”

    “Qual é a coisa mais bonita que tu já viste?”

    Ele ficou em silêncio por um momento. “A senhorita ontem na forja. Coberta de fuligem, a suar, a rir enquanto martelava aquele prego. Isso foi beleza.”

    O meu coração falhou uma batida. “Josiah, eu sinto muito. Eu não devia ter…”

    “Não.” Eu rolei a minha cadeira de rodas para mais perto de onde ele estava sentado. “Diz isso outra vez.”

    “Tu estavas bonita. Tu és bonita. Tu sempre foste bonita, Elellanena. A cadeira de rodas não muda isso. As pernas que não funcionam não mudam isso. Tu és inteligente e gentil e corajosa e, sim, fisicamente bonita, também.”

    A voz dele estava feroz agora. “Os 12 homens que a rejeitaram eram idiotas cegos. Eles viram uma cadeira de rodas e pararam de olhar. Eles não a viram. Eles não viram a mulher que aprendeu grego só porque podia, que lê filosofia por prazer, que aprendeu a forjar ferro apesar de ter pernas que não funcionam. Eles não viram nada disso porque não queriam ver.”

    Eu estendi a mão e peguei na mão dele. A sua mão enorme e cicatrizada que podia dobrar ferro, mas segurava a minha como se fosse feita de vidro.

    “Tu vês-me, Josiah?”

    “Sim. Eu vejo toda a senhorita. E a senhorita é a pessoa mais bonita que eu já conheci.”

    “Eu acho que estou a apaixonar-me por ti.”

    As palavras pairaram no ar entre nós. Palavras perigosas. Palavras impossíveis. Uma mulher branca e um homem negro escravizado na Virgínia em 1856. Não havia espaço na sociedade para o que eu estava a sentir.

    “Elellanena”, disse ele cuidadosamente. “Tu não podes. Nós não podemos. Se alguém souber, eles vão… eles vão o quê? Nós já estamos a viver juntos. O meu pai já me deu a ti. Qual é a diferença se eu te amar?”

    “A diferença é a segurança. A sua segurança, a minha segurança. Se as pessoas pensarem que este arranjo é afeto em vez de obrigação…”

    “Eu não me importo com o que as pessoas pensam.” Eu acariciei o rosto dele com a minha mão. Tive que me esticar para o fazer. O rosto dele estava tão acima do meu, mesmo quando ele estava sentado. “Eu importo-me com o que eu sinto, e eu sinto amor. Pela primeira vez na minha vida, eu sinto que alguém me vê. Vê-me de verdade. Não a cadeira de rodas, não a deficiência, não o fardo. Tu vês Elellanena e eu vejo Josiah. Não o escravo, não o bruto. O homem que lê poesia e faz coisas bonitas de ferro e me trata com mais gentileza do que qualquer homem livre jamais fez.”

    “Se o seu pai soubesse…”

    “O meu pai arranjou isto. Ele colocou-nos juntos. O que quer que aconteça é parcialmente responsabilidade dele.” Eu inclinei-me para a frente. “Josiah, eu entendo se tu não sentes o mesmo. Eu entendo que isto é complicado e perigoso, e talvez eu esteja apenas solitária e confusa, mas eu precisava de te dizer.”

    Ele ficou em silêncio por tanto tempo. Eu pensei que tinha arruinado tudo.

    “Eu amo-a desde a primeira conversa real que tivemos. Quando me perguntou sobre Shakespeare e realmente ouviu a minha resposta, quando me tratou como se os meus pensamentos fossem importantes, eu amei-a todos os dias desde então, Elellanena. Eu só nunca pensei que pudesse dizer.”

    “Diz agora.”

    “Eu amo-a.”

    Nós beijámo-nos. O meu primeiro beijo aos 22 anos com um homem que a sociedade dizia que não deveria existir para mim, numa biblioteca rodeada de livros que condenariam o que estávamos a fazer. Foi perfeito.


    Durante 5 meses, Josiah e eu vivemos numa bolha de felicidade roubada. Éramos cuidadosos, nunca mostrando afeto em público, mantendo a fachada de pupila dedicada e protetor designado. Mas em privado, éramos simplesmente duas pessoas apaixonadas.

    O meu pai ou não notou ou optou por não notar. Ele viu que eu estava mais feliz, que Josiah era atencioso, que o arranjo estava a funcionar. Ele não fez perguntas sobre a quantidade de tempo que passávamos sozinhos, a forma como Josiah olhava para mim, a forma como eu sorria perto dele.

    Nós construímos uma vida juntos nesses 5 meses. Eu continuei a aprender o trabalho de forja, criando peças cada vez mais complexas com a orientação de Josiah. Ele continuou a ler, a devorar livros da biblioteca, o seu entendimento da literatura e filosofia a aprofundar-se diariamente. Falávamos interminavelmente sobre tudo e nada. Sobre sonhos de um mundo onde pudéssemos estar juntos abertamente, sobre a impossibilidade desses sonhos, sobre encontrar alegria no presente apesar do futuro incerto.

    E sim, tornámo-nos íntimos. Eu não vou detalhar o que acontece entre duas pessoas apaixonadas, mas eu direi isto. Josiah abordou a intimidade física da mesma forma que abordou tudo comigo: com extraordinária gentileza, com preocupação com o meu conforto, com uma reverência que me fazia sentir acarinhada em vez de usada.

    Até outubro, tínhamos criado o nosso próprio mundo dentro do espaço impossível para o qual a sociedade nos tinha forçado. Éramos felizes de maneiras que nenhum de nós tinha imaginado ser possível.


    Então o meu pai descobriu a verdade. Era 15 de dezembro de 1856. Josiah e eu estávamos na biblioteca, perdidos um no outro, a beijarmo-nos com a liberdade de pessoas que pensavam estar sozinhas. Nós não ouvimos os passos do meu pai, não ouvimos a porta a abrir-se.

    “Elellanena.” A voz dele era gelo.

    Nós saltámos, culpados, apanhados, aterrorizados. O meu pai estava na porta, o seu rosto uma mistura de choque, raiva e algo mais que eu não conseguia ler.

    “Pai, eu posso explicar.”

    “Tu estás apaixonada por ele.” Não uma pergunta, uma acusação.

    Josiah ajoelhou-se imediatamente. “Senhor, por favor. Isto é culpa minha. Eu nunca devia ter…”

    “Fica quieto, Josiah.” A voz do meu pai estava perigosamente calma. Ele olhou para mim. “Eleanor, isto é verdade? Tu estás apaixonada por este escravo?”

    Eu podia ter mentido. Podia ter alegado que Josiah se tinha forçado sobre mim, que eu era uma vítima. Teria salvado a mim e condenado Josiah à tortura e morte. Eu não consegui fazê-lo.

    “Sim. Eu amo-o e ele ama-me. E antes que o ameaces, saibas que isto foi mútuo. Eu iniciei o nosso primeiro beijo. Eu persegui esta relação. Se vais castigar alguém, castiga-me a mim.”

    O rosto do meu pai passou por uma série de expressões. Raiva, descrença, confusão. Finalmente.

    “Josiah, vai para o teu quarto agora. Não saias até que eu mande chamar-te.”

    “Senhor…”

    “Agora.”

    Josiah saiu, lançando um olhar angustiado para mim. A porta fechou-se, deixando-me sozinha com o meu pai.

    “Tu entendes o que fizeste?”, perguntou ele calmamente.

    “Eu apaixonei-me por um bom homem que me trata com respeito e gentileza.”

    “Tu apaixonaste-te por propriedade, por um escravo. Elellanena, se isto se tornar conhecido, tu estarás arruinada para além da redenção. Eles dirão que tu estás louca, defeituosa, pervertida.”

    “Eles já dizem que eu estou danificada e inçasavel. Qual é a diferença?”

    “A diferença é a proteção. Eu dei-te a Josiah para te proteger, não para… não para isto.”

    “Então tu não devias ter-nos colocado juntos. Tu não devias ter-me dado a alguém inteligente e gentil e amável se não querias que eu me apaixonasse por ele.” Nós estávamos ambos a gritar agora, anos de frustração a jorrar.

    “Eu queria-te em segurança, não escandalosa.”

    “Eu estou em segurança, mais segura do que alguma vez estive. Josiah morreria antes de deixar alguém magoar-me.”

    “E o que acontece quando eu morrer? Quando a propriedade passar para o teu primo? Tu achas que Robert te deixará ficar com um marido escravizado? Ele venderá Josiah no dia em que eu for enterrado e instalar-te-á numa instituição.”

    “Então liberta-o. Liberta Josiah. Deixa-nos ir. Nós vamos para o Norte. Nós vamos…”

    “O Norte não é alguma terra prometida, Elellanena. Uma mulher branca com um homem negro, ex-escravo ou não, enfrentará preconceito em todo o lado. Achas que a tua vida é difícil agora? Tenta viver como um casal inter-racial.”

    “Eu não me importo.”

    “Bem, eu importo-me. Eu sou o teu pai, e eu passei a tua vida inteira a tentar proteger-te. E eu não vou assistir enquanto te atiras para uma situação que te destruirá.”

    “Ficar sem Josiah vai destruir-me. Tu não entendes? Pela primeira vez na minha vida, eu estou feliz. Eu sou amada. Eu sou valorizada por quem eu sou em vez do que eu não consigo fazer. E tu queres tirar isso porque a sociedade diz que é errado.”

    O meu pai afundou-se numa cadeira, parecendo de repente ter todos os seus 56 anos. “O que tu queres que eu faça, Eleanor?”

    “Abençoa isto. Aceita-o. Eu quero que tu entendas que eu o amo, que ele me ama, e que o que quer que tu faças, isso não mudará.”

    O silêncio estendeu-se entre nós. Lá fora, o vento de dezembro chocalhava as janelas. Em algum lugar da casa, Josiah estava à espera de saber o seu destino.

    Finalmente, o meu pai falou. “Eu podia vendê-lo. Enviá-lo para o Sul profundo. Garantir que nunca mais o volvas a ver.” O meu sangue gelou. “Pai, por favor…”

    “Deixa-me terminar.” Ele olhou para mim com olhos exaustos. “Eu podia vendê-lo. Essa seria a solução apropriada. Separar-vos. Fingir que isto nunca aconteceu. Encontrar-te outro arranjo.”

    “Por favor, não.”

    “Mas eu não o farei.” Ele levantou uma mão. “Eu não o farei porque eu observei-vos nestes últimos 9 meses. Eu vi-te sorrir mais em 9 meses com Josiah do que nos 14 anos anteriores. Eu vi-te tornar-te confiante, capaz, feliz, e eu vi como ele te olha como se fosses a coisa mais preciosa do mundo.”

    A esperança cintilou no meu peito. “Pai…”

    “Eu não entendo isto. Eu não gosto. Vai contra tudo o que eu fui ensinado a acreditar.” Mas ele esfregou o rosto. “Mas tu tens razão. Eu coloquei-vos juntos. Eu criei esta situação, e negar que vocês formariam um laço genuíno foi ingénuo.”

    “Então, o que tu estás a dizer?”

    “Eu estou a dizer que eu preciso de tempo para pensar, para descobrir uma solução que não termine com nenhum de vocês miserável ou destruído.” Ele levantou-se. “Mas Elellanena, tu precisas de entender, se esta relação continuar. Não há lugar para ela na Virgínia. No Sul, talvez em lado nenhum. Tu estás preparada para essa realidade?”

    “Se isso significa estar com Josiah?” Sim.

    Ele assentiu lentamente. “Então eu encontrarei um caminho. Eu não sei qual ainda, mas eu encontrarei um caminho.”

    Ele deixou-me na biblioteca, o meu coração a palpitar, esperança e medo em guerra dentro de mim.


    Josiah foi chamado de volta uma hora depois. Nós dissemos-lhe o que o meu pai tinha dito, e ele desmoronou-se numa cadeira, sobrecarregado. “Ele não me vai vender. Ele não me vai vender. Ele vai… ele vai ajudar-nos.”

    “Ele disse que tentaria encontrar uma solução.”

    Josiah pôs a cabeça nas mãos e chorou soluços profundos e trémulos de alívio e descrença. Eu segurei-o o melhor que pude da minha cadeira de rodas, e nós agarramo-nos à frágil esperança de que talvez de alguma forma o meu pai tornasse o impossível possível.

    O meu pai passou dois meses a deliberar. Dois meses durante os quais Josiah e eu vivemos em ansiosa suspensão, à espera da sua decisão. Continuámos as nossas rotinas: trabalho de forja, leitura, conversas, mas tudo parecia temporário, condicional a qualquer solução que o meu pai concebesse.

    No final de fevereiro de 1857, ele chamou-nos a ambos ao seu escritório.

    “Eu tomei a minha decisão”, disse ele sem preâmbulo. Nós sentámo-nos à frente dele, eu na minha cadeira de rodas, Josiah empoleirado numa cadeira demasiado pequena, ambos de mãos dadas apesar da impropriedade.

    “Não há maneira de fazer isto funcionar na Virgínia, ou em qualquer lugar no Sul. A sociedade não o aceitará, e as leis proíbem-no ativamente. Se eu mantiver Josiah aqui, mesmo como o teu protetor declarado, as suspeitas crescerão. Eventualmente, alguém investigará, e vocês dois serão destruídos.” O meu coração afundou-se. Isto soava como um prelúdio para a separação.

    “Então”, continuou ele, “eu estou a oferecer-vos uma alternativa. Josiah, eu vou alforriar-te legalmente, formalmente, com documentos que se manterão em qualquer tribunal do Norte. Elellanena, eu vou dar-te cinco mil dólares, o suficiente para estabelecer uma nova vida, e vou fornecer cartas de apresentação a contactos abolicionistas na Filadélfia que vos podem ajudar a estabelecerem-se lá.”

    Eu não conseguia respirar. “Tu estás… tu estás a alforriá-lo?”

    “Sim.”

    “E a deixar-nos ir para o Norte juntos?”

    “Sim.”

    Josiah fez um som, meio soluço, meio riso. “Senhor, eu não… eu não consigo…”

    “Tu consegues e tu vais.” A voz do meu pai era firme, mas não rude. “Josiah, tu protegeste a minha filha melhor do que qualquer homem branco teria feito. Tu a fizeste feliz. Tu deste-lhe confiança e capacidade que eu pensei que ela tinha perdido para sempre. Em troca, eu estou a dar-te a tua liberdade e a mulher que tu amas.”

    “Pai”, sussurrei, lágrimas a escorrerem-me. “Obrigada.”

    “Não me agradeças ainda. Isto não será fácil. A Filadélfia tem comunidades abolicionistas que vos aceitarão. Mas vocês ainda enfrentarão preconceito. Eleanor como uma mulher branca casada com um homem negro. Sim, casada. Eu estou a arranjar um casamento legal adequado antes de vocês partirem. Vocês serão ostracizados por muitos. Vocês lutarão financeiramente, socialmente, talvez fisicamente. Tu tens a certeza de que queres isto?”

    “Mais certa do que alguma vez estive sobre qualquer coisa.”

    Josiah. A voz de Josiah estava embargada pela emoção. “Senhor, eu passarei o resto da minha vida a garantir que Elellanena nunca se arrependa disto. Eu vou protegê-la, prover para ela, amá-la. Eu juro.”

    O meu pai assentiu. “Então, procedemos. A papelada para a tua liberdade demorará uma semana. Eu já contactei um ministro em Richmond que realizará a cerimónia de casamento. Ele é simpático às causas abolicionistas e não fará muitas perguntas. Vocês deixarão a Virgínia como marido e mulher, ambos legalmente livres, com dinheiro e contactos para recomeçar.”


    A semana seguinte foi um turbilhão. O meu pai trabalhou com advogados para preparar os papéis de liberdade de Josiah, documentos a declará-lo um homem livre, não mais propriedade, capaz de viajar sem passes ou permissão. Ele arranjou o nosso casamento através do ministro simpático que realizou a cerimónia numa pequena igreja em Richmond com apenas o meu pai e duas testemunhas presentes.

    Josiah e eu proferimos votos perante Deus e a lei. Eu tornei-me Eleanor Whitmore Freeman. Eu mantive ambos os nomes, honrando o meu pai enquanto abraçava a minha nova vida. Josiah tornou-se Josiah Freeman, um homem livre casado com uma mulher livre.

    Nós deixámos a Virgínia a 15 de março de 1857 numa carruagem privada que o meu pai arranjou. Os nossos pertences cabiam em duas arcas. Roupas, livros, ferramentas da forja e os papéis de liberdade que Josiah carregava como objetos sagrados.

    O meu pai abraçou-me antes de partirmos. “Escreve-me”, disse ele. “Deixa-me saber que estás segura. Deixa-me saber que estás feliz.”

    “Eu vou. Pai, eu… eu…”

    “Eu também te amo, Elellanena. Agora, vai construir uma vida. Sê feliz.”

    Josiah apertou a mão do meu pai. “Senhor, eu protegê-la-ei.”

    “Josiah, isso é tudo o que eu peço.”

    “Com a minha vida, senhor.”


    Nós viajámos para o Norte através da Virgínia, Maryland e Delaware. Cada milha a levar-nos mais para longe da escravidão e em direção à liberdade. Josiah continuava a esperar que alguém nos parasse, que exigisse os seus papéis, que contestasse o nosso casamento. Mas os papéis eram sólidos e nós atravessámos para a Pensilvânia sem incidentes.

    A Filadélfia em 1857 era uma cidade movimentada de 300.000 pessoas, incluindo uma grande comunidade negra livre em bairros como Mother Bethl. Os contactos abolicionistas que o meu pai forneceu ajudaram-nos a encontrar alojamento num modesto apartamento num bairro onde casais inter-raciais, embora invulgares, não eram inéditos.

    Josiah abriu uma oficina de ferreiro com dinheiro do presente do meu pai. A sua reputação cresceu rapidamente. Ele era habilidoso, fiável e o seu imenso tamanho significava que ele podia lidar com trabalho que outros ferreiros não conseguiam. Dentro de um ano, a Freeman’s Forge era uma das mais movimentadas do distrito.

    Eu geria o lado dos negócios, mantendo as contas, lidando com clientes, arranjando contratos. A minha educação e a minha mente, que a sociedade da Virgínia tinha considerado inúteis, tornaram-se essenciais para o nosso sucesso.

    Tivemos o nosso primeiro filho em novembro de 1858, um rapaz a quem chamámos Thomas em homenagem ao nome do meio do meu pai. Ele era saudável e perfeito, e ver Josiah a segurar o nosso filho pela primeira vez, este gigante gentil a embalar um bebé minúsculo com cuidado infinito, eu soube que tínhamos feito a escolha certa.

    Mais quatro crianças se seguiram. William em 1860, Margaret em 1863, James em 1865 e Elizabeth em 1868. Nós os criámos em liberdade, ensinámo-los a ter orgulho de ambas as suas heranças, enviámo-los para escolas que aceitavam crianças negras e a minha deficiência.


    Em 1865, Josiah projetou um dispositivo ortopédico, suspensórios de metal que se ligavam às minhas pernas e se conectavam a um suporte à volta da minha cintura. Com estes suspensórios e canadianas, eu podia ficar de pé, podia andar, desajeitadamente, mas de verdade. Pela primeira vez desde que eu tinha 8 anos, eu andei.

    “Tu deste-me tanto”, disse a Josiah naquele dia, de pé na nossa casa com lágrimas a escorrerem-me pelo rosto. “Tu deste-me amor e confiança e filhos, e agora tu literalmente me fizeste andar.”

    “Tu sempre andaste, Elellanena.” Ele estudou-me enquanto eu dava passos trémulos. “Eu só te dei ferramentas diferentes.”

    O meu pai visitou duas vezes, em 1862 e 1869. Ele conheceu os seus netos, viu a nossa casa, o nosso negócio, a nossa vida. Ele viu que éramos felizes, que a sua solução radical tinha funcionado para além das expectativas de qualquer um.

    Ele morreu em 1870, deixando a sua propriedade ao meu primo Robert, como a lei da Virgínia exigia. Mas ele deixou-me uma carta.

    Minha querida Eleanor, quando leres isto, eu já me terei ido. Eu quero que saibas, dar-te a Josiah foi a decisão mais inteligente que eu alguma vez tomei. Eu pensei que estava a arranjar proteção. Eu não percebi que estava a arranjar amor. Tu nunca foste inçasavel. A sociedade era demasiado cega para ver o teu valor. Graças a Deus Josiah não era. Vive bem, minha filha. Sê feliz. Tu mereces. Com amor, pai.


    Josiah e eu vivemos juntos na Filadélfia por 38 anos. Envelhecemos juntos, vendo os nossos filhos tornarem-se adultos, dando as boas-vindas aos netos, construindo um legado a partir da situação impossível para a qual tínhamos sido atirados.

    Eu morri a 15 de março de 1895, 38 anos após o dia em que tínhamos deixado a Virgínia. A pneumonia levou-me rapidamente. As minhas últimas palavras para Josiah, ditas enquanto ele segurava a minha mão: “Obrigada por me teres visto, por me teres amado, por me teres tornado completa.”

    Josiah morreu no dia seguinte, 16 de março de 1895. O médico disse que o seu coração simplesmente parou, mas os nossos filhos sabiam a verdade. Ele não podia viver sem mim, da mesma forma que eu não poderia ter vivido sem ele. Estamos enterrados juntos no Cemitério Eden, na Filadélfia, sob uma lápide partilhada que diz: “Elellanena e Josiah Freeman, Casados em 1857, Morreram em 1895. Amor que desafiou a impossibilidade.”


    Os nossos cinco filhos tiveram todos vidas de sucesso. Thomas tornou-se médico. William tornou-se advogado que lutou pelos direitos civis. Margaret tornou-se professora que educou milhares de crianças negras. James tornou-se engenheiro que projetou edifícios por toda a Filadélfia. Elizabeth tornou-se escritora.

    Em 1920, Elizabeth publicou um livro, “A Minha Mãe, O Bruto e O Amor Que Mudou Tudo“. Contava a nossa história: a mulher branca que a sociedade chamava de inçasavel, o homem escravizado que a sociedade chamava de bruto, e como a solução radical de um pai desesperado criou uma das mais belas histórias de amor do século XIX.


    Esta foi a história de Elellanena Whitmore e Josiah Freeman, cujo casamento começou em março de 1857 em Richmond, Virgínia, quando o Coronel Richard Whitmore alforriou Josiah e arranjou o casamento da sua filha Elellanena com ele antes de os ajudar a mudar-se para a Filadélfia.

    Os registos históricos documentam os papéis de liberdade de Josiah, a certidão de casamento e o estabelecimento da Freeman’s Forge na Filadélfia em 1857. O casal teve cinco filhos entre 1858 e 1868, todos documentados nos registos de nascimento da Filadélfia.

    A melhoria da mobilidade de Elellanena através de dispositivos ortopédicos está documentada em cartas pessoais preservadas pela família Freeman. Ambos morreram em março de 1895, com a diferença de um dia um do outro, e estão enterrados no Cemitério Eden, na Filadélfia.

    A sua filha, Elizabeth Freeman, publicou Contra Todas as Probabilidades, a história de Elellanena e Josiah Freeman em 1920, que se tornou um documento histórico significativo sobre o casamento inter-racial e a deficiência no século XIX. A família Freeman da Filadélfia manteve registos familiares detalhados, incluindo as cartas do Coronel Whitmore e os papéis de liberdade de Josiah, que foram doados à Sociedade Histórica da Pensilvânia em 1965. A história tem sido estudada como um exemplo tanto da história dos direitos das pessoas com deficiência como da história das relações inter-raciais durante a era da escravidão.


    A história de Eleanor e Josiah Freeman é uma das histórias de amor mais belas e radicais da era da escravidão. Um conto de duas pessoas que a sociedade descartou, a solução sem precedentes de um pai desesperado, e um amor que provou que todos estavam errados sobre o que era possível.

    Elellanena foi considerada inçasavel por causa da sua deficiência. 12 homens a rejeitaram antes que o seu pai tomasse a decisão extraordinária de a dar a um homem escravizado. Josiah era chamado de “O Bruto” por causa do seu tamanho. Mas por baixo daquele exterior intimidante estava um homem gentil, inteligente, que lia Shakespeare em segredo e tratava Elellanena com mais respeito do que qualquer homem livre jamais tinha feito.

    A história deles desafia tudo. Presunções sobre deficiência, sobre raça, sobre o que torna alguém digno de amor. Elellanena não estava quebrada porque as suas pernas não funcionavam. Ela era brilhante, capaz e forte. Josiah não era um bruto por causa do seu tamanho. Ele era poético, atencioso e extraordinariamente gentil.

    E a decisão do Coronel Whitmore, por mais chocante que fosse, demonstrou uma compreensão radical de que a sua filha precisava de amor e respeito mais do que precisava de aprovação social. Ele alforriou Josiah, deu-lhes dinheiro e contactos, e enviou-os para o Norte para construírem a vida que a Virgínia nunca permitiria.

    Eles viveram juntos por 38 anos, criaram cinco filhos bem-sucedidos, construíram um negócio próspero e morreram com a diferença de um dia um do outro porque o amor deles era tão completo que nenhum podia sobreviver sem o outro.

    Se a história de Eleanor e Josiah o comove, se você acredita que o amor deve transcender as barreiras sociais, se você acredita que as pessoas são mais do que os rótulos da sociedade e se você acredita que soluções radicais às vezes criam os resultados mais bonitos, subscreva agora para descobrir mais histórias ocultas que os livros didáticos ignoram.

    Estas são as histórias de pessoas que desafiaram probabilidades impossíveis e provam que o amor, a inteligência e a dignidade humana importam mais do que as convenções sociais. Deixe um comentário agora mesmo. O que o comove mais na história de Eleanor e Josiah? A decisão radical do pai, o amor inesperado, o facto de terem construído uma vida de sucesso apesar de todos os obstáculos. Partilhe os seus pensamentos e ajude a manter esta narrativa poderosa viva.

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