Blog

  • VÃO ACABAR PRIVILÉGIOS DE BOLSONARO! FILHOS CH0RÕES DO B0Z0 CONTRASTAM COM MICHELLE LEVE E FELIZ!

    VÃO ACABAR PRIVILÉGIOS DE BOLSONARO! FILHOS CH0RÕES DO B0Z0 CONTRASTAM COM MICHELLE LEVE E FELIZ!

    O cenário político brasileiro é palco de um drama familiar e judicial que está cativando a atenção da nação. No centro da disputa, a ex-Primeira Dama, Michelle Bolsonaro, parece ter conquistado uma vantagem inicial sobre os filhos mais vocais do ex-presidente, Jair Bolsonaro. Enquanto Michelle mantém uma postura publicamente serena e assertiva, os bastidores da política fervem com a notícia de que a defesa do ex-presidente recorre de uma sentença final, e que um movimento crucial busca, de forma definitiva, suspender todos os privilégios que ele ainda desfruta enquanto cumpre sua pena. A ansiedade por novos capítulos dessa saga é palpável.

    Esta não é apenas uma notícia sobre disputas internas ou recursos protelatórios; é um sinal claro de uma mudança no panorama jurídico e de uma nova era de responsabilidade na República Brasileira. A situação do ex-presidente, agora preso, contrasta drasticamente com a imagem de força e invencibilidade que sua família e apoiadores tentaram projetar no passado. A narrativa atual é de lamento e busca por misericórdia, algo que o próprio clã parece ter negado a milhares de brasileiros em momentos críticos.


    O Contraste entre Lamento e a Memória da Pandemia

    A família e os defensores do ex-presidente têm veiculado publicamente a imagem de um homem em sofrimento, com a saúde debilitada, clamando por prisão domiciliar. Essa súbita busca por compaixão e tratamento diferenciado ressoa de forma estridente com as ações e a postura que o ex-presidente e seu grupo adotaram durante a crise sanitária global da COVID-19.

    O público lembra-se bem da insensibilidade demonstrada no período mais agudo da pandemia: a promoção de medicamentos sem eficácia comprovada, a simulação de falta de ar (posteriormente descontextualizada como crítica ao ex-Ministro da Saúde, mas que à época foi percebida como deboche), e a falta de empatia pelas vítimas e seus familiares. A ausência de compaixão para com os pacientes e os parentes enlutados — mais de 700 mil no total, segundo os números oficiais— agora retorna como um bumerangue. A mensagem é clara: o sistema prisional não é um salão de festas ou uma área VIP de aeroporto; é um local com regras e limites a serem seguidos por todos, inclusive por ex-chefes de Estado.


    Manobras Legais e a Busca por Tempo Político

    A defesa do ex-presidente acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) com um novo recurso — os chamados embargos infringentes — mesmo após a Corte ter declarado a sentença como transitada em julgado, ou seja, sem mais possibilidade de recurso na instância máxima. O recurso alega tecnicalidades jurídicas, referindo-se a votos não unânimes, na tentativa de ganhar tempo.

    Família Bolsonaro nunca apresentou projetos de combate à corrupção - Época

    A explicação básica e acessível para a ineficácia desse recurso é a de que o processo já foi concluído. A condenação de 27 anos e 3 meses permanece. A entrada desses embargos é vista por analistas como um mero fato político, uma tática para manter o eleitorado mais engajado e a base militante mobilizada. O discurso de que o STF seria “arbitrário” ou estaria “perseguindo” o ex-presidente, cessando seu direito de defesa, é reavivado, ignorando o fato de que ele teve anos para apresentar sua defesa. O resultado prático no processo, no entanto, é absolutamente nulo. A fase de recursos acabou, e agora a prioridade é o cumprimento da pena.


    O Corte dos Privilégios: Uma Questão de Justiça e Economia

    Um dos desenvolvimentos mais significativos é o pedido formal para a suspensão imediata de todos os privilégios concedidos ao ex-presidente enquanto ele estiver detido. Estima-se que esses benefícios custem aos cofres públicos quase R$ 2 milhões de reais anualmente, cobrindo despesas com assessores, veículos e viagens.

    A solicitação se baseia no princípio de que quem atentou contra a democracia brasileira não deve receber qualquer benefício financeiro ou logístico custeado pelo dinheiro público. O único “benefício”, segundo a visão crítica, deveria ser o cumprimento da pena imposta pela Justiça. Se um cidadão comum perde seus direitos e privilégios ao ser preso, o mesmo rigor deve se aplicar a um ex-agente público, reforçando a ideia de que todos são iguais perante a lei. Compartilhar essa informação é fundamental para que o público se conscientize sobre o uso indevido de recursos públicos por indivíduos já condenados por crimes graves.


    A Dureza da “Lei do Retorno”

    A prisão e o consequente lamento da família Bolsonaro evocam a reflexão sobre a chamada “Lei do Retorno”. A crueldade política, que marcou a trajetória do grupo, está voltando. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, por exemplo, fez um comentário severo na época da prisão do ex-presidente Lula, afirmando que ele era um “preso comum e deveria estar em um presídio comum.” O ciclo se fecha de forma irônica: o ex-presidente Bolsonaro é, de fato, um preso comum, e muitos defendem que ele pague por seus crimes sem tratamento especial.

    A memória da crueldade vai além. A base bolsonarista é acusada de ter explorado a morte do neto do ex-presidente Lula para fins políticos, pisando na dor de uma criança falecida. A esquerda, ao reagir à prisão do ex-presidente, não celebra a morte, mas sim a responsabilização pelos crimes cometidos. A lição de que não se deve clamar por respeito e compaixão quando se pisa na dor alheia é um dos pontos centrais da reflexão política atual.

    Em um tom mais leve, mas ainda irônico, a mesma fonte que critica o clã Bolsonaro fez um pedido de desculpas público a “jumentos, cavalos, éguas, pôneis e burros” por tê-los comparado ao ex-presidente, em uma crítica à inteligência de seus atos. O momento, embora com toques de humor ácido, serve para reiterar o repúdio à postura política do grupo.


    O Rastro dos Escândalos e a Luta Contra a Corrupção

    A condenação do ex-presidente e a perseguição judicial a seus aliados servem como um lembrete vívido da densa teia de escândalos e irregularidades que marcaram seu período no poder. A lista de suspeitas e fatos investigados é extensa e perturbadora:

    Rachadinhas: O esquema de devolução de parte dos salários de assessores, notavelmente o caso envolvendo o ex-assessor Fabrício Queiroz, que depositou valores atípicos em cheques nominais para Michelle Bolsonaro.

    Fraudes em Órgãos Públicos: Escândalos de corrupção no INSS (fraudes em 2021), desvios de dinheiro em empresas privadas (Ultrafarma, Fest Shop) e o caso do Banco Master, que tentou ser socorrido por agentes políticos.

    Conexões Perigosas: O relacionamento com milicianos, como o notório Adriano Nóbrega, que foi condecorado pelo filho Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro e depois morto em confronto com a polícia.

    Corrupção na Crise Sanitária: Suspeitas de propina na compra de vacinas durante a pandemia.

    Joias e Abuso de Poder: O escândalo das joias recebidas como presente e vendidas nos Estados Unidos, com o envolvimento de militares de alta patente, que foram desmascarados por um reflexo acidental em uma foto.

    Interferência na Polícia Federal: A tentativa de trocar a direção da Polícia Federal para proteger seus filhos de investigações, o que levou ao rompimento com o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro.

    Todos esses fatos, alguns já comprovados e outros sob investigação, reforçam a necessidade de que a Justiça atue com implacabilidade.


    O Início de uma Nova República e a Defesa da PF

    O 25 de novembro de 2025 é sugerido como uma data simbólica para uma Nova Proclamação da República, uma república cidadã onde todos são iguais perante a lei e respondem por seus crimes. A história do Brasil, desde 1889, é marcada por uma sucessão de golpes e pronunciamentos militares, com um ponto em comum até então: a impunidade. A Lei da Anistia de 1979 blindou criminosos da ditadura militar, mas agora, o cenário é de responsabilidade para com golpistas e criminosos de colarinho branco.

    No contexto atual, a Polícia Federal (PF) e o governo têm intensificado o combate ao crime organizado e à corrupção, que estavam ligados a grupos de alta periculosidade, como os envolvidos na lavagem de dinheiro para facções criminosas. No entanto, o Centrão e o bolsonarismo têm feito movimentos no Senado para desmantelar o poder da PF, propondo alterações no chamado PL antifacção com o objetivo de retirar atribuições da Polícia e do governo no combate ao crime. O público é convocado a defender a manutenção dos poderes da PF para que as investigações de corrupção e crimes de grande porte prossigam sem interferências políticas.


    O Cerco Judicial se Fecha Sobre os Aliados

    A demonstração mais recente e contundente do cerco judicial é a operação de busca e apreensão da Polícia Federal contra três deputados bolsonaristas: Bia Kicis, Paulo Bilinski e Alexandre Ramagem. A operação visa desmantelar uma suposta organização criminosa que utilizava ataques de hackers para perseguir adversários políticos e membros da sociedade civil. A possibilidade de cassação de mandato e prisão para esses deputados é real.

    Paralelamente, a CPMI do INSS tem revelado a tentativa clara do relator de alinhar-se ao bolsonarismo, desviando perguntas e tentando apagar da história as fraudes ocorridas em 2021, durante o governo anterior. Contudo, depoentes têm resistido à pressão, confirmando as datas e a responsabilidade da época.

    Outro aliado, o deputado Nicolas Ferreira, tem sido alvo de críticas por hipocrisia, em um momento em que tenta melhorar sua imagem pública ao auxiliar ONGs — algo que contradiz a postura anterior de seu grupo político, que atacava essas organizações e defendia o mínimo de auxílio estatal. Ele também é criticado por ter se posicionado a favor da intervenção estrangeira e por ter votado contra a isenção de impostos em itens essenciais como a cesta básica e medicamentos.

    Em suma, a família política está em convulsão. Os privilégios de milhões de reais estão prestes a terminar. O sistema de justiça, que durante décadas foi criticado por sua lentidão e seletividade, parece agora estar operando em um novo ritmo, no qual a responsabilidade é a nova palavra de ordem. O destino do ex-presidente está selado por sua condenação, e o futuro de seus aliados está incerto diante das investigações em curso. A “Lei do Retorno” está em pleno vigor, e a nação observa, atenta, este momento de virada histórica.

  • GILMAR MENDES AJUDA LULA A ESMAGAR O CENTRÃO! PROVA DE CRlME BILIONÁRIO DE ZEMA E BOLSONARO APARECE

    GILMAR MENDES AJUDA LULA A ESMAGAR O CENTRÃO! PROVA DE CRlME BILIONÁRIO DE ZEMA E BOLSONARO APARECE

    A política brasileira tem testemunhado uma semana de intensa articulação e reviravoltas no mais alto escalão dos Poderes da República. Longe dos holofotes e dos discursos públicos mais estridentes, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstra um poder de articulação que tem deixado a oposição, e até mesmo aliados de ocasião, em estado de alerta. Os movimentos recentes não apenas garantem a estabilidade da governabilidade, mas também expõem esquemas financeiros de grande porte que agora são alvo de investigação no Congresso Nacional, envolvendo diretamente figuras proeminentes da direita e do empresariado.

    O cenário atual se divide em dois grandes fronts: o tenso embate pela indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF) e a chegada da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS a um governador de estado, revelando detalhes de uma operação financeira de R$ 7 bilhões que beneficiou bancos específicos durante o período eleitoral de 2022.

    A MESTRIA POLÍTICA E A VAGA DO STF

    A crise política mais recente eclodiu com a indicação de Jorge Messias para a vaga de ministro do STF. A escolha presidencial, embora legítima e dentro das prerrogativas do chefe do Executivo, gerou grande insatisfação no Congresso, em particular no presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    Ex-aliado de Bolsonaro, Alcolumbre apoiou Lula para indicar no governo

    Alcolumbre, que mantém laços de proximidade com o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e, segundo fontes, desejava a indicação de Pacheco para a Corte, expressou publicamente seu descontentamento. O cerne da crítica, contudo, não se resumia apenas ao nome escolhido, mas à forma como o processo foi conduzido, sem a devida consulta prévia aos líderes do Senado. Alcolumbre agiu como se o Presidente da República precisasse de sua autorização ou de um pedido formal para exercer uma prerrogativa constitucional.

    O embate escalou rapidamente. O governo, através da Ministra da Articulação, reafirmou a preferência pelo apaziguamento, mas deixou claro que não recuaria. A mensagem era nítida: a indicação foi feita, cabe ao Senado cumprir seu papel, que é a sabatina e a avaliação do notório saber jurídico do indicado.

    A resposta de Lula veio em um movimento de xadrez de alta complexidade. Alcolumbre, irritado, tentou marcar a sabatina de Messias para o início de dezembro, forçando a situação. Contudo, ele foi obrigado a recuar e desmarcar a sessão porque o Presidente, utilizando-se de sua prerrogativa, ainda não havia enviado a notificação oficial, a ‘carta’ de indicação, ao Senado.

    Essa manobra foi interpretada como um teste de paciência e poder por parte do Planalto. O adiamento forçado da sabatina representou um revés público para Alcolumbre, que reagiu ameaçando postergar a deliberação sobre o nome de Messias para depois da eleição presidencial de 2026, com o objetivo de deixar a decisão nas mãos do próximo presidente do Senado, a ser eleito em 2027. A ameaça implicaria manter o STF com uma cadeira vaga, uma situação de grave instabilidade institucional.

    A INTERVENÇÃO DE GILMAR MENDES QUE BLINDOU O STF

    O cenário de conflito se transformou radicalmente com a intervenção inesperada de um dos ministros mais antigos do Supremo, Gilmar Mendes. Em uma decisão monocrática, no âmbito de um recurso que questionava a lei de 1950 sobre o impeachment de ministros do STF, Mendes alterou o entendimento da norma de maneira que elevou a proteção da Corte contra investidas políticas do Congresso e da oposição.

    As mudanças são profundas e têm impacto imediato na correlação de forças em Brasília. Primeiramente, Gilmar Mendes estabeleceu que apenas o Procurador-Geral da República (PGR) pode dar início a um pedido de impeachment de um ministro. A medida retira essa possibilidade das mãos de cidadãos ou de políticos avulsos, centralizando o filtro da acusação.

    Em segundo lugar, e ainda mais significativo, a decisão alterou o quórum de aprovação no Senado. Anteriormente, bastava uma maioria simples para iniciar o processo; agora, o entendimento exige uma maioria qualificada de dois terços dos senadores, ou seja, 49 votos. Esse aumento de oito votos, de 41 para 49, torna a remoção de um ministro do STF uma missão praticamente impossível para a oposição.

    Por fim, o ministro enfatizou que os pedidos de impeachment devem ser baseados em crimes provados e não podem ser utilizados como ferramenta de retaliação política contra decisões judiciais que desagradem a parlamentares.

    A reação de Davi Alcolumbre foi imediata, questionando publicamente a validade das decisões monocráticas que suspendem leis votadas e sancionadas pelo Legislativo, defendendo que a constitucionalidade deve ser declarada pelo colegiado da Corte. Em resposta, o Congresso pautou rapidamente um projeto de lei que exige que decisões monocráticas sobre leis sejam imediatamente levadas ao plenário do STF.

    Contudo, a manobra, embora pareça uma vitória da oposição, é vista por analistas como inócua. É provável que o Plenário referende a decisão de Gilmar Mendes, garantindo o entendimento. O único caminho de recurso para Alcolumbre, que não é parte no processo, seria abrir uma nova ação, que poderia levar anos para ser julgada.

    Nesse contexto, o papel de Jorge Messias, o indicado boicotado, ganha contornos de heroísmo. Sua Advocacia-Geral da União (AGU) buscou negociar com Gilmar Mendes um meio-termo, pedindo que ele reconsiderasse a regra que restringe o pedido de impeachment apenas ao PGR. Messias, ao se colocar como mediador entre a Corte e o Congresso, ganha capital político e moral entre os senadores, que agora o veem como um negociador habilidoso, facilitando sua aprovação futura.

    O ESCÂNDALO DOS R$ 7 BILHÕES E A CPMI

    Em paralelo à disputa no Judiciário, uma bomba de teor financeiro e eleitoral explode no Congresso. A CPMI do INSS, que vinha investigando irregularidades nos auxílios e benefícios, atingiu um novo patamar ao convocar o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo/PL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro. O governador deverá depor sobre um esquema de empréstimos consignados (com desconto em folha) para beneficiários do Auxílio Brasil, que teria movimentado cerca de R$ 7 bilhões em condições questionáveis.

    Novo faz concessões, e Zema indica que fica no partido

    O esquema em questão remonta ao período eleitoral de 2022. Entre o primeiro e o segundo turno, o governo Bolsonaro liberou a modalidade de empréstimo consignado para aqueles que recebiam o Auxílio Brasil. A iniciativa permitiu que bancos oferecessem crédito rápido – muitas vezes via Pix, com juros altíssimos – a uma população de baixa renda, que não tinha acesso a outros tipos de crédito.

    O risco para os bancos era praticamente zero, pois o valor do empréstimo era descontado diretamente do benefício social, impossibilitando a inadimplência. A CGU (Controladoria-Geral da União) descobriu que 93% dos R$ 7 bilhões concedidos foram liberados precisamente neste período de dois turnos, sugerindo uma forte motivação eleitoral por trás da medida.

    O problema central reside na seletividade. Apenas 11 bancos privados, além da Caixa Econômica Federal, tiveram o privilégio de realizar essa operação. Caso a concorrência fosse livre e abrangente, o mercado forçaria a queda das taxas de juros, beneficiando o consumidor. A escolha a dedo dos participantes é o que levanta a suspeita de favorecimento e crime financeiro.

    ZEMA FINANCEIRA NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

    O governador Romeu Zema está no centro do caso porque seu grupo familiar controla a Zema Financeira, um dos bancos que participou ativamente da operação e obteve lucros massivos.

    Zema tentou inicialmente se desvincular da convocação, alegando não fazer mais parte da administração do banco. No entanto, o governador mantém 16% das ações da instituição. Mais de 49% do capital social do banco pertence a ele e a seus dois irmãos, e o controle majoritário, de 50.1%, está nas mãos de seu pai. É, inegavelmente, um negócio de controle familiar direto.

    A Zema Financeira, segundo as investigações, foi uma das instituições que mais lucrou com o esquema, dada a alta rentabilidade e a certeza do recebimento. Estimativas indicam que, com uma margem de lucro conservadora, a fatia pessoal do governador Zema pode ter rendido centenas de milhões de reais com essa operação única.

    O caso se agrava com as denúncias de práticas predatórias. O banco do grupo Zema foi o que registrou o maior número de reclamações sobre concessão de empréstimos consignados sem o consentimento dos beneficiários. Em muitos casos, o dinheiro era depositado via Pix na conta da pessoa, e os débitos mensais começavam imediatamente, sem que o beneficiário tivesse solicitado formalmente o crédito. Essa prática configura uma agressão direta à dignidade dos mais vulneráveis, transformando um auxílio social em ferramenta de lucro garantido para um grupo seleto de instituições financeiras.

    CONCLUSÃO: A OPOSIÇÃO ENCURRALADA

    O cenário político nacional se desenha com o governo Lula demonstrando articulação e capacidade de resposta aos ataques institucionais, especialmente após a manobra de Gilmar Mendes no STF, que desarmou uma das principais ameaças da oposição: o uso do impeachment como arma política.

    Simultaneamente, a CPMI do INSS avança como um trator sobre as estruturas de poder dos aliados do ex-presidente, expondo a fragilidade de figuras públicas em face de escândalos financeiros bilionários. A convocação de Romeu Zema e a revelação dos detalhes do esquema do consignado do Auxílio Brasil colocam a direita brasileira em uma posição defensiva, forçada a lidar com acusações de favorecimento e práticas predatórias contra a população de baixa renda.

    As próximas semanas serão decisivas. A sabatina de Messias e o depoimento de Zema na CPMI determinarão a estabilidade dos Poderes e a credibilidade dos líderes políticos envolvidos, prometendo um período de intensas turbulências em Brasília.

  • SELENA GOMEZ E BENNY BLANCO: CASAMENTO EM CRISE? O DRAMA POR TRÁS DOS VÍDEOS VIRAIS E OS RUMORES CHOCANTES DE HOLLYWOOD

    SELENA GOMEZ E BENNY BLANCO: CASAMENTO EM CRISE? O DRAMA POR TRÁS DOS VÍDEOS VIRAIS E OS RUMORES CHOCANTES DE HOLLYWOOD

    A vida de celebridade, especialmente para aquelas que viveram um romance sob os holofotes do mundo, como Selena Gomez, é uma montanha-russa constante. Desde o início de seu relacionamento com o produtor musical Benny Blanco, o casal enfrentou um ceticismo fervoroso da internet, não apenas devido ao histórico de Benny com o ex-namorado de Selena, Justin Bieber, mas também pelas recorrentes percepções de que o produtor parecia menosprezar a artista publicamente.

    No entanto, o que era apenas ranço (ressentimento) de fãs se intensificou dramaticamente após um evento público, lançando o que muitos agora chamam de uma “suposta crise” no casamento. O cenário? Um jogo de basquete dos Lakers. O resultado? Um vídeo que viralizou e reacendeu o debate: o produtor estaria tratando Selena Gomez com frieza, repetindo, ironicamente, o tipo de comportamento pelo qual Justin Bieber e Hailey Bieber foram criticados no passado?

    O drama é real e a internet não perdoa. Para entendermos a profundidade desta crise, é preciso mergulhar no momento viral, nas antigas polêmicas de Benny e, é claro, nos blind items (rumores anônimos) que estão circulando com força total, envolvendo até mesmo o nome de Justin Bieber no dia mais importante de Selena.


    O JOGO DOS LAKERS: A LINGUAGEM CORPORAL QUE VIRALIZOU

    A faísca que incendiou a internet veio de um evento comum para celebridades: um jogo de basquete, com o casal sentado na courtside (a primeira fila próxima à quadra). Em meio a vídeos e flagras, a percepção do público foi instantânea e unânime: Benny Blanco parecia “frio” e desinteressado.

    O momento mais comentado e compartilhado mostrava Selena Gomez tentando interagir, buscar a mão do marido ou se inclinar para um carinho, e ele parecia distante, por vezes até se afastando sutilmente. Os fãs notaram a diferença de postura e a falta de química física em um momento de lazer. Um usuário resumiu a indignação: “Se fosse Justin com Hailey, haveria um compilado de ódios instantâneo. Agora a galera também vai se pronunciar, porque não é diferente.”

    A cobrança é implacável. Para o público, se o hate (ódio) foi direcionado a Justin por momentos similares, a mesma régua deveria ser usada para Benny. O produtor, que já era alvo de críticas por sua aparência e por já ter se posicionado contra Selena no passado, agora é visto como o novo vilão na montanha-russa de vida do “quarteto” (Selena, Benny, Justin e Hailey). A baixa da vez, sem dúvida, é do casal recém-casado.

    O Efeito Roleta-Russa: Selena e Benny em Baixa, Hailey e Justin em Alta

    É impressionante como o karma e o ciclo de popularidade se movem rapidamente no mundo das celebridades. Há poucas semanas, Justin e Hailey estavam em baixa, enfrentando críticas por supostos desentendimentos ou por Justin não ter demonstrado o carinho esperado em público. Agora, a roda-gigante girou. Justin e Hailey estão em alta, com lives no Twitch mostrando a química e a felicidade do casal, especialmente quando cantam juntos.

    A ironia do destino é que, enquanto o público aclama a felicidade de Justin, Selena e Benny estão no centro de uma baixa. A internet, que é rápida em chutar e aclamar, parece agora estar chacoteando (tirando sarro de) Selena por ter defendido tanto Benny no início do relacionamento, quando ele era amplamente criticado. O relacionamento, que começou com a Selena Gomes brigando com todo mundo no Twitter e Instagram para defender o noivo, agora está sob o peso das mesmas críticas que ela ignorou.


    O VIES DA DIMINUIÇÃO: POR QUE BENNY BLANCO IRRITA TANTO A INTERNET

    Desde o início, o relacionamento foi visto por muitos como “complicado”. Benny Blanco, um produtor de sucesso, mas com uma fama mais de bastidor, parecia, na visão dos fãs, “claramente inferior à mulher, tanto em dinheiro quanto em beleza.” Essa percepção gerou a teoria de que, para se sentir mais seguro ao lado de uma estrela global como Selena, ele tentaria “colocá-la um pouco para baixo” em suas narrativas públicas.

    Selena Gomez thấy lẻ loi suốt nhiều năm cho đến khi yêu Benny Blanco

    O principal argumento da internet reside nas histórias que Benny repete constantemente em entrevistas. Os fãs já fizeram compilados de momentos onde o produtor insiste em afirmar que Selena:

      Disse “Eu te amo” primeiro.

      Pediu ele em namoro/casamento.

      Ficava esperando no carro na frente da casa dele por 20 ou 30 minutos antes do horário marcado para o encontro, sem perceber que as câmeras dele a viam.

    A repetição dessas histórias, embora possa ser inofensiva e apenas uma forma de Benny expressar como ficou surpreso por ter conquistado a “mulher dos sonhos,” é interpretada pela internet como uma tentativa de diminuir Selena, fazendo-a parecer desesperada ou mais interessada na relação do que ele.

    Como foi debatido, enquanto contar histórias pessoais é comum para criadores de conteúdo e artistas em entrevistas, o fato de Benny sempre usar Selena Gomez, a pessoa mais famosa e aclamada do casal, “nesse viés de tipo diminuí-la de alguma forma” é o que gera a ofensa. Se a crítica fosse direcionada a um criador anônimo, seria minimizada. Mas sendo Benny e Selena, os comentários de “menosprezo” são multiplicados por “um trilhão.”

    A Sombra de Justin Bieber: De Amigo a Semelhante

    A situação é ainda mais complexa pelo histórico de Benny Blanco. Ele e Justin Bieber eram grandes amigos e colaboradores, inclusive produzindo uma das músicas mais pessoais de Justin, “Lonely,” onde o cantor desabafa sobre sua vida. Benny, inclusive, chegou a promover singles de Justin usando termos considerados ofensivos a Selena na época.

    O irônico é que Benny, que tinha essa relação próxima com Justin, agora é o alvo de acusações que ecoam as antigas críticas ao astro pop. O público, que passou anos acusando Justin de desrespeitar Hailey (embora os vídeos virais fossem muitas vezes fora de contexto), agora aplica a mesma vigilância e rate a Benny, provando que, em Hollywood, o passado e as alianças são sempre lembrados.


    OS BLIND ITEMS: RUMORES DE CASAMENTO ABERTO E PRESENTE CHOCANTE

    Como se a crise pública de linguagem corporal não fosse suficiente, os sites de rumores anônimos (blind items) estão lançando bombas que, se verdadeiras, implodiriam a imagem do casal.

    O Rumor do “Casamento Aberto”

    Um dos blinds que mais ganhou tração afirma que Benny Blanco estaria comentando com pessoas próximas sobre ter um “casamento aberto” com Selena Gomez. Os rumores de crise não são novos; o produtor já havia sido acusado de traição no passado, quando foi visto almoçando com uma amiga da cantora.

    Apesar de a veracidade dos blind items ser sempre questionável, a internet, que viu alguns desses rumores se confirmarem ao longo da história, está disposta a dar crédito à informação. A ideia de que Benny estaria buscando mais liberdade em seu relacionamento, logo após o casamento, só intensifica a narrativa de que ele não está tão interessado ou não é tão “apaixonado” quanto Selena.

    O Presente Chocante de Justin Bieber

    O ápice da teoria da conspiração e da falta de noção veio de um blind que alega que Justin Bieber estava planejando enviar um presente para Selena Gomez no dia do casamento dela.

    Essa atitude seria vista como um ato de extremo desrespeito a Hailey Bieber, configurando uma “traição” emocional. Em um dia que deveria ser a celebração da nova vida de Selena, a intervenção do ex-namorado seria uma tentativa de chamar a atenção e garantir que ele não passasse despercebido. Embora os anfitriões do vídeo se mostrem céticos sobre a veracidade desse rumor, classificando-o como “sem noção” e “arrasar muita carreira à toa,” o fato de ter circulado mostra o nível de obsessão e drama que ainda cerca o trio.


    O VEREDITO DA INTERNET: AMOR GÊNUINO OU DESCONFORTO NAS CÂMERAS?

    Apesar de toda a polêmica e da enxurrada de críticas, o veredito final do público, e dos analistas do vídeo, tende a ser mais moderado: Eles se gostam. Acredita-se que o relacionamento seja genuíno e que o amor esteja presente.

    No entanto, o problema central é o desconforto de Benny Blanco com as câmeras. Como um produtor acostumado aos bastidores, ele não lida bem com a constante vigilância. Sua rigidez, seu semblante sério e a inabilidade de manter uma linguagem corporal que transmita o mesmo afeto que ele expressa em palavras (em entrevistas) acabam sendo o seu calcanhar de Aquiles.

    A recomendação é clara: se o casal quer evitar mais rate e rumores de crise, Benny precisa “treinar” sua postura em frente às câmeras. É fundamental que ele demonstre reciprocidade física, carinho e que pareça menos “travado” em público. Do contrário, a internet continuará a enxergar “coisa onde tem, ou talvez onde não tem,” e o casamento de Selena Gomez e Benny Blanco continuará sendo dissecado, minuto a minuto, em busca de qualquer deslize que comprove a “crise.”

    O tempo dirá se o casal é forte o suficiente para superar a vigilância implacável da fama e se o amor verdadeiro pode sobreviver ao escrutínio público, ou se a pressão constante levará a um desfecho infeliz. Por enquanto, a saga de Selena e Benny é o novo drama que domina Hollywood, provando que nem o casamento mais discreto está imune à roleta-russa da internet.

  • ALVOROÇO: FABIANO QUASE DESISTE, DUDU EXPÕE FOFOCA CHOCANTE E BEIJO TRIPLO VIRA O ASSUNTO DA MADRUGADA

    ALVOROÇO: FABIANO QUASE DESISTE, DUDU EXPÕE FOFOCA CHOCANTE E BEIJO TRIPLO VIRA O ASSUNTO DA MADRUGADA

    A noite de festas no reality rural frequentemente serve como um catalisador para as emoções reprimidas, e a última celebração não foi exceção. O que deveria ser um momento de pura diversão se transformou em um turbilhão de desabafos, estratégias de jogo arriscadas e, claro, muita fofoca que promete redefinir as alianças e o panorama da competição. Com bebedeira elevada, declarações de amor e amizade, e até mesmo um “beijo compartilhado” polêmico, a Fazenda 17 viveu uma madrugada de caos controlado, onde o limite emocional de alguns competidores foi testado ao extremo, e a estratégia de outros veio à tona com clareza.

    Para o telespectador ávido, o que aconteceu após o show da banda Serial Funk é mais importante do que qualquer prova. A casa, em plena ebulição, revelou não apenas o lado festeiro dos peões, mas também a fragilidade de suas estratégias e a intensidade de seus relacionamentos interpessoais.

    O Xadrez Estratégico da Pré-Festa: A Soberba de Carol em Análise

    Antes mesmo dos drinques começarem a circular, a conversa estratégica já dominava o quarto. Fabiano iniciou a noite com uma reflexão sobre Ioná, expressando a Carol que acreditava que a ex-peoa merecia ter chegado muito mais longe na competição. Carol, no entanto, discordou veementemente. Para ela, Ioná havia ultrapassado limites, proferindo palavras consideradas graves e agindo sem moderação, o que justificaria sua saída.

    A análise de jogo não parou por aí. Reunidos, Toninho, Duda e Mesquita chegaram a uma conclusão unânime e alarmante para Carol: ela havia cometido um grave erro estratégico ao não vetar Dudu na Prova do Fazendeiro. A decisão, segundo eles, prejudicou demais o seu jogo, expondo-a a um risco desnecessário. Duda, com um olhar perspicaz, chegou a comentar que seria um desfecho irônico e “top” se Carol acabasse na Roça por alguma dinâmica e fosse eliminada, justamente por conta de sua postura que consideram “soberba” e a aposta excessiva na sua popularidade com o público.

    O grupo, convicto, afirmou que Carol está “queimadíssima aqui fora”, e que Dudu seria uma espécie de “versão masculina de Carol”, um competidor que também deveria enfrentar a berlinda. A amizade entre Carol e Kate também foi tema de debate, com o grupo observando que Carol estava gradualmente perdendo a paciência com a aliada, o que poderia culminar em um rompimento da “casca de bala” nos próximos dias.

    Ainda sobre alianças, a aproximação de Kate com Duda e Mesquita foi notada. A prioridade de voto do trio era clara: tirar Dudu. Kate, inclusive, via Duda e Mesquita como peças-chave para se posicionar de forma mais incisiva. Apesar da proximidade com Carol, Kate sempre se alinhou com o grupo em seus posicionamentos, e agora, com a intenção de ir para cima de Dudu, a união com Duda e Mesquita se fortalece, culminando no evento mais comentado da festa: o famoso beijo compartilhado.

    Em um breve momento de devaneio, Duda e Mesquita questionaram se estariam entre os favoritos da edição. Mesquita sonhou alto: “Já pensou se lá fora a gente é os favoritos?”, ao que Duda respondeu com imaginação e Mesquita com fé. Um diálogo que revela a esperança e, talvez, a ilusão que a pressão do jogo pode gerar.

    As Opções da Chama Laranja: O Poder da Reversão de Votos

    Em meio a toda a estratégia, a apresentadora Galisteu revelou as opções da Chama Laranja, que será disputada na Prova de Fogo. O poder do lampião mais uma vez mostra sua capacidade de virar o jogo de cabeça para baixo. As opções são:

    Opção A: Repassar todos os votos que um peão recebeu para outro (podendo inclusive repassar os próprios votos, uma dinâmica similar à da semana anterior, mas com potencial de impacto ainda maior).

    Opção B: Escolher mais um peão, e o voto do detentor do poder terá peso dobrado (o voto valerá dois).

    Essa votação crucial definirá os rumos da próxima Roça e será decidida pouco antes do sorteio da prova.

    A Festa Agitada: Romance Intenso e um Beijo Compartilhado

    A festa finalmente começou e, como sempre, rendeu momentos inesquecíveis. O grupo Serial Funk animou a noite, que foi marcada por declarações de amizade, promessas de divisão de prêmio, desabafos de casal e, principalmente, o polêmico “selinho triplo” entre Kate, Duda e Mesquita.

    O ato de Kate beijar os dois aliados gerou comentários imediatos e incisivos por parte de Dudu e Saori. Saori pontuou que Carol, que já estava em atrito com Kate por sua aproximação de Duda e Mesquita, ficaria ainda mais incomodada. A dupla interpretou o beijo como um sinal de que Kate estaria se divertindo com a intensa conexão física dos dois amigos. Dudu, em um momento de pura fofoca, declarou a Saori que queria contar o ocorrido imediatamente a Carol. “Ela [Carol] tem que ficar sabendo desse beijo”, disse.

    A preocupação de Dudu era que Carol ficasse “maluca” com a notícia, mas ele afirmou que não conseguiria guardar um segredo tão relevante. A discussão sobre o beijo e a natureza das relações continuou, com Dudu e Fabiano criticando abertamente o flerte intenso e a exibição de intimidade de Duda e Mesquita. Dudu traçou um contraste entre o que ele chamou de “conexão física pela conexão física” e o “amor verdadeiro”. Fabiano concordou, citando o “amor ágape,” um amor incondicional e superior. A dupla romântica da casa, Dudu e Saori, defendia a pureza de seu próprio sentimento em contraposição àquilo que consideravam uma atitude de exibição e busca por atenção.

    Fabiano no Limite: O Desabafo do “Paizão” e a Promessa Inacreditável

    Em um dos momentos mais emocionantes da noite, Fabiano demonstrou estar no seu limite emocional. Inicialmente, ele se declarou para Saori, incentivando Dudu a cultivar o relacionamento, mostrando seu lado de conselheiro. Ele expressou o desejo de ser o “paizão” da edição, e que, mesmo sem chances de ganhar o prêmio (segundo sua própria análise), fazia questão de levar Dudu, Saori e Carol para a vida. Ele até mesmo incluiu Toninho, que considera marrento, e Mesquita, afirmando que o peão se perdeu no jogo, mas que “aqui fora é uma pessoa completamente diferente.”

    Justiça determina penhora do cachê de Fabiano em 'A Fazenda 17'

    O ponto de virada veio em um desabafo profundo com Carol. Fabiano confessou que estava no seu ápice de estresse e que, se acordasse no dia seguinte “meio lelé das ideias,” consideraria seriamente “bater o sino” e ir embora. Carol, embora se identificasse com a exaustão, o impediu, afirmando que não o deixaria desistir. Fabiano, contudo, recuperou a compostura e mudou de ideia, motivado pela rivalidade: “Eu não ia aceitar perder pro Toninho, pra Duda, pro Valério, pro Mesquita, de jeito nenhum.”

    Nesse momento de fragilidade e união, Carol e Fabiano selaram uma promessa controversa e de alto risco para o jogo: se um deles ganhasse o prêmio final, o dividiria com o outro. Carol, de coração, prometeu dar uma “carvãozinho” (dinheiro) para Fabiano, pedindo que a informação ficasse em segredo. Fabiano, inicialmente, recusou, mas Carol insistiu. No fim, ele aceitou, dizendo que se recebesse, doaria para uma instituição de caridade, ou para seus pais, conforme sugerido por Carol. A promessa, que já gerou especulações sobre a sustentabilidade do jogo de Carol (que já havia feito promessas semelhantes a Kate), mostra o nível de confiança e lealdade entre os dois.

    Em um outro momento de desabafo com Carol, Fabiano voltou a criticar Toninho, descrevendo-o como “alegria e bonzinho” na frente das câmeras, mas “agressivo” por trás, citando brigas com ele e com Dudu. Fabiano afirmou que votaria facilmente no rival, separando “o jogo da amizade.” Carol, por sua vez, elogiou Fabiano, chamando-o de seu principal apoio no jogo, um “pai” que ela não teve, um homem que se sacrifica pela família, reconhecendo que ele a tirou de um “buraco” em momentos difíceis.

    Conexões Pós-Festa e Choques Estratégicos

    A euforia da festa continuou no pós-festa, especialmente para Mesquita, que estava visivelmente alterado. Em momentos de grande agitação e euforia, o peão pulou na aliada Kate, realizando movimentos de celebração.

    Enquanto isso, a conversa sobre o jogo continuava a todo vapor. Duda e Mesquita, em um momento de reflexão estratégica, debateram o futuro. Mesquita comentou que Carol ficou extremamente abalada com sua volta da Roça, e Duda concordou, afirmando que Carol e Saori cantaram vitória antes da hora. “Essa soberba que vai derrubar ela,” disse Mesquita, criticando Carol por achar que “só ela sabe jogar.”

    No mesmo diálogo, Mesquita criticou Fabiano, chamando-o de “influenciado por Carol.” Para ele, Fabiano não deveria estar no Top 5, pois “fica sendo influenciado, é chamado de burro e não rebate, ele é um pau mandado.” Duda concordou que a postura era feia. O casal também teve uma pequena Discussão de Relacionamento (DR) sobre o futuro fora do confinamento. Mesquita se sentiu inseguro pelo fato de Duda sempre dizer que não tinha certeza se continuaria com ele, o que abria margem para ele pensar que o relacionamento construído no programa não seria suficiente. Duda tranquilizou-o: “Não tem a ver com não ser o suficiente. Consigo me ver num relacionamento com você. Seria 10 de 10.” Contudo, ela ressaltou que, se estivesse em um relacionamento, seu foco mudaria, e que ela precisa resolver questões pessoais, especialmente em relação à sua mãe, antes de se entregar a algo com alguém.

    Outro momento de destaque foi a declaração de amor de Fabiano à sua namorada, mesmo em estado alterado. Em um longo monólogo, ele afirmou estar “firme, forte” e que ninguém teria o que falar dele. “Eu vou honrar ela para sempre. A mulher que eu quero envelhecer,” declarou, ressaltando sua fidelidade, mesmo que, segundo a observação de alguns, não tenha havido tanta “tentação” assim.

    Dudu e Saori: Planos para o Futuro e Clima de Romance

    O romance de Dudu e Saori continuou forte. Nos instantes finais da festa, Dudu cumpriu sua promessa e contou a Carol sobre o “beijo compartilhado” de Kate, Duda e Mesquita. Carol não deu muita importância, mas o incômodo era visível. Dudu e Saori continuaram a interagir de forma intensa, com Dudu expressando o desejo de ter um filho com ela. “Eu quero ser o pai de um filho com essa mulher… vai ser a coisa mais linda do mundo,” disse ele.

    A afinidade do casal era tamanha que, na área dos animais, Saori propôs momentos de carinho na baia, brincando com a ideia de intensa intimidade antes da Prova do Fazendeiro. O clima de romance na baia, que gerou comentários sobre a veracidade do relacionamento, encerrou a madrugada para o casal, que planeja passar o Réveillon juntos e construir uma vida a dois fora da Fazenda.

    A noite caótica e reveladora mostrou que, a cada dia que passa, as estratégias se intensificam e os laços afetivos são postos à prova. A promessa de divisão de prêmio, as críticas à soberba e a ameaça de desistência garantem que os próximos dias serão decisivos e cheios de reviravoltas no jogo.

  • Ana Belén: A ESCRAVA que viu o nascimento da criança cuja pele revelou a traição oculta.

    Ana Belén: A ESCRAVA que viu o nascimento da criança cuja pele revelou a traição oculta.

    No verão de 1787, quando o ar do vale de Oaxaca ardia como brasa viva e as cigarras cantavam sua ladainha nas árvores de Goiaba, Ana Belén ouviu o primeiro grito da Senhora Leonor vindo do quarto principal da fazenda Santa Cruz de Tlacolula. Era um grito contido, abafado pelo costume de décadas de não mostrar fraqueza diante da servidão.

    Ana Belén largou a bacia onde lavava lençóis de linho, secou as mãos no avental e subiu as escadas de pedra que conduziam aos aposentos dos patrões. Seus pés descalços conheciam cada degrau, cada rachadura onde a cal havia se soltado durante as chuvas do ano anterior.

     Ela estava naquela casa há 30 anos, comprada aos 13 em um mercado de Antequera, e tinha visto nascer três gerações da família Villarreal. Desta vez seria diferente. Ela soube pelo tremor nas mãos da senhora quando, três meses antes, lhe pedira que jamais a deixasse sozinha durante o parto. Prometa-me, Ana Belén. Jure pela sua alma.

     A fazenda Santa Cruz dominava um vale onde se cultivava cochonilha, grana e milho. Os senhores Villarreal possuíam 200 almas, entre escravos negros trazidos das costas e serviçais indígenas que trabalhavam por dívidas herdadas de seus avós. Dom Rafael Villarreal, o patrão, partira para a Cidade do México seis meses antes para tratar de assuntos da audiência.

     Ele estava em litígio com os dominicanos por terras próximas a Etla. Sua ausência se prolongava mais do que o previsto, e as cartas que enviava a cada 15 dias falavam de trâmites intermináveis, de papéis que se perdiam, de funcionários que pediam mais dinheiro para acelerar as resoluções. Enquanto isso, a Senhora Leonor, de 42 anos, florescia em uma gravidez inesperada que todos atribuíam à vontade divina.

     Ela havia perdido duas crianças antes, ambas antes de completar o segundo mês de gestação. Desta vez, o menino se agarrava, crescia, chutava. O capelão da fazenda, Frei Domingo, dizia que era sinal de bênção, que Deus premiava a piedade de Dona Leonor, que havia mandado construir uma nova capela no povoado de San Pablo. Se você vive no México ou em qualquer canto da América onde essas histórias ainda dormem, nos arquivos paroquiais e na memória das pedras, comente de onde você nos lê e ajude-nos a resgatar o que o silêncio tentou apagar durante séculos. Ana Belén entrou no

    quarto e fechou a porta atrás de si. A Senhora Leonor estava recostada sobre o leito de madeira entalhada, suada, com o cabelo castanho grudado nas têmporas. As contrações haviam começado ao amanhecer, suaves primeiro, depois cada vez mais intensas. Agora chegavam a cada poucos minutos.

     Ana Belén havia assistido a mais de 50 partos. Conhecia os ritmos do corpo, os sinais de perigo, os silêncios que precediam a morte. Aproximou-se, apalpou a barriga inchada, calculou a posição da criança. Tudo parecia em ordem. “Quanto falta?”, perguntou Dona Leonor com voz tensa. Antes do anoitecer, respondeu Ana Belén. “O menino está bem posicionado. É forte.” A senhora fechou os olhos.

     “Ana Belén, quando nascer, quando o vir, não diga nada a ninguém, entende?” Suas palavras eram súplica e ameaça ao mesmo tempo. Ana Belén assentiu. Já o sabia. Há meses o sabia. Durante a gravidez, ela vira Dona Leonor caminhar até o telheiro onde guardavam as ferramentas, onde Jacinto, o capataz mulato, organizava as equipes de trabalho.

     Jacinto era filho de uma escrava e de um espanhol desconhecido, e havia crescido entre a casa grande e os campos, homem de confiança do patrão, encarregado de manter a ordem quando Dom Rafael viajava. Tinha 35 anos, corpo de trabalhador curtido pelo sol, mãos grandes e voz suave que contrastava com seu ofício de dar ordens.

     Ana Belén os vira conversar perto do aqueduto que alimentava as plantações. Vira-os em uma tarde de outubro, antes de as chuvas começarem, caminhar em direção à divisa, onde as árvores de Mesquite ofereciam sombra discreta. Não os seguiu, não precisava confirmar o que já entendia. Em uma fazenda, os segredos são como fumaça.

     Podem se esconder por um tempo, mas sempre buscam sair. O parto avançou por horas. Ana Belén preparou infusões de camomila e arruda. Limpou com panos de algodão. Segurou as pernas da senhora quando as forças fraquejavam. Lá fora, o sol começava a descer, tingindo o céu de laranja e púrpura. Ouviam-se os sinos da capela chamando para o Angelus.

     Frei Domingo viera duas vezes perguntar, e Ana Belén lhe dissera que tudo corria bem, que rezasse e esperasse. O capelão era um homem jovem, recém-chegado de Puebla, sem experiência nos assuntos obscuros que se tramavam nas grandes fazendas. Via o que queria ver, uma família piedosa, uma senhora devota, um patrão generoso com a igreja.

     Quando o menino nasceu, Ana Belén o recebeu com as mãos firmes. Era varão, como havia prognosticado. Chorava com força, os pulmões cheios de vida. Ana Belén limpou-o com água morna, cortou o cordão, envolveu-o em uma manta de lã e então o viu. A pele do menino não era branca como a de Dona Leonor, nem morena clara como a de Dom Rafael.

     Era escura, da cor de café sem leite, com um tom que não deixava dúvidas sobre o sangue que corria em suas veias. Os traços, ainda indefinidos, como em todos os recém-nascidos, insinuavam algo distinto. O nariz mais largo, os lábios mais grossos, o cabelo que começava a encaracolar-se em pequenos cachos apertados.

     Dona Leonor estendeu os braços, mas quando Ana Belén lhe entregou o bebê, viu em seus olhos o terror que estivera escondido durante nove meses. A senhora olhou para o filho e não disse nada, simplesmente o apertou contra o peito e começou a chorar em silêncio. Ana Belén limpou o sangue, trocou os lençóis, preparou o banho para a mãe.

     Trabalhava com eficiência, sem falar, enquanto sua mente calculava as consequências. Quando Dom Rafael voltasse, e mais cedo ou mais tarde ele voltaria, veria o menino e então começaria o inferno. “Não podem saber”, sussurrou Dona Leonor. “Se souberem, ele me matará.”

     “Matará o menino e a você também, Ana Belén, por ter estado aqui.” Ana Belén não respondeu. Sabia que a senhora tinha razão. No mundo das fazendas neo-hispânicas, a honra de um espanhol era mais importante do que qualquer vida. Um filho bastardo era desonra, um filho mulato era abominação. A lei permitia ao marido desfazer-se da esposa adúltera e de sua descendência.

     Alguns o faziam com veneno discreto, outros com faca rápida na madrugada. Sempre com a bênção tácita das autoridades que entendiam que certos crimes não eram crimes, mas sim justiça doméstica. Naquela noite, depois que Dona Leonor adormeceu exausta com o bebê nos braços, Ana Belén desceu à cozinha, onde as outras criadas preparavam tortillas e feijão para a ceia.

     Ninguém perguntou sobre o parto. Era costume esperar que a senhora anunciasse o nascimento oficialmente. No dia seguinte, viria o capelão para batizar o menino com água benta. Seriam enviadas cartas à Cidade do México informando Dom Rafael. Seria organizada uma pequena celebração com aguardente e tamales.

     Mas Ana Belén sabia que nada disso aconteceria da forma habitual. Na manhã seguinte, Dona Leonor mandou chamar Jacinto. Ana Belén estava presente quando ele entrou no quarto. O capataz trazia o chapéu na mão, as costas ligeiramente curvadas em gesto de respeito. Quando viu o menino, seu rosto mudou. Primeiro confusão, depois compreensão, finalmente algo parecido com medo misturado com uma ternura que tentou ocultar.

     “É teu filho”, disse Dona Leonor sem rodeios. “Dom Rafael voltará em duas semanas, segundo sua última carta. Antes que ele chegue, este menino tem que desaparecer.” Jacinto deu um passo atrás. “Desaparecer, senhora, o que está dizendo? Leve-o para longe, para o povoado, para a costa, para onde for. Encontre alguém que o crie.”

     “Eu te darei dinheiro, o que precisar.” Ana Belén observava a cena com o coração apertado. Ela havia carregado aquele menino, o havia limpado com suas próprias mãos. Sabia o que significava “desaparecer” na boca de um patrão. Algumas crianças chegavam a famílias que as acolhiam com carinho, outras eram vendidas, outras abandonadas nas portas dos conventos, outras simplesmente deixadas à própria sorte em caminhos solitários onde os animais as encontravam antes que os humanos. “Eu o levarei”, disse Ana Belén.

     As palavras saíram de sua boca sem pensar, como se outra pessoa falasse. Dona Leonor e Jacinto a olharam. “Você?”, perguntou a senhora. “Conheço uma família em Tlacochahuaya”, continuou Ana Belén, inventando na hora. “Gente boa, sem filhos, a mulher me deve um favor. Levarei o menino para lá. Ninguém fará perguntas.”

    ” Na verdade, Ana Belén não conhecia nenhuma família assim. Mas precisava de tempo para pensar, para encontrar uma saída que não terminasse com o menino morto em uma vala. Dona Leonor assentiu, grata demais para questionar, “Faça isso hoje, antes que mais alguém o veja. Eu te darei 50 pesos e, quando voltar, diremos que o menino nasceu morto. Já perdi dois antes.

    Ninguém duvidará.” 50 pesos era uma fortuna para uma escrava. Equivalia a vários anos de trabalho, caso ela fosse paga alguma vez. Ana Belén pegou a bolsa que a senhora lhe entregou, envolveu o bebê em uma manta grossa e saiu do quarto. Enquanto caminhava pelo corredor, Jacinto a alcançou.

     “Aonde realmente você o levará?”, perguntou em voz baixa. Ana Belén olhou-o nos olhos, “Para um lugar seguro.” “Eu quero saber onde ele está. É meu sangue.” “Seu sangue lhe custará a vida se alguém o descobrir”, respondeu Ana Belén. “A senhora perdoará o adultério de seu marido porque não tem opção, mas a você ele matará por ter tocado o que era dele. Entende?” Jacinto cerrou os punhos. “Eu não pedi isso.”

     “Ninguém pede o que lhe cabe”, disse Ana Belén. “Agora, deixe-me ir. Quanto menos você souber, melhor.” Ana Belén saiu da fazenda com o menino escondido sob seu xale. Pegou o caminho para o leste, onde os morros se erguiam cobertos de carvalhos e pinheiros. Caminhou por horas sob o sol que queimava a terra seca. O bebê chorava de fome, e ela parava de vez em quando para dar-lhe água adoçada com rapadura, a única coisa que podia oferecer.

     Sua mente trabalhava sem descanso buscando soluções. Podia deixá-lo no convento das dominicanas em Tlacolula. Podia levá-lo para alguma família indígena que talvez o aceitasse em troca de dinheiro. Podia até ficar com ele, fingir que era um menino abandonado que havia encontrado, criá-lo como seu, mas cada opção tinha seus perigos, suas formas de ser descoberta.

    Ao entardecer, chegou a Tlacochahuaya, um povoado pequeno com uma igreja barroca de muros brancos e uma praça central onde vendiam cerâmica e tecidos. Ana Belén conhecia o lugar porque havia vindo anos antes com a Senhora Leonor para comprar toalhas de mesa bordadas. Sentou-se debaixo de um freixo para descansar e pensar.

     O bebê havia adormecido contra seu peito. Era lindo, com cílios longos e dedos perfeitos. Não merecia morrer pelo pecado de seus pais. Uma mulher se aproximou curiosa. “De onde vens, irmã?” Ana Belén reconheceu seu sotaque zapoteca. “Da fazenda Santa Cruz. Levo este menino para a sua família.” A mulher olhou para o bebê e depois para Ana Belén com olhos que haviam visto demais.

     “Não há família”, disse simplesmente. Ana Belén não respondeu. A mulher sentou-se ao seu lado. “Minha filha perdeu um menino há dois meses. Ainda tem leite. Se precisas de alguém que o amamente, posso levá-los.” Era uma oferta ou uma armadilha. Ana Belén não sabia qual, mas o bebê estava com fome e ela não tinha opções.

     Seguiu a mulher até uma casa de adobe à beira do povoado. A filha era jovem, talvez 20 anos, com o rosto marcado pelo luto recente. Quando viu o menino, seus olhos se encheram de lágrimas. Tomou-o nos braços sem perguntar nada e o levou ao peito. O bebê começou a sugar com avidez. Ana Belén observava a cena e sentia algo que não sentia há anos. Esperança. “Quanto?”, perguntou a mãe, prática.

    Ana Belén tirou 20 pesos da bolsa, “Pelo seu cuidado durante um ano. Depois voltarei com mais.” Era uma mentira, mas necessária. A mulher pegou o dinheiro e guardou-o na blusa. “Como ele se chama?” “Ainda não tem nome”, disse Ana Belén. A jovem que amamentava o menino falou pela primeira vez. “Vou chamá-lo de Gabriel, como o anjo que anuncia o impossível.”

     Ana Belén regressou à fazenda Santa Cruz três dias depois. Havia tomado caminhos longos, parando em povoados diferentes, construindo uma história crível sobre ter viajado longe para entregar o menino. Quando chegou, encontrou a casa em luto oficial. Haviam pendurado panos pretos nas janelas. Frei Domingo rezara uma missa pela alma do menino morto.

     Dona Leonor permanecia em seu quarto recebendo visitas das poucas famílias espanholas da região que vinham dar os pêsames. Ninguém perguntou detalhes. A morte infantil era tão comum que explicá-la parecia desnecessário. Dom Rafael Villarreal chegou uma semana depois, empoeirado da viagem, irritado por ter tido que interromper seus assuntos na capital.

     Quando soube do menino morto, mostrou decepção, mas não dor. “Mais um varão perdido”, disse, “Deus tem suas razões.” Dona Leonor chorava de verdade, mas não pelas razões que seu marido imaginava. Ana Belén os observava durante as refeições, durante as conversas no corredor, durante os momentos em que Dom Rafael revisava as contas da fazenda com Jacinto.

     O capataz mantinha o olhar baixo, respondia com monossílabos, evitava ficar a sós com a senhora. A tensão era como uma corda que se esticava a cada dia um pouco mais, ameaçando romper-se. Os meses se passaram. O outono trouxe as primeiras chuvas, o inverno secou os campos, a primavera fez florescer as árvores de Buganvílias que subiam pelos muros da fazenda.

    Ana Belén continuava com suas tarefas, lavando roupa, cozinhando, cuidando do galinheiro. Uma vez por mês, inventava alguma desculpa para ir a Tlacochahuaya. Levava dinheiro para a família que cuidava de Gabriel. Via-o crescer forte e saudável. O menino tinha já oito meses. Engatinhava, ria quando ela fazia caretas. A jovem que o amamentava o tratava como seu. “É um menino bom”, dizia.

    “Deus te abençoe por trazê-lo.” Mas os segredos, como as dívidas, sempre cobram seu preço. Em maio de 1788, chegou à fazenda um visitante inesperado, Dom Rodrigo Villarreal, irmão mais novo de Dom Rafael, que havia estado vivendo na Guatemala durante 10 anos administrando plantações de anil. Vinha de regresso à Nova Espanha para reclamar sua parte na herança paterna.

    Era um homem observador, de olhar afiado, que notava inconsistências onde outros viam apenas a superfície. Durante o jantar de boas-vindas, perguntou pelo menino morto. “Quando nasceu exatamente?” “Em agosto do ano passado”, respondeu Dona Leonor com a voz trêmula. “E viveu quanto tempo?” “Apenas alguns dias”, interveio Dom Rafael, “não chegou nem a ser batizado.”

     Dom Rodrigo assentiu, mas seus olhos se moveram em direção a Ana Belén, que servia o vinho. “Você esteve no parto”, disse. Não era uma pergunta. Ana Belén assentiu. “E o que viu?” A pergunta pairou no ar como uma faca suspensa. Ana Belén sentiu os olhares de todos cravados nela. “Vi um menino que não conseguia respirar bem, senhor. Nasceu roxo, durou três dias lutando, depois se apagou como vela.”

     Era mentira técnica e verdade emocional ao mesmo tempo. Dom Rodrigo não pareceu convencido, mas não insistiu. Durante sua visita, fez perguntas estranhas, revisou documentos antigos, falou com os trabalhadores. Em uma tarde, Ana Belén o viu conversando com Jacinto perto dos estábulos.

     Não ouviu o que diziam, mas viu como o capataz ficava tenso, como Dom Rodrigo apontava para a casa grande, como seus gestos sugeriam acusação. Naquela noite, Jacinto procurou Ana Belén na cozinha. “Dom Rodrigo, suspeita de algo”, disse. “Me perguntou se eu havia notado algo estranho na senhora durante a gravidez, se a tinha visto falar com alguém em particular.”

     “E o que você lhe disse?” “Que eu apenas cumpria minhas obrigações. Mas ele não acreditou em mim. Ele tem essa maneira de olhar que lê seus pensamentos.” Na semana seguinte, Dom Rodrigo anunciou que ficaria na fazenda por tempo indefinido. Tinha planos de modernizar a produção de cochonilha, de trazer novas técnicas da Guatemala, de aumentar os lucros.

    Dom Rafael aceitou a ajuda de seu irmão sem saber que estava convidando à sua própria perdição. Porque Dom Rodrigo não havia vindo apenas a negócios. Ele havia vindo porque na Guatemala havia recebido uma carta anônima, uma carta que falava de um menino que não havia morrido, de um adultério que se ocultava sob um luto falso, de uma escrava que sabia demais.

     Quem havia escrito essa carta? Ana Belén nunca soube com certeza. Suspeitava do mordomo, um espanhol velho chamado Melchor, que estava há 40 anos na fazenda e que havia visto Dom Rafael e seu irmão crescerem. Melchor era um homem de lealdades antigas, que considerava que a família Villarreal merecia saber a verdade sobre seu sangue. Ou talvez tenha sido o capelão Frei Domingo, que sem querer ouvira algo em confissão e decidira cumprir um dever moral mais alto do que o segredo sacramental.

    Ou talvez tenha sido alguma das criadas invejosa do poder de Ana Belén, desejosa de vê-la cair. Nas fazendas, as paredes têm ouvidos e os ouvidos têm línguas. Dom Rodrigo começou sua investigação de forma sutil, revisou os livros paroquiais, falou com o médico que ocasionalmente visitava a fazenda, interrogou as parteiras da região, ofereceu dinheiro, ameaçou com castigos, prometeu proteção. Lentamente, construiu um caso.

     Não tinha provas definitivas, mas tinha pontas soltas suficientes para tecer uma corda. Em uma tarde de junho, enquanto a família jantava, Dom Rodrigo soltou sua bomba com precisão calculada. “Irmão”, disse, “creio que deves saber algo sobre o menino que morreu no ano passado, ou melhor, sobre o menino que não morreu.” O silêncio que se seguiu foi absoluto.

     Dom Rafael largou o garfo sobre o prato. “O que estás insinuando?” “Não insinúo, afirmo”, respondeu Dom Rodrigo. “Tua esposa deu à luz um menino vivo, um menino que foi entregue a uma família em Tlacochahuaya, um menino cuja pele revelou uma verdade inconveniente.” Dona Leonor levantou-se, branca como a toalha de mesa.

     “Estás louco?” “Estou informado”, corrigiu Dom Rodrigo, “e proponho que vamos juntos buscar essa criança. Se não existe, eu me desculparei. Se existe, teremos uma conversa necessária sobre honra e consequências.” No dia seguinte, uma comitiva saiu em direção a Tlacochahuaya.

     Iam Dom Rafael, Dom Rodrigo, Frei Domingo, Jacinto e Ana Belén. Ninguém falou durante o trajeto. Ana Belén sabia que sua vida pendia por um fio. Se encontrassem Gabriel, tudo desmoronaria. Se não o encontrassem, Dom Rodrigo ficaria como mentiroso, mas as suspeitas permaneceriam. Rezo em silêncio, sem saber a que santo se dirigir. Ao santo dos inocentes, ao dos mentirosos piedosos, ao das causas perdidas.

    Quando chegaram ao povoado, Ana Belén os guiou até a casa de adobe, mas a casa estava vazia, completamente vazia. Não havia móveis, não havia gente, apenas paredes nuas e um chão de terra varrido. Os vizinhos disseram que a família havia se mudado dois meses antes para a costa, que haviam recebido dinheiro de um parente e decidido recomeçar em Oaxaca, porto. Ninguém sabia exatamente onde.

     Dom Rodrigo interrogou meia dúzia de pessoas. Todos diziam o mesmo. Família se foi, menino incluído, destino desconhecido. No caminho de regresso, Dom Rafael não olhou para a esposa. Dom Rodrigo cavalgava à frente, frustrado, mas não derrotado. Ana Belén respirava com dificuldade, sabendo que havia ganhado tempo, mas não a guerra, porque a verdade era que ela havia esvaziado a casa.

     Duas semanas antes, quando soube que Dom Rodrigo fazia perguntas, ela havia pegado os 30 pesos que lhe restavam, fora a Tlacochahuaya e convencera a família a partir imediatamente. Havia-lhes dado o dinheiro, explicado o perigo, dito para irem para longe e não voltarem nunca.

     A jovem que cuidava de Gabriel havia chorado, mas entendia. “Protegeremos o menino”, prometera, “como se fosse nosso.” Os meses seguintes foram de tormenta contida. Dom Rafael, embora sem provas definitivas, começou a se distanciar de sua esposa. Já não compartilhavam o leito, mal falavam durante as refeições.

     Dom Rodrigo regressou à Guatemala após meses de busca infrutífera, mas deixou semeada a semente da dúvida. Jacinto foi rebaixado de capataz a simples trabalhador de campo, sem explicação oficial, mas com uma mensagem clara. Ana Belén continuava seus labores, mas sentia os olhos de Dom Rafael sobre ela cada vez que entrava em um quarto.

     O patrão sabia que ela sabia de algo, mas não se atrevia a interrogá-la diretamente, porque isso significaria dar credibilidade às acusações de seu irmão. Em setembro de 1790, dois anos após o nascimento de Gabriel, chegou à Nova Espanha a notícia de que o Rei Carlos IV havia ascendido ao trono.

     Com ele vieram rumores de reformas, de mudanças nas leis sobre escravidão, de pressões da Europa para moderar os abusos coloniais. Eram apenas rumores, mas nas fazendas começaram a circular com intensidade. Os escravos falavam em voz baixa sobre possíveis liberdades futuras. Os patrões reagiam com mais dureza, temendo perder o controle.

     A tensão social crescia como um rio que transborda antes da tempestade. Em uma noite de novembro, Dona Leonor mandou chamar Ana Belén ao seu quarto. Estava sentada junto à janela, olhando a lua cheia que iluminava o vale. “Onde está meu filho?”, perguntou sem rodeios. Ana Belén havia esperado essa pergunta por dois anos. “Longe, a salvo, vivo.” “Sim.”

     “Sabe onde exatamente?” “Não. Eu lhes disse para não me dizerem. É mais seguro assim.” Dona Leonor fechou os olhos. “Às vezes sonho com ele, com a pele escura dele, com os olhos dele. Acordo chorando. Dom Rafael já não me toca. Creio que me odeia, embora não possa provar.” “Ele odeia porque suspeita, senhora, mas enquanto não houver prova, não pode agir sem destruir sua própria reputação.”

     “E quando eu morrer”, perguntou Dona Leonor, “o que acontecerá com o menino então? Quem saberá que ele é meu?” Ana Belén não tinha resposta. A senhora continuou, “Quero que escrevas algo, uma declaração assinada por mim, testemunhada por ti, algo que explique a verdade, que diga a Gabriel quem foi sua mãe, não para agora, para o futuro, para quando todos estivermos mortos e o escândalo já não importar.”

     Era um pedido impossível e necessário. Ana Belén, que havia aprendido a ler e escrever em segredo durante seus anos na fazenda, pegou pena e papel. Sob o ditado de Dona Leonor, escreveu uma confissão completa. O adultério com Jacinto, o nascimento do menino, a decisão de ocultá-lo, o papel de Ana Belén como salvadora.

     A senhora assinou com a mão trêmula. Ana Belén guardou o papel em uma caixa de madeira que escondeu sob as tábuas do chão de seu pequeno quarto de serviço. Em 1794, Dom Rafael adoeceu com febres. Os médicos disseram que era malária contraída durante uma viagem às costas de Veracruz. Morreu em dezembro, delirante, chamando por sua mãe morta.

     Dona Leonor herdou a fazenda completa, sem filhos reconhecidos, tornando-se uma das poucas mulheres proprietárias da região. Dom Rodrigo tentou disputar o testamento, argumentando que seu irmão havia sido envenenado por sua esposa adúltera, mas sem provas concretas, o caso desmoronou.

     A viúva Villarreal continuou administrando Santa Cruz com a ajuda de novos empregados trazidos de Puebla. Ana Belén envelheceu com a fazenda. Seu cabelo ficou grisalho, suas costas se curvaram, mas sua mente permanecia alerta. Uma vez por ano, enviava dinheiro através de intermediários para a costa, onde acreditava que Gabriel e sua família adotiva viviam. Nunca recebeu confirmação.

     Nunca soube se o dinheiro chegava, mas continuava enviando-o como um ato de fé. Em 1810, quando o padre Hidalgo levantou o estandarte da Virgem de Guadalupe e começou a guerra de independência, Ana Belén tinha 63 anos. A Fazenda Santa Cruz foi saqueada duas vezes por insurgentes que buscavam armas e dinheiro. Dona Leonor morreu em 1812 durante um ataque rebelde, atravessada por uma bala perdida em sua própria casa.

    Ana Belén, livre finalmente por decreto de abolição que Hidalgo havia proclamado, ficou nas ruínas da fazenda junto a outros antigos escravos que não tinham para onde ir. Em 1821, quando o México proclamou sua independência, era uma anciã de 74 anos que passava seus dias sentada sob o freixo do pátio, recordando.

     Às vezes vinham viajantes, comerciantes, soldados licenciados. Alguns ficavam para ouvir suas histórias sobre os tempos do vice-reinado, sobre as grandes famílias que caíram, sobre os segredos que morreram com seus donos. Em uma tarde de setembro daquele ano, um homem de pele morena clara de uns 33 anos chegou à fazenda perguntando por Ana Belén.

     Trazia consigo uma pequena caixa de madeira e uma carta antiga, amarelada pelo tempo. A carta estava assinada por Dona Leonor Villarreal. O homem disse chamar-se Gabriel. Havia crescido na costa, filho adotivo de uma família zapoteca que lhe contara, ao completar 21 anos, a verdade sobre sua origem. Levara anos para decidir-se a procurar, mas finalmente havia vindo.

     Queria conhecer sua história completa. Ana Belén olhou-o longamente, buscando em seus traços as marcas de Jacinto e de Dona Leonor. Estavam ali misturadas, fundidas em um rosto que era todos e nenhum. Contou-lhe tudo, desde o parto até a fuga, desde as mentiras até as verdades, desde o medo até a esperança.

     Gabriel ouviu sem interromper e, quando ela terminou, pegou sua mão enrugada entre as suas e disse: “Obrigado por me salvar, por guardar a memória.” Ana Belén morreu três meses depois, em dezembro de 1821, rodeada pelas poucas pessoas que ainda viviam nos restos da fazenda Santa Cruz. Gabriel estava presente e, quando a enterraram debaixo do freixo que ela tanto havia amado, colocou sobre sua tumba uma pedra com uma inscrição simples talhada por suas próprias mãos.

    Ana Belén, escrava que viu nascer a liberdade, onde todos viam apenas cadeias.

  • ALCOLUMBRE DÁ TIRO NO PÉ AO TENTAR CALAR FLAVIO DINO E LEVA UMA SURRA AO VIVO!

    ALCOLUMBRE DÁ TIRO NO PÉ AO TENTAR CALAR FLAVIO DINO E LEVA UMA SURRA AO VIVO!

    Estamos diante de um dos momentos mais cruciais para a defesa da ordem constitucional no país, com o poder judiciário tomando uma medida vigorosa para proteger sua independência e integridade contra o assédio político. A recente decisão monocrática do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, que redefine o rito para pedidos de impeachment contra seus membros, deve ser vista não como um ato de blindagem, mas sim como um movimento estratégico de autodefesa da democracia perante um cenário de desequilíbrio e

    abuso sem precedentes. O contexto dessa ação judicial é alarmante. O país acumula 81 pedidos de impeachment direcionados a ministros da mais alta corte. Trata-se de uma estatística anômala que não encontra paralelo na história brasileira, nem nas democracias mais estabelecidas do planeta. Esse volume massivo de representações que se concentra majoritariamente sobre a figura do ministro Alexandre de Morais indica claramente que o instrumento legal foi sequestrado e transformado em uma arma de chantagem e coersão política

    por facções ideologicamente opostas às decisões do STF. Historicamente, a prerrogativa do impeachment foi concebida como um mecanismo de controle para ser utilizado em casos de crimes de responsabilidade graves. Contudo, o que se observa é uma distorção perigosa. A ferramenta está sendo acionada por divergências ideológicas ou como retalhação a decisões judiciais que contrariam os interesses do centrão e dos grupos extremistas.

    Alcolumbre sinaliza que vai 'medir temperatura' para indicação de Flávio Dino ao STF

    O objetivo manifesto desses grupos é criar um quadro de instabilidade permanente e pressionar o judiciário, transformando a fiscalização em um instrumento de sabotagem institucional. A manutenção desse quadro compromete a capacidade dos ministros de julgar com imparcialidade, pois passam a atuar sob a ameaça constante de destituição.

    A decisão de Gilmar Mendes atende a uma arguição de descumprimento de preceito fundamental, a DPF, e atua sobre a lei número 1, 79/50. Uma norma anterior à Constituição de 1988. Essa lei arcaica permitia que qualquer cidadão apresentasse um pedido de impeachment em um cenário de polarização extrema.

    Essa abertura se tornou uma brecha perigosa que permitiu a banalização e a utilização eleitoreira do processo. Ao determinar que o pedido formal deve partir exclusivamente da Procuradoria Geral da República, o ministro impõe um filtro técnico institucional essencial. A PGR, como fiscal da lei, assegura que a acusação possua o mínimo de plausibilidade jurídica antes de ser submetida ao Senado, tirando o processo do campo do mero ativismo político.

    Essa medida é um tapa na luva em um Congresso que, apesar das crises, se manteve inerte em atualizar a lei. O Senado, que teve a chance de modernizar a legislação, preferiu manter a regra antiga que lhe conferia um poder de pressão política. A reação inflamada de líderes como o ex-presidente do Senado, Davi Alcol Columbre e de congressistas ligados à extrema direita, ao criticarem a decisão como uma blindagem, demonstra que a medida de Mendes acertou no alvo.

     

    O que esses grupos perderam não foi um direito constitucional de fiscalização legítima, mas sim a capacidade de chantagear a Suprema Corte com pedidos enfundados. O ministro Flávio Dino não hesitou em apoiar o movimento, destacando a gravidade do cenário. Em sua análise, a quantidade em comum de representações demonstra um claro caso de perseguição e chantagem.

    Dino reforçou que o foco da discussão não é o equilíbrio de poderes, mas a distorção desse princípio por meio de abusos. Seu posicionamento, como colega e membro de destaque da corte, empresta peso e unanimidade moral à decisão, validando-a como uma resposta de estado contra a desestabilização. Alegação de que a decisão cria uma blindagem é refutada pelo fato de que o STF não está se autojulgando.

    A PGR apenas envia o caso para o Senado Federal, que continua sendo a única instância com poder de julgar e afastar um ministro. O que Gilmar Mendes alterou foi o rito de iniciação, exigindo uma análise técnica prévia. Além disso, o aumento do quórum de aprovação para 54 votos no Senado, 2/3, garante que um eventual impeachment só ocorra com o consenso político e institucional de uma ampla maioria e não por um golpe de força de um grupo minoritário e extremista.

    Essa exigência é uma salvaguarda contra a politização do processo. A blindagem real, como o roteiro aponta, é aquela que o Congresso exerce sobre si mesmo, onde deputados e senadores envolvidos em crime são sistematicamente protegidos pela votação de seus pares, que se unem para evitar a cassação de mandatos. Essa discrepância é evidente.

    O legislativo se protege por conivência política, enquanto o judiciário busca se proteger por regra técnica e constitucional. O STF está, na verdade, buscando se equiparar a padrões internacionais de estabilidade judicial e combater o uso do judiciário como palanque eleitoral. A decisão de Mendes também é uma proteção fundamental para o governo Lula.

    Ao remover o ruído constante e as crises fabricadas que consomem energia institucional, o presidente ganha um ambiente de trabalho mais sereno e previsível. Lula, que historicamente demonstrou respeito pelas instituições, nunca recorreu ao pedido de impeachment contra ministros, mesmo em momentos de grande injustiça pessoal e política.

    A estabilidade no STF permite que o executivo se concentre na aprovação de sua agenda social e econômica, sem o peso da chantagem do centrão, que usa as ameaças judiciais para estorquir a liberação de emendas e recursos. O que se testemunha é uma batalha pela soberania da Constituição de 1988. O STF está defendendo o sistema de pesos e contrapesos ao impedir que um poder domine o outro.

    A tentativa da extrema direita de formar uma maioria no Senado com o objetivo declarado de empichar ministros por questões ideológicas é um ato de ilegalidade e um ataque direto à democracia. Gilmar Mendes agiu para desarmar esse plano antes que ele se concretizasse. A decisão é um marco que reafirma que a última palavra no Brasil é dada pelo Supremo Tribunal Federal, tal como ocorre nas democracias sólidas.

    Dino vai ao STF graças a "jogo bruto" do governo e erros da oposição

    Apesar das críticas, incluindo as de setores mais radicais da esquerda, que ainda guardam antigas rusgas com Gilmar Mendes, lembrando seu histórico de decisões, o consenso jurídico e pródemocracia aponta para a correção da medida. O plenário do STF, que irá referendar a decisão, está pronto para dar uma resposta definitiva ao Congresso, reafirmando que a independência do judiciário não é negociável.

    A mobilização digital em apoio à decisão de Mendes é crucial para mostrar ao Senado que a sociedade está do lado da ordem e da legalidade. A mensagem é clara. A era do uso do impeachment como mera ferramenta de espetáculo midiático e chantagem acabou. O Brasil precisa de estabilidade e a decisão de Gilmar Mendes, endossada por Flávio Dino, é o pilar que garante que o presidente Lula possa governar com a tranquilidade institucional necessária para a reconstrução do país.

    A legalidade prevalece sobre a pressão política. A profundidade da crise exige uma análise mais detida sobre a lei 179/50 e sua incompatibilidade com a arquitetura constitucional pós 1988. Quando a lei foi promulgada, o conceito de separação de poderes era menos rígido e a ideia de um judiciário forte e independente, como o que se consolidou no atual regime democrático, ainda estava em gestação.

    A Constituição Cidadã elevou o STF ao patamar de Suprema Corte com poder de guarda da Carta Magna. exigindo, por consequência uma blindagem maior contra ataques externos. A manutenção da regra de que qualquer pessoa pode iniciar um processo de impedimento criava uma vulnerabilidade sistêmica que a decisão de Mendes visou corrigir.

    Ele atuou como um cirurgião constitucional, retirando o tumor da instabilidade. A atuação da PGR como filtro não é um ato arbitrário, mas sim um reconhecimento de seu papel constitucional como chefe do Ministério Público da União. A PGR possui a expertize e o dever legal de conduzir a ação penal pública e de zelar pela correta aplicação da lei.

    Transferir a prerrogativa de iniciativa para esse órgão é alinhar o processo de impeachment a outros procedimentos de alta relevância penal e constitucional. Dessa forma, o pedido de impedimento deixa de ser um grupo de WhatsApp, onde a cada 5 minutos se faz uma denúncia enfundada para se tornar um processo sério, embasado por critérios técnicos e por uma instituição de Estado.

    A histeria no Senado Federal, após a decisão que uniu senadores da extrema direita, do centrão e até mesmo de alas da esquerda, revela a força do status com que Gilmar Mendes ousou confrontar. O senador Alcumbre expressou publicamente a frustração da classe política, que se sentia confortável com o poder de intimidação que a lei antiga lhes conferia.

    O debate se deslocou de forma imediata para a ameaça de PEC, o que é um direito legítimo do Congresso. No entanto, o STF, ao tomar a decisão, forçou o legislativo a fazer o que era sua obrigação, legislar sobre o tema com responsabilidade. Se o Congresso aprovar uma nova lei ou PEC, ela será analisada pelo próprio STF, garantindo que a solução final seja compatível com a Constituição.

    A bola está agora, de forma correta, no campo do debate legislativo, mas sob a régua da legalidade imposta pelo judiciário. Essa medida também deve ser entendida no contexto do combate à desinformação. A utilização dos pedidos de impeachment servia como munição narrativa para a máquina de fake news da oposição, que criava um octógono virtual de o povo contra o STF.

    Ao tornar o processo de iniciativa mais técnico e menos midiático, o STF retira o combustível dessa narrativa extremista. O manifesto Brasil se alinha a essa visão, defendendo que o debate político deve ser feito nas urnas e no Congresso, e não por meio da coação judicial. O apoio do ministro Flávio Dino, que conhece profundamente as dinâmicas do assédio político, é o selo de garantia de que a decisão é uma medida de saúde democrática.

    O legado dessa decisão será a criação de um STF mais resiliente, focado em julgar com a independência que o cargo exige. Isso é fundamental para a governabilidade do presidente Lula, que precisa de um judiciário que funcione como baloarte da legalidade e não como um campo de batalha político. A vitória de Mendes e Dino é a vitória da institucionalidade sobre a anarquia e o Brasil emerge mais forte desse embate com um sistema de poderes mais equilibrado e maduro.

    E é por essa análise profunda e corajosa que desvendou a manobra genial de Gilmar Mendes e o apoio firme de Flávio Dino, a estabilidade institucional que pedimos seu apoio. O manifesto Brasil está na linha de frente para expor o jogo sujo da chantagem e defender a democracia brasileira. Para continuarmos a trazer a verdade sobre o STF e as derrotas do Centrão, precisamos do seu suporte.

    Defenda o STF contra os abusos. Clique agora mesmo no ícone Valeu Demais. Super thanks logo abaixo e envie sua contribuição. O seu valeu demais é fundamental para manter nossa voz forte contra o caos e a desinformação. Contamos com você para forç.

  • ESCÂNDAL0! SERGIO MORO PEGA JUÍZA PEL0 PESC0Ç0 E ELA FAZ DENÚNCIAS DOS SEUS CRIMES NA LAVA JATO!

    ESCÂNDAL0! SERGIO MORO PEGA JUÍZA PEL0 PESC0Ç0 E ELA FAZ DENÚNCIAS DOS SEUS CRIMES NA LAVA JATO!

    O que vocês vão ver aqui neste vídeo é escandaloso, revelador. Mostra como Sérgio Moro é um criminoso. Ele pegou uma colega dentro do elevador pelo pescoço e a ameaçou quando da Lava Jato, quando ele estava cometendo crimes e ela não concordou. E agora ela vem a público com revelações escandalosas.

    Porque se vocês acham que pegá-la pelo pescoço é algo escandaloso, ela levanta. Ela, olha só, olha só, pessoal, ela saiu da magistratura, ela deixou de ser juíza federal com medo, com medo, porque são assassinos que estão na Lava-Jato. A Lava- Jato era uma organização criminosa dentro do judiciário.

    Eles precisavam eliminar todo mundo que prestava pro caminho ficar livre. Ela ficou tão temerada em relação a continuar trabalhando que ela pegou a família, ó, e vazou, morrendo de medo desses pústulas, desses criminosos. E ela levantou inclusive acusações de que policiais federais foram assassinados por membros da Lava-Jato. Inclusive, Teoriza Vasque, ex-membro, ministro do STF, que morreu em circunstâncias nunca esclarecidas e ela havia denunciado para Teoriza Vask.

    Moro vira réu em ação do PT que pede condenação por prejuízos da Lava Jato

    E Teoriza Vasque vem a ser falecido. Hum. faleceram com ele. Desculpem o assassinato do português. E vou falar para vocês, se você não se inscreveu ainda no Brasil 247, vale a pena. Essa matéria é do Brasil 247, uma matéria maravilhosa que o nosso Joaquim de Carvalho fez com a Luciana Bauer, a Dra. Luciana Bauer, exjuíza federal.

    E agora ela pega força vendo que a justiça está funcionando. O ministro Diastofol autorizou a que fossem enquadrados e vasculhados os pertences da 13ª vara a qual o juiz Sérgio Moro trabalhou. Material este que estava escondido, que eles não publicizaram como o STF havia pedido e agora o STF vai atrás desse material. São desobedientes, tem costas quentes.

    É Morcrm. Ela vem a público, Tacla Duran comemora, Eduardo Apio comemora, juiz. E Tony Garcia foi também ao Brasil 247 e disse que a Polícia Federal conseguiu aquela caixa amarela que ele dizia que lá estavam as chantagens e os crimes de Sérgio Moro, que ele pegava aquela caixa amarela quando ia chantageá-lo para que ele grampeasse, para que ele gravasse pessoas e assim o Sérgio Moro ter na mão autoridades, como por exemplo o TRF4, que pautou e que na condenação do Lula aceitou tudo que o Sérgio Moro colocou,

    assinou embaixo. Todos na mão do marreco. O Tony vazou que eles conseguiram as provas. A Polícia Federal já está em posse dessas provas. O Marreco vai tomar cana, vai dançar. Sérgio Moro se revelou no Senado uma figura decorativa e uma de de mau gosto. Porque Sérgio Moro, figura decorativa, é brincadeira, né, pessoal? Mas ele se mostrou um inútil, não sabe nada de nada, é um incompetente, mas para armar, chantagear, meu Deus, que ratão, que esperto.

    Coloca as barbas de molho, marrequinho. Sua casa começou a cair. É um desqualificado desse que colocou Lula na cadeia. Meu Deus, é muito difícil para mim estar aqui porque eu sou uma pessoa desenvolta com direito, eu trabalho com direito climático, com direitos humanos, mas hoje aqui eu tô diante de vocês como uma vítima do lawir, né? E eu adquiri, por exemplo, tactardia, quando eu falo meu próprio caso, por isso que você já tinha me convidado há mais de um ano.

     

    E eu falei que naquele momento eu não conseguia falar de novo, é muito difícil para mim falar, mas hoje, como teve e esse eh chegaram até realmente a a vara, etc., Eu vou dar o meu testemunho aqui para vocês de o quanto eu vi uma entidade mafiosa dentro da 13ª vara e dentro da estrutura do TRF4, que até hoje se nega, a fazer uma correção e a rever seus erros.

    Só consigo falar com vocês de tudo isso porque eu não sou mais juíza e eu estou a 8.000 1000 km de distância de Curitiba. Eu só me sinto segura assim para vocês saberem o quanto é difícil, mesmo sendo um juiz federal na época, lutar contra uma ilegalidade acobertada pelo judiciário. Por que que uma VAR, sempre que você vai fazer plantão em outra subcessão qualquer, se faz recodízio, mas o Moro queria o controle absoluto sobre os processos.

    E esse processo específico, ela pagou a liberdade que eu consegui naquele abasco, eu nem lembro mais, eu tinha guardado todas as as provas de quem era. Ela falou que só que era uma pessoa da Petrobras que tinha que continuar presa porque eh, enfim, ele tava quase fazendo a delação e tinha que continuar preso, que o MPF ia mandar no outro dia um outro processo para prender, que ia ser inútil soltar, enfim, uma balela ali.

    Mas enfim, não ouvi ela. Coloquei ali a ordem de soltura que não é feita de noite, é feita de manhã, né? E sempre antes de entregar o plantão, às 11 horas, geralmente a gente entregava, eu dou mais uma, eu dava mais uma revisada no PROC e vi que foi apagado. Ah, daí eu fiquei, fiquei muito brava com ela e peitei ela, peitei a vara.

    E foi então que o Moro me pegou no elevador e me pegou pelo pescoço e me ameaçou. Não, deixa eu vocês estão ouvindo a gravidade disso? Isso, isso, isso é mafioso, é criminoso. Primeiro, desculpa, deixaar. Você não lembra o nome do Pet. Seria interessante para investigarem agora, mas é, é alguém que tava no meu plantão e tava preso no meu plantão, das milhares de pessoas que estavam presas lá.

    Isso aconteceu no ano de 2016, porque no final de dezembro de 2016 eu não eu não contei para ninguém isso, porque eu fiquei em choque. Eu fiquei em choque. Ali eu percebi, é muito difícil para mim falar isso para vocês, porque eu era um juiz federal na época, mas eu era uma pessoa que recém tinha tido um filho e o meu leite secou.

     

    Eu eu fiquei muito chocada de um colega. que que era tido como herói me pegar pelo pescoço e me ameaçar dizendo para mim ficar quieta. Eu não tive nem coragem de pedir vídeo na época pra direção do forum, porque você sofre uma violência assim, eu não falei nem pras minhas melhores amigas, ninguém ia acreditar, gente.

    Ninguém ia acreditar, não falei pra minha diretora, ninguém sabia até hoje. Luciana, deixa eu dizer uma coisa para você. Isso é final de dezembro? Perdão, dezembro? Não, isso foi, eu não me lembro direito quando foi, gente. Eu realmente bloquei quando tudo isso foi. Depois eu não entrei mais em plantão. Eu comecei a denunciar, denunciei pro Loraci na época, não sei se ele era juiz corjedor ou ou da presidência, ele eh uma juíza que era assessora da da corjedadoria Eliana Pajarim, eh, por Maucelli, porque sempre as mesmas

    pessoas estão ali, sabe? Se você vai ver hoje, sempre as mesmas pessoas se alternaram como assessores da coredoria para tapar esses buracos que é o o Louraci, Eliana, Malucele, Jebran. Sempre essas pessoas foram se alternando. Saliz também, que hoje é a corregedora do PE F4. Então o que que eu eu não sabia mais o que fazer e e pior, piorou.

    A a minha casa ficava na rua Ari Lopes. Eu tinha alugado uma casa lá e era e a minha biblioteca, eu sempre tive biblioteca grande, ficava num janelão da frente e eu sentava, ficava horas na minha escrivaninha dessa biblioteca trabalhando e começou a passar todo dia um carro da Polícia Federal ali e eu tinha sido ameaçada.

    Eu não sabia se eu se eu denunciava, se eu não denunciava. Eu fiquei totalmente com medo. A única pessoa para quem eu falei foi em dezembro de 2016, eu acho, foi em dezembro, foi para quem foi professor da minha universidade. Eu conhecia porque era tinha sido eh desembargador do TRF4, que foi o Zavask. O Zavasque já tava, eu acho, com o processo do Moro.

    Acho que sim. E eu tava muito assustada. Eu não conseguia nem falar com ele, eu só chorava. E ele muito consternado, ele ele ele falou: “Não se preocupa, só fala comigo, não fala para mais ninguém”. E daí na sequência ele morreu, ele morreu em janeiro. A princípio, eu eu achei que a morte era um acidente, mas o o delegado federal que atendeu o caso dele lá em Parati, três meses depois foi assassinado em Florianópolis.

    o lugar um lugar assim e e se você vai ver as ocorrências de quantos delegados federais foram assassinados, você vê que foi só ele em décadas, né? Então você fica vendo aquela aquela sequência assim mafiosa de que você não tem saída. A minha saída eh foi manter a cabeça fria, organizar um plano de saída da justiça, porque eu ia ser perseguida.

    Eu ia ser perseguida como o tá sendo perseguido agora. Oppio tá sendo perseguido porque deixou de pagar uma champanhe num supermercado, enquanto o Moro levou 6 bilhões em valores atuais. Gente, eu falei, eu falei a minha história para várias pessoas ali. Eu não falei da agressão, claro, no elevador do moro que ninguém ia acreditar, mas eu falei da da do caso do Aborpos para pelo menos seis pessoas de de diferentes coredores, diferentes eh juízes coredores do TRF4.

    Tem uma uma desembargadora que eu amo muito, ela é muito querida, ela é uma pessoa muito humana que se chama Luciane Correia. Ela foi fazer correção na minha vara, eu não me lembro direito quando, acho que foi em 2019, ela, eu me lembro da roupa dela, ela tava com uma blusa branca, uma calça verde e e recém o Moro tinha assumido, eu acho, para pro ministro e e eu acho não tinha saído ainda a Vasa Jato, não sei se tinha saído a Vasa Jato, mas eu falei para ela: “Vai e faz uma correção extraordinária na vara”. Porque

    aconteceu isso e isso com as diretoras ali, eles fizeram muitas coisas erradas, mas eu falei assim de uma forma que eu já não acreditava que a justiça ia ser feita. E depois o próximo cador que era o Cândida, é um grande lavajatista, ele pegou dois juízes cojadores que são muito lavajatisas de novo, né, o Loraci e outro. E e isso tudo foi se apagando.

    Eu assumi realmente assim que eu ia sair da justiça, porque a gota d’água até foi que eu pedi duas férias para emendar, duas férias para terminar o meu doutorado, o meu mestrado nos Estados Unidos, no meu doutorado. E eles não deixaram eu emendar porque aquilo ia ser perigoso, porque quando você bate de frente qualquer qualquer coisa é objeto.

    Entraram com paduritiba. É óbvio que eu não ia estar morando em Curitiba. Eu tirei todas minhas famílias de lá e algumas pessoas ali sabiam da corregedoria. Porque que eu tava com medo e ninguém fez nada. Eu tinha um filho muito pequeno. Eu só quero dizer para vocês as mesmas palavras que a gente ouviu do Papa Francisco quando mandou uma carta pro Lula, o bem vai vencer o mal.

    E e eu acredito ainda nisso, embora, quem sabe não seja dessa vez que o Moro vai ser pego e vários ali do tribunal que fizeram essa quadrilha, mas eu realmente acredito que o bem vai vencer o mal. Mas para isso a gente tem que se unir as pessoas de bem, os advogados de bem, os juízes de bem. Onde é que tá a JUF que não pede esclarecimentos sobre o que aconteceu na 13ª vara? Onde estão os juízes federais de bem desse país que não exigem que tudo seja esclarecido? Então, realmente é uma luz no fim do túnel essa operação que foi feita hoje em Curitiba.

    Uma mega operação da Polícia Federal. Dessa vez foi onde teve a Lava-Jato. Enquanto isso, nosso Lulinha tá sendo o melhor presidente pela terceira vez. Se você gostou de GD justiça, galera. Notícia bomba aí, porque a gloriosa polícia federal acaba de fazer busca apreensão na antiga vara do Moro lá em Curitiba.

    Presta atenção que o bicho tá pegando. A denúncia foi feita pelas redes sociais por aquele advogado que é bastante conhecido, Antônio Carlos de Almeita Castro, o famoso Kakai, tá? Fica ligado aí porque depois disso a Polícia Federal foi bater lá na 13ª vara em Curitiba. Vamos seguir. O bicho tá pegando.

    A diligência foi autorizada pelo ministro Dias Cofre como parte de um inquérito sigiloso que investiga suspeitas de que o ex-juizio Moro teria coagido o empresário e ex-deputado Tony Garcia a produzir gravações ilegais contra autoridades ao longo de quase uma década. Segundo Garcia, ele atuou como agente infiltrado desde o caso benestado em 2004 até desdobramentos posteriores da Lava-Jato, cumprindo ordens para restringir conversas e coletar informações sobre pessoas com prerrogativas do foro.

    Para mim, de fato, o ex-juiz Sérgio Moro é um agente da CIA infiltrado aqui no Brasil. Passou muito tempo lá nos Estados Unidos planejando como derrubar o governo do presidente Bola. Vamos seguir. Garcia relatou ao STF que documentos mantidos na 13ª vara poderiam comprovar suas acusações, o que levou Tof a autorizar um exame em loco de processos, pastas, mídias e materiais vinculados às investigações.

    A operação busca obter diretamente itens que o Supremo requisitou diversas vezes e que não foram enviados pela Justiça Federal do Paraná. Tá vendo aí o negócio como é que tá? Vem comigo aqui, ó. Conversas obtidas pela operação SPUF mostram procuradores discutindo o uso de Garcia e monitoramento e ações preparatórias. Em uma das mensagens, Deltan Dalanol chegou a se referir ao empresário como um brinquedo novo.

    Tá ouvindo aí? Hã? o ex-procurador vamos seguir em nota, o ex-juiz Mouro e agora procurador, porque ele sempre quis ser político, queria ser presidente da República, né? Classificou as acusações como um relato fantasioso e disse não ter receio do acesso do Supremo aos processos sobre sua responsabilidade na época. Vamos ver, né? Vamos ver, galera.

    Ó, eu peço que vocês curtam, apert aqui no coraçãozinho para ficar vermelho, comentem e compartilhem. Se puderem publico, vamos compartilhar esse vídeo aí porque bicho tá pegando. Vamos para cima. Então eu não compreendo as críticas que foram feitas nas última semana, Vossa Excelência, de fato, compreender é uma palavra muito forte para o nosso senador Sérgio Marreco, pô.

    Tá esperando o quê? É isso aí, pô. Eu nem sei qual que vai ser o resultado, se vai ter mesmo essa indicação, se vai ter essa, como é que vai ser essa batidina, se vai ser aprovada ou não. Eu não sei vocês, mas sempre que o futuro governador do Paraná, Paraná tá de parabéns, hein? vai sair do rato pro marreco. Voltando, sempre que ele fala do STF, cara, parece um patinho feio, triste, uma certa inveja, um rancor ali guardado, a gente não sabe por agora criticar o Senado e criticar a presidência do Senado pelo exercício das prérogativas constitucionais do Senado,

    a meu ver, um absurdo. O senador tá correto demais, Tem que defender o presidente do Senado, que inclusive é do partido dele agora. Senador, será? Hipótese, será que o nosso presidente do Congresso, o menino Davi, será que ele não tá puto por outro motivo? Não, preocupado, sei lá, com a cabeça em chamas.

    Indicado de alcumbre do mesmo partido do único senador que voou, Sérgio Marreco, ignorou alertas e investiu R$ 100 milhões deais de aposentados do Amapá no Banco Master.  o nosso presidente do Congresso, menino da vida, deve estar muito preocupado com dinheiro dos aposentados. Tem que acolher o presidente, Moro. Pô, às vezes ele tá irritado com outra coisa.

    Administrador que aplicou o dinheiro de aposentados do Amapá no Banco Master responde por gestão temerária. Sobrou até pro Temer. Às vezes, Muro, o cara do teu partido tá preocupado porque, né, o dinheiro dos aposentados é muito sagrado. Filiado à União Brasil, contador da campanha de governador do Amazonas, autorizou aporte de R$ 50 milhões deais do Amazon Preve, que não tem nada a ver com a Amazon, é dos trabalhadores do estado do Amazonas no Banco Master, também do União Brasil.

    Minha sincera avaliação, tá faltando sensibilidade para o senador da União Brasil, Sérgio Moro, porque o presidente do Congresso e até o presidente do partido dele, o Rueda, eles estão muito preocupados com o avançar das investigações envolvendo essa questão do Banco Master, por ser que um aposentado fique sem o seu dinheiro e eles estão muito preocupados com aposentados.

    Pode ser isso, amor? Tem que acolher, tentar resolver o problema dos aposentados. Pode ser isso. E o Marreco lá no Senado chorando atrás de anestesia pro Bolsonaro. O Bolsonaro colocou ele para correr. Veja como o cara é cara de pau para conseguir uns votinhos. faz de tudo. Acompanha presidente Bolsonaro.

    Não há qualquer margem de dúvidas sobre a necessidade de cuidados especiais da necessidade de alimentos especiais, tanto pela facada que recebeu naquele fatídico ano de 2018, como pelas sucessivas cirurgias que foi obrigado a fazer desde então. Nessa perspectiva, deveria ele sim com os cuidados serido de prisão domiciliar, seria mais apropriado uma pessoa com as suas condições de saúde.

    Agora, quando nós colocamos tudo isso juntos, neniência de um lado para quem praticou crimes graves e rigor excessivo em relação aos manifestantes do Rio de Janeiro ou a negação ao Bolsonaro da prisão domiciliar, é que nós percebemos que tem alguma coisa errada aí com o nosso país, que precisa ser consertado. Vamos aguardar esperar que semana os próximos em breve rebruçado sobre esse projeto de anistia de redução de penas a minha preferência pela anistia, mas temos que observar as condições políticas no momento e não podemos ficar sem ambas as coisas no

    Análise | Sergio Moro: o ex-juiz que rasgou a Constituição. Por Jorge Folena - Brasil de Fato

    presente momento de antes. Eu posso falar com autoridade porque estive, visitei algumas delas na prisão. São pessoas absolutamente simples, que tem ciência que erraram, que não deveriam ter agido daquela forma, mas jamais um tratamento assim tão rigoroso. A hora do do Congresso se debruçar sobre essa anxichinha, se debruçar sobre se não for possível anichir, um ajustamento dessas penas a patamares que sejam minimamente razoáveis.

    Falou o maior corrupto da história da Lava-Jato. 5 bilhões que sumiu, que foi paraos Estados Unidos e voltou aonde ele enfiou. O maior corrúp da história Lava- Jato, tá aí, ó. Esse país ontem deu uma lição de democracia ao mundo. Sem nenhuma láde, a justiça brasileira mostrou a sua força, não se amedrontou com as ameaças de fora e fez um julgamento primoroso, onde não tem uma acusação de oposição.

    É tudo acusação de dentro da quadrilha que tentou dar um golpe nesse país. E pela primeira vez na história do país, pela primeira vez em 500 anos na história desse país, você tem alguém preso por tentativa de golpe. Você tem um ex-presidente da República e você tem quatro generais de quatro estira presos.

    Não é demonstração de que democracia vale para todos. Democracia não é privilégio de ninguém, é um direito de 215 milhões de brasileiros. Portanto, eu estou feliz, não pela prisão de ninguém, estou feliz porque esse país demonstrou que está maduro para exercer a democracia na sua mais alta plenitude. Pessoal, senta o dedo no compartilhar porque esse vídeo é pro desespero do gado.

    Essa é a maior revista do mundo, The New York Times, que acabou de postar aquilo que o Brasil todo já sabe. Brasil desafiou o Trump e ganhou. Sabe por quê? O presidente Lula conseguiu fazer o inimaginável. negociou com Trump, conseguiu retirar a maioria das tarifas que foram colocadas sem veralatismo, sem se submeter aos norte-americanos.

    Essa é a diferença clara de um presidente que defende a soberania do Brasil e de um presidente que não só tá preso, mas representa aquilo que é o pior do Brasil. Cada fake news que bolsonarismo por enfraquece a direita brasileira. A extrema direita está fraca, está na hora da esquerda e com tudo para cima. Lula pode contar com o seu apoio para eleger metade de esquerda no Congresso? Você se indigita. Eu apoio.

    Vai responder por isso. Criminalmente. Criminalmente sim. Aqui na polícia federal.

  • CENTRÃO REJEITA FLÁVIO CANDIDATO! “Entregou pro Lula. Não prospera”

    CENTRÃO REJEITA FLÁVIO CANDIDATO! “Entregou pro Lula. Não prospera”

    A escolha de Bolsonaro por Flávio como seu candidato em 2026 despertou a fúria de vários partidos do Centrão, que em poucos minutos depois do anúncio de Bolsonaro ser divulgado, esses partidos já estão falando em neutralidade para 2026. Isso porque a candidatura do Flávio não é uma candidatura. Flávio está sendo colocado por Bolsonaro para disputar a próxima campanha presidencial para simplesmente manter o poder e a influência da direita.

    sobre o controle da família Bolsonaro. Portanto, se o centrão enfraquecer o Flávio Bolsonaro e a direita também pós 2026, o bolsonarismo de Bolsonaro sai em frangalhos. Porque o que tá em jogo em 2026 não é a vitória presidencial, porque isso o Lula vai ganhar, tá? todo mundo já sabe disso, mas é o controle da oposição para 2030, quando o Lula vai ter o ocaso da sua vida pública.

    Só que se a família Bolsonaro colocar mais uma candidatura em 2026, eles vão continuar pelo menos influenciando todo o movimento. E é isso que o Centrão não quer. Tem gente até dizendo que a candidatura de Flávio Bolsonaro não vai prosperar e não vai mesmo, porque o objetivo não é ser uma candidatura presidencial, mas simplesmente manter o poder.

    Aliados de Lula dizem que crise no Rio enfraqueceu Flávio Dino na disputa para o STF

    Coloque nos comentários o que que você achou dessa escolha do Bolsonaro pelo Flávio. Foi uma boa opção para manter o poder? É uma é uma candidatura forte, fraca? Você acha que o centrão vai mesmo romper com o Bolsonaro? O objetivo é enfraquecer o bolsonarismo. Eu quero, quero, quero não, eu quero muito que você coloque aqui nos comentários as suas percepções.

    Deixa o like no vídeo se você considera essa candidatura de de Flávio uma candidatura fraquíssima e se inscreva no canal. Como todo mundo viu, o Bolsonaro indicou o Flávio como sendo o seu candidato para 2026. Essa que não é de fato uma candidatura, porque o objetivo do Bolsonaro ao escolher o Flávio era conter os avanços de Michele, respondendo depois daquela derrota que a Michele impôs ao clã Bolsonaro depois de todo aquele embrolho no Ceará e também para manter a influência e o poder da família Bolsonaro. Porque se o Bolsonaro

    lançasse outro candidato, como por exemplo Tarcísio, o Tarcísio, mesmo sendo derrotado, sairia como a liderança da oposição e a família Bolsonaro perderia todo o seu capital político. Isso seria um problema. Mas por que que o Bolsonaro optou pela escolha do Flávio agora e não mais paraa frente? justamente pelo avanço de poder de Michele Bolsonaro.

     

    Então não é uma candidatura, isso tem que ficar muito claro. O objetivo é manter o poder, conter o avanço de Michele Bolsonaro e tentar usar a candidatura do Flávio como retórica para a liberação ou libertação de Bolsonaro ainda em 2026. Se esse plano vai dar certo, eu tenho lá muitas dúvidas sobre isso, porque a candidatura de Flávio, que pode se tentar ser algo para manter o poder da família Bolsonaro, pode ser um grande tiro no pé, porque há uma movimentação e nós sabemos disso, para desidratar essa candidatura, porque o que está em jogo

    em 2026 é justamente o futuro e a liderança da direita a partir de 2026 para 2030. Porque em 2030 a Lula não vai mais poder disputar nenhuma campanha presidencial, porque ele já vai estar com uma idade, vai tá no seu segundo mandato seguido e isso vai encerrar um período político da história brasileira, abrindo assim o novo período político.

    E alguns aliados já começaram a reclamar mais publicamente dessa candidatura do Flávio. Porque o Paulinho da Força, que é deputado do Solidariedade, o relator do projeto de anichia na Câmara dos Deputados, falou para o Lauro Jardim que essa candidatura do Flávio Bolsonaro não prospera, que é algo simplesmente é fazer o jogo do PT e entregar nas mãos do Lula a vitória em 2026.

     

    E na minha opinião, vai ficar muito mais fácil para o Lula vencer o Eduardo, o Flávio Bolsonaro. Muito mais, muito mais fácil. Nas redes sociais houve também uma divisão. Algumas pessoas da direita não gostaram da edicação do Flávio, preferiam o Tarcísio, achavam ele um candidato mais competitivo. Outros disseram que precisam estar com Bolsonaro onde quer que ele vá, quem que seja o candidato que ele escolher.

    Beleza, mas o Fábio Vaarten, que foi ministro da SECOM, ex-assessor do Bolsonaro, percebendo essa movimentação, esse descontentamento, foi também às redes sociais para falar o seguinte: “Olha, a decisão do Bolsonaro é uma decisão absoluta. O que Bolsonaro decidir está decidido, da mesma forma que o Valdemar Costa Neto também se manifestou depois da indicação do Bolsonaro que Flávio vai ser o seu candidato, mas não foi uma decisão, não vou dizer unânime, mas não agradou de modo unânime as pessoas da direita.

    E segundo o Globo, horas depois do anúncio do Flávio como sendo indicado do Bolsonaro, o centrão simplesmente rachou com esse presidente, porque todos aqueles partidos que articulavam alguma candidatura e tinham puerilmente uma esperança de receberem o aval de Bolsonaro para os seus candidatos como PSD, União Brasil, PP, Partido Novo, republicanos já começaram a falar que vão deixar a candidatura bolsonarista.

    Isso, segundo o jornal O Globo, tá? Por quê? Porque na visão deles, o sobrenome Bolsonaro é um sobrenome que tem muita resistência, muita rejeição. Só que eles estão assim, sinceramente, eles estão errados, porque mesmo que fosse outro candidato, como o Brasil ele está muito politizado e dessa forma com os a população muito bem dividida e decidida, não importa que o candidato tenha o sobrenome Bolsonaro ou não, porque o candidato que for enfrentar o Lula vai ter a mesma votação, independentemente do sobrenome,

    porque há uma polarização no nosso país muito bem definida e todas As pesquisas de intenção de votos mostram isso, porque o Tarcísio tem a mesma votação do Flávio, da Michele, do Bolsonaro e de outros candidatos no segundo turno. Então não é o sobrenome que provoca isso, mas a politização. E eles acham isso, o problema é todo, é deles.

    Flávio Dino diz que país pode ter que discutir parlamentarismo após saída de Lula

    O foco agora, segundo a notícia do Globo, é justamente tentar formar bancadas no legislativo. Esse é o objetivo dos partidos do Centrão. e eles vão eh declarar neutralidade, não vamos apoiar nenhum candidato. Essa é a posição do PSD, do do União Brasil. Tudo o que fica mais fácil para esses partidos, né? porque eles vão poder fazer ali as suas coligações regionais sem que haja uma definição mais concreta até no âmbito nacional para não causar nenhum tipo ali de constrangimento.

    Até mesmo Ciro Nogueira em confissão recente já disse que a oposição não tem nenhuma nenhum tipo de estratégia, que faltaria bom senso à direita brasileira para enfrentar o Lula, não havendo nenhum tipo de estratégia para enfrentar o Lula. E por isso o foco, na verdade, seria as bancadas do as bancadas legislativas, tanto o Senado quanto o Congresso, ou melhor, quanto a Câmara dos Deputados.

    Seria uma forma da oposição buscar ali a sua sobrevivência política. O Cío Nogueira falou isso e é o que vai acabar acontecendo, na verdade, porque essa posição do Flávio é uma posição que todo mundo já esperava que fosse acontecer. falava que o Flávio poderia ser vice. Não tinha como o Flávio se vice.

    Você não pode ter uma chapa, duas cabeças. O Flávio não pode ser vício do Tarcísio. Uma chapa precisa ter uma cabeça e precisa ter um rabo. Então, sinceramente, eu não sei a surpresa do do pessoal do Centrão, não sei qual foi eh o grande desapontamento, porque era óbvio que o Bolsonaro iria manter alguém da própria família. Isso era óbvio, tava sendo, era algo que tava sendo desenhado, mas o centrão parece gostar de se enganar.

  • Ana Belén: A ESCRAVA que viu o nascimento da criança cuja pele revelou a traição oculta.

    Ana Belén: A ESCRAVA que viu o nascimento da criança cuja pele revelou a traição oculta.

    No verão de 1787, quando o ar do vale de Oaxaca ardia como brasa viva e as cigarras cantavam sua ladainha nas árvores de Goiaba, Ana Belén ouviu o primeiro grito da Senhora Leonor vindo do quarto principal da fazenda Santa Cruz de Tlacolula. Era um grito contido, abafado pelo costume de décadas de não mostrar fraqueza diante da servidão.

    Ana Belén largou a bacia onde lavava lençóis de linho, secou as mãos no avental e subiu as escadas de pedra que conduziam aos aposentos dos patrões. Seus pés descalços conheciam cada degrau, cada rachadura onde a cal havia se soltado durante as chuvas do ano anterior.

     Ela estava naquela casa há 30 anos, comprada aos 13 em um mercado de Antequera, e tinha visto nascer três gerações da família Villarreal. Desta vez seria diferente. Ela soube pelo tremor nas mãos da senhora quando, três meses antes, lhe pedira que jamais a deixasse sozinha durante o parto. Prometa-me, Ana Belén. Jure pela sua alma.

     A fazenda Santa Cruz dominava um vale onde se cultivava cochonilha, grana e milho. Os senhores Villarreal possuíam 200 almas, entre escravos negros trazidos das costas e serviçais indígenas que trabalhavam por dívidas herdadas de seus avós. Dom Rafael Villarreal, o patrão, partira para a Cidade do México seis meses antes para tratar de assuntos da audiência.

     Ele estava em litígio com os dominicanos por terras próximas a Etla. Sua ausência se prolongava mais do que o previsto, e as cartas que enviava a cada 15 dias falavam de trâmites intermináveis, de papéis que se perdiam, de funcionários que pediam mais dinheiro para acelerar as resoluções. Enquanto isso, a Senhora Leonor, de 42 anos, florescia em uma gravidez inesperada que todos atribuíam à vontade divina.

     Ela havia perdido duas crianças antes, ambas antes de completar o segundo mês de gestação. Desta vez, o menino se agarrava, crescia, chutava. O capelão da fazenda, Frei Domingo, dizia que era sinal de bênção, que Deus premiava a piedade de Dona Leonor, que havia mandado construir uma nova capela no povoado de San Pablo. Se você vive no México ou em qualquer canto da América onde essas histórias ainda dormem, nos arquivos paroquiais e na memória das pedras, comente de onde você nos lê e ajude-nos a resgatar o que o silêncio tentou apagar durante séculos. Ana Belén entrou no

    quarto e fechou a porta atrás de si. A Senhora Leonor estava recostada sobre o leito de madeira entalhada, suada, com o cabelo castanho grudado nas têmporas. As contrações haviam começado ao amanhecer, suaves primeiro, depois cada vez mais intensas. Agora chegavam a cada poucos minutos.

     Ana Belén havia assistido a mais de 50 partos. Conhecia os ritmos do corpo, os sinais de perigo, os silêncios que precediam a morte. Aproximou-se, apalpou a barriga inchada, calculou a posição da criança. Tudo parecia em ordem. “Quanto falta?”, perguntou Dona Leonor com voz tensa. Antes do anoitecer, respondeu Ana Belén. “O menino está bem posicionado. É forte.” A senhora fechou os olhos.

     “Ana Belén, quando nascer, quando o vir, não diga nada a ninguém, entende?” Suas palavras eram súplica e ameaça ao mesmo tempo. Ana Belén assentiu. Já o sabia. Há meses o sabia. Durante a gravidez, ela vira Dona Leonor caminhar até o telheiro onde guardavam as ferramentas, onde Jacinto, o capataz mulato, organizava as equipes de trabalho.

     Jacinto era filho de uma escrava e de um espanhol desconhecido, e havia crescido entre a casa grande e os campos, homem de confiança do patrão, encarregado de manter a ordem quando Dom Rafael viajava. Tinha 35 anos, corpo de trabalhador curtido pelo sol, mãos grandes e voz suave que contrastava com seu ofício de dar ordens.

     Ana Belén os vira conversar perto do aqueduto que alimentava as plantações. Vira-os em uma tarde de outubro, antes de as chuvas começarem, caminhar em direção à divisa, onde as árvores de Mesquite ofereciam sombra discreta. Não os seguiu, não precisava confirmar o que já entendia. Em uma fazenda, os segredos são como fumaça.

     Podem se esconder por um tempo, mas sempre buscam sair. O parto avançou por horas. Ana Belén preparou infusões de camomila e arruda. Limpou com panos de algodão. Segurou as pernas da senhora quando as forças fraquejavam. Lá fora, o sol começava a descer, tingindo o céu de laranja e púrpura. Ouviam-se os sinos da capela chamando para o Angelus.

     Frei Domingo viera duas vezes perguntar, e Ana Belén lhe dissera que tudo corria bem, que rezasse e esperasse. O capelão era um homem jovem, recém-chegado de Puebla, sem experiência nos assuntos obscuros que se tramavam nas grandes fazendas. Via o que queria ver, uma família piedosa, uma senhora devota, um patrão generoso com a igreja.

     Quando o menino nasceu, Ana Belén o recebeu com as mãos firmes. Era varão, como havia prognosticado. Chorava com força, os pulmões cheios de vida. Ana Belén limpou-o com água morna, cortou o cordão, envolveu-o em uma manta de lã e então o viu. A pele do menino não era branca como a de Dona Leonor, nem morena clara como a de Dom Rafael.

     Era escura, da cor de café sem leite, com um tom que não deixava dúvidas sobre o sangue que corria em suas veias. Os traços, ainda indefinidos, como em todos os recém-nascidos, insinuavam algo distinto. O nariz mais largo, os lábios mais grossos, o cabelo que começava a encaracolar-se em pequenos cachos apertados.

     Dona Leonor estendeu os braços, mas quando Ana Belén lhe entregou o bebê, viu em seus olhos o terror que estivera escondido durante nove meses. A senhora olhou para o filho e não disse nada, simplesmente o apertou contra o peito e começou a chorar em silêncio. Ana Belén limpou o sangue, trocou os lençóis, preparou o banho para a mãe.

     Trabalhava com eficiência, sem falar, enquanto sua mente calculava as consequências. Quando Dom Rafael voltasse, e mais cedo ou mais tarde ele voltaria, veria o menino e então começaria o inferno. “Não podem saber”, sussurrou Dona Leonor. “Se souberem, ele me matará.”

     “Matará o menino e a você também, Ana Belén, por ter estado aqui.” Ana Belén não respondeu. Sabia que a senhora tinha razão. No mundo das fazendas neo-hispânicas, a honra de um espanhol era mais importante do que qualquer vida. Um filho bastardo era desonra, um filho mulato era abominação. A lei permitia ao marido desfazer-se da esposa adúltera e de sua descendência.

     Alguns o faziam com veneno discreto, outros com faca rápida na madrugada. Sempre com a bênção tácita das autoridades que entendiam que certos crimes não eram crimes, mas sim justiça doméstica. Naquela noite, depois que Dona Leonor adormeceu exausta com o bebê nos braços, Ana Belén desceu à cozinha, onde as outras criadas preparavam tortillas e feijão para a ceia.

     Ninguém perguntou sobre o parto. Era costume esperar que a senhora anunciasse o nascimento oficialmente. No dia seguinte, viria o capelão para batizar o menino com água benta. Seriam enviadas cartas à Cidade do México informando Dom Rafael. Seria organizada uma pequena celebração com aguardente e tamales.

     Mas Ana Belén sabia que nada disso aconteceria da forma habitual. Na manhã seguinte, Dona Leonor mandou chamar Jacinto. Ana Belén estava presente quando ele entrou no quarto. O capataz trazia o chapéu na mão, as costas ligeiramente curvadas em gesto de respeito. Quando viu o menino, seu rosto mudou. Primeiro confusão, depois compreensão, finalmente algo parecido com medo misturado com uma ternura que tentou ocultar.

     “É teu filho”, disse Dona Leonor sem rodeios. “Dom Rafael voltará em duas semanas, segundo sua última carta. Antes que ele chegue, este menino tem que desaparecer.” Jacinto deu um passo atrás. “Desaparecer, senhora, o que está dizendo? Leve-o para longe, para o povoado, para a costa, para onde for. Encontre alguém que o crie.”

     “Eu te darei dinheiro, o que precisar.” Ana Belén observava a cena com o coração apertado. Ela havia carregado aquele menino, o havia limpado com suas próprias mãos. Sabia o que significava “desaparecer” na boca de um patrão. Algumas crianças chegavam a famílias que as acolhiam com carinho, outras eram vendidas, outras abandonadas nas portas dos conventos, outras simplesmente deixadas à própria sorte em caminhos solitários onde os animais as encontravam antes que os humanos. “Eu o levarei”, disse Ana Belén.

     As palavras saíram de sua boca sem pensar, como se outra pessoa falasse. Dona Leonor e Jacinto a olharam. “Você?”, perguntou a senhora. “Conheço uma família em Tlacochahuaya”, continuou Ana Belén, inventando na hora. “Gente boa, sem filhos, a mulher me deve um favor. Levarei o menino para lá. Ninguém fará perguntas.”

    ” Na verdade, Ana Belén não conhecia nenhuma família assim. Mas precisava de tempo para pensar, para encontrar uma saída que não terminasse com o menino morto em uma vala. Dona Leonor assentiu, grata demais para questionar, “Faça isso hoje, antes que mais alguém o veja. Eu te darei 50 pesos e, quando voltar, diremos que o menino nasceu morto. Já perdi dois antes.

    Ninguém duvidará.” 50 pesos era uma fortuna para uma escrava. Equivalia a vários anos de trabalho, caso ela fosse paga alguma vez. Ana Belén pegou a bolsa que a senhora lhe entregou, envolveu o bebê em uma manta grossa e saiu do quarto. Enquanto caminhava pelo corredor, Jacinto a alcançou.

     “Aonde realmente você o levará?”, perguntou em voz baixa. Ana Belén olhou-o nos olhos, “Para um lugar seguro.” “Eu quero saber onde ele está. É meu sangue.” “Seu sangue lhe custará a vida se alguém o descobrir”, respondeu Ana Belén. “A senhora perdoará o adultério de seu marido porque não tem opção, mas a você ele matará por ter tocado o que era dele. Entende?” Jacinto cerrou os punhos. “Eu não pedi isso.”

     “Ninguém pede o que lhe cabe”, disse Ana Belén. “Agora, deixe-me ir. Quanto menos você souber, melhor.” Ana Belén saiu da fazenda com o menino escondido sob seu xale. Pegou o caminho para o leste, onde os morros se erguiam cobertos de carvalhos e pinheiros. Caminhou por horas sob o sol que queimava a terra seca. O bebê chorava de fome, e ela parava de vez em quando para dar-lhe água adoçada com rapadura, a única coisa que podia oferecer.

     Sua mente trabalhava sem descanso buscando soluções. Podia deixá-lo no convento das dominicanas em Tlacolula. Podia levá-lo para alguma família indígena que talvez o aceitasse em troca de dinheiro. Podia até ficar com ele, fingir que era um menino abandonado que havia encontrado, criá-lo como seu, mas cada opção tinha seus perigos, suas formas de ser descoberta.

    Ao entardecer, chegou a Tlacochahuaya, um povoado pequeno com uma igreja barroca de muros brancos e uma praça central onde vendiam cerâmica e tecidos. Ana Belén conhecia o lugar porque havia vindo anos antes com a Senhora Leonor para comprar toalhas de mesa bordadas. Sentou-se debaixo de um freixo para descansar e pensar.

     O bebê havia adormecido contra seu peito. Era lindo, com cílios longos e dedos perfeitos. Não merecia morrer pelo pecado de seus pais. Uma mulher se aproximou curiosa. “De onde vens, irmã?” Ana Belén reconheceu seu sotaque zapoteca. “Da fazenda Santa Cruz. Levo este menino para a sua família.” A mulher olhou para o bebê e depois para Ana Belén com olhos que haviam visto demais.

     “Não há família”, disse simplesmente. Ana Belén não respondeu. A mulher sentou-se ao seu lado. “Minha filha perdeu um menino há dois meses. Ainda tem leite. Se precisas de alguém que o amamente, posso levá-los.” Era uma oferta ou uma armadilha. Ana Belén não sabia qual, mas o bebê estava com fome e ela não tinha opções.

     Seguiu a mulher até uma casa de adobe à beira do povoado. A filha era jovem, talvez 20 anos, com o rosto marcado pelo luto recente. Quando viu o menino, seus olhos se encheram de lágrimas. Tomou-o nos braços sem perguntar nada e o levou ao peito. O bebê começou a sugar com avidez. Ana Belén observava a cena e sentia algo que não sentia há anos. Esperança. “Quanto?”, perguntou a mãe, prática.

    Ana Belén tirou 20 pesos da bolsa, “Pelo seu cuidado durante um ano. Depois voltarei com mais.” Era uma mentira, mas necessária. A mulher pegou o dinheiro e guardou-o na blusa. “Como ele se chama?” “Ainda não tem nome”, disse Ana Belén. A jovem que amamentava o menino falou pela primeira vez. “Vou chamá-lo de Gabriel, como o anjo que anuncia o impossível.”

     Ana Belén regressou à fazenda Santa Cruz três dias depois. Havia tomado caminhos longos, parando em povoados diferentes, construindo uma história crível sobre ter viajado longe para entregar o menino. Quando chegou, encontrou a casa em luto oficial. Haviam pendurado panos pretos nas janelas. Frei Domingo rezara uma missa pela alma do menino morto.

     Dona Leonor permanecia em seu quarto recebendo visitas das poucas famílias espanholas da região que vinham dar os pêsames. Ninguém perguntou detalhes. A morte infantil era tão comum que explicá-la parecia desnecessário. Dom Rafael Villarreal chegou uma semana depois, empoeirado da viagem, irritado por ter tido que interromper seus assuntos na capital.

     Quando soube do menino morto, mostrou decepção, mas não dor. “Mais um varão perdido”, disse, “Deus tem suas razões.” Dona Leonor chorava de verdade, mas não pelas razões que seu marido imaginava. Ana Belén os observava durante as refeições, durante as conversas no corredor, durante os momentos em que Dom Rafael revisava as contas da fazenda com Jacinto.

     O capataz mantinha o olhar baixo, respondia com monossílabos, evitava ficar a sós com a senhora. A tensão era como uma corda que se esticava a cada dia um pouco mais, ameaçando romper-se. Os meses se passaram. O outono trouxe as primeiras chuvas, o inverno secou os campos, a primavera fez florescer as árvores de Buganvílias que subiam pelos muros da fazenda.

    Ana Belén continuava com suas tarefas, lavando roupa, cozinhando, cuidando do galinheiro. Uma vez por mês, inventava alguma desculpa para ir a Tlacochahuaya. Levava dinheiro para a família que cuidava de Gabriel. Via-o crescer forte e saudável. O menino tinha já oito meses. Engatinhava, ria quando ela fazia caretas. A jovem que o amamentava o tratava como seu. “É um menino bom”, dizia.

    “Deus te abençoe por trazê-lo.” Mas os segredos, como as dívidas, sempre cobram seu preço. Em maio de 1788, chegou à fazenda um visitante inesperado, Dom Rodrigo Villarreal, irmão mais novo de Dom Rafael, que havia estado vivendo na Guatemala durante 10 anos administrando plantações de anil. Vinha de regresso à Nova Espanha para reclamar sua parte na herança paterna.

    Era um homem observador, de olhar afiado, que notava inconsistências onde outros viam apenas a superfície. Durante o jantar de boas-vindas, perguntou pelo menino morto. “Quando nasceu exatamente?” “Em agosto do ano passado”, respondeu Dona Leonor com a voz trêmula. “E viveu quanto tempo?” “Apenas alguns dias”, interveio Dom Rafael, “não chegou nem a ser batizado.”

     Dom Rodrigo assentiu, mas seus olhos se moveram em direção a Ana Belén, que servia o vinho. “Você esteve no parto”, disse. Não era uma pergunta. Ana Belén assentiu. “E o que viu?” A pergunta pairou no ar como uma faca suspensa. Ana Belén sentiu os olhares de todos cravados nela. “Vi um menino que não conseguia respirar bem, senhor. Nasceu roxo, durou três dias lutando, depois se apagou como vela.”

     Era mentira técnica e verdade emocional ao mesmo tempo. Dom Rodrigo não pareceu convencido, mas não insistiu. Durante sua visita, fez perguntas estranhas, revisou documentos antigos, falou com os trabalhadores. Em uma tarde, Ana Belén o viu conversando com Jacinto perto dos estábulos.

     Não ouviu o que diziam, mas viu como o capataz ficava tenso, como Dom Rodrigo apontava para a casa grande, como seus gestos sugeriam acusação. Naquela noite, Jacinto procurou Ana Belén na cozinha. “Dom Rodrigo, suspeita de algo”, disse. “Me perguntou se eu havia notado algo estranho na senhora durante a gravidez, se a tinha visto falar com alguém em particular.”

     “E o que você lhe disse?” “Que eu apenas cumpria minhas obrigações. Mas ele não acreditou em mim. Ele tem essa maneira de olhar que lê seus pensamentos.” Na semana seguinte, Dom Rodrigo anunciou que ficaria na fazenda por tempo indefinido. Tinha planos de modernizar a produção de cochonilha, de trazer novas técnicas da Guatemala, de aumentar os lucros.

    Dom Rafael aceitou a ajuda de seu irmão sem saber que estava convidando à sua própria perdição. Porque Dom Rodrigo não havia vindo apenas a negócios. Ele havia vindo porque na Guatemala havia recebido uma carta anônima, uma carta que falava de um menino que não havia morrido, de um adultério que se ocultava sob um luto falso, de uma escrava que sabia demais.

     Quem havia escrito essa carta? Ana Belén nunca soube com certeza. Suspeitava do mordomo, um espanhol velho chamado Melchor, que estava há 40 anos na fazenda e que havia visto Dom Rafael e seu irmão crescerem. Melchor era um homem de lealdades antigas, que considerava que a família Villarreal merecia saber a verdade sobre seu sangue. Ou talvez tenha sido o capelão Frei Domingo, que sem querer ouvira algo em confissão e decidira cumprir um dever moral mais alto do que o segredo sacramental.

    Ou talvez tenha sido alguma das criadas invejosa do poder de Ana Belén, desejosa de vê-la cair. Nas fazendas, as paredes têm ouvidos e os ouvidos têm línguas. Dom Rodrigo começou sua investigação de forma sutil, revisou os livros paroquiais, falou com o médico que ocasionalmente visitava a fazenda, interrogou as parteiras da região, ofereceu dinheiro, ameaçou com castigos, prometeu proteção. Lentamente, construiu um caso.

     Não tinha provas definitivas, mas tinha pontas soltas suficientes para tecer uma corda. Em uma tarde de junho, enquanto a família jantava, Dom Rodrigo soltou sua bomba com precisão calculada. “Irmão”, disse, “creio que deves saber algo sobre o menino que morreu no ano passado, ou melhor, sobre o menino que não morreu.” O silêncio que se seguiu foi absoluto.

     Dom Rafael largou o garfo sobre o prato. “O que estás insinuando?” “Não insinúo, afirmo”, respondeu Dom Rodrigo. “Tua esposa deu à luz um menino vivo, um menino que foi entregue a uma família em Tlacochahuaya, um menino cuja pele revelou uma verdade inconveniente.” Dona Leonor levantou-se, branca como a toalha de mesa.

     “Estás louco?” “Estou informado”, corrigiu Dom Rodrigo, “e proponho que vamos juntos buscar essa criança. Se não existe, eu me desculparei. Se existe, teremos uma conversa necessária sobre honra e consequências.” No dia seguinte, uma comitiva saiu em direção a Tlacochahuaya.

     Iam Dom Rafael, Dom Rodrigo, Frei Domingo, Jacinto e Ana Belén. Ninguém falou durante o trajeto. Ana Belén sabia que sua vida pendia por um fio. Se encontrassem Gabriel, tudo desmoronaria. Se não o encontrassem, Dom Rodrigo ficaria como mentiroso, mas as suspeitas permaneceriam. Rezo em silêncio, sem saber a que santo se dirigir. Ao santo dos inocentes, ao dos mentirosos piedosos, ao das causas perdidas.

    Quando chegaram ao povoado, Ana Belén os guiou até a casa de adobe, mas a casa estava vazia, completamente vazia. Não havia móveis, não havia gente, apenas paredes nuas e um chão de terra varrido. Os vizinhos disseram que a família havia se mudado dois meses antes para a costa, que haviam recebido dinheiro de um parente e decidido recomeçar em Oaxaca, porto. Ninguém sabia exatamente onde.

     Dom Rodrigo interrogou meia dúzia de pessoas. Todos diziam o mesmo. Família se foi, menino incluído, destino desconhecido. No caminho de regresso, Dom Rafael não olhou para a esposa. Dom Rodrigo cavalgava à frente, frustrado, mas não derrotado. Ana Belén respirava com dificuldade, sabendo que havia ganhado tempo, mas não a guerra, porque a verdade era que ela havia esvaziado a casa.

     Duas semanas antes, quando soube que Dom Rodrigo fazia perguntas, ela havia pegado os 30 pesos que lhe restavam, fora a Tlacochahuaya e convencera a família a partir imediatamente. Havia-lhes dado o dinheiro, explicado o perigo, dito para irem para longe e não voltarem nunca.

     A jovem que cuidava de Gabriel havia chorado, mas entendia. “Protegeremos o menino”, prometera, “como se fosse nosso.” Os meses seguintes foram de tormenta contida. Dom Rafael, embora sem provas definitivas, começou a se distanciar de sua esposa. Já não compartilhavam o leito, mal falavam durante as refeições.

     Dom Rodrigo regressou à Guatemala após meses de busca infrutífera, mas deixou semeada a semente da dúvida. Jacinto foi rebaixado de capataz a simples trabalhador de campo, sem explicação oficial, mas com uma mensagem clara. Ana Belén continuava seus labores, mas sentia os olhos de Dom Rafael sobre ela cada vez que entrava em um quarto.

     O patrão sabia que ela sabia de algo, mas não se atrevia a interrogá-la diretamente, porque isso significaria dar credibilidade às acusações de seu irmão. Em setembro de 1790, dois anos após o nascimento de Gabriel, chegou à Nova Espanha a notícia de que o Rei Carlos IV havia ascendido ao trono.

     Com ele vieram rumores de reformas, de mudanças nas leis sobre escravidão, de pressões da Europa para moderar os abusos coloniais. Eram apenas rumores, mas nas fazendas começaram a circular com intensidade. Os escravos falavam em voz baixa sobre possíveis liberdades futuras. Os patrões reagiam com mais dureza, temendo perder o controle.

     A tensão social crescia como um rio que transborda antes da tempestade. Em uma noite de novembro, Dona Leonor mandou chamar Ana Belén ao seu quarto. Estava sentada junto à janela, olhando a lua cheia que iluminava o vale. “Onde está meu filho?”, perguntou sem rodeios. Ana Belén havia esperado essa pergunta por dois anos. “Longe, a salvo, vivo.” “Sim.”

     “Sabe onde exatamente?” “Não. Eu lhes disse para não me dizerem. É mais seguro assim.” Dona Leonor fechou os olhos. “Às vezes sonho com ele, com a pele escura dele, com os olhos dele. Acordo chorando. Dom Rafael já não me toca. Creio que me odeia, embora não possa provar.” “Ele odeia porque suspeita, senhora, mas enquanto não houver prova, não pode agir sem destruir sua própria reputação.”

     “E quando eu morrer”, perguntou Dona Leonor, “o que acontecerá com o menino então? Quem saberá que ele é meu?” Ana Belén não tinha resposta. A senhora continuou, “Quero que escrevas algo, uma declaração assinada por mim, testemunhada por ti, algo que explique a verdade, que diga a Gabriel quem foi sua mãe, não para agora, para o futuro, para quando todos estivermos mortos e o escândalo já não importar.”

     Era um pedido impossível e necessário. Ana Belén, que havia aprendido a ler e escrever em segredo durante seus anos na fazenda, pegou pena e papel. Sob o ditado de Dona Leonor, escreveu uma confissão completa. O adultério com Jacinto, o nascimento do menino, a decisão de ocultá-lo, o papel de Ana Belén como salvadora.

     A senhora assinou com a mão trêmula. Ana Belén guardou o papel em uma caixa de madeira que escondeu sob as tábuas do chão de seu pequeno quarto de serviço. Em 1794, Dom Rafael adoeceu com febres. Os médicos disseram que era malária contraída durante uma viagem às costas de Veracruz. Morreu em dezembro, delirante, chamando por sua mãe morta.

     Dona Leonor herdou a fazenda completa, sem filhos reconhecidos, tornando-se uma das poucas mulheres proprietárias da região. Dom Rodrigo tentou disputar o testamento, argumentando que seu irmão havia sido envenenado por sua esposa adúltera, mas sem provas concretas, o caso desmoronou.

     A viúva Villarreal continuou administrando Santa Cruz com a ajuda de novos empregados trazidos de Puebla. Ana Belén envelheceu com a fazenda. Seu cabelo ficou grisalho, suas costas se curvaram, mas sua mente permanecia alerta. Uma vez por ano, enviava dinheiro através de intermediários para a costa, onde acreditava que Gabriel e sua família adotiva viviam. Nunca recebeu confirmação.

     Nunca soube se o dinheiro chegava, mas continuava enviando-o como um ato de fé. Em 1810, quando o padre Hidalgo levantou o estandarte da Virgem de Guadalupe e começou a guerra de independência, Ana Belén tinha 63 anos. A Fazenda Santa Cruz foi saqueada duas vezes por insurgentes que buscavam armas e dinheiro. Dona Leonor morreu em 1812 durante um ataque rebelde, atravessada por uma bala perdida em sua própria casa.

    Ana Belén, livre finalmente por decreto de abolição que Hidalgo havia proclamado, ficou nas ruínas da fazenda junto a outros antigos escravos que não tinham para onde ir. Em 1821, quando o México proclamou sua independência, era uma anciã de 74 anos que passava seus dias sentada sob o freixo do pátio, recordando.

     Às vezes vinham viajantes, comerciantes, soldados licenciados. Alguns ficavam para ouvir suas histórias sobre os tempos do vice-reinado, sobre as grandes famílias que caíram, sobre os segredos que morreram com seus donos. Em uma tarde de setembro daquele ano, um homem de pele morena clara de uns 33 anos chegou à fazenda perguntando por Ana Belén.

     Trazia consigo uma pequena caixa de madeira e uma carta antiga, amarelada pelo tempo. A carta estava assinada por Dona Leonor Villarreal. O homem disse chamar-se Gabriel. Havia crescido na costa, filho adotivo de uma família zapoteca que lhe contara, ao completar 21 anos, a verdade sobre sua origem. Levara anos para decidir-se a procurar, mas finalmente havia vindo.

     Queria conhecer sua história completa. Ana Belén olhou-o longamente, buscando em seus traços as marcas de Jacinto e de Dona Leonor. Estavam ali misturadas, fundidas em um rosto que era todos e nenhum. Contou-lhe tudo, desde o parto até a fuga, desde as mentiras até as verdades, desde o medo até a esperança.

     Gabriel ouviu sem interromper e, quando ela terminou, pegou sua mão enrugada entre as suas e disse: “Obrigado por me salvar, por guardar a memória.” Ana Belén morreu três meses depois, em dezembro de 1821, rodeada pelas poucas pessoas que ainda viviam nos restos da fazenda Santa Cruz. Gabriel estava presente e, quando a enterraram debaixo do freixo que ela tanto havia amado, colocou sobre sua tumba uma pedra com uma inscrição simples talhada por suas próprias mãos.

    Ana Belén, escrava que viu nascer a liberdade, onde todos viam apenas cadeias.

  • A GO DE YOPOUGON QUE AMAVA DEMAIS O DINHEIRO: EIS COMO ELA PERDEU TUDO

    A GO DE YOPOUGON QUE AMAVA DEMAIS O DINHEIRO: EIS COMO ELA PERDEU TUDO

    A GO DE YOPOUGON QUE AMAVA DEMAIS O DINHEIRO: EIS COMO ELA PERDEU TUDO

    Bem-vindo ao Som de Vida. Yopougon é o bairro que nunca dorme. O cruzamento onde dançamos até o amanhecer e onde se sente o perfume delicioso do porco assado em cada esquina. É a cidade da alegria, o coração popular de Abidjan. Mas para Aïcha, a caçula, Yopougon tinha se tornado uma jaula.

    Aos 20 anos, ela olhava para além dos telhados de zinco e dos bares animados. Via o horizonte — e esse horizonte era pavimentado de ouro. Aïcha era uma go cuja ambição era mais forte que a razão. Era sedenta de luxo: marcas, dinheiro sem fim, o som das chaves de carros de luxo e o telefone mais novo com fotos perfeitas.

    Cansou-se da vida pequena. Repetia sempre: “Para a minha vida ser bonita, meu homem tem que ser rico.” Numa noite de sábado, deixou para trás o cheiro de carvão e os avisos discretos da irmã mais velha. Vestiu-se como para um casamento e seguiu rumo à Zona 4, o bairro onde os milionários desfilavam.

    O destino dela era o Silencio — a boate dos grandes do país, onde o champanhe corre mais que água. Aïcha nunca tinha ido lá, mas sabia que encontraria ali o “jaï” que procurava. Entrou jogando o papel de mulher misteriosa. Não demorou para avistá-lo.

    Didier estava no camarote VIP mais escuro e vigiado. Não procurava a luz, mas todos sabiam que ele era a luz. Não dançava; observava, com um copo na mão. Não era bonito nem do tipo dos sonhos de juventude dela: era grande, pesado, e o rosto carecia de calor.

    Não era o tipo dela, mas sua aura de poder era palpável. Quando levantou a mão, todo o clube pareceu parar. Um garçom veloz trouxe uma taça de champanhe luxuosa — algo que Aïcha nunca ousaria pedir. “O senhor Didier oferece isto e gostaria de conversar com a rainha em seu reino”, sussurrou o empregado.

    Aïcha olhou para o homem que ela não amava, mas cujos meios amava profundamente. Sorriu. Era a primeira vez que trocava o porto de Yopougon por champanhe gelado — e ela adorou. Juntou-se a Didier. A conversa foi curta, dominada pela frieza confiante dele.

    Ele perguntou o que ela queria da vida. Sem hesitar, ela respondeu: “Tranquilidade.” Didier sorriu com um vinco frio no canto dos lábios. “Tranquilidade se compra, minha querida. E eu compro tranquilidade.” Pegou o telefone, pediu o número Wave de Aïcha e transferiu 5 mil francos diante dela.

    A notificação chegou. Uma quantia absurda. Aïcha sentiu o calor subir à cabeça, mais forte que o champanhe. Aceitou as investidas dele porque ele era rico. Passaram bons momentos juntos; Didier ficou excepcionalmente encantador depois do “acordo”. Aproveitou a euforia e fez com que ela bebesse ainda mais.

    Aïcha voltou para casa no meio da noite, cambaleando, cheirando a luxo e álcool. A irmã, Assétou, acordou assustada: “Aïcha, onde estavas assim? Olha para ti, estás bêbada! O que está acontecendo?” Mas Aïcha, sorrindo tola, ignorou. Empurrou a irmã e caiu na cama, com os olhos brilhando de avareza satisfeita.

    Na manhã seguinte, com dor de cabeça terrível, recebeu mensagem de Didier: “Bom dia, minha sereia, descansa.” Minutos depois, um entregador bateu com um saco cheio de comida e remédios para ressaca, pagos por Didier. Assétou olhou tudo e perguntou: “Quem te deu isso?” Aïcha tomou o suco e sorriu com superioridade: “Calma, encontrei o grande prêmio.”

    E ali a história de Aïcha realmente começou. A notificação Wave e a entrega do Yango eram a prova: ela tinha conquistado a lua. No começo da semana, Didier acelerou. Comprou-lhe um carro usado para independência e deu-lhe a chave de um apartamento mobiliado em Cocody — longe de Yopougon, longe da realidade e longe dos olhares da irmã.

    Era o início da vida de sonho. Aïcha rapidamente se habituou. Não olhava mais preços: comprava. Tinha até personal shopper. As pessoas a olhavam com respeito e inveja. Postava fotos nas redes, sempre escondendo o rosto de Didier, mas mostrando os presentes. “O trabalho bem feito paga”, escrevia.

    Mas havia sombra no luxo. Didier era um mistério. Generoso, mas ausente. Podia dar um presente caríssimo e sumir três dias. Nunca falava de sua profissão; apenas mencionava “negócios pesados”, viagens noturnas e segredos. Tinha um quarto sempre trancado. Não comia nada que ela preparava, só comida de um fornecedor desconhecido. Detestava a cor vermelha.

    Aïcha ignorava tudo por medo de perder o conforto. O relacionamento era frio, sem carinho — apenas poder e posse. Ela era o troféu. Aceitava. Vendera o coração pelo conforto — e o conforto exigia silêncio total.

    Foi Assétou, a irmã, quem soou o alarme. Visitou-a com rosto sério, ignorando o luxo. “Aïcha, por favor, escuta-me. Tenho sonhado contigo. Esse homem, esse dinheiro… é grande demais. Tenho um mau pressentimento.” Chorou: “Faz atenção. Vi noite, fogo e areia ao redor de vocês.”

    Assétou tinha sabedoria ancestral. Sentia que o sucesso de Didier era rápido demais para ser honesto. Aïcha respondeu com dureza: “Tu ficaste na miséria e agora tens inveja. Meu homem trabalha. Para com essas histórias de aldeia.”

    Ela havia se tornado outra pessoa — fria e materialista.

    Dias depois, Didier ligou: “Meu amor, vamos descansar num fim de semana romântico. Só nós dois, numa villa na praia.” Assétou ainda tentou um último aviso: “Aïcha, não vai à praia, sinto algo ruim.” Mas Aïcha, de óculos de sol de marca, ignorou. Arrumou biquíni, cremes e roupas de noite. E partiu.

    A viagem foi silenciosa na Mercedes de Didier. Ele dirigia concentrado. Após uma hora, chegaram a Assini. A villa era magnífica, isolada, com praia privada. Aïcha colocou o biquíni e correu ao mar, celebrando sua vitória sobre a pobreza.

    À noite, havia um jantar luxuoso diante do oceano escuro. Didier estava estranhamente atencioso, sem tirar os olhos dela. Encheu-lhe o copo repetidas vezes. Ela ria alto, embriagada pelo luxo.

    Quase à meia-noite, tonta, deitou-se num espreguiçador. Quase inconsciente. Didier desligou a música. Um silêncio pesado caiu. Olhou para Aïcha imóvel e murmurou: “Finalmente posso começar o meu plano.”

    Para ele, ela era apenas a oferenda necessária para manter sua riqueza. O sacrifício tinha sido planejado. Apanhou uma pá e lona. Arrastou o corpo dela até a praia. Cavou um buraco na areia fria. Jogou-a dentro. Enterrou-a viva. O último gemido dela foi sufocado, tarde demais.

    Alisou a areia, apagando vestígios. O mar cuidaria do resto.

    Na manhã seguinte, voltou sozinho para Abidjan. Enviou uma mensagem programada no telefone dela: “Voltei por urgência. Volta por teus próprios meios.” Depois jogou o telefone no lixo.

    A riqueza dele iria dobrar.

    Em Yopougon, Assétou sentia o medo no estômago. A falta de resposta da irmã era insuportável. Investigou por conta própria. Encontrou uma amiga de Aïcha que conhecia Didier muito bem — amigo do irmão dela.

    Quando Assétou explicou tudo, a amiga ficou pálida:
    “Esse Didier não é empresário. É um sacrificador. Ele sacrifica mulheres para ter dinheiro. Faz pactos para que o dinheiro nunca acabe. Procura garotas amantes de luxo para que não fujam. Enterra ou afoga suas vítimas.”

    A verdade atingiu Assétou como um golpe.

    Correu para Assini usando suas economias e, com a ajuda de um amigo informático, rastreou o último sinal do telefone da irmã. Na praia, encontrou o bracelete de Aïcha e garrafas de vinho. Chamou a polícia. A equipe começou a cavar.

    Logo, um gritou: “Meu Deus, ela está morta!”

    Assétou desabou no chão antes mesmo de ver o corpo. Chorou com toda a força da alma.

    Meses depois houve o funeral. Didier foi preso — mas, com contatos no governo, saiu discretamente três meses depois e continuou sua vida satânica.

    Minha irmã, todos gostamos de luxo, mas é preciso saber se controlar diante do dinheiro, senão pagamos caro.

    Este foi o Som de Vida. Inscreva-se para não perder nossas próximas histórias.