Author: nguyenhuy8386

  • Os meninos Lawson foram encontrados em 1951 — o que eles disseram aos investigadores não correspondia a nada humano.

    Os meninos Lawson foram encontrados em 1951 — o que eles disseram aos investigadores não correspondia a nada humano.

    No inverno de 1951, dois rapazes saíram da região selvagem dos Apalaches depois de estarem desaparecidos por 11 dias. Estavam desidratados, hipotérmicos e cobertos de arranhões que não pareciam ter vindo de ramos. Quando o xerife lhes perguntou o que tinha acontecido, o rapaz mais velho, com apenas 9 anos, disse algo que fez com que todos os adultos na sala ficassem em silêncio.

    Ele disse que tinham sido mantidos, não perdidos, mantidos. E quando perguntaram por quem, ele olhou para o irmão mais novo, depois de volta para o xerife e sussurrou um nome que ninguém naquela cidade tinha falado em voz alta há mais de 30 anos. Esta é a história que a família Lawson tentou enterrar. E depois de ouvires o que aqueles rapazes disseram, vais perceber porquê. Olá a todos.

    Antes de começarmos, não te esqueças de gostar e subscrever o canal e deixar um comentário a dizer de onde és e a que horas estás a ver. Dessa forma, o YouTube continuará a mostrar-te histórias como esta. O nome Lawson carrega um peso em certas partes da Carolina do Norte, mas não do tipo que alguém queira herdar.

    Se procurares nos registos do condado de Stokes, encontrarás um padrão de tragédia que não se encaixa perfeitamente em relatórios de acidentes ou causas naturais. É o tipo de padrão que faz com que os mais velhos mudem de assunto quando o mencionas na loja. O tipo que faz com que ramos inteiros de uma árvore genealógica sejam cortados dos livros de história locais.

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    E tudo remonta ao Dia de Natal de 1929, quando Charlie Lawson levou a sua família para o celeiro de tabaco e fez algo tão horrível que os jornais de todo o país se recusaram a imprimir os detalhes completos. Charlie assassinou a sua esposa e seis dos seus filhos nesse dia. Abateu-os um por um, metodicamente. O único sobrevivente foi o seu filho mais velho, Arthur, que tinha sido enviado à cidade naquela manhã para um recado que provavelmente lhe salvou a vida.

    Charlie depois virou a arma contra si mesmo. A história oficial dizia que ele tinha enlouquecido, sucumbido à pressão financeira. Mas Arthur sabia de outra coisa. Algo que sussurrou aos seus próprios filhos anos mais tarde, no escuro, quando os pesadelos ficaram demasiado altos para serem guardados. Ele disse que o seu pai tinha mudado nas semanas antes dos assassinatos. Que ele estava a ir para o bosque à noite, que voltava diferente, mais quieto, como se algo o tivesse esvaziado e estivesse a usá-lo como um casaco.

    Arthur Lawson criou a sua família à sombra desse massacre. Ele nunca saiu do condado de Stokes, nunca mudou o seu nome, embora carregá-lo fosse como usar um alvo. Ele teve três filhos seus. Os dois mais velhos, James e Robert, eram os rapazes que desapareceram em 1951. Eram bons rapazes, segundo os vizinhos.

    Respeitosos, do tipo que faziam as suas tarefas sem que lhes fosse pedido e não causavam problemas na escola. Mas Arthur tinha regras para eles que outros pais não tinham para os seus filhos. Não podiam brincar no bosque depois de escurecer. Não podiam ir para perto da velha propriedade Lawson onde os assassinatos aconteceram, e nunca, em circunstância alguma, deviam falar com estranhos sobre o seu avô.

    A 14 de janeiro de 1951, James e Robert não voltaram para casa da escola. Era uma segunda-feira, fria o suficiente para se ver a respiração. A escola ficava a apenas um quilómetro e meio da casa, uma linha reta por uma estrada de terra que os rapazes tinham percorrido mil vezes. Quando não estavam em casa à hora do jantar, Arthur foi procurá-los.

    Encontrou os seus livros escolares na berma da estrada, a meio caminho de casa, empilhados cuidadosamente como se alguém os tivesse colocado de propósito. Sem sinais de luta. Sem pegadas a levar para o mato. Apenas os livros sentados ali na luz a esmorecer, à espera de serem encontrados. Foi então que Arthur chamou o xerife.

    E foi então que a cidade começou a sussurrar que a maldição Lawson tinha voltado. A equipa de busca que se formou naquela noite era mais pequena do que deveria ter sido. Na maioria das pequenas cidades, quando as crianças desaparecem, todos os homens válidos aparecem com uma lanterna e um sentido de dever. Mas isto era diferente. Isto era um Lawson.

    E os homens que se lembravam de 1929, que tinham visto o que Charlie fez à sua família, tinham uma superstição sobre se envolverem com aquela linhagem. Ainda assim, cerca de 15 homens apareceram, incluindo o xerife, um homem chamado Clayton Oaks, que tinha sido delegado quando encontraram o corpo de Charlie no bosque com o rifle ainda nas mãos. Oaks estava na casa dos 50 anos nessa altura, experiente e prático, não o tipo de homem que acreditava em maldições ou fantasmas.

    Mas até ele admitiu mais tarde, numa conversa que foi gravada por um historiador local, que algo parecia errado naquela busca desde o início. Começaram onde os livros foram encontrados e trabalharam para fora em padrão de grelha. Procedimento padrão. Os cães detetaram um cheiro quase imediatamente. Mas depois fizeram algo que os tratadores nunca tinham visto antes.

    Os três cães pararam no exato mesmo sítio, a cerca de 40 metros na linha de árvores, e recusaram-se a ir mais longe. Não ladraram nem choramingaram. Apenas se sentaram, com as orelhas para trás, e ficaram a olhar para a escuridão. Um deles começou a tremer tanto que o tratador pensou que estava a ter uma convulsão. Quando tentaram arrastar os cães para a frente, os três enfiaram as patas no chão congelado e puxaram para trás com todas as forças que tinham.

    Os tratadores olharam uns para os outros e depois olharam para o Xerife Oaks e ninguém disse o que todos estavam a pensar, mas sentiram. Aquele tipo específico de frio que não vem do clima. A busca continuou por 6 dias. Cobriram mais de 80 quilómetros quadrados de floresta, bateram a portas, verificaram edifícios abandonados e cabanas de caça.

    A polícia estadual trouxe os seus próprios cães de rastreio. Mesmo resultado. Os cães chegavam a um certo ponto no bosque e recusavam-se a continuar. No quarto dia, os jornais tinham pegado na história. “Rapazes Lawson desaparecidos”, lia a manchete no Greensboro Daily News e por baixo, em letra mais pequena, “Família ligada ao massacre de Natal de 1929”.

    Os repórteres começaram a aparecer, a fazer perguntas a Arthur que ele não respondia, a tirar fotografias da casa, a desenterrar velhas feridas que nunca tinham realmente sarado. Um repórter encontrou uma professora reformada que tinha ensinado os filhos de Charlie Lawson antes dos assassinatos. Ela disse-lhe, extraoficialmente, que Charlie tinha ido à escola 3 dias antes do Natal e tirado os seus filhos mais cedo, disse que precisava deles em casa para um retrato de família.

    Ela lembrava-se de pensar que era estranho porque Charlie não era um homem sentimental. E lembrava-se do olhar nos olhos dele, como se ele já estivesse a despedir-se. No sétimo dia, Arthur recebeu uma carta, não pelo correio. Alguém a tinha deslizado por baixo da sua porta da frente durante a noite. Não havia selo, nem endereço de remetente, apenas o seu nome escrito no envelope numa caligrafia que lhe fez as mãos tremer quando a viu porque a reconheceu.

    Era a caligrafia do seu pai. Charlie Lawson estava morto há 22 anos. Mas aquela era a sua escrita, exata e inconfundível. Arthur abriu a carta sozinho na sua cozinha enquanto a sua esposa estava na igreja a rezar. Dentro estava uma única frase escrita a lápis num pedaço de papel de caderno rasgado. Dizia: “Eles estão a aprender o que eu aprendi. Não tragam ninguém.”

    Arthur queimou a carta no fogão. Não contou ao xerife. Não contou à sua esposa. Vestiu o casaco, pegou na caçadeira e caminhou para o bosque sozinho. E é aí que esta história deixa de ser sobre uma busca e passa a ser sobre algo totalmente diferente. Arthur Lawson encontrou os seus filhos no oitavo dia, 22 de janeiro de 1951.

    Ele encontrou-os num lugar que sabia que encontraria, embora nunca tivesse dito a ninguém que existia. No fundo do bosque, para lá de onde as equipas de busca tinham desistido, havia uma clareira que não aparecia em nenhum mapa. O seu pai tinha-o levado lá uma vez quando Arthur era pouco mais velho do que os seus próprios rapazes eram agora.

    Era verão então, 1928, e Charlie tinha estado diferente nesse dia. Nervoso, ele fez Arthur jurar pela vida da sua mãe que nunca falaria daquele lugar, nunca voltaria, nunca deixaria os seus próprios filhos perto dele. Arthur manteve essa promessa por mais de 20 anos, até que a carta chegou, até que ele percebeu que o que quer que tivesse levado o seu pai tinha agora estendido a mão para os seus filhos.

    A clareira era aproximadamente circular, talvez 9 metros de diâmetro, e nada crescia lá. Nem erva, nem ervas daninhas, nem mesmo musgo nas rochas. O chão era terra compactada da cor da cinza, e parecia errado pisar, como pisar em algo que estava ciente da tua presença. No centro da clareira erguia-se uma velha estrutura de pedra, mal à altura da cintura, que parecia ter sido um poço uma vez, ou uma cisterna, embora estivesse demasiado longe de qualquer quinta para fazer sentido prático.

    James e Robert estavam sentados ao lado daquela estrutura, de costas para a pedra, de mãos dadas. Estavam sujos, as suas roupas rasgadas, os seus rostos vazios de exaustão e fome, mas estavam vivos. Quando Arthur lhes chamou, eles não reagiram no início. Apenas ficaram a olhar em frente para as árvores, como se estivessem a observar algo que ele não conseguia ver.

    Não foi até ele estar a 3 metros de distância que James finalmente virou a cabeça e olhou para o pai com olhos que pareciam décadas mais velhos do que tinham sido há 8 dias. Arthur carregou Robert às costas e segurou James pela mão enquanto saíam daquele bosque. Os rapazes não falaram, não choraram, não pediram água, embora os seus lábios estivessem rachados e a sangrar.

    Quando emergiram da linha de árvores, a esposa de Arthur viu-os a subir a estrada e desabou de joelhos no quintal da frente, a soluçar de alívio. Os vizinhos que se tinham reunido vieram a correr. O Xerife Oaks foi chamado. Uma ambulância chegou do hospital do condado. Mas Arthur não deixou ninguém tocar nos seus filhos até os levar para dentro de casa, fechar todas as cortinas e trancar todas as portas. Só então permitiu que o médico os examinasse. O médico encontrou-os desidratados e desnutridos, cobertos de arranhões e hematomas superficiais, mas de resto fisicamente ilesos, sem ossos partidos, sem sinais de agressão, sem explicação para como dois rapazes pequenos tinham sobrevivido 8 dias em temperaturas quase congelantes sem comida, sem água e sem abrigo. O Xerife Oaks queria respostas.

    Ele sentou-se na sala de estar dos Lawson com o seu bloco de notas e as suas perguntas, a tentar ser gentil porque eram crianças e tinham passado por algo traumático. Ele perguntou onde tinham estado. James disse que não sabiam. Ele perguntou quem os tinha levado. Robert começou a chorar e não parou até que James lhe pôs a mão sobre a boca.

    Oaks perguntou se alguém os tinha magoado, se alguém lhes tinha tocado, se tinham sido mantidos contra a sua vontade. James apenas olhou para ele por um longo momento, depois disse algo que fez Oaks escrever três pontos de interrogação no seu bloco de notas e sublinhá-los duas vezes. James disse: “Não fomos levados por uma pessoa.” Oaks perguntou o que ele queria dizer com isso.

    James olhou para o pai, depois de volta para o xerife e disse: “Foi a mesma coisa que levou o Avô Charlie, e queria que soubéssemos o que ele sabia.” O relatório oficial arquivado pelo Xerife Clayton Oaks a 23 de janeiro de 1951 tem três páginas e lê-se como um homem a tentar muito escrever à volta de algo que não quer comprometer no papel.

    Ele nota que os rapazes foram encontrados pelo pai numa secção remota da floresta. Ele nota que estavam desorientados e possivelmente a sofrer de alucinações induzidas pela exposição. Ele nota que, apesar de extensas entrevistas, nenhuma explicação clara para o seu desaparecimento pôde ser estabelecida. O que ele não nota, mas o que ele disse à sua esposa naquela noite, de acordo com o seu diário, que foi doado à Sociedade Histórica do Condado após a sua morte em 1987, foi que aqueles rapazes disseram coisas que nenhuma criança deveria saber.

    Coisas sobre o bosque, coisas sobre o que vive nos espaços entre as árvores quando ninguém está a ver, e coisas sobre Charlie Lawson que nunca estiveram em nenhum jornal ou relatório policial. As entrevistas continuaram durante os 3 dias seguintes. Uma psicóloga infantil foi trazida de Winston Salem, uma mulher chamada Dra. Margaret Halt, que se especializou em casos de trauma.

    Ela falou com James e Robert separadamente, usando gentilmente técnicas que eram consideradas progressivas para a época. As suas notas, que foram seladas por 40 anos e só desclassificadas em 1991 devido a um pedido de liberdade de informação por um pesquisador, pintam um quadro perturbador. James disse-lhe que estavam a voltar para casa da escola quando ouviram cânticos a vir do bosque.

    Não palavras exatamente, mas uma melodia que soava como a sua avó que morreu no massacre. Eles seguiram o som porque se sentia seguro, familiar, como voltar para casa. A última coisa que James se lembrava claramente era de sair da estrada. Depois disso, tudo ficou fraturado. Pedaços de memória que não se ligavam.

    Escuridão, frio, uma voz que falava sem som, e uma presença que lhes mostrava coisas. Robert tinha apenas 7 anos de idade, e o seu relato era menos coerente, mais emocional. Ele contou à Dra. Holt sobre um homem que não era um homem, alto e magro, com mãos que tinham demasiados dedos. Ele disse que o homem usava o rosto do seu avô, mas os olhos estavam errados, colocados demasiado distantes, e quando sorria, a sua boca abria-se mais do que uma boca deveria abrir.

    O homem tinha-os levado para debaixo da terra, disse Robert. Não para uma caverna, mas para baixo através da própria terra, para onde as raízes vão, para onde coisas mais velhas do que as árvores esperam no escuro. Ele disse que o seu avô também estava lá. Ou pelo menos parte dele estava, a parte que tinha sobrevivido depois do tiro. E essa parte estava a chorar, a tentar avisá-los, a tentar dizer que lamentava o que tinha feito no Natal, que ele não tinha querido matar a sua família, mas a coisa no bosque tinha-lhe feito um acordo que ele não podia recusar. E quando ele quebrou esse acordo, exigiu pagamento em sangue.

    A Dra. Holt escreveu nas suas conclusões que os rapazes estavam a sofrer de delírio traumático partilhado, provavelmente desencadeado pela hipotermia e pela história sombria da sua família. Ela recomendou que fossem separados por um período de tempo, enviados para ficar com diferentes parentes para evitar que reforçassem as fantasias um do outro.

    Mas havia uma segunda página no seu relatório, um adendo manuscrito que ela nunca submeteu oficialmente. Nele, ela admitiu que durante a sua entrevista com James, algo aconteceu que ela não conseguia explicar. O rapaz estava a descrever a clareira onde foram mantidos quando de repente todas as janelas da sala se estilhaçaram simultaneamente.

    Não racharam, estilhaçaram, explodiram para dentro num spray de vidro que de alguma forma não cortou ninguém. E naquele momento, a Dra. Holt escreveu, ela também o ouviu. O cântico, fraco e distante, a vir de algum lugar lá fora ou talvez de algum lugar muito mais profundo do que lá fora. Uma melodia que a fez pensar na sua própria mãe morta.

    E ela percebeu com uma clareza que a aterrorizou que estes rapazes não estavam delirantes. Eles estavam a dizer a verdade. Ela deixou o condado de Stokes naquela noite e nunca mais voltou. Os registos da sua prática mostram que ela parou de aceitar casos de trauma infantil inteiramente depois de 1951. A cidade queria seguir em frente. É isso que as pequenas cidades fazem quando algo acontece que não se encaixa na narrativa confortável da vida quotidiana.

    Eles queriam chamar-lhe um milagre o facto de os rapazes terem voltado para casa, abanar a cabeça sobre o trauma, talvez enviar uma caçarola para a casa dos Lawson, e depois nunca mais falar sobre isso. Mas James e Robert não os deixariam esquecer. Os rapazes mudaram depois daqueles oito dias. Não de formas óbvias no início. Voltaram para a escola. Fizeram os seus trabalhos de casa.

    Sentavam-se na igreja aos domingos com as mãos dobradas no colo. Mas os professores começaram a notar coisas. James ficava a olhar pela janela da sala de aula durante as aulas, não a sonhar como as crianças fazem, mas a observar, a seguir algo na linha de árvores que mais ninguém conseguia ver. Robert parou de brincar com outras crianças no recreio.

    Ficava sozinho junto à cerca, perfeitamente quieto. A sua cabeça inclinada como se estivesse a ouvir uma conversa a acontecer logo abaixo do limiar da audição. E ambos começaram a desenhar a mesma coisa repetidamente nas margens dos seus trabalhos escolares, em pedaços de papel, uma vez até na parede da casa de banho dos rapazes com lápis preto grosso.

    Um círculo, uma estrutura de pedra no centro, e uma figura alta com demasiados dedos de pé na borda. Arthur sabia que tinha de fazer alguma coisa. Os sussurros estavam a começar novamente. Os mesmos sussurros que o tinham seguido toda a sua vida. Maldição Lawson, mau sangue. Algumas famílias estão simplesmente marcadas. Ele não podia deixar os seus filhos carregar esse peso da forma como ele tinha.

    Então ele fez o que o seu pai deveria ter feito em 1929. Foi procurar respostas. Havia uma mulher que vivia nos arredores do condado, subindo uma estrada de terra que não tinha nome, numa casa que já era velha quando a Guerra Civil era jovem. As pessoas chamavam-lhe Tia Celia, embora ela não fosse tia de ninguém que pudesse ser provado.

    Ela era negra, o que significava que a maioria dos brancos naquela área em 1951 atravessava a rua quando a viam a chegar. Mas ela tinha a reputação de saber coisas, coisas antigas. O tipo de conhecimento que é transmitido em sussurros que é anterior a igrejas e xerifes e histórias oficiais. Arthur tinha ouvido a sua avó mencioná-la uma vez há anos antes dos assassinatos.

    Disse que a Tia Celia conseguia ver os fios que ligam as pessoas à terra, as dívidas que são herdadas, os contratos assinados em desespero que ecoam através das gerações. Arthur encontrou-a sentada na sua varanda numa fria manhã de fevereiro, a balançar lentamente numa cadeira que rangia a cada movimento. Ela não parecia surpresa por o ver.

    Olhou para ele com olhos que estavam enevoados com a idade, mas de alguma forma ainda aguçados. E antes que ele pudesse dizer uma palavra, ela falou. “O teu pai veio ver-me,” disse ela. “Um mês antes de matar a sua família, sentou-se exatamente onde estás a postar-te agora e perguntou-me como quebrar uma promessa feita a algo que não é humano.” Arthur sentiu a garganta apertar.

    Ele perguntou o que ela tinha dito ao pai. A Tia Celia parou de balançar. “Disse-lhe a mesma coisa que estou prestes a dizer-te. Algumas promessas não se quebram. Apenas mudam quem paga o preço. O teu pai pensou que podia ser mais esperto do que ela. Pensou que se lhe desse o que ela queria de uma só vez, a dívida estaria saldada. Mas não é assim que funciona. Apenas fica com mais fome.”

    Ela disse a Arthur que a terra onde a sua família tinha vivido por três gerações se sentava em cima de algo antigo. Mais velho do que os Cherokee que costumavam evitar aquele vale em particular, mais velho do que as árvores. Havia lugares, explicou ela, onde o mundo era fino, onde coisas que viviam nos espaços intermédios podiam alcançar se fossem chamadas, ou se lhes fosse oferecido algo que quisessem.

    Charlie Lawson tinha estado desesperado durante a Depressão, as colheitas a falhar, o banco a ameaçar ficar com a quinta. E uma noite, sozinho naquele bosque, ele tinha feito uma oferenda naquela estrutura de pedra, a que tinha estado lá muito antes de qualquer colono branco chegar. Ele tinha pedido prosperidade, para que a sua família fosse provida, e algo respondeu.

    Durante alguns anos, manteve o seu lado do acordo. As colheitas melhoraram. O dinheiro vinha mais facilmente. Mas a coisa queria mais do que Charlie tinha percebido que estava a prometer. Queria linhagem. Queria provar o que significava ser humano, geração após geração. E quando Charlie finalmente percebeu o que tinha concordado.

    Quando ele tentou terminar o contrato da única maneira que sabia, isso não parou a dívida. Apenas a passou para Arthur. E agora tinha estendido a mão para os filhos de Arthur. Se ainda estás a ver, já és mais corajoso do que a maioria. Diz-nos nos comentários o que terias feito se esta fosse a tua linhagem. A Tia Celia deu instruções a Arthur que pareciam mais folclore do que solução, mas ele estava desesperado o suficiente para ouvir.

    Ela disse-lhe que a coisa no bosque se alimentava de reconhecimento. Cada vez que alguém falava sobre ela, pensava sobre ela, a temia, eles estavam a alimentá-la. Os desenhos que os seus rapazes estavam a fazer não eram apenas respostas a traumas, eram convites, portas. A coisa estava a usar James e Robert como pontes, a puxar-se lentamente mais para o mundo através das suas memórias daqueles 8 dias.

    Se Arthur quisesse salvar os seus filhos, ele precisava de cortar essa ligação antes que se tornasse permanente. Antes que os seus rapazes ficassem vazios da forma como Charlie tinha estado vazio naquelas semanas finais. Ela deu-lhe um pequeno saco de pano cheio de coisas que não faziam sentido juntas. Sal, limalhas de ferro, uma madeixa de cabelo que ela cortou da sua própria cabeça, cinzas de um fogo que tinha ardido por três gerações na lareira da sua família.

    E disse-lhe para voltar àquela clareira sozinho ao amanhecer na lua nova. Disse-lhe para se colocar no centro e falar diretamente com a coisa que tinha marcado a sua família. Não para implorar, não para negociar, mas para lhe oferecer algo que nunca lhe tinha sido oferecido antes. A verdade. Arthur esperou até 5 de março de 1951. A lua nova caiu numa terça-feira.

    Ele disse à sua esposa que ia caçar e estaria de volta ao meio-dia. Ele disse-lhe que se não estivesse de volta ao pôr do sol, ela deveria levar os rapazes e sair do condado de Stokes e nunca mais voltar. Nunca mais usar o nome Lawson. Ela olhou para ele como se quisesse discutir, mas algo no seu rosto a impediu. Ela tinha sido casada com um Lawson tempo suficiente para reconhecer aquele olhar, o mesmo olhar que Charlie tinha usado naqueles dias finais.

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    O olhar de um homem a caminhar em direção a algo de que não podia fugir. Arthur beijou os seus filhos enquanto dormiam. James agitou-se, mas não acordou. Robert sussurrou algo no seu sono que soava como “demasiados dedos”, e Arthur teve de deixar o quarto antes que perdesse a coragem. A caminhada até à clareira pareceu mais longa do que antes.

    O bosque estava silencioso daquela forma não natural que deixa os caçadores experientes inquietos. Sem canto de pássaros, sem farfalhar de pequenos animais na vegetação rasteira, apenas as suas botas no chão congelado e a sua respiração no ar frio. Quando ele chegou à clareira, o sol estava apenas a começar a nascer, a pintar o céu da cor de um hematoma a curar. A estrutura de pedra estava no centro exatamente como ele se lembrava, exatamente como os seus filhos a tinham desenhado centenas de vezes.

    Arthur colocou-se diante dela e esvaziou o conteúdo do saco da Tia Celia num círculo à sua volta. O sal e as limalhas de ferro e as cinzas formaram uma barreira fina que parecia ridícula e inadequada, mas ele tinha vindo demasiado longe para duvidar agora. Ele falou em voz alta, a sua voz a tremer no início, depois a ficar mais firme. Ele disse o nome do seu pai. Ele disse os nomes dos seus filhos.

    E depois ele disse a coisa que nunca tinha admitido a ninguém, nem mesmo a si mesmo. Que ele sempre soube que alguma parte dele tinha compreendido desde que era um rapaz, que a sua família estava marcada. Que tinham sido marcados desde antes de ele nascer. E que o massacre no Dia de Natal de 1929 não foi loucura. Foi pagamento.

    A coisa respondeu, não com palavras, mas com presença. O ar ficou denso e difícil de respirar. A luz dobrou-se de forma errada, lançando sombras que se moviam independentemente das suas fontes. E então estava lá, na borda da clareira, logo além da linha de árvores. Arthur não conseguia olhar diretamente para ela. Os seus olhos não se focavam corretamente.

    Era alta e magra e usava formas da maneira que uma pessoa usa roupas, experimentando-as e descartando-as. Por um momento, parecia o seu pai. Depois parecia ele próprio. Depois parecia algo que nunca tinha sido humano e nunca seria. Perguntou a Arthur sem som o que ele estava a oferecer.

    Arthur disse a verdade. Ele disse que não tinha mais nada para dar. Nenhuma negociação a fazer, nenhum acordo a fechar. Ele estava vazio. O seu pai tinha pago. Ele próprio tinha pago em medo e vergonha todos os dias da sua vida. E ele não deixaria os seus filhos pagarem. A dívida, disse ele, acaba comigo. O que quer que queiras, tira-o de mim. Mas deixa os meus rapazes em paz.

    O que aconteceu a seguir naquela clareira nunca foi totalmente registado porque Arthur Lawson nunca falou sobre isso em detalhe. Nem à sua esposa, nem aos seus filhos, nem mesmo à Tia Celia quando ele voltou para lhe agradecer 3 dias depois, a andar com uma mancada que não tinha antes e uma mecha de cabelo branco na têmpora que apareceu da noite para o dia.

    Mas a mudança foi imediata e inegável. James e Robert pararam de desenhar os círculos. Pararam de olhar para o bosque. O olhar vazio desapareceu dos seus olhos ao longo de semanas, como a cor a voltar a uma fotografia que tinha sido deixada demasiado tempo ao sol. Voltaram a ser crianças, da forma como as crianças devem ser, barulhentas e desarrumadas e focadas em coisas como basebol e banda desenhada e se teriam sobremesa depois do jantar.

    Eles não falavam sobre os oito dias que tinham estado desaparecidos. E depois de um tempo, parecia que não se lembravam deles de todo. A forma como a mente se protege, enterrando o que não consegue processar. Arthur, por outro lado, ficou mais quieto com o passar dos anos. Os vizinhos diziam que ele envelheceu mais rápido do que um homem deveria, como se algo o estivesse a consumir por dentro a um ritmo constante e medido.

    Ele desenvolveu o hábito de caminhar pela linha da propriedade ao anoitecer, sempre sozinho, como se estivesse de guarda contra algo que só ele conseguia ver. A sua esposa observava-o da janela da cozinha, e às vezes ela via-o parar e virar-se para o bosque, a cabeça inclinada naquela mesma postura de escuta que Robert tinha tido uma vez, e ela sentia um frio que não tinha nada a ver com o tempo.

    Mas os rapazes cresceram saudáveis. James tornou-se mecânico. Robert tornou-se professor. Ambos se casaram, tiveram filhos seus, mudaram-se para longe do condado de Stokes, mas não tão longe que não pudessem visitar. E a maldição Lawson, a que tinha pairado sobre a família como fumo desde 1929, parecia finalmente levantar-se. Arthur Lawson morreu em 1968.

    Aos 54 anos, o que era mais jovem do que deveria ter sido, mas não tão jovem que levantasse questões. A causa oficial da morte foi insuficiência cardíaca. Ele foi encontrado na sua oficina atrás da casa, curvado na sua cadeira, ferramentas ainda nas suas mãos como se tivesse simplesmente decidido parar a meio do projeto.

    Mas o seu rosto, de acordo com o diretor da funerária que preparou o corpo, tinha uma expressão de profundo alívio, como um homem que tinha estado a carregar algo incrivelmente pesado durante anos e finalmente tinha sido autorizado a pousá-lo. No funeral, James e Robert ficaram juntos ao lado do caixão, e por apenas um momento, James sentiu algo.

    Um lampejo de memória, chão frio debaixo dele, uma voz sem som, o rosto do seu pai na clareira, iluminado pelo amanhecer, a falar palavras que James não conseguia recordar. E depois desapareceu, escorregando como um sonho ao acordar. A clareira ainda existe, embora seja mais difícil de encontrar agora. A floresta tornou-se mais densa ao longo das décadas, e as velhas estradas madeireiras que antes proporcionavam acesso foram recuperadas pela vegetação rasteira e pelo tempo.

    Mas se souberes onde procurar, se tiveres os antigos mapas do condado de antes de redistribuírem a área nos anos 70, ainda a podes encontrar. A estrutura de pedra ainda está lá, meio enterrada agora, coberta de musgo e líquen. Nada cresce naquele círculo de terra cor de cinza. Os caçadores evitam-na sem saber porquê. Os cães não se aproximam dela. E em certas noites, quando a lua está escura e o ar está parado.

    As pessoas que vivem nas colinas próximas dir-te-ão que ouvem cânticos no bosque. Não palavras exatamente, mas uma melodia que soa familiar, como alguém que amaste uma vez a chamar-te para casa. Os espertos não a seguem. Fecham as suas janelas, trancam as suas portas e esperam pelo amanhecer porque sabem o que a família Lawson aprendeu ao longo de três gerações.

    Algumas dívidas não morrem com as pessoas que as fizeram. Apenas esperam, pacientes e famintas, pelo próximo nome a ser falado em voz alta no escuro. A história de James e Robert Lawson e o que eles disseram aos investigadores em 1951 nunca chegou às notícias nacionais. Foi enterrada em registos locais, descartada como trauma e superstição.

    O tipo de história que não se encaixa na forma da racionalidade moderna, mas está lá se estiveres disposto a procurar nos relatórios do xerife com as suas omissões cuidadosas, nas notas seladas da Dra. Holt, nas memórias de velhas famílias que se lembram quando o nome Lawson significava algo diferente de tragédia. E no silêncio cuidadoso de James e Robert, ambos ainda vivos até esta gravação.

    Ambos na casa dos 80 anos agora, ambos a recusar todos os pedidos de entrevista. Todo o investigador que aparece com perguntas sobre aqueles 8 dias, eles sabem o que o seu pai sabia. Que algumas histórias sobrevivem melhor quando não são contadas. Que algumas verdades são mais seguras enterradas. E que o bosque está sempre a observar, sempre à espera, sempre faminto por alguém tolo o suficiente para ouvir quando o cântico começa.

  • A QUALQUER MOMENTO PODE EXPLODIR UMA BOMBA E ATINGIR O ALCOLUMBRE! O PROBLEMA NUNCA FOI O MESSIAS!

    A QUALQUER MOMENTO PODE EXPLODIR UMA BOMBA E ATINGIR O ALCOLUMBRE! O PROBLEMA NUNCA FOI O MESSIAS!

    Oposição conta com Alcolumbre para enterrar indicação de Messias - PlatôBR

    Olá, companheiros, bem-vindos ao Ja Cortes. Eu queria perguntar a você, quer derrotar a extrema direita de novo agora na eleição de 2026? Então vamos fortalecer a nossa comunidade. Se inscreva no canal e ative o sininho das notificações. Dando o recado, vamos para mais um vídeo. Uma verdadeira bomba pode explodir em Brasília e atingir o presidente do Senado, Davi Alcol Columbri.

    pelo menos é o que se comenta nos bastidores do Planalto e também o que se comenta na imprensa. Consolida-se a impressão de que há menos Messias do que master por trás desse azedume do Davi Columbre. Além da fraude de 12,2 bilhões no Banco de Brasília, o Banco estatal aqui de Brasília, a Polícia Federal tá investigando os negócios do banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso nesta semana em 18 fundos de previdência de estados e municípios.

    E entre as caixas registradoras que estão sob suspeição, eh, está a da preve previdência dos servidores do Amapá. E quem dirige essa entidade é um personagem chamado Josildo Lemos. Josildo Lemos, que é um apadrinhado do Davi Columbre. Então, eh ali no Palácio do Planalto, suspeita-se que vem daí os chiliques do do Alcol Columbre.

    Então, tá lá o chefão do Senado se queixando nos bastidores de não ter sido eh não ter recebido um telefonema do Lula. É como se o Brasil fosse um Amapá hipertrofeo. E nesse país alternativo, o Lula seria um usurpador de escolhas que o Alcol Columb acha que deveriam ser dele. Pasmem vocês. Estaria o Davi pautando tudo isso que foi debatido nos últimos dias? Por exemplo, a pauta bomba que envolve a aposentadoria dos agentes de saúde e edemias, que vai causar um rombo fiscal ao governo de R bilhões deais.

    o PL da devastação. Já já ele vai promulgar a questão do aumento no número de deputados federais, que foi um outro veto do Lula, vai colocar a PEC da reeleição. Então a questão Jorge Messias é apenas cortina de fumaça. O que o Alcol Columbri quer? Que o Lula pare as investigações? O Lula não controla a Polícia Federal.

    A Polícia Federal é uma instituição despolitizada e é por isso que ela está funcionando. No governo Bolsonaro, talvez muitos políticos gostaram, porque Bolsonaro trabalhou para desestruturar a PF e foi o que o Derrite tentou fazer juntamente com Hugo Mota na Câmara dos Deputados. 2022 nós aprendemos, ou seja, antes da nossa gestão, é cerca de R$ 700 milhões de reais de bens e valores do crime organizado.

    2024 foram 6 bilhões400 milhões e do crime organizado. Até os ministros do Supremo Tribunal Federal, falei em vídeos anteriores, Gilmar Mendes, decano, ficou assim sem entender nada. Essa reação do Alcol Columbre por conta do Messias é descabida, desproporcional, irracional. O ministro Flávio Dino também, até o ministro André Mendonça ficou chateado.

    Aí se prejudica um país, porque esse PL da devastação, por exemplo, vai trazer prejuízos incalculáveis ao meio ambiente e ele foi conduzido pelo agronário. E mais uma vez os indígenas estão vulneráveis. O Lula vetou 63 artigos do projeto de lei. Dos 63 vetos, o Alcol Columbre, a turma dele, eles derrubaram 56 e ainda podem derrubar os outros vetos.

    Olha só o que a Marina Silva falou. Acho que mais do que flexibilizar, é uma verdadeira demolição. Foi uma demolição do licenciamento ambiental brasileiro, uma regra que nos estados tem 50 anos de consolidação, no plano federal são 39 anos, quase 40 anos de consolidação e que ao longo dessas décadas evitou centenas de milhares de tragédias.

    Todas as tragédias evitadas, elas não têm como ser contabilizadas. A gente só olha para aquelas que, infelizmente, não foram evitadas. Só que a partir de agora, com essa demolição, elas serão potencializadas, sobretudo em um contexto ainda mais difícil do que aquele que a gente tinha há 50 ou 40 anos atrás. Tá aí a fala de Marina Silva.

    E eu digo uma coisa aos líderes da esquerda brasileira, se eles continuarem com esse tipo de comportamento, prejudicando a sociedade por conta de interesses pessoais, o povo deve ir às ruas. E eu conclamo aqui os artistas que se empenharam contra a PEC da blindagem, a PEC da bandidagem. Não foi o Senado que derrubou a PEC da bandidagem, foi o povo nas ruas.

    político só tem medo do povo nas ruas. E é bom que nós aqui já comecemos a nossa mobilização nacional digital nas redes do alcolumbre. Ele não pode fazer o que está fazendo e pensar que ficará impune. E aí, gostou? Se gostou, eu quero pedir encarecidamente para que você possa dar o like, comentar, compartilhar e mais uma vez a importância da tua inscrição.

    Lembrando que este canal, o Ja Cortes, é uma extensão do meu canal principal, canal do João Antônio Clique Política. Lá nós temos vídeos mais extensos. Neste canal nós divulgamos em média quatro a cinco vídeos por dia de conteúdos que são extraídos do nosso canal principal. É muito importante a tua interação e a tua inscrição.

    Companheiros e companheiras, um forte abraço a todos. A luta continua e até uma outra oportunidade.

  • ZANIN MANDA DINO PRENDER DEPUTADOS BOLSONARlSTAS E CENTRÃO RECEBE A PIOR NOTÍCIA!! ACABOU!!

    ZANIN MANDA DINO PRENDER DEPUTADOS BOLSONARlSTAS E CENTRÃO RECEBE A PIOR NOTÍCIA!! ACABOU!!

    Pânico em Brasília, mais especificamente na direita, na extrema direita e naquela direita que a imprensa chama de centrão. Começar aqui pelo Hugo Moto Columbri. Olha, eh, semana passada eles se reuniram aí para fazer cometer mais um crime contra o Brasil. Qual foi o crime? Eles em conjunto derrubaram vetos do Lula no projeto de lei da devastação.

    É um projeto de lei aí que permite aí que eles detonem com a Amazônia. Mas para resumir é isso, tá? Aí fizeram isso, chegou a ter uma sessão, como foi uma sessão conjunta de Câmara, o Senado, o Eduardo Bolsonaro conseguiu votar. Eduardo Bolsonaro que já não votava faz um bom tempo. Aí o Davi Columbri depois foi bravo ali na tribuna e falou que olha, eh, e eu tô cancelando o voto de Eduardo Bolsonaro, como se mudasse alguma coisa.

    Derrubaram os vetos do Lula. OK. Isso foi um recado do Dav Columba, dizendo: “Ó, estamos rompendo com o governo. Você não indicou por STF o Rodrigo Pacheco, que era quem a gente queria. Toma essa Lula”. Eles falam que é aí a imprensa fala em derrota do governo. Aí passa para pra parte da população aquela pecha que a parte da esquerda antipetista fala muito de que olha o governo é fraco.

    STF forma maioria para manter Moraes, Dino e Zanin no julgamento contra  Bolsonaro e militares

    O governo é fraco como se o Lula fosse fraco, como se o Lula não fosse um estrategista eh bom à altura, etc. Mas acontece é que temos aí 100 a 120 parlamentares de esquerda, o resto todo mundo é de direita lá, 400 de de direita e 100 e poucos de de esquerda. Esse é o Congresso Nacional que temos hoje, tá? Na próxima eleição, a esquerda tem que se empenhar muito em ampliar o número de parlamentares.

    É por isso até que eu já falei, ó, tô aqui à disposição. Se tiver apoio aí dos plantonistas e da das plantonistas, serei candidato, sim. Inclusive, digo aí, quem quer que seja candidato, vá mandando e-mail aí pras para pras zonais aí do PT em São Paulo falando: “Ó, aceitem o Thigo como candidato, porque lá no PT de São Paulo da última vez passaram, puxaram o tapete, né? E vamos lembrar disso.

    ” Então, tem que ver aí o que vai acontecer. Mas voltando aqui ao caso, a maioria é de direita, só que eles vão perceber o mega tiro no pé que eles deram. Eh, o governo chinês bloqueou já no mês passado 69.000 1 toneladas de soja provenientes do Brasil. Mas fala: “Caramba, Thago, é muita coisa”. Não é tanto assim.

    Eh, em valores financeiros é muito dinheiro, porém é menos de 1% da soja que o Brasil vende pra China. E, né, que e bloqueou, o Brasil pode mandar outra soja para eles. Até aí, OK. Bloqueou porque essa soja tinha agrotóxicos que são proibidos na China. Eu, os empresários brasileiros mandaram achando que o governo chinês não ia ver. da China falou: “Nanina, não, aqui a gente não permite que os porcos comam veneno, porque esse veneno vai pro povo.

    A gente não quer o nosso povo envenenado, igual o povo brasileiro envenenado, por exemplo, todos os dias.” Aí falaram que não, mandaram de volta. Só que agora o governo chinês avisou e a União Europeia avisou o Congresso Nacional do Brasil o seguinte: “Olha só que notícia devastadora para esse pessoal. Não vão mais comprar soja do Brasil e nenhum outro produto brasileiro que seja ali fruto de plantação em área que antes era devastada e em área que foi devastada.

    Aí você fala: “Tá, Thaago, mas isso é muito genérico. Alguém pode mandar soja pra China? A China não sabe de onde é essa soja. Que sabe? Sim. Como sabe, Thiago? Como sabe? pelo DNA, eles sabem de onde vem essa soja, qual parte do solo e por qualquer imagem de satélite que você pega, pega uma imagem de 2019, uma imagem de 2025 e uma de 2026 e vê, pô, aqui tinha a floresta e agora aqui tem uma plantação de soja e olha só, a soja tem o DNA desse local, não aceitamos.

    E aí inclusive sinalizaram que podem bloquear não toda, mas boa parte da soja do Brasil, inclusive numa quantidade maior, caso o Brasil tente aí enfiar. Não, caso não é o Brasil, não. Não somos nós, não sou eu, nem você, são os empresários brasileiros bilionários do campo da soja, caso eles tentem enfiar para esses países enviar soja, enfiar guela baixa, no caso, soja que esteja de área de devastação, pode ter aí então retalhações.

    Vários outros países já sinalizaram que não, a gente também não vai comprar, então ferrou. Eles deram mega tiro no pé, porque hoje quem compra a sdia brasileira são os chineses e e os europeus. E os chineses eh passaram ali a boicotar a soja dos Estados Unidos, exatamente depois que os Estados Unidos impuseram sanções ali ao Brasil, né? No no começo, quando o Trump ali ele fez aquelas tarifas contra o Brasil, que já recuou de quase tudo, a China falou: “Pô, vamos ajudar aqui o Brasil e agora a gente corta a soja dos Estados

    Unidos”. Aí depois passaram a comprar bem pouquinho dos Estados Unidos, uma quantidade ali que é 90% a menos do que eles compram do Brasil e bem menos o que compravam antes dos Estados Unidos. Mas já reabriu. Aí os imbecis do Congresso Nacional vão fechar a porta com a China, que sempre teve escancarada de aberta pro Brasil.

    No momento em que a China reabre a porta pros estadunidenses, pô, tem como ser tão burro assim? Então tá ruim. Aí para eles estão sob uma pressão enorme dos empresários do agro que estão assim: “Pô, mano, olha, ferraram aí bem, viu? Ferraram aí bem”. Então veremos aí o que vai acontecer nas próximas semanas. Mais uma aí tacada aí do Lula que expõe esses babacas.

    Eles vão ali para cima do governo, eles acham que eles têm todo esse poder. Aí o Lula, pá, expõe, expõe esses caras, ó, são inimigos da natureza, são inimigos do empresariado. E pior, o Dav Columbri ainda impôs lá uma pauta bomba e na economia que vai custar 100 bilhões pra economia e ainda expôs ele frente aí aos banqueiros, ao pessoal da direita.

    Ó, o cara se expôs tudo para tentar retalhar o Lula. Que coisa. E a imagem do Lula sai intacta. OK. Nisso, Cristiano Zanin Martin solta a bomba da semana. O tem um processo no Supremo Tribunal Federal contra três parlamentares eh eh do dois aí são do PL ou são os três do PL, porque um deles muda de partido tanto.

    Os três são do PL. Eh, são aí estamos falando aqui de Josimar Maranhãozinho, pastor Gil e Bosco Costa. Josimar Maranhãozinho, ele era vice-líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. Se você não sabe, o Josemar Maranhãozinho, ele não, ele o governo pode ter muitos vice-líderes, tá? Pode ter 10 líderes.

    Então ele era um desses, mas pô, ele do centrão, tal. Ele visitou o Bolsonaro inúmeras vezes. Tá aqui uma uma das fotos dele aqui com o Bolsonaro numa das vezes que ele visitou o Bolsonaro. Os outros dois também visitaram o Bolsonaro várias vezes quando o Bolsonaro era presidente. Acontece que os três foram pegos aí num mega esquema de corrupção, inclusive com com o dinheiro da Covid, tá? Eles foram pegos. O Josem Maranhzinho foi pego.

    O caso dele é o pior, tá? Os três estão sendo julgados juntos, mas o caso dele é pior. Por quê? Porque ele foi pego pela Polícia Federal com caixas de dinheiro roubado. E aí você fala: “Ih, aí a coisa tá ruim, hein? Tá bem ruim mesmo.” Ó, a Polícia Federal pegou ele, ó, o mesmo deputado aqui com caixa, deixa eu mostrar aqui para você.

    Pronto, uma caixa aqui amarela, né? Aí eu vou mostrar para você o que tinha nessa caixa que a Polícia Federal filmou, ó. Tinha aqui ele sacando dinheiro da caixa. Essa aqui já é outra caixa azul. Aí tá aqui ele, outra foto dele aqui. E por que que a polícia tem essa tem esses são vídeos, né? Tem fotos estão na na imprensa, mas a polícia tem vídeo disso aí porque o na época era o ministro Lewandowski e aí o quando Lewandowski saiu da STF entrou o Zaninho no caso e ele autorizou que a Polícia Federal entrasse no escritório dele e colocasse

    câmeras escondidas e escutas. E aí a Polícia Federal conseguiu ele chegando lá com caixas, ele abrindo a caixa, contando dinheiro e tudo mais. de um esquema de corrupção que roubou R$ 10 milhõesais. Ele não é acusado pelo roubo de R$ 10 milhõesais. O que a a Procuradoria Geral da República conseguiu provar o seguinte: para liberar uma verba de de 6 milhões e alguma coisa, ele cobrou R$ 1.600.

    000 de propina. Os outros deputados também cobraram propina, tudo de um prefeito. Aí o prefeito entrou nessa como quase vítima, né? E quem entrou aí como o quem quase vítima, mas também tá sendo processado por corrupção, tá? corrupção ativa, no caso do prefeito, que ele pagou a propin e eles entram como corrupção passiva.

    Mas a defesa do prefeito diz: “Não, ele foi obrigado porque ele queria verba pra cidade, o fato é que a verba toda sumiu.” Aí o sumiu. Vimos aí a verba para onde foi parar. Aí os três estão bem encrencados. O processo foi andando, andando, andando, andando. Até que essa semana, eh, esse fim de semana, o Cristiano Zanin Martins acionou o Flávio Dino e falou: “Flávio Dino, Flávio Dino, se você não sabe, ele é o presidente da primeira turma do Supremo Tribunal Federal.

    Eles serão julgados todos na primeira turma, o que dá eles uma chance mínima de se salvarem.” Zamin falou, “Falavidino, marca logo esse julgamento, porque até serem julgados você vai marcar. Aí eles são julgados, aí eles vão ter prazo para embargos, aí não sei o quê, dependendo do resultado dos julgamentos por três a um, por exemplo, eles vão pedir mais embargos, talvez vão protelar aí tem que dar tempo de transitar em julgado antes da eleição.

    Por quê? Porque aí eles já são ficha suja. Eles não vão conseguir se reeleger no ano que vem. Eles não conseguindo se reeleger, mesmo se o Hugo Mota fizer com eles o que tá fazendo com a Zambell, com o com a Zambell, com o Eduardo Bolsonaro e com o Ramagem, que é segurar os três no mandato, mesmo aí sendo que a Zambell e o Ramagem tem condenações que já transitaram em julgado e o Eduardo Bolsonaro segurar no mandato, mesmo ele já tendo aí exceido o número de faltas, mesmo se Hugo Moto fizer isso, esses com esses três aí também eles estarão

    tornados inelegíveis e aí eles não vão poder participar da eleição. E aí no dia 1eo de fevereiro de 2027 a Polícia Federal vai bater na porta deles e vai prendê-los. É isso que vai acontecer com eles. Então essa esse é o destino aí desses parlamentares. Então é a jaula. Então aí em pânico, óbvio, no bolsonarismo tem aí um pânico.

    Por quê? Porque não tem muitos bolsonaristas defendendo esses deputados. E aí eles estão percebendo o seguinte, esse é o primeiro caso do chamado Bolsolan, que é o orçamento secreto. É o primeiro, é o primeiro ali que a polícia pegou todas as provas, eh, fez a investigação, o procurador-geral da República também ali pegou as provas da polícia e fez a denúncia e o Supremo Tribunal Federal começou a julgar.

    Não tem outro até o momento, porém vem vários na esteira ali. E aí tem casos aí que pegam parlamentares que são braços direitos do Artur Lira, do Hugo Mota, do Rodrigo Pacheco, do Rodrigo Pacheco, do Dave Columbre, da cúpula do chamado centrão, todos de direito, e da cúpula do Congresso Nacional.

    Esse pessoal aí, conforme vai chegando perto deles, vai chegando maior, vai ficando maior a possibilidade de algum desses quando for preso começar a querer delatar. Esses bandidos já estão com medo. Por quê? Porque tiveram operações aí da Polícia Federal contra a lavagem de dinheiro de facções criminosas que pegaram pessoas diretamente ligadas a eles, pessoas que diretamente fazem negócios com eles.

    Tinha saído da bandeira do Brasil, agora voltou a bandeira do Brasil. Pois bem. E aí a Polícia Federal vai atrás, prendeu já muita gente e alguns deles já estão falando em fazer delação. Dois deles, no caso do PCC, já falaram que vão fazer delação. Talvez, a gente não sabe porque é tudo em sigilo, talvez já tenham falado e feito algum alguns depoimentos, tá? Tô falando aí do Beto Louco e de um outro aí que são dois membros do ali que lavavam dinheiro pro PCC, até pode falar membros do PCC.

    Esses caras são diretamente ligados ao Ciro Nogueira. No caso, quem parece que tá menos preocupado com isso, por algum motivo que eu não sei explicar, é o Artur Lira. Cheguei aí a ventilar hipótese. Será que o Artur Lira, ele é do Progressistas, né? Será que o Artur Lira ele não tá esperando o Ciro Nogueira cerrar para ele puxar o tapete dele e ele Artur Lira se tornar dono do partido? Se você não sabe, um partido político tem verba aí que chega aí na casa de de centenas de milhões de reais por ano, dependendo do partido. Quanto

    mais deputados, maior a verba do partido. Eu dou um exemplo. O PL em ano eleitoral ganha 1 bilhão, um bilhão de fundo eleitoral, fora o fundo partidário, que também é muito grande. Aí fica um fica ali um querendo puxar o tapete do outro para ver quem é que vai administrar essa verba toda. E aí em partidos aí do, ó, União Brasil, o Rueda também foi pego, tá cheio de gente do União Brasil querendo puxar o tapete dele. Cheio.

    Por quê? Porque já tinha uma briga interna. Ele ele foi tornado presidente do União Brasil numa briga interna que teve dele com outra parte da União Brasil. Porque um partido aí que também tá uma verba aí em ano em ano de eleição, se mantiverem o fundo eleitoral do tamanho que tá, que tá em 6 bilhões, União Brasil tem quase 800 milhões de fundo partidário.

    É, é de fundo eleitoral. É muita grana. caem 800 milhões na conta a cada dois anos pro cara administrar é muita grana. E quem dá a finalidade a esse dinheiro é quem, além de ter o poder de roubar essa grana, tem poder de decidir quais deputados vão ser aí eleitos e quais vão ser aí, ó, se você conseguir se eleger, sorte sua, mas senão apoio você não vai ter.

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    Qual tem apoio, qual não tem? Porque sabe-se, estima-se aí que uma campanha para deputado federal custe no mínimo R milhõesais. Mas fala pouco, R$ 10 milhõesais, mas você soma todos os salários do cara por 4 anos, não dá 10 milhões? Dá não. Não dá. E por que que a campanha custa tanto? Que coisa, né? Que coisa. Por que será? OK.

    Aí esse pessoal tá apavorado porque porque os que têm poder tão vendo que os que não têm poder estão indo para cima deles. No caso Artura, tem gente perto dele que também tá sendo pega, mas são bem mais próximos ao Ciro Nogueira, que é o o dono, no caso Ciro Nogueira é presidente do Progresso, mas é dono do partido, no caso.

    O Rueda não, o partido dele lá tem uma transição de poder de vez em quando. O Odô, o do Cílio Nogueira, não, ele é o dono do partido desde desde muito tempo atrás. Aí você vê, então tá ali um pânico generalizado. Aí a vez que eles tentam sair do pânico para falar, ó, vamos sair aqui das cordas e peitar o Lula, porque eles acreditam que tudo isso é culpa do Lula, que é o Lula quem manda a Polícia Federal fazer isso.

    Só que o Lula deu autonomia. O Lula não vai sair transferindo, afastando delegados de jeito nenhum. Aí o que acontece? Conforme vai chegando perto deles, eles ficam mais ariscos com o Lula. Eles tentam retalhar o que acontece. Outros países falam: “Pô, então a gente vai parar de comprar só brasileira. Se vocês levarem isso a cabo, eles ficam: “Pods, não tem o que fazer nessa aí, não tem o que fazer.

    É esperar chegar o momento da jaula”. Então aí tá um pânico aí generalizado. Veremos o que vai acontecer essa semana aí em Brasília, tá? O a tendência a depender de como o governo faça articulação. E pelo que eu tô vendo do Lula, o Lula, a articulação que o Lula tá fazendo é quase nula. Ele, Lula não tá querendo articular, não. Ele tá falando, quer saber? Deixa rolar.

    deixa rolar. Tá sendo essa estratégia do Lula. Quando o Lula tá com essa estratégia, é porque o Lula tá esperando que vai ter um recuo do outro lado. Vamos lembrar, ele fez, ele usou essa estratégia com o Trump e o Trump recuou. Agora tá pegando esse pessoal aí que estão todos com rabo preso, vão acabar recuando.

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  • LULA PERTO DE DERROTAR ALCOLUMBRE

    LULA PERTO DE DERROTAR ALCOLUMBRE

    Davi Alcumbre começou a fazer um recu da tensão que ele provocou com Lula por conta da indicação de Jorge Messias para o STF. O centrão teme a indicação de Messias por conta do passado com Flávio Dino. Dino tem sido muito pesado com as emendas parlamentares e o centrão, principalmente o Senado, queria a indicação de Rodrigo Pacheco para ser o futuro ministro do STF.

    Talvez por conta das emendas, não sabemos. Mas Daviel Columbri parece que começou a perceber que não é um bom negócio você querer peitar decisões presidenciais como essa. Todos aqueles que tentam peitar presidentes da República acabam se dando mal. Davi Columbri falou que gosta de Lula, que não tem nada contra, não tem guerra com o presidente.

    Talvez ele já esteja sinalizando por conta de tudo aquilo que foi falado das reivindicações de Alcumb. A Columbera a presidência do Banco do Brasil, presidência do Banco Nordeste e outras autarquias. Mais a fome dele é insaciável. Só que é o seguinte, tem alguns problemas para o Alcol Columbri. Se o Jorge Messias for vitorioso, Alcumbre terá uma indisposição com o Messias.

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    Porque o grande medo do centrão e também do Columbre são as investigações da Polícia Federal, Banco Master, Carbuno Ocultro e outras coisas mais. E também o seguinte, eu vejo que essa postura do Congresso com Lula fortalece a percepção de que o Congresso é chantagista e inimigo do Brasil. Coloque nos comentários se você acha que o Jorge Messias vai ser ou não indicado para ou aprovado para ser ministro do STF.

    Caso Jorge Messias seja aprovado, quais vão ser as consequências para o Cendrão e também para o Columbre? E se Jorge Messias for reprovado, rejeitado, quais são as consequências para Lula? Acha que a Columb está querendo chantagear por cargos? Like no vídeo se você torce para que Messias seja indicado e se inscreva no canal.

    O Paulo Capelli do Metrópolis trouxe a informação que o Davi Columb começou a recuar dessas pressões que ele tem feito com o Lula. Porque o Davi Clumbre não gostou da indicação do Jorge Messias para ser ministro do STF. Ele tinha preferência pelo Rodrigo Pacheco. E o Davi Club ficou muito revoltado que o Lula notificou ou conversou com o Edson Faquim, que é o presidente do STF, conversou com o Rodrigo Pacheco, fez a publicação no Diário Oficial da União sobre o Jorge Messias, mas não comunicou ele, Davi Columbri, que é quem vai pautar a Sabatina. E aí o Davi Columbri

    pautou a Sabatina para o próximo dia 10. Um processo super acelerado que o governo tenta adiar, porque ao que tudo indica, o Jorge Messias nas contas do Davi Columbando a candidatura do Messias, pedindo votos contrários a ela, tende a rejeitar. Então começou um bafafá de que havia uma guerra entre Lula e Alcul.

    O Alcumbre começou já a baixar um pouco as armas. E segundo Paulo Capelli do Metrópolis, Daviel Columbri disse para aliados que não há guerra nenhuma com o governo Lula e que gosta de Lula e principalmente tem respeito pelo presidente. Muito possivelmente um encontro entre Lula e Daviol Columbre vai acontecer nos próximos dias, porque isso tem que acontecer, é simplesmente inevitável.

    Davi Columbri, que não foi a cerimônia de posse, ou melhor, a cerimônia de sanção da isenção do imposto de renda. Os motivos, pessoal, para esse chilique todo do Davi Columbre são especulados, principalmente motivos que envolvem as operações recentes da Polícia Federal, como a Carbono Culto, o caso do Banco Master e agora da refite da refinaria Manguinhos.

    Porque todos esses casos t políticos envolvidos, todos eles. O José eh, Josias, José não, o Josias Josias de Souza do Wall, ele mesmo falou sobre isso. Tem muito menos Messias e muito mais master, fazendo uma referência ao banco master na inquietação do Al Columbri. E o Leonardo Sacamoto do Wall disse que caso haja uma delação premiada de algum dos envolvidos, seja na carbono oculto ou do Banco Master ou da Refite da Refinadora Manguinhos, da refinaria Manguinhos, vai acabar atingindo políticos do centrão e isso tende a levar algumas pessoas para

    a prisão, porque a gente sabe de toda a blindagem política, todo o envolvimento, todo o lobby, principalmente no caso do Banco Master. E como algumas figuras estão envolvidas também como Ciro Nogueiro em todos esses casos. E o Daviel Columbri tem outros problemas talvez até mais concretos para ele, como no caso operação overclean, porque tem uma assessora dele envolvida nisso.

    Então a Columbeme e tem momentos de bastante tensão com as operações da Polícia Federal que estão contra seus colegas do centrão. Por isso o Chiliques, o Alcol Columbre deixou vazar. Qual é a sua lista de reivindicações para poder auxiliar no processo do Jorge Messias? A gente sabe que o Alcol Columb ele tem esse jeitão dele mesmo.

    Ele cria muitas dificuldades para depois vender facilidades. O Igor Gadeira do Metrópolis disse que o Davi Columbri quer quatro coisas principais. Ele quer a presidência do Banco do Brasil, a presidência do Banco do Nordeste, a presidência do CAD e a presidência da CVM, da Comissão de Valores Mobiliários.

    Eu achei um pouco esquisita isso, uma coincidência até tremenda ou talvez não seja coincidência, que essa informação do Igor Gadelha surgiu um dia depois do Davi Columbr comparecido à cerimônia de sanção do imposto de renda, da isenção do imposto de renda, porque foi naquela cerimônia que o Artur Lira fez um gesto muito em favor ao Lula, rogando um quarto mandato para o atual presidente, justamente no momento de enorme do executivo com o legislativo.

    Alcolumbre expõe contrariedade Messias escolhido para STF - 18/11/2025 -  Poder - Folha

    O Lira, ele pode ter aproveitado a situação, é claro que ele aproveitou. E o Artur, o o Davi Columbri, opa, vamos já tentar dar uma distensionada porque também não tem muito tempo. Que que o Al Columbria vai fazer? Ah, ele vai derrubar o Jorge Messias, vai ser uma vergonha para o Lula.

    Tudo bem, o Lula vai indicar outro que aí aí o Alcolumbre vai rejeitar também. O alcolumbre quer a que a vontade dele seja feita. Não é assim. Não é assim. Inclusive, toda essa situação que está sendo criada pelo Davi Columbre pode favorecer o governo nesse embate contra o Congresso. O Gomota, segundo o Globo, reclamou para interlocutores do governo que ele não tem gostado o Gumot presidente da Câmara.

    Dessa postura do governo de colocar o Congresso como sendo inimigo do povo. Mas o Congresso vai e senta em cima do projeto da isenção no imposto de renda. O Congresso aprova da blindagem. O Congresso aprova PL antifacção. Ora, como que o Congresso não está se comportando como inimigo do povo? Está para chantagear o governo. E essa postura do Davi Columbri reforça isso.

    Por que que ele não quer? Qual que é o problema? Por que que ele tá birrento? Porque ele não foi comunicado. Então ele está sim atuando. Isso na cabeça da população. Ele está sim atuando para fazer uma chantagem com o governo Lula. E, portanto, ele da Velocumbre não estaria interessado nos interesses dos brasileiros, mas sim nos interesses particulares dos grupos diante de todo esse processo de corrupção que está havendo.

    E corrupção é algo que pega para a classe média. a gente sabe muito bem disso, como a classe média adora as notícias de corrupção. Então essa postura do Davi Columbre simplesmente pode estar ajudando o governo nesse embate com o Congresso, fortalecendo até mesmo o Lula politicamente e eleitoralmente para 2026, porque o Lula vai competir com todos esses partidos depois que vão apoiar Tarcío, Flávio ou que sabe se lá quem seja.

  • ALCOLUMBRE RECUA COM O RABO ENTRE AS PERNAS! LULA NÃO VAI CEDE A CHANTAGEM DO SENADOR!

    ALCOLUMBRE RECUA COM O RABO ENTRE AS PERNAS! LULA NÃO VAI CEDE A CHANTAGEM DO SENADOR!

    O cenário político em Brasília registra uma notável e significativa mudança de curso nas últimas horas, sinalizando uma potencial vitória estratégica para o poder executivo. A intensa e perigosa escalada de tensão que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, havia provocado contra o presidente Lula, notadamente pela indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal.

    STF parece ter entrado em uma fase clara de recu estratégico por parte do líder do Congresso. O que se desenhou como uma guerra institucional de alto risco, motivada por descontentamentos pessoais e por uma percepção de desrespeito à sua autoridade começa a se desvanecer diante de uma avaliação pragmática dos custos políticos e, o que é mais importante dos riscos jurídicos envolvidos.

    O epicentro desta crise foi inegavelmente a escolha de Messias. Esta indicação foi mal recebida pelo centrão e, em particular, por Alcol Columbre. O descontentamento com Messias se deve em grande parte ao seu passado de proximidade com o ex-ministro Flávio Dino, uma figura vista pelo bloco como excessivamente rigorosa.

    Os bastidores da crise entre Lula e Alcolumbre após aposta arriscada em  Messias | VEJA

    A avaliação do centrão é que Messias, seguindo a linha de Dino, demonstraria uma postura inflexível em relação a fiscalização do uso das emendas parlamentares e ao controle dos gastos públicos, o que gera profundo desconforto em um bloco político que depende intrinsecamente da liberdade na destinação desses recursos.

    A preferência aberta do Senado e particularmente de Alcol Columbre era pela indicação de Rodrigo Pacheco, talvez por uma percepção de maior previsibilidade ou afinidade política nas futuras decisões da Corte. Contudo, ao Columbre parece ter iniciado um processo de reflexão profunda sobre os custos e os perigos de sua postura belicosa.

    Analistas de Brasília têm apontado que a história política brasileira é pródiga em exemplos de líderes legislativos que tentaram desafiar abertamente decisões presidenciais de alta relevância, acabando por se desgastar politicamente ou se dando mal no longo prazo. Senador, que havia demonstrado visível revolta por não ter sido consultado previamente por Lula sobre a indicação de Messias, uma cortesia institucional que ele considerava crucial, mesmo que a prerrogativa constitucional seja exclusiva do executivo. Agora sinaliza

    uma mudança de tom. Recentemente, Davi Alcol Columbre declarou a aliados que gosta de Lula, que não existe uma guerra contra o presidente e que nutre respeito pelo chefe do executivo. Esse movimento de apaziguamento não é aleatório. Ele surge no exato momento em que se tornam públicas as supostas reivindicações do senador em troca de sua cooperação na Sabatina de Messias, configurando uma clássica manobra de chantagem política.

    A fome de poder de Alcol Columbre parecia insaciável, com especulações de que sua lista incluía o comando do Banco do Brasil, a presidência do Banco do Nordeste, BNB e outras autarquias federais estratégicas, como o CAD, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, e a CVM, Comissão de Valores Mobiliários. A coincidência de ao Columbre pleitear justamente cargos em órgãos de fiscalização financeira e de controle de mercado, CVM e CAD, levanta ainda mais suspeitas sobre suas reais intenções e sobre a natureza das pressões que ele e

    seus aliados estão sofrendo. Apesar da urgência inicial de Alcol Columbre em pautar a Sabatina de Messias para uma data próxima, com a expectativa de uma rejeição que enfraqueceria o presidente, o executivo trabalha nos bastidores para adiar o processo e garantir a aprovação em um momento mais propício. A aceleração da pauta por alcolumbre foi vista como um movimento de ataque, mas o recuo atual mostra que o senador está calculando o peso de uma derrota pessoal.

    Se Messias for aprovado sem a concessão dos cargos exigidos, Alumbre terá conquistado uma indisposição duradoura com um futuro ministro do STF, o que não é um bom negócio para quem precisa transitar na política de Brasília e busca proteção institucional. É fundamental ressaltar que por trás da fachada de birra institucional e chantagem por cargos, existe um temor muito mais profundo e concreto que une o centrão, o medo das investigações da Polícia Federal.

    O colunista Josias de Souza do portal Wall sintetizou a verdadeira inquietação de Alcolumbre e do Centrão, ao afirmar que a crise tem muito menos messias e muito mais master. Uma clara referência ao Banco Master. O Banco Master, o carbono oculto e as investigações da refinaria Manguinhos, Refit, tem em comum o envolvimento de figuras políticas de peso.

    A Polícia Federal, com sua autonomia garantida pelo executivo, está apertando o cerco de forma implacável. O receio de que uma delação premiada de um dos empresários ou figuras centrais desses escândalos atinja diretamente políticos do centrão, incluindo aqueles próximos a alcolumbre, é a força motriz por trás do desespero. A operação overclean, que envolveu uma assessora próxima de Alcol Columbre, é apenas mais um indicativo de que as operações federais estão cada vez mais próximas do seu círculo.

    Portanto, o chilique de alcolumbre não é primariamente sobre respeito, é sobre a tentativa de obter cargos em autarquias financeiras estratégicas que podem ser utilizadas como instrumentos de proteção ou influência sobre investigações futuras e passadas. O objetivo é claro, criar dificuldades para o governo para depois vender facilidades em troca de poder e, indiretamente, de blindagem contra as ações do sistema de justiça.

    Essa postura do Congresso, amplamente percebida como chantagista e inimiga do Brasil, pode acabar se tornando um trunfo político para Lula. O presidente, ao se manter firme e não ceder a demandas excessivas, fortalece sua imagem de líder que luta contra a corrupção e contra as práticas de barganha do legislativo.

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    A decisão de alcolumbre, de faltar a cerimônia de sanção da isenção do imposto de renda, por exemplo, foi vista pela opinião pública como um ato de revanchismo que prejudica a imagem do Congresso e beneficia a imagem de Lula. O presidente se posiciona assim como o defensor do povo contra o Congresso inimigo.

    Seria relevante neste ponto um questionamento interativo ao público para engajamento. Você acredita que a postura de Davi ao Columbre está de fato ajudando o Lula politicamente? Deixe seu comentário. A batalha pela indicação de Jorge Messias se torna assim um símbolo. É um teste de força entre o executivo que busca governar com autonomia e um legislativo que tenta retomar o controle do orçamento e das nomeações estratégicas.

    A possível vitória de Lula com a aprovação de Messias, sem a concessão dos quatro grandes cargos federais exigidos, representará um golpe significativo na capacidade de chantagem do centrão e um avanço na luta por um governo menos refém de interesses particulares. Essa disputa expõe de maneira inequívoca que o Congresso, ao invés de pautar a isenção do IR ou a reforma tributária com a rapidez exigida, prioriza as pautas de blindagem e de pressão, reforçando a narrativa de que seus líderes não estão interessados nos brasileiros, mas sim em seus próprios

    grupos de interesse e sobrevivência política. A história observará se esse recuolumbre será suficiente para salvar sua influência ou se a pressão da PF continuará a corroer a base

  • Lula e Alcolumbre em Conflito: Tensões no Senado em Meio à Pressão de Investigações da PF

    Lula e Alcolumbre em Conflito: Tensões no Senado em Meio à Pressão de Investigações da PF

    O cenário político em Brasília tem-se desenhado sob um vé de tensão crescente, expondo uma realidade onde a alta cúpula do poder legislativo parece estar em rota de colisão direta e intencional com o poder executivo. As recentes ações e movimentações dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Davi Alcolumbre e Hugo Mota, não podem ser interpretadas como meros desentendimentos institucionais sobre a agenda do país.

    na análise detalhada dos fatos e das evidências jurídicas, manifestações de uma guerra política que tem como pano de fundo o medo, o ego ferido e, acima de tudo, a proteção de interesses financeiros de grupos específicos e poderosos. Há uma percepção clara e cada vez mais fundamentada de que parte do Congresso não está agindo em nome da população ou de projetos de longo prazo para a nação, mas sim para satisfazer birras pessoais e para agradar aos seus financiadores de campanha e lobistas estratégicos.

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    A postura de retaliação e o uso das pautas legislativas como ferramentas de vingança e blindagem se tornaram evidentes nas últimas semanas. com o Congresso demonstrando uma urgência questionável em reverter medidas protetivas e de interesse público que o executivo tentou impor. O exemplo mais flagrante desse comportamento retaliatório e de desmonte regulatório foi a articulação para derrubar a maior parte dos vetos apostos pelo presidente Lula a um projeto de lei de caráter ambiental que em sua forma original era

    amplamente criticado como o PL da devastação. O executivo, exercendo sua prerrogativa constitucional e atendendo a apelos de organizações internacionais e da sociedade civil, havia vetado mais de 60 pontos por considerá-los tóxicos, um grave retrocesso para a agenda de proteção ambiental do país e um risco à segurança jurídica.

    Contudo, em uma demonstração de força e de desprezo pela agenda climática e pelos apelos da sociedade civil, o legislativo conseguiu aprovar a rejeição de 59 desses vetos, restabelecendo as partes mais controversas do projeto. Tal ação envia uma mensagem perturbadora ao mundo e à população brasileira.

    Questões cruciais como a preservação de biomas vitais, a mitigação dos impactos das mudanças climáticas e a proteção da população contra desastres naturais tornam-se, na prática, meras moedas de troca em disputas políticas de gabinete. A derrubada desses vetos, especialmente em relação ao autolicenciamento, que permite a grandes obras dispensarem o estudo de impacto ambiental, eia, e o relatório de impacto ambiental.

    Rima, um processo essencial de prevenção, cria um precedente terrível. O resultado prático é o aumento exponencial do risco de novas tragédias ambientais e sociais, comparáveis em escala as que já chocaram o país em Mariana e Brumadinho, ao mesmo tempo em que prejudica a imagem internacional do Brasil, afasta o investimento estrangeiro, que busca responsabilidade ambiental e coloca comunidades tradicionais e populações vulneráveis na linha de frente dos desastres.

    É como se o Congresso estivesse deliberadamente dando uma licença para repetir a tragédia, sem que os responsáveis por crimes ambientais passados tenham sido integralmente punidos. Concomitantemente a esta ofensiva ambiental, o presidente da Câmara, Hugo Mota, demonstrou seu empenho em avançar com pautas que geram profunda controvérsia e suspeita, como a chamada PEC da blindagem ou PEC da bandidagem.

    Esta proposta visa inequivocamente a restringir a autonomia operacional e investigativa da Polícia Federal. PF, favorecer políticos que estão sob escrutínio judicial e enfraquecer as ferramentas legais de combate ao crime de colarinho branco e a corrupção. O timing dessa movimentação é o elemento mais suspeito.

    Ela ocorre em meio a revelações de que Hugo Mota foi o convidado de honra em um jantar de gala em Nova York, custeado pelo dono de uma empresa investigada por fraudes fiscais milionárias pela Receita Federal, a Refit. Em um cenário político onde nada é coincidência, a defesa fervorosa de medidas que enfraquecem a fiscalização e a punição de crimes financeiros, logo após um intercâmbio social de alto luxo com um empresário sonegador investigado, levanta sérias dúvidas sobre a prioridade real do parlamentar, se é o interesse público ou a lealdade aos

    financiadores. Esta atuação legislativa de mota também se manifesta no travamento sistemático de pautas cruciais para o herário e o combate à ilegalidade. Um exemplo claro é o PL do devedor Contá, um projeto de lei que tramita há mais de 8 anos no Congresso e que visa justamente criar mecanismos eficazes para punir e coibir empresas que só negam impostos de forma planejada, reiterada e como modelo de negócios.

    Estimativas da receita apontam perdas de 200 bilhões ano. O fato de este projeto ficar engavetado por tanto tempo, enquanto o maior devedor com Tomás do país desfruta de proteção política e social e promove jantares de gala, é a prova de que há um lobby poderoso e organizado no Congresso, que atua diretamente contra o interesse da Receita Federal e contra o combate às organizações criminosas que usam a sonegação como principal ferramenta de lavagem de dinheiro e como vantagem competitiva desleal. O pano de fundo

    desta insatisfação e desta guerra legislativa é um elemento oculto, mas poderoso, que gera profundo terror nos corredores do poder. O escândalo financeiro do Banco Master. Este banco se tornou o epicentro de uma crise de confiança e de investigações que se aprofundam e que, segundo fontes políticas, causam um incômodo generalizado na classe política.

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    Para os não iniciados, o Banco Master operava com forte dependência de benefícios e depósitos de governos estaduais, tornando-se uma instituição com ligações intrínsecas ao poder político e exigindo conexões profundas e permanentes com o centrão. A recente prisão e a subsequente transferência do dono do banco sob custódia para o complexo penitenciário da Papuda, juntamente com a crescente especulação sobre uma possível delação premiada, são o verdadeiro motor do pânico que desestabiliza o Congresso.

    possibilidade de que este empresário revele esquemas de financiamento ilícito, proteção política e desvios que atingiriam diretamente a cúpula do legislativo, incluindo aliados de Hugo Mota e Davi Al Columbre, é a razão primária para a pressa em tentar frear a PF e criar pautas bomba contra o governo. A lógica é simples.

    O risco de exposição e prisão é maior do que o custo político de romper com o executivo. O desrespeito institucional é particularmente evidente na postura do senador Alcol Columbre, que levou a briga para o campo do judiciário e das indicações de alto escalão. Sua insatisfação declarada decorre da recusa do presidente Lula em indicar um aliado seu para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, STF.

    O senador teria utilizado sua posição para chantagear o executivo, exigindo, de forma controversa a garantia de que poderia comandar o Banco do Brasil e outras autarquias federais em troca da aprovação do nome indicado por Lula, Jorge Messias. Essa postura revela uma mentalidade de barganha, onde o interesse pessoal e o controle de cargos estratégicos se sobrepõe ao funcionamento harmônico das instituições.

    O objetivo claro é utilizar o cargo de presidente do Senado como alavanca para obter poder de negociação e controle de cargos estratégicos. Uma prática que desrespeita a prerrogativa constitucional do presidente da República e enfraquece a moralidade do Senado. As pautas bomba que estão sendo aprovadas, como o retrocesso ambiental, a tentativa de extinção de crimes contra o Estado democrático de direito e o travamento de medidas anticorrupção são, no fundo, apenas ferramentas nessa guerra política usadas para desgastar o

    governo e sinalizar aos seus financiadores que seus interesses estão sendo protegidos. É um cenário onde a sobrevivência jurídica e a manutenção de privilégios se sobrepõem ao interesse público, transformando o Congresso em um campo de batalha pessoal e de defesa de interesses corporativos. A população, neste contexto, torna-se a vítima das birras e da falta de compromisso de

  • LIRA FERROU MUITO HUGO MOTTA! Puxou o tapete

    LIRA FERROU MUITO HUGO MOTTA! Puxou o tapete

    Repercutiu dentro do centrão e em Brasília aquele cena do Artur Lira ao Lula sobre 2026. E eu quero também os meus louros, porque eu ajudei repercutir isso, porque eu fui o primeiro a a pescar essa fala ao acaso do Artur Liro, colocar na internet, repercutiu e essa fagulha virou um verdadeiro incêndio a ponto de no dia seguinte o Davi Columbar a lista de reivindicações, a fatura que precisa ser paga pelo governo para ele ao Columbrire ficar satisfeito.

    E o Columbre, ele é meio rechunchudo e a fome dele é grande, porque ele tá querendo um monte de banco, um monte de autarquia. Só que nessa história toda, quem se lascou bonito mesmo foi o Gumota. Quando ele não foi na cerimônia de pó, da cerimônia de sanção, eu falei: “Foi uma burrice do Hugo Mota, deveria ter ido.

    ” Quis dar uma demonstração de força copiando o Daviol Columbre. Se lascou, ele abriu o espaço para o Artur Lira. O Artur Liro ocupou o espaço, criou a solução para o governo Lula, acenando no momento de tensão. E caso o Lira opte por voltar à Câmara dos Deputados, ao invés de disputar o Senado, ele já puxou o tapete do Gumota. O Mota sabia que o Lira tava tentando puxar o tapete dele e permitiu que o tapete fosse puxado.

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    É muito fraco esse Parmalate. Me irrita. E o Lira, cara, o Lira ele jogou demais. Ele fez uma bagunça completa no centrão e já acenou pro Lula. Lula, jogue em mim que eu sou o seu presidente da Câmara em 2027. Eu quero que você coloque nos comentários o que você achou desse aceno do Hugo Mota para o governo Lula.

    Você acha que o Lira esperava essa repercussão toda que deu? O Lira ferrou o Hugo Mota com esse aceno? Mota sai mais desmoralizado. Você acha que o vazamento da fatura do Hugo do Al Columbre é uma reação ao Lira? Like no vídeo se você gostou que a gente repercutiu isso e se inscreva no canal. O Arthur Lira fez um aceno direto ao Lula para 2026 durante a cerimônia de sanção da isenção do imposto de renda.

    E nós aqui no canal percebemos porque eu tava vendo lá o discurso, eu fui querer ver o discurso do Lula, como já tinha passado muito, era uma transmissão ao vivo, eu puxei e parei exatamente no momento que o Artur Lira fez o cena ao Lula, eu recortei, coloquei em uma rede social e o negócio simplesmente explodiu.

    Se o Lira jogou lá bitca de cigarro, eu joguei o Querozene e virou um incêndio colossal. Isso repercutindo o dia inteiro no centrão, porque o governo viu o aceno do Artur Lira como sendo, olha, é um aceno direto ao Lula no momento de tensões com o legislativo, porque há uma tensão com o Senado por causa do Jorge Messias, a indicação do Lula e a Câmara dos Deputados porque o Hugo Mota quer mostrar força e entrou de gaiato nessa história.

    Então Lira, ele se colocou como sendo o quê? como sendo o a solução dos problemas do Lula com o legislativo. É claro que ele quis fazer essa cena, mas ele ninguém esperava esse repercussão, ninguém esperava isso. E é claro que eu também tô valorizando aqui o o meu peixe. O centrão ficou discutindo o dia inteiro essa fala do do Artur Lira para o Lula.

    O PP, que é o partido do Lira, viu essa fala endereçada ao Renan Caleiros, porque a situação do Artur Lira em Alagoas tá muito difícil, ele não tá pontuando bem nas pesquisas ao Senado, então ele está querendo os votos caliristas, o segundo voto calerista para poder ser mais competitivo no Senado. Mas o partido já se colocou, como não estando com o Lula em 2026, mas o Artur Lira tem carta branca para fazer o que ele bem quiser, bem entender.

    Então, Lira, faça o que você quiser. Basicamente foi isso que aconteceu. Só que nós tivemos outros desobramentos. Primeiro, um dia depois, um dia depois do aceno do Artur Lira ao Lula, se colocando como uma solução para os problemas com o legislativo, o Davi Columbre sentiu e vazou a reivindicação dele para distensionar com o governo.

    Isso segundo Igor Gadelha do Metrópolis. Os aliados do Davio Columbri disseram que o Davi Columbri quer cargos em bancos estatais e autarquias poderosas. Ele quer quatro presidências. A fatura dele é é pesada, é cara a fatura do Alcolumbre. Ele quer a presidência do Banco do Brasil, a presidência do Banco do Nordeste, a presidência da CVM, que é comissão de valores imobiliários, e a presidência do CAD e a presidência do CAD para distensionar as relações e para favorecer, facilitar ali a vida do do Jorge Messias, que

    sinceramente já tá selecionado, já tá selecionado. Ah, vai ser apertado em porta, tá selecionado. Pelo menos essa é a impressão que eu tenho. O Dav Columbre reagiu à fala do do Artur Lira reagiu. Foi coincidência ele ter vazado essa fatura? Não sei. Pode ter sido. Aí você coloca aqui nos comentários o que você acha que aconteceu, se vazou por coincidência ou se teve influência do Artur Lira.

    Não do Artur Lira diretamente, mas da repercussão do Artur Lira. O que eu sei é o seguinte, quem se ferrou nessa história toda foi o Hugo Mota, porque o Mota foi burro. Eu odeio político burro. Eu até tava tendo uma discussão com um amigo meu, com o Alisson, pessoal mais antigo, super antigo no canal, deve lembrar dele aqui.

    O Alisson, ele é da Paraíba. Ele falou o seguinte: “O Hugo Mota não foi nessa cerimônia de posse, dessa cerimônia de posse, nessa cerimônia de sanção do imposto de renda, porque na Paraíba o número é muito ínfimo de isentos e de fato é vai dar ali 114.000 pessoas, então não importa muito em termos de votos.” E o Alison tá certo.

    Só que aquela cerimônia de sanção tem uma repercussão muito grande, porque os exentos em Alagoas também não são tão relevantes assim. Se nós formos parar para pensar. Tem mais um fator simbólico. O o Mota não quis ir porque ele quis copiar o Davi Columbre e depois de diversos episódios de desmoralizações na Câmara dos Deputados, ele quis mostrar força e ficar ao pé.

    Só que ao querer mostrar força e fica ao pé, ele abriu espaço para o Artur Lira brilhar. E ele brilhou. Por quê? Mais do que a sanção, mais do que a isenção, o que mais repercutiu foi justamente o Artur Lira. Ele ocupou o espaço e ocupou o espaço com uma forma, com uma jogada rogando pelo Lula em 2026 fantástica, porque enquanto o Hugo Mota se distancia do governo, o Artur Lira fala assim: “Eu sou a ponte, vem em mim”.

    E não é Hugo Mota que fala pela Câmara, sou eu. Eu falo pela Câmara. O Mota não fala nada. Quem manda sou eu, desmoralizando completamente Hugo Mota. Lira jogou bem. Lira jogou bem politicamente e vocês sabem que aqui no canal nós apreciamos essas jogadas políticas. E o Mota, eu tenho um desprezo completo por ele, porque ele é burro.

    Lira oficializa apoio a Hugo Motta à presidência da Câmara - 29/10/2024 -  Poder - Folha

    Ele é burro porque o que aconteceu nesses últimos meses foi o seguinte. O Mota não estava tendo as ferramentas necessárias para bancar os votos do governo, principalmente por conta dos cargos que ele não tinha, porque os cargos foram distribuídos na presidência antiga, no caso da presidência do Artur Lira. Então o que que o governo Lula fez? desonerou um monte de gente no centrão, preservou alguns cargos do Artur Lira, tudo bem para não criar muita animosidade, mas ele desonerou o Mente e indicou novos para dar ao Hugo Mota as ferramentas

    necessárias, só que não deu certo porque o Hugo Mota é fraco, não funcionou. E o Mota já sabia porque era público, segundo o Thiago Prado do O Globo, já isso há alguns meses, setembro mais ou menos, que os aliados do Mota estavam vendo o Artur Lira fazendo movimentos, porque caso o Artur Lira não se viabilize para disputar o Senado, ele pode disputar a Câmara de novo.

    E há uma fritura ou havia uma fritura nos bastidores do Artur Lira ou de aliados do Artur Lira com Hugo Mota para que o Lira pudesse voltar à presidência da Câmara em 2027. O Lira tava puxando o tapete do Gumota. O Gumota sabendo disso, abriu espaço pro Lira e tomou uma rasteira.

    Porque que que o Artur Lira fez agora? Lula, se eu quiser ser deputado de novo em 2027, disputar a Câmara 202, eu sou o presidente do Senado. Eu tiro esse cara. E a e há uma especulação forte que o Hugo Mota vai não vai mais ser presidente da Câmara dos Deputados em 2027 porque ele é fraco. Ele virou motivo de piada por ter rompido com o Lindberg Farias e com o só escabocante ele virou piada.

    Como que esse cara rompe com o líder de bancada? Ele vai conversar como com as bancadas? Então ele abriu uma frinha só pro pro Artur Lira e o Lira simplesmente o arrombou. O arrombou. Mas aí, pô, o Artur Lira, por mais que ele tenha que ele faça algumas jogadas políticas erradas, não dá para comparar Lira com o Hugo Mota, né? O Hugo Mota perdeu com foi desmoralizado pelo Artur Lira, o Artur Lira o ferrou e outra, o Artur Lira cavou a presidência da Câmara em 2027.

    Ele puxou o tapete do Gumota. Que bagunça que aconteceu. E nós participamos disso de alguma forma, porque a repercussão nacional não teria acontecido. Talvez ninguém ninguém tivesse percebido isso se não fosse a minha sagacidade inspirada por vocês para viralizar esse negócio.

  • A história sombria da mãe que arruinou a própria família — os segredos que devastaram a vida dos filhos

    A história sombria da mãe que arruinou a própria família — os segredos que devastaram a vida dos filhos

    A história horripilante da mulher que criou um monstro, suas práticas sexuais que destruíram seus dois filhos. Foi isso que Arthur escreveu em seu diário final encontrado agarrado em suas mãos mortas em 1958. Página após página de confissões atormentadas sobre sua mãe, Beatrice, e algo que ele chamava de a revelação, rituais noturnos distorcidos em um cômodo que ele nomeou de câmara de purificação.
    Sua filha achou que ele estivesse louco até chegar à pequena e perfeita cidade de Havenwood, Massachusetts, onde sua avó era adorada como uma santa, onde seu tio Thomas, um homem de 38 anos, ainda seguia cada comando da mãe com os olhos vazios de uma criança quebrada. A cidade protegida Beatrice.

    A igreja louvava sua devoção. Mas aqueles arranhões no interior do armário do quarto de Thomas contavam outra história. Assim como os registros da farmácia mostrando décadas de compras de beladona e os documentos de culto escondidos no porão da biblioteca. Algo chamado de Prole Alessiana, que pregava purificação hereditária por métodos indescritíveis.
    O que Beatrice fez com seus filhos naquele cômodo? Como uma cidade inteira escolhe o silêncio diante de duas vidas destruídas? E por que Thomas ainda estava preso, 30 anos depois, na prisão perfeita e assustadora de sua mãe? O telegrama chegou em uma manhã de terça-feira em outubro de 1958, entregue por um garoto que não devia ter mais de 16 anos e que evitava olhar nos olhos, como se más notícias fossem contagiosas.

    Ela ficou na porta de seu apartamento em Beacon Hill, ainda de camisola, lendo as palavras que desmoronariam tudo o que pensava saber sobre seu pai. Arthur Whitmore, 53 anos, encontrado morto em uma pensão em Providence. Sem parentes próximos, exceto uma filha em Boston. Favor recolher os restos mortais e pertences pessoais o mais rápido possível.

    Ara colocou o telegrama sobre a mesa da cozinha e ficou olhando para ele por um longo tempo, esperando sentir algo diferente do vazio que havia vivido em seu peito por 10 anos. Seu pai já estava morto para ela muito antes daquele telegrama chegar, desaparecendo de sua vida três dias após o funeral da mãe, quando ela tinha 15 anos, deixando apenas um endereço de encaminhamento que mudava a cada poucos meses e cartas que se tornavam mais curtas e incoerentes com o passar dos anos. A última tinha chegado dois anos atrás, quatro linhas rabiscadas em uma caligrafia que ela mal reconhecia.

    Ara, me desculpe. Sinto muito. Foi a única maneira de manter você segura. Não me procure.

    Ela construiu uma vida em torno de sua ausência, criando um espaço para si mesma entre as prateleiras empoeiradas da Biblioteca Pública de Boston, onde o silêncio era sagrado e as perguntas tinham respostas que você podia encontrar se soubesse onde procurar.
    Aos 25 anos, ela já era a diretora mais jovem da história da instituição, respeitada por colegas que admiravam sua precisão e temiam sua língua afiada. Nunca se casou, nunca sequer chegou perto, dizendo a si mesma que independência era uma escolha e não o resultado inevitável de aprender cedo demais que as pessoas que deveriam amar você podiam simplesmente desaparecer sem aviso.

    O escritório do legista cheirava a desinfetante e outra coisa que ela não conseguia identificar, algo doce e podre que parecia aderir ao fundo de sua garganta. O funcionário que lhe entregou os pertences de Arthur foi solícito e eficiente, explicando que seu pai havia morrido aparentemente de ataque cardíaco, sozinho, em um quarto que alugava por semana.

    Não havia dinheiro, nem apólice de seguro, nem testamento, apenas as roupas que vestia e um pequeno diário de couro gasto pelo uso, com uma trava de latão quebrada pelas autoridades que procuravam identificação.

    Há mais alguma coisa? Ara perguntou, surpresa com a firmeza de sua própria voz.

    Alguma carta? Qualquer indicação de onde ele estava vivendo antes de Providence?

    O funcionário balançou a cabeça.

    Apenas isso, Srta. Whitmore, embora eu deva mencionar que havia uma nota presa à lombada do livro. Estranho, na verdade. Parecia recém escrita, mas era endereçada a você.

    As mãos de Ara tremiam enquanto ela desdobrava o pedaço de papel. A caligrafia era de Arthur, mas mais firme do que nas últimas cartas, como se ele tivesse tomado muito cuidado com cada palavra.

    Ela disse que era para o nosso próprio bem. Não deixe ela apagá-lo.

    De volta ao apartamento, sentou-se à mesa da cozinha com o diário à sua frente, estudando a trava quebrada e tentando decidir se abri-lo seria uma traição ou um ato de amor.

    Ela passou tantos anos nutrindo raiva de Arthur, cultivando seu ressentimento como um jardineiro cuidadoso, que não sabia se estava pronta para entendê-lo. Mas a nota a assombrava.

    Ela disse que era para o nosso próprio bem. Quem era ela?

    E quem era “ele”, que precisava ser protegido de ser apagado?
    A primeira página quase parou seu coração.
    A caligrafia de Arthur, mais jovem e confiante do que ela lembrava, datada de julho de 1936.
    Thomas fez nove anos hoje. A mãe diz que ele está pronto para a primeira cerimônia. Tentei dizer que ele ainda é pequeno demais, assustado demais, mas ela diz que a purificação não pode esperar. Diz que o sangue de nosso pai está carregado de pecado e que só a revelação pode nos limpar. Não entendo o que ela quer dizer, mas sei que preciso protegê-lo. Sei que preciso ser forte.
    Ara virou a página com os dedos tremendo. As entradas eram esporádicas no início, separadas por semanas ou às vezes meses, mas pintavam um quadro que fez seu estômago revirar.

    Arthur escreveu sobre uma infância em uma cidade chamada Havenwood, Massachusetts, em uma casa onde sua mãe, Beatrice, realizava o que chamava de limpezas espirituais em uma sala que ele se referia apenas como a câmara.
    Ele descrevia ser forçado a beber um chá amargo que deixava sua cabeça girando e seus membros pesados. Descrevia cerimônias em que ele e Thomas eram despidos e examinados pelas mãos cuidadosas da mãe enquanto ela sussurrava orações sobre pureza do sangue e pecado hereditário.
    As entradas ficavam mais sombrias conforme Arthur envelhecia, sua caligrafia mais frenética enquanto lutava para compreender o que estava acontecendo com eles.
    A mãe diz que os anjos falam com ela em sonhos, dizem exatamente o que deve ser feito para nos salvar da mancha de nosso pai.
    Thomas não luta mais quando ela nos chama para a câmara. Ele simplesmente fica em silêncio, como se algo dentro dele tivesse aprendido a desaparecer.
    Tento ser forte por nós dois, mas sinto que também estou quebrando.
    A pior parte não é o que ela faz com nossos corpos. É a maneira como ela sorri depois.
    A maneira como ela nos abraça e diz o quanto está orgulhosa, o quanto estamos nos tornando puros.
    Ela faz parecer amor — e isso é o que torna imperdoável.
    Quando Ara chegou às entradas de 1942, suas mãos tremiam tanto que mal conseguia segurar o diário.
    Arthur tinha 18 anos então, velho o suficiente para entender todo o horror do que a mãe vinha fazendo, velho o suficiente para planejar uma fuga.
    Mas sua angústia já não era sobre seu próprio sofrimento. Era sobre deixar Thomas para trás.
    Termino meus estudos no mês que vem. Fui aceito na faculdade em Boston, longe o bastante para que ela não possa me seguir.
    Longe o bastante para que eu possa recomeçar e fingir que nada disso aconteceu.
    Mas como posso deixá-lo? Como posso abandonar meu irmãozinho para os rituais dela e seu amor distorcido?
    Ele tem 16 anos agora, mas às vezes olho para ele e vejo aquele menino de 9 anos que rastejava para minha cama depois das cerimônias, tremendo e chorando e perguntando por que a mãe nos machucava se ela nos amava tanto.
    As últimas entradas eram as mais devastadoras.
    Arthur havia deixado Havenwood em 1943, mas a culpa o seguiu como uma sombra.
    Ele escreveu sobre pesadelos que não desapareciam, sobre a maneira como se encolhia sempre que alguém o tocava, sobre as cartas que tentava escrever para Thomas mas nunca enviava por medo de que Beatrice as interceptasse.
    Ele se casou com a mãe de Ara em 1948, desesperado pela ilusão de normalidade. Mas nem o amor pôde curar os danos que Beatrice havia infligido.
    O casamento foi feliz por alguns anos, mas os demônios de Arthur voltaram à tona, manifestando-se como acessos repentinos de raiva, longos silêncios e um terror de intimidade física que nenhuma ternura foi capaz de superar.
    A última entrada foi datada apenas três dias antes da morte de sua esposa, e explicava tudo sobre o abandono de Arthur.
    Margaret se foi e Ara me olha com os olhos da mãe, confiantes, inocentes e belos.
    Mas vejo Beatrice em mim às vezes — na maneira como observo minha filha quando ela não sabe que estou olhando. Nos pensamentos que rastejam para dentro da minha mente quando a ajudo com o banho ou a coloco na cama.
    A corrupção é profunda demais.
    Não posso arriscar transmiti-la.
    Preciso partir antes que me torne o monstro que minha mãe criou.
    Preciso quebrar o ciclo, mesmo que isso nos destrua.
    Ara fechou o diário e permaneceu sentada em seu apartamento silencioso enquanto a escuridão caía atrás das janelas. Por 10 anos ela repetiu para si mesma que Arthur era fraco, que ele havia escolhido sua própria dor em vez do amor da filha.
    Mas agora entendia que seu abandono não fora crueldade.
    Fora o ato final e desesperado de um homem tão destruído por sua própria infância que não confiava em si mesmo para não destruir sua filha também.
    Ele sacrificou a relação deles para protegê-la de horrores que ela nem podia imaginar.
    Mas Thomas ainda estava lá, ainda preso em Havenwood com a mulher que destruíra os dois.
    E se o diário de Arthur fosse verdadeiro — se metade do que ele escreveu fosse real — então seu tio vivia um pesadelo que já durava mais de 20 anos.
    A nota presa na lombada do diário agora fazia sentido.
    Não deixe ela apagá-lo.
    Arthur estava pedindo que ela fizesse o que ele nunca teve coragem de fazer.
    Pedia que ela voltasse a Havenwood e salvasse o irmão que ele abandonara.
    Na manhã seguinte, Ara ligou para o trabalho dizendo estar doente pela primeira vez em três anos, arrumou uma mala com roupas para uma semana e dirigiu rumo a uma cidade que nunca ouvira mencionar, mas que guardava as respostas para todas as perguntas sobre o passado de sua família.
    Ela não sabia o que encontraria em Havenwood.
    Não sabia se Thomas ainda estava vivo ou se Beatrice a reconheceria depois de tantos anos. Mas sabia que não conseguiria viver consigo mesma se não tentasse.
    Arthur passou toda a vida adulta fugindo da verdade.
    Era hora de alguém da família finalmente se virar e enfrentá-la.
    Havenwood parecia exatamente como os cartões postais na vitrine da loja. Cercas brancas de madeira e bordos tingidos de fogo outonal. O tipo de lugar onde Norman Rockwell poderia ter instalado seu cavalete para pintar a América pequena em sua forma mais impossivelmente perfeita.
    Ara estacionou na rua principal e caminhou devagar pelo centro da cidade, notando o quão limpo tudo era, como as vitrines brilhavam e as calçadas não tinham rachaduras ou mato.
    Até as folhas de outono pareciam ter caído em arranjos agradáveis, como se a própria natureza tivesse sido treinada para manter a ilusão de harmonia.
    A Casa Whitmore ficava na Elm Street como uma rainha matriarca em seu trono, uma vasta casa vitoriana pintada em tons de creme e verde-sálvia, com varandas que abraçavam os jardins meticulosamente cuidados.
    Ara ficou diante do portão branco por vários minutos, o diário pesado em sua bolsa, tentando conciliar aquela visão de felicidade doméstica com a casa de horrores descrita na escrita atormentada de seu pai.
    Em algum lugar atrás das cortinas de renda estava a mulher que destruíra sistematicamente dois meninos.
    E em algum lugar dentro daquelas salas perfeitas estava o que restou deles.
    Beatrice Whitmore abriu a porta pessoalmente. E a primeira coisa que Ara pensou foi que sua avó não parecia nem um pouco um monstro.
    Ela tinha 71 anos, segundo os cálculos de Arthur, mas movia-se com a graça de alguém décadas mais jovem. Seu cabelo prateado estava preso em um coque elegante, e seu vestido floral era impecavelmente ajustado ao corpo ainda esguio.
    Seu rosto tinha rugas, mas era bonito, com a estrutura óssea que envelhece em refinamento e não em decadência.
    E quando ela sorriu ao ver Ara na porta, seus olhos azuis brilharam com o que parecia ser verdadeira alegria.
    Minha querida criança, disse Beatrice, segurando as mãos de Ara entre as suas. Eu sabia que você viria. Quando soube da morte de Arthur, rezei para que você encontrasse o caminho de volta para nós. Entre, entre. Thomas e eu esperamos tanto para conhecê-la como deve ser.
    O interior da casa era tão impecável quanto o exterior, decorado com antiguidades, flores frescas e fotografias familiares que pintavam um quadro de felicidade geracional.
    Ara observava as paredes enquanto Beatrice a conduzia pela sala, procurando qualquer indício da escuridão que Arthur descrevera, mas tudo transparecia refinamento e cuidado.
    Os pisos brilhavam como recém-encerados. As janelas reluziam na luz da tarde.
    O ar tinha perfume de lavanda e limão.
    Thomas estava esperando na cozinha, e Ara prendeu a respiração quando o viu.
    Ele tinha 38 anos, alto e magro como Arthur, mas seu rosto tinha a inocência sem rugas de uma criança que nunca pôde crescer.
    Seu cabelo escuro estava penteado, sua roupa impecável, mas ele sentava com as mãos no colo, como um menino esperando permissão para falar.
    Quando Beatrice o apresentou à sobrinha, ele sorriu e assentiu, mas não disse nada, desviando o olhar de Ara como se o contato direto pudesse ser perigoso.


    Thomas é tímido com estranhos, explicou Beatrice, com o tom indulgente de uma mãe descrevendo o filho envergonhado. Mas está tão animado em conhecê-la, não é querido? Contamos a ele tudo sobre a filha brilhante de Arthur, tão talentosa como bibliotecária.
    Ara viu Thomas obedecer mecanicamente aos elogios da mãe e sentiu um frio no estômago.
    Aquilo não era timidez.
    Era deferência treinada — o comportamento de alguém que aprendeu que falar sem permissão trazia consequências terríveis.
    Arthur escrevera sobre esse mesmo esvaziamento do irmão, o modo como Thomas havia recuado para dentro de si até sobrar apenas a casca, movida pela vontade da mãe.
    Durante o jantar, Beatrice falou amorosamente sobre a infância de Arthur, pintando a imagem de dois meninos queridos e protegidos, criados com fortes valores morais em uma casa onde fé e família vinham primeiro.
    Segundo ela, Arthur sempre fora sensível e propenso a imaginações sombrias, criando fantasias elaboradas para explicar emoções que não compreendia.
    Ela mencionou consultas com médicos, com pastores, tentando ajudar o filho a distinguir realidade de delírio.
    O pobre menino achava que nossas orações noturnas eram algo sinistro, disse Beatrice, com lágrimas nos olhos. Ele escreveu coisas terríveis naquele diário, acusações horríveis. Os médicos diziam que era histeria infantil — algumas crianças inventam delírios para explicar sentimentos que temem.
    Culpo a mim mesma. Talvez tenha sido rígida demais, preocupada demais em criá-los corretamente. Mas uma mãe quer que seus filhos sejam bons, puros. Eu só queria protegê-los da corrupção do mundo.
    Ara ouviu aquela encenação com horror crescente.
    Beatrice era uma mestre — torcendo cada detalhe do diário de Arthur em um testemunho de sua própria santidade, enquanto simultaneamente reescrevia os abusos como delírios de um filho perturbado.
    As orações noturnas tornavam-se rituais inocentes.
    O chá amargo transformava-se em remédio para nervosidade.
    A câmara de purificação virava invenção de uma mente doentia.
    Depois do jantar, Ara pediu para explorar a casa sozinha, dizendo querer ver onde o pai crescera.
    Beatrice se ofereceu para acompanhá-la, mas Ara insistiu, precisando de tempo para pensar — e procurar evidências.
    A casa parecia diferente sem Beatrice ao lado: a perfeição tomava uma qualidade ameaçadora.
    Ara encontrou o quarto de infância de Thomas no segundo andar, preservado exatamente como Arthur descrevera.
    Móveis pequenos. Paredes com figuras bíblicas e flores secas.
    Mas foi ao abrir o armário que Ara encontrou o que buscava.
    Arranhões profundos cobrindo o interior da porta, marcados por unhas pequenas e desesperadas.
    E abaixo deles, palavras quase invisíveis:
    Tommy esteve aqui.
    Tommy esteve aqui.
    Tommy esteve aqui.
    A visão daquelas palavras repetidas como um mantra desesperado atingiu Ara como um soco.
    Aquilo não era imaginação de Arthur.
    Nem manifestação tardia da mente partida de Thomas.
    Era o registro de um menino aterrorizado, tentando provar ao mundo — ou a si mesmo — que existia.
    Encontrando tudo o que procura, querida?
    Ara se virou e viu Beatrice na porta.
    Serena.
    Mas com olhos de predador.
    Thomas escondia-se nesse armário quando era pequeno, disse ela, entrando no quarto. Uma criança medrosa, sempre arranhando as coisas, sempre marcando as paredes. Precisei ensinar que esse comportamento tinha consequências.
    Levou anos, mas ele aprendeu.
    O modo como ela disse isso — com amor doce e tranquilo — fez Ara sentir náusea.
    A obediência de Thomas não era natural.
    Era condicionamento.
    Quebra psicológica.
    Anos de punições e recompensas distorcidas.
    Ara tentou sondar:
    Arthur tinha fantasias perturbadas… mas Thomas parece ter encontrado paz.
    Beatrice sorriu — e algo cruel brilhou por um instante.
    Thomas aprendeu a confiar completamente em mim.
    Ele entende que a mãe sempre sabe o que é melhor. Que questionar causa dor.
    Ele está muito mais feliz agora que aceitou seu lugar na família.
    Nesse quarto congelado no tempo, Ara compreendeu o horror total.
    Beatrice não apenas abusara fisicamente dos filhos.
    Ela havia apagado suas mentes.
    Ela moldara suas almas à força.
    Arthur escapou, mas nunca se curou.
    Thomas nunca escapou.
    E o pior:
    Beatrice acreditava, de fato, que o que fazia era amor.
    Não havia remorso.
    Havia fé.
    Fanatismo.
    Isso a tornava mais perigosa do que qualquer predador comum.
    Na manhã seguinte, Ara foi à biblioteca pública de Havenwood investigar o passado da cidade.
    A bibliotecária parecia prestativa, mas seu sorriso enfraqueceu quando Ara mencionou movimentos religiosos antigos.
    Ela indicou os arquivos no porão.
    Ara vasculhou documentos por horas — nada.
    Até finalmente encontrar um panfleto de 1928.
    Prole Alessiana.
    Dedicada à purificação hereditária.
    E em uma foto, na primeira fila, estava Beatrice jovem — radiante de devoção.
    O panfleto descrevia rituais envolvendo “exames íntimos” de crianças para purificação espiritual.
    Com essa prova, Ara procurou o farmacêutico Abernathy.
    Quando ela mostrou o panfleto, o homem empalideceu.
    Ele trouxe um livro de registros antigo.
    Beatrice havia comprado quantidades absurdas de beladona e ervas sedativas por décadas.
    Exatamente nas datas das entradas mais terríveis do diário.
    Aara percebeu que Beatrice não agira por impulso.
    Era um programa sistemático de manipulação e controle, mascarado de disciplina espiritual.
    No dia seguinte, Ara voltou à Casa Whitmore com um envelope cheio de provas.
    Encontrou Beatrice no jardim, cuidando das rosas.
    Thomas trabalhava ao lado como um fantoche obediente.
    Vó, disse Ara, com a voz firme apesar do coração acelerado.
    Preciso lhe mostrar algo que encontrei nos arquivos da sociedade histórica.

  • O Segredo Sombrio dos Irmãos Farmer — O Que Aconteceu com as 42 Mulheres Desaparecidas em Missouri (1883)

    O Segredo Sombrio dos Irmãos Farmer — O Que Aconteceu com as 42 Mulheres Desaparecidas em Missouri (1883)

    Nas remotas Colinas Ozark do Condado de Stone, Missouri, onde o nevoeiro se agarra às depressões tão denso que você não consegue ver suas próprias mãos, havia uma fazenda que os moradores aprenderam a evitar mencionar. O ano era 1883. E em 240 acres de isolamento rochoso, dois irmãos fazendeiros construíram algo que chamaram de seu “celeiro de criação” (breeding barn), um nome que faria com que policiais experientes se recusassem a falar sobre o que encontraram lá dentro.

    42 mulheres chegaram àquela propriedade ao longo de seis anos, atraídas por promessas de casamento e prosperidade. Nenhuma foi vista novamente na cidade. Mas esses irmãos mantinham registros meticulosos de tudo. Um livro-razão tão detalhado, tão horrivelmente clínico em sua documentação do mal sistemático que se tornou a prova mais condenatória na história criminal americana.

    O que levou homens respeitáveis e frequentadores de igreja a transformarem mulheres em gado? Como eles esconderam sua operação à vista de todos enquanto uma comunidade inteira fazia vista grossa para os desaparecimentos crescentes? E o que foi descoberto naquele celeiro, esculpido nas paredes, enterrado em ravinas, preservado na própria caligrafia de um perpetrador, que finalmente fez a terrível justiça desabar?

    A história que estou prestes a contar revela como o mal documentado se torna mal condenado e por que a coragem de uma sobrevivente garantiu que esses monstros enfrentassem a forca que mereciam. Prepare-se para o que está por vir. Porque a verdade enterrada naquelas colinas Ozark testará tudo o que você pensava saber sobre a escuridão humana.


    1 de Outubro de 1883. Uma mulher cambaleia para o assentamento de mineração de Galena, Missouri. População 437. Seus pés deixam marcas sangrentas na calçada de madeira em frente ao consultório do Doutor Yates. Ela está descalça, seu vestido rasgado e sujo, seu cabelo loiro emaranhado com folhas e sujeira. O mais perturbador para os homens que se reúnem em torno dela são seus pulsos, em carne viva e infectados, marcados por sulcos profundos consistentes com contenção prolongada por correntes de ferro.

    Ela se apresenta como Lucinda May Garrett, 24 anos, originária da Filadélfia, e conta uma história tão horrível que o Xerife Horus Mundy imediatamente a descarta como lunática ou pior, sugerindo que ela é provavelmente uma prostituta inventando contos para extorquir dinheiro de fazendeiros respeitáveis.

    Mas o Dr. Hyram Yates, examinando seus ferimentos em sua clínica, encontra evidências que transformam seu testemunho de acusação histérica em fato médico. As marcas de sulcos em seus pulsos têm meses, curadas e reabertas várias vezes, indicando cativeiro de longo prazo. Ela está aproximadamente 4 meses grávida e seu corpo mostra sinais de desnutrição grave e trauma repetido.

    Yates documenta tudo em seu livro-razão médico datado de 23 de Outubro de 1883, criando o primeiro registro oficial do que os investigadores chamariam mais tarde de a operação de sequestro mais sistemática na história da fronteira americana.

    O relato de Lucinda, transcrito por Yates porque o Xerife Mundy se recusa a colher depoimento, descreve dois irmãos chamados Virgil e Amos Kern que operam uma fazenda 18 milhas ao norte em Piney Creek Hollow. Ela afirma ter respondido a um anúncio matrimonial em um jornal da Filadélfia em Maio de 1882, correspondendo-se com Virgil Kern, que se apresentou como um fazendeiro próspero e educado em busca de uma esposa virtuosa.

    Ela chegou à Fazenda Kern em Agosto de 1882, esperando cortejo e casamento. Em vez disso, em sua segunda noite, o irmão mais novo, Amos, que nunca fala, arrastou-a da casa de fazenda para um celeiro 400 jardas adentro na mata. Lá, Virgil explicou com total calma que ela havia sido “comprada para fins de criação” e serviria até provar ser produtiva ou ser descartada.

    Ela descreve 14 meses de cativeiro no que os irmãos chamavam de seu “celeiro de criação”, acorrentada em uma baia de madeira, submetida a estupro sistemático por Virgil em um cronograma que ele documentou em um livro-razão. Ela fala de outras mulheres mantidas em baias adjacentes, rodadas para dentro e para fora, algumas grávidas, algumas mortas quando falhavam em conceber após 6 meses. Lucinda testemunha que ela pessoalmente viu Amos assassinar três mulheres com um martelo, arrastando seus corpos à noite.


    O Dr. Yates sabe de algo que o Xerife Mundy aparentemente não sabe. Três famílias no Condado de Stone apresentaram inquéritos de pessoas desaparecidas sobre filhas que foram se casar com Virgil Kern e subsequentemente desapareceram sem enviar cartas para casa. Essas peças, descartadas individualmente como coincidência, de repente formam um padrão quando Lucinda Garrett cambaleia para a cidade com marcas de correntes em seus pulsos.

    Yates escreve urgentemente ao Marechal Clayton Burch em Springfield, ignorando totalmente o xerife local, explicando que ele tem uma testemunha credível de múltiplos assassinatos e uma possível situação de vala comum. Ele inclui sua documentação médica, cópias de inquéritos locais de pessoas desaparecidas e um mapa detalhado da propriedade.

    O Marechal Clayton Burch recebe a carta de Yates em 26 de Outubro de 1883 e imediatamente reconhece algo que médicos rurais e xerifes isolados não conseguem ver. Burch mantém arquivos sobre casos de pessoas desaparecidas em Missouri, Arkansas e Kansas. Ele retira 14 dossiês de seu gabinete, todos datados de 1877 a 1883, todos envolvendo mulheres que desapareceram após responderem a anúncios matrimoniais ou ofertas de serviço doméstico no Missouri. Nove dos 14 casos incluem cópias preservadas dos anúncios que atraíram as mulheres para o oeste. Cada anúncio contém a mesma frase: “procurando mulher virtuosa para próspera fazenda e estabelecimento familiar no Missouri”. Sete anúncios são assinados com as iniciais V.K.

    Burch encontrou seu padrão documentado ao longo de sete anos em vários estados, ligando a uma fazenda isolada de Ozark. Em 28 de Outubro, Burch viaja para Galena e entrevista Lucinda Garrett pessoalmente. Ela descreve o layout do celeiro de criação em detalhes precisos, o número de baias, o tipo de correntes, a localização específica da ravina onde Amos despejava corpos. Ela fornece nomes e descrições de cinco outras mulheres que ela encontrou. Burch verifica seus arquivos. Três dos cinco nomes que Lucinda fornece correspondem exatamente aos seus casos: mulheres de Boston, Filadélfia e Nova York que desapareceram em 1882 e 1883.

    Burch sabe que não está investigando desaparecimentos isolados. Ele está investigando sequestro sistemático, cativeiro e assassinato que abrange, no mínimo, seis anos. Ele reúne seis delegados armados e cavalga em direção a Piney Creek Hollow ao amanhecer de 29 de Outubro de 1883, portando mandados de prisão para Virgil Elim Kern e Amos Tras Kern. Ele ainda não tem prova de assassinato, mas sabe que aquele celeiro de criação fornecerá toda a evidência que a justiça exige.


    O mal documentado se torna mal condenado. E os irmãos Kern vinham documentando seus crimes meticulosamente por anos, nunca imaginando que seus próprios registros selariam seu destino.

    O Marechal Clayton Burch e seis delegados federais chegam à Fazenda Kern ao amanhecer. Virgil Elim Kern, 42 anos, barbeado, usando óculos e roupas respeitáveis, emerge na varanda. Sua aparência contradiz toda a expectativa do que um monstro deveria ser. Ele cumprimenta o marechal com total compostura. Quando Burch apresenta o mandado de busca federal, Virgil o lê e concorda: “Procurem o quanto quiserem, Marechal, vocês verão que eu administro uma operação agrícola respeitável. As mulheres vêm aqui por vontade própria através de anúncios honestos, e se elas decidem ir embora, é o direito delas como cidadãs livres.”

    Sua calma confiança é mais perturbadora do que o pânico seria. Os deputados revistam a casa de fazenda primeiro, encontrando apenas o normal: textos religiosos, diários agrícolas, manuais de criação de gado. Virgil os segue, explicando que seu irmão Amos mora em uma cabana nos fundos e é mudo devido a uma febre na infância. Ele produz livros de contabilidade que mostram renda legítima.

    Mas quando um deputado pergunta sobre o celeiro que Lucinda descreveu, a expressão de Virgil muda microscopicamente. Ele explica que é um celeiro de gado atualmente sem uso. Mas enquanto o grupo se move em direção à linha de árvores, Amos Kern emerge da mata carregando um martelo, seu corpo enorme bloqueando o caminho. Ele não fala, mas seus olhos mostram um cálculo frio. Virgil diz uma única palavra, “Irmão”, e Amos baixa o martelo.

    O celeiro emerge das árvores. Quando o deputado força a porta principal, trancada com três cadeados separados, o interior revela modificação sistemática para cativeiro humano que faz dois deputados vomitarem imediatamente do lado de fora.

    O celeiro foi dividido em oito baias individuais, cada uma contendo uma corrente de ferro enferrujada aparafusada a uma viga de suporte, terminando em algemas projetadas para pulsos humanos. O mais condenatório são as paredes de madeira, cobertas com mensagens desesperadas arranhadas por unhas ou pedras: “Sarah Whitmore, Boston, Junho 1879. Deus envie ajuda. Ajude-nos por favor Deus. Margaret Flynn, Filadélfia 1880. Somos sete aqui. Ele mata as grávidas.”


    Marshall Burch descobre um baú de madeira escondido sob a palha em uma área de armazenamento. Dentro, 42 conjuntos completos de roupas de mulher. Cada conjunto cuidadosamente dobrado e acompanhado por itens pessoais: óculos, pentes, anéis de casamento. Cada conjunto tem uma pequena etiqueta de papel presa, escrita em caligrafia limpa que corresponde aos livros de contabilidade da casa de fazenda. As etiquetas contêm nomes, datas e cidades de origem.

    Burch compara as etiquetas com seus arquivos de pessoas desaparecidas e encontra correspondência perfeita. 14 dos 42 nomes correspondem aos casos em seu gabinete. Todas as mulheres em seus arquivos estão representadas neste baú de troféus, juntamente com 28 outras cujos desaparecimentos nunca foram oficialmente relatados.

    Um deputado se aproxima com outra descoberta: um caixote de madeira contendo recortes de jornais. 37 recortes de anúncios matrimoniais colocados em jornais orientais, abrangendo 1877 a 1883. Todos assinados com variações do nome de Virgil Kern.

    A trilha de papel está completa: evidência documentada de aliciamento sistemático abrangendo seis anos e vários estados. Prova de premeditação que destruirá qualquer alegação de defesa.

    Burch prende os dois irmãos. Enquanto são algemados e carregados para uma carroça de prisão, Burch faz a pergunta que assombrará a investigação: “Onde estão os corpos?” Lucinda descreveu Amos arrastando corpos para uma ravina. Em duas horas, os cães alertam em uma ravina arborizada 600 jardas atrás do celeiro. Terra remexida e o odor inconfundível de decomposição confirmam que o mal dos irmãos Kern se estendia além do cativeiro.


    Novembro de 1883. Enquanto Virgil e Amos Kern estão sob custódia, o Marechal Burch intensifica a investigação. No dia 4 de Novembro de 1883, a pá de um deputado atinge algo sólido 3 pés abaixo da superfície. É um crânio humano. O osso mostra um padrão de fratura distinto no templo esquerdo, consistente com trauma por força contundente de um instrumento pesado.

    O Dr. Yates, trazido para conduzir o exame forense, documenta tudo. O primeiro esqueleto é de uma mulher, com idade estimada no meio dos 20 anos. Um pequeno medalhão de prata enterrado perto da caixa torácica será mais tarde identificado pelos pais de Sarah Whitmore.

    Em 6 de Novembro, a equipe de escavação descobriu seis esqueletos mais em um aglomerado, todos mostrando fraturas idênticas. Todos posicionados de uma maneira que sugere que foram descartados. O Dr. Yates estabelece um processo de documentação sistemática que se torna um modelo para exames forenses. Cada fratura é medida, documentando o padrão consistente que sugere uma única arma manejada por alguém que aperfeiçoou sua técnica através da repetição.

    O mais perturbador são os restos que mostram sinais de gravidez na morte. Estruturas pélvicas e pequenos ossos fetais indicam que essas mulheres foram mortas enquanto carregavam as gestações forçadas que Lucinda descreveu. Três esqueletos mostram evidências claras de gestação a termo, o que significa que a anotação de Virgil no livro-razão sobre descartar bebês com suas mães não era metafórica, mas literal.


    Em 9 de Novembro, um deputado descobre tábuas soltas sob a cama de Virgil. Escondido na cavidade está um livro-razão encadernado em couro, com 137 páginas cheias de caligrafia limpa em tinta preta. Este livro-razão transforma a investigação em prova documentada da operação de sequestro e assassinato mais sistemática já descoberta na história criminal americana.

    O livro-razão começa com uma entrada datada de 15 de Janeiro de 1877 e contém registros meticulosos de todas as mulheres. Cada entrada segue um formato idêntico que revela a mentalidade de Virgil com clareza arrepiante. A primeira entrada diz: “15 de Janeiro de 1877. Rebecca Styles chegou. Origem Boston, 24 anos, magra. Custo total $52.25… colocada na baia um. Propósito: estabelecer a viabilidade do programa de criação. Primeiro ciclo improdutivo. Disposta em 3 de Junho de 1877. Perda de investimento total registrada. Lição aprendida: os critérios de seleção devem enfatizar a juventude e o histórico rural para melhor adaptação ao regime de criação.”

    A linguagem clínica, o rastreamento financeiro, o registro sem emoção do assassinato como “descarte” cria um registro que os promotores descreverão mais tarde como uma confissão escrita pela própria mão do perpetrador. O livro-razão contém 42 dessas entradas.

    Três entradas notam gestações bem-sucedidas levadas a termo, mas cada uma inclui a horrível anotação: “Infante disposto com a mãe devido a preocupações de contaminação da linhagem. O programa de melhoria de estoque requer linhagem de fronteira pura. Genética urbana oriental inadequada.” O livro-razão confirma que Virgil matou não apenas as mulheres cativas, mas também os três bebês nascidos naquele celeiro de criação.

    O Marechal Burch lê o livro-razão inteiro e o reconhece como a prova mais condenatória que qualquer promotor poderia esperar apresentar. Virgil não apenas cometeu assassinato sistemático, mas documentou cada crime com datas, nomes, métodos e sua própria justificativa filosófica, criando um registro inatacável.


    12 de Fevereiro de 1884. O julgamento de Virgil Elim Kern e Amos Tras Kern começa em Springfield, Missouri. A galeria do tribunal está repleta. O promotor distrital, James Hackett, inicia dizendo ao júri que eles verão evidências que confirmam além de qualquer dúvida que esses réus operaram uma empresa sistemática de sequestro e assassinato resultando em 38 mortes confirmadas documentadas através de seus próprios registros meticulosos.

    Os primeiros quatro dias são dedicados a Lucinda May Garrett, a única mulher que sobreviveu. Sua compostura é notável enquanto ela descreve 14 meses de cativeiro. Ela descreve ser acorrentada na baia seis, as dimensões correspondendo exatamente às fotografias apresentadas. Virgil visitava três vezes por semana, tratando as agressões sexuais forçadas como sessões de criação de gado.

    Lucinda descreve a rotina de seu cativeiro e o terror de ouvir outras mulheres chorando. Ela fornece nomes, descrições e datas de chegada de cinco mulheres que ela só ouviu através das paredes. Três desses cinco nomes correspondem aos corpos identificados. Sua capacidade de fornecer esses detalhes elimina qualquer possibilidade de fabricação.

    O tribunal entra em choque quando Lucinda testemunha ter presenciado três assassinatos através de fendas nas paredes. Ela descreve Amos entrando com o martelo, forçando a mulher a ajoelhar-se e golpeando-a uma vez no templo esquerdo. Virgil supervisionava esses assassinatos, consultando seu livro-razão.

    Os dias 5 a 7 mudam para a apresentação de provas físicas. O Dr. Hyram Yates sobe ao estande com 38 conjuntos de restos esqueléticos, usando crânios reais como evidência demonstrativa. Yates testemunha que 32 crânios mostram fraturas no templo esquerdo, consistentes com um único golpe do martelo de Amos, recuperado da fazenda e mostrando traços microscópicos de osso humano.

    A acusação apresenta o baú de pertences. Os pais de Sarah Whitmore identificam seus óculos. A irmã de Margaret Flynn identifica seu anel. 73 cartas escritas pelas vítimas para suas famílias, interceptadas por Virgil, são lidas no registro do julgamento. As mulheres mortas falam do túmulo: “Querida mãe, temo ter cometido um erro terrível ao vir para cá. Este homem não é quem ele alegou em suas cartas. Estou sendo mantida contra a minha vontade…”


    Os dias 8 e 9 se concentram no livro-razão. O promotor Hackett lê o livro-razão inteiro no registro do julgamento, 4 horas de horror clínico. O júri ouve as próprias palavras de Virgil descrevendo cada mulher, os custos de aquisição, o rastreamento do ciclo de criação e as datas de descarte, com o desapego emocional de registros de criação de gado.

    A defesa tenta argumentar que o livro-razão pode ser fraudulento, plantado, mas especialistas em caligrafia atestam que corresponde à escrita conhecida de Virgil. As anotações filosóficas, como: “Mulheres são estoque de criação a ser selecionado, utilizado e descartado como qualquer gado. O sentimentalismo é fraqueza. A produtividade determina o valor”, destrói qualquer possibilidade de defesa por insanidade.

    O júri recebe instruções em 23 de Fevereiro de 1884 e se retira. A deliberação dura 90 minutos. O veredicto: em todas as 38 acusações de homicídio em primeiro grau, os réus Virgil Elim Kern e Amos Tras Kern são considerados culpados.

    O Juiz Weatherby sentencia: “Vocês serão enforcados pelo pescoço até a morte.”


    16 de Maio de 1884. A praça pública de Springfield se enche com 3.000 espectadores, a maior multidão de execução na história do Missouri. Um patíbulo duplo foi construído.

    Às 14h, Virgil e Amos Kern são conduzidos à plataforma. Virgil fala, sua voz carregando: “Eu não fiz nada de diferente do que criar porcos. Elas foram compradas honestamente por anúncio. Um homem tem o direito de melhorar seu estoque através da criação seletiva. Não julgueis, para que não sejais julgados. As futuras gerações vindicarão meus métodos, quando a ciência provar que eu estava à frente do meu tempo.”

    Amos permanece em silêncio. Às 14h14, as alçapões se abrem simultaneamente, ambos os irmãos caindo, as cordas estalando com o som distintivo de pescoços se quebrando.

    O Marechal Clayton Burch escreve em seu relatório final: “Este caso prova que o mal isolado, não importa quão sistemático ou oculto, não pode sobreviver à exposição à verdade e à lei. O próprio livro-razão, a confissão documentada do perpetrador, garantiu a justiça.”

    Em 1886, um monumento de mármore é inaugurado listando os 42 nomes com uma inscrição: “Em memória das 42 mulheres que sofreram no celeiro de criação dos irmãos Kern, 1877 a 1883. Elas vieram buscando casamento honesto e encontraram apenas a morte. O mal foi exposto. A justiça foi servida. Que a coragem delas ilumine o caminho para futuras vítimas.”

    Lucinda Garrett volta para a Filadélfia, se casa, tem três filhos saudáveis e publica suas memórias, transformando seu sofrimento em ativismo. O celeiro de criação é demolido pelas famílias das vítimas, e o local se torna terra de conservação com uma placa histórica: “Local das atrocidades dos Irmãos Kern. 1877 a 1883. 42 mulheres desapareceram aqui. A coragem de uma sobrevivente trouxe justiça. O mal foi exposto. A justiça foi servida.”

    O livro-razão de Virgil, preservado como peça de prova A1, permanece disponível para estudiosos, um lembrete arrepiante de que os perpetradores que documentam seu mal fornecem aos promotores a prova perfeita para a condenação.

  • Os atos de arena mais aterrorizantes da Roma Antiga que foram longe demais.

    Os atos de arena mais aterrorizantes da Roma Antiga que foram longe demais.

    Exatamente ao meio-dia de um dia de Outubro encharcado de sangue em 52 d.C., 19.000 homens condenados baixaram as armas e esperaram que o Imperador Cláudio honrasse sua promessa de misericórdia. A água batia vermelha contra os cascos dos navios em chamas. Lutadores exaustos, criminosos e prisioneiros de guerra que sobreviveram a horas de combate naval estavam com água até os joelhos no mar artificial. Acima deles, o camarote do imperador, envolto em púrpura, projetava sua sombra.

    Eles haviam cumprido tudo perfeitamente. Morituri te salutant. Aqueles que vão morrer te saúdam. As palavras rituais ecoaram pela bacia inundada horas antes. Espadas de metal tilintaram na água carmesim. Escudos caíram. Os homens haviam dado a Roma seu espetáculo. Agora esperavam pelo perdão prometido. Trombetas imperiais soaram subitamente pela arena.

    Não eram notas de misericórdia, mas o chamado para retomar o combate. O pânico se espalhou por 19.000 gargantas enquanto arqueiros pretorianos armavam flechas ao longo da borda da arena. A promessa do Imperador tinha sido teatro, apenas mais um ato no espetáculo. Guardas começaram a atirar na massa de homens que, momentos antes, pensavam ter conquistado suas vidas.

    Não havia margem para nadar, nem saídas que não estivessem bloqueadas por lanças, apenas valor de entretenimento nos seus momentos finais de traição. Mas como a civilização mais avançada da humanidade transformou matanças rituais honrosas em entretenimento de morte industrializado? Por que milhões de romanos, incluindo filósofos e sacerdotes, se convenceram de que orquestrar o sofrimento era essencial para a ordem social?

    Para entender como chegamos a este matadouro flutuante, precisamos retroceder três séculos até um funeral modesto, onde três pares de escravos lutaram para honrar um patriarca morto, plantando, sem saber, sementes que floresceriam em atrocidades em todo o império.


    A espada de bronze raspou contra a pedra enquanto o primeiro gladiador da história romana caía em um funeral. Era 264 a.C. e Decimus Junius Brutus Scaeva acabava de inventar uma tradição que sobreviveria à sua civilização. Seu pai jazia na pira funerária envolto em panos caros, cercado por parentes em prantos.

    Mas Decimus havia preparado algo especial, o que ele chamou de seu munus, seu dever para com os mortos. Seis escravos estavam no espaço limpo em frente à pira; amigos, provavelmente homens que trabalharam nos mesmos campos, comeram da mesma panela, dormiram nos mesmos aposentos. Agora, eles seguravam espadas desconhecidas, suas mãos agrícolas tremendo nos cabos militares.

    “Lutem!” Decimus ordenou. “Honrem meu pai com seu sangue.” A multidão de enlutados se agitou. O sacrifício humano não era romano. Era o que os bárbaros faziam. Mas isso não era sacrifício, Decimus garantiu. Isso era diferente. Era esporte com propósito.

    O primeiro par circulou um ao outro. Dava para ouvir a respiração deles sobre os hinos fúnebres. Não eram lutadores treinados. Eram ferramentas agrícolas munidas de armas. Um escravo, vamos chamá-lo de Marcus, continuava olhando para a pira funerária, depois para o oponente, depois para os guardas armados que os cercavam. A aritmética era simples: lute contra seu amigo ou morra de qualquer maneira. Mas isso não era assassinato. Era munus, um dever sagrado.

    Marcus atacou primeiro, selvagem, desesperado. Seu oponente tentou se esquivar, mas não foi rápido o suficiente. Bronze encontrou a carne. A multidão engasgou, não de horror, mas de outra coisa, algo novo. O sangue espirrou no chão sagrado quando o primeiro homem caiu. O segundo par já estava sendo empurrado para a frente. Os enlutados se inclinaram. O choro havia parado.

    Quando todas as três lutas terminaram, três homens jaziam mortos e três estavam ofegantes, cobertos com o sangue de seus amigos. Decimus acenou com a cabeça em aprovação. O espírito de seu pai havia sido bem servido. “Os sobreviventes serão levados à liberdade”, anunciou Decimus.

    A multidão murmurou em aprovação. Justiça e misericórdia, perfeitamente equilibradas. “Belo”, alguém sussurrou. O que começou com seis homens acabaria por reivindicar milhões. Os convidados do funeral partiram com uma energia estranha. Eles vieram para lamentar, mas saíram discutindo as lutas.

    Em poucas décadas, o luto privado se tornaria vício público, e a palavra munus assumiria um significado que horrorizaria até seus criadores.


    A voz do senador ecoou pelos salões de mármore. “Dobre o número de gladiadores ou perca a eleição.” Era 216 a.C., mal 50 anos depois daquela primeira luta fúnebre. Marcus Ailius Lepidus estava diante do Senado, suor escorrendo sob sua toga.

    Ele não estava discutindo guerra, comércio ou lei. Ele estava negociando a morte como estratégia de campanha. “20 pares”, insistiu Lepidus. “Meu oponente promete 15. O povo espera mais.” A transformação tinha sido rápida. O que começou como ritos fúnebres privados havia se transformado em moeda política.

    Mas um ambicioso Edil estava prestes a mudar tudo. Gaio Scribônio Cúrio tinha um problema. O ano era 53 a.C. e ele precisava se tornar Cônsul. Sua solução remodelaria Roma para sempre. “Vou construir algo novo”, disse Cúrio aos seus assessores. “Dois teatros de madeira, costa a costa. Durante o dia, palcos separados para peças. Mas olhe só,” ele gesticulou excitado, “Eles giram. Os teatros giram em pivôs e se unem em um grande oval. Um anfiteatro para gladiadores!

    O Senado irrompeu quando Cúrio anunciou seus jogos. “Loucura!” gritou o velho Catão. “Lutar sem propósito religioso. É sacrilégio!” Em breve, a ascensão na carreira seria medida não em discursos ou leis, mas em contagens de corpos. Um historiador calculou que alcançar o consulado agora exigia causar aproximadamente 100 mortes.

    O grande orador e filósofo, Marco Túlio Cícero, escreveu a um amigo: “Assisti aos jogos de ontem dados pelo jovem Pompeu. 3 horas, 60 mortes. A multidão estava transportada. Temo no que estamos nos tornando.” O estado havia descoberto algo mais sombrio do que pão e circo. Eles descobriram que o derramamento de sangue compartilhado criava identidade compartilhada.


    O leão não comia há 8 dias, exatamente como os mestres das feras planejaram. No fundo das arenas de Roma, surgiu uma nova profissão: Bestiarii. Homens que entendiam que predadores naturais não eram cruéis o suficiente para o entretenimento romano. Eles precisavam de aprimoramento.

    A ciência era precisa. Com muita fome, os animais ficavam letárgicos. Com pouca fome, podiam ignorar os condenados. Em 62 d.C., um leão bem alimentado deitou-se ao lado de um prisioneiro cristão e dormiu. A multidão se revoltou. O mestre das feras foi dado a seus próprios animais no dia seguinte.

    Mas os prisioneiros aprenderam algo. Sentenciados ao damnatio ad bestias, eles começaram suas próprias contramedidas. Alguns se autoinfligiam a fraqueza esperando que os animais os achassem desinteressantes.

    Os mestres das feras se adaptaram. Começaram a misturar óleos aromáticos com o sangue pulverizado. Eles testaram combinações em escravos. Ciência servindo ao sadismo. Foi quando descobriram o suicídio no bloco de celas 3. O guarda encontrou-o, um guerreiro dácio que havia feito um laço com sua própria túnica. O que perturbou as autoridades foi a nota rabiscada na parede: “Morro Romano livre.”

    O suicídio tornou-se epidêmico. A administração via isso como roubo, roubando o entretenimento da multidão. Novos protocolos surgiram: vigilância 24 horas, alimentação forçada, mãos atadas. A ironia não passou despercebida. Roma se esforçava mais para manter os condenados vivos do que para alimentar os cidadãos comuns.

    Mas a inovação mais perturbadora veio de uma caixa de sugestões. Um cidadão propôs: “Por que não usar as famílias dos criminosos como motivação? Diga a um homem que seus filhos serão poupados se ele oferecer bom entretenimento.” A proposta foi adotada em uma semana.


    10.000 escravos passaram 6 meses cavando o que pensavam ser um reservatório. Eles estavam cavando a sua própria arena. Júlio César estava na borda da enorme bacia, sua capa púrpura chicoteando ao vento. O buraco se estendia mais largo do que o Fórum, mais fundo do que um prédio de três andares.

    “Quantos navios?” César perguntou. “40, Imperator. 20 de cada lado.” “E homens?” “4.000 prisioneiros, 2.000 por frota.” César sorriu. Os romanos tinham visto gladiadores. Eles nunca tinham visto isso: guerra naval real no coração de Roma. A própria história como teatro letal.

    César tinha uma batalha histórica específica em mente: “Eles recriarão Salamina”, disse César. Gregos contra Persas. A multidão conhece a história. Qual prisioneiro interpreta qual lado? Alguém perguntou. “Isso importa? Todos são inimigos de Roma.”

    A preparação foi meticulosa. Triremes ao estilo grego foram construídas, menores. Prisioneiros eram forçados a ensaiar a batalha. Eles seriam mortos a caráter. Após seis meses de escavação, a água inundou. Quando a água finalmente jorrou, os prisioneiros entenderam.

    Aquele que havia sido capturado em Alésia, agora acorrentado, ouviu seu destino. Eles embarcariam em navios. Eles lutariam. A última tripulação a flutuar viveria. A promessa de César. “Mas eu não sou marinheiro”, protestou alguém. Um guarda riu. “Você aprenderá rapidamente ou morrerá rapidamente.”

    O dia chegou. 40.000 romanos cercaram o lago artificial. O camarote de César dominava a margem leste. O massacre começou. 4.000 homens que nunca pediram para ser atores. A precisão de Salamina se dissolveu em sobrevivência caótica.

    Ao pôr do sol, apenas três navios permaneciam flutuando. 200 homens de 4.000. César, magnânimo, concedeu o perdão a todos. A multidão aplaudiu: “Tanta misericórdia. Tanta justiça.” Enquanto escravos drenavam o lago naquela noite, retirando centenas de cadáveres da água rosada, César já planejava: “Da próxima vez,” ele disse ao seu secretário, “precisamos de um local permanente.”


    Augusto César herdou a visão de seu tio. Sua Naumachia não era apenas maior, era uma cicatriz permanente na própria Terra. 1.800 pés de comprimento, 1.200 pés de largura. Um lago artificial que poderia conter 30 navios de guerra em tamanho real. A verdadeira inovação era invisível: um aqueduto inteiro, o Aqua Alsietina, construído apenas para inundar esta arena de morte.

    O engenheiro-chefe, Vitruvius, documentou a precisão matemática aplicada ao assassinato em massa. As vazões de água calculadas para encher a bacia em exatamente 6 horas. Sistemas de drenagem projetados para remover corpos eficientemente. A profundidade da água: 12 pés—suficiente para afogar, raso o suficiente para as equipes de limpeza.

    A primeira Naumachia em grande escala sob Augusto recriou a Batalha de Ácio. 30 navios de cada lado, 6.000 homens condenados. A ironia amarga: muitos prisioneiros eram veteranos da batalha real, agora forçados a encenar sua derrota. Após 3 horas, o sangue e os corpos sujaram tanto a água que os navios mal conseguiam se mover.

    Os engenheiros de Augusto instalaram um sistema revolucionário: tubos subterrâneos que podiam bombear água doce enquanto drenavam a contaminada. A infraestrutura da morte alcançou uma nova sofisticação.


    O músico tocava sua lira lindamente. O urso não se importava. Era a grande inauguração do Coliseu em 80 d.C. O condenado, um prisioneiro grego chamado Alexios, havia sido escolhido por sua habilidade musical. Ele morreria como Orfeu para o entretenimento romano.

    Alexios começou a tocar. O urso de 400 libras de fome engenheirada emergiu. Na mitologia, a música de Orfeu acalmaria a fera. Alexios tocou mais alto, uma súplica desesperada. O urso parou, talvez confuso. Por um momento, mito e realidade se alinharam. Mas o treinamento superou o instinto. O urso avançou. Alexios continuou tocando até o último segundo.

    Marcial assistia. O poeta da corte escreveu, com ironia amarga: Orfeu encantava toda a natureza nas histórias antigas, mas na arena de César, o urso não se comoveu com a canção. Talvez nossas feras sejam mais surdas do que o mito contava.

    Roma não apenas matou um homem. Eles assassinaram o próprio significado. As histórias sagradas que ensinavam os valores da civilização se tornaram roteiros para a execução.


    O tecido encharcado de piche grudou na pele em momentos. A vítima se tornaria uma tocha humana. Nero havia elevado a execução à forma de arte. A tunica molesta, a “camisa incômoda”, era sua obra-prima de crueldade. Pura horror, disfarçado de justiça.

    O processo era metódico. Os prisioneiros eram despidos e seus corpos revestidos com cera. Depois vinha a camisa, tecida em tecido grosso e encharcada em piche, enxofre e resina. A mistura era precisamente calculada: queimar quente o suficiente para garantir a morte, lento o suficiente para garantir o espetáculo.

    Nos jardins de Nero, postes especiais foram erguidos em intervalos artísticos. Arquitetos paisagistas garantiam o espaçamento adequado para visualização ideal.

    Uma inovação agradou particularmente a Nero: cronometrar as ignições para o pôr do sol. À medida que a luz natural diminuía, tochas humanas iluminavam suas festas. Convidados passeavam entre corpos em chamas, discutindo política e poesia, enquanto homens gritavam acima deles.

    Mas as últimas palavras de uma vítima assombrariam até os carrascos. Cláudia, uma costureira cristã. Enquanto a preparavam, ela falou claramente: Vocês me vestem em chamas, mas se vestem de vergonha. Minha dor termina esta noite. A culpa de vocês queima para sempre.


    O filósofo cristão Tertuliano estava entre a multidão forçada a testemunhar a execução de seus irmãos. Em vez de desespero, sentiu clareza. Ele escreveu naquela noite: “O sangue dos mártires é a semente da igreja.” Toda tocha que Nero acende ilumina não nossa destruição, mas sua própria escuridão.

    O espetáculo destinado a aterrorizar tornou-se testemunho. Nero transformou a execução em evangelismo, embora nunca o entendesse.

    O maior mestre moral do império deixou a arena sentindo-se mais cruel e desumano. Lúcio Aneu Sêneca, filósofo estoico e conselheiro de imperadores, havia assistido aos jogos. Não aos espetáculos elaborados, mas às execuções do meio-dia, o entretenimento do intervalo: matança pura sem pretensão.

    Ele escreveu ao seu amigo Lucílio: Eu entrei ao meio-dia, esperando esporte e alguma diversão. Foi o contrário. O combate da manhã era misericordioso em comparação. Agora não há nada além de carnificina.

    O horário do meio-dia era reservado para os noxii, criminosos sem treinamento, sem armas que valessem a pena, sem esperança. Eles eram agrupados na arena e ordenados a matar uns aos outros. O único caminho de saída é a morte.

    Sêneca continuou assistindo, mesmo documentando sua própria corrupção: “Volto para casa mais ganancioso, mais ambicioso, mais voluptuoso, ainda mais cruel e desumano”, confessou. A honestidade era chocante. A maior mente de Roma admitindo que a proximidade do assassinato sancionado o havia infectado com sua doença.


    Abaixo da areia, 200 homens trabalhavam em polias e tubos. Eles nunca viam as mortes que possibilitavam. O hipogeu do Coliseu era a maior maravilha de engenharia de Roma, um labirinto de câmaras e mecanismos, uma cidade subterrânea dedicada a entregar a morte eficientemente.

    Os escravos trabalhavam em perpétuo crepúsculo. Eles eram os bastidores invisíveis do massacre. O engenheiro-chefe hidráulico, Gas Maximus, ativou sua obra-prima: tubos que podiam encher a arena em 2 horas. Durante um teste, gritos vieram da seção 12. Vinte escravos foram pegos pela inundação. As portas de saída selaram automaticamente.

    Gás ouviu seus punhos batendo contra as portas de bronze, seus gritos se tornando mais desesperados enquanto a água subia. “Liberem os selos!” ele gritou. “Não podemos”, respondeu seu assistente. “Drenaria a arena. O imperador fará a revisão amanhã.”

    O supervisor de Gás o deteve: “20 escravos ou a desgraça diante de César. Qual você escolheria?” O bater parou após 10 minutos. O teste foi considerado bem-sucedido.

    O pedido especial do imperador chegou: inundar durante a luta. A ordem veio de Cláudio para sua grande Naumachia: deixe os condenados lutarem enquanto a água sobe ao redor deles. Transforme o combate naval em uma corrida contra o afogamento.


    As trombetas imperiais ecoaram sobre a água enquanto 19.000 homens condenados perceberam que seus perdões prometidos eram teatro. Cláudio se levantou em seu camarote. Retomem o combate. Morram gloriosamente. Esta é a minha misericórdia. Uma morte com significado, em vez de mera execução.

    O que se seguiu não foi batalha, mas assassinato mecanizado. Homens exaustos balançavam espadas. Navios colidiam sem estratégia, apenas tentativas desesperadas de terminar o inevitável mais rápido. A água, já rosa, ficou carmesim. Auxiliares com lanças esperavam na beira da água, empurrando os que tentavam nadar de volta.

    Um prisioneiro dácio atirou sua espada: “Já lutamos. Nós saudamos. Fizemos tudo o que era necessário.” Arqueiros pretorianos responderam com flechas para ferir, forçar o combate a ser retomado.

    Ao pôr do sol, nenhum dos 19.000 estava vivo. Cláudio cumpriu sua promessa da maneira mais cruel. Eles receberam a misericórdia da cessação da existência no mundo de Roma.

    O Senador Cássio escreveu naquela noite: Assisti a jogos por 40 anos. Hoje foi diferente. Não assistimos a homens morrerem. Assistimos à alma de Roma se afogar com eles.

    O apetite não evoluiu. As palavras de Sêneca ecoam: Cada espetáculo de sofrimento que consumimos para entretenimento nos torna mais cruéis e desumanos. Simplesmente não percebemos porque nosso coliseu é digital.

    Os 19.000 que morreram na Naumachia de Cláudio acreditaram que a civilização significava algo, que as regras importavam. Eles descobriram tarde demais que, quando o entretenimento se torna mais valioso do que a humanidade, nem mesmo o cumprimento perfeito pode salvá-lo de se tornar “conteúdo”.

    Seus corpos foram queimados em piras em massa fora de Roma. Sem nomes registrados, apenas estatísticas no registro de conquistas de um imperador. 19.000 humanos reduzidos a uma única linha.