1 Samuel [Chamado e Coragem Sob a Chuva da Voz de Deus] Bíblia ao Som de Chuva

Chuvas da palavra. Havia um homem que morava em Ramataim. Era descendente da família de Zuf, das montanhas de Efraim. Seu nome era Eucana. O parentesco dele com Zuf de Efraim era por parte de seu pai Jeroão, seu avô Eliú e seu bisavô Tô. Ele tinha duas mulheres. A primeira chamava-se Ana, a outra Penina. Penina tinha filhos, mas Ana não.

Primeiro Samuel. Todo ano esse homem viajava até Siló para adorar e oferecer sacrifícios ao Senhor dos Exércitos de Anjos. Eli e seus dois filhos, Rofini e Fineias, eram os sacerdotes do Eterno. Eucana oferecia o sacrifício e servia a refeição sagrada a sua mulher penina e a seus filhos, mas sempre dava uma porção generosa para Ana, porque a amava muito e pelo fato de o Eterno não ter dado filhos a ela.

Sua rival a provocava sem dó, irritando-a e sempre lembrando-a de que o eterno a deixara sem filhos. Isso acontecia todos os anos. Sempre que a família ia ao santuário do Eterno, Ana já sabia que seria provocada. Ela chorava e até perdi o apetite. Certa vez, Eucana, o marido, perguntou: “Ana, por que você sempre chora? Por que não come? Por que está tão triste? Não sou melhor para você que 10 filhos? Naquele dia, depois de comer, Ana se recompôs e de mansinho escapoliu para o santuário.

O sacerdote Eli, como de costume, estava sentado numa cadeira à entrada do santuário do Eterno. Aflita, Ana orou ao Eterno. Desconsolada, ela chorava. Então fez um voto. Ó Senhor dos exércitos de anjos, se atentares para o meu sofrimento, se deixares de me ignorar e agires a meu favor, dando-me um filho, eu o dedicarei sem reservas a ti.

Eu o separarei para uma vida de santa disciplina. Enquanto ela orava ao Eterno, Elia observava atentamente. Ana orava em silêncio com o coração. Seus lábios se mexiam, mas não saía som algum de sua boca. Ele pensou que ela estivesse embriagada, por isso se aproximou dela e perguntou: “Você está bêbada? Até quando vai ficar assim? Largue esse vício, mulher! Ana respondeu: “Não, senhor. Estou muito angustiada. Não andei bebendo.

Não bebi vinho, nem qualquer outra bebida forte. Estou apenas abrindo o meu coração para o eterno. Não pense que sou uma mulher sem moral. Estou desesperada e sofro muito, por isso estou aqui há tanto tempo. Ele disse: “Vá em paz, que o Deus de Israel atenda o seu pedido.” Ela pediu, pense sempre bem de mim. Depois disso, voltou para junto do marido e comeu com apetite. Agora estava radiante.

Eles se levantaram bem cedo, adoraram ao Eterno e retornaram para Ramá. Eucana teve relações com Ana e o Eterno lembrou-se do seu pedido. Antes do final do ano, Ana engravidou e teve um filho. Deu a ele o nome Samuel, pois disse: “Eu o pedi ao Eterno”. Quando chegou outra vez à época de Elcana voltar a Selfício anual e para cumprir o seu voto, Ana não o acompanhou.

Ela disse ao marido, depois que o menino for desmamado, eu o levarei e o apresentarei ao Eterno. Ele ficará ali para sempre. Eucana respondeu: “Faça o que você achar melhor. Fique em casa até o menino estar desmamado. Sim, que o eterno conclua o que ele começou. Naquele ano, ela ficou em casa e amamentou o filho. Depois que o desmamou, ela o levou a Siló com uma oferta generosa para refeição sagrada. Um novilho de 3 anos, farinha e vinho.

O menino ainda era bem novo. Eles mataram o novilho e depois levaram o menino a Eli. Ana disse: “Senhor, acredita que eu sou aquela mulher que estava neste mesmo lugar diante do Senhor, orando ao eterno? Eu orava por esta criança e o eterno concedeu a mim o que pedi. Agora eu o estou dedicando ao Eterno por toda a vida.

” Eles adoraram ao eterno ali. Ana orou. Canto de alegria por causa das notícias do eterno. Estou andando nas nuvens, estou rindo dos meus rivais. Estou dançando minha salvação. Não há santo como o eterno, nenhum rochedo como Deus. Não falem com arrogância. Não saiam de sua boca palavras de orgulho. Pois o eterno conhece todas as coisas.

Ele mede tudo que acontece. As armas dos fortes são esmigalhadas, mas os fracos são revigorados. Os mais abastados agora mendigam o pão nas ruas, mas os famintos têm comida em dobro. A mulher Estéreo está com a casa cheia de filhos, mas a mãe de muitos ficou sem eles. O Eterno traz a morte e o Eterno traz a vida, faz descer a cova e faz ressurgir.

O Eterno faz empobrecer e envia riquezas. Ele rebaixa e exalta. Ele põe o pobre de pé outra vez. Anima os esgotados com nova esperança, restaura na vida deles a dignidade e o respeito. Faz que tenham um lugar ao sol, pois ao eterno pertencem as próprias estruturas da terra.

Ele estabeleceu a terra sobre um fundamento bem firme. Ele protege os amigos fiéis o tempo todo, mas deixa o perverso tropeçar na escuridão. Ninguém consegue sucesso nesta vida por esforço próprio. Os inimigos do Eterno serão destruídos com rajadas do céu, serão amontoados e queimados. O Eterno estabelecerá a justiça sobre toda a terra. Ele dará força ao rei.

Ele estabelecerá o seu ungido sobre todo o mundo. Eucana voltou para sua casa em Ramá. O menino ficou servindo ao Eterno sobote Eli. Os filhos de Eli não eram flor que se cheirasse. Eles não acreditavam no eterno e levavam o ofício sacerdotal na brincadeira. Quando alguém oferecia um sacrifício, era o costume o ajudante do sacerdote chegar e, enquanto a carne estava ainda cozinhando, meter o garfo de três pontas na panela. O que ele tirasse com o garfo era a porção do sacerdote.

Mas os filhos de Eli agiam de outro modo com os israelitas, que vinham oferecer sacrifício em Siló. Antes mesmo de se queimar a gordura para Deus, eles mandavam o ajudante do sacerdote dizer ao que estava oferecendo o sacrifício. Dê um pouco desta carne para o sacerdote assar. Ele não gosta de carne cozida, só de carne mal passada.

Se a pessoa resistisse dizendo: “Deixe primeiro queimar a gordura, a porção de Deus, depois leve o que quiser”. O ajudante insistia: “Não, preciso agora. Se não me der, vou ter de tomá-la à força.” Era horrível o pecado que os dois jovens cometiam, bem na presença do Eterno, profanando a oferta sagrada.

Era essa a situação na época em que Samuel, ainda menino, costumava usar uma túnica de linho e servia ao Eterno. Todo ano sua mãe fazia uma pequena túnica. de acordo com o tamanho de Samuel e entregava ele. Quando ela e o marido vinham para o sacrifício anual, Elia abençoava Elcana e sua mulher, dizendo: “O Eterno de filhos no lugar do menino que vocês dedicaram ao Eterno.

” Com isso, voltavam para casa. O Eterno foi muito bondoso para com Ana. Ela teve mais três filhos e duas filhas. O menino Samuel permaneceu no santuário e crescia diante do Eterno. Na época, Eli já era um homem idoso. Ele ficou sabendo que seus filhos tratavam malo e dormiam com as mulheres que ajudavam no santuário. O pai chamou a atenção deles.

O que está acontecendo? Por que estão agindo desse modo? A toda hora ouço conversas sobre a maldade e o péssimo comportamento de vocês. Ah, meus filhos, isso não está certo. O povo do Eterno está dizendo coisas terríveis a respeito de vocês. Se vocês pecarem contra outra pessoa, ainda há esperança. Deus tem compaixão.

Mas se estão pecando contra o Eterno, quem os defenderá? Mas eles estavam tão obsecados pela maldade que as palavras do Pai entraram por um ouvido e saíram pelo outro. Diante disso, a paciência do Eterno se esgotou e ele decretou a morte daqueles rapazes.

Mas o jovem Samuel era dedicado ao trabalho, abençoado pelo Eterno e estimado pelo povo. Um homem de Deus certa vez disse a Eli: “O Eterno diz: “Eu me revelei a seus antepassados quando eles eram escravos do faraó no Egito. De todas as tribos de Israel escolhi sua família para que vocês sejam meus sacerdotes para presidir o altar, queimar o incenso e vestir as roupas sacerdotais na minha presença.

Encarreguei seus ancestrais de todas as ofertas de sacrifício em Israel. Por que vocês agora tratam as ofertas de sacrifício que ordenei para minha adoração? Como simples pilhagem? Por que você dá mais valor a seus filhos que a mim, permitindo que eles engordem com as ofertas, ignorando a minha vontade? Por isso, esta é a palavra do Eterno, o Deus de Israel.

Ainda que eu tenha prometido a seus antepassados que vocês seriam meus sacerdotes para sempre. Agora, lembrem-se, palavra do eterno, não é possível continuar assim. Eu honro os que me honram, mas os que me desprezam serão humilhados. Saiba disto. Muito em breve, eliminarei sua família e sua descendência.

Ninguém de sua família chegará à idade avançada. Você verá coisas boas acontecerem em Israel e ficará triste, porque ninguém de sua família viverá para desfrutá-las. Deixarei uma pessoa da família para continuar servindo no meu altar, mas a vida será sofrida com muitas lágrimas. O restante de sua família morrerá cedo.

O que acontecer com seus filhos Rofini e Fineias será a prova disso. Ambos morrerão no mesmo dia. Então estabelecerei para mim um sacerdote de verdade. Ele fará o que eu desejo e será o que eu quero que ele seja. Eu o protegerei e ele cumprirá o seu dever livremente no serviço do meu ungido.

Os que sobreviverem de sua família vão pedir esmolas a ele, dizendo: “Por favor, deixe-nos fazer algum trabalho de sacerdote para ao menos termos o que comer.” O menino Samuel servia o Eterno sob a orientação de Eli. Naquele tempo, raramente se via ou ouvia alguma revelação do Eterno. Certa noite, Eli já estava dormindo. Sua vista já estava fraca.

Ele não enxergava direito. Bem antes do amanhecer, quando a lâmpada do santuário ainda estava acesa, Samuel dormia no santuário do Eterno, no qual estava a arca de Deus. Naquela noite, o Eterno o chamou. Samuel, Samuel. Samuel respondeu: “Pois não, estou aqui.” E foi até onde ele estava, dizendo: “Eu ouvi o senhor me chamar. Estou aqui.” Ele disse: “Não chamei você.

Volte para a cama.” Samuel voltou. O Eterno o chamou novamente. Samuel. Samuel. Samuel levantou-se e foi de novo falar com ele. Eu ouvi o Senhor me chamar. Estou aqui. Outra vez ele disse: “Filho, não chamei você. Volte para a cama.” Isso aconteceu antes que Samuel conhecesse o Eterno. Foi antes de o Eterno se revelar a ele pessoalmente. O Eterno o chamou pela terceira vez.

Samuel. Mais uma vez Samuel se levantou, foi até onde Eli estava e disse: “Pois não, ouvi o Senhor me chamar. Estou aqui. Então Eli percebeu que o Eterno estava chamando o menino. O sacerdote disse a Samuel: “Volte para a cama. Se você ouvir a voz outra vez, diga: “Fala a Deus. Teu servo pronto para ouvir”. Samuel voltou para a cama.

O Eterno veio, ficou do lado dele como nas outras vezes, e o chamou. Samuel, Samuel. Ele respondeu: “Fala, Deus, teu servo está pronto para ouvir”. O Eterno disse a Samuel: “Preste atenção. Estou prestes a fazer algo em Israel que deixará o povo abalado. Chegou a hora de cumprir o que eu disse que faria a família de Eli. Ele ficará sabendo que o tempo chegou.

A família dele está condenada. Ele sabe o que está acontecendo. Que seus filhos profanam o nome e o santuário de Deus. E ele nunca tomou providência. Minha sentença contra a família de Eli é esta: o pecado da família de Eli jamais será eliminado por algum sacrifício ou alguma oferta. Samuel ficou deitado até o amanhecer, levantou-se bem cedo e foi cumprir a sua obrigação, que era abrir as portas do santuário, mas não estava querendo contar a visão a Eli. Mais tarde, Eli chamou Samuel.

Samuel, meu filho. Samuel veio depressa. Pois não. Em que posso ajudar? O que o Eterno disse a você? Conte-me tudo. Não esconda nada. Não amenize nem mesmo uma palavra. Deus é seu juiz. Quero saber tudo que ele disse a você. Samuel contou tudo a Eli. Não escondeu nada. Eli disse: “É o eterno que ele faça o que achar melhor”. Samuel crescia.

O Eterno estava com ele e a reputação profética de Samuel era impecável. Todos em Israel, de Danã ao norte até Berseba ao sul, reconheciam que Samuel era íntegro, um verdadeiro profeta do Eterno. O Eterno continuou aparecendo em Siló. Ele se revelava por meio de sua palavra a Samuel. Tudo que Samuel dizia era anunciado por todo Israel.

Um dia, Israel saiu à guerra contra os filisteus. Os israelitas armaram acampamento em Ebenzer e os filisteus em Af. Os filisteus marcharam contra Israel. A luta se intensificou e Israel sofreu uma amarga derrota. Cerca de 4000 homens caíram mortos no campo de batalha. Quando as tropas retornaram ao acampamento, os líderes de Israel disseram: “Por que o Eterno permitiu que os filisteus nos derrotassem? Vamos trazer a arca da aliança do Eterno que está em Siló.

Ela vai nos acompanhar e nos livrar da opressão de nossos inimigos. O exército mandou emissários a Siló, e eles trouxeram a arca da aliança do Senhor dos Exércitos de Anjos, que está entronizado entre os querubins. Os filhos de Eli, Rofini e Fineias, acompanharam a arca. Quando a arca da aliança do Eterno chegou ao acampamento, todos vibraram de alegria.

Os gritos pareciam um trovão e o chão tremia. Ouvindo os gritos, os filisteus tentavam adivinhar o que estava acontecendo e se perguntavam: “Que gritaria essa entre os hebreus?” Mais tarde, eles descobriram que a arca do Eterno tinha chegado ao acampamento dos hebreus e entraram em pânico. Os deuses deles chegaram ao acampamento. Nunca aconteceu algo assim conosco.

Estamos perdidos. Quem nos livrará das garras desses deuses poderosos? São os mesmos deuses que feriram os egípcios com tudo que era praga no deserto. Levantem-se, filisteus, coragem. Corremos o risco de nos tornar escravos dos hebreus, assim como eles foram nossos escravos. Mostrem sua força, lutem pela sua vida.

Eles lutaram como nunca e puseram Israel para correr. Massacraram os israelitas sem dó nem piedade. Os soldados sobreviventes fugiram, deixando atrás de si 30.000 mortos. Como se não bastasse, a arca de Deus foi levada. Os dois filhos de Eli, Rofini e Fineias, foram mortos nessa batalha. Um benjamita que tinha saído da linha de combate correu para Siló.

Quando chegou à cidade tinha a camisa rasgada e o rosto sujo. Eli estava sentado na sua cadeira perto do caminho, aguardando notícias, pois estava muito preocupado com a arca de Deus. Quando o rapaz entrou na cidade para dar a notícia, o povo, chocado com a notícia começou a chorar. Eli ouviu o choro e perguntou: “O que está acontecendo?” O mensageiro contou a notícia ao sacerdote.

Ele tinha 98 anos de idade e estava cego. O rapaz disse a Eli: “Acabei de voltar da linha de combate, quase perdi a vida.” Ele perguntou: “O que aconteceu, meu filho?” O mensageiro respondeu: “Israel fugiu dos filisteus. Foi uma derrota catastrófica com muitas baixas. Seus filhos, Rofinif, Neéas morreram e a arca de Deus foi levada.

Quando Eli ouviu que a arca de Deus tinha sido capturada, caiu da cadeira para trás, perto da porta onde estava sentado. Ele era velho e gordo, e quando caiu, quebrou o pescoço e morreu. Ele tinha servido Israel durante 40 anos. Sua nora esposa de Fineéias, estava grávida e faltava pouco tempo para dar a luz.

Quando ouviu que a arca de Deus tinha sido levada e que seu sogro e seu marido estavam mortos, ela entrou em trabalho de parto. Ela estava morrendo e a parteira disse: “Fique tranquila, você teve um menino”. Mas ela não respondeu. A arca de Deus foi levada. O sogro estava morto, o marido também. Então ela deu ao filho nome de Icabote.

Foi-se à glória, dizendo: “Israel perdeu a glória, já que a arca de Deus foi capturada. Depois que os filisteus tomaram a arca de Deus, eles a levaram de Ebenzer para Asdod e a depositaram no santuário deles, perto do ídolo de Dagon. Na manhã seguinte, quando os moradores de Asdod se levantaram, ficaram chocados ao encontrar Tagom tombado no chão diante da arca do Eterno. Eles o levantaram e o puseram de volta no lugar.

Na manhã seguinte, lá estava ele de novo, prostrado diante da arca do Eterno. Dessa vez, a cabeça e os braços do ídolo estavam quebrados, espalhados pela soleira. Só o tronco ficou inteiro. Por isso, os sacerdotes de Dagon e os que trazem oferendas ao santuário de Dagon em Asdod, até hoje evitam pisar na soleira.

O Eterno castigou com severidade o povo de Asdod, provocando tumores na população. Isso aconteceu na cidade e nos arredores. Ele permitiu que os ratos proliferassem ali. Os roedores saíram dos navios e tomaram conta da cidade. Os moradores ficaram aterrorizados. Quando viram o que estava acontecendo, os líderes de Asdod concluíram: “A arca do Deus de Israel precisa ser levada embora.

Nem nós, nem nosso Deus Dagon, podemos suportar mais esta situação.” Eles convocaram todos os líderes filisteus e os consultaram. “Como vamos fazer para nos livrar da arca do Deus de Israel?” Os líderes decidiram: “Mandem a arca para Gatti! Assim, a arca do Deus de Israel foi enviada para aquela cidade. Mas assim que a arca chegou a Gate, o Eterno também castigou aquela cidade severamente. O pânico era geral.

Os cidadãos contraíram tumores que infectaram toda a população da cidade, jovens e velhos. Por isso, decidiram enviar a arca de Deus para Ecron. Mas antes dela entrar na cidade, o povo gritou em protesto: “Vocês vão nos matar trazendo a arca do Deus de Israel para cá”.

O povo foi procurar os líderes dos filisteus e exigiu: “Tirem a arca do Deus de Israel daqui, que ela volte para o seu lugar, porque estamos ameaçados de extinção.” Estavam todos apavorados, porque Deus já os estava castigando enquanto a arca ainda se aproximava. Quem não morria era atingido por tumores. Por toda a cidade as pessoas gritavam de dor e havia gente chorando em todo lugar.

A arca do Eterno estava entre os filisteus havia 7 meses. E os líderes do povo foram consultar as autoridades religiosas, os sacerdotes e os especialistas em fenômenos sobrenaturais e perguntaram: “Como vamos nos livrar da arca do Eterno? Como nos livraremos sem que aconteça o pior? Precisamos saber.

” Eles responderam: “Se vocês quiserem devolver a arca do Deus de Israel, não a devolvam simplesmente sem oferecer nada. Será preciso uma compensação. Assim vocês serão curados, pois Deus aliviará o castigo.” E o que exatamente seria uma boa compensação? Eles responderam: “Cinco tumores de ouro e cinco ratos de ouro, de acordo com o número de líderes filisteus, já que todos vocês, os líderes e o povo, foram atingidos pela mesma praga.

Façam imitações dos tumores e dos ratos que devastam a nação e apresentem esses itens como oferta para a glória do Deus de Israel. Assim, talvez ele deixe de castigar vocês, os seus deuses e a sua nação. Não sejam obstinados como os egípcios e o faraó. Deus os feriu até que deixassem os hebreus sair. Só assim ele os deixou em paz.

Portanto, façam o seguinte. Tomem uma carroça nova e duas vacas que nunca puxaram carroça. Amarrem os animais à carroça e prendam suas crias no corral. Ponham a arca do Eterno sobre a carroça. Num saco ao lado da arca. Ponham as imitações de ouro dos tumores e dos ratos que vocês estão oferecendo como compensação. Depois, deixem as vacas por conta própria e fiquem observando.

Se elas seguirem direto para a Terra de onde vieram, na direção de Betsemes, está claro que essa catástrofe veio por juízo divino. Caso contrário, saberemos que não foi castigo de Deus, mas foi algo acidental. Eles seguiram as instruções, amarraram duas vacas a uma carroça, puseram as crias no curral e acomodaram a arca do Eterno e o saco com os ratos e os tumores de ouro sobre a carroça.

As vacas seguiram direto pela estrada de Betes. Não se desviaram nem para a direita, nem para a esquerda. Os líderes dos filisteus as seguiram de perto até Betsemes. Os moradores de Betsemes estavam colhendo trigo no vale. De repente, eles avistaram a arca. Eufóricos correram ao encontro dela.

A carroça entrou no campo de Josué, morador de Betemes, e ali estacionou perto de uma grande rocha. Os seifeiros desmancharam a carroça, transformando-a em lenha, e sacrificaram as vacas como oferta queimada ao Eterno. Os levitas puseram a arca do Eterno e o saco com as ofertas de ouro sobre a grande rocha. Naquele dia, os moradores de Betsemes, muito animados, ofereceram sacrifícios e adoraram ao Eterno.

Os líderes filisteus observaram toda aquela movimentação e depois retornaram para Ecron. As cinco imitações de ouro dos tumores foram oferecidas pelos filisteus em compensação pelas cidades de Asdod, Gaza, Ascalon, Gate e Ecron. Pois cinco ratos de ouro correspondiam ao número das cidades dos filisteus, pequenas e grandes, governadas pelos cinco líderes.

A grande pedra sobre a qual foi posta a arca do Eterno continua até hoje no campo de Josué em Betemes. O Eterno feriu alguns homens de Betsemes que, por curiosidade e irreverência espiaram dentro da arca do Eterno. 70 homens morreram e toda a cidade ficou de luto, chocada com o rigor do Eterno. E questionava: “Quem pode permanecer na presença do Eterno? Esse Deus santo? Quem vai se responsabilizar pela arca?” Eles mandaram mensageiros a Kiriat Jearim, dizendo: “Os filisteus devolveram a arca do Eterno. Venham buscá-la.

Os homens de Kiriat Jearim foram buscar a arca do Eterno e a deixaram na casa de Abinadab, que ficava na colina. Designaram seu filho Elezar, responsável pela arca do Eterno. Passou-se muito tempo desde que a arca foi levada para Kiriat Jearim, nada menos do que 20 anos.

Em todo Israel havia respeito absoluto pelo eterno. Um dia, Samuel propôs ao povo de Israel: “Se vocês quiserem mesmo voltar para o Eterno, livrem-se dos deuses estranhos e das deusas da fertilidade. Depositem a sua confiança no Eterno. Sirvam apenas a ele e ele livrará vocês da opressão dos filisteus”. Eles obedeceram.

Destruíram os deuses e as deusas, as imagens de Baal e Astarote e passaram a se dedicar exclusivamente ao serviço do Eterno. Em seguida, Samuel disse: “Reú não todos em Mispá, para que eu interceda pelo povo”. Todos os israelitas se reuniram em Mispá. Eles tiraram água do poço e a derramaram perante o eterno como ritual de purificação. Depois de jejuar o dia todo, confessaram: “Pecamos contra o Eterno”.

Assim, Samuel preparou os israelitas para a guerra santa ali em Nispá. Quando os filisteus souberam que os israelitas estavam reunidos em Lispa, os líderes dos filisteus partiram para a ofensiva. Israel foi informado da mobilização deles e teve medo. Os filisteus os estavam ameaçando outra vez. O povo suplicou a Samuel: “Ore com toda intensidade e não pare de orar.

Interceda ao Eterno, o nosso Deus, para que ele nos livre dos filisteus. Samuel ofereceu um cordeiro que ainda não tinha sido desmamado como oferta queimada ao Eterno. Ele intercedeu por Israel e o Eterno respondeu. Enquanto Samuel oferecia o sacrifício, os filisteus se aproximavam, dispostos a atacar Israel. Naquele momento, o Eterno trovejou sobre os filisteus. E eles entraram em pânico.

A confusão foi total. Todos correram de Israel, cada um para um canto. Israel de Mispá disparou na perseguição a eles, matando os filisteus em toda parte, até as proximidades de Betcar. Samuel assentou uma pedra entre Mispa e Semen e deu a ela o nome de Ebenzer, rocha da ajuda, dizendo: “Neste lugar, o Eterno nos ajudou”.

Os filisteus aprenderam a lição e ficaram quietos em seu lugar. Não atravessaram mais a fronteira. O Eterno foi severo com os filisteus durante toda a vida de Samuel. Todas as cidades que os filisteus tinham tomado de Israel, de Ecron Agarte, foram recuperadas. Israel também livrou os territórios ao redor delas do domínio dos filisteus.

E houve paz entre Israel e os amorreus. Samuel liderou Israel com firmeza durante toda a sua vida. Todos os anos ele percorria as cidades de Betel, Gilgal e Nispar. Em cada lugar julgava as causas do povo, mas sempre retornava a Ramá, onde residia. Sua base de governo estava ali. Nessa cidade, ele erigiu um altar ao Eterno.

Quando Samuel envelheceu, ele nomeou seus filhos líderes de Israel. Seu filho mais velho chamava-se Joel. e o outro, Abias. Eles foram designados para Berceba, mas eles não seguiram os passos do Pai. Procuravam os próprios interesses, recebiam suborno e corrompiam a justiça. Os chefes de Israel se reuniram e foram reclamar com Samuel em Ramá.

Você já está idoso e seus filhos não agem com a mesma integridade. Queremos que faça o seguinte. No meio um rei para nos governar, como é normal entre os outros povos. Quando eles pediram um rei para governá-los, Samuel ficou abalado e orou ao Eterno. O Eterno respondeu: “Vá em frente, faça o que eles pedem.

Eles não estão rejeitando você. O que não querem é que eu seja o rei deles, desde que os tirei da terra do Egito até agora, eles agem assim o tempo todo me abandonando para servir outros deuses. Agora estão fazendo isso com você. Por isso, deixe que recebam o que estão pedindo, mas faça que entendam as consequências desse pedido.

Mostre como um rei trabalha e como ele vai tratá-los. Samuel explicou com clareza as implicações de se ter um rei, como ordenou o eterno. Vou dizer como agirá o rei que vocês estão querendo. Ele recrutará seus filhos para seu exército, para os carros de guerra, para cavalaria e infantaria, e os arregimentará em batalhões e esquadrões. Alguns serão submetidos a trabalhos forçados nas terras dele, outros designados para fabricar armas e equipamentos para os carros.

Ele convocará suas filhas para trabalhar como estilistas, copeiras e cozinheiras. Ele confiscará as melhores lavouras, vinhas e pomares de vocês para entregá-las a seus protegidos. Ele cobrará impostos da produção das lavouras e vinhas de vocês para manter a máquina governamental. O melhor da mão de obra e dos animais de vocês, ele usará para benefício próprio e cobrará impostos sobre os rebanhos.

Vocês não serão muito diferentes dos escravos. Um dia vocês vão chorar de desespero por causa desse rei que tanto desejam agora. Mas não pensem que o eterno ouvirá vocês. Mas o povo não deu atenção a Samuel. Eles insistiam. Não estamos preocupados com isso. Queremos um rei para nos governar. Queremos ser como os outros povos.

Nosso rei governará sobre nós, será o nosso líder e comandará nossas tropas na guerra. Samuel ouviu a resposta deles e relatou tudo ao Eterno. O Eterno disse a Samuel: “Faça o que eles pedirem. Nomei um rei sobre eles.” Então Samuel despediu os homens de Israel, dizendo: “Voltem cada um para sua casa. Havia um homem da tribo de Benjamim chamado Kis.

Ele era filho de Abiel, neto de Zeror, bisneto de Becorate e trineto de Afia. Era um senhor de ótima reputação. Ele tinha um filho chamado Saul, um jovem belo e vistoso como nenhum outro que se destacava na multidão por causa da sua altura. Certo dia, alguns jumentos de Kis escaparam. Kis disse a seu filho: “Saul, vá procurar os jumentos.

Leve um dos ajudantes. Saul chamou um dos ajudantes e saiu à procura dos animais. Chegaram às montanhas de Efraim, perto de Saliza, mas não os encontraram. Prosseguiram até Saalim, mas também não tiveram sorte. Depois para Jabim e nada. Quando chegaram a Zuf, Saul disse ao seu ajudante: “Chega, vamos voltar. Logo meu pai vai se esquecer dos jumentos.

Vai ficar preocupado é com a nossa demora. O ajudante sugeriu: “Não vamos nos precipitar. Naquela cidade ali, há um homem de Deus. Ele é muito respeitado aqui, pois o que ele prevê sempre dá certo. Talvez ele possa nos dizer onde estão os jumentos.” Saul o retrucou.

Mas para consultá-lo não é preciso dar alguma coisa para ele? Não temos mais nem alimento na sacola. Não há nada que possamos oferecer ao homem de Deus. Ou ainda temos. O ajudante disse: “Veja, tenho esta moeda de prata. Vou dar este dinheiro para o homem de Deus e ele nos dirá o que fazer”. Naquele tempo, em Israel, quando alguém queria consultar Deus sobre alguma questão, dizia: “Vamos consultar o vidente, porque aquele que hoje chamamos profeta era chamado vidente”.

Saul respondeu: “Ótimo, então vamos.” Eles rumaram para a cidade na qual vivia o homem de Deus. Quando subiam ao monte para entrar na cidade, encontraram algumas moças que voltavam do poço e perguntaram: “É aqui que está o vidente?” Elas responderam: “É, sim. Sigam em frente, mas andem depressa. Ele veio hoje porque o povo preparou um sacrifício no altar.

Se entrarem logo na cidade, poderão alcançá-lo antes que ele suba para o altar para comer. O povo não come até que ele chegue, pois ele precisa abençoar o sacrifício. Só então todos comem. Vão depressa, vocês vão encontrá-lo com certeza.” Eles continuaram subindo até chegarem à cidade. E ali estava ele, Samuel. Ele vinha na direção deles a caminho do altar.

Um dia antes, o Eterno tinha revelado a Samuel: “Amanhã, a esta hora, enviarei um homem da terra de Benjamim ao seu encontro. Você deve ungi-lo, príncipe sobre o povo de Israel. Ele livrará o meu povo da opressão dos filisteus. Conheço bem as dificuldades do povo e ouvi o clamor do povo. No instante em que Samuel avistou Saul, o Eterno disse ao profeta: “Esse é o homem de que falei. Ele governará o meu povo.

” Saul interpelou Samuel no meio da rua e perguntou: “Por favor, o senhor pode me informar onde mora o vidente?” Samuel respondeu: “Sou eu, o vidente, acompanhe-me até o altar e coma comigo. Amanhã cedo eu direi tudo que você precisa saber e você poderá ir embora.” Por falar nisso, os jumentos perdidos que você procura há três dias foram encontrados. Por isso, não se preocupe com eles.

Neste momento, o futuro de Israel está em suas mãos. Saul respondeu: “Não passo de um benjamita, a menor tribo de Israel, do clã mais insignificante da tribo. Por que o Senhor fala comigo dessa maneira?” Samuel conduziu Saul e seu ajudante até o lugar da refeição no altar e os fez assentar em lugar de honra a mesa.

Havia cerca de 30 convidados e Samuel disse ao cozinheiro: “Traga-me o melhor pedaço de carne, aquele que pedi para você reservar”. O cozinheiro trouxe a carne num prato decorado e a deixou diante de Saul, dizendo: “Esta porção foi separada para você. Pode comer. Foi especialmente preparada para esta ocasião e para estes convidados. Saul comeu com Samuel.

Foi um dia memorável. Depois desceram do altar para a cidade. Havia uma cama preparada para Saul no terraço arejado da casa em que Samuel estava. Eles acordaram logo ao clarear do dia. Samuel chamou Saul no terraço. Levante-se, é hora de ir. Saul levantou-se e os dois saíram para a rua.

Quando se aproximaram da saída da cidade, Samuel disse a Saul: “Diga ao seu ajudante que siga diante de nós. Fique comigo um pouco. Tem uma mensagem de Deus para você.” Samuel tomou um frasco de óleo, derramou-o sobre a cabeça de Saul e o beijou. Samuel perguntou: “Você sabe o que significa isto? O Eterno está ungindo você, príncipe, sobre todo o seu povo. Este sinal confirmará que o Eterno está ungindo você, príncipe sobre a sua herança.

Depois que você partir daqui, quando se aproximar da sua terra, Benjamim, você encontrará dois homens perto do túmulo de Raquel. Eles dirão: “Os jumentos que você estava procurando foram encontrados. Seu pai já se esqueceu dos jumentos e agora está morrendo de preocupação por você. Seguindo adiante, você chegará ao Carvalho de Tabor. Lá encontrará três homens que estão subindo para adorar a Deus em Betel.

Um deles estará carregando três cabritos, o outro três sacolas de pão e o terceiro uma garrafa de vinho. Eles dirão: “Olá, como vai?” E oferecerão dois pães que você deve aceitar. Depois você chegará a Gibeá, onde existe uma guarnição militar dos filisteus. Ao se aproximar da cidade, você encontrará um grupo de profetas que estarão descendo do santuário, tocando arpas, tamborins, flautas e tambores. Eles estarão profetizando.

Quando menos esperar, o espírito do eterno virá sobre você e você profetizará com eles. Você será transformado, você será renovado. Quando se cumprirem esses sinais, você saberá que está pronto. Faça o que mandarem fazer. Deus estará com você. Agora desça para Gilgal e seguirei você mais tarde.

Também vou para lá e me encontrarei com você para oferecer ofertas queimadas e sacrifícios de paz. Aguarde sete dias até eu chegar. Então direi a você o que fazer. Saul seguiu o caminho e deixou Samuel. Naquele momento, Deus transformou Saul, fez dele uma nova pessoa. Todos aqueles sinais se confirmaram no mesmo dia. Quando eles chegaram a Gibeá, os profetas apareceram bem na frente deles.

Quando menos esperavam, o espírito do Eterno veio sobre Saul e ele começou a profetizar com eles. Quando os conhecidos de Saul o viram no meio dos profetas, ficaram surpresos e diziam: “O que está acontecendo? O que aconteceu com o filho de Kiss? Como foi que Saul se tornou profeta?” Um homem perguntou: “Quem começou isto? De onde veio esse grupo?” Foi assim que ficou o famoso ditado.

Quem diria Saul entre os profetas? Depois que terminou de profetizar, Saul voltou para casa. Seu tio perguntou a ele e a seu ajudante: “Onde vocês estiveram todo esse tempo?” Eles responderam: “Estávamos procurando jumentos. Procuramos por toda parte, não encontramos. Por isso, consultamos Samuel.” O tio de Saul perguntou: “O que Samuel disse a vocês?” Saul respondeu.

Ele disse para não nos preocuparmos, pois os jumentos já tinham sido encontrados. Mas Saul não mencionou nada ao seu tio sobre o que Samuel tinha dito sobre o reinado. Samuel convocou o povo que se reuniu diante do Eterno em Mispá. Ele declarou ao povo de Israel: “Esta é a mensagem do Eterno para vocês.

Eu tirei Israel da terra do Egito, livrei-o da opressão dos egípcios, de todas as ameaças do governo que tinham tornado a vida de vocês insuportável. Mas agora vocês não querem mais saber de Deus, o mesmo Deus que livrou vocês de todo tipo de problema. Agora vocês dizem: “Não, queremos um rei dá-nos um rei”.

Pois bem, se é o que vocês querem, é isso que receberão. Apresentem-se perante o Eterno, de acordo com as suas tribos e famílias. Depois que todas as tribos de Israel estavam em seu lugar, foi escolhida a tribo de Benjamim. Depois, Samuel organizou a tribo de Benjamim por grupos de famílias e a família de Matri foi escolhida.

A família de Matri se organizou e do meio dela foi escolhido Saul, filho de Kis. Mas quando o procuraram, ninguém soube dizer onde ele estava. Samuel voltou ao Eterno e perguntou: “Onde ele está?” O Eterno respondeu: “Ele está bem ali escondido no meio da bagagem. Eles correram e o encontraram ali. Ele foi levado para o meio do povo, destacando-se entre os demais, como sempre, porque os ombros e a cabeça ficavam acima de todos os outros.

” Samuel dirigiu-se ao povo, dizendo: “Olhem bem para este homem a quem o Eterno escolheu. Não há outro como ele entre todo o povo.” Todo o povo exclamou em alta voz: “Viva o rei!” Samuel prosseguiu instruindo o povo sobre as regras e regulamentações pertinentes ao reino e registrou tudo num livro que foi posto perante o Eterno. Em seguida, Samuel mandou o povo de volta para casa.

Saul também retornou para Gibeá, acompanhado de alguns homens corajosos que Deus inspirou a segui-lo. Alguns vadios saíram resmungando. Esse daí um libertador? Vocês devem estar brincando. Eles o desprezavam, por isso não deram honras a Saul. Mas Saul não deu bola para eles. Naas, rei dos amonitas, estava oprimindo as tribos de Gad e Ruben, arrancando o olho direito dos moradores e ameaçando todos os que tentavam ajudar Israel.

Foram poucos os israelitas que viviam a leste do rio Jordão, que não tiveram os olhos arrancados por Naás. Mas 7000 homens escaparam dos amonitas e viviam seguros em Javes. Naas resolveu atacar Javi. Os homens de Jabes imploraram a Na. Façam acordo conosco e seremos seus súditos. Naas respondeu: “Faço o acordo com a seguinte condição: Se eu furar o olho direito de todos vocês, todo homem e toda mulher de Israel terá de passar por essa humilhação.” Os líderes de Javam: “Dê-nos um prazo de sete dias para que

consultemos o povo de Israel. Se ninguém vier nos livrar dentro desse prazo, aceitaremos o acordo. Os mensageiros chegaram ao lugar em que Saul residia em Gibeá, e contaram à população o que estava acontecendo. O povo chorava desesperado. Quando Saul chegou, ele voltava do campo com seus bois.

Saul perguntou: “O que aconteceu? Por que estão chorando?” Eles repetiram as palavras do povo de Japes. Assim que Saul ouviu a mensagem, o espírito de Deus veio sobre ele. Indignado, Saul cortou em pedaços sua junta de bois ali mesmo. Em seguida, enviou mensageiros a todo Israel, cada um com uma parte dos bois, com a seguinte mensagem: “Isto é o que acontecerá com o boi de quem se recusar a acompanhar Saul e Samuel. O temor do Eterno tomou conta do povo e todos se uniram a Saul.

Ele assumiu o comando do povo em Bezeque. 300.000 homens de Israel e mais 30.000 de Judá. Saú deu ordem aos mensageiros. Digam ao povo de Javes, Gileade. Vocês receberão ajuda. Aguardem até o meio-dia de amanhã. Os mensageiros saíram correndo para entregar a mensagem. O povo de Jabes ficou muito contente e mandou dizer a Na: “Amanhã nos entregaremos e você poderá fazer conosco o que desejar”.

No dia seguinte, ainda de madrugada, Saul dividiu o seu exército em três grupos. Ao clarear do dia, eles atacaram o acampamento inimigo e massacraram os amonitas até o meio-dia. Os sobreviventes fugiram, espalhando-se por toda parte. Depois da batalha, o povo perguntou a Samuel: “Onde estão aqueles que disseram que Saul não poderia nos governar? Entregue-os e os mataremos.

” Mas Saul disse: “Ninguém será executado hoje, porque o Eterno libertou Israel neste dia. Vamos a Gilgal e lá consagraremos o reinado outra vez.” E todos foram a Gilgal. Diante do Eterno, coroaram Saul, rei em Gilgal. Ali adoraram e apresentaram sacrifícios de ofertas de paz. Saul e todo o povo festejaram.

Samuel dirigiu-se a todo o povo de Israel, dizendo: “Atendia tudo que me pediram, ouvi atentamente tudo que me disseram e concedi um rei a vocês. Agora vejam vocês mesmos. O seu rei está liderando vocês. Mas prestem atenção, estou velho e de cabelos brancos. E meus descendentes estão no meio de vocês.

Fui um líder fiel desde a juventude até hoje. Olhem para mim. Vocês têm alguma queixa para apresentar perante o eterno e seu ungido? Alguma vez tirei vantagem de alguém ou explorei vocês? Alguma vez recebi dinheiro para burlar a lei? Apresentem sua queixa e eu os compensarei por tudo. Eles responderam: “De forma alguma. Você nunca fez nada disso.

Você nunca se aproveitou de ninguém e nunca tomou dinheiro de nós.” Samuel disse: “Então está resolvido. O Eterno é testemunha e o seu ungido também de que vocês não têm nada contra mim. Nenhuma falta e nenhuma queixa. O povo respondeu: “Ele é testemunha”. Samuel continuou: “Esse é o eterno que designou Moisés e Arão, líderes de vocês, e que tirou seus antepassados do Egito.

Agora permaneçam aqui para que eu apresente a causa de vocês diante do Eterno, à luz de todos os atos de justiça realizados diante de vocês e dos seus antepassados.” Quando os filhos de Jacó entraram no Egito, os egípcios os oprimiram e eles pediram socorro ao Eterno. O Eterno enviou Moisés e Arão, que tiraram seus ancestrais do Egito, e os trouxeram para cá.

Mas não demorou e eles se esqueceram do Eterno. Por isso, ele os entregou a Cízera, comandante do exército de Razor. Depois os entregou à opressão dos filisteus e então ao rei de Moabe. Eles tiveram de lutar para salvar a pele. Por fim, pediram socorro ao Eterno e confessaram: “Pecamos, abandonamos o Eterno para adorar os deuses da fertilidade e as deusas de Canaã.

Oh, livra-nos da crueldade dos nossos inimigos e serviremos apenas a ti.” Foi quando o Eterno enviou Jerubaal, Gideão, Bedã, Baraque, Jefité e Samuel. Ele os livrou da opressão dos inimigos ao redor e vocês puderam viver em paz. Mas quando viram Naás, rei dos amonitas, preparando-se para atacar, vocês me disseram: “Estamos cansados disso.

Queremos um rei, embora vocês já tivessem o Eterno como rei. Portanto, aqui está o rei a quem vocês escolheram, aquele que vocês pediram. O Eterno atendeu ao desejo de vocês e concedeu um rei a Israel. Se vocês temerem, servirem e obedecerem ao Eterno, sem se rebelar contra o que ele disser. Se vocês e o rei a quem escolheram seguirem o Eterno, vocês viverão bem. O Eterno protegerá vocês.

Mas se não obedecerem a ele e se rebelarem contra o que ele disser, a situação de vocês será pior que a dos seus antepassados. Prestem atenção. Vejam o milagre que o Eterno fará diante de vocês. Estamos no verão, como vocês sabem, e o tempo das chuvas acabou. Mas vou orar ao Eterno, e ele vai mandar trovões e chuva como sinal para convencê-los do grande erro que cometeram contra Deus quando pediram um rei.

Assim, Samuel clamou ao Eterno e Deus enviou trovões e chuva naquele mesmo dia. O povo ficou com muito medo do Eterno e de Samuel. Então todo o povo implorou a Samuel: “Enterceda ao Eterno por nós, os seus servos. Supramos. Além de todos os nossos pecados, acrescentamos o de pedir um rei.” Samuel os tranquilizou. Não temam.

De fato, vocês fizeram algo muito errado, mas não deem as costas ao Eterno. Adorem a ele com todo o seu coração e com toda a sua força. Não sigam esses deuses de mentira. Eles não servem para nada. São arremedos de divindades. Nunca vão ajudar vocês. Já o Eterno, sendo quem ele é, não vai abandonar seu povo. O Eterno terá prazer em tê-los como seu povo. Eu também não vou abandonar vocês, porque estaria pecando contra o Eterno.

Continuarei aqui em meu lugar, intercedendo por vocês e ensinando a maneira de viver que agrada a Deus. Peço apenas que temam o Eterno e que o sirvam com honestidade de todo coração. Todos sabem quanto ele tem feito por vocês, mas tomem cuidado. Se continuarem agindo mal, vocês e seu rei serão rejeitados.

Saul era jovem quando se tornou rei e reinou muitos anos sobre Israel. Ele recrutou 3000 homens, mantendo 2000 sobm e nas montanhas de Betel. Os outros ficaram sob o comando de Jonatas em Gibeade de Benjamim. O restante foi mandado de volta para casa. Jonatas atacou e matou o comandante dos filisteus em Gibeá.

Quando os filisteus souberam disso, mandaram dizer: “Os hebreus estão se rebelando”. Saul mandou tocar as trombetas no território inteiro e a notícia correu por todo Israel. Saul matou o comandante filisteu. Os filisteus estão agitados e furiosos. O exército foi convocado e se apresentou a Saul em Gilgal.

Os filisteus juntaram forças para atacar Israel. 3000 carros de guerra, 6000 cavaleiros e tantos soldados de infantaria que pareciam areia na praia. Eles subiram aos montes e acamparam em Migmas, a leste de Betven. Quando os israelitas perceberam que estavam em desvantagem, correram para se esconder em cavernas, buracos, pinhascos, poços e cisternas.

Alguns atravessaram o rio Jordão para se refugiar em Gade e em Gileade. Mas Saul manteve sua posição em Gilgal. Os soldados continuavam com ele, apesar de estarem morrendo de medo. Ele aguardou sete dias conforme o combinado, mas Samuel não chegava e os soldados começaram a desertar, indo para todo canto. Por fim, Saul deu esta ordem: “Tragam-me a oferta queimada e as ofertas de paz.

” Ele sacrificou a oferta queimada. Assim que acabou de sacrificar, Samuel chegou. Saul foi cumprimentá-lo. Samuel perguntou: “O que você está fazendo?” Saul respondeu: “Quando vi que estava perdendo meu exército e que você não chegava conforme o combinado e que os filisteus estavam reunidos em Mikmas”, pensei: “Os filisteus estão prontos para me atacar em Gilgal, mas ainda não busquei a ajuda do Eterno.

Por isso, tomei a iniciativa e sacrifiquei a oferta queimada.” Samuel disse a Saul: “Você cometeu um grande erro. Se tivesse obedecido a ordem do Eterno seu Deus, ele teria confirmado hoje o seu reinado sobre Israel. Mas agora o seu reinado está desmoronando. O Eterno já está procurando um substituto para você. Desta vez é ele que fará a escolha.

Quando ele o encontrar, vai designá-lo o novo líder do seu povo. Tudo porque você não se atve ao que foi combinado com o Eterno. Depois disso, Samuel deixou o Gilgal e foi para Gibeá de Benjamim. Saul contou os soldados que ficaram com ele. Havia apenas 600 homens. Saul, seu filho Jonatas e os soldados que restaram acamparam em Gibeade e Benjamim. Os filisteus estavam acampados em Mikmas.

Três pelotões de ataque partiram do acampamento dos filisteus. O primeiro foi para Ofra, na estrada para a região de Sua. O segundo foi designado para a estrada de Bethoron. O terceiro foi para a fronteira do vale de Zeboim, na direção do deserto. Em Israel não havia nenhum ferreiro, pois os filisteus haviam proibido os hebreus de fabricar espadas e lanças.

Por isso, os israelitas tinham de descer ao território dos filisteus para afiar suas ferramentas: arados, enchadas, machados e foic. Eles cobravam 8 g de prata para fiar os arados e as enchadas. e 4 gr para as demais ferramentas. Assim, quando começou a guerra de Mikm, não havia em Israel nenhuma espada ou lança, exceto a de Saul e a de Jonatas.

Estes dois estavam bem armados. Um pelotão dos filisteus posicionou-se na encosta de Mikmas. Certo dia, Jonatas disse a seu escudeiro: “Vamos até a guarnição dos filisteus, do outro lado da encosta”. Mas ele não contou o plano a seu pai. Enquanto isso, Saul continuava acampado debaixo de uma romanzeira, na fronteira de Gibeá, em Migron. Havia cerca de 600 homens com ele.

Entre eles estava Aas, que carregava o colete sacerdotal. Ele era filho de Aitub, irmão de Icabod, filho de Fineéias, neto de Eli, sacerdote do Eterno em Sil. Ninguém sabia que Jonatas tinha se ausentado. A encosta que Jonatas precisava atravessar para chegar à guarnição dos filisteus tinha um penhasco íngreme dos dois lados. Um se chamava Bosés e o outro Sené.

O penhasco ao norte ficava na direção de Mikmass e o penhasco ao sul na direção de Gibear. Jonatas disse ao seu escudeiro: “Vamos até a guarnição desses incircuncisos. Talvez o Eterno nos favoreça. O Eterno não depende de um grande exército para nos livrar. Quando o Eterno resolve salvar, ninguém tem poder para impedi-lo.

” O escudeiro disse: “Vamos em frente, faça o que achar melhor. Estou com você”. Jonatas disse: “Faremos o seguinte, atravessaremos a encosta e deixaremos que eles nos vejam. Se disserem: “Parem, não se mexam até que revistemos vocês”. Ficaremos parados ali, não subiremos.

Mas se disserem: “Venham para cá, subiremos, porque significa que o Eterno os entregou em nossas mãos. Esse será o sinal para nós.” Foi isso que os dois fizeram. foram para um lugar no qual podiam ser vistos pela guarnição dos filisteus. Os filisteus gritaram: “Vejam lá, os hebreus estão saindo dos esconderijos!” Eles gritaram para Jonatas e seu escudeiro. Subam para cá.

Queremos mostrar uma coisa a vocês. Jonatas gritou para o escudeiro. Vamos, siga-me. O Eterno os entregou nas mãos de Israel. Jonatas subia engatinhando e seu escudeiro vinha logo atrás. Quando os filisteus se aproximavam deles, Jonatas os derrubava e o escudeiro logo atrás os matava, esmagando a cabeça deles com pedras. Nesse primeiro confronto, Jonatas e seu escudeiro mataram cerca de 20 homens.

Isso provocou o tumulto no acampamento e no campo de batalha, tanto entre os soldados do destacamento quanto entre as tropas de ataque. O alvoroço foi grande como nunca visto antes. As sentinelas de Saul em Gibead de Benjamim perceberam o tumulto no acampamento dos filisteus. Saul deu ordens. Formem os pelotões. Contem os soldados. Vejam quem está faltando.

Depois de contar os soldados, verificaram que Jonatas e seu escudeiro estavam faltando. Saúde ordens aías. Traga o colete sacerdotal. Vejamos o que Deus tem a dizer. Naquele tempo, Aías era responsável pelo colete sacerdotal. Enquanto conversava com o sacerdote, a confusão entre os filisteus se intensificou.

E Saul disse aí: “Deixe de lado o colete”. Imediatamente Saul convocou o seu exército e partiram para o ataque. Quando se aproximaram, viram que os filisteus estavam desnorteados. Chegavam a matar uns aos outros com suas espadas. Os hebreus, que tinham desertado para o exército filisteu, retornaram.

Eles voltaram a se unir aos israelitas sob o comando de Saul e Jonatas. Além disso, quando todos os israelitas que estavam escondidos nas regiões remotas de Efraimberam que os filisteus estavam fugindo, saíram dos seus esconderijos e se juntaram à perseguição. O Eterno livrou Israel naquele dia. A batalha avançou até Bet. Todo o exército seguia a Saul. 10.

000 homens valentes. A batalha se espalhou por toda a região das montanhas de Efraim. Saul cometeu uma grande tolice naquele dia. Ele disse a todo o exército: “Maldito aquele que comer qualquer coisa antes do anoitecer, antes de eu me vingar dos meus inimigos.” E ninguém comeu nada o dia todo.

Havia mel por toda parte, mas ninguém sequer experimentava o mel, pois temiam a maldição. Acontece que Jonatas não sabia do juramento que seu pai tinha imposto ao exército. Assim, de passagem, ele pegou um pouco de mel com a ponta de sua vara e comeu. Seus olhos brilharam revigorados. Um dos soldados o informou.

Seu pai impôs um juramento solene a todo o exército. Maldito aquele que comer qualquer coisa antes do anoitecer. É por isso que os soldados estão esgotados. Jonathas retrucou. Meu pai arranjou um problema desnecessário para o povo. Vejam como renovei minhas forças depois que comi o mel.

Seria muito melhor se os soldados pudessem ter comido de tudo que tiraram do inimigo. Quem sabe os teríamos derrotado de vez. Naquele dia eles mataram filisteus desde Mikmá até Aijalom. Mas os soldados cansaram de lutar e partiram para os despojos. Tomavam tudo que viam: ovelhas, bois, bezerros. Eles os mataram ali mesmo e assim se entupiram de carne com sangue e tudo. Alguém avisou Saul: “Faça alguma coisa. Os soldados pecaram contra o Eterno.

Eles estão comendo carne com sangue. Saul respondeu: “Vocês estão agindo errado. Tragam-me uma grande pedra”. Ele continuou. Vão para o meio deles e anunciem. Tragam seu boi e sua ovelha para mim e matem-nos aqui da maneira correta. Depois podem comer à vontade. Não pequem contra o eterno comendo carne com sangue. Todos obedeceram.

Naquela noite, cada soldado trouxe seu animal para ser abatido. Foi assim que Saul edificou um altar ao Eterno, o primeiro altar que ele construiu para Deus. Saul disse: “Vamos perseguir os filisteus à noite. Passaremos a noite saqueando e não vamos deixar um único filisteu com vida.” As tropas disseram: “Parece uma boa ideia.

Vamos! Mas o sacerdote os deteve. Vamos descobrir o que Deus pensa sobre o assunto. E Saul perguntou a Deus: “Devemos atacar os filisteus? Tu os entregarás nas mãos dos israelitas?” Mas Deus naquele dia não respondeu. Saul disse: “Compareçam aqui todos os oficiais do exército. Algum pecado foi cometido hoje. Vamos descobrir o que foi e quem o cometeu.

Tão certo como vive o eterno, salvador de Israel. Quem pecou será morto, mesmo que seja meu filho Jonatas”. Ninguém disse nada. Saul disse aos israelitas: “Fiquem vocês desse lado e eu e meu filho Jonatas ficaremos deste lado”. Os oficiais concordaram. Faça o que bem entender. Então Saul orou ao Eterno. Ó Deus de Israel, por que não me respondeste hoje? Mostra-me a verdade.

Se o pecado for meu ou de Jonatas, responde, ó Deus, por meio do Urim. Mas se o pecado for do exército de Israel, responde por meio do Tumim. Uim indicou Saul e Jonatas. O exército ficou livre. Saul disse: “Lancem sortes entre mim e Jonatas. Quem o Eterno indicar será morto.” Os soldados protestaram. Não, isso não está certo. Pare com isso.

Mas Saul insistiu. Lançaram sortes e Jonatas foi indicado. Saul interrogou Jonatas. O que você fez? Diga-me. Jonatas respondeu: “Experimentei um pouco de mel na ponta da vara que eu carregava. Só isso. Mas devo morrer por causa disso?” Saul respondeu: “Sim, Jonatas, você morrerá. Está em minhas mãos. Não me ponha contra Deus”.

Mas os soldados não aceitaram aquela decisão. O quê? Jonatas vai morrer? Nunca. Foi ele o responsável por esse maravilhoso livramento. Tão certo como vive o Eterno, nenhum fio de cabelo cairá da sua cabeça. Ele tem agido com o auxílio de Deus o tempo todo. Os soldados protegeram Jonatas, por isso ele não morreu. Saul desistiu de perseguir os filisteus e eles se dispersaram e voltaram para casa. Saul ampliou seu domínio conquistando reinos vizinhos.

lutou contra os inimigos de todos os lados, moabitas, amonitas, edomitas, o rei de Zobá e os filisteus. Aonde quer que fosse, era vitorioso. Ele era imbatível e massacrou os amalequitas, livrando Israel dos que exploravam sua nação. Os filhos de Saul eram Jonatas, Isvi e Malquizua. Saul teve duas filhas, a primogênita Merabi e a mais nova Mikau.

Sua mulher era Aino filha de Aima. Abner, filho de Ner, era o comandante do exército de Saul. Ner era tio de Saul. Quis, pai de Saul, e Ner, pai de Abner, eram filhos de Abiel. Durante toda a vida de Saul, houve guerra feroz e implacável contra os filisteus. Saul recrutava todo guerreiro e todo homem valente que encontrasse.

Samuel disse a Saul: “O Eterno me enviou para ungir você, rei, sobre o seu povo, Israel. Agora escute o que o Senhor dos exércitos de anjos diz. Vou me vingar dos amaliquitas pelo que fizeram contra Israel quando saía do Egito. Portanto, ataque os amalequitas.

Submita todos os pertences dos amalequitas à santa condenação, sem exceção. Você deve destruir tudo. Homens e mulheres, crianças, bebês, gado e ovelha. camelos e jumentos. Saul convocou o exército que se reuniu em Telaim. Ele os equipou para a guerra. 200.000 homens de infantaria de Israel e 10.000 de Judá. Saul marchou até a cidade de Amaleque e armou uma emboscada no vale.

O rei mandou dizer aos quus: “Saiam daí enquanto podem. Deixem a cidade imediatamente, do contrário, serão confundidos com os amalequitas. Estou dando esta chance porque vocês trataram bem os israelitas quando saíram do Egito. Os quus abandonaram a cidade. Saul atacou os amalequitas desde Avilá até Sur, perto da fronteira do Egito.

Ele capturou vivo a Gague e exterminou todo o povo, como determinava a santa condenação. Saul e o exército mantiveram vivos apenas a Gague e os melhores espêsmes das ovelhas e do gado. Eles não o submeteram à santa condenação. O restante que ninguém queria mesmo foi destruído de acordo com a determinação divina.

Mas o Eterno disse a Samuel: “Lamento ter constituído Saul, rei. Ele me abandonou e se recusa a seguir as minhas instruções.” Quando ouviu isso, Samuel ficou muito triste e clamou a noite toda ao Eterno. Levantou-se bem cedo para se encontrar com Saul, mas alguém o informou. Saul foi embora. foi para o Carmelo inaugurar um monumento em honra a ele próprio. Dali seguirá para Gilgal.

Quando Samuel finalmente o encontrou, Saul tinha acabado de oferecer ofertas queimadas ao Eterno com os animais dos amalequitas. Samuel se aproximou e Saul disse: “O Eterno abençoe você. Seguia risca as instruções do Eterno. Samuel perguntou: “Então, o que é isso que estão ouvindo? Esse balido de ovelhas e o mugido de bois?” Saul respondeu: “São apenas alguns despojos.

Os soldados ficaram com alguns dos melhores bois e ovelhas para oferecerem sacrifício ao eterno, mas destruímos o restante em cumprimento da santa condenação. Samuel o interrompeu. Chega, vou contar a você o que o Eterno me disse esta noite. Saul respondeu: “Vai em frente, conte-me.” Samuel disse: “Você não era nada quando foi escolhido e sabe disso. O Eterno constituiu líder e você se tornou rei sobre todo Israel.

Depois o Eterno enviou você para cumprir essa missão com a seguinte ordem: vá e submeta esses pecadores amalequitas a santa condenação. Ataque-os até que tenha exterminado todos eles. Agora me diga, por que você não obedeceu ao Eterno? Por que tomou todos esses despojos? Por que cometeu esse erro, sabendo que o Eterno está sempre observando você? Saul se defendeu.

Do que você está falando? Eu obedeci ao Eterno, fiz tudo o que ele me mandou. Capturei o rei Agag e destruí os amanequitas nos termos da santa condenação. Os soldados apenas pouparam os melhores bois e ovelhas para oferecer ao eterno em Gilgal. Qual o problema nisso? Samuel respondeu: “Você acha que o Eterno quer apenas sacrifícios, meros rituais externos? Ele quer que você o escute.

Obedecer a ele é melhor que qualquer aparato religioso. Desobedecer ao eterno é pior que praticar ocultismo. A presunção perante o eterno é pior que idolatrar os ancestrais. Já que você rejeitou a ordem do Eterno, ele rejeitou seu reinado. Saul finalmente confessou: “Eu pequei, fiz pouco o caso das ordens do Eterno e das suas instruções.

Fiquei mais preocupado em agradar ao povo. Fui influenciado pelos outros. Peço que você perdoe meu pecado, segure a minha mão e me conduza até o altar para que eu possa adorar ao Eterno. Mas Samuel disse: “Não, não posso ajudar você nisso. Você rejeitou a ordem do Eterno. Agora o Eterno rejeitou como rei de Israel.

Quando Samuel fez menção de sair, Saul agarrou-se à roupa dele, a sua vestimenta sacerdotal, rasgando um pedaço. Samuel disse: “O Eterno rasgou de você o reino e o entregou ao seu próximo, um homem mais qualificado que você. O Deus de glória de Israel, não mente nem vacila. Ele cumpre tudo o que diz. Saul insistiu. Reconheço que pequei, mas não me abandone.

Ajude-me com a sua presença diante dos líderes e do povo. Volte comigo para adorar ao Eterno. Samuel voltou com ele. Saul prostrou-se diante do Eterno e o adorou. Samuel ordenou: “Tragam-me a Gag, rei dos amalequitas”. Agag foi trazido arrastando o pé e resmungando que preferia estar morto. Samuel disse: “Assim como a sua espada fez que muitas mães perdessem seus filhos, hoje também sua mãe será como uma daquelas mulheres sem filhos.

” E despedaçou a Gague na presença do eterno em Gilgal. Samuel deixou Ramá imediatamente e Saul voltou para sua casa em Gilgal. Dali em diante, Samuel não teve mais contato com Saul, mas tinha muita pena dele. O Eterno lamentou ter constituído Saul, rei sobre Israel. O Eterno disse a Samuel: “Até quando você vai ficar lastimando por causa de Saul? Você sabe que o rejeitei como rei de Israel.

Agora encha seu frasco de óleo e vá a Belém, a casa de Jessé. Encontrei entre os filhos dele o rei de que preciso. Samuel disse: “Não posso fazer isso. Saul ficará sabendo e me matará”. O Eterno respondeu: “Leve um novilho com você e diga que vai adorar ao Eterno e sacrificar o novilho. Não deixe de convidar Jessé.

Depois direi o que você deve fazer e mostrarei quem você deverá ungir. Samuel seguiu as instruções do Eterno. Quando chegou a Belém, os anciãos da cidade o cumprimentaram, mas estavam apreensivos e perguntaram: “O que está acontecendo?” Não há nada de errado. Vim oferecer este novilho em sacrifício e conduzir vocês na adoração ao Eterno.

Preparem-se, consagrem-se e venham comigo para adorar. Ele fez que Jessé e seus filhos também se consagrassem e os convidou para a adoração. Quando chegaram, Samuel ficou observando Eliab e pensava: “Deve ser esse o ungido do Eterno”. Mas o Eterno disse a Samuel: “Não olhe para o exterior. Não fique impressionado com sua aparência e estatura.

Eu já descartei esse. O Eterno não julga as pessoas pelos padrões humanos. Os homens e as mulheres olham para a aparência, mas o eterno vê o coração. Em seguida, Jessé chamou Abinadabe e o apresentou a Samuel. Ele disse: “Esse também não é o escolhido do Eterno”. Depois Jessé apresentou Samar. Samuel disse: “Não, também não é esse”. GC apresentou seus sete filhos a Samuel.

O profeta foi ríspido. O Eterno não escolheu a nenhum desses. Ele perguntou a Jessé: “São só esses? Você não tem outros filhos?” Tenho ainda o Gçula, mas ele está cuidando das ovelhas. Samuel disse a Jessé: “Mande chamá-lo, não sairemos daqui até que ele venha.” Jessé mandou chamá-lo e o rapaz foi trazido.

Era saudável, tinha olhos claros e boa aparência. O Eterno disse: “É esse quem você deve ungir, foi ele a quem escolhi”. Samuel tomou seu frasco de óleo e o ungiu à vista de seus irmãos. O espírito do eterno veio sobre Davi como uma rajada de vento, apoderando-se dele para o resto da vida. Samuel voltou para sua casa em Ramá. Naquele mesmo instante, o espírito do eterno deixou Saul e em seu lugar, um terrível espírito enviado por Deus veio sobre ele. Ele ficou atormentado.

Os conselheiros de Saul disseram: “Esta depressão vinda de Deus está atormentando sua vida, Senhor. Deixe-nos ajudar. Vamos procurar alguém que toque a harpa. Quando o espírito terrível enviado por Deus se manifestar, essa pessoa tocará uma música para que o Senhor se sinta melhor.

Saul disse a eles: “Vão, encontrem alguém que seja bom tocador de arpa e tragam-no aqui.” Um dos jovens disse: “Conheço alguém assim. Eu mesmo vi tocar. O filho de Jessé de Belém é excelente músico. Ele também é corajoso, maduro, fala bem, tem boa aparência e o Eterno está com ele. Saul enviou mensageiros a Jessé, pedindo para que ele mandasse seu filho Davi, aquele que cuidava das ovelhas.

Jessé carregou um jumento com alguns pães, uma garrafa de vinho e um cabrito, e enviou tudo como presente a Saul com seu filho Davi. O jovem apresentou-se a Saul e o rei gostou dele imediatamente, tanto que fez de Davi seu braço direito. Saul mandou dizer a Jessé: “Muito obrigado, Davi ficará aqui. É ele que eu estava procurando. Estou muito contente com a vinda dele.” Depois disso, sempre que a terrível depressão de Deus atormentava Saul, Davidilhava sua harpa para ele.

Saul se acalmava e ficava por um tempo livre de seu mau humor. Os filisteus reuniram suas tropas para a batalha. Eles se prepararam para o combate em Socó de Judá e acamparam em Éfes da Mim Socó e Azeka. Saul e os israelitas acamparam no vale de Elá. As tropas já estavam em formação de batalha contra os filisteus. Os filisteus ficaram numa montanha e os israelitas na outra encosta, tendo um vale entre eles.

De repente, surgiu das fileiras dos filisteus um gigante de quase 3 m de altura, chamado Golias de Gate. Tinha na cabeça um capacete de bronze e usava uma armadura que pesava quase 60 kg. Usava também caneleiras de bronze e carregava uma espada de bronze. Sua lança parecia uma viga. Só a ponta da lança pesava 7, 200 g. Seu escudeiro ia à frente dele.

Golias, de sua posição, desafiava os israelitas. Por que incomodar todo o exército? Não sou eu um filisteu e vocês súditos de Saul? Escolham seu melhor guerreiro e tragam-no a mim. Se ele tiver sorte em me matar, os filisteus serão seus escravos. Mas se eu tiver sorte em matá-lo, vocês serão nossos escravos e passarão a nos servir. Estou desafiando as tropas de Israel.

Tra-me um homem que possa duelar comigo. Quando Saul e suas tropas ouviram o desafio do filisteu, ficaram aterrorizados e perderam a esperança. Nesse meio tempo, Davi chegou ao campo de batalha. Ele era filho de Jessé, o Efrateu de Belém de Judá. Jessé, pai de oito filhos, já estava muito idoso para lutar no exército de Saul.

Mas os três filhos mais velhos de Jessé foram com Saul para a guerra. Os nomes dos filhos que se alistaram no exército eram Eliabe, o primogênito, Abinadab, e o terceiro, Sam. Davi era o caçula. Enquanto os três irmãos mais velhos estavam no campo de batalha, Davi ficou dividido entre ajudar Saul e cuidar das ovelhas de seu pai em Belém.

Toda manhã e toda a tarde, durante 40 dias, Golias se posicionava e desafiava os israelitas. Certo dia, Jessé disse a Davi: “Pegue este saco de trigo tostado e 10 pães e leve a seus irmãos que estão no acampamento. Leve estes 10 queixos para o capitão da divisão. Veja como estão passando seus irmãos e volte para me dizer como estão Saul, seus irmãos, e todos os israelitas na batalha contra os filisteus no vale de Elá.

” Davi se levantou de madrugada, deixou alguém encarregado de cuidar das ovelhas e foi levar a comida. De acordo com as instruções de Jessé, ele chegou ao acampamento numa hora em que o exército estava se preparando para a batalha com gritos de guerra. Israel e os filisteus estavam posicionados, um de frente para o outro, preparados para o combate. Davi deixou os suprimentos aos cuidados do guarda, correu para a linha de combate e saudou seus irmãos.

Enquanto conversavam, o guerreiro filisteu Golias de Gate saiu e se pôs à frente das suas fileiras, desafiando os israelitas como de costume. Davi ouviu o que ele disse. Os israelitas, com medo do gigante, se dispersaram por todos os lados. No meio das tropas, o comentário era este: “Você já viu alguma coisa assim? Esse homem provoque Israel abertamente. Quem conseguir matá-lo está feito.

O rei dará uma generosa recompensa. Oferecerá sua filha por mulher e exentará toda a sua família de impostos. Davi, conversando com um homem que estava a seu lado, perguntou: “Qual será a recompensa para quem matar o filisteu e livrar Israel dessa deshonra? Afinal, quem esse incircunciso filisteu pensa que é para insultar o exército do Deus vivo? Repetiram a ele o que todos comentavam sobre o que o rei daria a quem matasse o filisteu.

Eliabe, seu irmão mais velho, ouviu Davi conversando com os soldados e perdeu a paciência. O que você está fazendo aqui? Por que não está cuidando daquelas ovelhas magricelas? Eu sei qual é a sua intenção. Você veio para assistir a batalha de camarote. Davi respondeu: “Qual o problema? Só fiz uma pergunta.” Ignorando o irmão, voltou-se para outro soldado e fez a mesma pergunta, recebendo a mesma resposta.

Alguém contou a Saul o que Davi estava conversando e o rei mandou chamá-lo. Davi disse: “Senhor, não perca a esperança. Estou pronto para enfrentar esse filisteu”. Saul respondeu a Davi: “Você não tem condições de lutar contra esse filisteu. É muito jovem, inexperiente. O filisteu tem mais tempo nas guerras que você de vida.” Davi retrucou.

Sou pastor e cuido das ovelhas do meu pai. Quando o leão ou um urso atacava um cordeiro do rebanho, eu saía atrás, matava-o e resgatava o cordeiro. Se o animal quisesse me atacar, eu o agarrava, torcia seu pescoço e o matava. Leão ou urso, qualquer um deles eu matava. Por isso, farei a mesma coisa com esse filisteu incircunciso, que está afrontando o exército do Deus vivo.

O Eterno que me livrou das garras do leão e das garras do urso também me livrará das mãos desse filisteu. Saul concordou. Tudo bem, pode ir. Que o Eterno ajude você. O rei equipou Davi com uma armadura, pôs na cabeça dele seu capacete de bronze e prendeu sua espada à cintura.

Davi tentou andar, mas nem conseguia se mexer. Davi disse a Saul: “Mal consigo me movimentar com toda esta parafernalha. Não estou acostumado a isto.” Em seguida, tirou tudo aquilo. Davi pegou seu cajado de pastor, escolheu cinco pedras lisas de um riacho, guardou-as no seu forge de pastor e com seu estilingue se aproximou de Golias. O filisteu que andava de lá para cá, atrás de seu escudeiro, viu Davi se aproximando.

Ele olhou para baixo e, zombando disse: [Risadas] “Vejam só, um jovem ruivo e arrumadinho. Golias ridicularizou David. Acaso sou um cachorro para você vir me enchotar com um pedaço de pau?” e amaldiçoava Davi, invocando os seus deuses. O filisteu esbravejou. Venha, vou atropelar você e deixar seu corpo para os corvos. Será um prato cheio para os animais do campo.

Davi respondeu: “Você vem contra mim com espada, lança e dardos, mas eu vou em nome do Senhor dos exércitos de anjos, o Deus dos exércitos de Israel, de quem você zomba e a quem amaldiçoa. Hoje mesmo o Eterno entregará você nas minhas mãos. Estou prestes a matá-lo, cortar sua cabeça e entregar seu corpo e também o corpo de todos os seus companheiros filisteus aos corvos e animais selvagens. Toda a terra saberá que é um Deus extraordinário em Israel.

Todos aqui ficarão sabendo que o Eterno salva sem depender da espada ou da lança. A batalha pertence ao Eterno. Ele entregará vocês em nossas mãos. As palavras do jovem mexeram com o filisteu e ele começou a vir na direção de Davi, que deixando as fileiras israelitas atrás de si, saiu correndo na direção do filisteu.

Davi pegou uma pedra do Alforge, lançou-a com o Stiling e atingiu o filisteu na testa. A pedra ficou cravada em sua fronte e o gigante caiu com o rosto em terra. Foi com um estiling e uma pedra. que Davi derrotou o filisteu. Ele o atingiu e o matou. Davi nem carregava espada.

Depois que o filisteu caiu, Davi correu e ficou de pé sobre ele, puxou a espada do gigante da bainha e terminou o serviço, cortando a cabeça dele. Os filisteus, vendo que o seu grande herói estava morto, fugiram para se salvar. Os homens de Israel e Judá foram atrás deles, gritando, e perseguiram os filisteus até os arredores de Gate e a entrada de Ecron.

Ao longo de toda a estrada de Saaraim, até Gate e Ecron, havia filisteus caídos. Depois de os perseguirem, os israelitas voltaram e saquearam o acampamento. Davi levou a cabeça do filisteu para Jerusalém, mas deixou em sua tenda as armas do gigante. Quando Saul viu Davi saindo para enfrentar o filisteu, disse a Abner, o comandante do exército, conte-me sobre a família desse jovem.

Abner respondeu: “Juro por minha vida ao rei que não a conheço.” O rei ordenou: “Pois descubra a que família esse jovem pertence. Assim que Davi regressou depois de matar o filisteu, Abner trouxe a cabeça do filisteu que ainda estava com Davi e a entregou a Saul.

O rei perguntou: “Jovem, quem é seu pai?” Davi respondeu: “Sou filho de seu servo Jessé, que vive em Belém”. Depois que Davi terminou de falar com Saul, Jonatas ficou profundamente impressionado com Davi. Um laço muito forte de amizade se desenvolveu entre eles. Jonatas se comprometeu totalmente com essa amizade com Davi e desde então passou a ser seu principal defensor e melhor amigo.

Saul acolheu Davi em sua casa para que ele não retornasse mais à casa de seu pai. Jonatas, pela forte amizade que tinha com Davi, fez um acordo com ele. Ele o formalizou com uma dádiva. Entregou a ele a sua vestimenta real e suas armas, armadura, espada, arco e cinturão. Tudo que Saul mandava Davi fazer, ele fazia e fazia bem feito.

Ele era tão bem sucedido que Saul encarregou das operações militares. Tanto o povo quanto os membros da corte de Saul aprovavam e admiravam a liderança de Davi. Quando o exército voltava para casa, depois de Davi ter matado o filisteu, as mulheres saíram de todos os vilarejos de Israel, cantando e dançando, recepcionando o rei Saul com tamborins, cânticos festivos e gritos de vitória. As mulheres cantavam com alegria.

Saul matou milhares, Davi dezenas de milhares. Saul ficou muito incomodado com aquilo. Tomou o refrão como um insulto pessoal e disse: “Deram crédito a Davi por dezenas de milhares e a mim somente por milhares. Quando menos se esperar, entregarão o reino a ele. Daquele momento em diante, Saul teve inveja de Davi e ficou de olho nele.

No dia seguinte, um espírito perturbador enviado por Deus afligiu Saul, que ficou transtornado. David dedilhava sua arma, como era costume nessas situações. Saul tinha na mão uma lança. De repente, Saul arremessou a lança contra Davi. Seu pensamento era: “Vou cravar Davi na parede”. Mas Davi se desviou da lança. Isso aconteceu duas vezes.

Saul tinha medo de Davi, pois estava claro que o Eterno abençoava Davi e tinha abandonado Saul. Por isso, Saul afastou Davi de sua presença, designando o oficial do exército. Davi estava sempre na frente de combate e era bem-sucedido em tudo que fazia, pois o Eterno estava com ele. Diante do sucesso de Davi, Saul ficou ainda mais preocupado. Mas todos em Israel e em Judá gostavam de Davi.

E todos gostavam de ver Davi em batalha. Certo dia, Saul disse a Davi: “Aqui está Merabe, minha filha mais velha. Quero dá-la em casamento a você, mas preciso que você mostre sua coragem para mim, que lute as batalhas do Eterno.” Saul estava pensando, os filisteus o matarão por mim. Não precisarei levantar a minha mão contra ele.

Constrangido, Davi respondeu: “Você fala sério? Sou de uma família humilde. Não posso ser genro do rei. O casamento de Merabe e Davi foi acertado, mas perto da data marcada, Saul voltou atrás e entregou sua filha a Adriel de Meolá. Nesse meio tempo, a outra filha de Saul, Mical, se apaixonou por Davi.

Quando Saul soube disso, ficou contente e pensou: “Tenho outra chance. Mical será a armadilha, o pretexto para mandar Davi a uma guerra em que os filisteus com certeza acabarão com ele. Assim, ele prometeu outra vez a Davi: “Você será meu genro”. Saul ordenou aos membros da corte: “Digam a Davi em particular, o rei está muito contente com você e todos na corte gostam muito de você. Não perca tempo.

Aceite a proposta de ser genro do rei. Eles se esforçaram para convencer Davi, mas ele estava relutante. O que vocês estão pensando? Não posso fazer isso. Não sou nada. Não tenho nada a oferecer. Quando eles informaram a Saul a resposta de Davi, ele mandou outro recado a Davi.

O rei não está exigindo de você nenhum pagamento. Apenas quer que mate 100 filisteus e traga provas de sua vingança a favor do rei. A ordem é que você se vingue dos inimigos do rei. Saul esperava que Davi fosse morto em combate. Ao saber disso, Davi ficou contente, pois ali estava algo que ele podia fazer para ter o direito de ser genro do rei. Por isso, não perdeu tempo. Foi logo ao que importava.

Ele e seus homens mataram os 100 filisteus, trouxeram as provas dentro de um saco e as contaram na presença do rei. Missão cumprida. E Saul deu sua filha Micalu a Davi em casamento. Saul, percebendo que a bênção do Eterno sobre Davi era cada vez mais evidente e que sua filha Mica o amava, ficou ainda mais preocupado e passou a odiá-lo.

Sempre que os comandantes filisteus saíam para a guerra, Davi estava lá para enfrentá-los, ofuscando com suas ações os soldados de Saul. O nome de Davi estava na boca do povo. Saul se reuniu com seu filho Jonatas e outros homens e deu a eles ordem para matar Davi. Jonatas admirava Davi, por isso foi avisá-lo.

Meu pai está procurando uma maneira de matar você. Vamos fazer assim. Amanhã cedo, fique escondido. Vou sair com meu pai ao campo, perto de onde você estiver escondido. Vou conversar com ele a respeito de você para descobrir suas intenções. Depois contarei a você o que ele disser.

Jonatas falou com seu pai a respeito de Davi, elogiou o amigo e pediu: “Por favor, não faça nada contra Davi. Ele não fez nada de errado contra você. Veja quanta coisa boa ele realizou. Ele arriscou a própria vida matando o filisteu. Que vitória o eterno concedeu a Israel naquele dia? Você estava lá? Você viu e o aplaudiu com os demais? Por isso, qual a razão para atacar um inocente para matar Davi sem motivo algum? Saul ouviu com atenção e reconheceu: “Você está certo? Tão certo quanto vive o Eterno. Davi continuará vivo. Ele não

será morto.” Jonatas mandou chamar Davi e relatou a ele a conversa que tinha tido com seu pai. Depois levou Davi de volta para Saul e tudo voltou a ser como antes. Mais uma vez houve guerra e Davi foi lutar contra os filisteus. Ele os enfrentou com bravura e os inimigos fugiram.

Mais um espírito atormentador da parte do Eterno veio sobre Saul e tomou conta dele. Certo dia, ele estava sentado em casa com sua lança na mão, enquanto Davi dedilhava sua arpa. De repente, Saul tentou encravar Davi com a lança, mas ele se desviou. A lança ficou encravada na parede e Davi escapou. Era noite.

Saul enviou alguns homens à casa de Davi. Eles deveriam vigiá-lo e matá-lo logo cedo. Mas a mulher de Davi, Nical, contou ao marido o que estava acontecendo. Vamos, não perca tempo. Fuja hoje mesmo ou estará morto pela manhã. Ela o ajudou a escapar por uma janela. Depois foi buscar um ídolo doméstico e o deitou na cama.

ajeitou um pelo de cabra sobre a cabeça do ídolo e pôs uma cobertura por cima. Quando os homens de Saul chegaram para capturar Davi, ela disse: “Ele está na cama, doente”. Saul mandou seus homens de volta com a seguinte ordem: “Tragam-no aqui com cama e tudo para que eu mesmo o mate.” Mas quando os homens entraram no quarto, encontraram apenas o ídolo doméstico com a peruca de pelos de cabra.

Saul ficou furioso com Mical e disse: “Como você faz uma coisa dessas? Você está do lado do meu inimigo. Você o ajudou a fugir.” Mik respondeu. Ele me ameaçou. Ajude-me a escapar daqui ou mato você. Davi conseguiu escapar. foi à procura de Samuel em Ramá e contou ao profeta o que Saul tinha feito contra ele.

Ele e Samuel foram para Naiote. Alguém deu a informação a Saul. Davi está em Naiote, em Ramá. Imediatamente Saul mandou que seus soldados fossem buscá-lo. Eles encontraram um grupo de profetas profetizando sob a direção de Samuel. E quando menos esperavam, o espírito de Deus veio sobre eles.

Também os soldados começaram a profetizar no meio dos profetas. A notícia chegou a Saul e ele enviou outros homens. Eles também começaram a profetizar. Saul tentou mais uma vez, enviou o terceiro grupo de homens, mas eles também começaram a profetizar. Finalmente o próprio Saul foi para Ramá, chegou até a grande cisterna em seco e indagou o povo para saber onde estava Samuel e Davi.

Alguém disse: “Eles estão em Naiote, em Ramá”. Enquanto seguia para Naote em Ramá, o espírito de Deus também veio sobre Saul. Ele percorreu todo o caminho em transe até chegar a Na. Ele tirou a própria roupa e permaneceu em transe diante de Samuel um dia e uma noite. Depois, ainda nu, ficou estirado ao solo. O povo comentava: “Saul está entre os profetas.

Quem diria? Davi saiu vivo de Naiote em Ramá, foi procurar Jonatas e perguntou ao amigo: “O que faço agora? O que fiz contra seu pai para ele estar tão determinado a me matar?” Jonatas respondeu: “Nada, você não fez nada errado e não morrerá. Esteja certo disso. Meu pai me conta tudo. Ele não faz nada de importante ou mesmo de insignificante sem confidenciar a mim.

Por que faria isso sem eu saber? Mas Davi estava em dúvida. Seu pai sabe que somos bons amigos e vai pensar. Jonatas não pode saber disso. Se souber, vai defender Davi. A verdade é que ele está determinado a me matar. Isso é tão certo quanto vive o Eterno e quanto você está vivo aqui diante de mim. Jonatas disse: “Conte-me o que você está pensando.

Farei qualquer coisa por você”. Davi disse: “Amanhã é festa de Lua nova. Eu deveria jantar com o rei, mas em vez disso, vou me esconder no campo até a terceira noite. Caso seu pai perceba minha falta, diga: Davi pediu para ir a Belém, sua terra natal, para o sacrifício anual com a família. Se ele disser tudo bem, então estou seguro. Mas se ele ficar bravo, é porque está determinado a me matar.

Por favor, ajude-me nisso. Lembre-se, você fez um pacto comigo em nome do Eterno. Se eu estiver errado, mate-me logo. Por que aguardar para me entregar a seu pai? Jonatas exclamou. Ora, eu jamais faria isso. Se perceber que meu pai está mesmo obsecado por matá-lo, direi a você. Davi perguntou: “Quem você enviará para me contar sobre a reação de seu pai?” Jonatas respondeu: “Vamos até o campo”.

Quando os dois estavam no campo, Jonatas disse: “O Eterno, o Deus de Israel, é minha testemunha de que a esta hora amanhã vou saber do meu pai o que ele pensa de você. Então, mandarei dizer a você o que descobri. Que o eterno me castigue se eu abandonar você. Se meu pai insistir em matá-lo, eu informarei disso e o ajudarei a escapar. Que o eterno esteja com você como esteve com meu pai.

Se depois disso eu continuar vivo, nosso pacto continua valendo. Se eu morrer, você terá responsabilidade para com minha família para sempre. E seja leal a mim depois que o Eterno finalmente eliminar da terra os inimigos de Davi. Jonatas reafirmou sua promessa de lealdade e amizade com Davi. Era tão leal a Davi que arriscava a vida por ele. Jonatas revelou seu plano.

Amanhã é festa da lua nova e perceberão sua ausência à mesa. Depois de amanhã, quando já tiverem desistido de aguardá-lo, volte para aquele seu esconderijo e fique esperando perto da pedra de Exel. Vou disparar três flechas na direção da pedra e mandarei meu ajudante apanhá-las.

Se eu gritar para o ajudante, as flechas estão para cá, pegue-as. Esse será o sinal de que você pode voltar em segurança, assim como vive o eterno. Não tenha medo. Mas se eu gritar, as flechas estão mais adiante. Corra, porque o Eterno quer você longe daqui. Quanto ao nosso acordo, lembre-se, o Eterno está conosco até o fim. Davi se escondeu no campo. No dia da lua nova, o rei estava à mesa para comer.

Ele se sentou no lugar de costume, encostado à parede. Jonatas à sua frente e Abner ao seu lado. Mas o lugar de Davi ficou vazio. Saul não comentou nada pensando, algo aconteceu com ele que o tornou impuro. Talvez esteja ritualmente impuro para a refeição sagrada.

Mas no segundo dia da festa, o lugar de Davi continuava desocupado. Saul perguntou a Jonatas: “Onde está aquele filho de Jessé? Ele não comeu conosco, nem ontem, nem hoje.” Jonatas respondeu: Davi me pediu permissão para ir a Belém, dizendo: “Deixe-me ir para casa. Quero estar com minha família. Meus irmãos pediram que eu fosse. Se não for problema para você, deixe-me ir.

Por isso ele não está à mesa. Saul ficou furioso com Jonatas, seu filho desnaturado. Acha que não sei que você e o filho de Jessé fizeram um pacto para sua desgraça e de sua mãe? Juro que enquanto o filho de Jessé estiver solto nessa terra, seu futuro no reino estará em jogo. Vá buscá-lo. A partir de agora, ele pode se considerar um homem morto.

Jonathas enfrentou o pai. Por que morto? O que ele fez de errado? Saul, descontrolado, arremessou sua lança contra o filho. Foi o suficiente para Jonatas se convencer de que seu pai estava determinado a matar Davi. Jonatas saiu furioso da mesa e não comeu mais nada o dia todo.

Ele estava aborrecido por causa de Davi e irritado pela humilhação que seu pai o tinha feito passar à mesa. Na manhã seguinte, Jonatas foi para o campo, conforme o combinado com Davi. Seu ajudante o acompanhava. E Jonatas disse a ele: “Corra para buscar as flechas que eu atirar”. O rapaz começou a correr e Jonatas atirou uma flecha diante dele. O rapaz chegou perto do local em que a flecha parecia ter caído e Jonatas gritou: “A flecha não está mais adiante” e gritou outra vez.

Vamos, corra, não fique aí parado. O ajudante de Jonatas apanhou as flechas e as trouxe de volta. O rapaz naturalmente não fazia ideia do que estava acontecendo. Só Jonatas e Davi sabiam do combinado. Jonatas entregou suas armas ao rapaz e o mandou de volta para a cidade.

Depois que o ajudante foi embora, Davi saiu do seu esconderijo, que ficava perto da pedra, e se prostrou com o rosto em terra três vezes. Eles beijaram um ao outro e choraram muito. Davio estava muito mais emocionado. Jonatas disse ao amigo: “Vá em paz. Nosso pacto de amizade foi feito em nome do Eterno e ele será testemunha entre nós e entre meus descendentes e seus descendentes para sempre.

” Davi seguiu seu caminho e Jonatas voltou para a cidade. Davi procurou o sacerdote Aimeleque em Nobe. Aimele saiu para cumprimentar Davi e ficou alarmado. O que você está fazendo aqui sozinho, sem ninguém com você? Davi respondeu ao sacerdote: “O rei me enviou numa missão e me instruiu.

Este é um assunto confidencial. Não diga nada a ninguém. Combinei de me encontrar com meus homens num determinado lugar. Agora, o que você pode me oferecer para comer? Tem aí uns cinco pães? Veja o que pode conseguir. O sacerdote respondeu: “Não tenho pão comum, apenas o pão consagrado. Se seus homens não tiveram relação com a mulher recentemente, os pães são seus”.

Davi respondeu: “Nenhum de nós tocou em mulher. Sempre fazemos isso quando estamos em missão. Os meus soldados se abstém do sexo. Se fazemos isso numa missão comum, quanto mais numa missão sagrada. O sacerdote entregou a ele os pães consagrados, os únicos que ele tinha, os pães da presença, que foram retirados da presença do Eterno e substituídos por pães quentes no mesmo dia.

Naquele dia, um dos oficiais de Saul estava ali cumprindo um voto diante do Eterno. Seu nome era Doeg e ele era Edomita, chefe dos pastores de Saul. Davi perguntou a Aimelec: “Você tem uma lança ou alguma espada por aqui? Não tive tempo de apanhar minhas armas. O rei exigiu urgência e eu saí com pressa.

” O sacerdote respondeu: “A espada de Golias, o filisteu, que você matou no vale de Elá, está aqui. Ela está enrolada num pano atrás do colete sacerdotal. Se quiser, pode levá-la. É a única arma que tenho aqui.” Davi exclamou. Ah, não poderia ser melhor. Passe-a para cá. Depois disso, Davi sumiu fugindo de Saul. Ele procurou Aquis, rei de Gate.

Quando as autoridades de Aquis o viram, disseram: “Seria este Davi, o famoso Davi? É a respeito dele que o povo canta em suas danças. Saul mata milhares, Davi dezenas de milhares”. Quando Davi percebeu que o tinham reconhecido, entrou em pânico e temeu pelo pior da parte de Aquis, rei de Gate. Vendo que todos olhavam para ele, Davi fingiu estar louco, batendo com a cabeça na porta da cidade e espumando pela boca, enquanto a saliva escorria pela barba.

Aquis olhou para ele e disse aqueles líderes: “Não estão vendo que ele está louco? Por que o deixaram entrar? Já tenho loucos suficientes aqui e vocês me trazem mais um. Tirem-no daqui. Davi fugiu e se refugiou na caverna de Adulão. Quando seus irmãos e familiares souberam onde ele estava, foram ao seu encontro para se unir a ele.

Não só eles, mas todos os que estavam em situação difícil, os endividados e amargurados. Davi se tornou o líder deles. Eram cerca de 400 homens. Davi foi para Mispá e pediu ao rei de Moabe: “Conceda proteção a meu pai e a minha mãe até que eu saiba o que Deus tem reservado para mim”.

Ele deixou seus pais aos cuidados do rei de Moabe. Eles ficaram ali durante todo o tempo em que Davi viveu como fugitivo. O profeta Gad disse a Davi: “Não volte para a caverna, vá para Judá.” Davi seguiu a orientação do profeta e foi para o bosque de Herete. Saul ficou sabendo onde estavam Davi e seus homens. O rei estava debaixo dos carvalhos, na colina de Gibeá, segurava sua lança e estava rodeado por seus oficiais.

Ele disse: “Ouçam, benjamitas, nem pensem que vocês têm algum futuro com o filho de Jessé. Acham que ele vai dar a vocês terra boa e cargos importantes? Pensem bem, aqui estão vocês conspirando contra mim, coxixando pelas minhas costas. Nenhum de vocês teve coragem de me contar que meu filho estava fazendo acordos com o filho de Jessé.

Nenhum de vocês se importou em me contar que meu filho ficou do lado desse marginal. Então Doeg, o edomita, que estava entre os oficiais de Saul, falou: “Vi o filho de Jessé conversando com Aimeleque, filho de Aitube, em Nobe, e vi a Imelec interceder por ele diante do Eterno. O sacerdote também deu comida e entregou a espada do filisteu Golias a Davi.

Saul mandou chamar o sacerdote a Emelec e toda a família de sacerdotes de Noe. Todos compareceram perante o rei. Saul disse: “Ouça-me, filho de Aitub.” Ele respondeu: “Certamente, meu senhor. Por que você se mancomunou com o filho de Jessé e ficou contra mim, dando comida e armas para ele e intercedendo a favor dele diante do Eterno? Por que ajudou um fora da lei a lutar contra mim?” Aimele respondeu ao rei: “Não existe outro oficial em toda a sua administração, tão leal a você quanto Davi, seu genro e capitão de sua guarda pessoal.

Nem há outro que seja tão respeitado. Acha que essa foi a primeira vez que intercedi por ele a Deus? Certamente que não. Você não pode acusar a mim nem a minha família de cometer algum erro, pois não faço ideia do que você está querendo dizer com fora da lei. O rei disse: “Você vai morrer, a Imelec, você e toda a sua família”. O rei ordenou aos seus homens: “Cerquem os sacerdotes e matem todos eles, porque estão mancomunados com Davi. Sabiam que ele estava fugindo de mim e não me contaram.

” Mas os soldados do rei se recusaram a matá-los. Nenhum deles ousou levantar a mão contra os sacerdotes do Eterno. Então o rei disse a Doeg: “Mate os sacerdotes!” Doeg, o edomita, cumpriu a ordem e assassinou os sacerdotes, 85 homens que usavam as vestimentas sagradas.

Ele saiu dali e foi para Noe, a cidade dos sacerdotes, e ali matou homens, mulheres, crianças e bebês, além de jumentos, bois e ovelhas. Apenas Abiatar, filho de Aimele e neto de Aitub, conseguiu escapar. Ele fugiu e se juntou a Davi. Abiatar contou a Davi que Saul tinha mandado matar os sacerdotes do Eterno. Davi disse a Abiatar: “Eu sabia quando vi Doeg, o Edomita, sabia que contaria a Saul. Eu sou culpado pela morte de toda a família de seu pai.

Fique comigo. Não tenha medo. O mesmo que quer matar você também quer me matar. Fique comigo e protegerei você. Alguém avisou David que os filisteus estavam atacando Keila e saqueando o estoque de grãos. Davi consultou o Eterno. Devo ensinar uma lição a esses filisteus? O Eterno respondeu: Vá, ataque os filisteus e liberte Keila.

Mas os homens de Davi disseram: “Aqui em Judá já não estamos seguros, quanto menos se formos aquele a enfrentar a máquina de guerra dos filisteus.” Davi voltou a consultar o Eterno. O Eterno respondeu: “Desça logo até Keila, pois estou entregando os filisteus em suas mãos”. Davi e os seus homens foram para Keila e lutaram contra os filisteus.

Ele espalhou os rebanhos deles, impôs a eles uma humilhante derrota e libertou a população de Keila. Depois de ter se juntado a Davi, Abiatar desceu para Keila, levando consigo o colete sacerdotal. Saul descobriu que Davi estava em Keila e pensou: “Ótimo, Deus o entregou de bandeja nas minhas mãos.

Ele está numa cidade murada com os portões trancados. está encurralado ali. Saul convocou as tropas e partiu para Keila com a intenção de cercar Davi e seus homens. Mas Davi soube do plano de Saul e disse ao sacerdote Abiatar: “Traga o colete.” Davi orou ao Eterno. Deus de Israel, acabei de saber que Saul pretende destruir a cidade de Keila por minha causa.

Os líderes da cidade vão me entregar a Saul. Saul vem mesmo fazer aquilo que me disseram? Ó eterno Deus de Israel, responde-me. O Eterno respondeu: Ele está vindo e os chefes de Keila me entregarão junto com os meus homens nas mãos de Saul? O Eterno respondeu: Entregarão, sim. Então Davi e seus homens fugiram dali. Eram 600 homens.

Eles deixaram Keila e ficaram perambulando de um lugar para outro. Quando informaram a Saul que Davi tinha fugido de Keila, ele suspendeu o ataque. Davi continuou vivendo em esconderijos nas regiões remotas das colinas de Zifi. Saul continuou à procura de Davi sem descanso, mas Deus não o entregou nas mãos do rei. Davi permaneceu no distante deserto de Zifi, refugiado em Oraza.

já que Saul estava determinado a encontrá-lo. Jôas, filho de Saul, foi ao encontro de Davi em Oraza e fortaleceu a sua confiança em Deus. Ele disse: “Não se desespere. Meu pai Saul não tocará em você. Você será rei de Israel e eu estarei sempre ao seu lado para ajudar. Meu pai sabe disso.

Então, os dois fizeram um pacto perante o Eterno. Davi ficou em Oraza e Jonatas voltou para casa. Alguns ifeus procuraram Saul em Gibeá e disseram: “Sabia que Davi está se escondendo perto de nós nas fortalezas e cavernas de Oraza? Neste momento, ele está nas colinas de Aquilá, ao sul do deserto de Gesimon. Quando você estiver pronto, será uma honra entregá-lo nas mãos do rei.

Saul respondeu: “O Eterno abençoe vocês por pensarem em mim. Agora voltem e verifiquem tudo. Descubram por onde ele anda e quem o acompanha. Vocês sabem que ele é muito astuto. Descubram todos os esconderijos dele. Depois encontrem-se comigo em Nacom e eu acompanharei vocês. Em qualquer lugar de Judá que ele estiver, eu o encontrarei.

E os ifeus partiram em missão de reconhecimento para Saul. Enquanto isso, Davi e seus homens estavam no deserto de Maom, ao sul do deserto de Gesimon. Saul e seus homens chegaram e logo foram atrás deles. Quando Davi soube disso, fugiu para o sul, na direção das rochas, e montou o acampamento no deserto de Maum. Saul foi informado da localização deles e partiu na direção do deserto de Maum.

Pouco depois, Saul estava de um lado da montanha e Davi com seus homens do outro. O bando de Davi corria, tendo Saul e suas tropas no encalço deles. No meio da perseguição, um mensageiro apresentou-se a Saul e disse: “Volte depressa, os filisteus estão atacando Israel”.

Saul foi obrigado a interromper a perseguição e retornar para resolver a situação com os filisteus. Por isso, aquele lugar foi chamado fuga apertada. Davi saiu dali e instalou-se com segurança no deserto de Engetin. Depois da luta contra os filisteus, alguém informou a Saul. Davi está agora no deserto de Engede.

Saul convocou 3000 dos melhores soldados de Israel e partiu no encalço de Davi e seus homens. foram para a região dos rochedos dos bodes selvagens. Ele chegou até o local em que havia alguns currais de ovelhas ao lado da estrada. Perto dali havia uma gruta e Saul entrou nela para fazer suas necessidades. Acontece que Davi e seus homens estavam amontoados no fundo da gruta.

Os homens de Davi lhe disseram: “Você acredita nisto? O eterno deve estar dizendo: “Entregarei seu inimigo nas suas mãos”. Faça com ele o que bem entender. Davi sorrateiramente cortou um pedaço da vestimenta real de Saul. No mesmo instante, sentiu-se culpado e disse aos seus homens: “Que o Eterno me livre de fazer algum mal contra o meu Senhor, ungido do Eterno.

Não vou sequer levantar um dedo contra ele. Ele é ungido do Eterno.” Assim, Davi impediu que os seus homens acabassem com a vida de Saul. O rei levantou-se e saiu da caverna para seguir seu caminho. Então Davi se pôs à entrada da gruta e gritou para Saul: “Meu Senhor, rei meu”. Saul olhou para trás. Davi se ajoelhou, fez uma reverência e exclamou: “Por que dá ouvidos aos que dizem: “Davi quer tirar a sua vida? O senhor acabou de ter a prova de que isso não é verdade.

Aqui dentro da gruta, o Eterno pôs o Senhor em minhas mãos. Meus homens queriam matá-lo, mas eu não permiti. Eu disse que não levantaria um dedo sequer contra o meu Senhor, pois é ungido do Eterno. Veja isto aqui, meu Pai. Veja este pedaço de pano que cortei da sua roupa. Eu poderia ter cortado o Senhor ao meio, mas não o fiz. Esta é a prova. Não estou contra o Senhor. Não sou rebelde.

Não pequei contra o rei. Mas o Senhor está tentando me matar. Vamos decidir quem está certo. O Eterno poderá me vingar, mas isso está nas mãos dele, não nas minhas. Um antigo provérbio diz: “A perversidade vem dos perversos. Por isso, ten a certeza de que as minhas mãos não tocarão no Senhor.

O que o rei de Israel acha que está fazendo? A quem está perseguindo? Um cão morto, uma pulga. O Eterno é nosso juiz. Ele decidirá quem está certo. Que bom fosse se ele olhasse neste instante, resolvesse a situação agora mesmo e me livrasse do Senhor. Quando ele acabou de falar, Saul perguntou: “É a voz do meu filho Davi?” E começou a chorar, reconhecendo.

Você está certo. Não, eu. Você me tratou bem. Eu é que estou desejando o pior para você. Mais uma vez, você foi generoso para comigo. O Eterno me entregou em suas mãos, mas você não me matou. Por quê? Quando alguém se encontra com seu inimigo, acaso ele o despede com uma bênção? Que o Eterno o recompense pelo bem que me fez hoje.

Agora tenho certeza de que você será rei e que o reino de Israel estará em boas mãos. Prometa-me perante o eterno que não destruirá a minha família, nem eliminará o meu nome da história da minha família. Davi jurou a Saul. Em seguida, Saul voltou para casa e Davi e seus homens retornaram para seu refúgio no deserto. Samuel morreu. Toda a nação prestou suas últimas homenagens a ele.

Todos lamentaram sua morte e ele foi sepultado em sua cidade natal, Ramá. Enquanto isso, Davi continuou foragido, seguindo dessa vez para o deserto de Maon. Havia um homem em Maon que tinha negócios na região do Carmelo. Ele era muito próspero, possuía 3000 ovelhas e 1000 cabritos e era a época de tosquear as ovelhas no Carmelo. Ele se chamava Nabal too.

Era descendente de Calebe e sua mulher se chamava Abigail. A mulher era inteligente e bonita, mas o homem era bruto e maldoso. Ainda no deserto, Davi soube que Nabal estava tusqueando suas ovelhas e enviou 10 rapazes com a seguinte instrução: “Vão até o Carmelo e procurem Nabal. Saúdem-no em meu nome. Paz! Vivam em paz você e sua família.

Paz para todos os que estão com você. Soube que está no tempo de tosquear ovelhas. Queremos que você saiba que quando seus pastores estavam próximos de nós, não tiramos proveito deles. Eles não perderam nada do que era deles quando estavam conosco no Carmelo. Seus rapazes confirmarão isso. Pergunte a eles.

Agora peço que seja generoso para com os meus homens, permitindo que participemos da festa. Dê aos servos e a mim, Davi, seu filho, a quantidade de suprimento que desejar. Os rapazes de Davi transmitiram a mensagem a Nabal, mas o homem os rechaçou. Quem é esse Davi? Quem é esse filho de Jessé? Ultimamente há muitos foragidos por aqui.

Vocês acham que eu vou pegar pão, vinho e carne que acabei de abater para os meus tosqueadores e oferecer para homens que nunca vi e que ninguém sabe de onde vem? Os homens de Davi retornaram e contaram tudo o que Nabal tinha dito. Davi tomou uma decisão. Preparem as suas espadas. Todos, até mesmo Davi, puseram a espada à cintura e partiram. Eram 400 homens. 200 homens permaneceram no acampamento. Nesse meio tempo, um dos jovens pastores contou a Abigail, mulher de Nabal, o que tinha acontecido.

Davi mandou mensageiros do deserto para saudar o nosso Senhor, mas ele foi grosseiro com eles e os insultou. Acontece que aqueles homens sempre nos trataram muito bem, nunca roubaram nada de nós, nem se aproveitaram da gente durante todo o tempo que estivemos no campo. Eles até serviram como muro de defesa ao nosso redor, porque nos protegiam dia e noite enquanto cuidávamos das ovelhas.

Faça alguma coisa logo, pois algo de ruim vai acontecer ao nosso Senhor e a todos nós. Ninguém consegue convencê-lo. Ele é intrratável. Abigail não perdeu tempo. Ela preparou 200 pães, duas vasilhas de couro de vinho, cinco ovelhas preparadas e prontas para assar, cinco medidas de grão tostado, 100 bolos de passas e 200 bolos de figo e acomodou a carga sobre alguns jumentos.

Ela disse aos seus rapazes: “Vão à minha frente, preparando o caminho. Eu seguirei logo atrás”. Mas ela não disse nada ao marido. Montada em seu jumento, ela descia pela encosta da montanha, enquanto Davi e os seus homens desciam a outra encosta, um grupo ao encontro do outro. Davi dizia: “De nada valeu proteger os bens desse homem no deserto. Agora ele nos recompensa com insultos.

É como levar um tapa na cara. Deus faça o que quiser com os inimigos de Davi, se até amanhã cedo eu deixar vivo um único desses viralatas de Nabal. Assim que viu Davi, Abigaí desceu do jumento e se prostrou aos pés dele com um rosto em terra, dizendo: “Meu Senhor, eu sou culpada. Deixe-me explicar. Ouça o que tenho a dizer.

Não leve em conta a maldade de Nabal. Ele é o que o nome diz, Nabal, tolo. Dele só sai tolice. Eu não estava lá quando chegaram os rapazes que o meu Senhor enviou, por isso não os encontrei. Agora, meu Senhor, assim como vive o Eterno e como o Senhor vive, Deus o impediu de cometer essa vingança.

Que todos os seus inimigos e todos que desejam mal ao meu Senhor tenham o mesmo destino de Nabal. Receba esta dádiva que eu, sua serva, trouxe ao meu Senhor e ofereça aos rapazes que seguem os seus passos. Perdoe minha audácia, mas sei que o Eterno está preparando o meu Senhor para um governo íntegro e estável. Meu Senhor luta as guerras do Eterno. Enquanto viver, nenhum mal sucederá a você.

Se alguém puser obstáculo em seu caminho, se alguém tentar desviar o Senhor, saiba que a sua vida honrosa ao eterno está amarrada com firmeza ao feixe das vidas protegidas por Deus. Mas a vida de cada um dos seus inimigos será tirada longe, como a pedra lançada com Stiling. Quando o Eterno realizar todo o bem que prometeu ao meu Senhor e o estabelecer como príncipe de Israel, não haverá em seu coração o peso de um crime de vingança. E quando o Eterno tiver feito bem ao meu Senhor, lembre-se de mim.

Davi exclamou: Bendito seja o Eterno, Deus de Israel. Ele enviou você para me encontrar. Seja abençoada pela sua sensatez. Seja bendita por me impedir de cometer esse crime e por se preocupar comigo. Juro pelo eterno, Deus de Israel, que me impediu de fazer mal a você.

Não fosse a sua vinda aqui esta manhã, não restaria viva alma na casa de Nabal. Davi aceitou a comida que ela trouxe e disse: “Volte em paz. Concordo com o que você disse e vou fazer o que me pediu. Quando Abigail voltou para casa, encontrou o Nabal no meio de um banquete. Ele estava de bom humor porque tinha bebido muito.

Assim, ela preferiu não contar nada do que tinha feito até a manhã seguinte. No outro dia, quando Nabal já estava sóbrio, Abigail contou o que tinha acontecido. Na mesma hora, ele teve um infarto e entrou em coma. 10 dias depois, ele morreu. Quando Davi soube que Nabal tinha morrido, ele declarou: “Bendito seja o Eterno que me defendeu contra os insultos de Nabal, impedindo-me de cometer um crime e permitiu que a maldade dele se voltasse contra ele mesmo.

Em seguida, mandou dizer a Abigail que desejava que ela fosse sua mulher. Os mensageiros de Davi foram até o Carmelo e disseram a Abigail: “Davi mandou buscá-la para que você se case com ele.” Ela se prostrou com o rosto em terra, dizendo: “Sou serva dele. Estou pronta para fazer o que ele quiser. Estou disposta até a lavar os pés dos subordinados dele.” Sem hesitar, ela montou em seu jumento.

acompanhada de cinco escravas, seguiu os mensageiros de Davi e se tornou mulher dele. Davi também se casou com Ainoan de Jesrael. Ambas foram suas mulheres. Saul tinha dado a sua filha Mical, mulher de Davi, a Pautiel, filho de Laí, de Galim. Alguns feus procuraram Saul em Gibeá e disseram: “Sabia que Davi está escondido na colina de Aquilá, do outro lado de Gesimon?” No mesmo instante, Saul se levantou e partiu para o deserto de Zif, levando 3000 dos melhores soldados para procurar Davi naquele deserto. Ele ficou acampado perto da estrada, na colina de Aquilá,

do outro lado de Gesimon. Davi, ainda no deserto, soube que Saul estava atrás dele. Ele enviou espiões para descobrir onde exatamente Saul estava. Depois que descobriu, Davi foi até o lugar em que Saul estava acampado e descobriu onde estava a tenda de Saul e Abner, filho de Ner, seu general. Saul estava bem protegido dentro do acampamento, rodeado por seu exército.

Davi perguntou a Imele, o Itita, e a Abisai, filho de Zeruia, irmão de Joabe, qual de vocês vai entrar comigo no acampamento de Saul? Abisai respondeu: “Eu vou junto.” À noite, Davi e Abisai entraram no acampamento e encontraram Saul deitado lá no meio, dormindo. Sua lança estava fincada no chão, perto da cabeça dele.

Abner e seus soldados estavam espalhados, dormindo profundamente. Abizai disse: “É agora Deus entregou o inimigo em suas mãos. Deixe-me cravá-lo ao chão com a lança dele. Basta um golpe, não vou precisar de outro. Mas Davi disse a Abisai: “Não se atreva a machucá-lo.

Ninguém pode ferir o ungido do Eterno e escapar impune.” Ele prosseguiu. Assim como vive o Eterno, Deus mesmo irá matá-lo. Ou seu dia chegará e ele morrerá em casa ou ferido em batalha, mas longe de mim tocar no ungido do Eterno. Agora pegue a lança dele e o cantil de água e vamos sair daqui. Depois de pegar a lança e o cantil de água que estavam perto da cabeça de Saul, eles foram embora.

Ninguém percebeu nada. Ninguém acordou. Todos ficaram dormindo o tempo todo, porque um profundo sono vindo do Eterno tinha caído sobre eles. Davi foi para o outro lado do monte e escolheu a um local distante lá no alto. Daquela distância segura, Davi gritou para o exército e para Abner, filho de Ner.

Abner, até quando vou ter de esperar vocês acordarem, me responderem? Abnir disse: “Quem está chamando o rei?” Davi disse: “Você não está no comando aí? Por que não está fazendo o seu trabalho? Porque não protege o seu senhor, o rei quando um soldado põe a vida dele em perigo? Você não está cumprindo o seu dever. Assim como vive o eterno, você deveria ser executado e toda a guarda pessoal do rei também.

Veja o que eu tenho em minhas mãos. a lança e o cantil do rei que estavam ao lado dele. Saul, reconhecendo a voz de Davi, perguntou: “É você, meu filho Davi?” Davi respondeu: “Sim, sou eu, o rei, meu senhor. Por que o Senhor me persegue? O que fiz de errado? Que crime cometi? Ouça, meu Senhor e meu Rei, o que o seu servo tem a dizer.

Se o Eterno incitou o Senhor contra mim, então entrego a minha vida em sacrifício. Mas se foram os homens que o instigaram, que sejam banidos da presença do Eterno. Eles cercearam o meu direito na herança do Eterno, como se dissessem: “Vai embora, vá servir outro Deus”. Mas o Senhor não se livrará de mim tão facilmente.

Não conseguirá me separar do Eterno na vida ou na morte. Que absurdo. O rei de Israel obsecado por uma pulga, perseguindo uma perdiz na montanha. Saul reconheceu. Tem razão. Errei. Volte, meu filho Davi. Não causarei mais nenhum mal a você. Você foi leal para comigo, respeitando minha vida, enquanto eu estou sendo insensato e cometendo grande erro.

Davi respondeu: “Está vendo isto aqui? É a lança do rei. Mande um dos soldados buscá-la. Ao eterno compete decidir o que fazer com cada um de nós com respeito ao que é correto. O Eterno entregou sua vida em minhas mãos hoje, mas eu não quis levantar nem mesmo um dedo contra o ungido do Eterno.

Assim como respeitei sua vida hoje, que o Eterno tenha consideração pela minha e me livre desta aflição. Saúde-se a Davi. Bendito seja você, meu filho Davi. Faça o que tem de fazer. Espero que seja bem-sucedido em todos os seus esforços. Davi seguiu seu caminho e Saul voltou para casa. Davi pensou, uma hora dessas Saul vai conseguir me capturar. Melhor eu fugir para a terra dos filisteus.

Ele vai me considerar uma causa perdida e desistirá de me perseguir por todos os cantos de Israel. porque estarei fora do seu alcance para sempre. Davi partiu com seus 600 homens e foi recorrer a Aquis, filho de Maoque, rei de Gate. Eles se estabeleceram em Gate sob a proteção de Aquis. Cada um deles levou sua família. Davi levou suas duas esposas, Ainoan de Jesrael e Abigail, viúva de Nabal do Carmelo.

Quando Saul recebeu a notícia que Davi tinha fugido para Gate, desistiu de persegui-lo. Davi disse a Aquis: “Se o senhor concordar, designe para mim um lugar entre as aldeias rurais. Não me parece correto que eu, mero servo esteja vivendo na cidade real.” Aquis designou Z Clag.

Foi assim que Ziclag veio a ser o que é hoje, cidade dos reis de Judá. Davi residiu um ano e 4 meses entre os filisteus. De vez em quando, Davi e seus homens atacavam os jesuritas, os jersitas e os amalequitas. Esses povos eram antigos habitantes da terra que se estende de sur até o Egito. Quando Davi atacava uma região, não deixava ninguém vivo, nem homem, nem mulher. e levava tudo, ovelhas, bois, jumentos, camelos e roupas.

Depois voltava para Aquis. Quando Aquis perguntava: “Quem você atacou hoje?” Davi respondia: “Hoje foi o de Judá ou o sul de Jerameel ou o sul dos Keneus? Ele nunca deixava um único sobrevivente para que ninguém aparecesse em Gate e denunciasse Davi. Davi agiu assim durante todo o tempo em que viveu entre os filisteus.

Aquis passou a confiar totalmente em Davi. Ele pensava: “Ele foi tão odiado pelo seu povo que permanecerá comigo para sempre. Naquele tempo, os filisteus convocaram o exército para lutar contra Israel. Aquis disse a Davi: “Você e seus homens sairão à guerra com as minhas tropas.” Davi respondeu: “Está bem, você mesmo verá o que eu sou capaz de fazer.

” Aquis disse: “Ótimo, você fará parte da minha guarda pessoal para sempre”. Samuel já tinha morrido. Todo Israel tinha lamentado sua morte e o tinha sepultado em sua cidade natal, Ramar. Saul tinha eliminado da nação todos os que consultavam os espíritos dos mortos. Os filisteus convocaram suas tropas e acamparam em Sunem. Saul reuniu todo Israel. e acampou em Gilboa.

Mas quando Saul viu as tropas dos filisteus, tremeu de medo. Saul orou ao Eterno, mas Deus não respondeu nem por sonhos, nem por sinais, nem por meio de algum profeta. Aflito, Saúde deu ordens aos seus oficiais. Procurem alguém que possa invocar os espíritos para que eu me aconselhe com esses espíritos.

Os oficiais disseram: “Há uma mulher em Endor”. Saul disfarçou-se vestindo outra roupa e na companhia de dois homens foi à noite procurar a mulher. Ele lhe pediu a ela, quero que você consulte para mim um espírito. Faça subir a pessoa de quem eu disser o nome. A mulher respondeu: “Espere um pouco.

Você sabe que Saul eliminou da nação todos os que consultavam espíritos dos mortos? Você sabe que está me pondo numa situação que pode me levar à morte, não é?” Saul jurou solenemente: “Assim como vive o Eterno, você não será castigada por isso”. A mulher respondeu: “Então, quem você quer que eu faça subir?” “Suel, faça subir Samuel!” Quando a mulher viu Samuel, gritou para Saul: “Por que mentiu para mim? O Senhor é Saul”. O rei disse a ela: “Não tenha medo.

O que você vê?” A mulher respondeu: “Estou vendo um espírito subindo da terra.” Saul perguntou: “Com quem ele se parece?” Ela disse: “Com um velho que está subindo, vestido como sacerdote.” Saul sabia que era Samuel. Ele se prostrou com o rosto em terra e adorou.

Samuel disse a Saul: “Por que você me perturba fazendome-me subir?” Saul respondeu: “Porque estou profundamente perturbado. Os filisteus estão se preparando para me atacar e Deus me abandonou. Ele não me responde mais, nem por meio de profeta, nem por sonhos. Por isso, mandei chamá-lo para que me diga o que fazer.” Samuel perguntou: “Mas por você está perguntando isso para mim? O Eterno abandonou você e se tornou seu adversário.

O Eterno fez exatamente o que já tinha dito por meu intermédio. Ele arrancou o reino de suas mãos e o entregou ao seu adversário. Já que você não obedeceu ao eterno e se recusou a cumprir suas ordens com relação aos amalequitas, o eterno está fazendo isso com você hoje. ainda. O Eterno está entregando Israel junto com você nas mãos dos filisteus.

Amanhã você e seus filhos estarão comigo. O exército de Israel também será entregue nas mãos dos filisteus. No mesmo instante Saul despencou no chão, aterrorizado pelas palavras de Samuel. Ele não tinha mais forças, pois não tinha comido nada o dia inteiro. A mulher, percebendo que ele estava em estado de choque, disse: “Oa, eu apenas fiz o que o senhor pediu. Arrisquei a minha vida, cumprindo a risca as suas instruções.

Agora o senhor deve seguir as minhas instruções. Como alguma coisa, isso dará forças para o senhor seguir seu caminho.” Mas ele recusou. Não vou comer nada. Seus acompanhantes concordaram com a mulher e insistiram com ele. Saul finalmente cedeu e sentou-se na cama. A mulher se apressou, matou um bezerro gordo, pegou um pouco de farinha, amassou-a e assou alguns pães sem fermento.

Ela serviu a Saul e sua comitiva. Depois de se satisfazerem, eles se levantaram e seguiram seu caminho ainda naquela noite, os filisteus reuniram suas tropas em Af. Israel montou o acampamento perto da fonte de Jesrael. Enquanto os comandantes filisteus avançavam com seus regimentos e pelotões, Davi e seus homens iam à retaguarda com aquis.

Mas os oficiais filisteus se reuniram e disseram: “O que esses hebreus estão fazendo aqui?” Aquis respondeu aos oficiais: “Vocês não reconhecem Davi, que era servo do rei Saul de Israel? Ele está comigo há muito tempo. Não tenho nenhuma reclamação dele desde que abandonou Saul”.

Os oficiais filisteus ficaram furiosos comis e disseram: “Mande-o de volta para o lugar de onde ele veio”. Ele não vai sair à guerra conosco. Ele poderá mudar de lado no meio da batalha. Seria uma ótima oportunidade para ele resgatar a confiança do seu senhor à custa da cabeça dos nossos soldados. Não é esse o mesmo Davi que aclama cantando Saul matou milhares, Davi dezenas de milhares.

Assim, Aquis mandou dizer a Davi: “Assim como vive o Eterno, você tem sido um aliado merecedor de toda a confiança. Tem sido correto em tudo que fez para mim. Não tenho nenhuma reclamação de sua conduta, mas os comandantes não entendem assim. Por isso, é melhor você voltar em paz.

Não vale a pena aborrecer os comandantes filisteus.” Davi perguntou: “Mas o que foi que eu fiz? O senhor tem alguma reclamação contra mim desde que vim para cá? Por que não posso lutar contra os inimigos do meu senhor, o rei? Aquis respondeu: “Concordo com você. Na minha opinião, você é boa gente. É como um anjo de Deus. Mas os comandantes filisteus estão irredutíveis.

Disseram: “Ele não pode ir conosco para a guerra”. Por isso, você e seus homens precisam ir embora. Assim que clarear o dia e puderem viajar, deixem no acampamento. Davi e seus homens se levantaram bem cedo e ao clarear do dia, estavam a caminho de volta para a terra dos filisteus. Os filisteus foram para Jesrael. Três dias depois, Davi e seus homens chegaram de volta a Ziclag e viram que os amalequitas tinham atacado a cidade e o Neguepe.

Ziclag tinha sido incendiada e as mulheres, os jovens e os velhos, tinham sido feitos prisioneiros. Não mataram ninguém, mas levaram o povo como se fosse um rebanho. Davi e seus homens encontraram a cidade destruída. Suas mulheres, seus filhos e filhas tinham sido levados prisioneiros. Davi e seus homens choraram incontrolavelmente até esgotar suas forças.

As duas mulheres de Davi, Ainoan de Jesrael e Abigail, viúva de Nabal do Carmelo, também foram levadas prisioneiras com os demais. De repente, Davi percebeu que estava em apuros, pois os homens, ressentidos com a perda de suas mulheres, falavam em apedrejá-lo. Mas ele encontrou forças no Eterno o seu Deus, e disse ao sacerdote Abiatar, filho de Aimelec: “Traga o colete sacerdotal para que eu consulte o Eterno.

” Abiatar trouxe o colete a Davi. Davi orou ao Eterno. Devo perseguir os invasores? irei alcançá-los?” O Eterno respondeu: “Persiga-os. Você os alcançará e conseguirá tomar de volta o que levaram.” Davi saiu com seus 600 homens. chegaram ao ribeiro de Bezor e alguns deles resolveram ficar ali.

Davi e 400 homens iriam continuar a perseguição, mas 200 deles estavam cansados demais para atravessar o ribeiro. Por isso não seguiram adiante. Alguns dos que atravessaram o Besor encontraram o egípcio no campo e o levaram a Davi. Eles deram comida ao homem e ele comeu. Também bebeu água. Deram-lhe um pedaço de bolo de figo e alguns bolinhos de passas.

E ele começou a recuperar as forças, pois não tinha comido nem bebido nada durante três dias e três noites. Davi perguntou: “Quem é você? De onde você vem?” Ele respondeu: “Sou egípcio, escravo de uma malequita. Meu senhor me abandonou quando fiquei doente três dias atrás.

Atacamos a região ao sul dos queretitas de Judá e do território de Calebe. Também incendiamos e Clar. Davi fez outra pergunta. Você consegue nos levar até os invasores? Ele respondeu: “Se o Senhor me prometer diante de Deus que não me matará, nem me entregará meu Senhor, eu os levarei diretamente a eles.” Assim o homem guiou Davi até os invasores.

Eles estavam espalhados por todo o acampamento, comendo, bebendo e comemorando o resultado do saque da terra dos filisteus e de Judá. Davi os atacou no dia seguinte, lutou contra eles desde o amanhecer até a noite. Ninguém escapou, exceto 400 guerreiros, os mais jovens, que fugiram montados em camelos. Davi resgatou tudo que os amalequitas tinham levado.

Resgatou também suas duas mulheres. Ninguém morreu e nada foi perdido. Jovens, velhos, filhos, filhas, bens ou qualquer outra coisa. Davi recuperou tudo. Eles ainda levaram as ovelhas e os bois que pertenciam aos amalequitas e todos gritavam: “Estes são os despojos de Davi”. Davi fez o caminho de volta até os 200 homens que permaneceram no ribeiro de Bezor por estarem cansados demais para continuar com ele.

Eles vieram ao encontro de Davi e seus homens. Quando Davi se aproximou, gritou para eles: “Foi um sucesso.” Mas os homens mal intencionados e perversos que tinham acompanhado Davi reclamaram: “Quem não ajudou no ataque não vai ter sua parte nos despojos. Podem pegar de volta sua mulher e seus filhos, mas apenas isso é só o que irão levar.

” Davi os interrompeu. Não é assim que se faz em família, meus irmãos. Não podemos agir assim com aquilo que o Eterno nos entregou. Deus nos protegeu. Ele nos entregou os homens que nos atacaram. Quem daria ouvidos a essa conversa? A parte dos que ficaram com a bagagem será a mesma dos que saíram para a batalha. Todos receberão partes iguais.

Dali em diante, Davi estabeleceu essa regra em Israel, válida até hoje. Ao voltar a Ziclag, Davi mandou parte do despojo para os líderes de Judá. Seus vizinhos com o seguinte recado: “Este é um presente do despojo dos inimigos do Eterno. Receberam presentes os líderes de Betel, de Ramote do Neguebe, de Jatir, de Aroer, de Zifmote, de Estemoa, de Racau, das cidades dos gerameelitas, das cidades dos Queneus, de Hormá, de Corazã, de At, de Hebron e de vários outros lugares que Davi e seus homens visitavam de tempos em tempos.

Os filisteus atacaram Israel e os homens de Israel fugiram dos filisteus. Muitos caíram feridos no monte Gilboa. Os filisteus alcançaram Saul e seus filhos e mataram Jonatas, Abinadabe e Malquzua, filhos de Saul. A batalha foi intensa em torno de Saul. Os arqueiros chegaram perto dele e o feriram. gravemente.

Por isso, Saul disse ao seu escudeiro: “Pegue sua espada e me mate, para que eu não seja morto nas mãos desses pagãos profanos e seja humilhado por eles.” Mas seu escudeiro não teve coragem de matar o rei. Então, o próprio Saul se jogou sobre a sua espada. Quando o escudeiro viu que Saul estava morto, também se jogou sobre a própria espada e morreu.

Assim, Saul, seus três filhos e seu escudeiro, os mais próximos dele, morreram naquele dia. Quando os israelitas que estavam no vale do outro lado e os que estavam do outro lado do Jordão, perceberam que o exército fugia e que Saul e seus filhos tinham morrido, abandonaram suas cidades e fugiram para se salvar.

Os filisteus entraram e ocuparam as cidades. No dia seguinte, quando os filisteus vieram saquear os mortos, encontraram Saul e seus três filhos mortos no monte Gilboa. Eles cortaram a cabeça de Saul e tiraram sua armadura. Em seguida, espalharam a notícia por todo o território dos filisteus, nos santuários dos seus ídolos e entre todo o povo.

Eles exibiram a armadura de Saul no santuário de Astarote e penduraram seu corpo no muro de Betsanã. Os moradores de Jabes de Leade ouviram o que os filisteus fizeram a Saul, e alguns homens corajosos dentre eles partiram para a ação. Viajaram a noite toda, resgataram o corpo de Saul e de seus três filhos do muro de Betsã e os levaram de volta para Javes, onde os queimaram.

Depois enterraram os ossos debaixo de uma tamareira ali mesmo na cidade e guardaram o luto com o jejum durante 7 dias.

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