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  • CHOCANTE! EDUARDO À BEIRA DO COLAPSO: VÍDEO EMOCIONANTE REVELA SEU DESESPERO! ELE CLAMA POR AJUDA URGENTE!

    CHOCANTE! EDUARDO À BEIRA DO COLAPSO: VÍDEO EMOCIONANTE REVELA SEU DESESPERO! ELE CLAMA POR AJUDA URGENTE!

    ABANDONADO E HUMILHADO! EDUARDO COLAPSA EM UM VÍDEO DESESPERADO PEDINDO AJUDA – O FIM DE UMA FARSÁ POLÍTICA!

    O que está prestes a ser revelado é nada menos que o atestado de óbito de uma das maiores farsas políticas da história recente do Brasil. A diplomacia paralela da família Bolsonaro, que vinha sendo defendida com tanto orgulho e arrogância, acaba de ser destruída por uma simples verdade. Aquele discurso infame de Eduardo Bolsonaro, onde ele afirmava que, para se comunicar com os Estados Unidos, “precisava passar por ele”, foi rasgado e jogado no lixo da história. O que parecia um trunfo de poder foi transformado em uma humilhação histórica.

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    O Colapso de Eduardo Bolsonaro

    O choque foi profundo, e o impacto foi tão grande que o filho do ex-presidente, Eduardo Bolsonaro, agora se vê em um colapso nervoso, gravando vídeos desesperados e tentando, de forma patética, desfazer a derrota monumental que sofreu. O que parecia ser uma jogada de mestre, agora se revela um pesadelo para o clã Bolsonaro, e a humilhação pública não poderia ser maior.

    No vídeo, claramente abalado, Eduardo tenta desesperadamente justificar o fracasso de sua própria política externa. Abandonado por Trump e ignorado pela diplomacia oficial do Brasil, o ex-deputado parece não conseguir lidar com a realidade de sua queda de poder.

    A Diplomacia Brasileira Vence a Política de Selfies

    Enquanto isso, a verdadeira diplomacia brasileira, a diplomacia de estado, conduzida pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, tem avançado em questões importantes com os Estados Unidos. Ao contrário da diplomacia de selfies, onde o ego e a vaidade prevaleciam, a diplomacia séria agora está colhendo os frutos de anos de trabalho estratégico.

    Eduardo Bolsonaro | Político | G1

    Em uma recente visita à Washington, o ministro Mauro Vieira se reuniu com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o representante de comércio Jameson Greer. O resultado foi um encontro altamente positivo, com a concretização de acordos que envolvem áreas cruciais como comércio e cooperação bilateral. A humilhação para Eduardo Bolsonaro foi ainda mais evidente: em nenhum momento do encontro ou da nota conjunta entre os dois países, houve qualquer menção à situação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ou qualquer tentativa de se envolver na política interna do Brasil.

    A Perda do Poder e a Quebra da Narrativa

    A grande derrota foi, sem dúvida, o abandono de Trump. O ex-presidente dos Estados Unidos, que durante um tempo parecia ser um grande aliado da família Bolsonaro, agora se dedica totalmente à sua própria campanha e aos seus próprios interesses. Eduardo Bolsonaro havia apostado suas fichas em uma amizade que nunca foi sólida o suficiente para resistir às ondas turbulentas da política internacional. E, assim, ele foi descartado como um simples espectador, enquanto outros, com mais habilidade diplomática e visão estratégica, assumiam o controle da narrativa.

    Eduardo, em seu desespero, tentou desqualificar o sucesso da diplomacia oficial brasileira. Ele alegou que o Brasil não obteve nenhum benefício com o encontro, mencionando a falta de avanços em questões como as sanções contra Alexandre de Moraes ou os vistos cancelados. Mas, na realidade, isso revela a mente de alguém que estava apenas interessado em resolver questões pessoais, em vez de focar no interesse nacional. O ministro Mauro Vieira estava ali para garantir que o Brasil tivesse um papel de destaque na política global, e não para atender a interesses de uma única família.

    A Reflexão sobre o Fim de Uma Era

    Este episódio não é apenas uma derrota política para a família Bolsonaro. Ele é a prova de que uma política externa não pode ser conduzida com base em interesses pessoais ou em uma única amizade internacional. O Brasil sempre foi uma potência diplomática, com uma história de relações sérias e profissionais, e agora está mais uma vez provando sua capacidade de se relacionar com grandes potências de maneira independente e respeitável.

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    A derrota de Eduardo Bolsonaro é, na verdade, uma vitória para o Brasil e para a diplomacia verdadeira. Mostra que o país não precisa de “embaixadores informais” ou de figuras políticas tentando manipular a política externa para seus próprios interesses. A diplomacia brasileira voltou a ser conduzida com seriedade, e o Brasil não será mais refém de políticos que tentam usar o Estado para atender às necessidades de sua própria família.

    O Futuro de Eduardo Bolsonaro

    O futuro de Eduardo Bolsonaro parece incerto. Enquanto ele continua fazendo vídeos desesperados tentando apagar sua humilhação, o Brasil segue avançando com sua diplomacia legítima, forte e comprometida com os interesses nacionais. A política de selfies e live não tem mais espaço no cenário internacional. E, ao que parece, o ex-deputado não conseguirá reverter o dano que causou a sua própria imagem.

    A grande lição que fica é clara: a política externa do Brasil é coisa séria. Ela não deve ser tratada como um jogo de poder familiar ou uma oportunidade para atender interesses pessoais. O Brasil precisa de diplomatas comprometidos com o bem-estar da nação, não de influenciadores ou filhos de ex-presidentes tentando salvar suas próprias reputações.

    Eduardo Bolsonaro e sua “diplomacia de selfies” falharam. Agora, a diplomacia profissional e séria venceu. E o Brasil, finalmente, retomou o controle de seu destino internacional.

  • A BOMBA DE MORAES! A Prisão de Rodrigo Bacelar Expõe a Simbiose Chocante Entre o Comando Vermelho e a Cúpula Política do Rio — E o Pânico se Espalha por Brasília!

    A BOMBA DE MORAES! A Prisão de Rodrigo Bacelar Expõe a Simbiose Chocante Entre o Comando Vermelho e a Cúpula Política do Rio — E o Pânico se Espalha por Brasília!

    E que bomba foi essa do Alexandre de Morais pro Cláudio Castro, pra política do Rio de Janeiro, para o centrão, para muita gente da direita? Porque o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o Rodrigo Bacelar, foi preso preventivamente, suspeito de vazar informações de uma operação da Polícia Federal para o TH Joias.

    Tjaias, que era ligado ao comando vermelho. Inclusive tem a suspeita de que o Rodrigo Bacelar integre também uma organização criminosa, possivelmente o Comando Vermelho. E essa operação deve est deixando Brasília bastante tensa, porque tá um espectro da Polícia Federal rondando ali Brasília com essas relações de políticos com o crime organizado.

    Rodrigo Bacelar, TH Joias. Aí nós temos Overclean, nós temos carbono oculto, banco master, refit manguinhos, sempre com figuras do centrão envolvidas, especulações, justificando o medo do centrão e a tentativa de enfraquecer a Polícia Federal. Tá estranho, tá cheirando coisa pesada? E eu quero que você coloque nos comentários se você acha que num futuro bem perto ou bem próximo, a Polícia Federal vai mostrar ligações de políticos e caciques do centrão com organizações criminosas.

    Os cálculos de Cláudio Castro sobre disputar a Presidência após a operação no Rio

    Organizações criminosas de fato, PCC Comando Vermelho. Essa prisão do Rodrigo Bacelar enfraquece Cláudio Castro e o discurso da direita na área da segurança pública. Você acha que esse medo das investigações é o motivo que tem feito o centrão querer enfraquecer tanto assim a PF? Deixa o like no vídeo se você gostou dessa prisão e sente esse medo do Centrão e se inscreva no canal.

    O Rodrigo Bacelar, ele é presidente da LERGE, que é Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, e ele não foi, não é mais deputado ou não é mais o presidente, porque ele foi preso preventivamente. Por quê? O Rodrigo Bacelar tinha como um aliado muito próximo o TH Joias, que era deputado estadual no Rio de Janeiro, aliado também do Cláudio Castro, que foi preso tem aí alguns meses por fazer parte do Comando Vermelho, que é o PCC do Rio de Janeiro.

    O mais ou menos, né, porque agora tá tudo meio já tem PCC lá também, Comando Vermelho em São Paulo, enfim, mas é o principal grupo criminoso do Rio de Janeiro. O TH Joias tinha com objetivo realizar intermediações ou lobis para o Comando Vermelho na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro ou na política do Rio de Janeiro. Só que ele era muito próximo do Rodrigo Bacelar.

     

    E um dia antes do THar vazou a informação da Polícia Federal para o TH Joias, falando para ele se livrar de todas as provas. E ele não conseguiu, no caso Teis não conseguiu, mas se livrou de algumas, só que a Polícia Federal não encontrou algumas coisas ali achando muito estranho. A PF investigou e descobriu que o Rodrigo Bacelar havia vazado as informações.

    Só para deixar claro, para evitar qualquer tipo de mal entendida ou especulação, essa operação da Polícia Federal do Thoias não tem nada a ver com a mega operação da Polícia Federal lá na Pen no Alemão, porque aquela operação também, Polícia Federal, não, Polícia Militar do Rio, porque aquela operação da Polícia Militar também foi vazada e o Doca fugiu, que era o chefe ali do morro.

    Nas palavras do Alexandre Moraes, o Rodrigo Bacelar integrava ou integra uma organização criminosa. Não está claro se é o comando vermelho ou não. Esse caso, essa prisão do Rodrigo Bacelar, ela é uma bomba para o Cláudio Castro. É uma bomba porque o Rodrigo Barcelar sempre ficou indo e vindo com o Cláudio Castro, mas ele é o pivô de todo aquele escândalo da cassação do Cláudio Castro.

    Porque o Cláudio Castro e o Rodrigo Bacelar estavam sofrendo processos no TSE e no Tribunal Estadual Eleitoral no Rio de Janeiro. Por causa da campanha de 2022. Duas organizações públicas do Rio de Janeiro haviam contratado funcionários públicos para serem cabos puxadores de votos. E quem teria organizado todo esse esquema ilegal com os funcionários públicos teria sido o Rodrigo Bacelar.

    Esse caso foi para o TSE. O Cláudio Castro tem tudo para ser caçado, mas houve um pedido de vistas e esse caso está parado no TSE. Mas a casação do Cláudio Castro caminha para acontecer por conta desse uso ilegal e irregular, no caso de funcionários públicos, que foi captaneada pelo Rodrigo Bacelar.

    Então, há uma proximidade do Rodrigo Bacelar com o Cláudio Castro, por mais que eles vivam ali eh momentos de distanciamento e momentos de aproximação, mesmo que no momento eles não sejam aliados próximos, eles já foram aliados bem próximos, é muito pouco provável que o Cláudio Castro não saiba todo o histórico do Rodrigo Bacilar.

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    E esse caso, essa prisão do do Bacelar, ela vem no momento pessoal que faz aí algumas semanas sai uma reportagem no O Globo mostrando como que a política carioca tá muito embrenhada com o comando vermelho. Porque essa reportagem do Globo, na minha opinião devastadora para o Cláudio Castro, mostrou que existem relações muito obscuras.

    entre deputados. Aí você pode falar: “Ah, é só o poder legislativo”. Não, tem integrantes do poder executivo também. Um deputado estadual, no caso TH Joy envolvido com o comando vermelho, um secretário e um subsecretário. E um desses desses secretários, ele era extremamente ligado ao Cláudio Castro. integrantes do Comando Vermelho tentavam articular com esses subsecretários, com esses integrantes do executivo estadual para influenciar em operações da Polícia Militar, pagando propina e até mesmo tentando reuniões com secretariados do

    Cláudio Castro. Então, existe uma confluência e até uma, talvez até uma simbiose do Comando Vermelho com o governo do Rio de Janeiro, do governador Cláudio Castro. Se começar a cavucar, vai sair coisa. Inclusive tá uma um cheiro assim estranho, sabe? Uma coisa meio rondando, uma névoa assim estranha de tensão em Brasília.

    Porque recentemente a Polícia Federal tem feito muitas operações que pegam organizações criminosas como PCC, Comando Vermelho e dá uma lambidinha em políticos. Banco Master Pop, há uma um lobby ali estranho, carbono oculto, ligação do PCC com a Faria Lima. Caso da da refinaria Manguinhos com o fundo de investimento Refite, que deve estar associado a carbono oculto, pelo que a Polícia Federal já falou.

    Aí é Círio Nogueira para lá, Antônio Rueda para cá, sempre permeando alguma coisa. Então eu acredito e depois da da Carbono Culto, Brasília ficou tensa, que essa prisão do Rodrigo Bacelar seja apenas a primeira de muitas outras que virão de políticos envolvidos diretamente com o crime organizado, com esses grupos mais proeminentes como PCC e comando vermelho.

    O clima em Brasília deve estar horrível nesse final de ano. Os caras estão aqui, ó.

  • A Tribo a Deixou Para Morrer Após Perder as Pernas—Só um Cowboy A Ajudou!

    A Tribo a Deixou Para Morrer Após Perder as Pernas—Só um Cowboy A Ajudou!

    Primavera de 1881, Território do Arizona. A terra ao redor de Copper Ridge estava seca como osso e silenciosa, exceto pelo vento, que não carregava muito som, apenas poeira e calor. O sol castigava. O terreno baldio se estendia em todas as direções, quebrado apenas por arbustos, rochas pontiagudas e velhas trilhas desgastadas por rodas de carroças e cascos.

    Perto de um barranco estreito, o chão ostentava sinais de violência recente. Sangue enegrecido, armas quebradas, uma tira rasgada de azul militar, e rastros de cavalos e botas movendo-se rápido. Houvera uma luta ali há não mais do que alguns dias.

    E no meio de tudo, ela jazia imóvel.

    Saka havia lutado com uma lança na mão e a coluna reta. Uma guerreira respeitada, perspicaz e capaz. Ela se postava ao lado dos homens, não atrás deles. Mas tudo isso havia terminado três dias atrás, quando uma explosão a atingiu. Um tiro de canhão muito próximo rasgou as metades inferiores de ambas as suas pernas como carne viva.

    Eles não podiam carregá-la. Não tinham um travoy, e os soldados estavam pressionando pelo oeste. Seu próprio irmão fez o corte com as mãos trêmulas e lágrimas escorrendo pelo rosto. Ele usou uma lâmina aquecida e enfaixou os cotos como pôde. Sem tempo para conversar. Apenas um último olhar entre eles. Depois ele se virou e seguiu os outros para as colinas.

    Deixaram-lhe uma pele de água e algumas tiras de couro. Foi só isso.

    Por um tempo, ela pensou que eles estavam certos em deixá-la. A dor era insuportável. A febre ia e voltava. Na primeira noite, ela desmaiou. Na segunda, acordou para encontrar formigas rastejando sobre sua barriga. No terceiro dia, sua pele estava empolada pelo sol. Ela não gritou. Gritar não ajudava.


    Wade Holt tinha 36 anos, nascido no Missouri, criado duramente, soldado jovem, lutou pelo Sul em uma guerra na qual não acreditava. Depois, tentou mineração, trabalho com gado, mas nada pegou. No final, comprou um pequeno pedaço de terra no Arizona e se manteve sozinho.

    As pessoas em Copper Ridge pensavam que ele havia enlouquecido um pouco depois do incêndio que matou sua esposa três anos antes. Hoje ele seguia o rastro de três novilhos desgarrados. Ele cavalgava devagar, rifle pendurado nas costas, chapéu de aba larga baixo sobre os olhos azul-claros.

    Seu cavalo parou de repente perto da beira do desfiladeiro. Wade estreitou os olhos. Então ele ouviu, não um som de animal, mas um arrasto, quase humano. Ele desmontou, a mão roçando o cabo de seu revólver, e caminhou cauteloso em direção à encosta.

    Então ele a viu. Congelou.

    À primeira vista, ele pensou que ela estava morta. O corpo dela estava torcido, meio coberto de poeira. O cheiro de sangue seco e suor o atingiu fortemente. Mas então o peito dela se moveu, malmente. Uma elevação e queda superficiais.

    Ele se aproximou, agachou-se, semicerrando os olhos para o rosto dela. Apache. Seus lábios estavam rachados. Ele podia ver as ataduras em suas coxas. Grossas, descoloridas, encharcadas em alguns lugares.

    Ele pensou com cuidado. Se ele fosse embora agora, ela duraria mais uma hora, talvez duas. Levá-la significava problemas. Risco. Mas ela estava respirando.

    Ele tirou o chapéu, olhou ao redor uma vez, depois avançou, curvou-se e deslizou os braços por baixo das costas e onde deveriam estar os joelhos dela. O corpo dela estremeceu quando ele a tocou. Os olhos dela se abriram um pouco mais. Ela o viu. O olhar dela não implorou, apenas o encarou como alguém esperando por um julgamento.

    Ele não disse nada, apenas se levantou, ajustou o peso dela contra o peito e se virou para o cavalo. Ela gemeu uma vez, o som quebrado, mas ele não parou.


    De volta ao rancho, Wade a carregou direto para a cabana, colocando-a gentilmente em seu catre. Ela não falou. Seu rosto estava tenso de dor, mas seus olhos se moviam, rastreando o quarto.

    Wade buscou água limpa, ferveu um pano e usou um banquinho serrado como lugar para apoiar as pernas dela. O vestido teve que ser levantado com cuidado. As ataduras estavam vermelhas, inchadas, abertas nas bordas. Ele as limpou com água e seiva de pinho, e as re-enfaixou com tiras limpas que rasgou de um lençol velho.

    As mãos dele eram calejadas, mas seus movimentos eram lentos, precisos. Ela não chorou nenhuma vez.

    Quando o sol se pôs, ele acendeu uma lamparina. Ela estava dormindo ou desmaiada. Ele sentou-se do outro lado do quarto, observando o peito dela subir e descer.

    Saka acordou antes do amanhecer. Ela alcançou, tocou a borda da perna. Nada. Ainda se foi.

    Ela ouviu passos firmes do lado de fora. Ele entrou com uma tigela de lata, colocou-a ao lado dela em um caixote. Pão ensopado em caldo. Ela não pegou, apenas olhou para ele. Ele não desviou o olhar.

    Então ela disse. “Homem silencioso,” a voz rouca, seca. Ele parou na porta, não se virou, apenas saiu.

    Eles ainda não sabiam, mas nenhum dos dois estaria sozinho novamente.


    O vento soprou forte naquela manhã. Saka não havia tocado na comida. Wade retornou perto do meio da manhã, os braços cheios de lenha picada. Ela estava sentada contra a parede agora, apoiada desajeitadamente.

    Os olhos dela o rastreavam o caminho todo, nítidos, mais claros do que na noite anterior, mas ela não falou. Ele acendeu o fogo e se moveu para o barril de água sem dizer uma palavra.

    Ao passar por ela, ele notou os dedos dela se contorcerem. Ela estava tentando se ajeitar. O braço dela escorregou e ela estremeceu. Ele fez uma pausa, agachou-se ao lado dela.

    “Você vai rasgar seus pontos.” A voz dele era baixa, quase rouca pelo desuso.

    Ela o encarou, os lábios entreabertos. Essa foi a primeira frase completa que ele disse desde que a encontrou. Ele segurou o olhar dela por mais um segundo, depois alcançou um braço atrás das costas dela e a ajudou a sentar-se mais ereta. O calor nos olhos dela não havia se apagado. Não era apenas dor, mas uma espécie de fúria fria sob a superfície.

    Wade encostou uma cadeira antiga ao lado do catre. “Tente isto,” ele murmurou. Ela não se moveu. Ele apontou novamente. Ela se moveu com esforço, usando os braços. Quando ela estava no lugar, ele a soltou.

    Saka sentou-se por um minuto sem falar, ajustando o equilíbrio. Ela olhou ao redor da cabana. “Você vive aqui sozinho?” ela perguntou, a voz baixa, mas firmando. Ele assentiu.

    Ela estudou a cicatriz fina que ia do queixo dele até a orelha esquerda. Quando ele caminhava, ela notou que sua perna direita arrastava ligeiramente. Ela olhou para as suas próprias pernas.

    “Você poderia ter me deixado.”

    “Eu não deixei,” ele disse simplesmente.

    Um silêncio pairou, mas não era hostil. Wade trouxe comida fresca. Desta vez, ela pegou, comeu devagar com dedos trêmulos.


    Mais tarde naquela tarde, ela tentou rastejar pelo chão. Wade havia saído para buscar pregos. Quando ele voltou, ela estava a meio caminho entre o catre e o barril de água, arrastando-se com os dois braços, o rosto encharcado de suor.

    Ele parou, observando-a. Ela olhou para cima, respirando com dificuldade. “Não vou apodrecer naquela cama,” ela murmurou.

    Ele não discutiu. Em vez disso, ele atravessou o quarto, agachou-se e a levantou pelos braços. Não rude, apenas firme. Ele a colocou gentilmente de volta no catre. Em seguida, ele saiu novamente, silencioso.

    Naquela noite, ele construiu algo para ela. No celeiro, ele serrou e martelou, desmontou uma cadeira velha e usou a estrutura para moldar uma plataforma rolante, baixa, com pequenos trilhos laterais e estofamento, um assento que ela poderia usar com as mãos.

    Pela manhã, ele a trouxe para dentro. Ela olhou para ele, imóvel. “Você fez isto.”

    Ele deu de ombros.

    Eu não imploro,” ela disse calmamente, quase como um aviso.

    “Você não implorou,” ele respondeu.

    Naquele dia, eles encontraram um ritmo. Ele a levantava para o assento. Ela se arrastava para a frente lentamente no início, depois mais forte. Ela xingou algumas vezes, mas não desistiu.

    Ela não perguntou o nome dele até aquela noite. Ele estava acendendo a lamparina. “Você tem um nome, homem silencioso.”

    Ele fez uma pausa, uma mão na porta. “Wade,” ele disse sem olhar para trás.

    Ela repetiu uma vez em voz baixa. “Wade.”

    Ela sentou-se na cadeira que ele fez, ombros nus refletindo a luz suave. Ela tocou a cicatriz em sua coxa. Viva na casa de um estranho. Sem pernas, sem parentes, sem futuro claro. Mas pela primeira vez desde a explosão, ela não sentia vontade de morrer. E o homem que a salvou não havia pedido nada. Ela encostou a cabeça na parede e sussurrou: “Wade,” ele era a única razão pela qual ela ainda estava respirando.


    Os dias seguintes se estabeleceram em uma rotina. Cada manhã, Wade acordava antes do sol, cuidando dos cavalos, rachando lenha, carregando água. Ele trabalhava sozinho. Sempre trabalhou.

    Dentro, Saka reaprendia a se mover. Sua plataforma rolante raspava levemente no chão de madeira. As palmas das mãos desenvolveram calosidades. Ela as ignorou. No final da semana, ela conseguia alcançar a mesa sozinha.

    Certa noite, depois do jantar, ela fez sua primeira pergunta real. “Você lutou?”

    Wade estava esculpindo perto da lareira. “Sim,” ele disse finalmente. “Confederado, Batalhão do Missouri.”

    Ela olhou para ele longamente. “E agora você me ajuda.”

    Ele não olhou para cima. “A guerra acabou.”


    Dois dias depois, ela teve febre. Wade checou a testa dela, depois começou a trabalhar. Ele trouxe água em panos pequenos, limpou seu rosto. Ferveu casca de salgueiro e forçou em sua boca. Quando a febre atingiu o pico, ela gemeu em seu sono, agarrando o cobertor. Wade sentou-se ao lado dela e pressionou seus ombros, firme, mas gentil.

    Naquela noite, ela sussurrou nomes em Apache. Um nome surgiu: Tana. Wade adivinhou que era o irmão dela.

    Ela quebrou a febre na manhã seguinte. “Você ficou?” ela perguntou, a voz rouca. Ele assentiu. “Você ainda está aqui.” Importava. Ele não fugiu.

    Ela começou a perguntar mais sobre a terra, a casa, os animais. Ele respondeu em partes. Wade havia construído o lugar cinco anos atrás. Não tinha vizinhos. A cidade mais próxima era Copper Ridge. Ele não ia frequentemente. Não gostava de pessoas.

    Saka perguntou onde estava a esposa dele. Ele não respondeu. Ela não pressionou, mas o observou. O jeito que ele parava perto da janela, o jeito que seus olhos se demoravam no casaco velho pendurado. Um casaco de mulher.

    Uma tarde, ela apertou o vestido mais em torno do peito. Ele havia rasgado mais. Ela olhou para ele. Ele estava picando cebolas na mesa. Ele viu, olhou, depois desviou o olhar.

    “Não te incomoda?” ela perguntou, desafiando.

    Ele pousou a faca. “Você é uma mulher.”

    “Uma quebrada.”

    “Não, apenas isso.” E então ele voltou a picar.


    Naquela noite, algo mudou. Ela olhou para ele diretamente. “Você não está com medo de mim,” ela disse.

    “Não,” ele respondeu.

    “Por quê?”

    Ele olhou para ela firmemente. “Porque você está viva.”

    Ela soltou um suspiro lento e assentiu. Essa foi a primeira vez que ela sorriu. Não largo, mas real. O silêncio deles preencheu o espaço como algo sólido, algo conquistado.

    A primavera se aprofundou. Ela vestia uma das camisas velhas de Wade agora, amarrada com um cinto. Ela a vestiu sem hesitar.

    Naquela manhã, ela perguntou o que ele fazia antes. “Eu dirigia gado, um pouco de mineração. Nada que eu tenha mantido por muito tempo.”

    “O que aconteceu com sua esposa?”

    Ele parou de costurar. “Fogo,” ele disse. “Três invernos atrás. Voltei tarde demais.” Ele não disse mais.

    Mais tarde naquele dia, Wade trouxe uma segunda cadeira e a colocou ao lado da dela na mesa.

    “Você vai sentar comigo agora?” ela perguntou.

    Ele deu o aceno mais fraco. “Pareceu certo.”

    Eles comeram juntos pela primeira vez naquela noite sem a mesa entre eles. Depois do jantar, ela pediu que ele a levasse para fora. “Não quero que as pessoas vejam,” ele disse. “Não há ninguém lá fora,” ela respondeu. “E eu preciso do vento.”

    Ele a pegou gentilmente, carregou-a até a varanda e a colocou em um banco largo. Ela fechou os olhos. “Cheira a fogo não muito longe,” ela murmurou.

    Ela se virou, o ombro roçando o braço dele. Não foi acidental.

    “Você já tocou uma mulher assim?” ela perguntou. “Não por dever. Não por pena. Apenas toque.”

    Ele virou a cabeça devagar, os olhos procurando os dela. Ela não vacilou.

    A mão dela deslizou pelo banco e encontrou a dele. Ela colocou a palma dele em seu quadril, na curva do que restava. Quente, cicatrizado, mas liso. Os dedos dele tremeram, mas não recuaram.

    “Eu não consigo sentir como antes,” ela disse, “mas eu ainda quero.”

    Ela se inclinou em direção a ele, deixou os lábios roçarem sua bochecha, até que sua boca encontrou a dele. Ela o beijou suavemente, não exigindo.

    Quando se separaram, ela olhou para ele, calma. “Você tem certeza?” ele perguntou, a voz rouca.

    “Eu sei o que eu quero,” ela disse.

    Ele a levantou novamente, a trouxe para dentro, a deitou gentilmente no catre. Ela desabotoou o cinto e deixou a camisa cair. Seu corpo estava fino, machucado em alguns lugares, mas seus olhos permaneceram fixos nele.

    Ele se despiu sem vergonha. Ela alcançou e tocou a velha cicatriz de bala em seu quadril. “Você não é o único com fantasmas,” ela disse.

    Naquela noite, eles ficaram juntos devagar, não por necessidade, mas por compreensão. E quando terminaram, ele não se afastou. Ele ficou.

    “Você poderia ter me deixado,” ela sussurrou novamente. Ele fechou os olhos. “Mas eu não deixei.”


    Wade acordou primeiro. Ele vestiu-se no escuro. Ela estava aninhada contra o peito dele.

    Uma hora depois, Saka se levantou. Ela se vestiu com a camisa que Wade havia deixado. “Como está o quadril?” ela perguntou.

    Ele deu de ombros. “Ainda andando.”

    Ela pegou uma fatia de pão, rasgou-a ao meio e lhe passou um pedaço.

    “Por que você não atirou em mim?” ela perguntou de repente. “Quando você me encontrou. Eu era Apache, sangrando.”

    “Eu não lutei contra mulheres,” ele disse.

    “Isso não é uma resposta.”

    “Eu vi uma pessoa ferida, deixada para trás.”

    “É só isso?”

    “Eu também fui deixada para trás.” Ela deixou isso pairar entre eles. Tana não pretendia ir. Ele estava assustado.

    “Tana é seu irmão?” Ela assentiu. “Ele cortou minhas pernas. Disse que voltaria. Eu acho que ele acreditou.”

    Wade alcançou a mão dela, lenta e firme. Ela não recuou.


    Naquela tarde, Wade começou a construir uma rampa na varanda dos fundos. “Eu espero que você queira a escolha,” ele disse. Ela sorriu.

    Ela tentou no dia seguinte. Seus braços forçaram. Ela se moveu devagar, mas se moveu. Ela chegou ao galinheiro.

    Naquela noite, ela pediu para tomar banho. “Eu preciso de ajuda,” ela disse francamente.

    Ele a levou para a banheira de madeira cheia de água quente. Ele a colocou na água, suas mãos firmes. Ela não se cobriu. “Você parece estar esperando que lhe digam que está tudo bem,” ela disse.

    “Eu estou esperando para ver se você me quer.”

    Ela estendeu a mão, pegou a dele e a levou até sua cintura. “Você não está apenas me salvando mais,” ela disse calmamente. “Você está comigo.”

    Ele a ajudou a se lavar, suas mãos descendo pelas costas, braços, através da curva de seu quadril e a pele lisa que levava à borda da coxa cicatrizada. Quando ele a carregou de volta para a cabana, embrulhada em um cobertor de lã, ela pressionou a boca contra o ombro dele apenas uma vez.


    Mais tarde, ela se sentou no colo dele perto do fogo. “Você tem medo de mim?” ela perguntou.

    “Não,” ele respondeu.

    “Eu não sou quebrada,” ela disse. Ele a tocou como se estivesse inteira, porque ela estava.

    Na manhã seguinte, ela perguntou o que ele fazia antes de tudo isso. “Não pergunto para te julgar,” ela disse. “Só para te conhecer.”

    Naquela manhã, Wade trouxe uma conta esculpida em osso. “O que significa?”

    “Significa dia,” ela disse.


    Em meados de junho, o passado os encontrou. Um homem a cavalo, chamado Harlon, parou perto da cerca. “Ouvi sobre uma mulher Apache ferida que sobreviveu a uma explosão perto de Copper Ridge.”

    Saka se sentou na porta. “Quem está perguntando?”

    Wade saiu, rifle em punho. “Ela está sob o meu teto,” ele disse. “E ela fica.”

    Harlon olhou entre os dois, pesando suas chances. Ele recuou. “Não há nada aqui que valha a pena morrer.”

    Naquela noite, Wade mostrou-lhe um alçapão sob o tapete, um espaço escondido para suprimentos. “Se precisarmos,” ele disse.

    Ela olhou para ele longamente. “Você construiu isso para mim?”

    Ele assentiu. Ela o beijou. “Eu vou matar por este lugar,” ela disse. “Eu já matei,” Wade disse.

    Mais tarde, naquela noite, ela sussurrou: “Eu nunca pensei que pertenceria a qualquer lugar novamente.” “Você pertence agora.” Naquela noite, ela o chamou de marido pela primeira vez e ele não a corrigiu.


    No terceiro dia após a partida dos soldados, eles vieram. Dois uniformizados. Eles procuravam por Saka.

    Wade saiu. “Ela não está aqui.”

    Eles tinham ordens para revistar o local. Saka estava sob o alçapão, deitada no escuro. Ela podia ouvir tudo. As tábuas rangendo. A voz de Wade calma. Eles não encontraram.

    Quando ele a tirou, ela estava coberta de sujeira. “Eu estou cansada de ser caçada,” ela disse.

    “Você não está. Eles virão novamente. Então estaremos prontos.”

    Naquela noite, ela se deitou com ele. “Eu quero você,” ela disse. “Não para me sentir melhor. Não para esquecer. Apenas quero você.” Ele a puxou para o colo. “Você é minha agora.”

    E ela disse sem vergonha: “Eu sou sua desde que você me levantou daquela sujeira.”


    No quarto dia após a partida dos soldados, Saka sentou-se na varanda. Ela alcançou a mão de Wade. “Eles não estão vindo,” ela disse.

    Naquela tarde, Wade a levou além do cume norte. Ele a levou para um pequeno riacho. “Eu costumava vir aqui com a minha filha,” ele disse.

    “Você nunca me disse o nome dela.”

    Mera,” ele disse. “Ela gostava de observar os sapos.”

    Eles se sentaram. “Eu estive pensando,” ela disse. “Sobre a próxima parte.”

    “Que próxima parte?”

    “Isso não é apenas sobreviver mais. Eu quero construir algo com você. Real.” Ela o olhou. “Você já pensou em começar de novo?”

    “Todos os dias desde que te conheci.”

    Saka tirou uma pequena bolsa de couro. Dentro, um anel de osso esculpido. “Você me acolheu quando eu era apenas sangue e osso. Sem pernas, sem nome. Você ficou. Isso é mais do que a maioria dos homens faria por uma esposa.”

    Wade pegou o anel, olhou para ele por um longo segundo. Em seguida, colocou-o em seu dedo. “Então eu acho que sou seu marido agora,” ele disse.

    “Você sempre foi.”

    Eles voltaram antes do pôr do sol. Naquela noite, ela fez pão de milho. Ela queimou a borda, mas Wade comeu cada pedaço. Mais tarde, ela se aninhou no peito dele.

    “Você sente falta da vida antiga?” ela perguntou.

    “Não,” ele disse. “A única coisa que sinto falta são as coisas que nunca tive.”

    “Como o quê?”

    “Assim,” ele encontrou os olhos dela.

    Os lábios de Saka roçaram seu ombro. “É seu agora.”

    Na manhã seguinte, o rancho ainda estava lá. O vento soprava suave. Eles acordaram sabendo que não estavam sozinhos e nunca mais estariam.

  • A Alma da “Loucura”: Mais de Mil Palavras Sobre a Lenda Incomparável de Narcisa Tamborindeguy

    A Alma da “Loucura”: Mais de Mil Palavras Sobre a Lenda Incomparável de Narcisa Tamborindeguy

    Se há uma palavra que define a essência de Narcisa Tamborindeguy, é incomparável. Ela é um paradoxo ambulante, um ícone da internet, uma fábrica de memes e, acima de tudo, uma mulher de uma profundidade surpreendente que transcende o rótulo fácil de “socialite” — um título que, aliás, ela prontamente rejeita. Em uma entrevista eletrizante e cheia de revelações com Pedro Bial no Conversa com Bial, Narcisa abriu o jogo sobre sua vida multifacetada, suas loucuras inesquecíveis e o lado sério que poucos conhecem. O resultado é um retrato de resiliência, humor e autenticidade.

    Por Trás do “Ai, Que Loucura!”: A Acadêmica, a Advogada e a Filantropa

    Quase todos a conhecem pelo seu entusiasmo contagiante e pelo bordão que se tornou marca registrada, “Ai, que loucura!”. No entanto, Narcisa é muito mais do que a persona pública. É um detalhe que surpreende a maioria: ela é formada em Jornalismo e Advogada, tendo sido aprovada no rigoroso exame da OAB. Além disso, aprimorou seus estudos em negócios em Nova York. Longe dos holofotes e das festas, há outra faceta ainda mais nobre de sua vida: a filantropia. Narcisa é a responsável pela manutenção de um orfanato que acolhe cerca de 300 crianças em Caxias, na Baixada Fluminense.

    Narcisa Tamborindeguy: a musa extravagante que transforma moda em personalidade - Portal Leo Dias

    A autenticidade é tamanha que até mesmo o convite para a entrevista gerou desconfiança. Narcisa, em sua descrição como uma pessoa “desconfiadíssima,” ou o que antigamente se chamava de cabreira, pensou que era um trote, mesmo após uma pré-entrevista presencial de horas. Ela precisou de uma confirmação de um amigo em comum. Esse é o espírito: sempre agitada desde menina, uma cascuda que mal consegue acreditar na sorte ou na verdade por trás da próxima esquina.

    Uma Infância de Cinema e Uma Morte Precoce

    A infância de Narcisa, passada em um Rio de Janeiro de Copacabana que já não existe mais, foi marcada por um glamour singular. Ela e sua família residiram no icônico Copacabana Palace enquanto seu apartamento no Edifício Chopin não ficava pronto.

    A família Tamborindeguy era sinônimo de garra e trabalho. Seu pai, Mário Tamborindeguy, engenheiro e político (deputado federal por quatro vezes), foi responsável por obras grandiosas como as estradas Rio-Teresópolis e Rio-Bahia. Sua mãe, Alice Saldanha, era administradora de empresas.

    Narcisa era a melhor aluna na escola. Ela estudou no Chapeuzinho Vermelho, ao lado de Cazuza, de quem era amiga. Ela sempre tirava notas 10, mesmo em matérias difíceis como Matemática — Química era o seu único inferno, algo que ela “odiava”. Ela se recorda do professor Jofre, que já sabia que um 10 só poderia ser dela. Curiosamente, ela sentia até vergonha de tirar notas máximas, temendo a raiva dos colegas.

    No entanto, a agitação da vida social viria a acompanhar uma perda precoce. Seu pai, Mário, morreu muito cedo, aos 60 anos, quando Narcisa tinha apenas 12 anos. A dor da perda, antes de sua adolescência, foi profunda: “Eu amava ele, fazia tudo para mim.” A ausência de um pai tão amoroso e presente certamente moldou a jovem Narcisa, que hoje vive em um bairro que ele ajudou a construir a história.

    Sobrevivência e Boas Maneiras à Suíça

    Sua natureza agitada não se restringia à escola. Durante o tempo que morou no Copa, ela aprontava “tudo e mais um pouco”. Ela aprendeu a nadar na piscina do hotel, mas sua verdadeira paixão era o mar. Tornou-se uma nadadora exímia, indo com a irmã e um salva-vidas para alto mar todas as manhãs. Esse talento não ficou só no lazer: ela já salvou várias pessoas de afogamento em frente ao seu prédio, tirando-as da água antes mesmo que o helicóptero de resgate chegasse.

    A história mais selvagem de sua vida aquática envolve um helicóptero. Contrariando os boatos de que pulou, ela na verdade se desequilibrou. Durante um voo, enquanto se alongava no esqui do helicóptero, ela acabou voando para fora, pendurada. “Meu Deus, o que que tá acontecendo?”, pensou. Um amigo a resgatou, jogando-a no mar, de onde ela nadou até a areia, se salvando. “Eu sou cascuda. Eu só tô aqui, eu só tô viva por uma casa. Já era para ter morrido há muito tempo”, afirma com um sorriso que desafia a morte.

    Quando adolescente, foi enviada para uma escola na Suíça para estudar línguas e, ironicamente, “boas maneiras”. Ela rapidamente desmente o mito da etiqueta suíça: “As pessoas lá não têm boa maneira. Tudo mentira esse negócio que todo mundo lá tem boa maneira. Tinha príncipe, princesa, cada um mais louco do que o outro.” Narcisa foi expulsa da escola, trocando os estudos por um chalé de amigos para esquiar. Foi lá que aperfeiçoou seu esqui, chegando a esquiar ao lado de celebridades como Jack Nicholson, que ela descreve como o melhor esquiador e um “doidaço e maravilhoso”.

    O Lado Sério da Vida e o Legado de Alice

    Apesar da imagem de espontaneidade e agitação, Narcisa sempre teve um lado sério e engajado. Ela é admiradora da música de Cazuza, especialmente Burguesia, e reconhece a crítica social, mas frisa que ela é uma “burguesia que cheira bem” — a perfume, para ser exato.

    Ela também ressalta o trabalho de sua irmã, Alice, que foi deputada federal por seis vezes e criou a Lei da Dependência Química, que visa educar nas escolas sobre o mal das drogas. Narcisa reconhece que o uso de substâncias era comum em sua época e geração, mas sem o conhecimento do mal que causavam, e que essa lei é crucial para a conscientização. Questionada sobre seguir a política, sua resposta é imediata: “Eu não tenho paciência.” Ser política requer engolir “muito sapo”, e ela já engole o suficiente na vida.

    De Advogada Competente a Ícone da Mídia

    Como advogada, Narcisa era muito competente e justa, trabalhando inclusive como assistente em inglês e no Brasil. Ela largou a carreira, mas manteve o espírito de luta em outras frentes. Sua entrada definitiva no universo da comunicação se deu com a ajuda de sua grande amiga, a inesquecível Glória Maria.

    As duas eram inseparáveis, viajando o mundo, vivendo aventuras e até mesmo aprontando. Narcisa revela uma história hilária: em Paris, as duas tentaram mudar a idade em seus passaportes no consulado, pedindo “10 a menos” para cada uma. O embaixador, surpreso, negou o pedido, mas a tentativa revela o espírito jovem e audacioso da dupla, que se uniu por um laço de profunda amizade. Narcisa confessa que Glória Maria tinha a maior paciência com ela, sempre a chamando com carinho: “Naná, não faz isso. Vamos, Naná, se arruma, Naná.”

    Seu status de celebridade lhe rendeu encontros inusitáveis. O mais memorável, e que ela considera o auge de sua história, foi em um voo no icônico Concorde, de Paris a Nova York. Sentado no avião, estava Michael Jackson, que na época (antes da pandemia) já usava máscara e estava com 20 crianças e seis secretários. Narcisa descreve o cantor como um “amor”, com quem conseguiu conversar e até mesmo combinar um dia de encontro em Nova York. Infelizmente, na época não havia iPhones, e ela não conseguiu tirar nenhuma foto para registrar o momento.

    O Amor, a Sobriedade e a Fé no Destino

    A vida de Narcisa também foi marcada por casamentos e namoros com figuras notáveis, como Bob Sinatra, filho de Frank Sinatra, com quem namorou em Nova York. Questionada sobre o amor, ela hoje exibe uma perspectiva madura e independente. Depois de dois casamentos e vários namorados, ela afirma que prefere a companhia dos seus amigos, como seu parceiro e amigo Pedro (que a chama de “xará” e estava na plateia).

    Outro ponto de virada fundamental em sua vida foi a sobriedade. Narcisa parou de beber há muitos anos, graças a Deus, pois estava ficando dependente e esquecendo objetos de valor em lugares inusitados, como bolsas de grife no lixo das boates. Foi uma decisão que tomou por si mesma e conseguiu manter.

    Em um momento de reflexão profunda, Narcisa expressa sua crença no destino. Para ela, seu destino é ser feliz, vir ao mundo para ajudar o próximo, assim como Santo Agostinho, e fazer as pessoas mais felizes do que já são. Ajudar é um princípio central, o que se manifesta em seu trabalho com o orfanato e em sua filosofia de vida: o mal volta, por isso devemos fazer o bem.

    Ela exemplifica esse desapego com uma história inacreditável: a perda de um bilhete premiado da loteria. Ela deixou os bilhetes na sala e, dias depois, descobriu que um motorista de sua ex-babá havia pego o bilhete vencedor e retirado o prêmio. O homem só lhe deu uma quantia pequena, mas ela reflete: ele “já perdeu tudo porque ele é quem faz mal. O mal vem”.

    A Mãe Coruja e o Gênio da Família

    Em meio a toda a sua “loucura”, reside um amor inabalável e um orgulho imenso por suas filhas, especialmente Mariana. A jovem, que as filhas veem como “cansada” de tanta agitação, é um verdadeiro gênio. Mariana não apenas se formou, mas também foi aprovada para o doutorado em Global Mental Health na prestigiosa Kings College, a Universidade do Rei, em Londres.

    Narcisa, a mãe coruja, insiste em falar sobre o sucesso acadêmico da filha, chegando a escrever o nome da especialidade na mão para não esquecer — um ato que Bial descreve como uma declaração de amor. Mariana, por sua vez, tenta fazer a mãe parar de falar “bobagem”, mas Narcisa a compara a Freud.

    O momento mais tocante da entrevista é a leitura de um trecho de uma carta que Mariana escreveu, datada de 2007, que ainda vale. A carta descreve Narcisa como uma mãe autêntica, cuja complexidade a torna inadequada ao estereótipo de “mãe comum”, transformando suas filhas em “filhas diferentes”. A carta revela a profunda análise que a filha fez da mãe, percebendo que Narcisa é tão generosa que é capaz de abrir mão de tudo o que ama e gostaria de ter para que outra pessoa o tenha. Essa é a essência do destino de Narcisa: dar, amar e ajudar.

    O legado de Narcisa se estende a uma nova geração com a chegada de seu neto, Bento (filho de sua outra filha, Catarina), que tem três anos. Ela o ama profundamente, mima-o e o deixa fazer tudo, já que as outras “chatinhas não deixam”.

    Do Copacabana Palace para o mundo, Narcisa Tamborindeguy é uma força da natureza. Ela registrou e patenteou seu bordão e é uma estrela que brilha intensamente, seja falando com Madonna da janela (que a respondeu com um aceno), seja salvando vidas no mar, ou financiando o futuro de 300 crianças. Ela é uma jornalista, advogada, mãe, avó e, acima de tudo, um símbolo de que a verdadeira riqueza está na autenticidade e na generosidade.

  • A Rejeitada Viveu Só por Anos, Até 2 Gigantes Comanche Pedirem Abrigo—E Um Se Apaixonar por Ela

    A Rejeitada Viveu Só por Anos, Até 2 Gigantes Comanche Pedirem Abrigo—E Um Se Apaixonar por Ela

    Naquela tarde, Zora estava parada na soleira da porta, com a espingarda tremendo nas mãos calejadas, encarando dois imponentes guerreiros Comanche enquanto o vento do inverno uivava atrás deles. A neve chicoteava através da fresta na moldura de madeira. A mão do guerreiro mais alto pairava perto de seu machado de guerra. Seu companheiro ergueu as palmas vazias.

    Zora vivia sozinha nesta fronteira hostil há sete anos. Sete anos desde que a última cidade a rejeitara. Sete anos de silêncio quebrado apenas pelo vento na grama da pradaria.

    Agora, dois estranhos estavam em sua soleira, desesperados como animais feridos.

    O guerreiro mais gentil falou primeiro. Sua voz carregava o peso da exaustão. “Por favor, tempestade nos mata. Precisamos de abrigo.”

    Um raio rasgou o céu atrás deles. Naquela breve iluminação, Zora viu sangue escorrendo pela camisa de couro do homem mais alto. Ela viu a forma como ele cambaleava de pé, o orgulho o mantendo ereto quando seu corpo ansiava por cair.

    O outro guerreiro a observava com olhos escuros que não demonstravam ameaça, apenas esperança.

    Anos de isolamento gritavam para ela bater a porta, para barrá-la com a pesada viga de carvalho que ela mantinha ao lado do batente. Estes homens eram caçados, perigosos. Sua presença traria a morte à sua porta com a mesma certeza que o inverno trazia o chão congelado.

    Mas algo no rosto do homem ferido a deteve. Algo familiar. O olhar de alguém que o mundo havia posto de lado. Após um longo momento, ela recuou. A porta rangeu mais. “Uma noite, depois vocês se vão.”


    Os guerreiros entraram em sua pequena cabana como veados cautelosos. O ferido encostou-se pesadamente na parede, respirando superficialmente. Seu companheiro o ajudou a chegar ao banco rústico perto da lareira.

    Zora barrou a porta atrás deles. O peso familiar da viga de carvalho deslizando no lugar não lhe trouxe conforto esta noite. Ela havia se trancado com estranhos que poderiam matá-la com as próprias mãos.

    O fogo projetava sombras dançantes sobre rostos castigados. O guerreiro gentil tinha traços fortes, mas bondosos. O ferido mantinha o maxilar travado em linhas teimosas. Seus olhos eram desconfiados, apesar da necessidade óbvia.

    Ela serviu ensopado da panela pendurada sobre as chamas. Quando ofereceu a tigela ao guerreiro ferido, ele virou a cabeça.

    Dutch,” disse seu companheiro em voz baixa. “Coma, Dutch.” O nome pairou pesado no ar entre eles. A recusa do ferido falava de orgulho forjado por anos de traição. Zora entendia esse orgulho. Ela o usara como armadura em cada rejeição, em cada porta batida, em cada comentário sussurrado.

    O outro guerreiro aceitou a tigela com um aceno. Ele comeu devagar, saboreando cada mordida. Quando terminou, ele colocou a tigela de lado e olhou diretamente para ela. “Micah,” ele disse, tocando o peito. Ela quase sorriu.

    “Zora.”


    Perto da meia-noite, Zora viu o suficiente de doença para reconhecer os sinais na febre de Dutch. Ela tinha uma escolha: deixá-lo morrer e se livrar do problema ou usar o conhecimento médico que aprendera em Kansas, quando ainda acreditava que a bondade poderia lhe render um lugar na sociedade civilizada.

    Micah observava seu rosto à luz do fogo, esperando, sem implorar, apenas esperando.

    Zora foi até sua caixa de remédios. O caixote de madeira guardava tesouros mais valiosos do que ouro nesta terra vazia: casca de salgueiro para a febre, confrei para feridas, mel para combater a infecção.

    A camisa de Dutch estava encharcada de sangue e suor. O ferimento por baixo era profundo, vermelho raivoso nas bordas. A infecção havia se instalado dias atrás.

    Ela limpou a ferida com uísque, o que fez Dutch ranger os dentes, e a preencheu com ervas que eliminariam o veneno, embrulhando-a com tiras rasgadas de seu próprio vestido sobressalente. Suas mãos trabalharam firmemente, a memória muscular guiando seus movimentos.

    Micah ajudou sem que lhe fosse pedido. Ele segurou o amigo quando a febre o fazia debater-se. Trouxe água fresca do poço. Cuidou do fogo. Sua consideração silenciosa a surpreendeu.

    A luz da madrugada infiltrou-se pela única janela. A febre de Dutch havia baixado em algum momento nas horas escuras. Sua respiração agora era mais profunda. O ferimento parecia mais limpo, menos inflamado.

    Micah sentou-se ao lado da lareira, exaustão gravada em cada linha de seu corpo. Ele não havia dormido. Nem ela.

    “Com esforço mútuo, você salva inimigo,” Micah disse calmamente. “Por quê?

    Zora olhou para Dutch adormecido, para o rosto cansado, mas grato de Micah, para suas próprias mãos, manchadas de sangue e remédios.

    “Pela mesma razão que você pediu abrigo em vez de tomá-lo. Nós somos melhores do que o mundo nos faz.”

    Lá fora, a tempestade continuava seu ataque implacável. Mas dentro da pequena cabana, três párias haviam encontrado algo raro na dura fronteira. Eles haviam encontrado o início da compreensão.


    A tempestade não mostrou clemência no segundo dia. Dutch estava agora sentado, a cor voltando ao seu rosto, mas seus olhos mantinham a desconfiança de um homem que aprendera a desconfiar da bondade.

    Zora mexia o ensopado matinal.

    “Nós trazemos perigo,” Micah disse calmamente. “Homens nos seguem, homens maus.

    A mão de Dutch se moveu para seu machado de guerra. “Que tipo de homens?”

    “Caçadores de recompensas. Querem ouro por nossos escalpos.”

    Zora havia ouvido histórias de homens assim. Assassinos que caçavam seres humanos por moedas. Mas havia algo mais no rosto de Micah. Algo mais profundo do que a simples fuga da morte.

    “Nós carregamos remédios,” ele continuou. “Remédios sagrados. Nosso povo morre sem eles.”

    Dutch lançou-lhe um olhar cortante. Demasiada informação compartilhada com uma estranha.

    “Nós somos os últimos que restam. Nosso grupo se foi. Se morrermos, as crianças morrem também.”

    O peso daquela confissão pairou sobre a cabana. Estes homens não estavam apenas fugindo da morte. Eles carregavam as esperanças de uma comunidade inteira.


    O dia passou em quietude. Micah ajudou-a a cuidar dos animais no pequeno celeiro. Suas mãos eram gentis com a vaca. Ele se movia em seu espaço com respeito, antecipando suas necessidades antes que ela as falasse.

    Dutch observava essa familiaridade crescente com tensão. Quando Micah retornou com lenha, a voz de Dutch cortou o ar quente. “Está ficando mole, irmão. Apego traz dor.”

    Micah colocou a madeira ao lado da lareira. “Algumas coisas valem a dor.”

    Zora continuou amassando a massa de pão. O ritmo de suas mãos nunca vacilou, mas algo frio se instalou em seu peito. Ela já tinha ouvido essas palavras antes. Vozes diferentes, o mesmo significado: Você não pertence aqui.

    “Ela salvou sua vida,” Micah disse. “Dívida paga. Vamos embora quando a tempestade acabar.”

    O medo de Dutch não era dela, mas de perder a única família que lhe restava. Micah apontou para objetos ao redor da cabana, falando seus nomes em sua língua nativa. Zora repetiu as palavras.

    “O que o seu nome significa?”, ela perguntou.

    Presente.”

    “O meu significa flor,” ela disse calmamente. “Minha mãe esperava que eu florescesse apesar do chão duro.”

    Os olhos de Micah sustentavam um calor que ela havia esquecido existir. “Você floresce forte como rosa da pradaria. Linda, mas espinhos protegem.”

    O calor subiu em suas bochechas. Quando alguém a tinha chamado de linda?


    A terceira manhã trouxe céus mais claros. A tempestade estava se desfazendo, levando consigo o frágil santuário que haviam construído. Micah estava tenso à janela. Quando se virou, sua expressão havia mudado. “Eles vêm.”

    Dutch se levantou. Três, talvez quatro. Sinais de fumaça.

    Zora sentiu as paredes de seu pequeno mundo se contraírem. Sete anos de isolamento, estilhaçados por um ato de compaixão.

    “Há algo mais,” Micah disse. Sua voz carregava um peso que lhe apertou o estômago. “Esta terra, seu lar, é sagrada para o nosso povo.”

    As palavras a atingiram mais forte do que qualquer golpe físico. Ela agarrou as costas de sua cadeira. “Sagrada como?”

    “Local de sepultamento. Ancestrais dormem aqui. Você construiu sobre os ossos deles.”

    A cabana ao redor dela pareceu mudar. Tudo o que ela havia construído. Sete anos de profanação sem saber.

    “Eu não sabia,” ela sussurrou.

    “Nós sabemos,” Micah disse gentilmente. “A intenção é o que importa.”

    Mas a expressão de Dutch permaneceu dura. “Não importa agora. Caçadores vêm. Vamos todos morrer aqui.”

    Zora olhou para o cabin. Tudo aquilo que havia sido seu refúgio seria destruído. Mas ao olhar para Micah, ela percebeu que algo havia mudado. A ideia de perder este lugar já não a aterrorizava. A ideia de perdê-lo, sim.


    O peso da profanação esmagou os ombros de Zora. “Eu vou embora,” ela sussurrou. “Agora mesmo. Não levo nada.”

    “Sua amiga não vê as coisas assim,” Dutch disse, de pé junto à janela.

    Nós faremos o certo juntos,” Micah disse calmamente. Ninguém jamais havia se oferecido para compartilhar seus fardos.

    Dutch se virou da janela. A dureza permaneceu, mas Zora vislumbrou compreensão. “Caçadores mais perto,” ele disse. “Lutamos ou fugimos.”

    “Há outra escolha,” Zora disse. Sua voz estava mais forte agora. “Nós completamos sua missão juntos.”

    “Você não entende o custo.”

    “Eu entendo fugir. Eu entendo me esconder. Eu entendo ser caçada por existir.”

    Dutch estreitou os olhos. “O que você quer dizer?”

    Zora moveu a tábua solta perto da lareira. Seus dedos trabalharam a madeira, revelando o pequeno espaço por baixo. Lá dentro estavam seus papéis de liberdade, amarelados pelo tempo, e uma pequena bolsa de couro.

    “Há uma recompensa pela minha cabeça também. Tem sido assim por quatro anos. O homem que alegava ser meu dono não gosta que sua propriedade vá embora.”

    A confissão pairou sobre a cabana como poeira após uma tempestade. O rosto de Micah não mostrou surpresa, apenas aprofundamento da compreensão.

    “Então, somos todos caçados,” Dutch disse. “Finalmente, somos todos caçados.”

    A bolsa de couro continha 23 dólares de prata. Sete anos de economia. “Isto pode comprar suprimentos, comida para a jornada.”

    Dutch balançou a cabeça. “Por que você faz isso? Somos estranhos. Você não nos deve nada.”

    “Porque vocês são as primeiras pessoas que não me pediram para ser menor.”

    “Nós partimos esta noite,” Dutch disse. “Antes que a lua se ponha. Viajaremos por estradas escuras.”

    “Eles vão queimar a cabana,” Zora disse.

    “Bom. Terra sagrada não deve ter casas de qualquer maneira.”

    A tarde passou em preparação silenciosa. Zora embalou seus suprimentos médicos, a colcha de sua mãe e a pequena cruz de madeira de seu pai. O resto alimentaria as chamas.

    O toque de Micah roçou o dela. O toque foi breve, mas carregava o peso de promessas não ditas.


    O sol estava se pondo quando os cavaleiros apareceram. Cinco homens a cavalo, movendo-se com a preguiçosa confiança de predadores. O líder, um homem magro com olhos pálidos, era Rooster.

    “Rooster,” Dutch sussurrou. “Homem mau, muito mau.”

    Rooster se aproximou da porta sozinho. “Nós sabemos que vocês estão aí dentro. Saiam pacificamente e faremos isso rápido.”

    “Tenho negócios com a mulher também,” Rooster gritou. “Parece que seu antigo mestre publicou uma recompensa. Morta ou viva, ele não se importa muito.”

    Seu passado a havia seguido. Não havia distância suficiente para escapar das correntes. Mas olhando para o rosto de Micah, para a feroz proteção em seus olhos, ela percebeu que não estava enfrentando isso sozinha.

    “Quanto?”, ela gritou de volta.

    “50 dólares pela mulher, cem por cada guerreiro.”

    “Pode ser,” Zora concordou. “Mas algumas coisas não estão à venda.”

    “Nós protegemos a família,” Dutch disse calmamente. As palavras eram um voto, uma declaração de guerra.

    O plano se formou em palavras sussurradas e olhares compartilhados. Zora conhecia cada pedra, cada depressão da terra. Dutch entendia as táticas do caçador. Micah carregava o remédio sagrado.

    Zora derramou óleo de lamparina pelo chão de madeira. O líquido ensopou as tábuas que a haviam abrigado por sete invernos. Cada gota era um pequeno sacrifício.

    O plano: queimar a cabana e fugir pela janela dos fundos, usando o riacho como cobertura.


    A janela dos fundos se abriu silenciosamente. Dutch foi primeiro. Micah o seguiu, depois ajudou Zora a passar pela abertura estreita.

    Eles se moveram pela escuridão com silêncio. Zora os guiou em direção ao leito do riacho. Atrás deles, a cabana estava escura e inocente. Os homens de Rooster esperariam pelo amanhecer.

    Eles esperariam demais.

    Quando alcançaram a elevação com vista para a cabana, Zora acendeu o fósforo. A chama era pequena. Mas pegou o pano ensopado de óleo enrolado na flecha que Dutch havia preparado.

    O arco de Micah cantou uma vez. A flecha em chamas arcou pelo ar noturno, atingindo o telhado. Em minutos, a estrutura foi consumida. A luz laranja pintou a paisagem em sombras duras.

    Os caçadores se posicionaram, confusos. “Fumem eles!”, Rooster gritou. Mas a cabana já estava vazia. Suas balas encontraram apenas fantasmas.


    Ao amanhecer, os três fugitivos estavam a trinta quilômetros de distância. Eles cavalgavam cavalos roubados dos próprios caçadores. O remédio sagrado estava seguro na mochila de Micah.

    Eles viajaram arduamente por três dias. Micah cavalgava ao lado dela, e sua presença tornava o desconhecido menos assustador. Dutch havia mudado. O guerreiro desconfiado agora compartilhava sua água sem que lhe fosse pedido. Sua proteção era absoluta. Ela havia encontrado irmãos no lugar mais improvável.

    O acampamento Comanche apareceu no quarto dia. Fumaça subia das fogueiras. Era a primeira comunidade que Zora via em sete anos. O ancião tribal examinou o remédio com mãos cuidadosas.

    “Você traz vida aos nossos filhos,” ele disse. “Isso faz de você família.”

    As palavras eram simples, mas carregavam a força da transformação. Família, não caridade. Aceitação baseada em ações, não em aparência.

    As crianças doentes se recuperaram lentamente. Zora ajudou a cuidar delas. Seu conhecimento de ervas e cura foi bem-vindo sem questionamentos. As mulheres tribais lhe ensinaram novos remédios. Pela primeira vez em sua vida, ela pertencia.

    Micah trabalhava ao lado dela. Sua parceria era natural. Quando ele sorriu para ela por cima da forma adormecida de uma criança, ela sentiu o futuro se remodelando ao redor deles. Dutch também havia encontrado seu lugar. As crianças agora subiam em seus ombros.

    Meses se passaram. Rooster e seus homens encontraram seu fim em uma emboscada. As recompensas morreram com eles.

    A primavera chegou ao vale. Zora ajoelhou-se no jardim que a tribo lhe dera, plantando sementes em solo que acolhia seu toque. A terra aqui não era violada por sua presença. Era abençoada.

    Micah trabalhou ao lado dela. Dutch se aproximou, carregando uma criança risonha.

    “Ele diz que o milho vai crescer alto este ano,” Dutch traduziu. “Porque pessoas felizes o plantaram.”

    Zora não era mais a mulher rejeitada. Ela era Zora, curandeira, amada de Micah, irmã de Dutch.

    O chão sagrado onde sua cabana estava era pacífico agora. A grama cresceu espessa sobre as cinzas. Os ancestrais descansavam em paz. A profanação transformada em bênção.

    No final, lar não era um lugar. Eram as pessoas que escolhiam ficar ao seu lado quando o mundo desmoronava ao seu redor.

  • ALEXANDRE PEGA LIGAÇÃO DE BOLSONARO COM FACÇÕES E PF FAZ PRlSÃO B0MBÁSTICA!! DELAÇÃO DELE VEM FORTE!

    ALEXANDRE PEGA LIGAÇÃO DE BOLSONARO COM FACÇÕES E PF FAZ PRlSÃO B0MBÁSTICA!! DELAÇÃO DELE VEM FORTE!

    Olha, amanhã vamos falar aqui sobre a operação contra o Sérgio Moro, viu? Que pode aí culminar a prisão do juiz ladrão. E tem algumas novidades aí que estão acontecendo ainda hoje e que estarão no vídeo de amanhã. Vamos esperar mais um pouquinho aqui para eu gravar o vídeo. Agora vamos falar da bomba de hoje, que não é a operação contra o Sérgio Moro, uma bomba maior.

    Hoje à noite você pode ter certeza que Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e se ficar sabendo disso, provavelmente vai ficar, porque não tem nada mais para fazer na prisão do que VTV. Jair Bolsonaro, não vamos dormir essa noite com medo do Alexandre de Moraes. Por que, Thago, o que que aconteceu? Vou te dizer, hoje foi preso Rodrigo Bcelá, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

    Vou te mostrar aqui algumas fotinhas do Rodrigo Bacelar para você identificar quem é o Rodrigo Bacelar. Ele é braço direito do governador Cláudio Castro, governador do Rio de Janeiro. Eh, se você não sabe, presidente da Assembleia Legislativa é o equivalente aí ao presidente da Câmara, que fosse seria o Hugo Mota, só que no estado, tá? Rodrigoar, amigo mesmo de Jair Bolsonaro, amigo do nível de que frequentava a casa do Bolsonaro.

    Quase ninguém frequentava a casa do Bolsonaro, apenas alguns. Ganhou a medalha do embrochável, imorrível, incomível. Olha só, só os melhores amigos do Bolsonaro ganhava essa medalha. Eh, ia a eventos aí, almoços junto com o Flávio Bolsonaro. Estava ali sempre ao lado de membros da família Bolsonaro. Tá aqui Rodrigo Bacelar.

    Ato de Moraes antecipa em um mês o julgamento de Bolsonaro

    Pois bem, está enjaulado Rodrigo Bastelar amando de Alexandre de Moraes. Mas por que, Thago? Porque o Alexandre de Moraes, ele se tornou o relator de uma investigação que começou a causar pânico na família Bolsonaro, mais até do que a investigação do Banco Master, do que a investigação eh que tem ali contra Bets e Fintex, que é uma investigação, mega investigação aí da Polícia Federal, mais do que essas, do que a a investigação ali que tem contra refit, essas estão ali causando pânico no centrão e na extrema direita, só que uma é

    diretamente, que é a investigação que começou com a AD DPF das favelas, que é um processo ali, eh, que tá no Supremo Tribunal Federal, em que eles ordenaram que as polícias não podem agir com violência excessiva nas favelas e que não pode ali ter matança nas favelas. O Cláudio Castro descumpriu a ordem do Supremo Tribunal Federal e o pior, ele fez uma operação que teve morte aí de policiais, morte de muita gente e o resultado da operação foi zero e que a polícia não conseguiu tomar o território que era da facção criminosa do Comando

    Vermelho, no caso, a polícia não conseguiu tomar 1 mm do território, não conseguiu acabar com tráfego e nem sequer diminuir o volume de drogas que são vendidas ali no local. El falou: “Pô, então para que que fez a operação?” matou um monte de gente ainda. Mataram, morreram quatro policiais para nada. É para nada, só para fazer pirotecnia e showzinho.

    Aí o que acontece? O braço direito do Cláudio Castro é pego por ter relações com o comando vermelho. O Rodrigo Bacelar, ele, se você não sabe, ele era o candidato, eu falo era porque nesse momento eu duvido que eles vão manter isso aí, mas ele era o candidato do Bolsonaro para o governo do Rio de Janeiro. Então, o plano um do Jair Bolsonaro era o seguinte: Rodrigo Barcelar, candidato ao governo do Rio de Janeiro, Flávio Bolsonaro, candidato a reeleição no Senado e o Cláudio Castro, que se dane.

    O Cláudio Castro percebeu que tinha isso aí. Ele não pode ser governador, ele quer ser senador. Só que, pô, ele vai concorrer contra o Flávio, aí será que eles vão conseguir as duas vagas? Um não tira voto do outro, fica aquela, né? Então, quando ocorreu aquela operação contra o Comando Vermelho, o Cláudio Castro comemorou a repercussão nos bastidores dizendo: “Olha, eu agora não dependo mais do aval da família Bolsonaro para ser candidato ao Senado.

    Eu posso ser candidato contra o Flávio, não vai ter problema. Eu consigo, eu posso.” Ou seja, ele quer ali impor que ele vai ser candidato o Flávio que se dane. Fala: “Epa, vai, vai ter briga lá na frente, vai ter.” E aí o candidato tanto do Cláudio Castro como da família Bolsonaro, nisso eles tinham um um ali um acordo, era o Rodrigo Bacelar para ser o governador do Rio de Janeiro.

    Vamos lembrar, a extrema direita elege governadores do Rio de Janeiro muito. Aí tá aqui Bolsonaro fecha acordo com União Brasil para eleição no Rio em 2026. Então ele fechou ali acordo com o Rueda. Rueda é aquele que, segundo aí a Polícia Federal, ele empresta isso. Aeronaves. Ele tem vários aviões que estão no nome de laranjas. E ele rouba dinheiro público do fundo partidário alugando os próprios aviões para União Brasil, o que é ilegal.

    E aí pelo preço de mais ou menos 10 a 15 voos, ele consegue comprar um novo avião só com o lucro de 10 a 15. Você fala: “Pô, o cara tá roubando muito”. Ele disse aí a interlocutores e isso chegou na Polícia Federal. que o objetivo dele era chegar a ter 10 aviões antes de da eleição de 2026. Eles fala: “Caramba, tá, ó, tá roubando muito.

    Até o momento sabe-se que ele tem pelo menos quatro. E ele empresta ou aluga esses aviões para o PCC. Fala, hum, ele aparece em quase todas as investigações que tem ali, facções criminosas”. Aí o Bacelar, que é do partido dele, segundo a Polícia Federal, ele vazou uma operação do Comando Vermelho, eh uma operação eh da Polícia contra o Comando Vermelho.

    Essa operação prendeu o TH Joias, deputado ali, que também era muito, muito amigo do Cláudio Castro. O TH Joias, ele era tão amigo do Cláudio Castro a ponto de ir na festa de aniversário dele, de frequentar a casa do governador. Eh, se reuniam para assistir jogos do Flamengo. Aqui, ó, tem foto dos dois assistindo o jogo.

    Olha, o cara pode ser político e torcer pro mesmo time do outro. Ele agora se reunir para ver o jogo, o jogo do time de futebol, tem que ser bem amigo, tá? Uma coisa é fazer isso uma vez, só que eles fizeram isso várias vezes consecutivas. Aí você fala: “Opa, tem coisa errada aí, ó. Aqui outro outro jogo do Flamengo que os dois estavam juntos. Aqui tem na foto.

    Aí você fala: “Epa, quando o TH Joias foi preso, o que aconteceu? A polícia fez uma operação de busca apreensão na casa dele. E agora a polícia tem mensagens que mostram o seguinte, que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro era cúmplice do Tagajoias. Tagajoias que vamos lembrar lavava dinheiro para o comando vermelho, tá? lavava no passado, não lava mais porque tá preso.

    O Tagoias tá ameaçando delação. O Rodrigo Bcelar também vai ameaçar delatar e é isso que tá causando pânico, porque ele é braço direito da família Bolsonaro e do governador. Eles começaram a entrar em rota de colisão mais ou menos aí para julho, agosto desse ano. Já já eu explico aí a colisão que foi coisa do Barcelar e não do Bolsonaro e nem do Cláudio Castro.

    Aí a polícia descobriu o seguinte, que quando teve operação contra o TH Joias, o TH Joias ficou em tempo real mandando vídeos e prints das câmeras de segurança da casa dele. Aqui não dá para ver porque tá bem embaçada a foto mesmo, não é o coisa do meu celular, não. A foto, a Polícia Federal não deixou isso em resolução alta, mas isso aqui são policiais dentro da casa do TH Joias.

    Esse aqui é o sistema de câmeras da casa dele. Então, quando a polícia fez busca apreensão contra ele, ele estava acompanhando e mandando vídeos e fotos em tempo real para o bacelar. O Barcelar foi quem vazou a operação na noite anterior. E aí você fica, pô, como é que ele teve acesso à operação? Exatamente. Estranho.

    Aí o Barcelona vazou a operação para o TH Joias. E o que aconteceu? O Tagoias foi com caminhão baú na casa dele e tirou tudo que tinha na casa dele. Chegou até a mandar foto. Vou te mostrar aqui isso aqui conta do relatório da Polícia Federal. Ele mandou foto de umas carnes que na casa dele. E aí ele mandou um áudio que disse: “Ô presida, não tem como levar não, pô.

    Como é que leva? Tem como levar não, irmão? Esses filhas das pi vão roubar as carnes, hein? Ele tava preocupado aí que os policiais iam roubar as carnes da casa dele. Ele mandou ali pro amigo dele: “Olha, o cara vai roubar as carnes”. Esse é o nível aí. Aí ele foi com caminão baú, mudou tudo, ele mandava foto de tudo que tinha na casa dele, perguntando: “Olha, isso eu levo ou não levo?” E aí algumas coisas o Barcelona dizia: “Isso você leva? Pô, isso deixa, né? Pô, tá maluco, vai levar tudo também”. Aí vai, eles pensavam, pô, vai

    ficar na cara que a operação foi vazada, só que ficou na cara. Ah, eles são muito burros. A Polícia Federal, é óbvio que vai pegar as câmeras de segurança do local, vai encontra uma casa vazia. O TGJOS comprou um celular novo e deixou lá para ser aprendido. A polícia vê, pô, o cara tá, você faz uma operação e o cara tá com o celular que ele comprou ontem.

    Qual a chance do cara ter comprado o celular no mesmo dia, um dia antes da operação? Qual a chance? É muito pouca. e ele não tem o celular antigo. Uma coisa se a Polícia Federal faz operação lá contra um cara que é vibrado em celulares no dia em que lança o iPhone novo, o cara tá com o iPhone novo, ele vai ter o antigo dele ali, mas lá não, ele tava com o iPhone novo e não tinha o antigo.

    Cadê o antigo? Jogou fora. Falei: “E aí tem coisa? Aí tem.” E aí a polícia pegou e viu ali que na casa não tinha quase nada e falou: “Pô, tem coisa errada. Mexeram aqui nessa cena”. Aí pegaram as imagens e viram que um caminhão baú tava saindo da casa do tegajoias na noite anterior. A polícia conseguiu até foto do caminhão, horário, tudo mais, horário que entrou, que saiu.

    Aí ficou difícil. Aí ficou bem difícil a situação do Barcelar, porque pera aí, tem um cara que tá lavando dinheiro pro comando vermelho. Esse cara é seu aliado político do mesmo partido. Já já tem ali uma coisa, mas fala: “Pô, o cara é de um partido, o outro que faz que é do mesmo partido faz coisa errada, não quer dizer que ele tem algo a ver.

    Você não sabe tudo que fazem seus aliados todos, seus amigos todos. Você pode ser muito amigo de alguém e não saber que o cara faz coisa errada. Até aí, OK? Porém, tem uma coisa, e o cara tá fazendo coisa errada e aí você fica sabendo de uma operação da Polícia Federal contra ele, você avisa isso instrução de justiça, já tá o crime aí, motivou pra prisão preventiva.

    Aí tem o segundo, as mensagens, vamos lembrar, são poucas mensagens que a polícia tem, porque o TH Joias comprou um celular novo e destruiu o celular antigo. Então, a polícia conseguiu recuperar algumas mensagens ainda, mas são poucas. Mas nessas poucas mensagens que ele não deletou da nuvem, tem aí o ponto que é o ponto chave.

    Assim como o tenente coronel Mauro Cídio, o TH Jojas não deletou todas as mensagens. Esse pessoal é muito bom em reunir provas contra si mesmo. Aí com essas poucas mensagens dizeram: “Pô, pera aí, uma coisa você não saber que seu amigo faz coisa errada. Outra coisa é o se vazar a operação da polícia contra ele e você ainda orientá-lo sobre como se evadir ali da polícia, como despistar a polícia das provas.

    Aí tem muita coisa errada. Aí quando você lembra que ele é o deputado que é braço direito do Cláudio Castro, que o Cláudio Castro tem até secretários de governo que ajudam o comando vermelho, a fala: “Pô, é só ligar os pontos, fica muito fácil”. Então a polícia decretou aí a prisão dele. A a polícia não, o Alexandre de Moraes decretou aí a prisão dele.

    O Alexandre de Moraes é relator dessa investigação. Então se os bolsonaristas estavam com medo que o Alexandre de Moraes tinha investigações aí por golpe de estado, que iam pegar o Bolsonaro, pois bem, isso aí já é passado, o Bolsonaro já está preso, ó que coisa maravilhosa. Porém, agora vão pegar as ligações do bolsonarismo com facções criminosas.

    E agora a giripoca vai piar, porque o Alexandre de Moraes não vai recuar 1 mm em nada disso. Tem uma coisa, o Bacelar ele é deputado. Para prender um deputado de direita no Brasil é um parto. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro foi comunicada e a Assembleia Legislativa vai ter que votar se mantém a prisão dele ou não. Se não mantiver a prisão, o Alexandre de Moraes pode decretar que ele fica com tornozeleira, com um monte de coisa, etc, etc. Mas ele não fica enjaulado.

    Só que o problema é que tá todo mundo apavorado com risco de delação, porque o TH Joias, segundo o ex-governador do Rio, que é o Anthony Garotinho, que também não é Floriche, ele disse aí que as fontes dele na dentro da prisão, ele era governador, ele conhece todo mundo, eh dizem que o TH Joias está a ponto de delatar e que o TH Joia citou que ele tinha um acordo para ele ser solto no começo de dezembro, senão a fim de novembro e começo de dezembro.

    senão ele ia acabar delatando porque ele não aguenta mais ficar na prisão, porque a prisão tá sendo inferno para ele. Agora o bacelar vai preso. Então imagine você que pelo menos aí quem diz isso não sou eu, são aí eh eh polícias e ministério público, pelo menos 1/3 da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro tem alguma ligação com traficantes de drogas.

    Aí fala, é muita gente em pânico hoje, porque o presidente, o cara que veja bem, todos os deputados votam e a maioria deles votaram nesse cara para ser presidente. Se a maioria dos deputados votaram num faccionado para ser presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, você imagina quantos esses deputados não são cúmplices em algum grau dos crimes do Bcelar e quantos deputados não tm o rabo preso com o presidente da Assembleia.

    Então veja que a situação vai ficar bem difícil para esses deputados, caso ele queira abrir o bico. Só que quando tem uma delação, tem que delatar alguém que tá acima. Quem poderia estar acima do do presidente da assembleia? Eu te digo quem. E eu dou alguns nomes. Primeiro, o governador do estado, que é o Cláudio Cárselo.

    Segundo, o ex-presidente Jair Bolsonaro e seu eh eh seu filho senador da República, Flávio Bolsonaro. Terceiro, o Rueda, Antônio Rueda, que já tem ali investigações sobre facções chegando nele, que é presidente da União Brasil. Ah, vamos lembrar que quando as investigações contra o PCC chegaram no Rueda, eles tentaram aprovar na Câmara dos Deputados a PEC da bandidagem, que era um um projeto de emenda constituição.

    E vamos lembrar, a PEC não pode ser vetada pelo presidente da República, tá? Não pode. O presidente não tem poder de veto contra PEC. E esse projeto que eles queiram aprovar dava foro privilegiado especializado para presidentes de partidos para que o Rueida e o Cío Nogueira, que também foi citado ali na investigação, ficassem sem medo de serem pegos.

    O Ciro Nogueira já é senador, então ele já tem foro privilegiado. Para ele não ia mudar muito, mas para o Rueda ia mudar. Foi um projeto de lei que ia ser aprovado na Câmara dos Deputados sob medida para o Antônio Rueda, presidente do União Brasil. União Brasil, se você não lembra, é a fusão do PSL, que era o partido do Bolsonaro, com o DEM, antigo PFL, que é o partido do ACM Neto.

    Todos ali, a cúpula desses dois partidos está envolvida aí com o PCC. Mas fala que coisa, né? E o pessoal da direita, tem otário, tem trouxo que fala: “Mas eu tirei o PT” e vota nesses caras, vota literalmente nos faccionados, em quem lava o dinheiro e quem fica com o grosso do dinheiro das facções. Aí fala que coisa.

    A única coisa que o Barceles para assim pra projeção política dele é que subiu um pouquinho a cabeça dele quando ele conseguiu costurar o acordo do Bolsonaro e do Cláudio Castro para apoiá-lo lá ao governo. Ali ele sabia que o Bolsonaro Cláudio Castro iam começasse se bicar paraas vagas ao Senado e ele falou: “Mas eu tô aqui e um partido grande que é União Brasil, tô escoltado pelo Rueda, então vou fazer o que eu quero.

    ” É o que que fez o o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O Cláudio Castro viajou, ele fez uma viagem aí faz alguns meses, foi em julho. E o quando viaja o vice toma posse, só que o vice do Cláudio Castro também viajou. E aí o presidente da Assembleia Legislativa virou governador interino. Assim como se o Lula e o Alkim viajarem, o Hugo Mota vira presidente interino do Brasil.

    STF abusou de seu poder ao barrar diretor da PF escolhido por Bolsonaro? -  BBC News Brasil

    Se ele viajar, aí o Columbra presidente. Se ele viajar junto aí vira o atual presidente do STF, que é o Faquim. Aí você vê, vai mudando, tem a linha sucessória. OK. O que acontece? Os dois viajaram e o Bacelar fez o seguinte, ele demitiu um dos secretários do Cláudio Castro, que é o Washington Reis.

    Ele fala: “Pô, pera aí, imagina se o Lula vai viajar e o Alkmin também. Chega o Hugo Motto e demite o ministro do Lula. Lud voltar uma fera. Falou o quê? O meu governo não é teu. Pois bem, o Cláudio Castro voltou uma fera. Voltou uma fera, só que aí o Barcel falou: “Olha, se você recontratá-lo, esse cara é meu inimigo, se você recontratá-lo, eu vou eh colocar impeachment contra você.

    Eu tenho maioria na assembleia, porque o Bacelar tem maioria dos deputados com ele. O Cláudio Castro não tem. O Barcelar é um nível de bandido que já é bandido há muito tempo. O Cláudio Castro é bandido há pouco tempo. Aí você vê que coisa, hein? Que coisa nisso ele brigou com Cláudio Castro e a família Bolsonaro tinha que escolher um dos lados e ficou do lado do Cláudio Castro por ser do mesmo partido, não por e por ser também aliada do desse desse Washington Reace.

    Aí ficaram contra o Barcelar, porém estavam tentando refazer as pontes porque eles querem organizar a direita, a extrema direita, no Rio de Janeiro pra eleição e o Barcelona é o candidato natural ali de todos eles. Então estavam tentando refazer as pontes. Agora deu ruim que foi preso o Barcelona. Então veja que a coisa vai ficar feia, vai chegar no Cláudio Castro e na família Bolsonaro.

    Prepare-se e prepare-se aí que amanhã tem vídeo bomba aí contra o senhor Sérgio Moro. A hora do Sérgio Moro vai chegar e eu tô avisando aqui desde 2019. Eu lembro dos vídeos que eu fazia aqui. As pessoas falavam: “Não, Thago, vai dar tudo errado. O Lula tá preso. Nossa, o Bolsonaro é presidente, o Sérgio Moura é ministro da justiça.

    Vão matar o Lula na prisão, vamos fazer uma ditadura”. Eu falava: “Calma, vão acabar todos presos, tá chegando. Peça a sua inscrição no canal.

  • AQUELA CHAVE DA CRISE! LULA REVELA O JOGO SUJO DE ALCOLUMBRE NO SENADO: O MEDO DA PF EXPÕE A LUTA DE PODER!

    AQUELA CHAVE DA CRISE! LULA REVELA O JOGO SUJO DE ALCOLUMBRE NO SENADO: O MEDO DA PF EXPÕE A LUTA DE PODER!

    A Queda do Senado: Lula Expondo Alcolumbre e o Jogo de Chantagem no Congresso!

    O cenário político em Brasília nunca esteve tão tenso. Nos últimos meses, o embate entre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e o Congresso Nacional tem tomado proporções dramáticas e repletas de jogos de poder e chantagens. No centro dessa guerra política, o Senado e sua liderança, sob o comando de Davi Alcolumbre, se destacam por movimentos que não podem ser simplesmente descartados como desentendimentos institucionais. O que está em jogo, na realidade, é muito mais do que a aprovação de leis ou a agenda do país. Trata-se de interesses pessoais, favores políticos e, acima de tudo, o medo de uma possível investigação da Polícia Federal.

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    A verdadeira face dessa disputa surge quando se observa que a retaliação política, o uso da máquina legislativa como ferramenta de vingança e a proteção de interesses financeiros poderosos têm se tornado cada vez mais visíveis. O que parecia ser uma simples divergência de opiniões entre o executivo e o legislativo se transformou em um campo de batalha no qual o que está em jogo é a sobrevivência política e financeira de muitos dos envolvidos.

     

    Recentemente, o Congresso se mobilizou contra os vetos do presidente Lula, especificamente no que tange a um projeto de lei de caráter ambiental, que, na sua forma original, foi amplamente criticado por ser uma ameaça real às políticas de preservação ambiental do país. O projeto, apelidado de “PL da devastação”, foi inicialmente vetado pelo Executivo, com Lula atendendo aos apelos de organizações internacionais e da sociedade civil para impedir um retrocesso ambiental significativo. Contudo, em um movimento ousado e de claro desprezo pela questão ambiental, o Congresso conseguiu derrubar quase todos os vetos, permitindo a continuidade de um projeto que pode resultar em um desastre ecológico de grandes proporções.

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    A proposta do PL inclui, entre outros pontos, o controverso “autolicenciamento”, que dispensa grandes obras de projetos de impacto ambiental como o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), que são cruciais para prevenir danos irreparáveis à natureza. O Congresso, ao aprovar a rejeição desses vetos, está dando um sinal claro de que os interesses de grandes corporações e poderosos lobbistas, muitas vezes aliados de figuras influentes na política, são mais importantes do que a preservação do meio ambiente e o bem-estar da população brasileira. Além disso, essas ações podem resultar em tragédias ambientais semelhantes às de Mariana e Brumadinho, e ainda afastar investidores estrangeiros que buscam responsabilidades ambientais.

    Entretanto, a batalha não se limita apenas ao meio ambiente. Outro elemento crucial dessa guerra política é a tentativa de Hugo Mota, presidente da Câmara dos Deputados, de aprovar a chamada “PEC da blindagem” ou “PEC da bandidagem”. Essa proposta visa enfraquecer a autonomia da Polícia Federal e proteger políticos sob investigação judicial. O timing dessa proposta, coincidindo com um jantar de luxo em Nova York, patrocinado por um empresário investigado por fraudes fiscais, levanta sérias suspeitas sobre a verdadeira motivação de Mota. Ele estaria defendendo medidas que favorecem políticos corruptos e comprometem o combate ao crime de colarinho branco e à corrupção no país.

    As conexões políticas de Mota com interesses empresariais e suas ações em favor de interesses escusos são mais do que evidentes. Ele tem sido um defensor da proteção de políticos e empresários sob investigação, e suas ações no Congresso têm impedido a aprovação de leis que visam punir aqueles que sonegam impostos de maneira sistemática. Um dos exemplos mais claros disso é o PL do Devedor Contumaz, um projeto que luta contra a sonegação fiscal e que já está em andamento há mais de oito anos. A falta de avanço neste projeto, enquanto Mota protege aliados políticos de grandes empresas, mostra como o lobby no Congresso é forte e como os interesses pessoais de algumas figuras políticas estão, mais uma vez, prejudicando o interesse público.

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    A sombra de um escândalo financeiro de grandes proporções, envolvendo o Banco Master, também paira sobre o Congresso. O banco se tornou o centro de uma crise de confiança, com suas ligações políticas e suspeitas de financiamento ilícito. A prisão de seu dono e a possibilidade de uma delação premiada geram pânico entre muitos parlamentares, que temem que informações sobre esquemas de corrupção, fraudes e desvios possam ser reveladas. Esse medo é, sem dúvida, um dos motores dessa guerra política, e a pressa para enfraquecer a Polícia Federal e criar pautas “bomba” contra o governo está intimamente relacionada a essa ameaça.

    O senador Davi Alcolumbre, por sua vez, não está fora dessa trama. Sua insatisfação com o governo e sua tentativa de chantagem política para garantir cargos de poder mostram como o Senado tem sido usado como uma alavanca para interesses pessoais. A tentativa de Alcolumbre de garantir a presidência do Banco do Brasil e outras autarquias federais em troca da aprovação de seu aliado para o Supremo Tribunal Federal revela uma postura que coloca o poder pessoal acima do bem-estar da nação e do funcionamento saudável das instituições democráticas.

    Esses movimentos no Senado e na Câmara não são apenas sobre políticas públicas ou disputas partidárias. Eles refletem a luta por poder e recursos, onde a moralidade institucional é deixada de lado em nome de interesses pessoais e corporativos. O Congresso, em vez de ser um lugar para a construção de soluções para o Brasil, se tornou um campo de batalha onde os interesses de uma elite política e empresarial prevalecem sobre o bem-estar da população.

    O que está em jogo não é apenas o futuro ambiental do país ou a integridade das investigações da Polícia Federal, mas a própria democracia e o respeito às instituições. Em um momento em que o Brasil deveria se concentrar em resolver problemas sociais, econômicos e ambientais, o Congresso se vê enredado em disputas que mais parecem jogos de poder de figuras políticas que priorizam seus próprios interesses. Neste cenário, a população se torna, mais uma vez, refém da falta de compromisso de seus representantes, enquanto os interesses escusos de grupos poderosos continuam a dominar os corredores do poder.

    A verdade é clara: a guerra política em Brasília é real e está longe de ser resolvida. As consequências dessas disputas internas podem ser devastadoras para o futuro do Brasil, mas uma coisa é certa: o jogo de chantagem e poder está apenas começando.

  • A ESCRAVA ENCONTROU A FILHA OBESA DA SINHÁ ABANDONADA NUM TRONCO — E O MOTIVO DEIXOU TODOS EM CHOQUE

    A ESCRAVA ENCONTROU A FILHA OBESA DA SINHÁ ABANDONADA NUM TRONCO — E O MOTIVO DEIXOU TODOS EM CHOQUE

    A madrugada cobria a vila de São Francisco do Conde com seu manto escuro e silencioso. No engenho Santo Rosário, a luz fantasmagórica da lua cheia iluminava os intermináveis canaviais do Recôncavo Baiano. Joaquina, uma das escravas mais antigas da propriedade, carregava água para a senzala quando um som a fez parar. Era um choro abafado, angustiante, vindo da direção da mata fechada que cercava a plantação.

    Joaquina largou o pote no chão. O coração disparou, pois aquela angústia não era de animal, mas de gente sofrendo em segredo. Ela adentrou a plantação de cana com passos rápidos e cautelosos. O orvalho da madrugada molhava seus pés descalços enquanto ela se movia entre as plantas pontiagudas, sentindo o coração martelar de temor.

    Finalmente, após minutos que pareceram horas, ela alcançou a origem do lamento. Quando seus olhos se acostumaram com a penumbra, Joaquina sentiu as pernas fraquejarem diante da cena horrível.

    Ali estava Ritinha, a filha mais nova da sinhá Lucrécia, amarrada a um velho tronco de castigo. O tronco estava esquecido entre as canas, coberto de musgo e marcas antigas de sofrimento. A jovem tinha os pulsos feridos pelas cordas grossas, a camisola rasgada e suja de terra vermelha. Um pano imundo cobria parcialmente seu rosto, inchado de tanto chorar.

    Ritinha era uma moça de corpo robusto, que vivia reclusa na casa-grande, sempre à sombra da irmã, considerada mais bela e digna.

    Joaquina aproximou-se com mãos trêmulas e começou a soltar as amarras. “Quem fez isso com a sinhazinha? Quem teve coragem de amarrar a senhora desse jeito cruel?”, sussurrou Joaquina, com a voz embargada. Ela olhava nervosamente ao redor, trabalhando rapidamente nos nós apertados.

    Ritinha tremia tanto que mal conseguia se manter em pé quando as cordas finalmente se soltaram. Joaquina a envolveu em seus braços protetores. A jovem soluçava convulsivamente, incapaz de formar palavras.

    Finalmente, Ritinha conseguiu murmurar entre soluços: “Foi mamãe. Ela mesma me trouxe aqui.”

    “A sinhá diz que eu era uma vergonha para a família, que eu tinha que desaparecer para sempre”, continuou a moça. Joaquina sentiu um aperto no peito, assustada com tamanha desumanidade vinda da própria mãe.

    “Você vai ficar bem, minha flor”, prometeu a escrava. Mas ela precisava entender o que havia provocado aquela violência absurda.

    Ritinha hesitou longamente, buscando o chão com os olhos, lutando contra o medo de revelar seu segredo. “É que… é que eu estou esperando um filho, dona Joaquina,” disse finalmente, com a voz falhada pela vergonha.

    As palavras seguintes foram ainda mais difíceis de pronunciar, presas na garganta. “E o pai… o pai dessa criança é…”

    Um barulho vindo da casa-grande interrompeu abruptamente a confissão. Os cães de guarda começaram a latir furiosamente, quebrando o silêncio. Alguém na casa-grande havia percebido a ausência de Ritinha e dado o alarme.

    Joaquina agarrou Ritinha pelo braço e a empurrou para dentro da plantação mais densa. “Fique aqui escondida e não faça barulho nenhum, pelo amor de Deus”, ordenou em sussurro urgente. A escrava então correu de volta para a trilha principal, fingindo estar apenas cumprindo suas tarefas noturnas.

    Dentro de seu peito, uma tormenta se formava. Lucrécia, tão devota aos santos e orgulhosa de sua posição social, seria capaz de condenar a própria filha à morte por vergonha? E quem seria o pai daquela criança, que causava tanto desespero? Joaquina sentia que algo muito maior e perigoso estava escondido por trás daquela punição cruel.


    O dia seguinte amanheceu com um sol escaldante. Na Casa-Grande, o clima era sombrio e pesado. Sinhá Lucrécia mandara trancar todos os quartos e dispensara as mucamas. Ninguém entrava nem saía sem sua ordem.

    Enquanto isso, Joaquina escondia Ritinha em um pequeno casebre abandonado perto do rio, trazendo comida e roupa limpa, tudo escondido no fundo de seu balaio.

    “Ele não sabe de nada. Ele nem imagina o que está acontecendo”, dizia Ritinha entre soluços de culpa, com a mão sobre o ventre.

    “Eu vou proteger a sinhazinha com minha própria vida. Pode ter certeza disso”, prometia a escrava.

    Na Casa-Grande, o feitor Justino, brutal e sem escrúpulos, escutava a conversa alterada de sinhá Lucrécia e do Coronel Amâncio, seu marido.

    “Aquele desgraçado miserável vai pagar caro por isso. Ele seduziu minha filha inocente,” gritava Lucrécia. “A culpa não é da menina, a culpa é toda dele. E ainda por cima, um negro, um maldito escravo.”

    O Coronel, visivelmente embriagado, apenas murmurava com a voz pastosa: “Enterre isso logo e que ninguém mais fale no assunto jamais.”

    Joaquina, que havia voltado para a casa para não levantar suspeitas, escutou tudo pela janela dos fundos. Suas pernas fraquejaram quando compreendeu. Ritinha estava grávida de um escravo do engenho. Era por isso que a sinhá queria vê-la morta. Se descobrissem a identidade do pai, os senhores não hesitariam em mandá-lo ao tronco, ou pior, direto para a morte.


    Naquela mesma noite, Joaquina confrontou Ritinha com o coração apertado. “Me diga agora, menina, quem é o pai dessa criança que a senhora carrega no ventre?” perguntou com firmeza.

    Ritinha chorou copiosamente, demorou uma eternidade para responder, retorcendo as mãos de nervosismo e vergonha. Olhava para todos os lados, temendo ser ouvida através das paredes.

    Até que finalmente, ela murmurou: “Foi Pedro, o rapaz que trabalha na moenda.”

    Pedro era um jovem de olhos gentis e voz suave, filho de africanos escravizados. Apesar de toda a brutalidade que sofrera, ele tinha um coração puro.

    “Foi só uma vez lá na beira do rio, no fim da tarde. Ele me tratou com carinho”, contou Ritinha. “Ele me tratou diferente de todo mundo aqui, como se eu realmente importasse, como se eu fosse alguém especial.”

    Joaquina sentiu o mundo girar ao redor. Aquilo podia custar a vida de Pedro, a vida da criança inocente, e a vida de todos que tentassem protegê-los. A tempestade estava apenas começando.


    No domingo seguinte, durante a missa obrigatória na capela do Engenho, sinhá Lucrécia mandou chamar Pedro discretamente.

    “Você foi visto rondando a varanda da Casa-Grande várias vezes nos últimos meses. Tem algo a dizer sobre isso?”, perguntou ela, com os olhos faiscando crueldade.

    Pedro, com a cabeça respeitosamente baixa, respondeu com dignidade: “Nunca faria nada contra a sinhazinha. Posso jurar pelos santos.”

    Mas o olhar gélido de Lucrécia já era uma sentença de morte. “Levem esse insolente ao tronco imediatamente. Vamos arrancar a verdade dele na chibata!”, ordenou Lucrécia com voz estridente.

    O feitor Justino e seus capangas agarraram Pedro pelos braços e o arrastaram à força diante de todos. O chicote estalou no ar como um trovão aterrorizante, e o primeiro grito de Pedro ecoou até a mata fechada.

    O som alcançou a moita distante onde Ritinha, escondida com Joaquina, assistia à cena horrível através de uma fresta. “Pelo amor de Deus, ele vai morrer e é tudo culpa minha! Eu não posso deixar isso acontecer!”, gritava desesperada.

    Ritinha tentava correr para se entregar e salvar Pedro, mas Joaquina a segurava com toda a força. “Não, sinhazinha, se você aparecer agora, eles matam os dois sem pensar duas vezes. Espere, tenha fé”, implorava a escrava.


    Pedro já não sentia mais as costas destroçadas pelos açoites. Seus gritos haviam cessado, substituídos por gemidos baixos de agonia. Mas o que doía mais profundamente era saber que Ritinha talvez estivesse morta.

    Foi então que, como um raio, surgiu a figura dela no meio da clareira. Ritinha, suja de terra, com a barriga já visível e os cabelos desgrenhados. Ela berrava com uma força que ninguém imaginava que possuísse.

    Parem imediatamente! Foi por amor! Eu que escolhi ele!

    Todos os presentes pararam, congelados como estátuas de sal. O feitor Justino hesitou com o chicote ainda erguido no ar. O Coronel Amâncio, que observava da varanda, jogou fora o copo e desceu as escadas cambaleante, tentando compreender o escândalo.

    Sinhá Lucrécia soltou um grito agudo de desespero e correu até a filha, tentando cobri-la. “Você enlouqueceu completamente, menina! Está perdida!”

    Ritinha se desvencilhou com uma determinação feroz. Ela estava disposta a enfrentar qualquer consequência para salvar o homem que amava.

    Pedro. Ele é o pai da criança que carrego e se ele morrer aqui hoje, eu morro também,” declarou Ritinha. Sua voz ecoou por todo o engenho com clareza absoluta.

    O silêncio que se seguiu foi ensurdecedor. O Coronel, envergonhado diante dos olhares dos outros senhores, mandou soltar Pedro, mas ordenou que o levassem acorrentado ao cárcere escuro e úmido.


    Durante a noite, Joaquina entrou sorrateiramente no cárcere. Ela limpava as feridas terríveis de Pedro com água e ervas. “Por que, meu filho? Por que você não negou tudo quando teve a chance de se salvar?”, perguntou baixinho.

    Pedro olhou nos olhos dela com a serenidade surpreendente dos justos. Sua voz estava rouca, mas suas palavras saíram claras e firmes. “Porque pela primeira vez na minha vida, eu fui verdadeiramente amado. E não por uma escrava como eu, mas por uma sinhá que me viu como homem, não como animal.”

    Havia uma dignidade em suas palavras que fez Joaquina chorar silenciosamente. “Mesmo que isso me custe a vida aqui neste cárcere imundo, eu não vou negar nosso amor,” continuou Pedro.

    Na manhã seguinte, Lucrécia mandou chamar Joaquina para uma conversa particular. A sinhá estava pálida, com os olhos fundos.

    “Você sabia de tudo desde o começo, não sabia? Você ajudou a esconder minha filha de mim,” acusou com voz trêmula.

    Joaquina a sentiu firmemente. “Sabia sim, sinhá, e sei mais. Sei que essa criança pode ser a salvação desta casa amaldiçoada.”

    Lucrécia riu de forma amarga e histérica. “Salvação? Isso é uma mancha eterna!”

    Joaquina se aproximou corajosamente. “A vergonha não está no amor que eles sentem um pelo outro. A vergonha está na forma cruel como a senhora trata as pessoas que ama.”

    As palavras caíram como pedras pesadas no coração de Lucrécia.

    Naquela mesma tarde, uma carta chegou do Rio de Janeiro. O irmão de Lucrécia, um deputado imperial, enviava um aviso urgente: os abolicionistas estavam pressionando o governo por investigações rigorosas em engenhos acusados de maus-tratos. Lucrécia sentiu um frio percorrer a espinha. Se descobrissem que ela havia mandado castigar a própria filha no tronco dos escravos, o nome da família estaria destruído.


    Nesse exato momento de tensão, Ritinha convocou todos ao alpendre da Casa-Grande: senhores, feitores, escravizados e vizinhos. Diante de todos, ela fez um anúncio que ninguém jamais esqueceria.

    Pedro é o pai do meu bebê. Eu vou me casar com ele, com ou sem a bênção desta família.”

    Um burburinho imenso tomou conta do engenho. O Coronel levantou a mão para protestar, mas foi interrompido por um detalhe que ninguém ali sabia.

    Ritinha tirou do pescoço uma correntinha antiga e delicada com uma medalhinha de ouro. “Essa medalha foi dada pela minha avó africana antes de morrer,” revelou Ritinha. “Antes de ser escravizada e trazida à força para o Brasil, ela era princesa em sua terra natal.”

    Todos ficaram em silêncio absoluto, tentando processar a magnitude daquela revelação inesperada.

    “Mamãe nunca quis que eu dissesse isso para ninguém, mas corre sangue africano nas veias desta casa, desta família tão orgulhosa.”

    Todos os olhares se voltaram para Lucrécia, que ficou lívida, e abaixou a cabeça em silêncio pela primeira vez.

    A verdade libertadora era essa. O pai de Lucrécia havia engravidado uma escrava da casa há décadas atrás. Lucrécia nascera desse pecado racial que ela tentara esconder a vida toda, negando suas próprias raízes.

    Diante dessa verdade impossível de negar, não houve mais gritos, nem castigos. Pedro foi solto do cárcere imediatamente.

    Joaquina segurou a mão trêmula de Ritinha e sussurrou com lágrimas: “Agora você entende por que estava protegida? Porque essa criança que você carrega, minha filha querida, ela é esperança viva.”

    No mês seguinte, quando as feridas de Pedro estavam cicatrizadas, eles se casaram na pequena capela do engenho.

    Nascia ali uma nova era. Aos poucos, sob a pressão das novas leis e da própria consciência despertada, os castigos brutais cessaram. E quando a filha de Pedro e Ritinha nasceu meses depois, ela foi batizada com o nome significativo e poderoso de Esperança.

    Naquele lugar marcado por dor, um amor proibido, uma escrava corajosa e uma verdade esquecida foram capazes de plantar as sementes da liberdade futura.

  • Você sabia que uma prática secreta no Supremo Tribunal está causando danos irreparáveis aos americanos? Uma decisão silenciosa que pode mudar o futuro do país de uma maneira que ninguém imaginava. O que está em jogo e por que devemos estar preocupados? Descubra a verdade por trás do ‘Shadow Docket’ e como ele afeta diretamente sua vida

    Você sabia que uma prática secreta no Supremo Tribunal está causando danos irreparáveis aos americanos? Uma decisão silenciosa que pode mudar o futuro do país de uma maneira que ninguém imaginava. O que está em jogo e por que devemos estar preocupados? Descubra a verdade por trás do ‘Shadow Docket’ e como ele afeta diretamente sua vida

    A Sombra no Tribunal: Como a “Shadow Docket” da Suprema Corte Está Corroendo a Democracia Americana

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    Washington, D.C. – Imagine um sistema judicial onde decisões de vida ou morte, mudanças constitucionais profundas e o futuro de agências governamentais inteiras são decididos não em tribunais abertos, com argumentos transparentes e opiniões fundamentadas, mas nas sombras. Um lugar onde uma única ordem, sem explicação, pode reverter décadas de precedentes e dar carta branca a um presidente para agir como um rei. Bem-vindo à era da “Shadow Docket” (Pauta das Sombras) da Suprema Corte dos Estados Unidos.

    Em uma conversa reveladora e alarmante, o ex-procurador federal Glenn Kirschner e a professora de direito constitucional Kim Wehle dissecam como essa ferramenta obscura está sendo usada para causar danos irreparáveis à democracia americana e como Donald Trump está se beneficiando dela para consolidar um poder sem precedentes.

    O Que é a “Shadow Docket”?

    A “Shadow Docket” não é um termo oficial, mas sim um apelido dado por acadêmicos para descrever o uso de ordens de emergência pela Suprema Corte. Originalmente, essa ferramenta tinha um propósito nobre e restrito: lidar com situações de vida ou morte iminente, como suspender uma execução no corredor da morte para garantir que os direitos constitucionais do prisioneiro não fossem violados irreversivelmente.

    No entanto, como explica a professora Wehle, o uso dessa ferramenta sofreu uma mutação perigosa. O que antes era um mecanismo de “pausa” para evitar danos irreparáveis tornou-se um atalho para reescrever a lei sem o devido processo. “A Suprema Corte está contornando o processo deliberado e ponderado de receber petições, ouvir argumentos orais e explicar suas decisões”, alerta Wehle. Em vez disso, os juízes emitem ordens de um parágrafo, muitas vezes sem assinatura ou raciocínio jurídico, que têm o efeito de mudar fundamentalmente a política nacional.

    Shadow docket | Definition, Coining, Operation, Trump, Biden, & Examples |  Britannica

    Trump e o Cheque em Branco Judicial

    O beneficiário mais notável dessa nova abordagem é Donald Trump. Segundo Kirschner e Wehle, a atual maioria conservadora da Corte (6-3, com três juízes nomeados pelo próprio Trump) está usando a pauta das sombras para permitir que a administração Trump implemente políticas controversas e, muitas vezes, ilegais, sob a falsa premissa de “emergência”.

    Um exemplo chocante citado é o desmantelamento do Departamento de Educação. Decisões de tribunais inferiores que buscavam manter o status quo e proteger funcionários e programas vitais foram sumariamente revertidas pela Suprema Corte na pauta das sombras. O argumento? Que impedir Trump de agir imediatamente constituiria um “dano irreparável” à sua presidência.

    “Isso inverte toda a ideia de dano irreparável”, argumenta Kirschner. “Não há dano irreparável em manter o governo funcionando conforme a Constituição enquanto as questões legais são debatidas. O verdadeiro dano é permitir que Trump destrua instituições antes que a legalidade de seus atos possa ser julgada.”

    O Ataque à Quarta Emenda: Perfilamento Racial Legalizado?

    A conversa toma um rumo ainda mais sombrio ao abordar a erosão da Quarta Emenda, que protege os cidadãos contra buscas e apreensões irracionais. Kirschner aponta para uma decisão recente que, na prática, permite o perfilamento racial de latinos e hispânicos sob o pretexto de controle de imigração.

    “A Suprema Corte alterou a Quarta Emenda para adicionar uma cláusula: ‘a menos que você pareça de certa maneira, fale de certa maneira e esteja perto de trabalhadores diaristas’”, ironiza Kirschner com amargura. A decisão permite que agentes federais parem e revistem pessoas com base apenas em sua aparência, sem a “suspeita razoável” de crime exigida pela Constituição. É um sinal verde para a discriminação estatal, sancionado pela mais alta corte do país.

    Imunidade Presidencial: O Fim da República?

    Talvez o golpe mais devastador tenha vindo com a decisão de junho de 2024 no caso Trump v. United States, que concedeu aos presidentes imunidade absoluta por crimes cometidos no exercício de suas funções oficiais. “A Suprema Corte decidiu que a Constituição é inconstitucional”, cita Kirschner, ecoando o professor de Yale Akhil Reed Amar.

    Wehle concorda que essa decisão divide a história americana em “antes e depois”. Ao remover a ameaça de processo criminal, a Corte removeu o único freio real contra o abuso de poder presidencial. “Se um presidente pode cometer crimes sem supervisão do Congresso ou juízes, então ele pode fazer qualquer coisa”, diz ela. “Isso não é uma presidência; é uma monarquia.”

    O Caminho a Seguir: Educação, Coragem e Números

    Diante de um cenário tão desolador, onde o Estado de Direito parece estar desmoronando, o que pode ser feito? Wehle oferece um plano de ação em três partes:

      Educação: Entender como o sistema funciona (ou falha) é o primeiro passo para consertá-lo.

      Coragem: É preciso ter a bravura de falar a verdade, mesmo diante do medo e da intimidação.

      Números: A história mostra que a resistência civil sustentada de apenas 3,5% da população é suficiente para derrubar regimes autoritários e restaurar a democracia. Nos EUA, isso significa cerca de 11 a 12 milhões de pessoas ativamente engajadas.

    “Não estamos indefesos”, conclui Kirschner. “Se todos nós entrarmos no jogo, dobrarmos nossos esforços e inundarmos a zona com informações precisas, podemos fazer a mágica acontecer.”

    A mensagem final é clara: a democracia americana está em perigo crítico, atacada por dentro por aqueles jurados a protegê-la. Mas a salvação não virá de um único herói, político ou juiz. Ela virá de “Nós, o Povo”, armados com conhecimento, coragem e a determinação inabalável de que a lei deve se aplicar a todos, sem exceção.

  • Um bilionário visita sua mãe no hospital e descobre o impensável sobre sua noiva

    Um bilionário visita sua mãe no hospital e descobre o impensável sobre sua noiva

    Um bilionário visita sua mãe no hospital e descobre o impensável sobre sua noiva

    Bem-vindo ao canal EchO Fantaisy. Deixe um like, inscreva-se e nos diga nos comentários de qual país você está nos assistindo. Agora, vamos começar essa bela história.

    Justine Miller empurrou a porta do quarto de hospital de sua mãe e o que viu naquele instante ficaria gravado em sua memória para o resto de sua vida. Ele não deveria tê-la surpreendido. Michel estava no hospital há três dias. Pneumonia, disse o médico. Grave, mas tratável. Justine tinha ido vê-la naquela manhã, segurou sua mão e prometeu que voltaria depois das reuniões. Sua noiva, Audrey, se ofereceu para ficar com ela enquanto ele trabalhava.

    “Vai cuidar dos seus assuntos”, disse Audrey com um sorriso. “Eu fico com ela.” Justine confiava nela. Então, quando Justine terminou mais cedo e decidiu surpreendê-las com as flores favoritas de Michel, entrou no hospital com nada além de gratidão em seu coração. O ambiente estava calmo naquele fim de tarde.

    A luz do sol filtrava pelas janelas, tingindo tudo de dourado. Ele sorriu para uma enfermeira que passava, apertou um pouco mais o buquê e se dirigiu para o quarto 412. Foi então que ouviu uma luta abafada, o bip frenético de um monitor cardíaco. Seu estômago se apertou. A mão de Justine bateu na porta, empurrando-a, e o tempo se quebrou.

    Audrey estava de pé ao lado da cama de sua mãe, segurando um travesseiro com ambas as mãos, pressionando-o com força contra o rosto de Michel. Os dedos frágeis de sua mãe seguravam fracos o pulso de Audrey. Seu corpo se contorcia sob os lençóis, lutando por um ar que não conseguia.

    E o rosto de Audrey, meu Deus, seu rosto estava distorcido em algo que ele nunca tinha visto antes. Raiva, desespero, algo frio e determinado. As flores caíram no chão. “O que você está fazendo?” Sua voz rasgou a sala como um tiro. A cabeça de Audrey se virou para ele. O travesseiro caiu. O peito de Michel subiu enquanto ela lutava para respirar, com sons ásperos, desesperados e quebrados que ecoariam para sempre na mente de Justine.

    Por um segundo impossível, Justine não conseguiu se mover, não conseguiu pensar, não conseguiu conciliar a mulher com quem planejava se casar com a mulher que estava de pé sobre o corpo moribundo de sua mãe. Era Audrey, a mulher que ria de suas piadas, que o beijava para dizer boa noite, que deveria andar até ele no altar daqui a três meses. Mas a mulher que o olhava agora, com os olhos arregalados, mãos trêmulas, peito arfante, não era de jeito nenhum a mulher que ele conhecia. E naquele momento, Justine percebeu algo que mudaria tudo.

    Ele não fazia ideia de quem havia dormido ao seu lado durante todos aqueles meses. Mas antes de continuar, clique no botão de “curtir”, inscreva-se e me diga de onde você está assistindo, porque às vezes Deus nos permite ver a verdade justo a tempo, antes que seja tarde demais. As mãos de Justine ainda tremiam quando ele se lançou.

    Ele não pensou, não analisou. Seu corpo simplesmente se moveu, atravessando a sala em dois passos largos, empurrando Audrey, colocando-se entre ela e sua mãe como uma parede que ela teria que ultrapassar para terminar o que havia começado. A respiração de Michel estava irregular, seu peito subindo e descendo rápido demais, raso demais.

    As mãos de Justine encontraram seu rosto, inclinando-o suavemente em sua direção. “Mãe, mãe, olhe para mim. Respire. Só respire.” Seus olhos se abriram, piscando, confusos, aterrorizados, procurando seu rosto como se não tivesse certeza se ele era real.

    Seus lábios tremiam, tentando formar palavras, mas nada saiu, exceto sons quebrados e desesperados. O monitor cardíaco gritou. “Está tudo bem?” sussurrou Justine, alisando os cabelos prateados de sua mãe em sua testa suada. Sua voz se quebrou. “Eu estou aqui. Você está segura agora. Eu estou aqui.”

    Atrás dele, Audrey estava parada contra a parede, com o peito arfando, suas mãos ainda na posição do que ela acabara de largar. Ela os observava, Justine balançando sua mãe, os dedos de Michel segurando levemente a manga de Justine. E por um momento, ela parecia quase surpresa, como se não esperasse que ele passasse por aquela porta, como se pensasse que teria mais tempo. Justine não olhou para ela.

    Ele não podia. Se o fizesse, não sabia o que faria. A respiração de Michel começou a desacelerar. Sua pressão sobre o braço de Justine apertou um pouco mais e, quando seus olhos finalmente se concentraram em seu rosto, realmente focados, uma lágrima escorreu de seu olho. “Justine”, ela sussurrou. “Eu estou segurando você”, disse ele. “Eu estou segurando você.”

    A porta se abriu repentinamente. Duas enfermeiras correram, seus olhos vasculhando a sala, absorvendo a cena, o monitor gritando, Michel arfando, Justine curvado sobre ela, Audrey recuando para o canto. Uma enfermeira imediatamente se moveu até o lado de Michel, verificando seus sinais vitais, ajustando o oxigênio.

    A outra olhou rapidamente entre Justine e Audrey, sua expressão endurecendo. O que aconteceu aqui? A mandíbula de Justine se cerrou. Ele virou lentamente e, pela primeira vez desde que o travesseiro caiu, olhou para Audrey. Realmente, olhou para ela. Ela estava pálida, tremendo. Seus cabelos loiros perfeitos estavam bagunçados, sua blusa de grife amassada, mas foram seus olhos que o pararam de repente. Não estavam cheios de remorso.

    Não estavam cheios de horror diante do que ela quase fez. Estavam cheios de medo. Não medo de Michel, mas medo dela mesma. “Ela tentou matar minha mãe”, disse Justine, sua voz baixa e firme. “Eu entrei e ela estava segurando um travesseiro no rosto da minha mãe.” Os olhos da enfermeira se arregalaram.

    A segunda enfermeira imediatamente se dirigiu à porta, falando suavemente no rádio preso ao seu jaleco. Segurança. Ela estava chamando a segurança. A boca de Audrey se abriu. “Não, não, você não entende? Eu estava tentando ajudar ela a se sentar. Ela estava tossindo. Eu não sabia o que fazer.”

    “Você a estava sufocando.” “Não, eu vi você, Audrey.” Sua voz não aumentou. Ele não gritou, mas as palavras caíram pesadas como pedras imensas e imutáveis. O rosto de Audrey se contorceu. Ela se pressionou mais contra a parede, suas mãos levantadas como se quisesse tocá-lo, mas não ousava.

    “Por favor, por favor, me ouça. Eu ia estragar tudo.” Ela parou. A sala se fez silenciosa. Até o monitor cardíaco pareceu acalmar. Seu bip frenético diminuiu para um ritmo mais regular. À medida que o oxigênio de Michel voltava, Justine a olhou. “O que você acabou de dizer?” Os olhos de Audrey se voltaram para as enfermeiras, para a porta, depois novamente para Justine.

    Seus lábios tremeram. “Eu não queria…” “O que você acabou de dizer?” Ela balançou a cabeça, apertando seus lábios. Mas as palavras já tinham escapado e pairavam no ar entre eles como fumaça, visíveis, indiscutíveis, envenenadas. “Eu ia estragar tudo.”

    Dois seguranças apareceram na porta, suas presenças preenchendo o pequeno quarto. Um deles se aproximou, a mão descansando sem pressa em seu cinto. “Senhora, precisamos que a senhora venha conosco.” Os olhos de Audrey se fixaram em Justine, grandes e suplicantes. “Justine, Justine, não faça isso.”

    “Podemos conversar, só nós dois, por favor.” Ele não respondeu. Um dos seguranças se aproximou. “Eu te amo.” A voz de Audrey quebrou bruscamente, desesperada. “Eu fiz isso porque eu te amo. Não vê?” Justine se afastou dela. Sentou-se lentamente na cadeira ao lado da cama de sua mãe e pegou a mão de Michel nas suas.

    Ele não olhou quando levaram Audrey, não se moveu quando sua voz subiu pelos corredores, implorando, soluçando, insistindo que tudo isso não passava de um mal-entendido. Ele apenas segurou a mão de sua mãe e tentou respirar. A sala parecia agora menor. A respiração de Michel se estabilizou, mas suas mãos ainda seguravam a de Justine como se tivesse medo de soltar.

    Seus olhos ainda estavam fixos em seu rosto, sem dizer nada, apenas a olhando, se certificando de que ele era real, se certificando de que ficaria. “Eu não vou a lugar algum”, disse suavemente Justine, embora não soubesse se estava acalmando sua

    Cinco meses depois, Justine pediu Audrey em casamento. Ele estava observando o pôr do sol da varanda do seu apartamento, com a cidade brilhando sob eles, e aquele parecia ser o momento perfeito. Ele se ajoelhou e os olhos de Audrey se encheram de lágrimas. “Sim”, ela murmurou. “Sim, claro.” Uma semana depois, durante um café, Audrey trouxe à tona a questão do contrato de casamento.

    “Quero que saiba que eu te amo”, disse ela, sua mão cobrindo a dele. “Não pelo que você tem!” ela balançou a cabeça. “Eu não preciso disso. Eu confio em você.” Algo passou pelo rosto de Justine tão rapidamente que ele quase não percebeu. Uma expressão de decepção ou frustração. Mas então ela sorriu e apertou a mão dele. “Tudo bem. Se você tem certeza, eu também tenho.” Michel tinha algumas preocupações, pequenas preocupações, mas as expressou suavemente.

    “Por que tanta pressa?”, ela perguntou uma noite. “Vocês se conhecem há apenas alguns meses.” “Mãe, eu tenho 30 anos. Eu sei o que eu quero.” “Não estou dizendo que ela não seja maravilhosa, querido. Só estou dizendo para você tomar seu tempo.” Mas Justine não queria tomar seu tempo.

    Ele passou anos construindo impérios e entrando em salas vazias. Audrey fazia ele sentir que talvez pudesse ter tanto sucesso quanto alguém para compartilhar isso. Então, ele ignorou o jeito que o sorriso de Audrey às vezes ficava tenso quando Michel dava conselhos sobre casamento.

    Ele ignorou o jeito que ela chamava Michel de “mãe” um pouco rápido, um pouco impaciente demais. Ignorou os pequenos momentos em que sua máscara escorregava e algo mais frio aparecia. Ele ignorou tudo até algumas semanas atrás, quando Michel desabou. Pneumonia, disse o médico, ela precisaria ser hospitalizada, e Audrey se ofereceu para visitá-la todas as tardes enquanto Justine trabalhava.

    “Eu vou fazer companhia para ela”, disse Audrey, beijando-lhe a bochecha. “Você se concentra nas suas reuniões, eu cuido dela.” Justine ficou tão grato, achou que isso significava que ela amava a mãe dele. Ele não percebeu que ela estava apenas ganhando tempo, esperando o momento certo, planejando. A pneumonia de Michel não melhorou como o esperado.

    O que começou como uma infecção controlável se transformou em uma complicação. O nível de oxigênio dela caiu, a febre subiu. Os médicos a transferiram para a UTI e falaram, com vozes cuidadosas, sobre a recuperação que levaria mais tempo do que o previsto. Justine foi todas as noites depois do trabalho, sentando-se ao lado da cama, segurando a mão dela, falando sobre coisas sem importância, apenas para preencher o silêncio e para que ela não se sentisse sozinha. Audrey a visitava pela tarde, ou pelo menos, era isso que ela dizia.

    Três dias antes de Justine passar por aquela porta, algo aconteceu que ele só ficaria sabendo muito mais tarde. Michel estava acordada quando Audrey chegou naquela tarde. Sua respiração estava difícil, mas sua mente estava clara. Audrey puxou uma cadeira até a cama, sorriu calorosamente e perguntou como ela estava se sentindo.

    “Estou cansada”, admitiu Michel. “Mas vou ficar bem.” “Claro que vai”, disse Audrey, com a voz doce demais. “Você é forte.” Elas trocaram banalidades por alguns minutos. O tempo, as enfermeiras, o progresso da fisioterapia de Michel. Então, Michel disse algo que mudou o clima do quarto.

    “Eu estava pensando, Audrey, talvez vocês dois devessem adiar o casamento, só até eu ficar forte o suficiente para realmente estar presente.” O sorriso de Audrey congelou. “Ah, se é o que você acha que é o melhor…” Michel segurou sua mão. “Eu só quero ter certeza de que vocês dois estão certos disso.”

    “O casamento é uma coisa importante. E às vezes, quando as coisas acontecem rápido demais, é fácil deixar passar algo.” Os dedos de Audrey apertaram os de Michel. “Que tipo de coisa?” Os olhos de Michel eram suaves, mas honestos. “Percebi como vocês dois parecem estar sobre pressão. Justine trabalha tanto e você está planejando um casamento enquanto lida com tudo isso. Eu me preocupo.”

    “Vocês realmente tiveram tempo para conversar sobre as coisas difíceis? Dinheiro, família, o que ambos querem da vida.” “Nós conversamos sobre isso”, disse Audrey suavemente. “Eu sei que conversaram, querida. Eu não duvido disso.” Michel fez uma pausa, escolhendo suas palavras com cuidado. “Justine tem um grande coração. Ele sempre se deixa guiar por ele. Isso sempre foi lindo.”

    “Mas às vezes isso o torna vulnerável. Eu só quero garantir que ele veja claramente, que vocês dois vejam claramente.” Audrey retirou lentamente sua mão. “Você não acha que eu sou a pessoa certa para ele?” “Não foi isso que eu disse.” “Mas é isso que você quer dizer.” Michel suspirou, sua respiração ligeiramente sibilante. “Eu acho você adorável.”

    “Sinceramente, mas eu também vi meu filho se apaixonar antes e isso parece diferente, mais rápido, e não consigo me livrar da sensação de que algo não está certo.” Audrey se levantou, sua bolsa apertada nas mãos, suas articulações brancas. “Eu preciso ir”, ela disse, com a voz tensa. “Deixar você descansar.” Michel assentiu, seus olhos tristes, mas inabaláveis. “Eu não estou tentando te machucar, Audrey. Eu estou tentando protegê-lo, protegê-lo de se apressar em algo que ele não está pronto para.”

    Audrey saiu sem dizer mais nada, e Michel ficou deitado naquela cama de hospital, olhando para o teto, se perguntando se ela acabara de cometer um erro terrível.

    O que Michel não sabia, o que ninguém sabia, é que o apartamento de Audrey estava afogado em dívidas, com cartões de crédito escondidos nas gavetas, avisos de cobrança enfurnados nas caixas de sapato, avisos de despejo colados na porta quando ninguém estava olhando.

    Seu negócio de organização de eventos faliu seis meses atrás, mas ela continuava aparecendo com roupas de grife e maquiagem cara, sorrindo como se estivesse tudo bem. Porque se as pessoas soubessem que ela estava quebrada, elas parariam de levá-la a sério. Se Justine soubesse, ele a veria de outra maneira.

    E Michel, com sua voz suave e suas observações cautelosas, estava prestes a dizer para ela desacelerar, esperar, reconsiderar. Se ele ouvisse a mãe dele, Audrey perderia tudo – o noivado, a segurança, a vida que ela passou meses construindo cuidadosamente. Então, quando Audrey veio no dia seguinte e Michel mencionou querer falar com Justine sobre o cronograma do casamento, algo quebrou em Audrey.

    “O que você vai dizer para ele?” Audrey perguntou, com a voz tensa. Michel sorriu suavemente. “Só que talvez vocês dois deviam esperar um pouco mais. Esperar que eu melhore. Se certificar de que vocês estão prontos.” O coração de Audrey batia acelerado. “E se ele concordar, então vocês terão mais tempo para construir algo real.” Mas Audrey não queria mais tempo.

    Ela precisava que isso acontecesse agora, antes que os credores chegassem, antes que Justine visse a verdade nela, antes que sua mãe a convencesse de que ela não era boa o suficiente. E ao sair do hospital naquela noite, caminhando pelo estacionamento sob um céu tingido de rosa e dourado, Audrey tomou uma decisão.

    Michel era o problema, e problemas podiam ser resolvidos. Quando os detetives chegaram, Michel já dormia de novo. Eles eram diferentes dos primeiros policiais, mais velhos, mais silenciosos, com os olhos que já tinham visto demais. Pediram para Justine se afastar da sua mãe no corredor, e ele seguiu a contragosto, olhando para trás para garantir que ela ainda estava respirando.

    Mais adiante no corredor, Audrey estava sentada em uma pequena sala de espera, sob a vigilância de um segurança. Sua maquiagem estava borrada. Suas mãos estavam algemadas à frente dela, e quando viu Justine sair do quarto, seu rosto se partiu.

    “Justine, por favor?” “Não”, disse ele, sua voz fria, mais rápida do que ele jamais a ouvira. A detetive, uma mulher com cabelos grisalhos e um anel no dedo, fez um gesto para um canto mais tranquilo.

    “Sr. Miller, pode me contar o que você testemunhou?” Justine contou, cada detalhe. O travesseiro, as mãos de sua mãe, o rosto de Audrey.

    “E o que ela disse quando você a confrontou?” Justine hesitou, as palavras ainda ressoando em sua cabeça. “Ela disse que minha mãe ia arruinar tudo.” A caneta da detetive parou.

    “Arruinar o quê?” “Eu não sei, ela não conseguiu terminar.” Mas mesmo ao dizer isso, as peças começaram a se encaixar. Pequenas coisas que ele tinha ignorado. A forma como o sorriso de Audrey nunca chegava realmente aos seus olhos quando Michel dava conselhos sobre casamento. A rapidez com que ela insistia em um casamento no outono, a sugestão