A noite estava silenciosa quando Jusara ouviu algo que jamais deveria ter ouvido. O duque Ícaro Montenegro, o homem mais poderoso do império, chorando sozinho na biblioteca. Ele sussurrou entre lágrimas. Eu falhei com ela. Me perdoe. Quando seus olhos se encontraram, Jusara percebeu que acabara de descobrir um segredo mortal. O ano era 1847.
No coração do vasto império do Brasil erguia-se o palácio montegro, uma fortaleza de pedra e mármore que dominava o horizonte como um gigante adormecido. Suas torres alcançavam o céu, seus jardins se estendiam por léguas e seus salões abrigavam a nobreza mais influente do continente.
Ali, entre candelabros de cristal e tapeçarias bordadas a ouro, vivia uma sociedade dividida por abismos intransponĂveis. De um lado, os senhores, do outro, os escravos. Jusara dos Santos conhecia bem seu lugar naquele mundo. Aos 26 anos, ela era apenas mais uma sombra entre tantas outras que serviam Ă casa Montenegro.
Sua pele negra profunda, seus cabelos crespos sempre presos sob um lenço desbotado, suas mãos calejadas pelo trabalho incessante. Tudo nela gritava invisibilidade. Nascer escrava fora criada escrava e morreria escrava. Essa era a única verdade que lhe ensinaram desde a infância. O palácio montenegro não era apenas uma residência, era um império dentro do império.
A famĂlia que ali reinava possuĂa terras que se estendiam do litoral Ă s montanhas, controlava rotas comerciais, influenciava decisões imperiais. O patriarca atual, Duque ĂŤcaro Montenegro, assumira o tĂtulo ainda jovem, aos 19 anos, apĂłs a morte de seu pai em combate. Desde entĂŁo, 8 anos se passaram. E o jovem duque tornara-se uma figura enigmática, temida e respeitada em igual medida.
Os nobres que frequentavam os salões do palácio sussurravam sobre ele. Diziam que ĂŤcaro era frio como o inverno, distante como as estrelas, impenetrável como as muralhas de sua prĂłpria fortaleza. NinguĂ©m o via sorrir. NinguĂ©m conseguia arrancar dele mais do que palavras estritamente necessárias. Ele comparecia aos banquetes, cumpria seus deveres sociais, assinava documentos, tomava decisões polĂticas, mas sempre com aquele olhar cinzento e vazio, como se nĂŁo estivesse realmente presente.
Para Jusara, o duque era apenas uma figura distante. Ela o via Ă s vezes atravessando corredores com passos firmes ou sentado Ă mesa durante os jantares que ela ajudava a servir. Nunca trocaram palavras, nunca cruzaram olhares. Ele era o sol inatingĂvel, ela a poeira sob seus pĂ©s.
A rotina de Jusara começava antes do amanhecer e terminava muito depois do pô do sol. Limpava salões, lavava roupas, servia refeições, recolhia objetos esquecidos. Entre suas tarefas, havia uma que ela secretamente apreciava: organizar a biblioteca. Aquele espaço imenso, repleto de livros antigos e mapas amarelados, era o único lugar do palácio onde ela conseguia respirar.

Ali, entre o cheiro de papel envelhecido e a penumbra acolhedora, Jusara roubava alguns minutos de paz. Naquela noite de tempestade, ela estava cumprindo exatamente essa tarefa. A chuva golpeava as janelas com fúria, o vento uivava pelos corredores e os trovões ecoavam como tambores de guerra.
Jusara recolhia livros deixados sobre as mesas, ajeitava almofadas, apagava velas que já haviam se consumido. Estava prestes a sair quando ouviu passos apressados se aproximando. Seu instinto de sobrevivência falou mais alto. Escondeu-se atrás de uma estante alta, prendendo a respiração. A porta da biblioteca se abriu com força e alguém entrou.
Jusara ouviu o som de uma chave girando na fechadura. Quem quer que fosse, queria privacidade absoluta. Então ela ouviu algo que jamais esqueceria. Um soluço, baixo, abafado, desesperado. Jusara arriscou um olhar por entre os livros e sentiu seu coração disparar. Era o duque Ícaro Montenegro.
Ele estava de pĂ© no centro da biblioteca, as mĂŁos cobrindo o rosto, os ombros tremendo. A chuva lá fora parecia ecoar a tempestade que rugia dentro dele. Antes de continuarmos com essa histĂłria que promete revelar segredos profundos e emoções impossĂveis, quero agradecer por vocĂŞ estar aqui acompanhando cada palavra dessa narrativa. Sua presença Ă© muito especial para mim e saber que vocĂŞ escolheu este vĂdeo, entre tantos outros me enche de gratificação.
Se você está gostando dessa jornada, por favor, inscreva-se no canal para não perder as próximas histórias que preparei com tanto carinho. Agora vamos descobrir o que acontece quando Jusara testemunha a dor mais secreta do homem, mais poderoso do império. Jusara sabia que deveria sair dali imediatamente. Testemunhar a fragilidade de um nobre era perigoso.
Testemunhar a fragilidade do duque poderia ser fatal, mas seus pĂ©s pareciam presos ao chĂŁo, como se raĂzes invisĂveis a mantivessem ali, forçando-a a presenciar algo que nenhum olhar humano deveria ver. O duque caminhou atĂ© a janela, apoiando a testa contra o vidro frio. Sua voz saiu rouca, quebrada, carregada de uma dor que parecia corroer-lhe por dentro. Eu falhei com ela. Ele sussurrou para a noite tempestuosa.
Eu tinha que protegê-la. E falhei. Jusara sentiu um aperto no peito. Quem era ela? De quem ele falava com tamanha angústia? Me perdoe, continuou o duque, a voz agora embargada. Por favor, me perdoe. Ele desabou. literalmente desabou. Seus joelhos cederam e ele caiu no chão de mármore, as mãos ainda cobrindo o rosto, o corpo sacudido por soluços que pareciam rasgar sua alma.
Ali estava o homem mais temido do império, reduzido a uma criatura partida, sangrando por feridas que ninguém podia ver. Jusara não conseguiu conter-se. Sem pensar nas consequências, deu um passo à frente. O movimento fez ranger a madeira do açoalho. O som ecoou pela biblioteca como um tiro. Ícaro levantou a cabeça bruscamente, seus olhos cinzentos encontrando-os dela através da penumbra. Por um instante, o tempo parou.
Jusara viu algo naqueles olhos que a aterrorizou. NĂŁo era raiva, nĂŁo era fĂşria, era pânico puro. O duque se levantou rapidamente, limpando o rosto com as costas da mĂŁo, tentando recompor a máscara que havia caĂdo, mas era tarde demais. Ela vira, ela ouvira, ela sabia. “Quanto tempo vocĂŞ está aĂ?”, perguntou ele, a voz controlada. Mas Jusara podia ouvir o tremor escondido sobra.
Ela abaixou os olhos, o coração martelando contra as costelas. Eu eu estava apenas recolhendo os livros, vossa excelĂŞncia”, respondeu, a voz mal passando de um sussurro. “NĂŁo ouvi nada, nĂŁo vi nada. Era mentira!” E ambos sabiam disso. ĂŤcaro deu um passo em direção a ela e Jusara sentiu cada mĂşsculo de seu corpo se preparar para fugir.
Mas ele parou a uma distância segura, estudando-a com aqueles olhos que pareciam enxergar atravĂ©s de sua alma. “Qual Ă© seu nome?”, perguntou ele. E havia algo estranho em sua voz. NĂŁo era ameaça, era curiosidade. “Jusara, senhor”, ela respondeu ainda sem ousar levantar os olhos.
“Jusara”, ele repetiu como se estivesse gravando aquele nome na memĂłria. “VocĂŞ vai esquecer o que viu aqui esta noite completamente, entendeu?” “NĂŁo era um pedido, era uma ordem”. Jusara assentiu rapidamente. “Sim, Vossa ExcelĂŞncia.” ĂŤcaro a observou por mais um longo momento, entĂŁo virou-se e caminhou em direção Ă porta. Destravou a fechadura, mas antes de sair olhou para trás mais uma vez.
E Jusara! Chamou ele. A voz agora baixa, quase vulnerável. Obrigado. A porta se fechou atrás dele, deixando Jusara sozinha na biblioteca, tremendo da cabeça aos pés. Ela não sabia ainda, mas aquela noite mudara tudo, porque no dia seguinte, quando serviu o café da manhã no salão principal, o duque Ícaro Montenegro fez algo que ninguém jamais ouvira fazer.
Ele olhou diretamente para ela e sorriu. Aquele sorriso assombrou Jusara pelos dias seguintes. NĂŁo era um sorriso comum, nĂŁo era cortânico. Era genuĂno, carregado de algo que ela nĂŁo conseguia decifrar. E o mais perturbador, o duque começou a notá-la. NĂŁo de forma Ăłbvia. ĂŤcaro Montenegro era discreto demais para isso, mas Jusara sentia o peso do olhar dele sempre que entrava em um cĂ´modo onde ele estava, quando servia o chá, quando organizava a biblioteca, quando atravessava um corredor.
Lá estava ele, observando-a com aqueles olhos cinzentos que pareciam guardar tempestades inteiras. Os outros escravos nĂŁo percebiam nada. A criadagem seguia sua rotina como sempre, curvada, silenciosa, invisĂvel. Mas Jusara sentia-se exposta, como se uma luz indesejada tivesse sido acesa sobre ela, e isso a apavorava.
Uma semana após a noite, na biblioteca, Jusara foi convocada à ala privada do duque. Seu coração disparou. Ninguém era chamado aos aposentos do Senhor sem razão, e as razões raramente eram boas. Ela subiu à escadas de mármore com pernas trêmulas, as mãos apertando nervosamente os dedos. Seu velho hábito quando a ansiedade a dominava.
A porta do escritĂłrio estava entreaberta. Jusara bateu levemente. “Entre!”, veio a voz grave de ĂŤcaro. Ela entrou, mantendo os olhos baixos. O escritĂłrio era imponente, com estantes de MĂłgno repletas de livros, mapas antigos nas paredes, uma escrivaninha enorme coberta de documentos. ĂŤcaro estava de pĂ© junto Ă janela, as costas voltadas para ela, as mĂŁos cruzadas atrás do corpo. “VocĂŞ sabe ler?”, perguntou ele sem se virar.
A pergunta a pegou completamente desprevenida. Um pouco, senhor”, respondeu Jusara, hesitante. Aprendi sozinha, observando as crianças nas aulas. ĂŤcaro finalmente se virou. Havia algo diferente em seu rosto. A máscara fria de sempre estava lá, mas com pequenas rachaduras.
Preciso de alguĂ©m que organize minha biblioteca particular”, disse ele, gesticulando vagamente em direção Ă porta lateral que levava a outro cĂ´modo. “Os livros estĂŁo em desordem completa. VocĂŞ aceita a tarefa?”, Jusara piscou confusa. “Oganizar a biblioteca do duque, aquilo nĂŁo fazia sentido. Havia escravos mais experientes, mais velhos, mais confiáveis.
Eu eu aceito, Vossa ExcelĂŞncia, respondeu porque dizer nĂŁo a um nobre era impensável. Ă“timo, comece amanhĂŁ, duas horas por dia apĂłs suas tarefas habituais. Ele voltou a olhar pela janela, claramente dispensando-a. Mas quando Jusara já estava quase na porta, ele falou novamente: “E Jusara, obrigado por nĂŁo ter contado a ninguĂ©m sobre aquela noite.
” Ela se virou ligeiramente, mas ele nĂŁo estava olhando para ela. “NĂŁo há nada para contar, senhor”, disse ela suavemente e saiu. Nos dias que se seguiram, Jusara mergulhou no trabalho na biblioteca particular do duque. um espaço menor que a biblioteca principal, mas infinitamente mais Ăntimo. As prateleiras guardavam nĂŁo apenas livros de histĂłria e polĂtica, mas tambĂ©m poesia, filosofia, atĂ© romances.
Havia anotações nas margens, páginas marcadas, trechos sublinhados. Ali, Jusar havia pedaços da alma de ĂŤcaro que ele jamais mostraria ao mundo. E o duque começou a aparecer. No inĂcio, ele apenas entrava, pegava algum documento e saĂa. Depois começou a ficar.
Sentava-se em sua poltrona de couro, fingia ler, mas Jusara sentia que ele estava, na verdade, observando-a trabalhar. O silĂŞncio entre eles nĂŁo era desconfortável, era denso, carregado de coisas nĂŁo ditas. Uma tarde, enquanto Jusara subia numa escada para alcançar os livros mais altos, ouviu a voz dele atrás de si. “VocĂŞ tem medo de mim?”, a pergunta apegou de surpresa e ela quase deixou cair o livro que segurava.
“Eu Todos temem os senhores, vossa excelĂŞncia”, respondeu ela cuidadosa. “NĂŁo foi isso que perguntei.” Jusara desceu da escada lentamente, virando-se para encará-lo. ĂŤcaro estava sentado, mas seus olhos estavam fixos nela. com uma intensidade que a fazia querer recuar. “NĂŁo, senhor”, ela disse, surpresa pela prĂłpria honestidade. “NĂŁo tenho medo de vĂłz.
Por quê? Porque naquela noite eu não vi um duque, vi apenas um homem sofrendo. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Ícaro a observou por um longo momento, algo indecifrado dançando em seus olhos. Então, pela segunda vez, ele fez algo inesperado. Sorriu. Você é diferente, Jusara. perigosamente diferente, ela não soube o que responder.
Com o passar dos dias, as conversas começaram a acontecer, pequenas, fragmentadas, mas reais. Ícaro perguntava sobre sua vida e Jusara cautelosa respondia. Ele comentava sobre os livros e ela timidamente compartilhava suas próprias opiniões. Algo estava crescendo ali, naquele espaço secreto entre prateleiras e páginas antigas.
Algo impossĂvel, algo proibido. Uma noite, quando Jusar estava prestes a sair da biblioteca, ĂŤcaro a chamou. Espere. Ele se aproximou, parando a uma distância respeitosa, mas menor do que antes. Seus olhos carregavam uma urgĂŞncia que ela nunca vira. “Preciso que vocĂŞ saiba de algo”, disse ele Ă voz baixa.
“Há perguntas que vocĂŞ nunca fez sobre aquela noite, sobre o que me viu chorar”. Jusara sentiu o coração acelerar. “NĂŁo Ă© da minha conta, senhor, mas talvez devesse ser.” retrucou ele. Porque se vocĂŞ continuar aqui perto de mim, vai acabar descobrindo a verdade de qualquer forma. E quando isso acontecer, ele hesitou como se as prĂłximas palavras lhe custassem caro.
Quando isso acontecer, você estará em perigo. Antes que Jusara pudesse responder, a porta da biblioteca se abriu bruscamente. A duquesa Marisol Montenegro entrou, seu vestido de seda roçando o chão, seus olhos escuros e penetrantes fixos em Jussara. Ícaro querido disse ela com uma voz gelada. Não sabia que tinhas o hábito de entreter escravos em teus aposentos privados. Que incomum.
Jusara sentiu o sangue gelar. O olhar que a duquesa lhe lançou não era apenas de desprezo, era de ameaça pura. E naquele momento, Jusara compreendeu algo aterrorizante. A mulher mais poderosa do palácio acabara de marcá-la como inimiga. A partir daquela noite, Jusara sentiu o peso de olhos vigilantes sobre cada passo que dava. A duquesa Marisol não precisou dizer uma palavra sequer.
Sua presença constante era ameaça suficiente. Onde quer que Jusara estivesse, lá estava a matriarca, observando com aqueles olhos escuros que prometiam consequĂŞncias terrĂveis. As outras escravas começaram a sussurrar. Jusara ouvia fragmentos de conversas que morriam assim que ela se aproximava.
sabia o que diziam, que ela estava recebendo privilĂ©gios, que o duque a tratava diferente, que algo imprĂłprio estava acontecendo. O ciĂşme e a desconfiança cresciam como ervas daninhas, mas era a hostilidade da nobreza que verdadeiramente a aterrorizava. A baronesa LĂvia Bandeira tornou-se presença constante no palácio, bela, elegante e implacável.
Ela circulava pelos salões, como quem já se considerava a futura duquesa. Durante os jantares, posicionava-se sempre ao lado de Ícaro, tocava seu braço com familiaridade estudada, ria alto demais de comentários que não tinham graça e sempre, sempre lançava olhares venenosos para Jusara quando havia servido à mesa.
ĂŤcaro, por sua vez, parecia cada vez mais distante. NĂŁo voltou a chamá-la Ă biblioteca particular. nĂŁo lhe dirigiu a palavra. Durante dias, comportou-se como se Jusara fosse exatamente o que deveria ser, invisĂvel. Mas Jusara conhecia a verdade. Ela via a atenção em seus ombros quando ela entrava na sala.
Notava como seus dedos apertavam a taça de vinho quando a baronesa LĂvia fazia algum comentário cruel sobre os escravos. Percebia o modo como ele evitava olhar na direção dela, como se um Ăşnico olhar pudesse revelar demais. Ele estava protegendo-a. Isso partia o coração de Jusara de uma forma que nĂŁo conseguia compreender. Uma tarde, enquanto lavava lençóis no pátio dos fundos, uma das escravas mais velhas, Benedita, aproximou-se dela.
“Menina, vocĂŞ está brincando com fogo?”, disse a mulher, a voz baixa e urgente. “A duquesa está furiosa. Ouvi ela conversando com a baronesa. Elas estĂŁo planejando algo contra vocĂŞ”. Jusara sentiu o estĂ´mago revirar. Eu nĂŁo fiz nada de errado”, sussurrou ela. “NĂŁo importa”, retrucou Benedita, apertando seu braço. “Para gente, como a gente, existir já Ă© errado o suficiente.
Tenha cuidado. Naquela mesma noite, Jusara foi convocada ao salĂŁo principal. Seu coração martelou dolorosamente enquanto subia Ă escadas. Quando chegou, encontrou a duquesa Marisol sentada em sua poltrona ornamentada, a baronesa LĂvia ao seu lado e ĂŤcaro de pĂ© junto Ă lareira, as costas rĂgidas, o rosto uma máscara impenetrável.
“Jusara!” Começou a duquesa, a voz fria como gelo. “Tenho recebido reclamações sobre seu trabalho. Dizem que vocĂŞ tem se ausentado de suas obrigações, que anda distraĂda, negligente.” Era mentira. Jusara jamais negligenciara suas tarefas, mas nĂŁo podia dizer isso. “Peço perdĂŁo, vossa excelĂŞncia”, disse ela, mantendo os olhos baixos.
“PerdĂŁo nĂŁo Ă© suficiente”, interveio a baronesa LĂvia, “Sua voz doce como melenado. Uma escrava preguiçosa Ă© um pĂ©ssimo exemplo para as outras. Talvez uma punição adequada a ensine disciplina.” Jusara sentiu o sangue gelar. Punição significava chicote, significava humilhação pĂşblica, significava dor. Estou curiosa para saber de que cidade ou estado vocĂŞ está acompanhando essa histĂłria. Me conta nos comentários.
É incrĂvel imaginar como nossas histĂłrias viajam e alcançam cantos tĂŁo diferentes do mundo. Mal posso esperar para descobrir atĂ© onde chegaremos juntos. Agora prepare-se, porque o que está prestes a acontecer vai mudar tudo. Isso nĂŁo será necessário. A voz de ĂŤcaro cortou o silĂŞncio como uma lâmina. Ele se virou, encarando sua mĂŁe com uma firmeza que Jusara nunca vira antes.
Jusara tem cumprido suas obrigações perfeitamente. NĂŁo haverá punição. A duquesa Marisol ergueu uma sobrancelha surpresa e irritada. Meu filho, desde quando vocĂŞ se preocupa com o bem-estar de uma escrava? Desde quando a injustiça passou a ser tolerável nesta casa?”, retrucou ele, a voz controlada, mas carregada de algo perigoso.
O silĂŞncio que se seguiu foi tenso, elĂ©trico. A baronesa olhava de ĂŤcaro para Jusara, seus olhos estreitando-se com compreensĂŁo maligna. “Entendo”, disse LĂvia lentamente, um sorriso cruel formando-se em seus lábios. Que interessante. A duquesa levantou-se, seu vestido farfalhando ameaçadoramente.
ĂŤcaro, preciso falar contigo, a sĂłs ele hesitou, lançando um olhar breve para Jusara. Naquele segundo, ela viu tudo, o conflito, a frustração, o medo. EntĂŁo, ele assentiu e seguiu sua mĂŁe para fora do salĂŁo. Jusara ficou ali sozinha com a baronesa LĂvia. A mulher se aproximou, circulando-a como um predador. “VocĂŞ Ă© esperta. Vou lhe dar isso”, disse LĂvia a voz baixa, mas nĂŁo esperta o suficiente.
“VocĂŞ realmente acha que tem alguma chance que pode tocar o coração de um duque?” Jusara nĂŁo respondeu. Sabia que qualquer palavra seria usada contra ela. Ele Ă© meu continuou a baronesa parando Ă frente dela. E quando nos casarmos, a primeira coisa que farei será me livrar de vocĂŞ permanentemente. Jusara engoliu em seco, mas manteve-se firme.
Posso me retirar, senhora? LĂvia riu. Um som sem humor. Pode, mas durma com um olho aberto, escravinha. Acidentes acontecem com tanta facilidade neste palácio. Quando Jusara finalmente saiu dali, suas pernas tremiam tanto que mal conseguia caminhar. Escondeu-se numa sala vazia, apoiando-se contra a parede, tentando controlar a respiração.
Foi quando ouviu vozes vindas do corredor adjacente. Reconheceu imediatamente. Eram a duquesa, Marisol e seu filho. VocĂŞ está sendo imprudente, ĂŤcaro. A voz da duquesa era alta, furiosa. defender uma escrava publicamente, vocĂŞ perdeu o juĂzo.
Eu nĂŁo vou permitir que machuquem uma inocente sĂł porque vocĂŞs precisam de um bode expiatĂłrio. Inocente. VocĂŞ acha mesmo que ela Ă© inocente? Ou será que há algo mais acontecendo aqui? SilĂŞncio. Meu Deus. A voz da duquesa saiu num sussurro horrorizado. VocĂŞ está apaixonado por ela. Jusara tapou a boca com as mĂŁos, o coração explodindo no peito. Isso Ă© loucura, ĂŤcaro. É impossĂvel. É suicĂdio social.
Se alguĂ©m descobrir, ninguĂ©m vai descobrir. A voz do Duque estava firme, mas Jusara podia ouvir o desespero escondido. Porque nĂŁo há nada para descobrir. EntĂŁo prove, exigiu a duquesa. Case-se com a baronesa LĂvia. Mostre a todos que vocĂŞ nĂŁo perdeu o controle, ou eu mesma cuidarei dessa situação Ă minha maneira.
Quando Jusara finalmente conseguiu se mover, correu, correu pelos corredores, desceu as escadas, atravessou o pátio atĂ© chegar aos alojamentos dos escravos, trancou-se em seu pequeno quarto e deixou as lágrimas caĂrem, porque agora ela sabia a verdade, e a verdade era ainda mais perigosa do que qualquer segredo que o duque guardasse. Os dias que se seguiram foram os mais sombrios que Jusara já vivera.
evitava-a completamente, como se ela fosse um fantasma. Os preparativos para o noivado entre o duque e a baronesa LĂvia começaram enchendo o palácio de flores, mĂşsicos e nobres bajuladores. Jusara servia em silĂŞncio, o coração sangrando a cada sorriso forçado que via no rosto de ĂŤcaro. Mas foi numa noite chuvosa, trĂŞs dias antes do anĂşncio oficial do noivado, que tudo desmoronou.
Jusara estava recolhendo pratos do jantar quando ouviu gritos vindos da ala leste do palácio. Eram gritos de terror, desesperados. Largou a bandeja e correu na direção do som, seu instinto superando a prudência. Encontrou Ícaro no corredor que levava ao antigo quarto de sua irmã.
Ele estava ajoelhado no chĂŁo, tremendo violentamente, as mĂŁos presas nas tĂŞmporas, como se tentasse arrancar algo de dentro da prĂłpria cabeça. Os gritos haviam cessado, mas agora ele apenas repetia um nome várias e várias vezes. Helena, Helena, Helena. Jusara olhou ao redor. Estavam sozinhos. aproximou-se devagar, ajoelhando-se ao lado dele. “Vossa ExcelĂŞncia”, chamou suavemente.
“Sou eu, Jusara, vocĂŞ está a salvo.” ĂŤcaro ergueu os olhos e o que ela viu ali a aterrorizou. NĂŁo era o duque controlado que todos conheciam. Era um homem Ă beira da loucura, perseguido por demĂ´nios que ninguĂ©m mais podia ver. “Elava aqui”, sussurrou ele, a voz quebrada. “Eu a vi. Helena estava aqui. Jusara segurou suas mĂŁos trementes.
NĂŁo há ninguĂ©m aqui, apenas eu. VocĂŞ nĂŁo entende. Ele apertou as mĂŁos dela com força. Ela morreu neste corredor. Minha irmĂŁ, ela morreu aqui e eu nĂŁo consegui salvá-la. As palavras saĂram como confissĂŁo, como algo que ele guardara por tanto tempo que envenenara sua alma. Foi há 8 anos. Continuou as lágrimas escorrendo livremente agora. Helena tinha 15 anos.
Ela descobriu algo, algo terrĂvel sobre nossa famĂlia. Tentou me contar, mas eu estava ocupado demais, importante demais para ouvir uma menina. Jusara sentiu um arrepio percorrer sua espinha. Na noite em que ela morreu, ela me procurou desesperada. Disse que alguĂ©m queria matá-la. Eu nĂŁo acreditei. Pensei que era drama adolescente. Mandei- a de volta para o quarto. Ele soluçou, o corpo sacudindo.
Horas depois, encontraram na morta. Dizem que caiu das escadas. Um acidente. Mas eu sei a verdade. Helena nĂŁo caiu. Ela foi empurrada. Jusara sentiu o sangue gelar. E vocĂŞ sabe quem fez isso? ĂŤcaro a encarou e havia algo selvagem em seus olhos. Tenho suspeitado por anos, mas nunca tive provas.
E sem provas, acusar um membro da nobreza seria minha própria sentença de morte. Quem? Jusara mal conseguiu sussurrar a pergunta. Antes que ele pudesse responder, passos ecoaram pelo corredor. Ícaro se levantou rapidamente, puxando Jusara para uma alcova escondida atrás de uma cortina pesada.
Eles ficaram ali pressionados um contra o outro na escuridĂŁo, mal respirando. A duquesa Marisol passou. sua silhueta reconhecĂvel mesmo atravĂ©s do tecido. Ela parou exatamente onde ĂŤcaro estivera momentos antes, olhando para a porta do antigo quarto de Helena. “Ainda assombrado, meu filho”, murmurou ela para o corredor vazio.
Depois de todos esses anos, ainda não consegue esquecer havia algo em sua voz. Algo frio, calculista, algo que fez o coração de Jusara parar. A duqueza suspirou. Foi necessário. Ela sabia demais. Não me deixou escolha. Jusara sentiu o Ícaro enrijecer ao seu lado. As mãos dele apertaram os próprios braços com tanta força que ela sabia que deixaria marcas.
Mas agora continuou Marisol. Tenho um problema novo. Aquela escrava Jussara. Meu filho está apaixonado por ela, o idiota. Isso não pode continuar. Ela caminhou lentamente pelo corredor, seus passos ecoando sinistros. Talvez seja a hora de outro acidente. Afinal, escravos morrem o tempo todo. Ninguém investiga, ninguém se importa.
O silĂŞncio que se seguiu foi absoluto. EntĂŁo a duqueza se afastou, seus passos desaparecendo na distância. Jusara e ĂŤcaro permaneceram escondidos por longos minutos. Quando finalmente emergiram, ele estava branco como o papel, os olhos arregalados em choque e horror. “Minha mĂŁe”, sussurrou ele, a voz rouca.
Minha própria mãe matou Helena. Jusara segurou seu rosto entre as mãos e agora ela quer me matar também. Ícaro a puxou para um abraço desesperado. Eu não vou deixar. Você me ouve. Não vou permitir que ela toque em você. Como vai impedir? Perguntou Jusara, as lágrimas finalmente caindo. Ela é a duquza, ela tem todo o poder.
E eu sou ninguém. Você não é ninguém, disse ele ferozmente, afastando-se apenas o suficiente para olhar em seus olhos. Você é tudo. Foi então que aconteceu. Ícaro inclinou-se e seus lábios encontraram os dela num beijo que era ao mesmo tempo desespero e promessa. Jusara derreteu-se contra ele, esquecendo por um momento, onde estavam quem eram, todos os abismos que os separavam. Quando se separaram, ambos estavam ofegantes.
“NĂłs vamos expĂ´-la”, disse ĂŤcaro, a determinação endurecendo sua voz. “Vou encontrar provas. Vou fazer justiça por Helena e vou proteger vocĂŞ, custe o que custar”. Mas como? Ele abriu a boca para responder quando ouviram passos novamente. Desta vez, mĂşltiplos e vozes conhecidas, a baronesa LĂvia e guardas.
Tenho certeza de que ouvi vozes por aqui”, disse LĂvia, sua voz ecoando pelo corredor. “O duque e alguĂ©m mais. Jusara e ĂŤcaro se entreolharam, o pânico estampado em seus rostos. Se fossem encontrados juntos, sozinhos, abraçados, corra”, sussurrou ĂŤcaro, “Pela passagem dos servos. Rápido, e vocĂŞ? Eu cuido disso. Vá!” Jusara hesitou por apenas um segundo, entĂŁo correu, encontrou a passagem escondida atrás de um tapete e desapareceu nas sombras, exatamente quando a baronesa LĂvia dobrou a esquina.
Mas enquanto corria pelos corredores estreitos e escuros, Jusara nĂŁo sabia que LĂvia nĂŁo viera sozinha e que ela havia visto tudo, o beijo, o abraço, a intimidade impossĂvel entre um duque e uma escrava. E na manhĂŁ seguinte todo o palácio saberia. AmanhĂŁ chegou como uma guilhotina prestes a cair. Jusara acordou com o som de vozes furiosas ecoando pelos corredores.
Seu coração afundou quando compreendeu todos sabiam. O escândalo se espalhara pelo palácio como fogo em palha seca. A baronesa LĂvia nĂŁo perdera tempo. Antes mesmo do amanhecer, convocara os nobres mais influentes e contara o que vira. O duque ĂŤcaro Montenegro beijando uma escrava, o impensável, o intolerável, o imperdoável. Quando Jusara foi arrastada ao salĂŁo principal por guardas, encontrou uma assembleia completa.
Nobres de toda a regiĂŁo haviam sido convocados Ă s pressas. A duquesa Marisol presidia sentada em seu trono como uma rainha do gelo. A baronesa LĂvia estava ao seu lado, um sorriso triunfante nos lábios. E ĂŤcaro, ĂŤcaro, estava de pĂ© no centro do salĂŁo, acorrentado, acorrentado.
Trouxeram a acusada, anunciou um dos guardas, empurrando Jusara para a frente. Ela caiu de joelhos no chão de mármore, mas manteve a cabeça erguida. Se ia morrer, morreria com dignidade. Esta criatura começou a duquesa marisol, sua voz cortando o ar como uma lâmina. Seduziu meu filho, usou feitiçaria, manipulação, aproveitou-se de um momento de fraqueza para manchar a honra de nossa casa. Mentira.
A voz de Ícaro ecoou pelo salão. Jusara não fez nada. Fui eu. Eu a procurei. Eu quebrei as regras. Se alguém deve ser punido, sou eu. Você será punido disse Marisol friamente. Será deserdado, exilado, esquecido, mas primeiro ela pagará. A duquesa fez um gesto e um dos guardas desembanhou um chicote. Não! Gritou Ícaro lutando contra as correntes. Eu imploro.
Façam o que quiserem comigo, mas deixem na ir. Foi então que Jusara falou. Sua voz saiu firme, clara, ecoando por todo o salão. Eu aceito a punição, mas antes de morrerem vocês precisam saber a verdade. O silêncio caiu como neve. Que verdade? Perguntou Marissol, os olhos estreitando-se perigosamente. A verdade sobre Helena Montenegro. O nome caiu como uma bomba. Vários nobres se entreolharam confusos.
A duquesa Marisol empalideceu. VocĂŞ nĂŁo sabe do que está falando? Sibilou ela. Sei exatamente, retrucou Jusara, levantando-se. Helena nĂŁo morreu num acidente. Ela foi assassinada porque descobriu um segredo terrĂvel. E eu sei quem a matou. Ela virou-se para encarar a duqueza diretamente. Foi vocĂŞ.
O salão explodiu em sussurros. Marisol se levantou, a fúria distorcendo suas feições. Como ousa guardas, silenciem essa escrava imediatamente. Espere. A voz de Ícaro cortou o tumulto. Ele olhou para Jusara, compreensão e esperança brilhando em seus olhos. Deixem-na falar. Jusara respirou fundo. Helena descobriu que a duquesa Marisol desviava fundos imperiais.
Documentos forjados, terras roubadas, famĂlias inteiras arruinadas. Quando Helena ameaçou expĂ´-la, Marisol a matou e fingiu que foi um acidente. Isso Ă© ridĂculo! Gritou Marisol. VocĂŞs vĂŁo acreditar numa escrava mentirosa em vez de Tem provas no cofre dela”, interrompeu Jusara. Documentos escondidos atrás de um painel falso em seus aposentos.
Helena deixou um diário. Eu o encontrei ontem à noite enquanto limpava o quarto. Está tudo lá. Cada crime, cada morte, cada mentira. A sala ficou em absoluto silêncio. Todas as cabeças se viraram para a duquesa. Isso é absurdo disse Marisol, mas sua voz tremeu pela primeira vez. Busquem o cofre.
ProvĂ©m que essa vagabunda está mentindo. Dois guardas saĂram correndo. O tempo se arrastou como mel enquanto todos esperavam. Jusara manteve os olhos fixos em ĂŤcaro, que a olhava com uma mistura de admiração e medo. Quando os guardas retornaram, traziam uma pilha de documentos e um diário de capa de couro desgastado.
Encontramos exatamente onde ela disse: “Vossa excelĂŞncia”, reportou um deles. “Um dos nobres mais velhos, o Conde Augusto, tomou os documentos e começou a ler. Seu rosto se transformou de curioso a chocado, de chocado a horrorizado. “Santo Deus”, murmurou ele. “É verdade, tudo Ă© verdade.” O salĂŁo explodiu. Nobres se levantaram, gritando, exigindo explicações. A duquesa Marisol recuou, mas nĂŁo havia para onde fugir.
“Prendam-na”, ordenou o Conde Augusto. Em nome do imperador, Mariol Montenegro está presa por traição, assassinato e crimes contra a coroa. Enquanto os guardas avançavam, Mariçol olhou para Jusara com Ăłdio puro. VocĂŞ sibilou. Isso foi vocĂŞ. VocĂŞ arruinou tudo? NĂŁo disse Jusara calmamente. VocĂŞ se arruinou sozinha com Mariçol sendo arrastada para fora.
A atenção voltou-se para ĂŤcaro e Jusara. O Conde Augusto suspirou. Isso nĂŁo muda o fato de que vocĂŞs violaram todas as leis sociais. EntĂŁo, mudemos as leis”, disse ĂŤcaro, sua voz firme. “Eu amo essa mulher. Ela salvou minha vida, salvou minha honra, salvou a memĂłria de minha irmĂŁ e eu escolho ela, se isso significa abdicar de meu tĂtulo, que assim seja.
” O silĂŞncio foi absoluto. Foi o velho conde quem falou primeiro. “VocĂŞ abdicaria de tudo por uma escrava?” Ela nĂŁo Ă© uma escrava”, disse ĂŤcaro, caminhando atĂ© Jusara e tomando suas mĂŁos. Ela Ă© a mulher mais corajosa que já conheci e sim, abdicaria de tudo. O Conde estudou-os por um longo momento. EntĂŁo que assim seja, ĂŤcaro Montenegro, vocĂŞ está livre de suas correntes.
E Jussara dos Santos, por serviços prestados à justiça imperial, declaro-a livre. Oficialmente, legalmente, completamente livre. Jusara sentiu as pernas fraquejarem. Livre! Ela era livre. Quanto ao resto, continuou o Conde. Deixarei que vocês decidam seu próprio destino, mas façam-no longe daqui. Este palácio viu sangue demais.
TrĂŞs meses depois, numa pequena capela Ă beiraar, ĂŤcaro e Jusara se casaram. NĂŁo houve nobres presentes, nĂŁo houve ostentação, apenas eles, um padre e alguns amigos que haviam feito durante a jornada. ĂŤcaro renunciara ao tĂtulo, mas nĂŁo Ă riqueza pessoal que legalmente lhe pertencia.
Usou-a para comprar uma fazenda distante, onde começaram uma nova vida. Uma vida onde plantavam juntos, comiam juntos, sonhavam juntos. E todas as noites antes de dormir, ĂŤcaro segurava as mĂŁos de Jusara e dizia as mesmas palavras: “Obrigado por me ouvir chorar naquela noite, por enxergar minha dor, por me salvar”. E Jusara sempre respondia: “VocĂŞ tambĂ©m me salvou, porque amor verdadeiro nĂŁo conhece correntes, nĂŁo respeita tĂtulos, nĂŁo se curva diante de impossibilidades. Amor verdadeiro simplesmente Ă©.
E quando duas almas se encontram na escuridão, mesmo a noite mais longa não pode mantê-las separadas. Esta foi a história de Jusara e Ícaro, uma história de coragem, justiça e um amor que desafiou um império inteiro. Obrigada por ter acompanhado essa jornada até o final. Se esta história tocou seu coração, por favor, inscreva-se no canal para não perder as próximas histórias que preparei com tanto carinho.
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