Author: nguyenhuy8386

  • 💣 BOMBA ATÔMICA! O FIASCO FINAL: DOCUMENTOS VAZADOS REVELAM MESADA DE R$ 300 MIL DO INSS AO FILHO DE LULA E O GOVERNO CAMINHA PARA O COLAPSO

    💣 BOMBA ATÔMICA! O FIASCO FINAL: DOCUMENTOS VAZADOS REVELAM MESADA DE R$ 300 MIL DO INSS AO FILHO DE LULA E O GOVERNO CAMINHA PARA O COLAPSO

    Senhoras e senhores, tudo bem? Saudo a todos com a paz de Cristo. Obrigado você curtindo, compartilhando e também se inscrevendo nesse canal. É, a CPM descobriu uma coisa hoje braba, hein, rapaz. Trazer para vocês isso aqui agora. Trazer isso aqui agora que é muito grave o que a gente vai trazer para vocês aqui.

    Beleza, pessoal? Olha como eu tava olhando as notícias aqui agora. o presidente da assembleia, né, lá de do Rio, o Rodrigo, que foi preso ontem, que que a Polícia Federal fez para prender ele? Não foi lá não buscar ele. A superintendente aqui da Polícia Federal convidou ele para uma reunião, entendeu? Aí convidaram ele para uma reunião, ele pegou e foi, né? Ele pegou e foi, rapaz.

    Chegando lá, teve a voz de prisão, né? Deram voz de prisão a ele. Vamos lá. O foi descoberto também aqui uma uma mesada, mais uma, né? Mais uma aqui, eh, do filho do do Lula. Vamos trazer para você aqui. Filho do Lula. Vamos ver aqui. Mesadinha, pessoal, de é mesadinha ali de R$ 300.000. Daqui a pouco nós vamos trazer eh para vocês aqui uma mesadinha de querer ver 300 pau por mês.

    Esse governo gosta do tal do mensal. recebeu mesada de Lula recebeu mesada de filho de Lula recebeu mesada de careca do INSS. Diz testemunha. Aquilo que a gente já estava suspeitando realmente está agora sendo trazido pela imprensa. Tem um requerimento de convocação do Lulinha. Olha que absurdo. Familiares do Lula, segundo relatos de testemunho, se aproveitando do roubo dos aposentados para enriquecer.

    Governo requentador e reativo de Lula agora tem marca e discurso  competitivos - Estadão

    O nosso requerimento de convocação será votado hoje aqui na CPMI do filho do Lula, do Lulinha, e está morando inclusive no exterior. E segundo a matéria teria recebido R$ 300.000 por mês de propina do INSS. Quero ver quem vai ter coragem de blindar o Lulinha hoje aqui na CPMI do INSS. Mais um absurdo deste governo da corrupção. Tá aí.

    E a CPM, pera aí que tem decisão do Supremo agora também já, hein? Pera aí. O Zanim, Zanin acaba de votar, tá bom? Então, o Zanin votou. A primeira turma do Supremo Tribunal Federal formou maioria agora a pouco, agora nessa quinta-feira para condenar os cinco ex-integrantes da cúpla militar da Polícia Militar, os coronéis, né, aí de Brasília.

    O ministro Cristiano Zanin apresentou seu voto e acompanhou o relator, ministro Alexandre Moraes, para condenar os PMs e absolver outros dois. Nas justificativas, a linha afirmou que, apesar de divergir em relação a alguns pontos da dosimetria da pena em atenção ao princípio da cogialidade e as demais manifestações por mim já expressadas e etc.

    Pessoal, a multa deles foi alta, tá? São eh coronéis, pessoal, Fábio, são o Cleptor. Nós temos aqui também o Jorge, o o Jorge Naime, né? O Naime, conhecido como Naim, Paulo José Ferreira e Marcelo também aqui, ó. E olha, apenas, as penas são altas, viu, pessoal? Os três votaram defendendo a absolvição de Flávio e Rafael.

    Ó, multa de R$ 30 milhões deais de forma solidária por danos morais. Tá, a ministra não votou ainda, Carmen Lúcia, só falta ela, mas já estão condenado, né? E também é o pagamento aqui de 6 milhões cada um patrimônio. Então eles foram multados em 30 milhões, 6 milhões cada um e 30 milhões de maneira coletiva, né? 6 milhões é o CPF dele que vai ter que de cada um que vai ter que pagar 6 milhões.

    5 vez eh foi se é 5 x 6 30. Tá? Então dá 30 milhões. Foi duas multas, então de 30 milhões, né, no caso. E o patrimônio deles todo bloqueados. E também nós temos, ah, tá, a perda da função pública, beleza? Ou seja, não serão mais coronéis. É brabo, hein? Aí envia para o governador, né, a decisão do colegiado e o Ibanês então vai demiti-los.

    Marcelo, e se o o o governador não demitir? Se o governador não demitir, eh, é a mesma situação, pessoal da Carla Zambelli, do Ramage lá na câmera, as suas casas, nesse caso, a casa, vamos dizer ali, né, dos PMs é o estado, né? Se o governador não demitir, o governador é que estará cometendo um crime de desobediência.

    E o governador pode ser até preso, né? Inclusive já foi, né? Já foi afastado o governador. Preso não, mas afastado foi pelo próprio Morais. Então, se ele não acatar a ordem, a decisão, ele poderá ser afastado, poderá ser preso. É isso aí. Ele vai acatar. Hum. Ele não tem muito saída não, tá? Porque para ele, pessoal, para ele tanto faz, entendeu? Demitir quatro para ele, para ele tanto faz isso aí.

    Quatro genera eh coronéis, para ele tanto faz. Tá bom, vamos lá. A CPMI, pessoal, acabou de aprovar aqui a convocação aqui que é a bomba, hein? CPMI do INSS acaba de aprovar, pessoal, a quebra dos sigilos bancários, fiscal e telefônico de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Rapaz, empresário também foi convocado para prestar depoimento na CPMI, rapaz.

    Olha, olha, isso aqui é uma bomba atômica, tá, pessoal? Tá? O a quebra do sigilo desse camarada aqui é uma bomba atômica. Por quê, cara? Vai ser muita gente aí que vai ser preso. Vai ser muita gente. Esse cara tem uma linha de de comparsas muito grandes e só gente da alta. vão descobrir muita coisa.

    O problema é começar a aparecer PT, PT PT naquela lista ali. Aí é óbvio que a Polícia Federal vai recuar, né? Né? Pelo menos eu acho, né? Mas que vai cair muita gente, vai. Hã? Ai, ai, vai pegar brabo ali. A CPI, a CPMI do INSS aprova a convocação da quebra dos sigilos. Então, né, o colegiado também decidiu convocá-lo para prestar depoimento.

     

    O relator, deputado Alfredo Gaspar do União afirma que ele tende de prestar esclarecimento sobre as operações do Banco Master, sobre os créditos consignados aposentados. Em decisão individual, a desembargadora Dra. Solâ Salgado da Silva mandou soltar ele. Pessoal, tudo desse povo é tudo desse povo é é um é esquema, né? Aí descobriu-se que a desembargadora que soltou ele usou um advogado dele no passado, porque a desembargadora deve ter precisado de algum serviço, né, de advogado.

    Aí, ó, me arruma um advogado bom aí, ó. Tá aqui, ó. Meu advogado vai te defender aí. Por quê? As pessoas esquecem disso, pessoal. O fato da pessoa ser juiz, ela ser promotor de justiça, ela ser delegado, qualquer um deles que entra numa enrascada, eles precisam do advogado, tá bom? precisa, não tem jeito. Precisa viu? Se o cara processa o Xandão, ó, pro Xandão, eu vou te processar, beleza? O ministro vai precisar do de um advogado para defender ele.

    Você sabia disso? Toda toda a encrenca o advogado precisa, pessoal. Precisa. O advogado, ele pode se defender sem ter um um outro advogado, mas nenhum juiz, ninguém pode ali eh ele precisa sim de um advogado quando o bicho tá pegando, né? O juiz ele não pode advogar, entendeu, pessoal? O juiz não pode advogar, né? O assim, o único homem que pode advogar no Brasil é o ministro Alexandre de Moraes, né? Ele é delegado, ele é juiz, ele é enfermeiro, ele é pai de santo.

    Tudo isso aí ele é, né? Agora do mais, meu amigo. Ai, ai, você já sabe como é que é o negócio, né? Gilmar se manifesta sobre a decisão, né? Eh, que ele tomou e ele disse que eh não foi para blindar os ministros. Imagina se fosse, né? Imagina se se não se não fosse, né? Ele disse que não foi jamais foi para blindar. Tá bom.

    Me engana que eu me engana que eu gosto, né? É, bicho. Esse Brasil nosso é um é um negócio esquisito, né? Meu Deus do céu. Vamos lá. Me ajuda aí a curtir, me ajuda a compartilhar também. Aí vamos falar sobre a paralisação dos caminhoneiros, tá bom? Vamos, vamos lá. Vamos falar sobre essa paralisação que as pessoas eh estão estão me perguntando muito sobre essa paralisação, tá, pessoal? Essa paralisação ela não deu em nada, tá? Apesar de de protocolo, apesar de, né, protocolo, é um monte de coisa, né, pessoal? Ah, vamos protocolar aqui, vamos não sei o

      Nenhum caminhão parou. Ou seja, e esquece também parasa ação de caminhão esse ano. Esquece. Vamos falar da anistia, tá? Anistia. Anistia. Eh, há uma luz no finalzinho do túnel. Paulinho da Forca, ele disse, ele tá me processando, eh, Paulinho da Forca disse o seguinte, que eh ele já conversou com o Supremo e que se quiser a dosimetria, ele reduz a pena de Bolsonaro para 2 anos e os presos do de janeiro todo mundo será solto, mas continuarão com crimes.

    respondendo pelos crimes. Ou é isso ou é nada. E aí, o que que você me diz? Hum. Vamos lá. Falando sobre Bolsonaro, né? Eu protocolei ontem, né? Ixe, acabou de sair aqui informação da Zambell, hein? Ih, ela tava na audiência agora. Recebi agora a informação da Zambell. Pera aí, eu protocolei ainda pela madrugada, porque o protocolo é online, tá pessoal? Eu não fui no Supremo, não.

    Se eu posso protocolar da onde eu quiser, eh, basta ter internet e um computador, né? Ah, uma entrevista com Bolsonaro, tá bom? Então, a qualquer momento aí nós podemos ter aí uma decisão do Morais, tá bom? Protocolei pela madrugada, assim como eu prometi vocês. Corte italiana, onde Zambell estava sendo julgada agora a pouco.

    Lula recua após inverter lógica do narcotráfico

    Remarca a data para decidir sobre extradição de Zambelli. Uai, o que que aconteceu? A audiência de extradição da Carla Zabell foi realizada em Roma nessa quinta-feira, dia 4 às 15 horas no horário local. Na Corte de Apelação Italiana que decidiu adiá a definição do caso, o tribunal vai examinar novos documentos anexados pela defesa antes de anunciar a decisão.

    Ela tá 130 dias preso, presa, né? Uma nova audiência está marcada para o dia 18. Uai, colocaram aqui 18 de novembro. Não, nós estamos em dezembro. Então, eh, acompanhada do marido Antônio, Zambelli não falou com o jornalista ao chegar na corte, vestida com casaco marrom e calça preta, ela limitou-se a cumprimentar a imprensa com uma piscada de olho.

    Ela deu a ocorrência ocorreu a portas fechadas. A defesa deputada relatou que reuniu documentos ali e que por isso foi adiada, né, remarcada ali. Eu acredito, pessoal, pelo que eu vi aqui, eh, colocaram novembro aqui, mas deve ter errado aqui. Eh, seria então talvez dezembro, né? Seria colocar aqui 18 aqui mais deve ser 18 de dezembro, tá bom? para decidir sobre a extradição da Carla Zambelli.

    Coitado da Zambelli, né? A gente fica até triste com a com a situação da Zambelli. A gente fica triste. Todos os patriotas do Brasil inteiro estão sofrendo. Chegando o Natal. Natal é um momento de família. A gente lembra da família, da ceia. Nem que seja a ceia para comer ovo e farinha seca, pessoal. Nem que seja.

    Não é isso, não é a comida, é a confraternização ali em família. Dói você tá distante, você faz uma chamada de vídeo e a lágrima caindo. Aí você depois da ligação você fica pior ainda, porque a saudade bate, porque você vê o filho chorando. Eu conversei hoje com o nosso amigo aqui, que vocês ajuda ele todo mês, o senor Paulo na Argentina.

    Ele tem uma filha da idade da minha, né? Da idade da minha. E ele fala, ele fala assim: “Pai, que dia que você vai voltar para casa?” E ele não sabe a data, tá? Se é que se é que vai conseguir voltar esse ano. Hoje de manhã eu lembrei dos patriotas. A minha filha me acordou hoje de madrug de manhã cedinho e ela deixa ali na cabeceira da cama um livrinho de eh historinhas.

    E a minha filha disse: “Papai, qual a historinha que o senhor quer que eu conto pro senhor?” Chapeuzinho vermelho, três porquinhos. Falei: “Filha, os três porquinhos.” E ela começou a ler 7 anos ela começou a ler. Então, cara, você lembra aí do do pessoal do de Janeiro, longe da família, dos netos, dos filhos, cara, aquele patriota que nós ajudamos aqui, né? Eh, que nós ajudamos aqui lá da serra, né? 3 anos sem ver os filhos.

    3 anos, cara. três e vocês ajudaram no dia das crianças, foi lá, imagina o abraço. Não filmaram porque não pode filmar. Eu queria te mostrar aqui, ó, uma coisa aqui, ó. Assiste isso aqui. Assiste isso, por favor. Aí, ó. Olá. Oi, meu nome é Núbia Tânia Pavares da Costa. Sou condenada a 17 anos pelos atos do 8 de janeiro e venho aqui por meio do programa, né, da ajuda Marcelo Suave, pedir a sua colaboração para que eu possa ver meus netos nesse Natal.

    Eu já estou aqui há 1 ano e 6 meses na Argentina exilada. Não tem sido fácil ficar longe da minha família, mas os meus três netos são tudo, sabe? Eles são a minha esperança, o futuro. Eu tenho um neto de 8 anos que é o Henrique. Ele é autista. A Isabela tem 3 anos e o Eduardo tem quatro.

    E é muito horrível estar longe deles, porque eu sinto muita saudade e eu preciso muito da sua ajuda. Se você puder colaborar, fazer um Natal de um exilado feliz, Natal no exílio com a minha família, pelo menos os meus três netos, minha nora e meu filho, vim passar o Natal comigo aqui na Argentina. Conto com a sua colaboração. Muito obrigado, Marcelo Suave, pela sua ajuda, pela sua atenção. Deus abençoe a todos.

    É ministro Alexandre Morais. É ministro. Dói, né, assistir isso, né? E tá aqui os netos dela, ó. Isso aí são os netinhos dela. Os netinhos. E ali tá o o o genro e a filha ali, ó. Aí está os três netinhos. Você imagina a saudade, você imagina a dor, tanto de lá como de cá, né? De cá. Isso me parte o coração, pessoal, de ver um negócio desse, cara. Me dói a alma.

    Você tem neto aí? Tem, tem filho? Aí, ó. Uma família devastada, destruída, um ano e se meses sem ver os netinhos. Eu fiz os cálculos aqui das passagens, ela me mandou aqui, ó, e dá 2000 2190 dá as quatro passagens. Até que não é muito caro, né? É R$ 438 cada passagem, tá? Cada passagem. R$ 2100.

    Eu queria te convidar pra gente fazer essa mãe, essa avó feliz e os netinhos também para que eles vão na Argentina. Eu não perguntei qual o estado que ela mora, mas ela tá na Argentina para fazer essa família feliz. O abraço não tem preço, pessoal. Isso que a gente tá fazendo aqui não tem preço. A família ali, mesmo chorando mesmo, mas junto ali, porque ela não sabe que dia que vai ver, pessoal, os netos.

    Então a gente pede a vocês aí, você que é mãe, você que é avó, cara, vamos ajudar essa pobre mãe. Isso é uma história mais difícil do que a outra, cara. Nos ajude. R$ 2100 nós vamos conseguir até amanhã, em nome de Jesus. Nós consegue, pessoal. Nunca fizemos uma campanha aqui que nós não conseguimos. 27998 005395. Esse número também é WhatsApp, é Pix, é WhatsApp.

    Aí você manda, salva esse número e manda para mim o comprovante e fala parinhos que eu vou salvar o seu número e eu vou te responder. Eu respondo todos, né? Todos que mandam. Por favor, nos ajude agora, por gentileza, e que Deus te dê em dobro. Forte abraço.

  • 💣STF PEGA SERGIO MORO! Provas para prisão após bomba pesada

    💣STF PEGA SERGIO MORO! Provas para prisão após bomba pesada

    O STF pegou o Sérgio Moro, hein? E se tudo que foi falado contra ele for verdade, ele vai pegar uma cadeia pesada. Porque existem denúncias contra o Sérgio Moro que ele usou policiais disfarçados, grampeamentos ilegais para poder espionar pessoas com foro privilegiado na época que ele era juiz lá em Curitiba.

    E isso é muito, muito grave. Sérgio Moro tentou se defender das acusações que foram feitas contra ele e, na minha opinião, ele não convenceu ninguém porque ele foi denunciado ou acusado por um empresário, um ex-deputado estadual do Paraná chamado Tony Garcia, que falou que ele foi usado e pressionado por Moro para espionar essas pessoas com foro privilegiado.

    Só que ao invés de tentar falar alguma coisa, Moro disse que a prisão do Tony Garcia não tem nenhuma irregularidade e que não dá para se basear no relato de um condenado. Na minha opinião, uma fala muito ruim, porque Tony Garcia não está falando que Moro agiu errado na prisão dele. E se o relato de um condenado não serve, o que Moro fez com as delações premiadas, que são relatos de condenados? Essa operação que aconteceu da Polícia Federal lá em Curitiba pode não ter tido Moro como sendo o objeto principal, mas ele é o pivô disso tudo. Coloque nos comentários

    se você acha que Sérgio Moro vai acabar indo para a prisão. Os relatos do Tony Garcia da espionagem que Moro promovia são verdadeiros ou não? Por que que a 13ª vara de Curitiba relutava tanto em encaminhar para o STF os documentos solicitados? Isso tudo é muito estranho na minha opinião e na sua.

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    Deseja que Moro se ferre gostoso? Se sim, tem que deixar aquele like no vídeo, o like do desejo dele se ferrar e se inscreva no canal. O ministro Dias Toffoli, ele do STF, claro, ordenou que a Polícia Federal realizasse uma operação de buscas lá na 13ª Vara Federal de Curitiba, a vara onde o Moro foi juiz e onde também aconteceu toda a operação Lava-Jato.

    O objetivo dessa operação da Polícia Federal era obter documentos anteriores a Lava-Jato, de operações lá do início dos anos 2000. operações essas que foram muito estranhas por conta de algumas denúncias feitas pelo empresário e ex-deputado Tony Garcia, que foi preso. Tony Garcia fez algumas denúncias e por conta dessas denúncias, o STF solicitou documentos da 13ª Vara de Curitiba.

    Documentos que nunca foram entregues mesmo depois de tantas solicitações do STF. Porque o Tony Garcia acusou o Sérgio Mour e a 13ª Vara de Curitiba de usarem ele para obterem informações de pessoas com foro privilegiado, algo que Sérgio Moro não poderia ter feito, porque autoridades com foro privilegiado são prerrogativas do Supremo e não de uma vara estadual ou de um juiz estadual, melhor dizendo.

    Então esse caso já vem se arrastando há muito tempo. São operações anteriores a Lava-Jato, desde lá dos anos 2000, que nunca foram plenamente esclarecidas, mas agora chegou o momento de esclarecer. Mas quem é esse Tony Garcia? E você vai entender como esse caso é muito esquisito. O Tony Garcia não é aquele tacla Duran.

    Tem aquele Rodrigo Tacla Duran, advogado da Lava-Jato, que foi eh estorquido, supostamente estorquido pelo pelo escritório do de advocacia do Sérgio Moro. Enfim, não é esse cara, é outro caso. O Tony Garcia era um empresário envolvido com problemas de corrupção e também foi um ex-deputado estadual. Ele foi preso em uma dessas operações do Sérgio Moro lá atrás e ele fechou um acordo de delação premiada junto com o Sérgio Moro.

     

    Nesse acordo, o que que ele tinha que fazer? Ele iria chamar pessoas importantes para o seu escritório, como ministros do STJ, desembargadores e até mesmo juízes, pessoas com foro privilegiado. No escritório do Tony Garcia, o o local todo tava grampeado, tinha escuta para todo lado. E o Sérgio Moro colocaria ou colocou, no caso, teria colocado um policial disfarçado de secretário do Tony Garcia.

    E esse policial também iria ajudar na espionagem dessas figuras com foro privilegiado. Isso é simplesmente gravíssimo. É uma coisa assim até holudiana. Vamos grampear tudo, bota escuta para todo lado, vamos ter um policial ali que ele vai ficar também monitorando. É uma coisa simplesmente absurda. E eu não duvido que o Sérgio Moro tenha feito isso, porque esse modos operante do Sérgio Moro aconteceu também na Lava-Jato.

    Várias pessoas relatavam escutas nas celas da prisão. O escritório do Cristiano Zanim supostamente também teve grampeamentos ilegais. Então esse modos operand não é estranho ao comportamento de Sérgio Moro enquanto juiz da naquela época. E depois vendo as combinações dele com Delton na Lanhol, Moro não era um juiz assim tão correto.

    E chama a atenção também porque no despacho do Dias Stofle, olha como a situação no Muro tá pesada, houve uma especificação muito curiosa. Nessa especificação, os agentes da Polícia Federal tinham que encontrar e aprender uma caixa amarela, extremamente específico. Que que era essa caixa amarela? A caixa amarela era a caixa que, segundo o Tony Garcia, isso em relato dele, ou seja, o relato do Tony Garcia tem sido utilizado pelo STF para guiar a operação.

    Então, há uma consideração que tudo que ele tá falando é verdade, ou pelo menos tende isso de ser verdade. Essa caixa amarela é a caixa que guarda os autos de 2008. Isso é muito antigo. E nessa caixa haveria vídeos e fotos de figuras com foro privilegiado obtidos pelo Tony Garcia. Então essa caixa amarela é a prova ou seria a prova cabal contra Sérgio Moro, que ele espionou ilegalmente pessoas com foro privilegiado sem ter passado pelo STF. E isso é gravíssimo.

    Dá cadeia pro Sérgio Moro, dá problema para ele, dá condenação. E ele simplesmente não comentou nada dessa operação. Ele que fala muito sobre segurança pública, combate a corrupção, mas lá na 13ª vara ele não falou nada. Claro, ele não era o objeto da diretamente da operação, mas ele tá envolvido porque ele era o juiz e ele tá sendo acusado pelo Tony Garcia.

    E Moro mais uma vez ele deu uma resposta muito ruim, muito, muito ruim, como ele já havia dado uma resposta no passado. O que que o Sérgio Moro falou hoje? Que essa operação, ela é baseada num relato fantasioso de alguém que não teve irregularidades na na sua prisão ou no seu caso. Sego Moro, quando ele fala isso, ele tá tentando desviar do assunto, porque o Tony Garcia não está falando que a prisão dele foi irregular.

    O que o Tony Garcia acusa Sérgio Moro é de ter sido usado pelo juiz para poder espionar pessoas com foro privilegiado. Então o Moro ele tá tratando de um outro assunto, uma clara tentativa de desviar o foco. E pior, na época, isso lá em 2023, quando esse caso ele, porque assim, esse caso do Tony Garcia, ele vai e volta, né? Ele aparece, depois ele desaparece.

    E nessas últimas vezes que o caso apareceu, o Sérgio Moro falou que não dava para confiar no relato de um condenado. Só que essa resposta do Moro foi completamente poeril, porque a Lava-Jato se baseou muito nos acordos de delação premiada e todas aquelas pessoas eram condenadas. Então não dá para levar em consideração nenhuma delação premiada.

    Se aquilo que o Tony Garcia falou tem provas e respaldo, dá para levar em consideração. Se aquilo que ele falou não tem respaldo na realidade, não dá para ser levado em consideração. Então o Moro parece que tá bem bem apertado nessa situação. Tá um cheirinho de cadeia, um cheirinho. Vamos ver.

  • BOMBA! CLÁUDIO CASTRO SERIA MEMBRO DO CV! PF suspeita e investiga

    BOMBA! CLÁUDIO CASTRO SERIA MEMBRO DO CV! PF suspeita e investiga

    A Polícia Federal está investigando se o governador Cláudio Castro do Rio de Janeiro tem ligações com o Comando Vermelho. Isso é extremamente sério. mostra que o Rio de Janeiro, de fato, está praticamente um narco estado e revela algumas situações suspeitas que começaram a pipocar ali e a colar de relações muito pernósticas de integrantes políticos do centrão com o crime organizado, com bando vermelho, PCC. É muito estranho isso tudo.

    A suspeita da Polícia Federal ocorre por conta do TH Joias, Rodrigo Bacelar, toda aquela relação muito estranha que está dentro do governo do Rio de Janeiro. E levantam outras suspeitas, porque aquela operação que o Cláudio Cácaro festejou, que tirou a vida de um monte de gente, ela foi vazada e o chefe do Comando Vermelho naquela região, o Doca, não foi capturado.

    Talvez a polícia tenha vazado a informação para o comando vermelho para que o Doca fugisse. Não descarto essa hipótese. E vai ter gente, isso é indubitável, políticos graúdos envolvidos com o PCC. A minha opinião, se essa situação se aprofundar, todo esse blá blá blá da direita de segurança pública cai por terra.

    Governadores de direita e o Banco Master | Monitor Mercantil

    Primeiro, por conta até mesmo dessa obsessão enfraquecer os poderes da Polícia Federal. E agora tudo se justifica. Coloque nos comentários se você acredita que Cláudio Castro fazia parte do Comando Vermelho. E o que que você achou daquela operação de ter vazado a informação pro chefe do do Comando Vermelho lá no morro do Alemão? Será que foi o governo Castro que vazou? Qual o impacto disso tudo para 2026? Like no vídeo se você considera isso suspeito e se inscreva no canal.

    A Polícia Federal está investigando se o governador Cláudio Castro possui relações com o comando vermelho. E qual é a suspeita da Polícia Federal? O Antônio de Paula é o deputado federal e ele tem tinha o pai que era deputado estadual. Quando o Antônio de Paula pai faleceu, abriu uma vaga que foi ocupada pelo Rafael Pisani, que era e o primeiro suplente.

    Só que o Pisiani não ocupou essa vaga. Ele foi chamado para ser secretário de esportes do governo Cláudio Castro e a segunda vaga de suplente abriu e foi ocupada pelo ex-deputado ex-deputado estadual TH Joias, que possui relação muito intrínseca com o Comando Vermelho. Ele era o integrante do Comando Vermelho, segundo aí as apurações.

    Dia da operação da Polícia Federal que prendeu o TH Joias, o Cláudio Castro deu um despacho exonerando o Rafael Pisiani da Secretaria do Estado, porque ao ser exonerado, ele voltaria para LERGE e dessa forma o TH Joias perderia o mandato automaticamente com o TH Joias com mandato preso ou eh com o TH Joias preso, mas em exercício do mandato, o que acabaria acontecendo? a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro teria que votar em manter a prisão dele ou manter o mandato.

    Isso causaria desconfortos. Mas o principal desconforto que é a suspeita da Polícia Federal é que essa manobra do Cláudio Castro foi para evitar desconfortos não do da Assembleia Legislativa com a população, mas da Assembleia Legislativa com o Comando Vermelho. Porque se o TH Joias ficasse preso, poderia passar a imagem que as pontes com o Comando Vermelho da Assembleia Legislativa estavam destruídas.

    E nós sabemos, segundo reportagens do jornal Globo, que um secretário, um subsecretário do governador Cláudio Castro possuíam relações diretas com o comando vermelho, pagando propinas para policiais, vazando e orientando operações da Polícia Federal com o Comando Vermelho. E aí está a minha suspeita com aquela operação que aconteceu no Morro da Alemanha e da Penha.

    Porque essa operação do morro do Alemão e da Penha, ela matou um monte de gente, melhorou a aprovação do Cláudio Castro, criou uma confusão para o governo Lula, porém não prendeu o chefe do comando vermelho da região, o Doca. Por quê? Porque ele fugiu, já que um dia antes a operação da polícia da Polícia Militar foi vazada.

    E ao ter vazado a operação, a operação não poderia ocorrer, mas mesmo assim ela ocorreu, o que é muito estranho e tem gente que fala que foi sucesso. Não desconfio que o governo Cláudio Castro tenha vazado essa informação para o Comando Vermelho. Eu não duvido por integrantes do Comando Vermelho que tinham contatos dentro do governo Cláudio Castro queriam marcar reuniões com secretários, não para tratar daquela operação específica, mas para tratar ali do dia a dia.

     

    Então, é uma situação que se a Polícia Federal investigar, eu acho muito, mas muito possível que haja alguma relação do governo Cláudio Castro com o Comando Vermelho e talvez com o próprio governador. Porque o Rodrigo Bacelar, que foi preso preventivamente pela Polícia Federal, que era presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, era aliado do Cláudio Castro e era o braço direito do TH Joias.

    O Rodrigo Bcelar vazou a operação da Polícia Federal para o TH Joias e falou e orientou a destruir provas. Por isso que ele tá preso preventivamente. Então você tem o o aliado ou ex-aliado, porque eles têm muitas indas e vindas e ele era o um candidato forte, o Rodrigo Bacelar, para ser o sucessor do Cláudio Castro.

    Então você tem um aliado do governo, presidente da Alerge envolvido com o crime organizado em deputados. Olha, tá muito estranho. E justifica, claro, a obsessão da direita de enfraquecer os poderes da Polícia Federal, começando com a PEC da blindagem, porque a PEC da blindagem, parlamentares só poderiam ser processados, investigados e presos sem estarem no exercício do mandato.

    Então, se, por mais que o TH joias fosse criminoso, se ele fosse deputado federal com a PEC da blindagem, ele não poderia ser preso nem processado, o que é estranho. Mas depois com a queda da P da blindagem veio o PL antifacção do Guilherme de Rit que em todas as seis versões enfraquecia os poderes da Polícia Federal no momento que Operação Carbono Oculto, Banco Master, operação Refit Manguinhos, todas elas com relações políticas estranhas de políticos com o crime organizado.

    Castro: "Não preciso que o governo federal venha fazer meu trabalho" | CNN  Brasil

    E não é organização criminosa, por exemplo, nossa, igual aconteceu com o Bolsonaro, que foi condenado por organização criminosa, não é relação direta com o crime organizado. E agora tem até o governador suspeito de fazer parte do comando vermelho. Então, enfraquecer a Polícia Federal evitaria justamente a descoberta dessas relações muito esquisitas, pelo menos.

    E eu sinto, olha, cada vez mais eu falei para vocês no dia que saiu a prisão do Rodrigo Bacelar, eu falei: “Olha, tá estranho, tá um cheiro”. esquisito, porque tem um monte de político que tá aparecendo aí em operações da Polícia Federal que tá tão pipocando, né? Tão pipocando. Sabe quando tem um filme e você começa a preparar o vilão, ele não aparece de cara? É uma sombra, é um nome que surge aqui, é uma história que conta, mas o vilão nunca é revelado, tá? Tá a mesma coisa.

    Agora é um assessor ligado com o PCC. Ah, é uma empresa da família que vendeu não sei que tem pro Comando Vermelho. Ah, é um deputado que era suplente que tem a relação ali. É um avião, no caso do Dr. Rueda, é o Cío Nogueira. É sempre, mas tá, tá sempre permeando, permeando toda hora. Vai ser divulgado, gente graúda.

    E não tô falando, não é vereador, é deputado, é governador, é senador que vai ter ligação direta com o PCC e com o Comando Vermelho. Vai haver essa divulgação, isso vai acontecer. É questão de tempo. É questão de tempo, porque tá tá tá tudo levando para isso. Você acha que a Polícia Federal já não sabe os nomes dos deputados? É claro que sabe, mas tá, ó, aos pouquinhos.

    E a direita depois vai querer enfrentar o Lula na segurança pública. Não vai, mas não vai.

  • TOFFOLI ENCONTRA PROVA-CHAVE PRA PRENDER SERGIO MORO E DECISÃO ESTÁ NAS MÃOS DE FLÁVIO DINO!! ACABOU

    TOFFOLI ENCONTRA PROVA-CHAVE PRA PRENDER SERGIO MORO E DECISÃO ESTÁ NAS MÃOS DE FLÁVIO DINO!! ACABOU

    E temos Pânico em Curitiba. Tá chegando a hora do Sérgio Moro enfrentar aí a justiça e pagar pelos crimes que cometeu. Já temos o Bolsonaro nesse exato momento pagando pelos crimes que cometeu. Tá faltando aí o infiltrado do governo dos Estados Unidos no Brasil, agente da CIA no Brasil, Sérgio Fernando Moro. A coisa tá ficando feia.

    Ontem teve uma mega operação da Polícia Federal em Curitiba na 13ª Vara Criminal. que é a vara ali onde atuaram o Sérgio Moro, depois a Gabriela Hart e depois o Boná. A os áudios ali da Vazato provaram que o Bon, que foi o último juiz da Lava-Jato, também tava perseguindo o Lula e foi ali uma mega articulação do Deltan Alanhou e do Sérgio Moro para colocá-lo ali.

    Pois bem, o que aconteceu? aconteceu que o Tony Garcia, que é um ex-deputado estadual, fez uma revelação muito eh bombástica ao Joaquim de Carvalho do Brasil 247 e que depois ele falou também em depoimentos à Polícia Federal em forma de delação. Que que disse o Tony Garcia? que ele era um agente infiltrado do Sérgio Moro por muitos anos e que para que isso acontecesse, para que ele fosse agente infiltrado do Sérgio Moro, ele estava ali sobem do Sérgio Moro.

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    O Sérgio Moro criou uma investigação, se você não sabe, toda investigação é um processo, uma investigação, né, um processo contra ele na 13ª Vara de Curitiba. E aí, como o Sérgio Moro era amigo dos procuradores, a qualquer momento o a o Ministério Público podia pedir a prisão do Tony Garcia e ele poderia ser preso pelo Sérgio Moro.

    Não precisaria de motivo algum, a não ser que ele cumprisse uma série de missões que foram estabelecidas pelo Sérgio Moro. O problema quem tenta defender o Sérgio Moro é o seguinte. O Tony Garcia apresentou provas, provas assinadas pelos pelo próprio Sérgio Moro. Tem vários documentos que foram assinados pelo próprio Sérgio Moro e que já estão em posse do Supremo Tribunal Federal, que tratam ali de 30 missões, 25 missões que o Tony Garcia tinha que cumprir para ele, depois mais cinco.

    No total 30 missões. Só que isso foi só o primeiro dos documentos, depois eram mais. Porém, o Supremo Tribunal Federal, quando viu o primeiro documento ali assinado pelo Moro, o Diastófoli falou pra 13ª Vara de Curitiba, Moro não é mais juiz lá, vamos lembrar, ele saiu eh da magistratura para se tornar ministro da justiça do Bolsonaro e depois foi candidato ao Senado e hoje é senador.

     

    E aí o Diastofol pediu para quem tá lá, olha, mandem esses documentos. preciso de todos os documentos referentes a qualquer processo envolvendo o Tony Garcia e envolvendo o envolvendo aqui esses fatos. O que aconteceu? Aconteceu que passou um ano e a 13ª Vara de Curitiba não mandou os documentos. Aqui tem um dos despachos do Sérgio Moro em que ele pede ali pro Tony Garcia investigar senadores, governadores, magistrados, etc, etc.

    Fala: “Ih, aí isso foi 2023, tá? Que veio à tona. Aí passou um ano, nada. Aí passou um ano e meio, nada. Aí há alguns meses o Diasto Stofol reiterou o pedido e falou: “É Ultimato, mandem esses documentos”. Queremos saber. O Sérgio Moro tá tem aí, temos aí os documentos, os despachos do Sérgio Moro. Isso são no âmbito de inquéritos que ele abriu.

    Se ele abriu esses inquéritos, tem processos dentro da 13ª Vara Criminal de Curitiba. Então, mandem todos os autos desses processos. Sabe o que que os bandidos de Curitiba fizeram? não mandaram absolutamente nada. Então, Jastófoli ordenou a Polícia Federal a fazer busca apreensão. E mais do que isso, não é apenas, não foi apenas uma operação de busca apreensão como uma operação normal dessas que você tá acostumada, acostumado a ver que a polícia chega na casa ou no escritório de alguém, vai lá, mete o pé na porta ou toca com painha, vai lá, vem embaixo do

    colchão se alguma coisa, abre os armários, pega os documentos, tira foto de uma coisa e outra, vai levando. Não, mais do que isso, muito mais, porque o Diastófol determinou que a Polícia Federal faça, fizesse a análise em loco, em loco ali dos documentos. Ou seja, a polícia foi lá com peritos e tudo para olhar lá dentro da 13ª Vara de Criminal de Curitiba todos os documentos, ou seja, eles estavam olhando já lá para saber o que levar, o que não levar e tirando foto de absolutamente tudo, porque vamos lembrar, é uma vara

    criminal e hoje o nosso poder judiciário, felizmente é 99% digital. Ainda tem muito papel, mas a maioria é digital. Antigamente não era, ainda mais na época que o Sérgio Moro cometeu esses crimes, era tudo papel, não era tudo digital. Você você podia até em determinados momentos tinha a versão digital dos processos, mas tinha o papel, é o que valia.

    E naquela época não era tudo papel. Então que aconteceu? O a polícia tinha que ir lá e olhar e é muito muito papel. Não dá para você levar todos os papéis que tem na vara de Curitiba, porque muita coisa não vai ter nada a ver com o processo. Então, polícia foi lá e fez análise lá mesmo. Agora prepara que a coisa vai ficar ruim pro Sérgio Moro.

    Estão fechando o cerco contra ele. E parece que o Tofol tá escolhendo um momento que é um momento em que dá tempo aí da investigação avançar e começar a avançar no ano eleitoral porque pelo que parece o Diastofol vai fazer com Sérgio Moro o que o Sérgio Moro gostava de fazer. O que o Sérgio Moro fez em 2014, 2016, 2018? Que que fez o Sérgio Moro nesses 3 anos, Thiago? Nessas três eleições, anos eleitorais, sempre invés para de eleição, a Lava-Jato, soltava alguma coisa? Sempre.

    E aí eram várias bombas, uma atrás da outra, sempre na véspera da eleição. Por quê? Porque aí ajudava o a ali a eleger alguém que não fosse do PT. Sempre eram bombas contra o PT. E agora o que o Jastófoli pelo de pelo andar da carruagem tá fazendo? Porque ele podia ter feito essas operações e tudo mais no ano passado.

    Inclusive não não podia não ter esperado 2 anos e 2 meses. Poderia ter feito esperado dois meses, três meses já mandado fazer operação um ano que ah, tal, mas não esperou um tempão. Por quê? que aí você vai ver os desdobramentos disso aí no ano que vem, em ano eleitoral, para soltar bomba contra o Sérgio Moro. No ano eleitoral, Sérgio Moro que é pré-candidato ao governo do Paraná, ele é senador por 8 anos, ainda faltam cinco de mandato.

    É aí é pra o cara concorre ao Senado e aí na eleição seguinte concorre ao governo. Se ele ganhar o Senado, ele concorre ao governo, porque se perder continuar senador. Se ganhar aí é governador e o suplente dele vira senador. Aí é isso. Só que parece que vai dar ruim aí o plano do Sérgio Moro, porque o o Tony Garcia apresentou já muitas provas da delação dele e agora o Diastofol tá indo atrás das outras provas.

    Eu eu fico pasmo. Eu nunca vi uma operação em que a imprensa dá tanta audiência para o que diz o bandido, que é o alvo da operação. Pfaz buscas em vá de Curitiba. Moro se defende. Aí a veja a reação de Sérgio Moro e tal, que é o quê? uma matéria só para mostrar o Sérgio Moro dizendo que olha, eu sou inocente, eu sou inocente.

    A Globo praticamente só fez matérias defendendo o Sérgio Moro. Você não vê detalhes ali da operação, não. É sempre a versão do Moro. E a maioria das matérias que falam da operação tem ali a versão do Moro. Falou: “Caramba, eu nunca vi isso em nenhum tipo de operação.” A imprensa dê às vezes mais espaço pra versão do Sérgio Moro, dizendo que não fez nada de legal, que são uma perseguição, que essa investigação nem sequer devia estar no Supremo Tribunal Federal.

    Aí ele sempre cita: “O Tony Garcia é um criminoso condenado. Quem condenou o Tony Garcia? É você. Aí por você fala: “O cara, é um criminoso condenado que já foi preso. Quem condenou e prendeu o cara? Você. Aí fica difícil para o Sérgio Moro. Para piorar, temos aí bombas do Gilmar Mendes. Olha só o que tá acontecendo. O Gilmar Mendes, ele processou, ele ele ele denunciou o Sérgio Moro por calunia difamação.

    Sérgio Moro pode pegar aí até 6 anos de prisão por isso aí. Não vai pegar 6 anos, tá? Mas o fato é que se ele pegar de quatro para cima, ele se torna inelegível. Esse é o problema Sérgio Moro. Aí o Sérgio Moro foi tornado réu h cerca de 3 meses, tá? E aí o Luis Fuxs pediu vistas do julgamento em que o Sérgio Moro foi tornado réu. Só que isso já faz quase três meses e o Luis Hooks não faz mais parte da primeira turma do Supremo Tribunal Federal.

    Então o que que já tá acontecendo? Já tá aí uma uma pressão para que o o Flávio Dino, que é o presidente da primeira turma do STF, para que ele já paute logo o julgamento do Sérgio Moro. Por quê? Porque o o Sérgio Moro já já virou réu, já tem 4 a 0 para ele se tornar réu. O Luiz Fux pediu vista, mas ele não vai mais votar porque ele não faz parte da turma.

    Então Sérgio Moro aí tá para ser julgado e condenado. Deve ser no comecinho do ano que vem, tá? Então ele vai entrar aí o período eleitoral provavelmente inelegível. Então, ano que vem reserva pro Sérgio Moro. Julgamento aí por um vídeo que ele disseminou contra o Gilmar Mendes, dizendo que o Gommar Mendes vendia sentenças e vai ser denunciado que o procurador-geral da República, se você não sabe o Gonê, ele é aliado do Gilmar Mendes também.

    Ele vai com sangue nos olhos para cima do Sérgio Moro, tá? E o Justofol também vai estar com sangue nos olhos para cima do Sérgio Moro. Eles vão com tudo para cima do Sérgio Moro. Então vai ser denunciado aí por esses crimes que cometeu contra o Dr. Antônio Garcia. Tem a delação, também tem a delação do que foi feita lá lá da Espanha, do Olha só que coisa, fugiu agora o nome contra o Sérgio Moro e tem a do Tony Garcia.

    Aí comenta aí o nome que eu esqueci agora. Aí o que que acontece? O Sérgio Moro vai entrar aí o ano de 2026 com dois processos com delações contra ele, que tem provas contra ele, que estão aí com investigações avançadas e com um processo em que ele pode ser preso. O que o bolsonarismo tinha na assim como carta na manga para 2027 em diante era o seguinte.

    Esse era o plano do Bolsonaro que eu já pelas pesquisas eu vi que começou a dar errado, tá? O plano do Bolsonaro era o quê? Fazer maioria no Senado. E tendo maioria no Senado, e não, eles não estão longe de ter maioria, não, tá? extrema direita, juntando ali com aquela parte da direita que que apoia a que sempre os apoia, eles chegam a ter aí 30, 35 senadores, dependendo da matéria, tá? Alguns até que não são aí de extrema direita, quando é para falar de impeachment de ministros do Supremo, por exemplo, estão com eles. E aí com essa maioria eles iam

    derrubar o Alexandre de Moraes, o Gilmar Mendes, o Diastófoli e outros aí, tanto os que a Lava-Jato queria derrubar como os que o bolsonarismo quer derrubar, mas principalmente Alexandre Gilmar Mendes e Diastófol. esses aí. E aí eles usariam a maioria deles no Senado para impor ali um uma espécie de olha aqui vai ser um uma ditadura, entre aspas, do Senado.

    Por quê? que a gente vai impor eh o impeachment de ministros do Supremo. Ah, o Lula ganha a presidência, ele vai indicar outro, a gente não aprova o ministro dele. E o Supremo vai ficar com menos ministros mesmo, até que fique só com quem a gente quer que fique. Se não se curvarem a nós, a gente derruba. É isso que tava querendo aí o bolsonarismo.

    Eles perceberam, pô, não é tão difícil ter maioria no Senado, porque o bolsonarismo é muito bom em eleições regionais e você vê que eles elegem governadores aí no numa proporção muito alta, mais alta que a esquerda, por exemplo. E e eles conseguem eleger senadores e deputados numa proporção infinitamente mais alta do que a esquerda.

    É só você ver, o Lula teve 48% dos votos no primeiro turno em 2022. Quantos deputados o PT elegeu? Qual, qual a porcentagem de deputados? 12%. Então, o Lula, 48% das pessoas votaram 13 para presidente, mas só 12% dos brasileiros votaram 13 ou em algum deputado do 13 para para deputado federal. Já o Bolsonaro, ele teve ali 20% da Câmara dos Deputados.

    E aí você fala: “Caramba, quer dizer, metade, quase de quem votou no Bolsonaro votou em um deputado do PL”. Só que se você contar que tem deputados do Partido Progressista, do União Brasil, do Partido Novo, eh tem aí de outros partidos aí do republicanos que se elegem na rabeira do Bolsonaro, você vai ver que ele elegeu quase o mesmo número de deputados do que o número de votos que ele teve no primeiro turno.

    É quase a mesma porcentagem. Ele elegia mais de 30% dos deputados. Aes fala: “Pô, que coisa! A esquerda não consegue fazer isso. A extrema direita consegue muito bem”. Pro Senado, a mesma coisa. Então eles perceberam, pô, se a gente eh vai renovar agora 2/3 do Senado, se a gente pegar parte dessas vagas, a gente tem maioria. Assim que eles estão pensando.

    Porém, John Arm Mendes soltou aí uma bomba ontem. O John Mendes eh mudou aí o regimento do Supremo Tribunal Federal, mudou ali as regras para se você não sabe, a Constituição diz o seguinte, que para impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal tem que ter uma lei. A Constituição não não diz o que fazer.

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    A a Constituição disse, tem que ter uma lei e aí tem uma lei que é de 1950 que trata disso e tinha um processo sobre isso que estava nas mãos do Gilmar Mendes. Qual é o entendimento da lei? Aí o Jil Mendes tomou ali a decisão de que olha quem pode pedir impeachment de ministros do Supremo é a procuradoria geral da República apenas e não senadores ou qualquer cidadão.

    E não se pode pedir impeachment de ministros do Supremo por decisões que eles tomem e sim se o ministro tá envolvido com algum crime. Por exemplo, ah, o ministro mandou prender o Bolsonaro, eu quero impeachment dele. Não pode. A não ser que você prove que essa decisão foi fruto de uma propina, de alguma coisa assim do tipo, aí é outra coisa.

    tá acusando ele de propina. A decisão é só o é só ali o parte do crime, mas o crime não é em si aquilo, não pode. Então isso acabou com os planos da extrema direita, porque eles estavam pensando, pô, vamos conseguir maioria no Senado. De acordo com os planos dele era deles eram o seguinte: Paraná elegem duas vagas, Santa Catarina duas vagas, Rio Grande do Sul duas vagas, Rio de Janeiro, duas vagas, São Paulo duas vagas.

    Aí você fala: “Caramba, já é muito estado aí”. Espírito Santo, uma ou duas vagas. Minas Gerais, uma ou duas vagas, a depender dos candidatos. Eh, Centro-Oeste, uma ou duas vagas para a extrema direita. Só que aí você vai ver a pesquisa em São Paulo, o Hadad lidera. Nas pesquisas que tem o Alkmin, ele Alkminera. Eu fala: “Pô, aí deu ruim para eles, hein?” Aí você vai ver no Rio de Janeiro começou a ter briga, já vai ter briga aí do Cláudio Caça com o Flávio Bolsonaro.

    Dificilmente vão conseguir as duas vagas, tá? Aí lá no Rio Grande do Sul você vai ver a pesquisa também. A esquerda tá ali e tem gente ali da daquela direita que não é direita bolsonarista também em segundo lugar. E o bolsonarismo tá em primeiro e em quarto. Você fala: “Ih, isso tá em quarto, tá ruim, hein? Tá ruim”.

    Aí você vai ver Santa Catarina, o o Carlos Bolsonaro tá brigando ali pela vaga, só que nessa briga o Décio Lima, que é do PT tá um ponto atrás em terceiro, um ponto atrás da Caroline de Tony. Aí você fala: “Ih, tem uma chance aí deles continuarem brigando e ele vão do Petra Catarina”. Aí fala: “Então tá dando ruim o plano deles.

    ” Só que agora o James soltou a bomba principal que é: “Olha, não tem mais como eles fazerem esse golpe.” Esse golpe, se você não sabe quem quem foi o primeiro ali a dar ideia desse golpe foi o próprio Sérgio Moro. Quando ele era ministro da justiça do Bolsonaro, ele deu a senha ali pros bolsonaristas. Olha, vocês estão aí com e e o Sérgio Moro tentou derrubar ministros doos do STF, tá? Isso foi, os arquivos da Vazajato mostraram isso.

    Ele tentou derrubar o Diastófoli, ele tentou derrubar o Gilomar Mendes e ele derrubaria qualquer um que fosse contra os seus planos. A e ele só foi para cima do Gilmar Mendes quando o Gilmar Mendes passou aí contra Lava-Jato. Aí ele deu assim: “Olha, você quer derrubar? É simples, tem que ter maioria no Senado.

    ” A partir de então o Bolsonaro passou a querer ter maioria no Senado. E aí o Sérgio Moro foi candidato ao Senado, exatamente para ser um ali que iria tentar derrubar ministros do Supremo Tribunal Federal. Aí você vê agora os ministros estão para prender o Sérgio Moro. E aí fique sabendo, tá? O Senado não é igual a Câmara.

    Na Câmara dos Deputados tem lá o Hugo Mota que tá salvando os bolsonaristas. no Senado, seja o Columbri, fosse o Rodrigo Pacheco ou qualquer outro, vai jogar o Sérgio Mouroslões sem dó nem piedade. Vai, ó, que seja, ah, nossa, você foi condenado, é, e a condenação da perda de mandato, então seu mandato está caçado desde já, porque a gente compra aqui a ordem do STF, não vamos ficar peitando o STF, não.

    No Senado é mais civilizado do que na Câmara dos Deputados, onde é um Deus nos acuda. É isso, viu? Então, a situação aí do Sérgio Moro tá ruim. Para mim, Thago, questão de honra prender o Sérgio Moro, porque vai ser a primeira vez que um agente da CEA vai preso no Brasil. Porque o que acontece que os Estados Unidos conseguem infiltrar tanta gente para cometer tanto crime contra o Brasil, é que esse pessoal, eles ficam blindados, eles nunca vão presos.

    É gente que entregava estatais lá nos anos 90, gente que até hoje desgraça o Brasil e quando você vai ver eles estão sempre dando tudo para as empresas estadunidenses. E aí o Sérgio Moro fez, ele foi ali a cereja do bolo dos dos golpes dos Estados Unidos aí no Brasil que foi, acabou com a indústria de de empreiteiras do Brasil, acabou com o negócio que era trilionário, que ia que fez o Brasil aí chegar o plano emprego na época, que era o Brasil fazia obras em todo mundo e se empregava brasileiros, porque tudo era construído no Brasil e abriu espaço para as

    estadunidenses. Ainda acabou com todo o projeto nuclear que tinha no Brasil de submarinos nucleares e tudo mais. Aí fala que coisa, né? Quantos serviços ele prestou aos Estados Unidos. Pois bem, tem que acabar preso. Veremos. Eu peço a sua inscrição no canal. Seguimos aqui na luta contra essa coisa maldita.

    E não se esqueça, eu venho falando aqui desde 2019, tá? Nós venceremos, eles vão acabar presos. falou.

  • FLÁVIO BOLSONARO TEM CRlSE DE CHORO E EDUARDO É CANCELADO APÓS QUEBRA-PAU COM MICHELLE! RACHA TOTAL!

    FLÁVIO BOLSONARO TEM CRlSE DE CHORO E EDUARDO É CANCELADO APÓS QUEBRA-PAU COM MICHELLE! RACHA TOTAL!

    E deu ruim aí pro senhor Eduardo Bolsonaro. Olha só, Eduardo Bolsonaro já tá em pânico aí depois da última ligação do Trump com Lula. Já já eu mostro aqui o vídeo do Trump falando que gosta muito do Lula e e dizendo que teve uma excelente conversa com o Lula e tudo mais. Ali já foi um bac para Eduardo Bolsonaro.

    Ele fez até um post nas redes sociais dizendo que recebemos com muita com muito otimismo a a notícia da reunião aí por conversa do Trump com o Lulo e tudo mais. fingindo que ele tá otimista. E aí no fim ele diz: “Confiamos no Trump para essa negociação”. Quer dizer, o cara mostra que ele não tá a favor do Brasil, ele tá a favor dos Estados Unidos.

    Confiamos no Trump. Ele se coloca como se ele tivesse escalado Trump para negociar com o Lula, para que o Bolsonaro tivesse anistia. Uma loucura. Uma loucura. Porém, a coisa piora. Por quê? Porque teve uma briga aí na familiar que começou no domingo com a Michele Bolsonaro, humilhando o deputado federal André Fernandes, que fez um acordo ali eh que foi um acordo referendado pelo Jair Bolsonaro e pelos filhos dele com o Ciro Gomes.

    Flávio diz que pediu desculpas a Michelle após críticas ao PL | CNN Brasil

    Ciro Gomes aí eh mostrando ali as garrinhas, né, mostrando que ele gosta da extrema direita. O acordo era eles ajudariam a eleger o o Ciro Gomes eh como governador e o Ciro Gomes ajudaria a eleger até com tempo de televisão um senador de extrema direita. Porque a extrema direita quer ter maioria no Senado para que eles possam colocar ali em pauta o impeachment do Alexandre de Morais, do Flávio Dino, eh do Gilmar Mendes e de todos os ministros do STF que eles não gostem.

    Pois bem, o fato é que deu ruim, né? A Michele Bolsonaro expôs o acordo e os bolsonaristas que não vêm, eles não vêm muitas notícias e tal, ele o bolsonarismo, você tem que ver, se você for num grupo de WhatsApp bolsonarista e eu tenho vários aí que eu fico monitorando, eles ficam numa loucura, parece um um surto coletivo. Aí eles ficam porque olha, e o Lula agora tá acabando com o salário mínimo, o Lula agora tá acabando com a economia.

    Olha o Brasil, a dívida do Brasil está aumentando e não sei o quê. E aí qualquer notícia positiva sobre o Lula, eles xingam, mandam banir a pessoa do grupo e eles ficam lá disseminando fake news sobre um monte de coisa que não tem nada a ver e eles ficam nesse surto coletivo e aí eles não vem as notícias do que o Bolsonaro faz.

    O Bolsonaro autorizou o acordo com Ciro Gomes. Ciro Gomes que o bolsonarismo odeia aquele acordo lá do Ciro Gomes é ajudar a a eleger um um governador, um senador de extrema direita no Ceará, que é um partido em que a esquerda tem maioria. E ele não ia ser eleito governador de jeito nenhum, porque nenhum bolsomían vai voltar no Ciro Gomes, nenhum.

    OK? Acontece que a Michele ganhou a briga, teve a reunião de emergência que que convocaram e na reunião de emergência, segundo aí fontes da imprensa, Flávio Bolsonaro chorou, chorou, abraçou a Michele e fizeram uma oração e pediu desculpas a Michele. Aí Michele falou: “Olha, desculpa por tratar isso de maneira pública, mas eu não mudo o meu posicionamento”.

     

    E o Flávio chorou e pediu, ó, desculpa aí por a gente ter te criticado. Recuaram. Eduardo Bolsonaro gravou um vídeo que eu não vou mostrar aqui o vídeo inteiro, mas ele gravou um vídeo em que ele tenta justificar o acordo, um vídeo de 3 minutos. Ele tenta justificar o acordo com Ciro. Ele fala: “Nós não vamos virar abortistas, nós não vamos virar de esquerda, mas é aquilo, porque a gente precisa para eleger um senador, que é o que faz falta ali pra gente chegar ao nosso objetivo, que você sabe qual é.” Ou seja, falando que eles

    precisam do Ciro Gomes para eleger um governador a mais de extrema direita, que é o que pode ser o fiel da balança lá em 2027 para eles conseguirem dar um golpe no Brasil. Pegou mal, viu? Pegou mal. Os próprios seguidores do Eduardo Bolsonaro, os próprios seguidores estão lá chincalhando com ele.

    A maioria dos comentários que aparecem para mim, os primeiros, fazer são de pessoas de esquerda, tá? Mas o pessoal da extrema direita tá detonando o Eduardo. Aqui os comentários com mais curtidas, tá? Dos bolsonaristas. Vamos lá. Fora estratégia, trocamos o Vanatem pelo Hugo Mota e estamos aguardando a anistia ser pautada até hoje.

    É outro aí. Um aqui fala sobre a briga ali no em pelo Senado no Mato Grosso do Sul. Aí ele fala ou vai dar quebra-palpa por lá também porque a família Bolsonaro quer impor ali nomes. Aí outro isso. Vamos brigar com quem defende os valores da direita, como Ana Campanholo, Ricardo Sales e Ciro Nogueira e Ciro. E depois nos aliamos com Ricardo Nunes, Ciro Nogueira e Ciro Gomes.

    Discorda dessa estratégia, deputada. Melhor perder de pé e trabalhar por uma vitória futura. Ninguém tá de apoio com ele. Aí Michele deixou clara a defesa innegociável de Deus. Pátria, família é prioridade. Até dá para entender articulações políticas e trocas de apoio no Senado, mas com Ciro Gomes não há menor possibilidade.

    Os próprios bolsonaristas, sério que vocês vão fazer um acordo com Ciro Gomes, mesmo depois de todos os ataques que ele fez ao seu pai, os próprios bolsominions estão detonando Eduardo Bolsonaro no vídeo dele mesmo, dizendo: “Pô, esse é o tipo de acordo que você faz.” Tem vários comentários que falam sobre toma lá daak.

    Esse é o tomada daak que vocês disseram que não iria ocorrer com Ciro Gomes que toma lá da cá com gente da direita, os bolsominans torcem o nariz, faz humá, vota lá no em alguém que seja da direita, que não é extrema direita e tal, mas pô, votar no Ciro Gomes aí é demais. O que os bolsominas dizem aí é: “Não somos trouxas, não vamos votar nesse cara”.

    Aí olha aqui que o Ciro conseguiu aquilo. A esquerda não vota nele de jeito nenhum e a extrema direita também não. Ficou com aqueles 3% que olha, capaz de hoje ser menos que 3%. Tá? Então tá aí. Aí saem notícias dizendo que o PL revu aí o acordo com Ciro Gomes e que eles não vão mais avançar nessa frente.

    Ou seja, foi explodido pela Michele Bolsonaro o acordo do Bolsonaro com o Ciro Gomes. A Michele saiu vencedora. O Flávio Bolsonaro chorou, pediu desculpas e depois anunciaram ali que o acordo já era. O que aconteceu foi o seguinte, eu vi uma análise, um vídeo da Andreia Sadia. André Sadia é uma das porta-vozes oficiais aí do Tarcísio, tá? Globo News tá 100% no projeto Tarcísio e no projeto Ciro Nogueira, sendo vice do Tarcísio.

    Tanto é que o Ciro Nogueira, Ciro Nogueira é aquele bandido ligado ao PCC, que eh aí viaja sempre de avião de eh de um desses bandidos que lavam dinheiro utilizando Bets e e tá ali envolvido em quase todos os crimes que tm a ver com PCC. Ele batia ponto no programa da Andreia Sadi, que é o é ou era o programa de maior audiência na Globo News.

    Toda semana tava lá o Ciro Nogueira e ele jamais era perguntado por nenhum dos cinco jornalistas ou ativistas neoliberais que estavam ali. Eh, ativistas de direita, né? Não são jornalistas, são ativistas de direita que disfarçam de jornalistas que tão ali. Ele nunca era perguntado sobre os laços dele com criminosos, com isso aí.

    Aí eu já vi gente, já vi jornalistas, fico com vergonha. Eu não sou jornalista, tá? Eu sou ativista. Não, não, não escondo isso aqui, não. Nunca escondi que eu sou petista. Ó, quando eu lancei aqui o Plantão Brasil em 2019, os canais de esquerda com mais inscritos eram de dois ciristas, tá? Para que você saiba. E a a esquerda tava ali naquilo.

    Muita gente ainda tinha medo de falar que era petista, tinha receio, o antipetismo tava muito grande, era praticamente um crime falar que era petista. Eu chegava aqui com estrela vermelha, com tudo, falava: “E sou petista, sou lulista, nós venceremos”. Eu nunca escondi, tá? Mas eu fico com vergonha quando eu vejo gente que é jornalista e que fala: “Ah, você não pode fazer certas perguntas porque senão o convidado não volta mais.

    ” Pô, mas se o convidado é um bandido, tem que fazer a pergunta mesmo. Se ele não voltar mais, Danis, nunogueira não alavanca a audiência da Globo. Não é que nossa, esse convidado dá uma audiência enorme, não. Então é ativismo político. E aí o que aconteceu? O o plano desse pessoal ali era ficar fazendo o tomal láada cá pro projeto Tarciso.

    Aí André Sadi fez um vídeo quase em tom de comemoração anteontem dizendo que olha o pessoal do centrão tá muito aliviado porque essa briga da Michele com a família Bolsonaro escanteou qualquer chance da Michele ser vice do Tarciso. Então não vai ter um os filhos do Bolsonaro já não tinham chance nenhuma.

    Então, não vai ter alguém com sobrenome Bolsonaro eh ali fazendo as articulações para um uma candidatura do Tarcísio. O que aconteceu menos de 24 horas depois aí do vídeo comemorando foi o seguinte: a Michele Bolsonaro ganhou a briga e a Michele Bolsonaro se cacifou no PL como ela é quem tem que fazer as articulações políticas porque se for depender do dos filhos do Bolsonaro, já era.

    Para piorar, já tem vários bolsonaristas, o Figueiredo, neto do ditador, é um deles, que já defendem. E aí eu, olha, eu fui o primeiro a falar isso, hein? Dessa vez você, plantonista vai espalhando aí quando isso se concretizar mais abertamente. Foi o primeiro a falar isso. O plano do Eduardo era prender o próprio pai, era prender o Jair Bolsonaro.

    Como assim, Thiago? É, é esse o plano do Eduardo Bolsonaro. Por quê? Porque o Figueiredo já falou com todas as palavras que o Bolsonaro de dentro da cadeia não tem condições de fazer as articulações para 2026, que quem tem que fazer essas articulações são os filhos dele. Aí você fala: “Nossa, mas que coisa! O Eduardo foi quem fez o Bolsonaro começar a ter tornozeleira.

    Aí foi o Carlos Bolsonaro que teve a ideia de fazer uma live lá com o Bolsonaro, quem fez o Bolsonaro ir paraa domiciliar. Aí foi o Flávio Bolsonaro quem convocou lá a vigília e deve ter sido o o cara que teve aquele plano maluco de soldar a tornozeleira. Ele fala: “Os três filhos juntos prenderam o Jair Bolsonaro e aí tentaram sequestrar do Jair Bolsonaro o poder de fazer as as negociações para quem vai ser candidato em 2026.

    Aí que que a Michele fez? A Michele percebeu que são três patetas, um mais burro que o outro. o o marido dela é o mais burro de todos, mas ele ainda é manipulado pelos filhos que um é mais burro que o outro. E tem uma coisa, quando você junta duas pessoas normais para pensar em algo, tem chance enorme. Geralmente o que acontece que essas pessoas discutindo da discussão nasce a luz e elas têm uma ideia melhor.

    As inteligências se juntam, por mais que sejam duas pessoas que não não precisam ser gênios. Quando você junta duas pessoas burras, muito burras, a burrícia que se multiplica e eles vão tomar decisões muito, muito burras. Juntou os três filhos do Bolsonaro, ferrou. Aí a Michele foi lá em uma atacada, ela conseguiu acabar com qualquer chance de que os filhos do Bolsonaro vão ser porta-vozes dele fora da prisão.

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    Acabou com qualquer chance de que os filhos do Bolsonaro vão se cacifar a tentarem ser vice aí do Tarcis ou alguma coisa assim. E ainda se cas for como, ó, quem tem que escolher candidato aqui sou eu, porque se vocês não sabem fazer a coisa. E o pior, ela não fez isso apenas perante aí aos líderes políticos, não fez, fez isso perante a extrema direita.

    Ela conseguiu numa atacada se cacifar aí, pegar um cacif grande para ser a líder nazifascista do Brasil. E aí o que começa a sair na imprensa é o seguinte, o plano da Michele Bolsonaro é o quê? É barrar o Carlos como candidato ao Senado em Santa Catarina. Toda a briga tem isso como pano de fundo e colocar a amiga dela que é a Caroline de Tony, que é amiga da Michele Bolsonaro, para que a Ana Campanholo, que também é amiga pessoal da Michele Bolsonaro, possa ser candidata à deputada federal, sem rivalizar, porque ela tem os mesmos

    votos com a Caroline de Toni, que hoje é deputada, ela rivalizaria com a Júlia Zanata, só que a Júlia Zanata, por mais que tenha uma relação lá com a Michele, ela é amiga mesma do Carlos e do Eduardo Bolsonaro e do Flávio. é amiga dos filhos, do Bolsonaro e do Jair também, um pouco mais dos filhos.

    Julias Anata é de uma outra ala do Pele. A a Michele tá junto com o Nicolas, a Ana Campanholo, o Cleitinho, a Caroline de Tony. Isso é uma ala ali, uma ala que até flerta ali com o Paulo Marçal muitas vezes. E os irmãos do Bolsonaro estão ali com a Júlia Zanata, com Andrea Fernandes e com alguns outros.

    E a Michele acabou de escantear todos eles. Agora prepara, porque isso não vai ficar assim, porque na família Bolsonaro eles sabem, eles vão pra guerra. Ainda mais levar essa humilhação de uma mulher aí para eles é o dobro de humilhação. Duas vezes mais. Agora eles vão com tudo paraa guerra contra Michele Bolsonaro. Foram humilhados.

    O Flávio, o Eduardo teve que fazer um vídeo. O Flávio sai no, sai matéria na imprensa. Olha isso. Quem quiser pausa para ler aqui. Flávio pediu desculpas à madrasta e ouviu que ela não gostaria de ser novamente desautorizada publicamente. Tá tá tá tá. Testemunha antigo e Flávio chegou a chorar neste momento. O Flávio tava chorando.

    Olha o tamanho da humilhação que o cara quer todo machão, bonzão. Eu sou o rei da testosterona tá passando chorando e depois recuou. Nessa briga a gente torce pra briga. Que que eu falei aqui? No primeiro dia da briga, eu falei: “Olha, no comecinho dessa briga, eu torço pra Michele, porque ela é o lado mais fraco.

    Se os irmãos Bolsonaro ganharem essa briga agora da Michele, essa, ela dificilmente vai ter força aí para voltar tão tão cedo para peitá-los novamente. Vai demorar, se é que ela o fará. Então, se ela ganha essa batalha, é uma guerra, tem várias batalhas. Se ela ganha essa batalha, a gente sabe que o outro lado, que é politicamente mais forte, que tem ali mais aliados na política do que a Michele, o outro lado voltará com mais força e vai peitá-la muito em breve.

    Michele ganhou a primeira batalha. Agora prepare-se que os filhos do Bolsonaro vão com tudo para cima dela. E o posicionamento dos filhos, a maneira como eles estão fazendo isso e tudo que aconteceu depois da prisão do Bolsonaro mostra que o genocida ele é odiado até pelos próprios familiares.

    Vou te mostrar aqui uma foto da Michele da última vez que ela visitou o Bolsonaro na prisão e ela saindo da prisão, tá? Michele Bolsonaro deixa a superintendência da Polícia Federal após visita de 30 minutos com o marido. Isso aqui parece o semblante de uma esposa que foi visitar o marido que está preso injustamente. Tá feliz da vida.

    Tô falando, pô, que que beleza. Olha só, o cara tá preso e agora a líder da extrema direita sou eu. Esse é o semblante de quem falou agora eu é quem vou ser líder de tudo isso aqui. Tomei tudo para mim e é tudo que ela tava pensando. E ela já devia estar ali conjecturando, sabe com quem? Comemar. Costa Neto, que segundo a ex-esposa do Valdemar Costa Neto, era peguete da Michele, antes da Michele tá com Bolsonaro até.

    E ele já estava ali pensando porque o Valdemar não esconde de ninguém, que o plano dele é que a Michele seja líder da extrema direita. Temos ali o Nicolas, tem ali alguns outros, mas o Nicolas não tem idade nem para ser candidato ao governador ainda. Então o Nicolas tem que aí continuar em evidência por muito tempo. Esse é o trabalho do do Nicolas, que tá na cabeça dele.

    Vou continuar em evidência aí por muitos anos até ter idade para ser governador e presidenciável. Nisso, para que tudo dê certo, ele vai apoiando a Michele. Lembrando, eu falei aqui, ela tem mais alcance nas redes sociais que os três filhos do Bolsonaro juntos. Se contar o Jair Renan, que é um zer à esquerda, que os quatro. Aí falei: “Ih, deu ruim, hein? Deu muito ruim.

    Prepara, tá? Teremos aí o segundo round dessa briga e vai ser antes do que você imagina, tá? Michele e lembrando, a esterma direita geralmente eles dão é pelas costas, tá? É puxar o tapete, a punhalada pelas costas. É, daí é golpe abaixo da cintura só. Então veremos aí o que aguarda Michele Bolsonaro, porque isso não ficará assim.

    Peço a sua inscrição no canal pra gente continuar aqui se deleitando com toda essa briga. Falou. Yeah.

  • O que aconteceu com Maria Antonieta antes da guilhotina foi muito mais sombrio do que os livros contam

    O que aconteceu com Maria Antonieta antes da guilhotina foi muito mais sombrio do que os livros contam

    Há histórias que não deveriam ser contadas, não porque não sejam verdadeiras, mas porque, uma vez que as ouvimos, elas mudam a maneira como vemos tudo o que veio antes. Esta é uma dessas histórias. Você está prestes a testemunhar um dos atos de guerra psicológica mais calculados da história. Durante 76 dias, eles não se limitaram a aprisionar Maria Antonieta. Eles desmantelaram sistematicamente a sua humanidade, peça por peça. E tudo começou com um menino de 8 anos.

    Esqueça tudo o que pensa que sabe sobre a guilhotina. A lâmina era misericórdia. O que veio antes foi algo muito mais sombrio. Eles descobriram a sua única vulnerabilidade e exploraram-na com uma crueldade que ainda hoje assombra os registos históricos. Esta é a história da Prisioneira 280. E eu vou mostrar-lhe exatamente o que fizeram com ela.

    É 3 de julho de 1793, a meio da noite, a prisão do Temple em Paris. Você ouve botas a ecoar pelos corredores de pedra. Pesadas, propositadas, a aproximarem-se. Maria Antonieta está a dormir ao lado do seu filho de 8 anos, Louis Charles. A mão dela repousa sobre o peito dele. Ela não o perde de vista desde que executaram o pai dele, há 6 meses.

    A porta abre-se com estrondo. Seis guardas invadem o quarto segurando um documento, uma ordem. Eles vieram buscar o rapaz. O que acontece a seguir irá ecoar pelas paredes daquela prisão durante uma hora inteira. Uma antiga rainha transforma-se em algo primal. Uma mãe a lutar pelo seu filho com todas as forças que lhe restam. Ela atira o corpo contra a porta. Ela grita até a voz lhe falhar. Ela implora-lhes que a levem a ela.

    Mas o que torna este momento muito pior é o seguinte. Isto não é violência aleatória. Isto não é caos. Isto é calculado. Porque os revolucionários perceberam algo crucial. Eles não podem quebrar Maria Antonieta com tortura, fome ou humilhação. Mas eles podem quebrá-la com o seu próprio amor. E eles estão prestes a usar o seu filho para a destruir de maneiras que farão a guilhotina parecer uma coisa secundária.

    Fique comigo porque o que estou prestes a revelar se torna muito mais sombrio do que pode imaginar. Antes de enfrentarmos os horrores que se avizinham, é preciso entender quem Maria Antonieta realmente era. Porque a mulher que torturaram em 1793 não era nada parecida com a caricatura que os revolucionários criaram.

    Ela nasceu Maria Antónia em Viena em 1755, uma Arquiduquesa Austríaca e a filha mais nova da Imperatriz Maria Teresa. Aos 14 anos, foi dada em casamento ao futuro Rei Luís XVI de França. Isto não era amor. Isto era geopolítica. A Áustria e a França precisavam de uma aliança, e ela era o preço. O tribunal francês desprezou-a desde o primeiro dia. Ela era austríaca, o que significava que era a inimiga. Ela era jovem, desajeitada e não entendia os costumes franceses. Os cortesãos troçavam do seu sotaque, da sua roupa, de cada movimento seu.

    Até o seu próprio marido a ignorou durante anos. O casamento não foi consumado senão 7 anos depois. Uma humilhação que se tornou fofoca pública em toda a Europa. Então, ela fez o que qualquer jovem isolada faria. Ela fugiu para o prazer: penteados elaborados, vestidos caros, festas no seu retiro privado, o Petit Trianon. O povo francês, esfomeado e desesperado, viu estas extravagâncias e rotulou-a de Madame Déficit.

    Ela realmente disse “Deixem-nos comer bolo” quando lhe disseram que o povo não tinha pão? Não, isso é propaganda. Mas não importava. O dano estava feito. Quando a Revolução irrompeu em 1789, Maria Antonieta tinha-se tornado o bode expiatório mais conveniente da França. Ela não era um monstro. Ela era uma estrangeira, uma mulher e uma rainha. Três coisas que a tornaram o alvo perfeito. E quando a monarquia caiu, os revolucionários precisaram de alguém para culpar por séculos de excesso real. Eles escolheram-na.

    Mas aqui está o detalhe crucial. Em 1793, Maria Antonieta já não era a rapariga frívola das festas. Ela era uma mãe de quatro filhos que tinha visto o seu filho mais velho morrer de tuberculose aos sete anos. Ela tinha visto o marido ser arrastado para a guilhotina. Ela tinha passado meses trancada na prisão do Temple com os seus filhos sobreviventes, sabendo que qualquer dia poderia ser o último. Ela já tinha perdido tudo. A sua coroa, a sua liberdade, o seu marido, o seu país. Os revolucionários estavam prestes a ensinar-lhe que ela ainda podia perder mais.

    Deixe-me pintar-lhe um quadro da prisão do Temple, porque este lugar foi concebido para quebrar pessoas muito antes de chegarem à guilhotina. Era uma fortaleza medieval em Paris originalmente construída pelos Cavaleiros Templários. Escura, húmida, opressiva. Depois de o Rei Luís XVI ter sido executado em janeiro de 1793, Maria Antonieta e os seus dois filhos sobreviventes, Maria Teresa, de 14 anos, e Louis Charles, de 8 anos, foram trancados numa torre, guardados dia e noite.

    No início, foram mantidos juntos. Maria Antonieta tentou manter alguma aparência de vida normal para os seus filhos. Ela dava-lhes aulas. Ela rezava com eles. Ela abraçava-os com força à noite, quando os sons das multidões revolucionárias ecoavam nas ruas lá fora. Mas os guardas estavam a observar, sempre a observar, a tirar notas, a reportar ao Comité de Salvação Pública. O governo revolucionário que agora controlava a França. E eles notaram algo. Maria Antonieta podia suportar qualquer coisa, exceto ameaças aos seus filhos.

    Então, eles começaram a experimentar a tortura psicológica. Primeiro, restringiram o acesso aos quartos das crianças, forçando Maria Antonieta a implorar por permissão para ver o seu próprio filho e filha. Depois, instalaram guardas adicionais dentro dos seus aposentos. Homens que se sentavam no canto a olhar, a gravar tudo, cada conversa, cada momento de afeto, cada lágrima. As crianças não podiam falar alemão, a língua materna da mãe. Tinham de usar francês exclusivamente, o que significava que mesmo os seus momentos familiares privados eram monitorizados e controlados pelo Estado.

    Maria Antonieta começou a desmoronar-se. O seu cabelo, que tinha sido castanho claro, começou a ficar branco devido ao stress. Uma condição chamada Síndrome de Maria Antonieta, que é, na verdade, um fenómeno médico real. Ela parou de comer. Ela desenvolveu hemorragias que tentou desesperadamente esconder dos guardas. Mas ela aguentou porque ainda tinha os seus filhos. Os revolucionários sabiam que precisavam de tirar-lhe isso.

    3 de julho de 1793. A data que definiria o tormento final de Maria Antonieta. Deixe-me guiá-lo através do que aconteceu naquela noite, porque as fontes primárias, o testemunho real das pessoas que lá estavam, são absolutamente devastadoras.

    É por volta das 22h00. Maria Antonieta acabou de deitar Louis Charles, de 8 anos. Ele está a dormir no mesmo quarto. Ela não o perde de vista desde a execução do pai. A sua filha, Maria Teresa, e a sua cunhada, Madame Élisabeth, estão em quartos adjacentes. Então elas ouvem. Botas. Vários homens a subir as escadas da torre. A porta abre-se com um estrondo. Seis guardas municipais liderados por um homem que carrega um decreto oficial do Comité de Salvação Pública. Eles vieram levar Louis Charles. Ele deve ser reeducado pela República, separado da “influência corruptora” da sua mãe.

    Maria Teresa escreveu mais tarde sobre este momento nas suas memórias. Ela descreveu como a sua mãe passou de composta a selvagem num instante. Maria Antonieta atirou-se entre os guardas e o filho a dormir. Ela agarrou Louis Charles e segurou-o com tanta força que ele acordou a chorar, confuso, e depois começou a gritar. Não as objeções elegantes de uma antiga rainha. Gritos crus, animalísticos. “Não o levarão. Terão de me matar primeiro. Ele é apenas uma criança.”

    Os guardas tentaram argumentar com ela. A ordem veio da mais alta autoridade. Ela não tinha escolha. Ela não se importava. Durante uma hora inteira, 60 minutos, ela bloqueou fisicamente a porta, segurando o filho, recusando-se a deixá-los passar. Os guardas ameaçaram-na. Ameaçaram o rapaz. Ameaçaram a filha. Disseram que se ela não cumprisse, usariam a força e as pessoas se magoariam. Maria Antonieta continuou a lutar.

    Finalmente, Madame Élisabeth implorou à cunhada para parar. O rapaz estava a soluçar, aterrorizado. Maria Teresa estava histérica, e os guardas estavam a ficar violentos. A resistência de Maria Antonieta quebrou-se. Ela beijou Louis Charles uma última vez. Ela sussurrou algo no ouvido dele. Nunca saberemos o quê. E então ela viu seis homens adultos arrastarem o seu filho de 8 anos pelas escadas da torre. Os seus gritos a ecoar até desaparecerem no silêncio. Ela desabou no chão e não se mexeu durante horas.

    Mas é aqui que a situação se torna verdadeiramente maligna. Os revolucionários não se limitaram a levar o seu filho. Eles entregaram-no a um homem chamado Antoine Simon. Um sapateiro radical especificamente escolhido para destruir o rapaz. E os métodos de Simon eram horríveis. Louis Charles foi trancado num quarto escuro sem janelas. Foi forçado a usar um barrete vermelho revolucionário e a cantar canções anti-monárquicas. Foi-lhe ensinado a amaldiçoar a sua mãe, a chamá-la de nomes vis, a repetir acusações de traição e conspiração. E quando ele se recusava, Simon batia-lhe, deixava-o com fome, mantinha-o isolado até o espírito do rapaz se quebrar.

    Em poucas semanas, Louis Charles estava a repetir tudo o que lhe diziam para dizer, incluindo acusações tão monstruosas, tão vis, que seriam usadas como arma contra a sua mãe da forma mais horrível possível. Maria Antonieta não sabia os detalhes, mas sabia que o seu filho estava a sofrer, e não havia nada, nada que ela pudesse fazer para o salvar.

    Foi então que a transferiram para a Conciergerie. A 1 de agosto de 1793, menos de um mês depois de levarem o seu filho, os guardas invadiram o quarto de Maria Antonieta na prisão do Temple às 2h00 da manhã. Nenhuma explicação, nenhum aviso, apenas uma ordem. “Está a ser transferida.” Separaram-na da sua filha e da sua cunhada. Ela implorou para se despedir. Eles recusaram. Eles arrastaram-na pelas escadas da torre, atiraram-na para uma carruagem e conduziram-na pelas ruas escuras de Paris para um lugar chamado Conciergerie.

    Se sabe alguma coisa sobre a Revolução Francesa, conhece este nome. A Conciergerie era chamada a “ante-câmara da guilhotina”. É para onde os prisioneiros iam nos seus dias finais antes da execução. Maria Antonieta não estava apenas a ser transferida. Estava a ser preparada para a morte. Mas os revolucionários queriam tornar esses dias finais o mais psicologicamente devastadores possível.

    Ela foi-lhe atribuído o número de prisioneira 280. Não a antiga rainha, nem sequer o seu nome, apenas um número. A sua cela era minúscula, cerca de 12 por 8 pés. As paredes eram de pedra húmida coberta de mofo. Havia um colchão de palha fino, uma mesa de madeira, duas cadeiras e um penico. Uma única vela para luz. Sem janelas, apenas a escuridão sufocante da masmorra medieval.

    E aqui está a parte verdadeiramente insidiosa. Deram-lhe um biombo de privacidade. Um biombo dobrável para que pudesse mudar de roupa ou usar o penico em privado. Parece humano, certo? Errado. O biombo de privacidade era teatro, porque dentro daquela cela, a todo o momento, estavam dois guardas armados. Eles sentavam-se no canto e observavam-na a cada único momento. Quando comia, quando dormia, quando mudava de roupa atrás daquele biombo inútil, quando usava o penico, quando rezava, quando chorava. Vigilância constante e imperturbável. Isto não é segurança. Ela era uma mulher de meia-idade com a saúde fraca, trancada numa masmorra. Isto era tortura psicológica concebida para lhe tirar o último vestígio de dignidade e privacidade.

    Relatos históricos descrevem como Maria Antonieta tentou manter a sua compostura. Ela ficava sentada durante horas a olhar para a parede, o seu rosto completamente inexpressivo. Os guardas relataram que ela mal falava, mal se movia, mal comia. Mas à noite, quando ela pensava que eles não conseguiam ver à luz da vela, eles ouviam-na a chorar, a sussurrar o nome do filho, Louis Charles, Louis Charles, repetidamente.

    Ela desenvolveu hemorragias graves, provavelmente cancro do útero ou complicações devido ao stress. Sangrava através da sua roupa e teve de pedir trapos aos guardas. Uma humilhação que ela suportou na frente de homens que a olhavam sem misericórdia. O seu cabelo, agora completamente branco, começou a cair em tufos. Ela tinha 37 anos. Parecia ter 60.

    E então veio o julgamento. 14 de outubro de 1793. 8h00 da manhã. Maria Antonieta foi arrastada da sua cela para o Tribunal Revolucionário. Isto não era um julgamento. Era uma performance. O veredicto já estava decidido, mas os revolucionários precisavam de um espetáculo. Algo para justificar a sua execução ao público e à história. O tribunal estava lotado. Funcionários revolucionários, jornalistas, cidadãos ansiosos por ver a antiga rainha humilhada. O procurador, um homem chamado Antoine Fouquier-Tinville, preparou-se para lançar acusações de traição, conspiração e corrupção financeira. Maria Antonieta sentou-se na cadeira da ré, pálida, magra, vestida de preto de viúva.

    Durante dois dias, atiraram-lhe acusações. Que ela conspirou com a Áustria, que ela desperdiçou o tesouro da França, que ela planeou conspirações contrarrevolucionárias. Ela respondeu a cada acusação com surpreendente compostura e inteligência. Ela refutou alegações falsas. Ela admitiu erros sem se rebaixar. Ela recusou-se a ser quebrada.

    Então Fouquier-Tinville jogou a sua carta final, a mais venenosa. Chamou uma testemunha, Jacques Hébert, um jornalista radical. E Hébert repetiu acusações supostamente feitas pelo filho de 8 anos de Maria Antonieta, Louis Charles. O rapaz, sob a influência dos seus captores, tinha alegado que a sua mãe cometeu incesto com ele. Deixe isso penetrar por um momento. Eles acusaram-na de abusar sexualmente do seu próprio filho, usando um testemunho torturado de um rapaz de 8 anos num tribunal público, na frente de centenas de pessoas.

    A sala ficou em silêncio. Até a multidão sedenta de sangue parecia chocada com a depravação da acusação. Maria Antonieta tinha permanecido estoica perante cada insulto, cada mentira, cada ameaça. Mas isto, isto desmantelou-a. Ela levantou-se, a sua voz, que tinha estado calma, rachou com emoção crua.

    “Apelo a todas as mães presentes nesta sala”, disse ela, os seus olhos a arder. “Há entre vós uma única que não estremeceria perante tal acusação?”

    Ela não se dirigiu aos juízes. Ela falou diretamente com as mulheres na multidão, mães, filhas, irmãs. Pela primeira vez no julgamento, ela não estava a defender-se como rainha. Estava a falar como uma mãe cujo filho tinha sido usado como arma contra ela. “A própria natureza recusa-se a responder a tal acusação feita contra uma mãe”, continuou ela. “Apelo a todas as mães que me estão a ouvir.”

    O tribunal irrompeu. Algumas mulheres na multidão que tinham vindo para troçar da sua execução ficaram comovidas até às lágrimas. Até alguns dos funcionários revolucionários se mexeram desconfortavelmente. Era demais, demasiado cruel. Mas Fouquier-Tinville não se importou. Ele avançou impiedosamente pelo resto do julgamento. Às 4h00 da manhã de 16 de outubro, após um julgamento que durou menos de 2 dias sem provas reais, Maria Antonieta foi considerada culpada de alta traição e crimes contra o Estado.

    A sentença: morte por guilhotina. Execução agendada para mais tarde naquele mesmo dia.

    Foi-lhe concedida algumas horas na sua cela para se preparar para a morte. De volta à sua cela, com o amanhecer a aproximar-se e a morte a apenas horas de distância, Maria Antonieta recebeu finalmente uma caneta, papel e tinta. Ela não escreveu um manifesto político. Ela não amaldiçoou a revolução. Ela não implorou por misericórdia. Ela escreveu uma carta à sua cunhada, Madame Élisabeth, que ainda estava presa no Temple com a filha de Maria Antonieta.

    A carta é um dos documentos mais comoventes da história. Deixe-me ler-lhe partes dela. “É a si, minha irmã, que escrevo pela última vez. Acabei de ser condenada, não a uma morte vergonhosa – isso é apenas para criminosos – mas a reunir-me com o seu irmão; inocente como ele, espero mostrar a mesma firmeza nos meus últimos momentos. Estou calma, como se está quando a consciência não nos reprova nada. Lamento profundamente ter de abandonar os meus pobres filhos. Sabe que eu vivia apenas para eles e para si, minha boa e terna irmã.”

    Ela continuou a perdoar os seus inimigos, a pedir perdão por quaisquer erros que tivesse cometido e a implorar à cunhada que tomasse conta dos seus filhos. “Que o meu filho nunca se esqueça das últimas palavras do seu pai, que lhe repito expressamente: que nunca procure vingar a nossa morte.”

    Ela derramou cada grama do seu amor restante naquela página. Os seus pensamentos finais como mãe, como irmã, como ser humano a enfrentar o vazio. A carta preencheu quatro páginas. Ela assinou simplesmente: Marie Antoinette. Depois entregou-a a um guarda.

    Aqui está a verdade devastadora. A carta nunca foi entregue. Os seus carcereiros intercetaram-na e ela desapareceu num arquivo revolucionário. Madame Élisabeth nunca a leu. Nem a sua filha. A carta só foi descoberta décadas depois, muito depois de todos os que Maria Antonieta amava estarem mortos. As suas últimas palavras para a sua família morreram em silêncio.

    16 de outubro de 1793, 11h00 da manhã. O assistente do carrasco entrou na cela de Maria Antonieta e ordenou-lhe que se preparasse. Cada passo foi concebido para lhe retirar os últimos vestígios da sua identidade.

    Primeiro, o vestido. Ela estava a usar um simples vestido de luto preto que usava desde a morte do marido. O guarda ordenou-lhe que o tirasse e vestisse uma camisola branca simples, o uniforme do condenado. Ela pediu para se mudar em privado. O guarda recusou. Ela teve de se despir à frente dos homens que a observavam há meses.

    Segundo, o cabelo. O seu cabelo, agora completamente branco e quebradiço, foi cortado grosseiramente com tesouras. Sem cerimónia, sem cuidado, apenas mãos rudes e lâminas afiadas, a cortar uma das suas últimas dignidades físicas.

    Terceiro, a amarração. As suas mãos foram amarradas atrás das costas com corda grossa, tão apertada que lhe cortou os pulsos. Ela estremeceu e disse calmamente: “Não amarraram as mãos do meu marido assim.” O guarda ignorou-a.

    Às 11h00, ela foi levada para fora da Conciergerie para a luz ofuscante do dia. Ela tinha estado naquela cela escura durante 76 dias. A luz do sol feria os seus olhos. Ela esperava uma carruagem fechada, a pequena misericórdia que tinha sido concedida ao seu marido. Em vez disso, havia uma carroça de madeira aberta e rude chamada tumbril, o tipo usado para transportar carcaças de animais. Ela foi forçada a subir para a carroça e sentar-se numa prancha, mãos atadas, exposta a toda Paris.

    Enquanto a carroça avançava pelas ruas, milhares de pessoas alinhavam-se no percurso, gritando, vaiando, cuspindo, atirando lixo. Um homem sentou-se à janela a esboçar furiosamente: Jacques-Louis David, o artista revolucionário que tinha votado pela sua morte. O seu desenho sobrevive. Mostra uma mulher magra, de olhos vazios, sentada rigidamente direita, o seu rosto uma máscara de dignidade sombria enquanto o mundo uivava pelo seu sangue.

    A viagem para a Place de la Révolution demorou mais de uma hora. Uma hora de humilhação pública concebida para destruir o que restava do seu espírito. Não funcionou.

    Às 12h15, a carroça parou na guilhotina. A multidão rugiu. Maria Antonieta subiu os degraus do cadafalso sem ajuda, as pernas a tremer, mas a cabeça erguida. E então, no momento final da sua vida, aconteceu algo extraordinário. Ao caminhar em direção à prancha, ela acidentalmente pisou o pé do carrasco. Ela parou, virou-se para ele e proferiu as suas últimas palavras.

    “Perdoe-me, senhor. Não foi intencional.”

    Um pedido de desculpas ao homem que estava prestes a matá-la. Um ato bizarro, surreal de cortesia. O último reflexo de uma vida vivida sob protocolo real. Mas foi mais do que isso. Foi uma escolha. Perante a degradação absoluta, ela escolheu a graça.

    20 segundos depois, a lâmina caiu.

    A Revolução Francesa queria destruir Maria Antonieta, o símbolo, a mulher austríaca, a rainha esbanjadora, a personificação do excesso real. Submeteram-na a tortura psicológica inimaginável. Usaram o seu próprio filho como arma contra ela. Despiram-na de toda a dignidade, todo o conforto, todo o vestígio de privacidade. E no final, falharam.

    Porque na sua obsessão em quebrar a rainha, acidentalmente revelaram o ser humano por baixo. Uma mãe que lutou com unhas e dentes pelos seus filhos. Uma mulher que enfrentou acusações monstruosas com coragem. Uma pessoa que, mesmo nos degraus da guilhotina, se agarrou à sua humanidade.

    Eles queriam que ela fosse lembrada como a viúva Capeto, uma traidora que merecia tudo o que lhe aconteceu. Em vez disso, a história lembra-se de Maria Antonieta, uma mulher que suportou 76 dias de crueldade calculada e ainda encontrou a graça de pedir desculpa ao seu carrasco. Essa é a parte que eles não lhe conseguiram tirar.

    Se esta história o cativou, carregue nesse botão de subscrever. Estamos a mergulhar profundamente nos capítulos mais sombrios da história todas as semanas. E deixe um comentário. Depois de saber o que realmente aconteceu naqueles 76 dias finais, como é que vê Maria Antonieta agora? Vilã, vítima ou algo muito mais complicado.

  • Senhor de engenho entregou sua filha aleijada ao escravo mais forte… Ninguém imaginava o que ele far

    Senhor de engenho entregou sua filha aleijada ao escravo mais forte… Ninguém imaginava o que ele far

    A filha, trancada por anos devido à deficiência, vivia nas sombras da própria casa, esquecida por todos. O pai, desesperado para se livrar do problema, a entregou ao escravo mais forte da fazenda, esperando que ela fosse apenas mais uma responsabilidade pesada para ele. Mas o homem viu nela algo que ninguém mais via, vontade de viver, e decidiu ajudá-la a provar isso.

    Para entender como tudo começou, é preciso voltar ao engenho Santo Antônio no Recôncavo baiano, em 1842. A propriedade se estendia por léguas de terra vermelha e canaviais que pareciam não ter fim. A casa grande, com suas paredes caiadas e varandas largas, dominava a paisagem como um gigante branco, observando o trabalho incessante dos homens e mulheres que moviam as engrenagens daquele império de açúcar.

    O coronel Francisco de Albuquerque Melo era o senhor daquelas terras, um homem de 60 anos. Barba grisalha aparada com rigor, olhos que aprenderam a não sentir piedade, porque a piedade não pagava dívidas, nem mantinha o status. Ele tinha três filhos, dois rapazes robustos que já cuidavam de parte dos negócios, e Isabel.

    Isabel tinha 23 anos e ninguém havia, há quase 18. Ela nasceu com as pernas tortas, ossos que não se formaram como deveriam, músculos que não obedeciam aos comandos que o cérebro dava. Aos 5 anos ainda tentava andar, caía, levantava, caía de novo. O coronel suportou aquilo por algum tempo, até que a esposa dele, dona Mariana, adoeceu de vergonha.

    Vergonha do que os vizinhos diriam. Vergonha de levar a menina à missa e ouvir os sussurros. Vergonha de ter gerado algo imperfeito em uma sociedade que cobrava perfeição, especialmente de quem tinha nome e posses. Então, Isabel foi trancada, não em uma masmorra, não em um porão, mas em um quarto nos fundos da casa grande, com uma janela pequena que dava para o muro dos fundos.

    Um quarto confortável, mas uma prisão do mesmo jeito. Ela cresceu ali sozinha, visitada apenas por uma mucama velha que levava comida três vezes ao dia e nunca conversava. Isabel aprendeu a ler sozinha, foliando livros velhos que ninguém mais queria. Aprendeu a costurar, aprendeu a contar as horas pelo movimento do sol na parede, aprendeu, acima de tudo, a ser invisível.

    O pai raramente entrava no quarto. Quando entrava, olhava para ela como se olhasse para um móvel quebrado que não tinha coragem de descartar. Os irmãos a esqueceram completamente. Para eles, Isabel era uma história triste que a família não contava. Mas em 1842, dona Mariana partiu, não de forma violenta, mas de forma silenciosa, como quem simplesmente cansa de respirar.

    E com a morte dela, o coronel começou a reorganizar a vida. Decidiu que não queria mais aquele peso, aquele lembrete constante de imperfeição. Ele precisava de uma solução. Não podia simplesmente expulsar a filha. Isso geraria falatório, mas podia transferir o problema. E foi aí que pensou em Benedito.

    Benedito era o homem mais forte do engenho. Talvez o homem mais forte que o coronel já tinha visto em toda sua vida. Ombros largos como vigas de madeira, braços que carregavam pesos que dois homens juntos não conseguiam. tinha 35 anos, vindo da costa da mina ainda criança, e sobreviveu a tudo que aquele sistema cruel podia jogar em cima de um ser humano.

    Trabalhou nos canaviais, na moenda, na casa de purgar. Nunca reclamou, nunca fugiu, não porque aceitasse sua condição, mas porque tinha aprendido algo que poucos aprendiam. Paciência não era fraqueza, era estratégia. E ele estava esperando, sempre esperando. Antes de seguir com essa história que está ficando cada vez mais intensa, preciso fazer uma pausa rápida.

    Se você está gostando dessa narrativa e quer ver mais histórias reais e impactantes como essa, se inscreva no canal agora e ative o sininho para não perder nenhum vídeo. E me conta aqui nos comentários de qual cidade ou estado você está assistindo. Quero saber onde estão os nossos espectadores. Agora volta para a história, porque o que vem a seguir é ainda mais surpreendente.

    O coronel chamou Benedito uma manhã de agosto. O céu estava carregado, prenunciando chuva. Benedito entrou na casa grande com os pés descalços ainda sujos de terra roxa. O coronel estava sentado em sua poltrona de couro, um cálice de vinho do porto na mão, o olhar distante. Benedito ficou em pé esperando, sempre esperando.

    “Tenho uma tarefa para você”, disse o coronel, sem olhar diretamente para ele. “Minha filha precisa de alguém que cuide dela. Você vai assumir essa responsabilidade. Benedito não respondeu imediatamente. Processou a informação. Ninguém falava de uma filha. Ele conhecia os dois rapazes. Mas uma filha, ela fica nos fundos da casa. Continuou o coronel.

    Tem dificuldade para se mover. Você vai alimentá-la, cuidar da higiene dela, garantir que ela não morra. Simples assim. Simples. A palavra ecoou na cabeça de Benedito. Nada ali era simples, mas ele a sentiu. Não tinha escolha. Escolha era um luxo que não existia para ele. O coronel fez um gesto de dispensa.

    Benedito saiu, mas antes de ir para os fundos da casa, parou na cozinha. Perguntou para a tia Josefa, a cozinheira mais velha, sobre a tal filha. Josefa olhou ao redor, verificando se ninguém escutava, e contou em voz baixa: “A menina Isabel nasceu com as pernas ruins. A patroa tinha vergonha. Trancaram ela lá atrás faz tempo.

    Quase ninguém lembra que ela existe.” Benedito absorveu aquilo, uma menina trancada, esquecida, como um objeto que não serve mais. Ele conhecia bem aquela sensação. Quando abriu a porta do quarto pela primeira vez, o cheiro de mofo e confinamento o atingiu. A luz do corredor invadiu o cômodo e ele viu Isabel. Ela estava sentada em uma cadeira de balanço, perto da janela minúscula, um livro aberto no colo.

    Virou o rosto lentamente, como se não estivesse acostumada a ser interrompida. Os olhos dela eram grandes, escuros, profundos. Não eram olhos de alguém que desistiu. Eram olhos de alguém que estava esperando, assim como ele. Quem é você? A voz dela era firme, sem medo, mas com curiosidade. Benedito, seu pai mandou eu cuidar de você.

    Ela estudou o rosto dele por um momento longo, então assentiu. Está bem. Nos primeiros dias, a rotina era mecânica. Benedito entrava, levava comida, ajudava Isabel a se lavar, trocava as roupas de cama, fazia tudo com eficiência silenciosa. Mas Isabel não era silenciosa. Ela fazia perguntas: “De onde você veio? Há quanto tempo está aqui? Já tentou fugir?” Benedito respondia com monossílabos no começo, não por rudeza, mas por autopreservação.

    Envolvimento era perigoso, mas Isabel persistia, não de forma irritante, mas de forma genuína, como se realmente quisesse saber. E aos poucos, muito aos poucos, Benedito começou a responder. Ele contou sobre a travessia que não lembrava direito porque era apenas uma criança. Contou sobre os primeiros anos cortando canas sob o sol que queimava a pele até ela rachar.

    Contou sobre os homens que tentaram fugir e nunca mais voltaram. Não entrou em detalhes gráficos porque não precisava. Isabel entendia o que ele não dizia. E então ela começou a contar também sobre os livros que lia, sobre as histórias que inventava na cabeça para passar o tempo, sobre a solidão que não era apenas física, mas existencial, a solidão de existir sem ser vista.

    Uma tarde, três semanas depois de Benedito assumir aquela função, Isabel perguntou algo diferente. Você acha que eu conseguiria andar? Benedito parou o que estava fazendo, olhou para as pernas dela finas, tortas, sem força aparente. Olhou de volta para o rosto dela. Não sei. Você já tentou? Ela balançou a cabeça quando eu era pequena, mas depois que me trancaram aqui, parei.

    Não tinha motivo. Benedito sentou na beira da cama, pensou por um momento. E agora? Tem motivo?” Isabel olhou pela janela pequena para o pedaço minúsculo de céu que ela conseguia ver. “Acho que sim. A partir daquele dia, algo mudou. Benedito começou a chegar mais cedo ao quarto. Antes de ir para os Canaviais, ele passava lá, ajudava Isabel a se levantar, segurava os braços dela enquanto ela tentava colocar peso nas pernas. No começo era impossível.

    Ela gemia de dor, as pernas tremiam e cediam, mas Benedito não soltava. Ele segurava firme, não com força bruta, mas com firmeza, como se dissesse sem palavras que ela não ia cair, porque ele estava ali. Dias viraram semanas, semanas viraram meses. A rotina se estabeleceu. Todo amanhecer, antes do sino chamar para o trabalho, Benedito estava lá. E Isabel estava tentando.

    O coronel nunca perguntou o que acontecia naquele quarto. Para ele, o problema estava resolvido. A filha estava sendo cuidada, não estava incomodando, não estava envergonhando, era tudo que importava. Mas os outros escravizados começaram a notar. Notaram que Benedito acordava antes de todos. Notaram que ele voltava do quarto com uma expressão diferente, não mais dura, não mais distante.

    Havia algo nos olhos dele que não estava antes, esperança talvez, ou propósito. Tia Josefa puxou ele de lado um dia. Cuidado, menino. Envolvimento aqui tem preço. Benedito sabia disso, mas continuou. Isabel progrediu devagar, muito devagar. Depois de 4 meses, conseguiu ficar em pé sozinha por 10 segundos. Benedito comemorou como se ela tivesse escalado uma montanha.

    E para ela era exatamente isso. Depois de seis meses, deu três passos antes de cair. Benedito a pegou antes que batesse no chão. Ela riu. Foi a primeira vez que ele a ouviu rir. O som era livre, genuíno e completamente deslocado daquele lugar de confinamento. Ele sorriu também, um sorriso que seus lábios tinham esquecido como formar.

    Mas histórias como essa raramente seguem um caminho reto. O filho mais velho do coronel, Antônio Augusto, começou a fazer perguntas: “O que aquele escravo faz tanto tempo lá atrás? Por que a rotina dele mudou?” O coronel dispensou as perguntas no início, mas Antônio Augusto era desconfiado por natureza. Uma tarde, ele foi até o quarto dos fundos e abriu a porta sem bater.

    Encontrou Isabel em pé, apoiada nos ombros de Benedito, tentando dar um passo. Os dois congelaram. Antônio Augusto olhou a cena por um momento que pareceu eterno, então soltou uma risada seca. Isso é ridículo. Ela nunca vai andar. E você, preto, está perdendo tempo e criando esperanças idiotas. saiu batendo a porta.

    Benedito esperava punição. Esperava ser mandado de volta para os canaviais, ou pior, mas nada aconteceu. Antônio Augusto contou ao pai, mas o coronel apenas deu de ombros. Se o escravo quer gastar energia nisso, problema dele, desde que ela não incomode. Mas a semente da dúvida foi plantada em Isabel. Naquela noite, ela chorou pela primeira vez na frente de Benedito.

    E se meu irmão estiver certo? E se eu estiver só me iludindo? Benedito sentou ao lado dela, não tocou, apenas ficou ali. Então falou com a voz baixa, mas firme. Quando eu era criança e chegaram aqui, me disseram que eu nunca seria nada além de uma ferramenta. Me disseram que não tinha alma, não tinha valor, não tinha futuro.

    Disseram que eu ia morrer cortando cana e seria esquecido. Eu acreditei nisso por muito tempo, mas então percebi uma coisa. Eles precisavam me dizer isso todo dia. Se fosse verdade, não precisariam repetir tanto. Isabel olhou para ele com os olhos ainda úmidos. Você acha que eu consigo? Benedito não respondeu com platitudes vazias.

    Não disse que ela definitivamente conseguiria, porque ele não sabia. Ninguém sabia. Acho que você já está conseguindo. Você está tentando. Isso já é mais do que a maioria das pessoas faz. Isabel enxugou as lágrimas, assentiu e no dia seguinte continuaram. O ito meses depois do início daquele processo doloroso e lento, Isabel atravessou o quarto sozinha.

    Foram apenas 6 m. Ela cambaleava, os passos eram irregulares, as pernas tremiam como galhos finos ao vento, mas ela atravessou. Do outro lado, Benedito esperava. Quando ela chegou e segurou os braços dele para não cair, os dois sabiam que algo fundamental tinha mudado. Não era milagre, não era cura. Isabel ainda teria dificuldade para andar pelo resto da vida, mas ela podia e isso significava tudo.

    A notícia se espalhou pela Casa Grande de forma silenciosa. Os empregados comentavam em sussurros. A menina que ninguém via estava andando. O escravo mais forte do engenho tinha feito o que ninguém achava possível. O coronel, quando finalmente foi verificar pessoalmente, encontrou Isabel em pé na varanda dos fundos, apoiada em uma bengala que Benedito tinha talhado de um galho de jatobá.

    Ela olhava para os canaviais com uma expressão que ele não via no rosto da filha há quase duas décadas, vida. O coronel não disse nada, apenas olhou, virou as costas e saiu. Mas naquela noite chamou Benedito novamente. “Você fez algo que eu não pedi”, disse ele, a voz sem emoção clara. Eu pedi para você cuidar dela, não para dar esperança.

    Benedito permaneceu em silêncio, esperando a sentença, mas ela não veio. O coronel suspirou. Você vai continuar cuidando dela, mas agora ela vai poder sair daquele quarto. Pode andar pela casa, pelos jardins, mas se isso virar problema, se isso causar falatório ou escândalo, você volta pro eiu. Benedito assentiu. Isabel começou a explorar o mundo que tinha sido negado a ela por quase duas décadas.

    devagar, apoiada na bengala, às vezes apoiada no braço de Benedito. Ela viu o jardim que a mãe plantara, viu as flores de hibisco vermelhas, sentiu o sol na pele sem ser filtrado por uma janela suja, conheceu outros escravizados que trabalhavam na casa. Tia Josefa chorou quando a viu pela primeira vez andando.

    “Menina abençoada”, ela murmurou, abençoada e teimosa. Mas a história não termina em felicidade plena, porque a vida real raramente termina assim. Isabel ganhou mobilidade, mas não liberdade completa. Ainda era filha de um senhor de engenho conservador. Ainda carregava o estigma da deficiência em uma sociedade que não tinha paciência para imperfeições.

    Benedito ainda era um homem escravizado, preso a uma terra que nunca seria dele, a um destino que outros controlavam. Mas algo entre eles se estabeleceu, um respeito profundo, uma amizade improvável, um reconhecimento de que em meio a um sistema projetado para desumanizar, eles tinham conseguido manter a humanidade.

    Anos depois, quando o coronel partiu e os filhos assumiram o engenho, Isabel ganhou mais autonomia. Nunca casou, nunca saiu daquela propriedade, mas viveu. E viveu nos seus próprios termos, dentro das limitações que a realidade impunha. Benedito continuou ali também. Viu a abolição chegar décadas depois. viu o sistema que o prendeu desmoronar lentamente, mas quando finalmente teve a opção de partir, escolheu ficar, não por falta de opção, mas porque ali estava alguém que o via realmente via, e ele via ela também. A história deles nunca virou

    lenda, não foi contada em jornais, não foi romantizada em novelas, foi apenas uma história entre tantas outras que aconteceram naquele período brutal da história, mas foi real e talvez seja por isso que importa, porque mostra que mesmo nos lugares mais escuros, mesmo nos sistemas mais cruéis, a humanidade encontra formas de sobreviver, não através de grandes revoluções, ou gestos heróicos, mas através de pequenas escolhas.

    A escolha de ver alguém quando todo mundo decidiu olhar para o outro lado. A escolha de acreditar que mudança é possível quando todo mundo diz que não é a escolha de tentar, mesmo sabendo que o fracasso é provável. Isabel nunca andou perfeitamente. Benedito nunca foi livre de verdade até muito tarde na vida.

    Mas ambos provaram algo fundamental, que força não é apenas física, que liberdade não é apenas ausência de correntes, que dignidade não é dada por outros, é reivindicada por nós mesmos, um passo doloroso por vez. e que às vezes a maior rebeldia não é gritar ou lutar, é simplesmente recusar-se a desaparecer, recusar-se a aceitar o papel que outros escreveram para você, recusar-se a morrer em vida, mesmo que isso signifique apenas atravessar um quarto de 6 m.

    Mesmo que isso signifique apenas escolher ver humanidade onde todo mundo enxerga problema, isso já é revolução suficiente.

  • QUANDO EU FOR GRANDE, SEREI SEU MARIDO DISSE O ESCRAVO. A SINHÁ RIU. MAS AOS 23 ANOS ELE VOLTOU

    QUANDO EU FOR GRANDE, SEREI SEU MARIDO DISSE O ESCRAVO. A SINHÁ RIU. MAS AOS 23 ANOS ELE VOLTOU

    Havia um menino escravo de 8 anos que cometeu a ousadia mais impensável que uma criança negra poderia cometer no Brasil de 1873. Ele olhou nos olhos da senhá branca da fazenda e disse que um dia se casaria com ela. Aá, uma jovem de apenas 18 anos, riu na cara dele. Rio daquele menino descalço e sujo, que ousava sonhar tão alto.

    Mas 15 anos depois, quando a escravidão havia acabado e aquele menino havia se tornado homem de 23 anos, ele voltou. E o que aconteceu nesse reencontro em Pernambuco mudou as vidas de ambos para sempre, de maneiras que ninguém poderia imaginar. Neste vídeo, você vai descobrir a história completa de Amor impossível que desafiou todas as barreiras sociais do Brasil imperial.

    Como um escravo transformou promessa de criança em realidade de homem. E por que essa história serve como testemunho de que Deus trabalha de maneiras misteriosas, quebrando barreiras que humanos constróem. Prepare-se, porque esta história vai tocar seu coração profundamente. Miguel era seu nome. Miguel, filho de Benedita, escrava da fazenda Santa Cruz em Caruaru, Pernambuco.

    Benedita havia dado a luz Miguel na cenzala escura e úmida em noite de tempestade de 1865. O pai de Miguel era desconhecido, provavelmente algum escravo que havia sido vendido para outra fazenda antes do nascimento, ou talvez o próprio senhor da fazenda que visitava czas à noite. Benedita nunca falou sobre isso. Antes, me diga de qual cidade vos se está assistindo.

    Miguel cresceu como todas as crianças escravas cresciam, trabalhando desde que podia andar. Aos 3 anos já buscava água. Aos cinco já ajudava na colheita. Aos oito já trabalhava de sol a sol nos canaviais que se estendiam por toda a fazenda Santa Cruz. Suas mãos pequenas sangravam com o corte da cana. Suas costas doíam sob o peso dos feixes. Seus pés descalços queimavam na terra quente do sertão pernambucano.

    Mas Miguel tinha algo diferente nas crianças escravas ao seu redor. Tinha olhos que brilhavam com inteligência. Tinha mente que absorvia tudo que via e ouvia. tinha coração que se recusava a aceitar que seu destino estava selado pelo nascimento. Sua mãe Benedita via isso e temia, porque escravos inteligentes e sonhadores eram os que mais sofriam, eram os que se rebelavam e eram castigados brutalmente. Deixe seu comentário.

    Você conhecia histórias de amor entre escravos e senhores no Brasil colonial? A fazenda Santa Cruz pertencia à família Albuquerque, uma das famílias mais ricas e poderosas de Pernambuco. O patriarca era coronel Antônio Albuquerque, homem de 60 anos duro, violento, que governava sua fazenda com mão de ferro e chicote sempre pronto.

    Ele tinha esposa, dona Eulália, mulher frágil, que vivia na sombra do marido, e tinham quatro filhos. A filha mais nova era Laura. Laura Albuquer, que tinha 18 anos. Em 1873, era considerada a mais bela jovem de toda a região. Tinha cabelos castanhos longos que caíam em cachos, olhos verdes que contrastavam com a pele clara protegida do sol, mãos delicadas que nunca haviam conhecido o trabalho pesado.

    Laura havia sido educada por tutores franceses, sabia ler e escrever fluentemente, tocava piano, bordava, falava francês, tinha todas as habilidades que uma de boa família deveria ter. Mas Laura também tinha algo em comum para a mulher de sua posição e época. Tinha bondade genuína, não a caridade condescendente, que muitas demonstravam para parecerem virtuosas, mas com paixão real pelos escravos que trabalhavam em sua fazenda.

    Laura secretamente ensinava algumas crianças escravas a ler, usando livros que escondia de seu pai. Levava remédios para as cenzalas quando alguém ficava doente. Intercedia com seu pai quando castigos eram muito severos. Essa bondade de Laura era rara e preciosa.

    A maioria dos senhores de escravos via seus cativos como animais, como propriedades sem alma ou sentimentos. Mas Laura, talvez por ter sido criada por ama de leite escrava que a amara como filha, via os escravos como seres humanos. Essa visão era perigosa para ela, porque seu pai não toleraria tal atitude se soubesse da extensão dela. Foi em tarde de sábado, em junho de 1873, que Miguel e Laura tiveram um encontro que mudaria ambas as suas vidas. Miguel tinha 8 anos, Laura tinha 18.

    Miguel estava trabalhando perto da Casa Grande, carregando água do poço para a cozinha, quando viu Laura sentada sozinha sob a sombra de uma grande mangueira no jardim. Laura estava lendo um livro completamente absorta. Miguel nunca havia visto alguém ler antes.

    Não sabia o que eram aquelas marcas pretas no papel branco que Laura observava tão intensamente. Sua curiosidade superou seu medo e ele se aproximou, ficando à distância respeitosa, apenas observando. Escreva nos comentários se você consegue imaginar a curiosidade que Miguel sentia. Laura eventualmente sentiu que estava sendo observada.

    levantou os olhos e viu Miguel parado ali, olhando para ela e para o livro, com fascínio tão óbvio que ela não pôde deixar de sorrir. “Você quer ver o livro?”, perguntou Laura gentilmente. Miguel hesitou, sabendo que escravos não deveriam se aproximar da Sha, mas então assentiu timidamente. Laura fez sinal para que ele se aproximasse.

    Miguel obedeceu, cada passo cauteloso, esperando a qualquer momento ser repreendido ou punido por sua ousadia. Mas Laura apenas mostrou a ele o livro. Era uma coleção de contos de fadas franceses traduzidos para o português. “Você sabe ler?”, perguntou Laura. Miguel balançou a cabeça negativamente. “Gostaria de aprender”, perguntou Laura. Os olhos de Miguel se iluminaram com tal intensidade que foi resposta suficiente.

    E assim começou algo extraordinário. Laura, arriscando a fúria de seu pai se fosse descoberta, começou a ensinar Miguel a ler. Eles se encontravam secretamente, sempre quando o coronel Antônio estava fora da fazenda em viagens de negócios, sempre em lugares escondidos onde não seriam vistos. Miguel era estudante brilhante. O que levaria anos para a criança comum aprender, ele absorvia em meses.

    Laura ficava maravilhada com a inteligência dele, com a fome por conhecimento que emanava daquele menino escravo. E Miguel, por sua vez, desenvolvia sentimento por Laura, que ia muito além de gratidão. Para Miguel, Laura era tudo que era belo no mundo. Era gentileza onde havia crueldade. Era luz onde havia escuridão.

    Era esperança onde havia desespero. Ele a adorava com toda a pureza de coração de criança de 8 anos. E em sua mente infantil, não havia barreiras de raça ou classe, havia apenas o sentimento. Foi depois de seis meses dessas lições secretas, em dezembro de 1873, que Miguel cometeu sua ousadia impensável.

    Eles estavam sentados sob a mesma mangueira onde se encontraram pela primeira vez. Laura havia acabado de ler para ele uma história de príncipe que se casa com princesa. Miguel, com toda a seriedade que criança de 8 anos pode reunir, olhou para Laura e disse: “Sim, a Laura, quando eu crescer vou ser seu marido.

    ” Laura ficou completamente chocada. Por um momento, não soube como responder. Então, talvez por nervosismo, talvez por achar a situação absurda, ela riu. Não foi riso cruel ou de zombaria, foi riso de surpresa, de incredulidade, diante de declaração tão impossível. Mas para Miguel, aquele riso foi como faca no coração. Responda nos comentários como você teria reagido no lugar de Laura.

    Miguel, você é apenas uma criança disse Laura quando parou de rir. E você é escravo? Eu sou filha de senhor de fazenda. Tais coisas não são possíveis. Quando você crescer, entenderá isso. Mas Miguel balançou a cabeça com determinação que surpreendeu Laura. Não, senhor. Eu vou casar com a senhora. Vou trabalhar, vou ficar forte, vou ficar rico e vou voltar e casar com a senhora.

    A senhora vai ver. Laura sorriu com ternura diante da convicção dele, mas também com tristeza, porque sabia a realidade brutal do mundo em que viviam. Miguel, escravos não podem se casar com Sins. Isso nunca aconteceu e nunca acontecerá. Você precisa esquecer essas fantasias e aceitar sua vida. Mas Miguel, com teimosia que definiria o resto de sua vida, disse: “Eu não aceito e eu vou provar para a senhora”.

    Laura pensou que aquilo era apenas fantasia de criança que passaria, mas ela estava errada. Aquele momento, aquela promessa, aquele sonho impossível se tornaria a força motriz de toda a vida de Miguel. Ele nunca esqueceria, nunca desistiria, nunca aceitaria que era impossível. Dois meses depois daquele encontro, em fevereiro de 1874, aconteceu o evento que mudaria tudo. Coronel Antônio descobriu que Laura estava ensinando escravos a ler.

    Um dos capatazes viu um dos encontros e relatou ao coronel: “A fúria do coronel foi terrível. Laura foi confinada em seus aposentos por meses, mas sua punição foi suave, comparada ao que aconteceu com os escravos envolvidos. Três crianças que Laura havia ensinado foram vendidas para fazendas distantes, como exemplo.

    E Miguel, quando o coronel soube que ele era um dos que Laura ensinava, recebeu punição brutal. Miguel foi chicoteado publicamente na frente de todos os escravos da fazenda, 20 chicotadas nas costas de menino de 8 anos, o suficiente para deixar cicatrizes permanentes, mas não matar, porque morto ele não teria valor.

    Miguel não chorou durante o castigo, não gritou, apenas apertou os dentes e suportou cada golpe, os olhos fixos em algum ponto distante. Sua mãe Benedita assistiu em horror, lágrimas correndo silenciosamente por seu rosto, incapaz de ajudar, sabendo que qualquer protesto resultaria em seu próprio castigo. Depois do açoitamento, Benedita cuidou das feridas de Miguel na cenzala, limpando o sangue, aplicando ervas que ela conhecia, rezando para que não infeccionassem.

    Deixe seu comentário se você consegue imaginar a dor física e emocional que Miguel sentiu. Enquanto sua mãe tratava suas feridas, Miguel sussurrou através da dor: “Mãe, eu vou sair daqui, vou fugir, vou ficar livre, vou voltar rico e forte e vou casar com a senh Laura”. Benedita olhou para seu filho com mistura de amor e desespero. Filho, não fale assim.

    Essas fantasias só vão trazer mais sofrimento. Mas Miguel balançou a cabeça. Não é fantasia, mãe. É promessa e eu vou cumprir. Nos anos seguintes, Miguel cresceu. Aos 10 anos, já era forte como adulto, trabalhando nos campos mais pesados. Aos 12, já era mais alto que maioria dos homens adultos. Aos 14 já tinha músculos desenvolvidos de anos de trabalho brutal, mas mais importante que sua força física era sua força mental. Miguel nunca esqueceu como ler.

    Praticava secretamente sempre que podia encontrar qualquer pedaço de papel ou livro abandonado. Observava tudo, aprendia tudo, absorvia cada pedaço de conhecimento que podia obter, planejava meticulosamente sua fuga, sabendo que teria apenas uma chance, que se fosse capturado, seria morto ou vendido para a fazenda ainda pior. Laura, durante esses anos, cresceu também.

    Aos 21 anos, era pressionada por seu pai. para se casar com filho de outra família rica da região. Mas Laura recusava cada pretendente para a frustração crescente de seu pai. Ela mesma não entendia completamente porque recusava, mas no fundo de seu coração havia memória daquele menino escravo que prometeu que voltaria. Ela pensava nele.

    Às vezes perguntava-se o que havia acontecido com ele, se ainda estava vivo, se as cicatrizes de seu castigo haviam curado. Sentia a culpa por ter rido de sua promessa, por não ter levado seus sentimentos a sério, mas ela consolava-se pensando que ele provavelmente havia esquecido que era apenas fantasia de criança.

    Em maio de 1888, 15 anos após sua promessa, aconteceu o que mudaria tudo. A escravidão foi abolida no Brasil pela lei Áurea, assinada pela princesa Isabel. Após 350 anos de escravidão, após milhões de vidas destruídas, finalmente a instituição brutal chegou ao fim. Na fazenda Santa Cruz, a notícia chegou com impacto de terremoto.

    Coronel Antônio entrou em fúria, sabendo que sua riqueza dependia de trabalho escravo, que agora não seria mais gratuito. Muitos ex-escravos ficaram na fazenda porque não tinham para onde ir. aceitando trabalhar por salários miseráveis, porque era isso ou morrer de fome. Escreva nos comentários o que você teria feito se fosse escravo recém-libertado.

    Mas Miguel, agora com 23 anos, não ficou nenhum dia após a abolição. Ele havia esperado por este momento durante 10 anos, planejando meticulosamente o que faria quando finalmente fosse livre. beijou sua mãe Benedita, prometendo que voltaria para buscá-la, e partiu para Recife, a capital de Pernambuco, onde sabia que havia oportunidades para homens dispostos a trabalhar duro.

    Em Recife, Miguel trabalhou como nunca havia trabalhado antes. Aceitou qualquer trabalho que pagasse. Carregador no porto, ajudante de construção, limpador de estábulos, qualquer coisa. trabalhava 18 horas por dia, dormia em cantos de rua ou em abrigos baratos, comia o mínimo necessário para sobreviver e economizava cada centavo que ganhava. Mas Miguel não estava apenas trabalhando braçalmente, ele estava aprendendo.

    Observava comerciantes, aprendia sobre negócios, sobre como o dinheiro funciona, sobre oportunidades. E ele estava esperando sua chance. A chance veio dois anos após sua chegada em Recife. Um comerciante português que Miguel ajudava ocasionalmente ficou impressionado com sua inteligência e honestidade.

    O comerciante estava velho e sem herdeiros. Estava procurando alguém para treinar para eventualmente assumir seu negócio de importação de tecidos. Ele ofereceu a Miguel posição como aprendiz com salário pequeno, mas oportunidade de aprender o negócio. Miguel aceitou imediatamente e provou ser estudante excepcional.

    Em três anos, ele não apenas aprendeu o negócio, mas o expandiu, encontrando novos fornecedores, novos clientes, aumentando os lucros dramaticamente. Quando o comerciante português morreu em 1893, deixou o negócio para Miguel em seu testamento, reconhecendo que Miguel era melhor sucessor que qualquer membro de sua própria família. Aos 28 anos, Miguel era proprietário de negócio próspero.

    Tinha dinheiro no banco, tinha propriedade, tinha respeito na comunidade comercial de Recife. Mas através de todos esses anos, através de todo seu sucesso, Miguel nunca esqueceu sua promessa. Laura estava sempre em seus pensamentos. Sua imagem alimentava sua determinação. Sua promessa de voltar era o que o mantinha trabalhando quando estava exausto. O que o mantinha focado quando tentações surgiam.

    Responda nos comentários se você consegue entender a determinação de Miguel. Em outubro de 1893, 15 anos após fugir da fazenda Santa Cruz, 20 anos após fazer sua promessa, Miguel finalmente sentiu que estava pronto. Tinha 33 anos. Era próspero, era respeitado, era livre. Era hora de voltar.

    Miguel comprou terno fino, sapatos de couro, chapéu elegante, comprou cavalo de raça, encheu alforges com presentes caros e cavalgou de Recife de volta para Caruaru, de volta para a fazenda Santa Cruz, de volta para cumprir sua promessa. A viagem levou três dias. Com cada quilômetro, o coração de Miguel batia mais forte. Ele não sabia o que encontraria.

    Laura ainda estava na fazenda, havia se casado, ainda estava viva. Tantas perguntas, tantas incertezas, mas ele havia prometido. E homem de palavra cumpre suas promessas. Quando Miguel chegou à fazenda Santa Cruz, ficou chocado com o que encontrou. A fazenda estava em ruínas, os campos abandonados, a casa grande precisando de reparos. A abolição havia destruído a economia da fazenda e sem trabalho escravo gratuito, o coronel Antônio não conseguira manter a propriedade funcionando.

    Miguel soube por moradores locais que o coronel Antônio havia morrido 3 anos antes de ataque cardíaco. Dona Eulália havia morrido pouco depois. Dois dos filhos haviam se mudado para o Rio de Janeiro, mas Laura, a filha mais nova, ainda vivia na Casa Grande, agora com 38 anos, solteira, cuidando sozinha da propriedade em decadência.

    Miguel cavalgou até a casa grande, seu coração batendo tão forte que sentia nas têmporas. Desmontou, subiu os degraus da varanda e bateu na porta que uma vez teria sido chicoteado por ousar tocar. A porta se abriu e ali estava ela, Laura, 20 anos mais velha, com alguns fios prateados no cabelo castanho, com linhas finas ao redor dos olhos verdes, mas ainda bela, ainda com aquele olhar de bondade que Miguel se lembrava. Laura olhou para o homem elegante em sua porta, não o reconhecendo inicialmente.

    “Posso ajudá-lo, senhor?”, perguntou ela. Miguel removeu seu chapéu, sua voz tremendo ligeiramente quando falou: “Sim, a Laura, sou eu, Miguel, filho de Benedita, deixe seu comentário sobre como você acha que Laura reagiu.” Laura ficou completamente imóvel, olhos arregalados com choque. “Miguel, o pequeno Miguel!”, Ela olhou para ele com mais atenção, procurando em suas feições maduras o menino que conhecera.

    Então viu em seus olhos. Eram os mesmos olhos brilhantes de inteligência, os mesmos olhos que uma vez olharam para ela com adoração pura. “Miguel”, sussurrou ela. “É realmente você?” Miguel assentiu. “Prometi que voltaria”, disse ele. Prometi que quando crescesse voltaria para me casar com a senhora.

    “A senhora lembra?” Laura? levou mão ao peito, emoções cruzando o seu rosto tão rapidamente que Miguel não conseguia decifrá-las. Choque, incredulidade, memória, algo mais que ele não podia identificar. “Miguel”, ela disse finalmente. “Você você realmente você lembrou?” “Como eu poderia esquecer?”, disse Miguel. A senhora foi a única pessoa que me tratou com bondade, a única que viu valor em mim quando todo mundo via apenas escravo.

    A senhora me ensinou a ler, me ensinou que eu poderia ser mais do que meu nascimento determinava e prometi que voltaria e cumpri minha promessa. Laura começou a chorar, lágrimas silenciosas correndo por seu rosto. Miguel, eu ri. Disse que era impossível. Disse para você esquecer.

    E você? Você realmente passou todos estes anos?” “Sim”, disse Miguel simplesmente, “Trabalhei, lutei, construída para mim, tudo para poder voltar e cumprir minha promessa. Agora tenho negócio próspero em Recife, tenho dinheiro, tenho posição, não sou mais escravo, sou homem livre, sou homem de sucesso.” E vim perguntar novamente: “Sim, a Laura, você se casaria comigo?” Laura balançou a cabeça, mas não em recusa.

    Balançou em pura incredulidade diante da determinação extraordinária deste homem. Miguel, você não tem que me chamar de Sim a Mais. Você é livre. Somos iguais agora. Miguel sorriu levemente. Velhos hábitos são difíceis de quebrar, mas tem razão. Laura, disse ele, usando seu nome sem título pela primeira vez. Laura, você se casaria comigo? Laura olhou para este homem extraordinário que estava em sua varanda.

    que havia transformado promessa de criança de 8 anos em realidade de homem de 33, que havia superado obstáculos inimagináveis, que havia construído vida do nada, que havia esperado 20 anos para cumprir promessa que ela havia ridicularizado. Escreva nos comentários qual você acha que foi a resposta de Laura. Miguel”, disse Laura lentamente. “Você é homem extraordinário.

    O que você conseguiu, o que você superou, é além de admirável, mas eu não posso me casar com você.” As palavras foram como punhalada no coração de Miguel. “Por quê?”, perguntou ele, tentando manter voz firme. “Porque você não me ama?”, disse Laura gentilmente. “Você ama a memória de menina que foi gentil com você 20 anos atrás. Você ama a ideia de mim, não a pessoa que eu realmente sou.

    Não disse Miguel com firmeza. Eu conheço você. Passei anos pensando em você, imaginando como seria nossa vida juntos, planejando o nosso futuro. Eu amo você, Laura. Amo sua bondade, sua coragem de ser gentil em mundo cruel, sua força de manter seus valores mesmo quando era perigoso. Laura balançou a cabeça tristemente. Você conhece garota de 18 anos que não existe mais. Eu tenho 38 anos agora, Miguel.

    Sou mulher envelhecendo. Minha beleza está desvanecendo. Minha juventude se foi. Você é homem jovem, bem-sucedido. Pode ter qualquer mulher. Por que prender-se a promessa feita quando era criança? Por homem de palavra mantém suas promessas”, disse Miguel. “E porque meu amor por você não é baseado em beleza externa que desvanece? É baseado em quem você é por dentro que não muda.

    Você ainda é gentil? Ainda é corajosa, ainda é boa?” “Sim”, sussurrou Laura. Então, essas são as qualidades que eu amo”, disse Miguel, “essas não desvanecerão com idade.” Laura fechou os olhos, lutando com emoções que ela havia guardado por tanto tempo. “Miguel, há outra razão.

    A sociedade nunca aceitará nosso casamento. Você pode ser livre, pode ser rico, mas ainda é negro. Eu sou branca. Nosso casamento seria escândalo. Seríamos rejeitados por todos.” Miguel deu passo mais próximo. Eu não me importo com o que sociedade pensa. Passei minha vida inteira desafiando o que sociedade dizia que eu poderia ser. Sociedade disse que eu seria escravo para sempre. Provei que estava errada.

    Sociedade diz que não posso me casar com você. Vou provar que está errada novamente. A questão não é o que sociedade pensa, é o que você quer. Laura abriu os olhos e olhou diretamente para Miguel. E se eu disser não? E se eu recusar? Responda nos comentários se você acha que Miguel deveria aceitar a recusa. Miguel ficou quieto por longo momento.

    Então disse: “Então eu vou respeitar sua decisão. Não vim aqui para forçá-la a nada. Vim para cumprir promessa, para oferecer a você tudo que sou, tudo que tenho. Mas a escolha é sua. Sempre foi. Se você não me quer, vou aceitar isso e seguir com minha vida.” Mas continuou Miguel antes de decidir, quero que saiba algo. Eu te amo. Amei você desde aquele dia sob a mangueira, quando você me mostrou que eu valia algo.

    Amei você através de cada chicotada que recebi por causa das lições que você me deu. Amei você através de cada dia de trabalho brutal que me trouxe um passo mais perto de ser digno de você. Amei você através de 20 anos de espera e vou continuar amando você mesmo se você disser não.

    Esse amor não desaparecerá porque você o rejeita, mas você merece saber que existe. Laura começou a chorar mais intensamente agora. Ninguém nunca havia falado com ela assim. Todos os pretendentes que seu pai trouxera viam apenas sua beleza e seu dote. Nenhum via sua alma. Nenhum a valorizava por quem ela realmente era. Mas este homem, este homem que ela uma vez tratou com pena, este homem a amava de forma mais profunda que ela jamais imaginara ser amada. “Miguel”, sussurrou ela através das lágrimas.

    “Você é homem mais notável que já conheci, mas preciso de tempo. Isso é muito, muito repentino. 20 anos para você, mas apenas momentos para mim desde que você bateu em minha porta. Preciso pensar. Preciso ter certeza. Miguel assentiu com compreensão.

    Eu esperaria 20 anos mais, se necessário, mas por favor não demore tanto desta vez. Tenho 33 anos. Não estou ficando mais jovem. Laura conseguiu sorrir através das lágrimas. Isso arrancou o pequeno riso de Miguel também. Onde você vai ficar? Perguntou Laura. Na vila há pequena pousada. Vou ficar lá até que você tenha sua resposta para mim. Miguel começou a se virar para partir, mas Laura de repente disse: “Espere!” Ele se virou de volta.

    “Sua mãe Benedita, ela ainda está viva.” O rosto de Miguel se iluminou e escureceu ao mesmo tempo. “Sim, ela está viva, ainda trabalha aqui na fazenda. Ela não quis vir comigo para Recife. Disse que era velha demais para mudanças, que esta terra era tudo que conhecia. Laura assentiu. Vá vê-la, então. Ela está na mesma cenzala. Não, perdão.

    Não chamamos mais de Senzala. Ela está nas casas dos trabalhadores, terceira casa à esquerda. Ela ficará tão feliz em vê-lo. Deixe seu comentário sobre o reencontro de Miguel com sua mãe. Miguel foi encontrar sua mãe. Benedita estava sentada do lado de fora de sua pequena casa, agora com 63 anos, cabelos completamente brancos, costas curvadas de décadas de trabalho duro.

    Quando viu o homem elegante se aproximando, não o reconheceu inicialmente. Mas então Miguel falou: “Mãe, sou eu.” Benedita olhou mais atentamente, então seus olhos se arregalaram com reconhecimento. Miguel, meu filho? Ela se levantou com dificuldade e Miguel correu para ela, abraçando-a cuidadosamente, temendo machucá-la. Eles choraram juntos.

    Benedita tocando o rosto de seu filho, mal acreditando que o menino que partira 20 anos atrás havia voltado como homem bem-sucedido. Miguel contou tudo sobre sua vida em Recife, sobre seu negócio e sobre por havia voltado. Benedita balançou a cabeça com sabedoria que vem da idade. Filho, você alcançou coisas impossíveis, mas talvez esta última coisa que você busca seja impossível demais.

    Laura é boa mulher, mas mundos que o separam são vastos demais. Nada é impossível para quem não aceita impossibilidade”, disse Miguel. “Você me ensinou isso, mãe. Você trabalhou em campos por décadas, mas nunca perdeu sua dignidade. Nunca aceitou que escravidão era seu destino merecido. Aprendi com você a nunca aceitar limites que outros põem em mim.

    ” Benedita sorriu tristemente. Sou apenas velha mulher que sobreviveu. Mas você, filho, você é extraordinário. E se alguém pode superar barreiras entre vocês e Laura, é você. Nos dias seguintes, Miguel permaneceu em Caruaru. Visitava sua mãe diariamente, mas não ia ver Laura, respeitando seu pedido de tempo para pensar.

    No entanto, Laura pensava nele constantemente, perguntava aos trabalhadores sobre ele, ouvindo histórias de como ele havia se tornado homem rico e respeitado em Recife, como era conhecido por tratar todos com dignidade, como era generoso com pobres.

    Laura também conversou com padre Antônio, o padre local que conhecia tanto ela quanto Miguel desde a infância. “Padre, eu não sei o que fazer”, confessou Laura. “Meu coração diz sim, mas minha mente diz que é loucura”. Padre Antônio, homem de 70 anos que havia visto muito na vida, disse: “Laura, eu batizei você, vi você crescer, conheço seu coração e digo isto: Amor verdadeiro é raro demais neste mundo para ser rejeitado por causa do que outros pensam. Deus não vê raça ou classe, ele vê coração.

    E o coração daquele homem é um dos mais puros que já conheci.” Escreva nos comentários se você concorda com o conselho do padre. Mas e o escândalo, padre? perguntou Laura. Meus irmãos ficarão furiosos. A sociedade nos rejeitará. Seremos párias.

    E qual é o valor de aprovação de sociedade comparado ao amor verdadeiro? Perguntou o padre. Você acha que Deus se importa com o que sociedade hipócrita pensa? Sociedade que permitiu escravidão por 300 anos, agora julga amor entre duas pessoas livres. Que tipo de autoridade moral tem essa sociedade? Laura ficou em silêncio, considerando as palavras.

    Laura continuou o padre, você tem 38 anos. Passou 20 anos recusando pretendentes, porque nenhum deles tocava seu coração, porque no fundo ele já estava ocupado, ocupado por uma promessa feita à sombra de uma mangueira por um menino que não tinha nada além de sonhos. Você esperou por ele, Laura, mesmo sem saber que estava esperando.

    Não deixe que o medo de vozes cruéis abafura saiu da igreja com o coração acelerado, mas a mente clara pela primeira vez em anos. Ela montou em seu cavalo e não voltou para a casa grande. Em vez disso, ela galopou em direção à pequena pousada na vila. Quando Miguel a viu chegar, levantou-se da cadeira na varanda, a preocupação vincando sua testa.

    Eram apenas dois dias desde a conversa deles e ele temia que a rapidez da visita significasse uma rejeição. “Laura”, disse ele, descendo os degraus ao encontro dela. “Aconteceu alguma coisa?” Laura desmontou a respiração ofegante, o rosto corado pela cavalgada e pela emoção. Ela parou diante dele, diante daquele homem que havia conquistado o mundo apenas para ser digno dela.

    Aconteceu disse Laura, sua voz firme. Aconteceu que eu percebi que sou uma tola. Fui tola há 20 anos quando ri tola há dois dias quando hesitei. Miguel prendeu a respiração sem ousar ter esperança ainda. O que você está dizendo? perguntou ele.

    Estou dizendo que a sociedade não estava lá quando eu chorava de solidão nesta fazenda em ruínas”, respondeu Laura, dando um passo à frente e tomando as mãos de Miguel nas suas. “A sociedade não estava lá quando você apanhou por querer aprender. A sociedade não importa, Miguel. O que importa é que você é o homem mais nobre, corajoso e leal que já pisou nesta terra.

    E se você ainda me quiser, com todas as minhas falhas, com minha idade, com meus medos, então minha resposta é sim. Um sorriso lento e radiante se espalhou pelo rosto de Miguel, iluminando seus olhos como Laura se lembrava de quando ele era criança. Ele não disse nada a princípio, apenas levou as mãos dela aos lábios e as beijou com reverência.

    “Eu quis você quando não tinha nada”, disse Miguel com a voz embargada. Eu quero você agora que tenho tudo, porque sem você o tudo não significa nada. Responda nos comentários. Você torceu por esse final feliz? O casamento aconteceu um mês depois na capela da própria fazenda Santa Cruz. Como previsto, foi um escândalo.

    A família Albuquerque, os irmãos de Laura, no Rio de Janeiro, enviaram cartas furiosas, deserdando-a, dizendo que ela havia manchado o nome da família. A elite local de Caruaru boicotou a cerimônia, recusando-se a ver uma branca de boa família casar-se com um ex-escravo. Mas a capela não estava vazia, estava lotada. Estava cheia dos trabalhadores da fazenda, dos ex-escravos que conheciam Miguel desde o berço, de Benedita, que chorava copiosamente no banco da frente, vestida com a melhor seda que o dinheiro do filho podia comprar.

    Padre Antônio celebrou a união com um sorriso que desafiava qualquer preconceito. Quando Miguel beijou a noiva, não houve aplausos polidos da alta sociedade, mas sim vivas, gritos de alegria e palmas sinceras daqueles que sabiam o valor daquela vitória. Miguel e Laura não fugiram. Eles decidiram ficar.

    Com o dinheiro e a experiência comercial de Miguel, e com o conhecimento da terra de Laura, eles reergueram a fazenda Santa Cruz. Mas fizeram diferente. Miguel contratou os trabalhadores com salários justos, construiu casas dignas, abriu uma escola onde qualquer criança, negra ou branca podia aprender a ler, garantindo que nenhum outro menino precisasse apanhar por querer conhecimento.

    A fazenda prosperou como nunca antes, tornando-se mais rica do que nos tempos do Coronel Antônio, provando a todos que a liberdade e o respeito geram mais frutos do que o chicote e o medo. 3 anos após o casamento, quando Laura já tinha 41 anos e muitos diziam ser impossível, um último milagre aconteceu. Ela deu à luz um menino. Chamaram-no de Antônio, não em homenagem ao avô coronel, mas ao padre que abençoou a união.

    Miguel viveu até os 80 anos, sempre olhando para Laura com a mesma adoração daquele menino de 8 anos. E Laura, até o fim de seus dias, dizia a quem quisesse ouvir que a maior bênção de sua vida não foi nascer a, mas ter sido amada por um homem que ensinou ao mundo que o amor não conhece cor e que promessas quando feitas com a alma são as forças mais poderosas do universo.

    E assim a história do menino escravo, que prometeu se casar com a Sahá, tornou-se uma lenda em Pernambuco, passada de geração em geração, como testemunho eterno de que para o amor e para a determinação humana, o impossível é apenas uma palavra. Se essa história tocou seu coração, compartilhe este vídeo para que mais pessoas acreditem na força do amor verdadeiro.

  • O Dono da Fazenda Entregou Sua Filha Obesa ao Escravo… Ninguém Imaginou o Que Ele Faria com Ela”

    O Dono da Fazenda Entregou Sua Filha Obesa ao Escravo… Ninguém Imaginou o Que Ele Faria com Ela”

    A fazenda São Jerônimo se estendia por hectares de café e cana, terra vermelha grudando nas botas, calor úmido que fazia o suor escorrer antes mesmo do sol nascer completamente. Casa grande, com suas janelas altas e paredes caiadas, ficava no topo de uma colina suave, olhando para baixo, sempre olhando para baixo, como se até a arquitetura precisasse lembrar a todos quem mandava e quem obedecia.

    Coronel Augusto Ferreira da Silva era dono de tudo aquilo, terras, gado, plantações e 243 almas que não eram suas, mas que ele tratava como se fossem. Homem grande, barriga proeminente, bigode grosso que escondia uma boca acostumada a dar ordens que não admitiam questionamento. Tinha três filhos, dois homens fortes, cavaleiros excelentes, que administravam partes da propriedade e já estavam prometidos a filhas de outros coronéis.

    E tinha Adelaide. Adelaide tinha 22 anos e pesava mais de 130 kg. Não porque comesse demais por gula, mas porque a comida era a única coisa que a mãe, dona Eulália, permitia que ela tivesse sem julgamento. Cada pedaço de pão, cada colher de doce de leite era um minuto de silêncio, onde ninguém comentava sobre seu corpo, sobre sua inutilidade, sobre como ela envergonhava a família só por existir.

    Ela vivia no terceiro quarto do corredor esquerdo da Casagre. Janelas sempre fechadas, cortinas pesadas bloqueando a luz. Não por escolha dela, mas porque o coronel decidira anos atrás que era melhor os visitantes não a verem. Melhor ela não existir publicamente. Adelaide lia quando conseguia livros contrabandeados pela mucama mais velha.

    bordava mal, porque ninguém nunca se deu ao trabalho de ensinar direito e esperava. Não sabia exatamente pelo que, mas esperava. Naquela manhã de fevereiro, o coronel subiu às escadas com passos pesados que anunciavam problemas. Adelaide reconheceu o som. Era diferente da caminhada casual, diferente até da caminhada bêbada depois dos jantares longos.

    Era a caminhada de quando ele tinha tomado uma decisão e vinha executá-la. A porta abriu sem bater. Ele nunca batia. “Levanta”, ele disse, “sem bom dia, sem preâmbulo. Adelaide estava sentada na cadeira perto da janela fechada, um livro esquecido no colo. Levantou-se devagar, pernas doendo daquele jeito que sempre doíam. Agora o vestido cinza, largo e sem forma.

    era tudo que tinha para usar. A mãe dizia que não adiantava gastar tecido bom em quem não ia ser vista mesmo. E antes que você pergunte o que aconteceu depois, deixa eu te pedir uma coisa. Se você tá acompanhando essa história, se tá sentindo o peso do que essas pessoas viveram, se inscreve no canal, porque o que vem agora vai te mostrar um lado da história do Brasil que a gente não aprende na escola, mas que é real, que aconteceu, que moldou quem somos.

    e comenta aí embaixo de qual cidade ou estado você tá assistindo. Quero saber se essa história vai chegar em cada canto desse país que foi construído nas costas de gente que nunca pediu para estar aqui. Arrumei uma solução pro teu problema”, o coronel disse, cruzando os braços grossos sobre o peito. Olhava para ela como se olhasse para um animal doente que precisava ser sacrificado por misericórdia.

    Adelaide não respondeu. Tinha aprendido há muito tempo que responder só piorava as coisas. Nenhum homem de bem vai te querer. Isso é fato. Já tentei arranjar casamento três vezes. Três e todos recusaram quando te viram. Então decidi. Vou te dar pro Benedito. Pelo menos assim você serve para alguma coisa.

    Ele precisa de mulher. Você precisa de utilidade. Resolvido. O mundo inclinou. Adelaide segurou na cadeira para não cair. Benedito era o escravo mais velho da fazenda, 60 e poucos anos já curvado pelo trabalho, mãos deformadas de tanto cortar cana e colher café. Ele dormia na cenzala menor, a que ficava mais longe da casa grande, onde colocavam os que não produziam mais tanto, mas que o coronel não tinha coragem de simplesmente deixar partir.

    Não por bondade, mas porque até isso tinha custo e papelada. Adelaide finalmente encontrou a voz fina e trêmula. Pai, eu não não posso. Não quero. Não te perguntei o que você quer. Ele cortou. Voz dura como a madeira das traves da casa. Amanhã de manhã você desce, pega suas coisas e vai morar na cenzala com ele.

    Vai cozinhar, limpar, fazer o que uma mulher deve fazer. e quem sabe até serve de alguma coisa se ele conseguir te suportar. Virou-se e saiu. A porta ficou aberta atrás dele, mas Adelaide não tinha para onde ir. Naquela noite ela não dormiu. Ficou sentada na escuridão do quarto, ouvindo os sons da fazenda, o canto distante de algum trabalhador voltando tarde, o latido dos cachorros, o vento chacoalhando as árvores antigas.

    E por baixo de tudo, o silêncio pesado de uma vida que nunca foi sua para controlar. Benedito soube da decisão do coronel quando o feitor foi até a cenzala ao anoitecer e anunciou para todos ouvirem como se fosse piada. Ram? Claro que riram. O velho Benedito, que mal conseguia endireitar as costas, ia ganhar a filha gorda do patrão como presente, como castigo, como humilhação para ambos.

    Benedito não riu. Olhou para o chão de terra batida, para as mãos grossas e cheias de cicatrizes que um dia foram jovens e fortes, e sentiu algo que não sentia fazia tempo. Raiva não contra a moça, contra o homem que achava que podia dispor de vidas, como quem distribui cartas em jogo de baralho. Ele tinha chegado na fazenda com 12 anos, comprado de um traficante no mercado de Ouro Preto.

    não lembrava mais do rosto da mãe, mas lembrava da voz dela cantando em língua que ele já não sabia falar. Trabalhou 50 anos naquela terra, 50 anos acordando antes do sol, dormindo depois da lua, sangrando, suando, quebrando. E agora isso, a filha rejeitada como prêmio de consolação. Na manhã seguinte, Adelaide desceu as escadas da Casa Grande pela última vez.

    carregava uma trouxa pequena com três vestidos, uma escova de cabelo e o livro que estava lendo. A mãe não desceu para se despedir, os irmãos também não. Só a mucama velha Celestina estava na cozinha e pressionou um embrulho nas mãos de Adelaide. Pão e goiabada. Ela sussurrou. Não é muito, mas é o que eu posso fazer.

    Adelaide assentiu, garganta apertada demais para agradecer em voz alta. A caminhada até a cenzala dos velhos levou 10 minutos. 10 minutos através do terreiro, passando pelos olhares curiosos e julgadores de quem trabalhava nos arredores da casa. 10 minutos sentindo o sol quente nas costas, os pés machucando nas botinas velhas que nunca serviram direito.

    10 minutos carregando o peso de uma vida inteira de rejeição, culminando naquele momento. Benedito estava sentado na soleira da porta quando ela chegou. levantou-se devagar, como tudo que fazia agora era devagar, e olhou para ela, não com desejo, não com pena, mas com algo parecido com reconhecimento. “Pode entrar”, ele disse.

    Voz rouca de décadas de gritar comandos nas plantações. Não é muito, mas é o que tem. A cenzala era um cômodo único, 4 m5, talvez. Chão de terra, paredes de pau a pique, teto de sapé, uma esteira de palha em um canto servia de cama, uma panela de ferro pendurada em um gancho, uma mesa tosca com dois bancos, uma janela pequena sem vidro, apenas uma abertura com veneziana de madeira, cheirava a fumaça, suor e tempo.

    Delaide entrou, colocou a trouxa no chão, ficou de pé, sem saber o que fazer com as mãos, com o corpo, com a situação inteira. Benedito fechou a porta atrás dela. O som fez o coração de Adelaide disparar, mas ele não se aproximou, apenas foi até a mesa e sentou pesado. “Senta”, ele disse, indicando o outro banco. Ela sentou.

    Eles ficaram em silêncio por um tempo longo, minutos que pareciam horas. Adelaide olhava para as próprias mãos no colo. Benedito olhava para a parede para um ponto fixo que talvez só ele visse. Finalmente ele falou: “Eu não te quis. Não pedi por você. Não quero que você ache que isso foi escolha minha”. Adelaide assentiu ainda sem olhar para cima.

    E eu imagino, ele continuou, que você também não me quis, que isso é castigo para você tanto quanto é para mim. Ela olhou para ele, então de verdade. Viu as rugas profundas, os olhos cansados, mas ainda vivos, a dignidade ferida, mas não quebrada completamente. Viu um homem que tinha sobrevivido ao impensável e ainda tinha força para sentar ereto, para falar com clareza, para ser humano quando tudo conspirava para transformá-lo em coisa.

    “Não é castigo”, ela disse baixinho. “Não da sua parte. Você não fez nada de errado. Benedito soltou algo parecido com uma risada, mas sem alegria. 50 anos nessa terra e você é a primeira pessoa dessa família que diz que eu não fiz nada de errado. Engraçado como funciona, não é? O mundo inteiro te diz que você é culpado de ter nascido do jeito errado, no lugar errado, e você começa a acreditar.

    Adelaide entendeu aquilo profundamente, mais do que ele podia imaginar. Os primeiros dias foram estranhos e desconfortáveis. Dormiam na mesma esteira porque não havia outra, mas com uma distância respeitosa entre os corpos. Benedito saía antes do amanhecer para trabalhar no que ainda conseguia. Atividades leves que o feitor atribuía aos mais velhos.

    Consertar cercas, cuidar das galinhas, varrer os terreiros. Adelaide ficava na cenzala, cozinhando a comida simples que recebiam como ração. Feijão, farinha, às vezes um pedaço de carne seca. Ela esperava que os outros trabalhadores zombassem, que fizessem comentários cruéis e fizeram no começo.

    Mas Benedito tinha algo que 50 anos de trabalho forçado não conseguiram tirar. Respeito. Os mais jovens o temiam um pouco, não por violência, mas por autoridade silenciosa. Quando ele olhava, de certa forma, as risadas morriam. À noite eles conversavam. Não muito no início, apenas frases curtas sobre o dia, sobre o que precisava ser feito amanhã.

    Mas aos poucos as conversas se aprofundaram. Benedito contava histórias da fazenda, de como as coisas eram antes, de pessoas que tinham vindo e ido, que tinham partido de formas que ele descrevia com cuidado, usando palavras como descansou, partiu, foi libertado pelo sono eterno. Adelaide contava sobre os livros que lia, sobre as histórias que imaginava, sobre o mundo que existia apenas na sua cabeça.

    Benedito ouvia com atenção genuína, fazendo perguntas, pedindo que ela explicasse coisas. Ele nunca tinha aprendido a ler, mas tinha uma inteligência afiada e uma curiosidade que décadas de trabalho brutal não conseguiram matar. Um mês depois, em uma noite de chuva pesada que fazia o teto de sapé gotejar em três lugares, Adelaide percebeu que estava feliz.

    Não da forma grandiosa que os romances descreviam, mas de uma forma pequena e real. Estava conversando com alguém que a ouvia. Estava sendo útil de uma forma que escolhera, cozinhando e cuidando porque queria, não porque era forçada. estava existindo sem o peso constante do julgamento. E Benedito, por sua vez, descobriu que ter alguém com quem dividir o silêncio tornava o silêncio mais suportável, que ter alguém para proteger, mesmo que apenas da chuva e da fome, dava propósito aos dias que antes eram apenas repetição mecânica, mas a fazenda não perdoava a felicidade.

    O coronel começou a notar. Viu Adelaide andando pelo terreiro sem a postura de derrota que esperava. Viu Benedito trabalhando com algo parecido, com leveza nos ombros, e isso o irritou de uma forma que ele não conseguia nomear. Tinha dado a filha inútil para o escravo velho, esperando que ambos apenas desaparecessem na insignificância, mas em vez disso, eles tinham encontrado algo parecido com paz.

    E paz para homens como o coronel era inaceitável quando não vinha das suas mãos. Certa tarde, ele desceu até a cenzala com o feitor e dois dos filhos. Benedito estava consertando o teto, Adelaide lavando roupa no tanque improvisado do lado de fora. Eles pararam quando viram a comitiva se aproximar. “Então é verdade”, o coronel disse, voz alta e performática.

    Vocês dois se acostumaram bem demais. Quase parecem gente de verdade, com vida de verdade. Benedito desceu da escada devagar, colocando-se entre Adelaide e os homens. “Estamos fazendo o que o Senhor mandou”, ele disse, “Vozada. Vivendo como o Senhor determinou. O coronel riu. Som desagradável. Determinar. Eu não determinei que vocês fossem felizes.

    Felicidade não é para quem não merece. E vocês dois? Ele cuspiu. Não merecem nada. Adelaide sentiu o medo antigo voltando, aquele que fazia seu estômago revirar. Mas então sentiu outra coisa, a mão de Benedito, velha e calejada, encontrando-a dela e apertando brevemente, não de forma romântica, mas de forma que dizia: “Eu estou aqui, você não está sozinha”.

    O que o Senhor quer? Benedito perguntou ainda calmo, mas havia algo de aço na voz. Agora quero lembrar vocês do lugar de vocês. Benedito, você volta para as plantações. Trabalho pesado. E você? Ele olhou para Adelaide com desprezo. Volta para Casa Grande. Vou arranjar um convento que aceite você. Melhor apodrecer rezando do que infectar minha propriedade com essa situação.

    Não. A palavra saiu de Adelaide, clara, firme. Pela primeira vez em 22 anos. O coronel congelou, os filhos também. O feitor colocou a mão no cabo do chicote que carregava na cintura. O que você disse? O coronel perguntou. Voz perigosamente baixa. Eu disse: “Não, não vou. Você me deu para ele pelas suas próprias regras, pelas leis que você tanto preza, eu sou dele agora e ele é meu.

    Você não pode desfazer isso só porque mudou de ideia. Foi um argumento brilhante e desesperado. O coronel valorizava a propriedade acima de tudo. Tinha dado a Delaide a Benedito como se fosse um objeto. E pelas próprias leis que os homens como ele criaram e defendiam. O que era dado estava dado. O rosto do coronel ficou vermelho. Ele deu um passo à frente.

    Benedito se moveu, colocando-se completamente na frente de Adelaide, não de forma agressiva, mas definitiva. O senhor vai me levar de volta? Vai me colocar para trabalhar pesado até eu partir? Pode fazer, o velho disse. Mas se fizer, todo mundo nessa fazenda vai saber que o Senhor voltou atrás numa decisão, que a palavra do Senhor não vale e qual o valor de um coronel cuja palavra não vale nada.

    Foi um cheque mate perfeito. O coronel vivia da reputação, do respeito baseado em medo, mas também imprevisibilidade. Se voltasse atrás publicamente, abriria precedente. Outros começariam a questionar. A estrutura que mantinha tudo funcionando começaria a arrachar. Ele ficou ali travado entre o orgulho e a raiva por longos segundos.

    Finalmente cuspiu no chão, virou e foi embora. os filhos e o feitor atrás dele. Benedito e Adelaide ficaram parados, mãos ainda entrelaçadas, corações disparados, até o grupo desaparecer entre as árvores. Então, Benedito soltou um suspiro longo e trêmulo. Isso vai ter consequências, ele disse. Eu sei.

    Mas Adelaide estava sorrindo. Pela primeira vez em anos tinha escolhido algo. tinha defendido algo e ao lado dela estava alguém que tinha feito o mesmo. As consequências vieram, mas não da forma que esperavam. O coronel não os separou de novo, mas cortou a ração pela metade. Fez Benedito voltar ao trabalho mais pesado, mesmo sabendo que o corpo dele não aguentaria por muito tempo.

    Fez questão de mandar recados através do feitor sobre como ambos eram ingratos, como tinham abusado da generosidade dele, mas algo tinha mudado na fazenda. Outros trabalhadores começaram a olhar para Benedito e Adelaide de forma diferente, não com pena, com algo parecido com admiração, porque eles tinham dito não, tinham se mantido.

    E em um lugar onde não existia a ilusão de escolha, aquilo brilhava como faísca em escuridão. Delaide aprendeu a trabalhar na terra, mãos se calejando, corpo ficando mais forte com o trabalho físico. Benedito ensinava o que sabia sobre plantio, sobre como ler o céu para prever chuva, sobre quais ervas curavam e quais envenenavam. Ela ensinava a ele letras, desenhando na terra com gravetos, paciente, enquanto ele traçava formas que lentamente se tornavam palavras.

    Não foi vida fácil, nunca seria. O corpo de Benedito continuava deteriorando e Adelaide sabia que eventualmente ele não acordaria mais. A fazenda continuava sendo lugar de sofrimento, de trabalho sem escolha, de crueldade institucionalizada. E mesmo depois que a lei mudou anos depois, mesmo quando a escravidão oficialmente acabou, as estruturas permaneceram.

    Coronéis ainda eram coronéis. Terra ainda estava nas mesmas mãos. Mas naquele pedaço pequeno de chão, de terra batida, em uma cenzala que gotejava quando chovia, duas pessoas tinham encontrado algo que ninguém podia tirar. Não era amor no sentido tradicional, era algo mais profundo e mais simples. Era ver e ser visto.

    Era dignidade compartilhada, era a recusa de aceitar o papel que outros escreveram para eles. Benedito viveu mais seis anos depois daquela tarde. Seis anos em que ele e Adelaide construíram uma vida que não estava nos planos de ninguém. Quando ele finalmente descansou em uma manhã de inverno congeada cobrindo o terreiro, Adelaide ficou ao lado do corpo dele por horas. Não chorou de forma escandalosa.

    Apenas segurou a mão fria e calejada e agradeceu silenciosamente por ter conhecido alguém que escolheu tratá-la como humana quando ninguém mais o fez. Ela continuou vivendo na cenzala depois disso. O coronel tinha falecido um ano antes. O filho mais velho assumira e era levemente menos cruel.

    A abolição chegou eventualmente, mas Adelaide não foi embora. Não tinha para onde ir. Então ficou trabalhando a terra que tinha aprendido a conhecer, ensinando as crianças que nasciam na fazenda a ler e escrever, plantando as ervas que Benedito tinha mostrado. Anos depois, quando ela mesma estava velha e curvada pelo tempo, uma menina perguntou por ela tinha ficado.

    Porque não tinha partido quando teve a chance. Adelaide olhou para o horizonte, para os cafezais que tinham engolido tantas vidas e disse: “Porque aqui eu aprendi que você não precisa fugir para ser livre”. Às vezes, liberdade é simplesmente olhar alguém nos olhos e dizer não. É encontrar um pedaço de terra, mesmo que não seja seu, e plantar algo que cresça.

    É ser rejeitado pelo mundo inteiro e escolher se aceitar mesmo assim. Benedito me ensinou isso, não com palavras bonitas, mas com cada dia que ele acordava e escolhia continuar sendo humano em um lugar que fazia de tudo para tirar isso dele. A menina não entendeu completamente, mas anos depois, quando enfrentou suas próprias batalhas, lembrou das palavras da velha Adelaide e entendeu que liberdade não era sempre sobre correntes quebradas ou papéis assinados.

    Às vezes era sobre recusar-se a quebrar por dentro quando tudo conspirava para isso. E naquela cenzala velha, agora abandonada e coberta de mato, dois nomes permaneciam arranhados discretamente na trave de madeira acima da porta. Benedito e Adelaide, não como propriedade de alguém, não como vergonha de ninguém, apenas como testemunho silencioso de que existiram, resistiram e, contra todas as probabilidades encontraram dignidade onde ninguém esperava que existisse. Sim.

  • ESCRAVO SOLITÁRIO ENCONTRA SINHÁ INFERTIL PENDURADA NUMA ÁRVORE… SEM FRUTO NÃO MERECE VIVER

    ESCRAVO SOLITÁRIO ENCONTRA SINHÁ INFERTIL PENDURADA NUMA ÁRVORE… SEM FRUTO NÃO MERECE VIVER

    Um escravo solitário encontrou uma ciná infértil pendurada numa árvore perto da plantação de milho em Angola. E o que ele fez a seguir mudou o destino de todos os escravos daquela fazenda para sempre. Você vai descobrir como um homem que não tinha nada arriscou tudo para salvar a mulher que o próprio marido condenou à morte, como eles planejaram juntos a queda do coronel mais cruel de Angola.

    E como uma promessa de liberdade, transformou escravos em libertadores. Esta é a história real de Inzinga e dona Elvira, um pacto selado com sangue que abalou as estruturas da escravidão em terras angolanas. Fique até o final, porque o desfecho dessa história vai te deixar sem palavras. O ano era 1853. Angola estava mergulhada no horror da escravidão, suas terras férteis manchadas pelo sangue, de milhares de africanos arrancados de suas aldeias, vendidos como gado, trabalhando até a morte nos campos que alimentavam a ganância de homens brancos vindos do outro lado do oceano. A fazenda Ventura

    era uma das mais temidas de toda a região de Benguela, suas terras se estendendo por léguas e léguas de plantações de milho, algodão e cana, irrigadas pelo suor e pelas lágrimas de centenas de escravos que viviam sob o jugo do homem mais cruel que aquela terra já conheceu. Coronel Rodrigo Tavares da Ventura era um brasileiro que havia chegado em Angola 10 anos antes com um objetivo claro, enriquecer através do comércio de escravos e da exploração das terras africanas. Ele tinha conexões poderosas, um amigo

    influente chamado Antônio Ferreira, que controlava grande parte do mercado de escravos na região costeira, fornecendo mão de obra barata e descartável para as fazendas do interior. Rodrigo era alto, forte, com olhos azuis gelados que não demonstravam nenhuma compaixão, nenhuma humanidade.

    Ele via os africanos como animais de carga, ferramentas que deveriam ser usadas até quebrarem e então substituídas por outras. Dona Elvira Tavares da Ventura era a esposa do coronel, uma mulher brasileira de 32 anos, que havia sido trazida para Angola 5 anos atrás, quando Rodrigo decidiu que precisava de uma esposa que desse continuidade ao seu nome, que gerasse herdeiros para herdar seu império de sangue e sofrimento.

    Elvira tinha cabelos castanhos escuros, olhos verdes que um dia brilharam com esperança, mas que agora pareciam apagados pela dor constante. pele clara marcada por hematomas que ela escondia sob vestidos de mangas longas, mesmo no calor escaldante de Angola. O casamento de Elvira com Rodrigo havia sido arranjado por famílias interessadas em unir fortunas. Ela não teve escolha.

    Foi entregue como propriedade a um homem que se revelou um monstro. Durante os primeiros 5 anos, Rodrigo a tratou com uma brutalidade que ia além do físico, a humilhava constantemente, a culpa por cada problema. a punia por qualquer coisa que considerasse desrespeito ou falha, mas nada enfurecia Rodrigo mais do que o fato de que ouvira não conseguia engravidar. Mês após mês, ano após ano, não havia filhos.

    E para Rodrigo, isso era a maior das falhas, uma vergonha intolerável que manchava sua reputação de homem viril e poderoso. Rodrigo levou Euvira a médicos em Luanda, a curandeiros locais que ele desprezava, mas estava disposto a consultar se isso resolvesse seu problema. Há padres que rezavam pela fertilidade dela. Nada funcionava.

    A verdade que ninguém ousava dizer a Rodrigo era que provavelmente o problema estava nele, não nela, mas naquele mundo de homens poderosos, a culpa sempre recaía sobre a mulher. Euvira suportava as acusações em silêncio, as surras quando Rodrigo voltava bêbado e frustrado, as humilhações públicas quando ele a chamava de estéril na frente dos convidados. Foi numa manhã de agosto que tudo chegou ao limite. Rodrigo havia acordado de péssimo humor.

    Havia recebido carta de sua família no Brasil cobrando notícias de um herdeiro, questionando se ele realmente era homem, se não conseguia nem fazer um filho. A fúria de Rodrigo explodiu sobre Elvira durante o café da manhã. Ele a acusou de ser inútil, de não servir para nada, de ser uma vergonha para o nome Ventura. Eu vira pela primeira vez em 5 anos, respondeu ela.

    Disse que talvez o problema fosse dele, que talvez Deus não quisesse que um homem cruel como ele tivesse filhos para perpetuar sua maldade. O silêncio que se seguiu foi terrível. Rodrigo levantou-se lentamente da mesa, seus olhos azuis brilhando com uma fúria assassina.

    Ele agarrou Elvira pelos cabelos, arrastou-a para fora da casa grande enquanto ela gritava de dor, chamou seus capatazes e ordenou que trouxessem uma corda. Os escravos que trabalhavam perto da casa pararam aterrorizados, sabendo que algo horrível estava prestes a acontecer, mas sem poder fazer nada para impedir. Rodrigo arrastou Elvira até a plantação de milho, até uma árvore grande e velha que ficava na borda do campo, um baubá ancestral que havia testemunhado gerações de sofrimento naquela terra.

    Ele jogou a corda sobre um galho forte, fez um laço, colocou no pescoço devi enquanto ela implorava, chorava, pedia misericórdia, mas não havia misericórdia em Rodrigo. Ele disse que mulher que não dá frutos não merece viver, que ela havia se tornado um peso morto, que ele arranjaria outra esposa que fosse capaz de cumprir seu dever básico de dar-lhe filhos.

    Rodrigo e Sou Elvira”, amarrou a corda, deixando-a pendurada com os pés, apenas tocando o chão, sufocando lentamente, mas não morrendo imediatamente. Ele queria que ela sofresse, que servisse de exemplo. Então, pegou uma tábua de madeira, escreveu com carvão as palavras cruéis: “Mulher que não dá frutos, mulher que não dá filhos, não merece viver”. pregou a placa na árvore ao lado de Elvira, deu uma última olhada para sua obra e voltou para a Casa Grande, ordenando que ninguém tocasse nela, que ela ficasse ali até morrer como aviso para todos sobre o preço do fracasso. Os escravos foram forçados a voltar ao trabalho, chicoteados para longe daquela cena

    horrível, proibidos de olhar, de ajudar, de demonstrar qualquer compaixão. Os capatazes vigiavam, garantindo que as ordens do coronel fossem cumpridas. Elvira ficou ali pendurada, o laço apertando seu pescoço, seus pés lutando para encontrar apoio no chão irregular, seus pulmões queimando pela falta de ar, lágrimas escorrendo pelo rosto enquanto ela enfrentava a morte lenta e dolorosa que o marido havia planejado para ela.

    Nzinga trabalhava no campo de milho mais distante, longe dos olhos vigilantes dos capatazes principais. Ele tinha 28 anos, era da etnia ovimbo, havia sido capturado três anos atrás quando soldados portugueses atacaram sua aldeia, matando os homens que resistiram e escravizando os que sobreviveram. Nzinga era alto e magro, músculos definidos pelo trabalho forçado, pele negra marcada por cicatrizes de chicote, olhos que ainda guardavam uma fagulha de rebeldia que o sofrimento não conseguira apagar completamente. Ele era conhecido

    entre os escravos como homem solitário, que falava pouco, que mantinha distância, que parecia carregar um peso invisível maior que o trabalho brutal que realizava todos os dias. A solidão de Inzinga não era escolha, era consequência. Ele havia perdido tudo quando foi escravizado.

    Sua esposa Calena havia morrido tentando protegê-lo durante a captura. Seu filho pequeno, Ekuikui, havia desaparecido no caos, provavelmente morto ou vendido para outro traficante. Quinzinga carregava essa perda como ferida aberta, que nunca cicatrizava. Trabalhava mecanicamente, comia o mínimo necessário para sobreviver. Dormia pouco nas noites em que os pesadelos o atormentavam com imagens de sua família destruída.

    Ele não fazia amigos porque não queria se apegar novamente. Não queria sentir a dor de perder mais alguém que importasse. Inzinga estava colhendo milho quando ouviu o grito distante, o som de súplica de mulher sendo arrastada. Ele parou escondido entre as plantas altas, observou de longe a cena terrível do coronel enforcando a própria esposa.

    Nzinga sentiu a raiva ferver dentro dele, mas também sentiu o medo paralisante que todos os escravos conheciam, o medo de que qualquer intervenção resultaria em morte certa. Ele viu quando Rodrigo voltou para a Casa Grande, viu quando os capatazes forçaram os outros escravos a voltarem ao trabalho, viu quando Elvira ficou sozinha, pendurada naquela árvore, lutando contra a morte.

    Durante toda a manhã, Nzinga trabalhou mecanicamente enquanto sua mente lutava consigo mesma. A parte dele, que havia sido quebrada pela escravidão, dizia para não se envolver, para não arriscar sua vida por uma mulher branca, por uma sinha que fazia parte do sistema que o escravizara.

    Mas havia outra parte, menor, mas mais insistente, que se lembrava de quem ele era antes de ser escravo, que se lembrava dos ensinamentos de seu pai sobre honra e compaixão, que via em Elvira não uma, mas simplesmente uma pessoa sofrendo injustamente. O solva alto quando Inzinga finalmente tomou sua decisão. Ele olhou ao redor, certificando-se de que os capatazes estavam distantes, ocupados com outros escravos em outras partes da plantação.

    Então, movendo-se rapidamente entre as fileiras de milho, ele correu até a árvore onde eu vira estava pendurada. Ela ainda estava viva, mas mal. Seus olhos semicerrados, seu rosto roxo pela falta de ar, seu corpo tremendo com espasmos enquanto lutava por cada respiração superficial que o laço permitia. Nzinga não pensou duas vezes.

    Ele subiu na árvore com agilidade felina, puxou a faca que usava para cortar milho, cerrou a corda até que ela se rompesse. Euvira caiu pesadamente no chão. Nzinga desceu rapidamente, removeu o laço de seu pescoço, virou-a de lado, enquanto ela tcia violentamente seu corpo lutando para recuperar o oxigênio. Por longos segundos, Inzinga pensou que havia chegado tarde demais, que ela morreria ali mesmo.

    Mas então, Elvira abriu os olhos, focalizou nele com dificuldade e sussurrou uma palavra que ele nunca esperaria ouvir de uma. Obrigada. Nizinga sabia que tinha poucos minutos antes que alguém notasse o que havia feito. Ele ajudou a se levantar. Ela mal conseguia ficar de pé, suas pernas tremendo, sua garganta tão machucada que cada respiração era agonia.

    Nzinga olhou ao redor, procurando um lugar para escondê-la, sabendo que se a levasse de volta para a casa grande, Rodrigo simplesmente a mataria de outra forma e, desta vez, mataria Inzinga também por ter desobedecido suas ordens diretas. Ele a levou para dentro da plantação de milho, para uma parte densa, onde as plantas cresciam tão altas e próximas que formavam quase um labirinto verde. Havia ali uma pequena clareira escondida que Inzinga usava às vezes para descansar alguns minutos, longe dos olhos vigilantes, onde ele se permitia pensar em sua família perdida, onde ele ainda se sentia humano por breves momentos. Ele sentou ali, deu-lhe água de sua

    cabaça, esperou enquanto ela bebia lentamente, cada gole doloroso, mas necessário. Quando vira finalmente conseguiu falar, sua voz saiu rouca e quebrada. Ela perguntou por ele havia salvado ela, por havia arriscado sua vida por alguém que fazia parte do mundo que o oprimia. Inzinga ficou em silêncio por um momento.

    Então respondeu que havia visto uma pessoa sofrendo injustamente, que sua consciência não permitiria que ele ficasse parado enquanto alguém morria quando ele podia fazer algo. Mesmo que esse algo custasse sua própria vida. Ele disse que já havia perdido tudo que amava, que a morte não o assustava mais. Mas viver como covarde, ignorando o sofrimento dos outros, isso seria pior que qualquer morte.

    Rira olhou para aquele homem que a havia salvado, para aquele escravo que demonstrava mais humanidade do que seu próprio marido, do que qualquer pessoa branca que ela conhecia. Lágrimas começaram a escorrer pelo rosto dela novamente, mas desta vez não eram lágrimas de desespero, eram lágrimas de vergonha.

    Ela disse que havia passado cinco anos naquela fazenda, vendo o sofrimento dos escravos, vendo as surras, as humilhações, as mortes, e nunca havia feito nada para impedir. Havia sido cúmplice silenciosa de todas aquelas atrocidades, porque estava presa em seu próprio sofrimento, porque estava focada apenas em sobreviver à crueldade de Rodrigo.

    Kenzinga disse que ela não precisava se desculpar com ele, que ela também era vítima do coronel, que o fato de ser branca e ter posição de sim não mudava o fato de que ela não tinha mais liberdade real do que qualquer escravo naquela fazenda. Euvira sacudiu a cabeça, disse que não era a mesma coisa, que ela tinha teto, comida, roupas, enquanto os escravos viviam em cenzalas imundas, passavam fome, eram tratados pior que animais. Mas Nzinga insistiu que prisão era prisão.

    Não importava se as correntes eram de ferro ou de casamento. Não importava se a cenzala era uma cabana de barro ou um quarto trancado na casa grande. Eles conversaram durante horas ali escondidos no milharal. Dois seres humanos conectados pelo sofrimento, encontrando na companhia um do outro algo que ambos haviam perdido, uma sensação de não estar completamente sozinho no mundo.

    Elvira contou sobre sua vida no Brasil, sobre como havia sido forçada a casar com Rodrigo, sobre os 5 anos de inferno que havia vivido, sobre como ela havia pensado muitas vezes em tirar a própria vida, mas nunca teve coragem. Até que Rodrigo fez isso por ela. Nzinga contou sobre sua aldeia, sobre Calena e Ecuikui, sobre o dia em que tudo foi destruído, sobre os três anos de escravidão que haviam transformado um homem orgulhoso em sombra silenciosa. Foi vira quem teve a ideia primeiro.

    Ela disse que Rodrigo precisava pagar pelo que fez, não apenas a ela, mas a todos os escravos da fazenda Ventura, que um homem tão cruel não merecia viver, muito menos prosperar. Nzinga olhou para ela surpreso. Nunca esperaria ouvir uma falando assim. Euvira continuou, sua voz ficando mais forte, apesar da dor na garganta.

    disse que se Rodrigo morresse, a fazenda seria dela por direito de herança, que ela poderia mudar tudo, que poderia libertar os escravos, que poderia transformar aquele lugar de sofrimento em algo diferente. Nzinga perguntou se ela estava realmente falando sobre matar o coronel, se ela entendia a gravidade do que estava propondo.

    Elvira olhou nos olhos dele com uma determinação que não sentia há anos. disse que sim, que estava propondo exatamente isso, que Rodrigo havia tentado matá-la e ela tinha todo o direito de se defender, de revidar, de garantir que ele nunca machucasse ninguém novamente. Ela fez uma promessa em Zzinga. Jurou por Deus que se ele a ajudasse, se eles conseguissem eliminar Rodrigo, ela libertaria ele e todos os escravos da fazenda Ventura, que daria terras, dinheiro, tudo que pudesse, para compensar minimamente o sofrimento que eles haviam passado. Você já teve que tomar uma decisão que mudaria tudo para sempre? Conta aqui nos comentários.

    Hazinga sabia que era uma promessa perigosa, que confiar na palavra de uma podia ser fatal, que talvez ela estivesse apenas usando ele e depois o traísse. Mas quando olhou nos olhos de Elvira, quando viu a sinceridade ali, quando sentiu a conexão genuína que havia se formado entre eles naquelas horas escondidos no milharal, ele acreditou nela.

    Mais importante, ele percebeu que aquela era uma chance não apenas de vingança contra Rodrigo, mas de libertação real, não só para ele, mas para centenas de pessoas que sofriam naquela fazenda. Eles começaram a fazer planos ali mesmo, sabendo que precisavam agir rápido antes que alguém descobrisse que Elvira estava viva. Inzinga disse que poderia arranjar veneno.

    Havia plantas na mata que os escravos conheciam, que eram usadas em rituais tradicionais, mas que em dos certas eram letais. Elvira disse que poderia colocar o veneno na bebida de Rodrigo. Ele sempre tomava whisky importado antes de dormir. Tomava tanto que geralmente desmaiava bêbado. Seria fácil adicionar algo sem que ele percebesse.

    Mas Inzinga alertou que Veneno deixaria suspeitas, que haveria investigações que talvez ligassem a morte dele ao fato de eu vira ter desaparecido. Eles precisavam de algo que parecesse acidente, algo que não levantasse suspeitas. Foi quando Eu vira teve outra ideia. Rodrigo costumava cavalgar sozinho pela fazenda à noite, quando estava bêbado, inspeccionando as plantações, verificando se os escravos estavam trancados nas cenzalas.

    Ele sempre pegava a mesma trilha, sempre passava perto do mesmo precipício, na borda da propriedade onde o terreno caía abruptamente, em ravina profunda. Se a cela do cavalo estivesse sabotada de forma sutil, se desse a impressão de acidente quando Rodrigo caísse, ninguém suspeitaria de nada. Todos sabiam que ele cavalgava bêbado.

    Todos sabiam dos riscos. Seria perfeitamente plausível que ele tivesse simplesmente caído e quebrado o pescoço. Nzinga disse que poderia fazer isso, que sabia trabalhar com o couro, que poderia enfraquecer as tiras da cela de forma que parecessem desgaste natural, mas que se rompessem sob pressão. Eles acertaram os detalhes.

    Euvira voltaria para a Casa Grande ao anoitecer, quando os capatazes estivessem menos vigilantes. entraria pela porta dos fundos que ela conhecia estar sempre destrancada. Ela diria a Rodrigo que havia conseguido se soltar, que havia se arrastado de volta, que implorava perdão, que faria qualquer coisa para ser uma boa esposa.

    Rodrigo, satisfeito com a submissão dela, provavelmente a perdoaria temporariamente, pelo menos até decidir o que fazer com ela permanentemente. Naquela noite, quando Rodrigo saísse para sua cavalgada bêbada, a cela sabotada faria seu trabalho. Inzinga trabalharia na cela durante a tarde, quando os cavalos estavam sendo preparados para as inspeções noturnas.

    Ele tinha acesso aos estábulos porque às vezes era mandado para limpar lá. Ninguém prestaria atenção em mais um escravo fazendo trabalho manual. Ele faria cortes estratégicos nas tiras de couro escondidos sob fivelas invisíveis a olho nu, mas que se romperiam sob o peso de Rodrigo, combinado com o movimento do cavalo galopando.

    Quando o sol começou a se pôr, pintando o céu angolano de laranja e vermelho, Inzinga ajudou Elvira a sair do milharal. Ela estava mais forte. Havia descansado, bebido água, recuperado um pouco das forças. As marcas do laço ainda estavam roxas em seu pescoço, mas ela cobriu com um lenço, arrumou os cabelos bagunçados, limpou a sujeira do rosto e das roupas o melhor que pode.

    Antes de se separarem, Elvira agarrou a mão de Inzinga, apertou com força, disse que confiava nele, que Deus os protegeria, que amanhã eles seriam livres. Zinga voltou para sua área de trabalho antes que os capatazes percebessem sua ausência prolongada. Trabalhou o resto da tarde com intensidade dobrada, fazendo questão de ser visto, de não levantar suspeitas.

    Quando chegou a hora dos escravos voltarem para as cenzá-las, ele murmurou para alguns de confiança que algo importante aconteceria naquela noite, que ficassem atentos, que se preparassem para mudanças. Ele não deu detalhes, mas a mensagem foi passada adiante em sussurros, uma onda de esperança cautelosa se espalhando entre os escravos da fazenda Ventura. Elvira chegou na casa grande quando escureceu.

    Ela entrou pela porta dos fundos como planejado, subiu para o quarto principal onde encontrou Rodrigo bebendo seu whisky habitual. Quando ele a viu, sua primeira reação foi fúria, como ela havia ousado voltar depois de ele ter a condenado à morte. Mas Elvira se jogou aos seus pés, implorando perdão, dizendo que havia sido insolente, que merecia a punição, que nunca mais o desrespeitaria, que dedicaria o resto de sua vida a ser a esposa obediente que ele merecia.

    Rodrigo olhou para ela com desprezo, misturado com satisfação. Ele gostava de ver submissão, gostava de quebrar espíritos, gostava de ter poder absoluto sobre outros seres humanos. Ele chutou Euvira de leve. Disse que ela havia aprendido sua lição, que poderia viver por enquanto, mas que na próxima vez que o desrespeitasse, não haveria segunda chance.

    Elvira agradeceu entre soluços falsos, mantendo a cabeça baixa, para que ele não visse o ódio queimando em seus olhos, a determinação fria que havia substituído o medo. Nzinga esperou até que escurecesse completamente. Então saiu silenciosamente da cenzala. Os guardas noturnos eram preguiçosos, dormiam em seus postos ou ficavam bêbados.

    Era fácil se mover pelas sombras, sem ser visto quando se conhecia os padrões, os pontos cegos, os momentos de distração. Ele chegou aos estábulos, encontrou o cavalo que Rodrigo sempre usava, um garanhão negro chamado Diabo, que era tão temperamental quanto seu dono. Nzingá trabalhou rapidamente, mas com cuidado, suas mãos habilidosas, localizando as tiras de couro que seguravam a cela no lugar.

    Ele fez cortes estratégicos, não muito profundos, mas suficientes para enfraquecer a estrutura, posicionados de forma que quando Rodrigo montasse e o cavalo galopasse, especialmente em terreno irregular perto do precipício, as tiras cederiam e a cela soltaria, jogando o cavaleiro no chão ou com sorte direto na ravina.

    Ele terminou o trabalho em menos de 20 minutos, cobriu as marcas com sujeira para que parecessem desgaste natural, recolocou tudo no lugar exatamente como estava. Então voltou para as sombras, escondeu-se perto dos estábulos esperando. Ele precisava ter certeza de que o plano funcionaria. Precisava testemunhar o fim de Rodrigo para acreditar que aquele pesadelo realmente terminaria.

    Rodrigo saiu da Casa Grande por volta das 11 da noite, cambaleando levemente uma garrafa de whisky pela metade na mão. Ele gritou para que preparassem seu cavalo. Um dos escravos dos estábulos correu para selar diabo sem perceber que a cela já estava preparada, já estava armadilhada. Rodrigo montou com dificuldade, quase caindo antes mesmo de começar. Rio de sua própria falta de coordenação.

    Chicoteou o cavalo para que começasse a galopar. Nzinga seguiu pelas sombras, movendo-se silenciosamente pela mata que cercava a trilha que Rodrigo sempre pegava. Ele conhecia o caminho, sabia onde o precipício ficava, posicionou-se em local escondido, mas com visão clara do que aconteceria.

    Seu coração batia forte, uma mistura de medo e expectativa, rezando para que o plano funcionasse, rezando para que finalmente houvesse justiça. Rodrigo galopava pela trilha, gritando ordens para escravos imaginários, rindo sozinho, completamente bêbado. O cavalo estava nervoso, podia sentir que algo estava errado com a cela, mas continuava obedecendo os comandos violentos de seu cavaleiro.

    Quando chegaram perto do precipício, onde a trilha fazia uma curva fechada, Rodrigo puxou as rédeas com força, fazendo diabo virar bruscamente. Foi nesse momento que as tiras sabotadas cederam. A cela soltou de um lado, desequilibrando completamente Rodrigo, que estava bêbado demais para reagir adequadamente. Ele tentou se agarrar, mas não havia nada para segurar.

    Seu peso puxou a cela completamente para fora do cavalo e ele caiu. Mas não caiu apenas no chão da trilha. Seu corpo rolou, impulsionado pela velocidade e pela inclinação do terreno, direto para a borda do precipício. Nzinga viu tudo acontecer, como em câmera lenta. Viu Rodrigo rolar, viu seus braços se agitando, tentando encontrar apoio. Viu o momento exato em que ele passou da borda e despencou na ravina profunda.

    O grito de Rodrigo ecuou pela noite, um som de puro terror que foi subitamente cortado quando seu corpo atingiu as pedras lá embaixo. Então, silêncio, apenas o som do cavalo relinchando nervosamente, da cela pendurada de forma estranha, do vento noturno passando pelas árvores. Nzinga esperou alguns minutos antes de se mover, certificando-se de que não havia mais sons vindos da ravina, de que Rodrigo realmente estava morto.

    Então ele saiu do esconderijo, aproximou-se cuidadosamente da borda, olhou para baixo. Mesmo na escuridão, iluminado apenas pela lua crescente, ele podia ver o corpo de Rodrigo caído de forma impossível entre as pedras, claramente sem vida. Uma onda de alívio e também de medo passou por Inzinga. Eles haviam conseguido. O tirano estava morto, mas agora vinham as consequências. Nzinga voltou correndo para a casa grande.

    Entrou pela mesma porta dos fundos que vira havia usado. Ele conhecia a disposição da casa de ter trabalhado lá ocasionalmente, sabia onde ficava o quarto principal. Subiu silenciosamente, bateu de leve na porta. Eu vira abriu imediatamente. Ela estava esperando acordada, sem conseguir dormir enquanto não soubesse o resultado.

    Quando viu o rosto de Inzinga, quando ele acenou confirmando, ela cobriu a boca para abafar um soluço de alívio misturado com horror pelo que haviam feito. Eles conversaram rapidamente em sussurros. Eu vira deveria esperar até amanhã. Então, quando os empregados percebessem que Rodrigo não havia voltado, ela deveria ordenar uma busca.

    Quando encontrassem o corpo, ela deveria reagir como esposa chocada. Deveria chorar, lamentar, fazer tudo que era esperado de uma viúva. Ninguém suspeitaria dela. Afinal, todos sabiam que Rodrigo cavalgava bêbado. Todos sabiam dos riscos. Seria tratado como acidente trágico, mas não surpreendente. Quinzinga voltou para a censala antes que os primeiros raios de sol aparecessem. Ele não dormiu.

    Ficou deitado em seu colchão de palha, pensando no que havia feito, no homem que havia ajudado a matar. Parte dele sentia culpa. Tinha sido educado para respeitar a vida. Sua cultura ancestral ensinava que tirar uma vida era algo sério que trazia consequências espirituais. Mas outra parte dele, a parte que havia visto centenas de escravos morrerem sob as ordens de Rodrigo, que havia sido chicoteado e humilhado por aquele homem, sentia apenas satisfação fria de que justiça havia sido feita. Amanhã chegou com o caos esperado. Os empregados perceberam

    que o coronel não estava em seu quarto, que seu cavalo havia voltado sem cavaleiro durante a noite. Elvira ordenou que grupos de busca saíssem imediatamente, fingindo preocupação de esposa dedicada. Não demorou muito para encontrarem o corpo de Rodrigo no fundo da ravina. Seu pescoço quebrado, seu corpo destroçado pelas pedras afiadas.

    A notícia se espalhou pela fazenda Ventura como fogo em capim seco. Os capatazes ficaram chocados. Os escravos ficaram em silêncio, processando internamente o que aquela morte significava. Nzinga manteve expressão neutra, trabalhando normalmente, sem demonstrar nenhuma reação especial. Mas por dentro, seu coração estava disparado, esperando para ver se o plano realmente funcionaria, se eu vira cumpriria sua promessa ou se tudo havia sido mentira para usá-lo.

    O corpo de Rodrigo foi trazido de volta para a Casagre. Médicos foram chamados de Benguela. Examinaram o corpo, confirmaram que a morte havia sido causada pela queda, que o pescoço quebrado havia sido instantâneo. Examinaram também a cela. Notaram que as tiras estavam rompidas. mas atribuíram a desgaste natural combinado com o peso do cavaleiro e o movimento do cavalo.

    Ninguém procurou mais fundo, ninguém suspeitou de sabotagem. Era exatamente como Inzinga e Elvira haviam planejado. O funeral aconteceu três dias depois. Antônio Ferreira, o amigo influente de Rodrigo no comércio de escravos, veio de Luanda para apresentar seus respeitos. Ele olhou para Euvira com suspeita mal disfarçada.

    perguntou se ela tinha certeza de que havia sido acidente. Mencionou que havia ouvido rumores sobre problemas no casamento. Elvira manteve a compostura, disse que eram apenas fofocas, que ela e Rodrigo eram felizes, que sua morte era tragédia terrível. Antônio não pareceu completamente convencido, mas não tinha provas de nada.

    Então, limitou-se a avisar Elvira, que ficaria de olho, que esperava que ela administrasse a fazenda adequadamente. Depois que todos os visitantes partiram, depois que Rodrigo foi enterrado no pequeno cemitério da fazenda, Elvira finalmente pôde agir. Ela chamou todos os capatazes, todos os empregados de confiança, todos os escravos para se reunirem na frente da Casagre. Era uma convocação incomum.

    Ninguém sabia o que esperar. Alguns escravos temiam que ela fosse pior que Rodrigo, que anunciaria punições mais severas, mais trabalho, mais sofrimento. Rvira apareceu na varanda da Casagre, vestida de luto completo, mas seus olhos não estavam tristes, estavam determinados. Ela olhou para a multidão reunida, seu olhar procurando e encontrando enzinga entre os escravos, um olhar breve, mas significativo. Então ela começou a falar.

    Sua voz clara e firme, ecoando pelo silêncio tenso, ela disse que a fazenda Ventura entraria numa nova era, que as coisas não seriam mais como eram sob Rodrigo. anunciou que estava libertando todos os escravos imediatamente, que cada um receberia documentos de alforria, que aqueles que quisessem ficar e trabalhar nas terras receberiam salários justos, terras para cultivar para si mesmos, casas decentes para morar.

    Aqueles que quisessem partir seriam livres para ir, receberiam provisões e dinheiro para começar uma nova vida onde quisessem. O silêncio que se seguiu foi absoluto. Os escravos não conseguiam acreditar no que estavam ouvindo. Parecia impossível. Parecia sonho ou truque cruel. Mas Elvira continuou.

    Disse que já havia preparado os documentos, que a partir daquele momento ninguém mais seria propriedade de ninguém na fazenda Ventura, que todos eram livres. Ela pediu perdão por não ter agido antes, por ter sido cúmplice silenciosa de tanto sofrimento. Disse que não podia desfazer o passado, mas poderia tentar fazer o futuro diferente. Lentamente, a realidade começou a se instalar.

    Alguns escravos começaram a chorar, outros a rir, outros ficaram em choque silencioso. Era liberdade, verdadeira liberdade, algo que muitos haviam perdido a esperança de algum dia experimentar novamente. Os capatazes ficaram furiosos. Disseram que Elvira estava louca, que destruiria a fazenda, que Antônio Ferreira e outros fazendeiros da região nunca permitiriam aquilo.

    Mas Elvira disse que não se importava, que a fazenda era dela por direito legal, que ela faria o que quisesse com sua propriedade. Elvira chamou Inzingá especificamente, pediu que ele subisse até a varanda. Nzinga subiu lentamente, consciente de todos os olhos sobre ele, dos murmúrios que começaram entre os escravos, que se perguntavam por ele estava recebendo atenção especial.

    Quando chegou perto de Elvira, ela entregou a ele não apenas documentos de alforria, mas também escritura de terra, 50 haares das melhores terras da fazenda, dinheiro suficiente para começar uma vida nova, ferramentas, sementes, tudo que ele precisaria. Ela disse em voz alta para que todos ouvissem. Quinzinga havia salvado sua vida, que havia demonstrado coragem e humanidade quando ela mais precisava, que ela estava eternamente em dívida com ele.

    Ela não mencionou o papel dele na morte de Rodrigo. Aquilo permaneceria segredo entre eles para sempre. Mas deixou claro que ele era herói, não apenas escravo que teve sorte. Os outros escravos começaram a entender, começaram a olhar para Inzinga com respeito, com gratidão, percebendo que de alguma forma ele havia sido parte daquela libertação milagrosa.

    Os dias que se seguiram foram de transformação caótica. Muitos escravos partiram imediatamente, querendo voltar para suas terras de origem, procurar famílias perdidas, simplesmente experimentar a sensação de caminhar livremente, sem correntes ou donos. Outros decidiram ficar, aceitando a oferta de Elvira, de trabalhar por salários, de terras próprias, de construir comunidade nova naquele lugar que havia sido de tanto sofrimento, mas que agora poderia ser de esperança. Inzinga decidiu ficar.

    Ele pegou suas terras, começou a construir casa modesta, mas digna, plantou suas primeiras sementes como homem livre. Ele trabalhava do nascer ao pôr do sol, mas agora era trabalho para si mesmo, cada gota de suor, construindo seu próprio futuro, não enriquecendo algum senhor cruel.

    Ele ajudou outros ex-escravos a se estabelecerem, compartilhou seu conhecimento de agricultura, tornou-se líder respeitado na comunidade nova que estava se formando. Elvira manteve sua palavra em tudo. Ela transformou a fazenda Ventura em cooperativa, onde ex-escravos trabalhavam juntos, dividindo lucros, tomando decisões coletivamente. Ela vendeu as partes das terras que não estavam sendo usadas. Usou o dinheiro para construir escola, posto médico, igreja, onde diferentes crenças eram respeitadas. As outras fazendas da região a chamavam de louca, de traidora da raça branca.

    Antônio Ferreira tentou várias vezes convencê-la a voltar ao modelo de escravidão, mas Elvira não cedeu. A amizade entre Elvira e Inzinga cresceu ao longo dos meses. Eles se encontravam regularmente, conversavam sobre os desafios de administrar a nova comunidade, sobre as ameaças externas de fazendeiros que queriam ver o experimento de eu vir a falhar sobre os desafios internos de pessoas que haviam sido escravizadas a vida inteira e agora precisavam aprender a viver livres, a tomar decisões, a assumir responsabilidades. Havia respeito profundo entre eles, gratidão mútua, reconhecimento de que

    cada um havia salvado o outro de formas diferentes. As pessoas começaram a falar, é claro, diziam que Elvira e Inzinga eram amantes, que ela havia se rebaixado a se relacionar com negro, que por isso havia libertado os escravos. Mas ambos ignoravam as fofocas. O que eles tinham era mais profundo que romance.

    Era parceria forjada no sofrimento e no sangue. Era compromisso compartilhado de criar algo melhor daquele lugar de horror. Dois anos após a morte de Rodrigo, Antônio Ferreira apareceu novamente na fazenda Ventura, mas desta vez não veio como visitante educado.

    Veio com grupo de mercenários armados, com documentos forjados que alegavam que Rodrigo lhe devia dinheiro, que a fazenda deveria ser entregue a ele como pagamento. Era mentira óbvia. tentativa de tomar a força o que Elvira havia construído. Antônio disse que daria a ela uma escolha, entregar a fazenda voluntariamente ou ser removida à força junto com todos os negros que ela havia libertado ilegalmente.

    Elvira se recusou. Ela mostrou todos os documentos legais provando que a fazenda era dela, que as libertações eram legítimas, que Antônio não tinha direito algum sobre suas propriedades. Antônio Rio disse que lei não importava quando se tinha homens armados suficientes.

    Foi quando Nzinga apareceu não sozinho, mas com 50 ex-escravos, todos armados com ferramentas agrícolas transformadas em armas, todos dispostos a defender as terras que agora eram deles. O confronto foi tenso. Os mercenários de Antônio superavam os ex-escravos em treinamento e armamento. Mas os ex-escravos tinham algo que os mercenários não tinham.

    Eles estavam lutando por suas casas, por suas famílias, por liberdade que havia sido dada e que não permitiriam que fosse tirada. Kenzinga se colocou na frente, falou diretamente com Antônio, disse que ele podia tentar tomar a fazenda Ventura, mas seria pago em sangue, que cada palmo de terra custaria vidas, que mesmo se vencessem, não sobraria nada de valor.

    Antônio avaliou a situação, viu a determinação nos olhos daqueles homens e mulheres, calculou o custo versus o benefício. Ele decidiu recuar, mas não antes de ameaçar que voltaria, que traria mais homens que Elvira e seus negros pagariam por desafiar a ordem natural das coisas. Ele partiu com seus mercenários, deixando a ameaça pairando no ar, mas também deixando a fazenda Ventura intacta, pelo menos por enquanto.

    Euvira e Inzinga sabiam que aquilo não tinha acabado, que Antônio representava ameaça constante, que outros fazendeiros também veriam a fazenda Ventura como perigo ideológico que precisava ser eliminado. Eles precisavam de proteção real de aliados, de forma de garantir que o que haviam construído não fosse destruído. Foi quando Inzinga teve ideia.

    Ele conhecia sobas locais, líderes tradicionais angolanos que tinham poder e influência mesmo sob domínio colonial português, que não gostavam dos traficantes de escravos e fazendeiros que destruíam suas comunidades. Inzinga viajou para as terras do interior. Encontrou-se com Soba Cambandu, líder respeitado que controlava território vasto e tinha guerreiros treinados.

    Ele explicou a situação, falou sobre a fazenda Ventura, sobre como Elvira havia libertado todos os escravos, sobre como estavam tentando criar comunidade diferente, mas precisavam de proteção contra ameaças externas. Só o Bacambandu ficou intrigado. Aquilo era incomum. Mulher branca libertando escravos, trabalhando junto com africanos como iguais.

    Soba Cambandu concordou em visitar a fazenda Ventura, ver com próprios olhos o que Enzinga descrevia. Quando chegou e viu ex-escravos trabalhando suas próprias terras, crianças indo para a escola, pessoas vivendo com dignidade, ele ficou impressionado. Ele propôs aliança. Ele ofereceria proteção militar contra fazendeiros e traficantes.

    Em troca, Elvira permitiria que famílias de seu território viessem trabalhar nas terras, aprenderiam novas técnicas agrícolas, teriam acesso à escola e tratamento médico. Seria parceria mutuamente benéfica. unindo comunidade tradicional africana com o experimento progressista de Elvira.

    Aliança foi selada em cerimônia tradicional, Elvira participando respeitosamente dos rituais angolanos, reconhecendo que estava em terra africana, que devia respeitar culturas e tradições locais. A partir daquele dia, guerreiros do Soba Cambandu patrulhavam as fronteiras da fazenda Ventura.

    Antônio Ferreira e outros fazendeiros pensaram duas vezes antes de atacar, sabendo que enfrentariam não apenas ex-escravos armados, mas guerreiros treinados protegendo o território aliado. Os anos foram passando e a fazenda Ventura prosperou de forma que ninguém imaginava possível. A produção agrícola não diminuiu, como os fazendeiros haviam previsto.

    Na verdade, aumentou, porque trabalhadores livres, motivados, produziam mais e melhor que escravos oprimidos. A comunidade cresceu, mas famílias vieram atraídas por promessa de terra, educação, liberdade. Crianças nasceram livres, cresceram sem conhecer correntes ou chicotes, foram educadas em escola, onde eram ensinadas tanto conhecimentos europeus quanto tradições africanas.

    Zinga se tornou líder respeitado não apenas na fazenda Ventura, mas em toda a região. Eleva conflitos, aconselhava jovens, mantinha relações com Sobas vizinhos, garantia que alianças fossem mantidas. Ele nunca esqueceu Calena e Ecuikui. Carregava a memória deles como ferida, que nunca cicatrizou completamente, mas encontrou o propósito novo em ajudar garantir que outros não sofressem o que ele havia sofrido, que outras famílias não fossem destruídas como a dele foi.

    Euvira viveu o resto de sua vida na fazenda Ventura. Nunca se casou novamente. Dedicou cada dia a trabalhar pela comunidade que havia ajudado a criar. Ela escreveu cartas para abolicionistas na Europa e Brasil, documentando o experimento da fazenda Ventura, provando que era possível ter agricultura produtiva sem escravidão, que africanos eram capazes de autogestão, educação, de tudo que europeus alegavam que eles não podiam fazer.

    Suas cartas foram publicadas, causaram escândalo, inspiraram outros, contribuíram para movimento abolicionista, que eventualmente acabaria com escravidão oficialmente, embora isso ainda demorasse décadas. 15 anos após morte de Rodrigo, Elvira adoeceu. Era malária, doença que matava muitos em Angola, contra a qual ela havia lutado várias vezes ao longo dos anos. Desta vez, seu corpo enfraquecido não conseguiu vencer.

    Ela chamou Nzinga para seu leito de morte, segurou sua mão, disse que não se arrependia de nada, que aqueles 15 anos haviam sido os melhores de sua vida, que havia encontrado significado e propósito que nunca teve durante vida privilegiada no Brasil ou durante anos horríveis com Rodrigo. Ela fez Enzinga prometer que continuaria o trabalho, que protegeria a comunidade, que nunca permitiria que a fazenda Ventura voltasse a ser lugar de escravidão e sofrimento.

    Zinga prometeu, lágrimas escorrendo pelo rosto, segurando mão daquela mulher que havia sido inicialmente sua inimiga por posição social, depois sua salvadora, depois sua amiga mais próxima e aliada em missão compartilhada de criar justiça em meio à injustiça. Elvira morreu naquela noite cercada por comunidade que amava, por pessoas que ela havia libertado e que nunca esqueceriam o que ela fez.

    Ela foi enterrada não cemitério onde Rodrigo estava, mas em novo cemitério da comunidade, onde ex-escravos e africanos livres eram enterrados, onde ela havia pedido para ser colocada entre as pessoas que considerava verdadeiramente suas. Nzinga viveu mais 20 anos após morte de Elvira, sempre mantendo promessa que fez. Ele viu a fazenda Ventura se transformar em modelo que influenciou outras comunidades.

    Viu o movimento abolicionista ganhar força. Viu mudanças começarem a acontecer, lentas, mas reais. Ele viu crianças, que haviam nascido livres na fazenda, se tornarem adultos educados, capazes, orgulhosos de sua herança africana, mas também abertos a conhecimentos de outros lugares.

    Quando Inzinga ficou velho, quando seu corpo já não tinha forças para trabalhar nos campos, ele se tornou contador de histórias. Ele sentava sob árvore grande no centro da comunidade e contava para as crianças sobre os velhos tempos, sobre escravidão, sobre sofrimento, mas também sobre resistência, sobre coragem, sobre como uma e um escravo se uniram para criar algo impossível.

    Ele contava sobre Elvira, sobre sua bravura, sobre como ela havia escolhido humanidade ao invés de privilégio, justiça ao invés de riqueza. As crianças escutavam fascinadas, faziam perguntas, tentavam entender como o mundo podia ter sido tão cruel, como pessoas podiam escravizar outras pessoas. Nzinga explicava que maldade existe, que injustiça existe, mas que bondade também existe, que sempre há escolha entre perpetuar sofrimento ou lutar por algo melhor.

    Ele dizia que havia feito escolha certa, que mesmo vindo de posição de privilégio, mesmo sendo parte do sistema opressor, ela havia encontrado coragem para desafiar aquele sistema, para usar seu poder para libertar ao invés de oprimir. Zzinga morreu em paz aos 73 anos, cercado por comunidade que ele havia ajudado a construir e proteger. Seu funeral foi assistido por centenas de pessoas, ex-escravos que ele havia libertado junto com Elvira, seus descendentes, membros de comunidades vizinhas que haviam sido inspiradas pelo exemplo da fazenda Ventura. Ele foi

    enterrado ao lado de Elvira, conforme havia pedido, para que mesmo na morte eles permanecessem lado a lado, símbolos de aliança impossível que mudou vidas de centenas de pessoas. A fazenda Ventura continuou existindo por gerações após mortes de Inzinga e Elvira. Ela se tornou símbolo de resistência, de que era possível criar algo diferente, mesmo em meio a sistema brutal de escravidão.

    Quando a abolição finalmente veio oficialmente em Angola, décadas depois, a Fazenda Ventura já era modelo de como sociedade livre poderia funcionar, de como cooperação entre diferentes povos e culturas podia criar prosperidade compartilhada. Historiadores vieram estudar a fazenda Ventura, documentaram o experimento extraordinário que havia acontecido ali.

    Eles encontraram cartas de Elvira, documentos de alforria que ela havia emitido, registros de escola que ela havia estabelecido. Eles entrevistaram descendentes de escravos libertados. Ouviram histórias passadas de geração em geração sobre mulher branca corajosa e homem africano sábio, que juntos haviam desafiado ordem estabelecida. A história de Inzinga e El Euvira se tornou lenda contada não apenas em Angola, mas em toda a África e além.

    Era a história de coragem, de aliança improvável, de como o amor por justiça pode unir pessoas de mundos completamente diferentes. Era a história de redenção, de como Elvira havia usado posição privilegiada, não para perpetuar opressão, mas para desmontá-la, de como Inzinga havia transformado o sofrimento em força para libertar outros.

    Mas talvez legado mais importante de Inzinga e El Euvira não fossem as terras que libertaram ou documentos que escreveram ou instituições que estabeleceram. Legado mais importante era a ideia que eles plantaram e que cresceu e se espalhou. ideia de que nenhum ser humano deveria possuir outro, de que todos merecem dignidade e liberdade, de que é possível escolher justiça, mesmo quando injustiça seria mais fácil e mais lucrativa. Suas vidas demonstraram que mudança real começa com escolhas individuais de coragem, que uma pessoa

    disposta a arriscar tudo pela verdade pode inspirar centenas de outras. Que sistemas de opressão, por mais poderosos que pareçam, podem ser desafiados e transformados quando pessoas de boa vontade se unem através de linhas de raça, classe e cultura. A árvore onde Elvira quase morreu, aquele baobá antigo testemunha de tanto sofrimento, foi preservada na fazenda Ventura por gerações.

    Mas placa cruel que Rodrigo havia pregado foi substituída por outra, esculpida por mão de Inzinga, anos depois da morte de Elvira. Nova placa dizia simplesmente: “Aqui começou nossa liberdade, que nunca esqueçamos o preço que foi pago, que nunca permitamos que correntes sejam colocadas novamente em qualquer ser humano. Aquela árvore se tornou lugar sagrado para a comunidade, onde cerimônias eram realizadas, onde jovens eram ensinados sobre a história, onde velhos vinham sentar e lembrar.

    Era lembrança física de onde haviam estado e quão longe haviam chegado. De dia, quando o escravo solitário fez escolha de salvar vida, ao invés de proteger a própria, de dia quando se a oprimida, encontrou coragem para destruir próprio sistema que lhe dava privilégio.

    E talvez seja isso que torna a história de Inzinga e Elvira tão poderosa até hoje. Ela nos lembra que nenhum de nós está completamente aprisionado por circunstâncias em que nascemos. Que sempre há escolha entre perpetuar mal ou lutar contra ele. Que alianças mais improváveis podem produzir mudanças mais profundas.

    Ela nos desafia a examinar nossos próprios privilégios, nossas próprias clicidades com injustiças, nossas próprias oportunidades de escolher coragem ao invés de conveniência. História deles não foi perfeita. foi bagunçada e complicada como vida real sempre é. Eles cometeram erros, enfrentaram consequências inesperadas, lidaram com ambiguidades morais de ter matado o homem, mesmo que aquele homem fosse monstro.

    Mas através de tudo, eles mantiveram compromisso com princípios fundamentais de dignidade humana e liberdade. E esse compromisso transformou não apenas próprias vidas, mas vidas de incontáveis outros. Então, quando você pensar em escravidão, quando estudar aquele período horrível da história humana, lembre-se que não foi apenas história de vitimização passiva e opressão inevitável.

    Foi também história de resistência, de coragem, de pessoas que arriscaram tudo para criar algo melhor. Foi história de gente como Inzinga, que mesmo tendo perdido tudo, encontrou força para ajudar outros. Foi história de gente como Elvira, que mesmo vindo de privilégio, encontrou coragem para destruir sistema que a privilegiava porque era sistema injusto.

    E suas histórias nos chamam ainda hoje, através de séculos perguntando: “Qual é a nossa escolha? Quando vemos injustiça, ficamos em silêncio ou agimos? Quando temos privilégio, usamos para oprimir ou para libertar. Quando podemos escolher entre nosso conforto e dignidade de outros, o que escolhemos? Nzinga e Elvira responderam essas perguntas com suas vidas, com suas escolhas, com legado que deixaram.

    Eles mostraram que é possível, mesmo em circunstâncias mais difíceis, escolher humanidade, escolher justiça, escolher coragem. E esse é presente que eles nos deram, não apenas história inspiradora, mas desafio para vivermos à altura do exemplo que estabeleceram. para continuar luta por mundo, onde nenhum ser humano é propriedade de outro, onde todos têm chance de viver com dignidade e liberdade.

    Esta foi a história de como o escravo solitário encontrou-se em a infértil pendurada em árvore e como aquele encontro mudou tudo. história de coragem, sacrifício, redenção e liberdade, que ainda ecoa através dos anos, nos ensinando que mudança é sempre possível quando pessoas de boa vontade escolhem fazer o que é certo, não importa o custo.

    História que começou com placa cruel, dizendo que mulher sem frutos não merece viver, mas terminou com comunidade inteira florescendo, provando que quando humanos são tratados com dignidade e respeito, todos produzem frutos abundantes de criatividade, produtividade e amor que transforma o mundo ao redor. No.