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  • ESCÂNDALO BOLSONARISTA: PF DEIXA APONTA GUSTAVO GAYER COMO LÍDER DO ESQUEMA DE DESVIOS DE VERBAS!

    ESCÂNDALO BOLSONARISTA: PF DEIXA APONTA GUSTAVO GAYER COMO LÍDER DO ESQUEMA DE DESVIOS DE VERBAS!

    ESCÂNDALO BOLSONARISTA: PF DEIXA APONTA GUSTAVO GAYER COMO LÍDER DO ESQUEMA DE DESVIOS DE VERBAS!

     

    O Brasil está em choque após a revelação de mais um grande esquema de corrupção envolvendo um membro da ala bolsonarista. A Polícia Federal, em uma investigação que já dura meses, apontou o deputado federal Gustavo Gayer como líder de um esquema bilionário de desvio de verbas parlamentares. O escândalo vem à tona em um momento político tenso e traz à tona questões ainda mais profundas sobre a corrupção no governo anterior e a falta de responsabilidade dos políticos envolvidos.

    ACUSAÇÕES GRAVES: DESVIO DE VERBAS E FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTOS

    Após ser indiciado pela PF, Gustavo Gayer nega ter desviado verbas | CNN  Brasil

    De acordo com a investigação da Polícia Federal, Gustavo Gayer, um dos deputados de Goiás, estava no comando de um esquema que envolvia a utilização indevida de recursos da cota parlamentar, dinheiro destinado à manutenção de atividades do gabinete, como correios, combustível e aluguel de escritórios. A trama consistia em desviar essas verbas para interesses pessoais, incluindo a criação de uma organização sem fins lucrativos que, na verdade, servia para financiar suas próprias empresas e interesses.

    A investigação revelou que Gayer alugou um imóvel, que ele alegava ser seu escritório político, mas que, na realidade, era uma escola de inglês de sua propriedade. Falsificação de documentos também foi parte do esquema, pois o deputado manipulou registros da ONG que criou para poder destinar verbas públicas a ela, sem qualquer transparência.

    INVESTIGAÇÃO SE APROFUNDA: A POLÍCIA FEDERAL APONTA GAYER COMO LÍDER

     

    Este desvio de verbas já é um dos maiores casos de corrupção envolvendo membros do Congresso, e a Polícia Federal não poupou esforços para desmascarar Gayer. A investigação avançou, e o indiciamento do deputado foi o ponto culminante da apuração, que revelou um esquema articulado para desviar dinheiro público de forma sistemática e abusiva.

    Através da atuação do ministro Alexandre de Moraes, o Supremo Tribunal Federal deu ordem para a abertura da investigação, que rapidamente revelou os crimes cometidos por Gayer e seus comparsas. A apreensão de documentos e materiais comprometedores, incluindo o celular do deputado, reforçou ainda mais as provas contra ele, deixando claro o envolvimento em um esquema de corrupção que envolvia a utilização indevida da cota parlamentar.

    FORO PRIVILEGIADO E CONSEQUÊNCIAS JURÍDICAS

     

    Gustavo Gayer, sendo deputado federal, possui foro privilegiado, o que significa que sua investigação e julgamento só podem ser feitos pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o caso está sob a análise da Procuradoria-Geral da República, liderada por Paulo Gonê, que tem a responsabilidade de avaliar os indícios de culpa e, caso considere necessário, formalizar a denúncia.

    Se o STF aceitar a denúncia, Gayer se tornará réu em um processo criminal que pode resultar em uma condenação severa. Se condenado, ele perderá seus direitos políticos por até 13 anos, devido à Lei da Ficha Limpa, que impede a elegibilidade por 8 anos após o cumprimento de uma pena. Além disso, o deputado poderá enfrentar uma pena de prisão, dependendo da gravidade das acusações que serão provadas no tribunal.

    A POSSÍVEL INELEGIBILIDADE DE GAYER E SEU FUTURO POLÍTICO

    PF diz que Gustavo Gayer é figura central de esquema para desviar verbas  parlamentares | Blogs | CNN Brasil

    Este caso coloca Gayer em uma situação extremamente delicada. A possibilidade de inelegibilidade pode afetar suas ambições políticas, especialmente considerando que ele ainda pretende concorrer a cargos nas futuras eleições em Goiás. A perda de direitos políticos também será um golpe fatal para sua carreira, caso seja condenado.

    A investigação, que teve início no ano passado, trouxe à tona uma série de irregularidades no uso de recursos públicos, e o indiciamento de Gayer é apenas a ponta do iceberg. O deputado, que se envolveu em diversos escândalos, incluindo acidentes de trânsito e a manipulação de substâncias, agora vê sua vida política e jurídica à beira do abismo.

    A POLÊMICA DOS BOLSONARISTAS E O IMPACTO NO CENÁRIO POLÍTICO

     

    Gustavo Gayer, como muitos outros bolsonaristas, tem sido um símbolo da corrupção e da impunidade. Este escândalo reforça a imagem de que figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro estão comprometidas com práticas questionáveis e muitas vezes ilegais, utilizando sua posição no poder para enriquecer às custas do povo.

    Além disso, o impacto deste caso se estende para o futuro político de Goiás, onde o eleitorado se vê diante da possibilidade de ser enganado novamente por um político que tem um histórico de manipulação e desvio de verbas. Gayer era visto como um aliado de Bolsonaro, e a revelação desse esquema coloca sua credibilidade e sua capacidade de governar em xeque.

    O CASO DOS FILMES E AS POLÊMICAS LIGADAS AO BOLSONARISMO

     

    O caso Gayer não é o único escândalo que envolve membros do bolsonarismo. Recentemente, a produção de um filme sobre Jair Bolsonaro gerou polêmica, não apenas pelas condições de trabalho e denúncias de abusos no set de filmagens, mas também pelo uso indevido de músicas de artistas internacionais, como Beyoncé, sem a devida autorização. Essas falhas administrativas e jurídicas apenas reforçam a imagem de desorganização e impunidade que marca a gestão dos aliados de Bolsonaro.

    A LUTA PELO FUTURO POLÍTICO: O BRASIL EXIGE JUSTIÇA

     

    Enquanto o escândalo de Gayer ganha proporções, a população brasileira está atenta e exige justiça. A sociedade não pode mais permitir que figuras políticas corruptas se perpetuem no poder, desviando dinheiro público para seus próprios interesses.

    Este caso deve ser um alerta para todas as futuras eleições, onde é necessário que os eleitores se conscientizem sobre o verdadeiro caráter dos candidatos que buscam o poder. O Brasil não pode continuar sendo refém de políticos que, como Gustavo Gayer, usam e abusam da confiança do povo para enriquecer às suas custas.

    CONCLUSÃO: UM DESAFIO PARA A DEMOCRACIA

    Quem é Gustavo Gayer, deputado alvo da PF por suspeita de desviar recursos  públicos

    O escândalo envolvendo Gustavo Gayer é um reflexo do que ainda precisa ser enfrentado no Brasil em termos de corrupção e falta de responsabilidade política. A Polícia Federal, o Supremo Tribunal Federal, e a Procuradoria-Geral da República agora têm a missão de levar este caso até as últimas consequências, garantindo que o sistema político seja limpo e que os responsáveis por desvios de recursos sejam punidos severamente.

    O povo brasileiro, em sua grande maioria, está cansado de políticos como Gayer, que utilizam a política como uma plataforma para enriquecimento pessoal. O futuro do Brasil depende da justiça e da reforma do sistema político, para que figuras como Gayer não continuem a se beneficiar às custas dos brasileiros.

    Fique atento, o Brasil precisa de sua participação para exigir justiça e garantir que a política seja feita com respeito ao povo.

  • IMPRESSIONANTE! SUCESSO DAS MEGAMANIFESTAÇÕES DEU RESULTADO E CONGRESSO ARREGA EM PLENO DOMINGO

    IMPRESSIONANTE! SUCESSO DAS MEGAMANIFESTAÇÕES DEU RESULTADO E CONGRESSO ARREGA EM PLENO DOMINGO

    IMPRESSIONANTE! SUCESSO DAS MEGAMANIFESTAÇÕES DEU RESULTADO E CONGRESSO ARREGA EM PLENO DOMINGO!

     

    O Brasil está em êxtase! Neste domingo, dia 14 de dezembro, as ruas de várias cidades foram tomadas por dezenas de milhares de brasileiros que saíram em uma megamanifestação contra as decisões do Congresso Nacional, especialmente contra a chamada “dozimetria” e a PEC da blindagem. O grito do povo foi alto e claro: sem anistia, sem blindagem para golpistas!

    Desde as primeiras horas do dia, os protestos foram sendo organizados por movimentos populares e apoiadores do governo Lula. A Avenida Paulista, em São Paulo, foi o palco principal, com a participação de mais de 100 mil pessoas. Manifestantes em Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Natal e outras cidades seguiram o exemplo, levando o recado para o Congresso e para os representantes do governo.

    A VITÓRIA DO POVO NAS RUAS!

    Hugo encerra sessão no plenário da Câmara após protestos da oposição | CNN  Brasil

    A grande mobilização popular foi o grande ponto de virada nesta batalha política. O Senado, que estava prestes a aprovar a “dozimetria”, recuou diante do peso da pressão popular. O senador Alessandro Vieira, relator do projeto no Senado, se viu obrigado a recuar e posicionar-se contra o PL, apresentando um voto separado e prometendo buscar soluções mais técnicas para o tema. A vitória nas ruas foi clara: a pressão do povo foi tão forte que os congressistas não puderam ignorá-la.

    Alessandro Vieira publicou em suas redes sociais um texto que não deixou dúvidas: “Vitória da esquerda e do povo que foi e está na rua mais uma vez. O texto do PL da dosimetria carrega vícios inaceitáveis, especialmente por afrouxar o tratamento penal”, escreveu o senador. A repercussão foi imediata, com muitos seguidores aplaudindo a postura de Vieira, que se distanciou do governo e demonstrou que as ruas estavam, de fato, fazendo a diferença.

    O CONGRESSO ARREGA!

     

    Em um cenário de total frustração para os políticos da direita e do Centrão, a pressão das manifestações gerou um efeito devastador. “O Senado acaba de recuar”, exclamou um dos manifestantes nas ruas, destacando que a força do povo não seria mais ignorada. O congresso, que vinha se afastando cada vez mais da população, agora se vê diante da inevitabilidade de uma reavaliação de seus projetos, especialmente aqueles que visam beneficiar figuras polêmicas como Bolsonaro e outros aliados do governo anterior.

    A manifestação foi um recado claro para figuras como Hugo Mota e Arthur Lira, presidentes da Câmara e do Senado, que não conseguiram esconder o desconforto diante do sucesso da mobilização popular. Nas palavras de um dos manifestantes, “Hugo Mota, coloque as suas barbas de molho”, em um claro aviso sobre o futuro político do parlamentar, que se vê ameaçado pelo crescente descontentamento popular.

    O IMPACTO DAS MANIFESTAÇÕES NAS REDES SOCIAIS

    O que esperar de Hugo Motta e do futuro da relação entre os Poderes

    Não foi apenas nas ruas que a pressão foi sentida. As redes sociais fervilharam com vídeos, postagens e comentários de apoio aos protestos, aumentando ainda mais a visibilidade da causa. “O povo acordou”, foi a frase mais repetida nos comentários, com milhares de brasileiros em diversas partes do país publicando imagens das manifestações e expressando suas opiniões sobre a importância da luta contra as medidas que favorecem os criminosos do sistema político.

    A esquerda, longe de ser uma força silenciosa, tomou as ruas com uma pauta clara, com um objetivo nítido: acabar com a impunidade e garantir que ninguém, nem mesmo Bolsonaro, saia impune. Ao mesmo tempo, a direita, que tentava se aproveitar das divisões para avançar com suas agendas de anistia e blindagem, agora viu suas pretensões serem esmagadas pela força da mobilização popular.

    A BATALHA POLÍTICA CONTINUA: FORA HUGO MOTA, FORA ARTHUR LIRA

     

    A principal vitória das manifestações foi a rejeição da PEC da blindagem, que visava, entre outras coisas, reduzir as penas de diversos criminosos envolvidos em atos de corrupção e outros crimes graves. Esse recuo do Senado é um reflexo direto da pressão das ruas, que impuseram um limite à impunidade que vinha sendo arquitetada no Congresso.

    No entanto, a luta está longe de acabar. As manifestações não são apenas contra a “dozimetria” ou a PEC da blindagem, mas contra todo um sistema político que se distanciou das necessidades do povo brasileiro. “Fora Hugo Mota”, “Fora Arthur Lira”, gritaram os manifestantes, deixando claro que a renovação política é uma exigência de uma população cansada de acordos e blindagens que favorecem apenas os poderosos.

    A AGENDA DA ESQUERDA: UMA PAUTA PELO POVO

     

    As manifestações também evidenciaram uma divisão clara entre as agendas da esquerda e da direita no Brasil. A esquerda, unida nas ruas, mostrou que sua luta é pela justiça social, pela punição dos criminosos e pelo fim da impunidade. Já a direita, com suas propostas de anistia, se afastou cada vez mais das demandas populares, e ficou claro que suas alianças com figuras como Bolsonaro e o Centrão são vistas com desconfiança pela maioria da população.

    O povo deixou claro que não aceita a anistia para golpistas. “Não vamos nos calar”, bradaram os manifestantes, que exigem uma reforma profunda no sistema político, onde os interesses do povo prevaleçam sobre os interesses dos poderosos e corruptos.

    O FUTURO POLÍTICO DO BRASIL: LULA EM 2026?

    IMPRESSIONANTE! SUCESSO DAS MEGAMANIFESTAÇÕES DEU RESULTADO E CONGRESSO  ARREGA EM PLENO DOMINGO

    O impacto das manifestações vai além da política imediata. A vitória popular nas ruas também é um sinal claro para o futuro político do Brasil. Lula 2026 foi uma das frases mais presentes nos protestos, com a população demonstrando apoio ao governo atual e ao projeto de país que o presidente Lula representa. A luta por um Brasil mais justo e democrático é vista como uma continuidade da agenda de Lula, com a esquerda se preparando para as próximas eleições.

    O gigante acordou, e as ruas mostraram que a resistência popular é mais forte do que qualquer articulação política que tente travar o progresso do Brasil. Com a derrota temporária das propostas de blindagem e anistia, o Brasil deu um passo importante na direção de uma democracia mais justa e transparente.

    CONCLUSÃO: A LUTA PELO FUTURO

     

    O dia de hoje ficará marcado como um triunfo da força do povo brasileiro. As manifestações de rua, de uma magnitude impressionante, conseguiram provocar uma reação direta no Congresso, que agora se vê em uma posição de defesa. Mas o caminho para um Brasil mais justo ainda é longo. A luta continua e, com o apoio das ruas, o futuro político do país pode finalmente ser remodelado para refletir os reais interesses da população. Fora Bolsonaro, fora Mota, fora Lira! O Brasil segue em frente, com as vozes do povo unidas para conquistar um futuro melhor.

  • A CADEIRA OU A PRISÃO! LIRA DESISTE DO SENADO PARA SE BLINDAR E INICIA CAÇADA A HUGO MOTTA!

    A CADEIRA OU A PRISÃO! LIRA DESISTE DO SENADO PARA SE BLINDAR E INICIA CAÇADA A HUGO MOTTA!

    A CADEIRA OU A PRISÃO! LIRA DESISTE DO SENADO PARA SE BLINDAR E INICIA CAÇADA A HUGO MOTTA!

    Em um cenário de pura tensão política em Brasília, uma nova crise se desenha nos bastidores do poder. O presidente da Câmara dos Deputados, Artur Lira, se viu no centro de uma investigação da Polícia Federal que abalou suas bases e colocou seu futuro político em risco. Enquanto tentava se projetar para o Senado em 2026, o que parecia ser uma estratégia sólida virou um dilema existencial para Lira. Agora, o foco é claro: blindar sua posição e garantir a sobrevivência política a qualquer custo, e quem está no alvo dessa caça? Hugo Mota, seu sucessor na presidência da Câmara.

    A FURIA DA POLÍCIA FEDERAL: UM IMPACTO PESSOAL E POLÍTICO PARA LIRA

    Lira diz a aliados que gestão de Hugo Motta é uma decepção | Blogs | CNN  Brasil

    A operação da Polícia Federal, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, não teve Artur Lira como alvo direto, mas mirou fortemente seu círculo íntimo. A ex-assessora de Lira, Mariângela Fialec, responsável pela gestão das emendas parlamentares, foi alvo de investigações sobre irregularidades no esquema do “orçamento secreto”, agora conhecido como emendas de comissão. O nome de Lira aparece dezenas de vezes nos documentos da operação, expondo o seu envolvimento nas práticas investigadas. Essa revelação não só compromete a imagem de Lira, mas coloca em risco seu futuro político, deixando-o vulnerável a acusações graves e intensificando a crise interna da Câmara.

    Para Artur Lira, a prioridade agora é garantir sua proteção política e jurídica. A busca pela reeleição na Câmara dos Deputados torna-se, então, uma questão de sobrevivência. “Sem o foro privilegiado, Lira está exposto a processos judiciais que podem destronar sua carreira. Sua única garantia é se manter no cargo”, destaca um analista político.

    A DESISTÊNCIA DO SENADO: O MEDO DE UMA DERROTA POLÍTICA EM ALAGOAS

     

    O grande plano de Artur Lira era conquistar uma vaga no Senado em 2026, representando Alagoas. No entanto, as pesquisas eleitorais no estado mostram um cenário incerto, com a presença de gigantes políticos como Renan Calheiros e novos nomes influentes, como Maria Cândia, esposa do prefeito JHC. Esses nomes somam uma pressão política que Lira não está disposto a enfrentar, ainda mais com a sombra da investigação federal pairando sobre sua cabeça.

    Por isso, Lira decide abandonar seus planos de disputar o Senado e foca na reeleição para a Câmara, onde sua base de poder é mais sólida. A movimentação é vista como uma escolha estratégica, já que sua permanência no cargo lhe garante o foro privilegiado e a blindagem jurídica necessária para enfrentar o avanço dos processos judiciais. “Reeleger-se para a Câmara é sua única opção para garantir a proteção política necessária”, avalia outro especialista.

    O CONFLITO INTERNO: A CAÇADA A HUGO MOTTA E O DILEMA DA PRESIDÊNCIA

     

    Com sua decisão de se manter na Câmara, Artur Lira intensifica seu jogo político e entra em confronto direto com Hugo Mota, atual presidente da Casa. A relação entre os dois já era tensa e chegou a um ponto crítico após a gestão de Mota durante a crise envolvendo a cassação do deputado Glauber Braga. A derrota de Mota na votação foi um sinal claro da sua fragilidade política e abriu espaço para Lira questionar sua liderança.

    Mota, visto como um presidente de transição, foi criticado por Lira e seus aliados por não conseguir manter a disciplina na Câmara. O episódio em que Mota se ausentou de um evento crucial, permitindo que Lira tomasse o protagonismo, aumentou ainda mais a fricção entre os dois. Agora, com a operação da Polícia Federal atingindo o círculo de Lira, Hugo Mota se vê pressionado a agir em defesa de seu antecessor, buscando distensionar a situação.

    O FIM DA ALIANÇA?

    Saudade do ex? Motta e Lira viram assunto principal em festa de ministro de  Lula

    Em um movimento de desespero, Mota emitiu uma nota pública de apoio à ex-assessora de Lira, Mariângela Fialec, e convocou uma reunião de emergência com as lideranças da Câmara para discutir a reação institucional à operação. Esse ato, de acordo com analistas, reflete o medo de Mota ser derrubado por Lira, que está tentando restabelecer sua autoridade interna. “Lira, com sua força política e o apoio de sua base, está decidido a retomar o controle da Câmara, e Mota, sem o respaldo necessário, se vê cada vez mais isolado”, analisa um estrategista político.

    O FUTURO DE LIRA E MOTTA: UMA DISPUTA SEM RETORNO

     

    O cenário para ambos os políticos é dramático. Enquanto Lira se prepara para retomar sua posição de força, com o objetivo de se eleger presidente da Câmara novamente em 2027, Mota tenta desesperadamente se segurar no cargo, temendo que seu fracasso na gestão da crise se transforme em uma mancha irreparável para sua carreira. A disputa pela presidência da Câmara, que antes parecia garantida para Mota, agora está completamente aberta.

    Lira, com sua habilidade política e experiência no cargo, parece estar se preparando para retomar o controle e garantir a estabilidade de sua base, enquanto Mota, que não conseguiu se impor como líder, se vê à mercê da pressão de seu antecessor. “O fracasso de Mota em lidar com as crises internas e a incapacidade de manter a disciplina da Câmara abriram espaço para Lira, que agora busca se reposicionar como o líder incontestável”, afirma um analista político.

    CONCLUSÃO: O FUTURO POLÍTICO DE BRASÍLIA E A CRISE NA CÂMARA

    Hugo Motta escolhe Arthur Lira para ser o relator do projeto que amplia  isenção do IR – CartaCapital

    O futuro de Artur Lira e Hugo Mota está intimamente ligado à investigação da Polícia Federal e à sucessão da presidência da Câmara. A crise em Brasília, que começou com as investigações sobre as emendas parlamentares, se transformou em uma batalha pelo poder, onde as estratégias de blindagem política, as alianças volúveis e as fraquezas de liderança se entrelaçam. Para Lira, a eleição de 2026 não é apenas uma disputa eleitoral, mas uma luta pela sobrevivência política, enquanto Mota, enfraquecido, tenta se manter no cargo e evitar que sua gestão desmorone.

    Este embate em Brasília, que envolve a segurança jurídica, o medo da prisão e a disputa pelo poder legislativo, promete desdobramentos dramáticos nos próximos meses. A batalha pela presidência da Câmara será o palco principal dessa guerra interna, onde as jogadas de poder, as alianças e os jogos de estratégia determinarão o futuro dos protagonistas.

  • ANÁLISE BOMBA NO ICL: CASTRO ROCHA EXPÕE A CONSTRUÇÃO DA VITIMIZAÇÃO USADA POR CARLOS E BOLSONARO!

    ANÁLISE BOMBA NO ICL: CASTRO ROCHA EXPÕE A CONSTRUÇÃO DA VITIMIZAÇÃO USADA POR CARLOS E BOLSONARO!

    GOLPE POLÍTICO: CASTRO ROCHA EXPÕE A VITIMIZAÇÃO DE CARLOS E BOLSONARO EM ENTREVISTA BOMBASTICA!

     

    Em uma análise bombástica e cheia de revelações, o professor Castro Rocha desmascara as táticas usadas por Carlos e Jair Bolsonaro para criar uma imagem de vitimização. A entrevista, que já está dando o que falar, trouxe à tona como a família Bolsonaro tem se utilizando de manipulação e estratégias para conseguir apoio, enquanto jogam com o inconsciente coletivo da população.

    A AMBIGUIDADE POLÍTICA DE FLÁVIO BOLSONARO: O JOGO DE CENÁRIOS

    João Cezar de Castro Rocha: quem é, ideias e contribuições

    Castro Rocha inicia a entrevista destacando o movimento de Flávio Bolsonaro em relação ao governo. De acordo com o professor, Flávio está tentando se afastar da imagem de seu pai para criar uma versão mais “moderada” de si mesmo. “Flávio Bolsonaro não quer ser mais o filho do Bolsonaro. Ele quer ser o Bolsonaro sem a bagagem que esse sobrenome carrega. Ele se apresenta como um candidato ‘mais palatável’ para o mercado financeiro e a elite, fazendo com que seu nome se torne uma alternativa à candidatura de Tarcísio de Freitas”, afirma o professor Castro Rocha.

    A estratégia é clara: Flávio Bolsonaro aposta em sua imagem mais “polida” e com menos extremismo, mas com a vantagem de carregar o peso do sobrenome Bolsonaro, que, segundo ele, ainda atrai milhões de votos. Contudo, o professor ressalta que a história financeira da família Bolsonaro, especialmente os escândalos envolvendo Flávio, pode ser o principal obstáculo para sua candidatura. “A rachadinha e os imóveis comprados com dinheiro vivo ainda são questões pendentes que podem vir à tona durante a campanha presidencial”, adverte Rocha.

    O JOGO DAS FORTUNAS: A AMBIÇÃO FINANCEIRA DE FLÁVIO

     

    Flávio Bolsonaro, de acordo com o professor, é o principal operador financeiro da família. Castro Rocha cita o escândalo envolvendo a compra de imóveis com grandes somas em dinheiro e as suspeitas sobre o aumento patrimonial repentino do filho 01 de Bolsonaro. “Flávio comprou uma mansão em Brasília, registrada em um cartório quase desconhecido, e há dúvidas sobre o valor real da propriedade, que gira em torno de R$ 6 milhões, mas o mercado aponta algo próximo de R$ 14 milhões”, destaca Rocha.

    A manipulação do patrimônio e as transações imobiliárias suspeitas de Flávio são, segundo o professor, uma faca de dois gumes. “Quando esses detalhes começarem a surgir, o que parecia ser uma candidatura promissora vai rapidamente se desinflar. O eleitorado não aceitará um candidato envolvido em tantos esquemas financeiros questionáveis”, afirma Castro Rocha.

    A ESTRATÉGIA DA VITIMIZAÇÃO: A CARTADA FINAL DE BOLSONARO

     

    Um dos pontos mais interessantes da entrevista foi a exposição da estratégia de vitimização, que está sendo constantemente alimentada por Carlos Bolsonaro. Durante a conversa, Castro Rocha expôs como Carlos, o principal responsável pelas redes sociais da família, usa sua imagem para criar um paralelo entre Jair Bolsonaro e a figura de Cristo. Ele descreveu uma postagem de Carlos Bolsonaro em que o deputado compartilhou um vídeo de seu pai com soluços, afirmando que era uma consequência da facada que Bolsonaro levou em 2018.

    “O que Carlos Bolsonaro está tentando fazer é construir uma narrativa visual de vitimização. Ele não está apenas apresentando o pai como uma vítima da facada, mas como alguém que foi injustamente ferido em nome do Brasil, criando uma equivalência com a imagem clássica de Cristo crucificado”, explica Rocha.

    Essa estratégia de vitimização é considerada por muitos como a última cartada dos Bolsonaros, e Castro Rocha aponta que ela pode ter efeitos temporários, mas não irá garantir a sobrevivência política deles no longo prazo. “A vitimização é a última coisa que eles têm para vender ao eleitorado. Depois de todos os escândalos, mentiras e manipulações, não há mais espaço para esse tipo de jogada”, diz o professor.

    OS PARARELOS HISTÓRICOS: A ERA DE RICARDO I

    João Cezar de Castro Rocha | The Book Haven

    Na sequência, o professor faz um paralelo entre as táticas da extrema direita atual e a obra de William Shakespeare, especificamente a peça Ricardo I. “O que estamos vivendo hoje é a era de Ricardo I, um vilão que não se esconde, mas expõe abertamente sua maldade. Nos tempos modernos, figuras como Bolsonaro e Trump são os Ricardo I da política global”, afirma Rocha, traçando um paralelo entre a figura do monarca desonesto e as atitudes de líderes contemporâneos.

    “Em Ricardo I, o vilão se apresenta logo no início da peça e declara suas intenções. Ele não tem vergonha de sua vilania, ao contrário de outros vilões, como Iago, que enganam a todos. Hoje, a extrema direita segue esse caminho, expondo seus objetivos sem dissimulação”, explica o professor.

    A associação com Ricardo I é uma metáfora poderosa para entender o comportamento dos Bolsonaros. “Assim como Ricardo I, Bolsonaro não tem mais pudor em expor sua agenda de destruição das instituições e da democracia. Ele se tornou um símbolo de vilania sem vergonha, e é isso que estamos vendo na política brasileira hoje”, conclui Rocha.

    O RETROCESSO POLÍTICO: A BARBÁRIE EM CRESCIMENTO

    ANÁLISE BOMBA NO ICL: CASTRO ROCHA EXPÕE A CONSTRUÇÃO DA VITIMIZAÇÃO USADA  POR CARLOS E BOLSONARO! - YouTube

    No final da entrevista, Castro Rocha traça um diagnóstico sombrio sobre o futuro da política brasileira e mundial. Ele cita o sociólogo Antônio Cândido e faz uma reflexão sobre o retrocesso político que estamos vivendo: “A barbárie, que antes era escondida, agora está sendo celebrada e até aplaudida. Trump, Bolsonaro, Milei e outros líderes de extrema direita não têm mais vergonha de expor suas opiniões extremistas, como se a sociedade tivesse aceitado a volta à barbárie”.

    Rocha conclui com uma crítica ao fato de que, após a Segunda Guerra Mundial e os horrores do Holocausto, o mundo parecia ter avançado em termos de direitos humanos. No entanto, a atual ascensão de líderes autoritários e o retorno da extrema direita ao poder mostram que os avanços conquistados estão sendo rapidamente revertidos.

    Conclusão:

     

    A entrevista de Castro Rocha expõe de forma clara e contundente as estratégias de vitimização e manipulação usadas pela família Bolsonaro para conquistar a simpatia do eleitorado. Ao mesmo tempo, ela revela o jogo de poder e as contradições dentro da própria direita brasileira. Com um olhar crítico e profundo, Rocha nos ajuda a entender como a política brasileira atual está sendo marcada por mentiras, manipulação e uma luta incessante pela preservação de poder, sem qualquer respeito pelos princípios democráticos. A era de Ricardo I está em pleno curso, e o Brasil precisa estar atento.

  • Dentro do quarto, Sinha deseja algo deles – você não vai acreditar o que aconteceu

    Dentro do quarto, Sinha deseja algo deles – você não vai acreditar o que aconteceu

    Naquela noite sem lua, quando o vento trazia o cheiro de cana queimada e os suor dos que labutavam sob o sol inclemente, senh Mariana do Sacramento, cometeu o pecado que selaria seu destino, e o de três homens que jamais deveriam ter cruzado o umbral de seu quarto, mas que entraram ali movidos por uma paixão tão proibida quanto a própria liberdade que lhes fora roubada.

    E se essa história te prender o coração, já deixa teu like e se inscreve para não perder o próximo capítulo, porque o que vais ouvir agora é a verdade que os livros de história jamais ousaram contar. Era o ano de 1842, nas terras do Vale do Paraíba, onde a fazenda Santa Eulália se erguia majestosa entre os morros cobertos de cafezais, que Mariana, filha do temido coronel Augusto do Sacramento, completava seus 20 anos de idade com a pele alva como a cal das paredes da casa grande e os olhos verdes que lembravam as águas profundas do rio que cortava a

    propriedade. Seu pai, homem de posses e crueldade conhecida em toda a província, havia arranjado seu casamento com o capitão Frederico Morais, senhor de engenho da região de Vassouras, homem 40 anos mais velho que ela, viúvo duas vezes e dono de mais de 300 almas cativas. Mas Mariana guardava em seu peito um segredo que faria tremer os alicerces daquela sociedade, construída sobre o sangue e o sofrimento dos que eram considerados menos que gente.

    Tudo começou numa tarde de dezembro, quando o calor era de derreter as velas do oratório e o ar parecia feito de chumbo derretido que Mariana viu pela primeira vez Joaquim das Chagas. Negro alto e forte, de olhos que carregavam a sabedoria ancestral de sua terra além mar, comprado havia pouco do tráfico negreiro, que ainda insistia em desafiar as leis do império.

    Joaquim trabalhava na carpintaria da fazenda. tinha mãos ábeis que transformavam a madeira bruta em obras de delicadeza surpreendente, e foi chamado para consertar a janela do quarto de Mariana, que não fechava direito, e deixava entrar o sereno da noite. Quando ele entrou naquele aposento perfumado com água de rosas e alfazema, seus olhos se encontraram por um instante que pareceu durar toda uma eternidade.

    E algo se rompeu dentro dela. Algo que todas as orações ao pé do crucifixo e todas as lições de catecismo da infância não puderam conter. Ela sentiu um calor subir do ventre até a garganta. sentiu as mãos tremerem quando ele se curvou respeitosamente e disse com voz grave e musical: “Senhora, com sua licença vou dar um jeito nessa janela.

    ” E naquele momento, Mariana soube que estava perdida para sempre. Joaquim voltou outras vezes, sempre com alguma desculpa arranjada por ela mesma, uma porta que rangia, um móvel que precisava ser ajustado, e entre um conserto e outro, as palavras começaram a fluir. Primeiro tímidas como água de nascente, depois caudalosas como rio na cheia.

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    Ele lhe contou da terra distante de onde fora arrancado ainda menino, das savanas douradas e dos baubás gigantes, da mãe que cantava canções na língua dos ancestrais, do pai guerreiro que morreu lutando contra os que vinham capturar seu povo. Ela ouviu tudo aquilo com o coração apertado, sentindo pela primeira vez a vergonha de pertencer à raça dos senhores, dos que acorrentavam e marcavam a ferro em brasa outros seres humanos.

    E numa noite em que a casa inteira dormia e até os grilos pareciam ter silenciado, Joaquim voltou ao quarto dela, não mais para consertar nada, mas porque ela havia mandado o recado através de Zefa Mucama, de sua confiança. E quando ele entrou com o corpo trêmulo de medo e desejo, Mariana se entregou a ele com uma fúria que desconhecia existir dentro de si.

    E ali, sobre os lençóis de linho bordado que vinham de Lisboa, os dois profanaram todas as leis escritas e não escritas. daquela sociedade podre em suas bases. Mas o coração humano é um abismo sem fundo. E Mariana logo descobriu que um amor proibido não era suficiente para saciar a sede que ardia em suas entranhas.

    Foi então que ela notou o Benedito da Conceição, mulato claro de olhos amendoados e corpo esguio, que trabalhava como copeiro na casa grande e tinha o dom da palavra e da poesia. Benedito sabia ler e escrever. ensinado em segredo pelo antigo capelão da fazenda, já falecido. E quando Mariana descobriu isso, passou a chamá-lo ao seu quarto para que lhe lesse os romances que encomendava do Rio de Janeiro.

    Ele lia com voz melodiosa os versos de amor e aventura, e ela fechava os olhos, imaginando ser a heroína daquelas histórias. Até que um dia não foi mais preciso imaginar, porque Benedito deixou o livro de lado e a beijou com uma delicadeza que contrastava com a paixão selvagem que ela vivera com Joaquim. Com Benedito, Mariana descobriu outra face do amor, a ternura das palavras sussurradas, a doçura dos gestos lentos, o prazer que vem não do fogo que consome, mas da brasa que aquece sem queimar. E assim Mariana passou a

    dividir suas noites entre dois homens que jamais poderiam disputá-la à luz do dia. Dois homens que eram propriedade de seu pai, assim como os cavalos do estábulo ou os bois da lavoura. Mas o destino, que sempre tem um gosto amargo para os que desafiam a ordem das coisas, havia preparado ainda mais uma reviravolta naquela história já tão emaranhada quanto as trepadeiras que cobriam os muros da cenzala.

    Domingos Ferreira era diferente dos outros dois. Era nascido na própria fazenda, filho de mãe escrava e pai desconhecido. Tinha a pele da cor do bronze polido e os músculos definidos de quem passava os dias carregando sacos de café de 60 kg nas costas. Ele era feitor dos escravos, posição que lhe garantia certos privilégios, mas também o ódio dos seus próprios irmãos de corrente, pois era sua mão que empunhava o chicote quando o Senhor assim ordenava.

    Mariana o odiava por isso. Odiava vê-lo açoitar os que tentavam fugir ou os que não cumpriam a cota diária de trabalho, mas havia algo nele que a atraía irresistivelmente. Talvez justamente aquela mistura de força bruta e submissão, de poder e impotência. de alg vítima ao mesmo tempo. Foi numa tarde de tempestade, quando os raios rasgavam o céu e o trovão fazia tremer as paredes da casa grande que Mariana mandou chamar Domingos com a desculpa de que precisava que ele verificasse se as telhas do sobrado não estavam deixando a água

    entrar. E quando ele subiu até seu quarto encharcado pela chuva, com as roupas coladas ao corpo e os olhos baixos, como convinha a um cativo diante de sua senhora, ela simplesmente trancou a porta e disse com voz que não admitia a recusa: “Tira essa roupa molhada, Domingos, senão vais adoecer”. E ele obedeceu.

    Como sempre, obedecera todas as ordens que recebera na vida. Mas quando ficou ali de pé diante dela, nu e vulnerável, apesar de toda sua força física, foi Mariana quem se ajoelhou, foi ela quem se rebaixou, foi ela quem inverteu pela primeira vez a ordem que sempre pusera o branco acima do negro, o senhor acima do escravo.

    E naquele ato de submissão encontrou uma liberdade que jamais experimentara. Quem ouvia aquela história não conseguia ficar indiferente. Assim como você não deve ficar, se essa história te tocou, deixa teu like para ela não ser esquecida, porque o que aconteceu depois foi a tragédia anunciada que todos esperavam, mas ninguém conseguiu evitar.

    Durante meses, Mariana manteve seu terrível segredo, alternando suas noites entre os três homens que amava cada um à sua maneira. Joaquim, que lhe trazia a paixão da terra africana. Benedito, que lhe oferecia a doçura das palavras e Domingos, que lhe dava o sabor proibido do poder invertido. Ela se sentia viva como nunca estivera.

    Sentia que finalmente entendia o que significava existir além das grades douradas de sua condição de sinhazinha, mas sabia que aquilo não poderia durar para sempre, que mais cedo ou mais tarde, a verdade viria à tona como os corpos dos afogados que o rio devolve depois das cheias. e veio, mas não da forma como ela imaginava.

    Não foi seu pai quem descobriu, nem algum outro escravo movido pela inveja ou pelo desejo de ganhar favores denunciando os amores da Sha. Foi Zefa, sua fiel Mucama, sua confidente desde a infância, quem não suportou mais carregar aquele peso na consciência, e foi confessar ao padre Honório tudo o que sabia. E o padre, homem piedoso, mas fiel aos códigos de sua classe e de sua época, julgou ser seu dever avisar o coronel Sacramento do que se passava sob seu próprio teto.

    A fúria do coronel foi como a tempestade que derruba os cafezais inteiros, foi como o fogo que consome a cana seca, foi como a enchente que arrasta tudo pela frente. Ele mandou prender os três escravos e convocou todos os cativos da fazenda para assistirem ao castigo exemplar que seria dado aqueles que haviam ousado manchar a honra da casa grande.

    Mariana implorou de joelhos, agarrou-se às botas do pai, jurou que fora ela quem seduzira os homens, que eles eram inocentes e haviam apenas obedecido suas ordens. Mas o coronel a empurrou com violência e disse com voz de pedra: “Você está possuída pelo demônio, filha indigna, e será enviada ao convento do Rio de Janeiro, onde passará o resto de seus dias espiando seus pecados.

    Mas antes verá o preço que se paga pela devastidão e pela traição ao sangue que corre em suas veias.” Amarraram os três ao tronco no centro do terreiro, e o próprio coronel empunhou o chicote de couro cruas de metal. Começou por Joaquim, e cada golpe arrancava tiras de carne das costas do africano, que não gritava, apenas olhava fixamente para Mariana, com olhos que diziam tudo o que as palavras não podiam expressar.

    Depois foi a vez de Benedito, o mulato poeta que agora chorava não de dor, mas de humilhação, vendo seus sonhos de um dia comprar sua alforria, se espatifarem ali naquele instante de suplício. Por último, veio Domingos e quando o chicote rasgou suas costas, ele gritou não de dor física, mas de raiva.

    Raiva de si mesmo por ter acreditado que poderia ser algo mais que um objeto nas mãos dos senhores. raiva por ter esquecido por alguns instantes que um negro nunca seria nada além de propriedade. Mariana desmaiou antes que o castigo terminasse e quando acordou estava sendo levada numa carruagem escoltada por capangas armados em direção ao porto onde embarcaria para o Rio de Janeiro.

    Pelo caminho, soube através das conversas dos homens que a acompanhavam, que Joaquim havia morrido três dias depois, devido às infecções causadas pelos açoites, que Benedito fora vendido para um senhor de engenho no Recôncavo baiano, conhecido por sua crueldade extrema, e que domingos havia sido castrado e mandado trabalhar nas minas de ouro de Minas Gerais, onde a expectativa de vida de um escravo não passava de 5 anos.

    No convento das Carmelitas descalças, Mariana viveu os 23 anos seguintes rezando e bordando, mas seu coração permaneceu para sempre naquela fazenda do Vale do Paraíba, dividido entre três homens que amara contra todas as leis divinas e humanas. Quando morreu de tuberculose aos 43 anos, sussurram as freiras que estavam presentes que suas últimas palavras foram três nomes pronunciados em língua de preto.

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    Os nomes africanos verdadeiros de Joaquim, Benedito e Domingos, nomes que ela havia aprendido nas noites em que os amava, nomes que representavam a única verdadeira identidade daqueles homens, roubada junto com sua liberdade. Esta história não tem moral edificante, nem final feliz, porque a história da escravidão no Brasil não tem nada de bonito para contar, mas tem verdade, tem dor, tem amor impossível e vidas destroçadas pela ganância e pela crueldade de um sistema que transformava seres humanos em mercadoria. E se essa

    história fez teu coração bater mais forte, vai agora lá no canal e se inscreve para conhecer as outras vozes que o tempo tentou calar. Porque só lembrando do passado, podemos construir um futuro onde nenhum amor seja proibido pela cor da pele e nenhuma vida vale a menos que outra tentar novamente a Cloud pode cometer erros.

    Confira sempre as respostas. Son tring.

  • A Sinhá Que obrigou seu escravo a ter reIação íntima. o que aconteceu depois você não vai acreditar

    A Sinhá Que obrigou seu escravo a ter reIação íntima. o que aconteceu depois você não vai acreditar

    O sol castigava sem piedade a estrada de terra batida que levava ao sul e Domingo seguia acorrentado na carroça junto com outros cinco cativos, todos silenciosos, como se já tivessem perdido até a vontade de gemer. O comprador de escravos era um tal de capitão Morais, homem baixo e gordo, que mastigava fumo o tempo todo e cuspia no chão.

    Tinha olhos pequenos e cruéis como os de um porco, e tratava os negros que comprava pior que gado. A viagem durou três semanas. Passaram por vilarejos pobres, atravessaram rios caudalosos, dormiram ao relento, quando não havia fazenda que os acolhesse. E a cada dia, Domingo sentia que se afastava não apenas da fazenda dos Albuquerque, mas de tudo que um dia conhecera como lar.

    Numa dessas noites, acampados perto de um rio, ele conversou com um dos outros escravos, um jovem chamado Antônio Bento, que tinha marcas de chicote nas costas e um olhar de revolta nos olhos. “De onde você vem, mano?”, perguntou Domingos. Antônio cuspiu no chão antes de responder. Eu vim de uma fazenda lá perto de Campinas.

    Fugi duas vezes, mas me pegaram. Agora vão me vender pras charqueadas, porque dizem que lá ninguém consegue fugir, que é tão longe e tão vigiado que até pensar em liberdade é perder tempo. Domingo sentiu um aperto no peito. “E ainda pensa em fugir?” Antônio sorriu, mas era um sorriso sem alegria.

    Todo dia, mano, todo dia eu penso, porque o dia que eu parar de pensar em liberdade, é o dia que vou deixar de ser homem para virar só uma peça de trabalho. E isso eu não aceito. Prefiro morrer tentando. As palavras de Antônio plantaram uma semente em Domingos, porque até então ele vinha se arrastando naquela jornada como um morto vivo, sem esperança e sem vontade, mas agora começava a sentir algo diferente crescendo dentro dele, uma raiva surda, uma revolta que ele tinha empurrado para bem fundo da alma durante todos aqueles anos de obediência forçada.

    Quando finalmente chegaram à região das charqueadas no Rio Grande do Sul, Domingos entendeu porque chamavam aquele lugar de inferno na terra. As charqueadas eram estabelecimentos imensos onde se matava gado aos milhares para fazer charque. A carne salgada que alimentava os escravos de todo o Brasil. E o trabalho lá era tão brutal que os homens duravam poucos anos antes de adoecerem ou morrerem de exaustão.

    O ar cheirava a sangue e sal. O chão era vermelho do sangue dos bois e os escravos trabalhavam de sol a sol sob o chicote de capatazes ainda mais cruéis que os do café. Domingos foi vendido para um estancieiro chamado Dom Rodrigo Tavares, um homem alto e magro de bigodes grisalhos, que tinha fama de ser duro, mas não injusto.

    Na charqueada de Dom Rodrigo trabalhavam mais de 100 escravos, a maioria homens jovens e fortes, porque o serviço exigia força bruta, que havia também alguns gaúchos pobres e livres, que faziam o trabalho mais especializado de cortar e salgar a carne. Nos primeiros dias, Domingos achou que não ia aguentar. As mãos sangravam de tanto segurar a faca, as costas doíam de carregar as mantas de carne, que à noite ele desabava no giral da senzala, sem forças nem para comer a magra ração que lhes davam.

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    Mas Antônio Bento estava lá também, porque o capitão Moraes vendera os seis escravos pro mesmo patrão e Antônio não deixava Domingos desistir. Toda noite ele vinha conversar, contava histórias de quilombos e de negros que tinham conseguido comprar a própria alforria. Alimentava nele a chama da esperança que teimava em não se apagar completamente.

    E se essa história ainda te prende, deixa teu like e continua com a gente, porque agora vem a parte onde Domingos vai ter que decidir entre aceitar o destino ou lutar pela liberdade.

    Passaram-se meses. O inverno rigoroso do sul chegou trazendo um frio que Domingos nunca tinha sentido na vida. E foi nesse tempo que ele conheceu uma escrava chamada Rosa, uma mulher de uns 25 anos que trabalhava na cozinha da Casa Grande e tinha um sorriso tímido, mas bonito.

    Rosa era filha de uma escrava com um peão livre. Tinha a pele mais clara que Domingos e olhos cor de mel. E desde o primeiro dia que o viu, ficou com pena daquele homem alto e triste que parecia carregar o mundo nas costas. Ela começou a separar as melhores sobras de comida para ele. Às vezes um pedaço de carne com menos gordura.

    Às vezes uma batata doce assada, pequenos gestos de carinho que faziam Domingos sentir que ainda havia bondade no mundo. Com o tempo, os dois começaram a conversar. Ela contava da sua vida na charqueada onde nascera. Ele contava de Vassouras e da fazenda de café, mas nunca mencionava o que tinha acontecido com a sinhá Mariana.

    Aquilo era uma ferida que ele guardava no fundo da alma e que não queria expor para ninguém. Rosa, porém, era mulher intuitiva. Percebia que Domingos tinha um sofrimento escondido, que ia além do cansaço do corpo. E uma noite, quando estavam sentados perto do fogo na senzala, ela perguntou suavemente: “O que te machucou tanto, Domingos? O que te arrancou a alegria dos olhos?” Ele ficou calado por um tempo, olhando as chamas dançarem.

    E então, pela primeira vez desde que saíra de Vassouras, contou tudo para alguém. Contou sobre a sinhá Mariana, sobre as noites de vergonha e dor, sobre a criança que talvez tivesse nascido com seus traços. E enquanto falava, as lágrimas desciam pelo rosto dele sem que ele tentasse escondê-las. Rosa ouviu tudo em silêncio e quando ele terminou, ela simplesmente pegou a mão dele e disse: “Você não tem culpa, Domingos.

    Você foi violado assim como muitas mulheres são violadas pelos senhores. E isso não te faz menos homem. Isso só mostra como esse sistema é podre e cruel.” As palavras de Rosa foram como bálsamo na alma ferida de Domingos. Porque pela primeira vez alguém entendia que ele tinha sido vítima e não cúmplice, que não havia prazer naquilo que a sinhá lhe forçara a fazer, só dor e humilhação.

    A partir daquela noite, Domingos e Rosa se aproximaram ainda mais. Começou a nascer entre eles um sentimento verdadeiro e puro, diferente de tudo que ele tinha vivido com Mariana, porque agora havia respeito, carinho, escolha. Eles se amaram pela primeira vez numa noite de lua nova, escondidos num canto da senzala enquanto os outros dormiam.

    E foi a primeira vez na vida que Domingos sentiu que estava fazendo amor de verdade com alguém que o queria tanto quanto ele a queria, sem medo, sem vergonha, sem coerção. Os meses foram passando e o amor entre Domingos e Rosa cresceu como planta bem regada. Eles faziam planos sussurrados de juntar dinheiro para comprar a alforria.

    Sonhavam com um pedaço de terra onde pudessem viver livres, com filhos que nasceriam sem correntes, que esses sonhos davam força para Domingos aguentar o trabalho brutal da charqueada. Mas Antônio Bento tinha outros planos. Ele continuava falando em fuga. Dizia que sabia de um quilombo nas serras que ficava a três dias de caminhada, um lugar chamado Quilombo do Arroio Negro, onde viviam mais de 200 negros livres que se defendiam de qualquer ataque dos capitães do mato.

    “Vem com a gente, Domingos”, dizia Antônio com olhos brilhando de esperança. “A gente vai fugir na próxima lua nova. Já tem 10 homens combinados. A Rosa pode vir também. Lá vocês podem casar e ter filhos livres.” Domingos ficava dividido porque tinha medo de ser pego e morto, mas também tinha medo de passar a vida inteira acorrentado, trabalhando até a morte numa charqueada fedorenta.

    Ele conversou com Rosa sobre a proposta de Antônio e, para sua surpresa, ela disse que queria tentar, que preferia morrer na mata livre do que viver presa para sempre. “A gente tem que tentar, Domingos”, disse ela com voz firme. “A gente tem que tentar, porque se não tentar, a gente vai morrer aqui mesmo um pouquinho a cada dia, até não sobrar nada da gente.”

    Quem está acompanhando essa história e sentindo cada palavra no peito, deixa teu like agora para que mais gente possa conhecer a luta desses homens e mulheres por liberdade.

    Foi assim que Domingos se juntou ao plano de fuga. Eles marcaram para a noite de lua nova do mês seguinte, quando a escuridão seria mais profunda e as chances de serem vistos menores.

    Os dias que antecederam a fuga foram de ansiedade e medo. Domingos e Rosa juntaram algumas provisões escondidas: farinha, charque, uma faca velha e rezaram pros orixás e santos que os protegessem. Na noite marcada, 12 escravos se encontraram perto do curral dos cavalos. Antônio liderava o grupo com a autoridade natural de quem já tinha fugido antes.

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    Eles cortaram as cordas que prendiam alguns cavalos e seguiram a pé pela mata, porque montar chamaria a atenção demais. Caminharam a noite toda. Rosa segurava firme na mão de Domingos e quando o sol nasceu, eles já estavam longe da charqueada, escondidos numa mata fechada perto de um arroio. Mas a liberdade durou pouco, porque Dom Rodrigo Tavares tinha capatazes experientes e cães farejadores.

    E no terceiro dia de fuga, os cães encontraram o rastro do grupo. O ataque veio de surpresa. Os capitães do mato cercaram o grupo quando eles paravam para descansar perto de uma cachoeira e começou um tiroteio violento. Antônio gritou para todos correrem. Alguns conseguiram escapar pela mata, mas Domingos viu quando uma bala acertou Antônio no peito, o sangue espirrando vermelho na camisa, o corpo caindo de joelhos e depois tombando de cara no chão.

    Domingos quis voltar para ajudar o amigo, mas Rosa o puxou pelo braço. “Ele já morreu, Domingos. A gente tem que correr ou vai morrer também?” Eles correram pela mata como animais perseguidos, ouvindo os latidos dos cães cada vez mais perto, os gritos dos capitães do mato, os tiros ecoando entre as árvores. E quando acharam que não tinham mais forças, quando acharam que iam ser pegos, encontraram uma gruta escondida atrás de uma cortina de cipós.

    Entraram ali e ficaram imóveis abraçados, respirando baixo, rezando em silêncio. E os cães passaram pela gruta sem perceber que eles estavam ali. Ficaram escondidos naquela gruta por dois dias, comendo apenas algumas raízes e bebendo água de uma poça que se formava no fundo da caverna. E quando finalmente saíram, famintos e exaustos, não sabiam mais para que lado ir.

    Foi Rosa quem teve a ideia. “A gente não vai pro quilombo, a gente vai pra cidade. A gente se mistura com os negros livres e forros, arranja trabalho e tenta comprar nossa liberdade de outro jeito.” Domingos concordou porque sabia que os caminhos pro quilombo estariam sendo vigiados. Então seguiram em direção a Porto Alegre, caminhando só de noite e se escondendo de dia.

    Levou quase duas semanas até chegarem na cidade e quando chegaram estavam tão magros e sujos que pareciam mendigos. Na cidade eles se misturaram com a população de negros livres e escravos urbanos. Domingos conseguiu trabalho num armazém perto do cais. Rosa trabalhou lavando roupa para famílias ricas e durante três anos viveram assim, escondidos à vista de todos, sempre com medo de serem reconhecidos e capturados.

    Nesse tempo, Rosa engravidou e quando o filho nasceu, um menino de olhos grandes e pele escura, eles o chamaram de Antônio, em homenagem ao amigo que morreu lutando pela liberdade. Criar aquela criança deu um novo sentido pra vida de Domingos. Ele trabalhava dobrado para juntar dinheiro, economizava cada vintém e Rosa fazia o mesmo.

    Até que finalmente, depois de 5 anos na cidade, eles tinham economizado o suficiente para tentar comprar uma carta de alforria falsa através de um escrivão corrupto que conheceram. A negociação foi tensa e perigosa, mas no fim deu certo. Domingos e Rosa conseguiram os papéis que diziam que eles eram negros forros, livres.

    E embora soubessem que os documentos eram falsos, eram tudo que tinham entre eles e as correntes. Com os papéis na mão, eles decidiram ir mais longe ainda. Atravessaram a fronteira e foram pro Uruguai, onde a escravidão tinha sido abolida há pouco tempo, que lá finalmente puderam respirar aliviados, sabendo que ninguém mais poderia reclamá-los como propriedade.

    Em Montevidéu, Domingos trabalhou como estivador no porto. Rosa vendeu quitutes na rua e criaram o pequeno Antônio e mais dois filhos que nasceram depois, todos livres, todos com o sobrenome que eles mesmos escolheram: Liberdade. Domingos Liberdade nunca esqueceu o que tinha passado, as noites de vergonha na fazenda dos Albuquerque, a dureza das charqueadas, a bala que matou Antônio Bento, mas também não deixou que essas memórias o destruíssem.

    Ele transformou a dor em força, em vontade de viver, em amor pela família que construiu. Às vezes, nas noites calmas de Montevidéu, ele contava pros filhos sobre o Brasil que deixara para trás, sobre a luta pela liberdade, sobre os amigos que ficaram pelo caminho e sempre terminava dizendo: “Vocês nasceram livres, meus filhos, mas nunca esqueçam que essa liberdade custou sangue, suor e lágrimas de muitos que vieram antes, e vocês têm obrigação de honrar essa memória vivendo com dignidade e lutando para que todos sejam livres um dia.”

    Rosa o via ao lado, segurando a mão do marido, e sabia que, apesar de tudo que tinham passado, apesar de todas as cicatrizes que carregavam na alma, eles tinham vencido, porque estavam juntos, livres e com filhos, que nunca saberiam o que era usar correntes. E se essa história de luta, dor e esperança tocou teu coração, vai lá no canal agora e se inscreve, porque tem muitas outras histórias de brasileiros esquecidos esperando para serem contadas.

    Histórias de gente que lutou, que sofreu, que amou e que nunca desistiu de ser livre. E essas histórias precisam ser lembradas para que a gente nunca esqueça de onde viemos e para onde queremos ir, para que a gente nunca deixe que a escravidão, em qualquer forma que seja, volte a existir nessa terra abençoada que é o Brasil.

  • A Sinhá Que Mandava e Levava Seu Escravo no Limite, você não vai acreditar

    A Sinhá Que Mandava e Levava Seu Escravo no Limite, você não vai acreditar

    Naquela manhã de sol abrasador, quando o canto do sabiá ainda euava nos cafezais de vassouras, o destino de Domingos estava selado sem que ele soubesse. Pois assim a Mariana havia posto os olhos nele com uma fome que nenhuma oração do padre Honório poderia aplacar. E se essa história te prender o coração, já deixa teu like e se inscreve para não perder o próximo capítulo, porque o que vem agora vai fazer tua alma tremer.

    Domingos era um negro alto e forte, de uns 30 anos, que trabalhava na casa grande desde menino, quando o coronel Jacinto de Albuquerque o trouxera de uma fazenda no Recôncavo baiano. Sua mãe Zefa havia ficado para trás e ele jamais a vira outra vez. Na casa dos Albuquerque. Domingos aprendera a ler escondido com a filha mais velha dos patrões, a menina Isaura, que tinha coração manso e gostava de ensinar as letras aos escravos quando o pai não estava por perto.

    Mas Isaura cresceu e foi morar em São Paulo com um juiz rico. E Domingos ficou sozinho com seus livros escondidos debaixo do colchão de palha. O coronel Jacinto era homem de trato duro, mas justo dentro do que a época permitia. não batia nos escravos sem motivo e dava comida suficiente para que pudessem trabalhar sem desmaiar. Porém, sua esposa, assim, a Mariana, era criatura de outra índole.

    Ela viera do Rio de Janeiro aos 18 anos. Moça linda de cabelos negros e olhos de felino, casara com Jacinto por arranjo das famílias. Ele já viúvo e 20 anos mais velho, e desde o primeiro dia sentira o peso do tédio e da solidão naquela fazenda perdida entre montanhas. Mariana passava os dias bordando na varanda, lendo romances franceses que mandava vir da corte e observando os escravos trabalharem no terreiro.

    E foi assim que começou a reparar em domingos, na forma como ele carregava os sacos de café nas costas largas, no suor que lhe escorria pelo peito quando tirava a camisa no calor do meio-dia. nos músculos que se desenhavam sob a pele escura como bronze polido, o desejo que nasceu nela era proibido por todas as leis divinas e humanas.

    Mas Mariana não era mulher que se curvava facilmente aos mandamentos e quanto mais tentava afastar aqueles pensamentos, mais eles a consumiam como fogo em palha seca. O coronel Jacinto passava longas temporadas em vassouras tratando de negócios. Às vezes ficava semanas inteiras na cidade cuidando de assuntos da Câmara Municipal e da venda do café.

    E era nessas ausências que Mariana sentia a tentação crescer como erva daninha no seu coração. Uma noite de lua cheia, quando o coronel estava há 15 dias fora, Mariana mandou chamar Domingos à Casagre. disse que precisava que ele consertasse uma janela do seu quarto que não fechava direito. Domingos subiu às escadas com o coração apertado porque sabia que não havia janela quebrada nenhuma.

    Ele mesmo havia verificado todas as fechaduras na semana anterior. Quando entrou no quarto da Cinha, ela estava de camisola branca, os cabelos soltos caindo pelos ombros, e havia uma garrafa de vinho do porto sobre a mesinha de cabeceira. Domingos, conserte essa janela para mim”, disse ela com voz macia, apontando para uma janela que abria e fechava perfeitamente.

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    Ele se aproximou, fingindo examinar a fechadura, as mãos tremendo, e foi quando sentiu a mão dela tocar suas costas, os dedos subindo devagar pela sua camisa. “Sim, ah, isso não tá certo”, murmurou ele sem se virar, a voz saindo rouca. Mariana riu baixinho, um riso que era ao mesmo tempo doce e cruel e disse: “Quem é você para dizer o que é certo, Domingos? Você é meu, assim como tudo nessa fazenda é meu.

    ” Ele se virou então e viu nos olhos dela uma mistura de desejo e poder que lhe gelou o sangue, porque entendeu naquele momento que não tinha escolha, que se recusasse poderia ser vendido, açoitado ou coisa pior, que ela tinha sobre ele o poder de vida e morte. Quem ouvia aquela história não conseguia ficar indiferente. Assim como você não deve ficar.

    Se essa história te tocou, deixa teu like para ela não ser esquecida. Naquela noite, Domingos fez o que ela mandou e, enquanto a possuía, sentiu que estava perdendo algo de si mesmo, um pedaço da sua alma que jamais recuperaria, porque não havia prazer naquilo, só vergonha e nojo de si próprio, como se estivesse traindo tudo que sua mãe Zefa lhe ensinara sobre dignidade e honra.

    Mariana, porém, sentiu prazer, um prazer misturado com a embriaguez do poder, de ter dobrado aquele homem forte à sua vontade, de ter violado todas as regras e saído impune. Depois daquela primeira noite, ela o chamou outras vezes, sempre quando o coronel estava fora e Domingos ia porque não tinha alternativa, mas cada vez que subia aquelas escadas, sentia que morria um pouco por dentro.

    Na cenzala, os outros escravos começaram a perceber. Maria das Dores, que lavava as roupas da casa grande, viu a olhando para Domingos com aqueles olhos de cobra. Benedito, que trabalhava na moeda notou como Domingos ficava calado e triste, sem comer direito, sem conversar com ninguém. Uma tarde, Benedito puxou conversa.

    Mano Domingos, o que tá te comendo por dentro? Você tá com cara de quem carrega o mundo nas costas. Domingos não respondeu, apenas baixou os olhos, mas Benedito entendeu tudo naquele silêncio, porque na fazenda não havia segredo que durasse muito e logo todos souberam o que estava acontecendo. Alguns olhavam para Domingos com pena, outros com desprezo, achando que ele tinha se entregado voluntariamente aos encantos da Simá, mas ninguém dizia nada em voz alta, porque todos sabiam que falar era perigoso.

    O pior veio quando o coronel Jacinto voltou de uma das suas viagens e assim a Mariana continuou chamando domingos agora com mais cuidado, escolhendo as horas em que o marido estava no cafezal ou na vila. Domingos vivia em pânico constante, imaginando o que aconteceria se fossem descobertos. sabia que mesmo sendo vítima, seria ele o castigado, talvez morto, enquanto ela, no máximo, levaria uma bronca do marido.

    Foi então que ele pensou em fugir, juntar suas poucas coisas e desaparecer pela mata adentro, ir pros quilombos que diziam existir na serra da Mantiqueira, mas sabia que os capitães do mato encontrariam ele em poucos dias e o trariam de volta para ser chicoteado até a carne abrir. Numa dessas noites terríveis, depois que Mariana o dispensou, Domingos ficou na varanda da casa Grande alguns minutos, olhando as estrelas e pedindo a Deus ou aos orixás que sua mãe cultuava em segredo que lhe dessem força para aguentar aquele tormento. Foi nesse

    momento que ele ouviu uma voz atrás de si. Era Joaquim do Rosário, um escravo velho e sábio que cuidava dos cavalos. Ele tinha cabelos brancos e olhos profundos que pareciam enxergar além do mundo visível. Meu filho”, disse Joaquim com voz pausada. “Eu sei o que tá te acontecendo e sei que você não tem culpa, mas precisa ter cuidado porque o destino tá tramando uma desgraça grande para você”. Domingo se virou assustado.

    “Como o senhor sabe?” Joaquim sorriu triste. “Eu tenho 70 anos, menino. Vi muita coisa nessa vida. Viņá que se aproveitava de escravo. Vi escravo que foi morto por ciúme de senhor. Vi de tudo e sei que isso não vai acabar bem. Domingo sentiu as lágrimas virem. Eu não quero isso, seu Joaquim, mas como eu posso dizer não para ela? Joaquim pôs a mão no ombro dele.

    Não pode, meu filho, e é isso que dói na alma. Porque você é homem, mas não é tratado como homem. É tratado como coisa, como animal que se usa quando quer. Os dois ficaram em silêncio por um tempo, ouvindo os grilos cantarem e o vento balançar as folhas dos cafezais. Até que Joaquim disse: “Reza, meu filho, reza pros seus ancestrais te protegerem, porque tempestade grande tá vindo.

    ” E ele tinha razão, porque três semanas depois, assim, a Mariana descobriu que estava grávida. E embora o coronel Jacinto acreditasse que o filho fosse dele, pois ainda visitava o leito da esposa de vez em quando, Mariana sabia a verdade no fundo do coração. Sabia que aquela criança poderia nascer com traços que denunciariam tudo. O medo a consumiu.

    Ela parou de chamar Domingos, passou a evitá-lo e até pensou em arranjar um jeito de fazê-lo desaparecer da fazenda, vendê-lo para algum traficante de escravos que o levasse para bem longe. Domingos percebeu a mudança e sentiu um alívio imenso, como se tivesse sido libertado de uma prisão. Mas o alívio durou pouco, porque uma tarde o coronel Jacinto o chamou no escritório da fazenda e, pelo jeito sério do patrão, ele soube que algo terrível estava para acontecer.

    “Domingos”, disse o coronel com voz fria. Me contaram umas histórias sobre você e minha esposa. Histórias que eu não quero acreditar, mas que preciso investigar. Domingo sentiu o chão sumir debaixo dos pés. A boca ficou seca, o coração disparou. Senhor, eu nunca desrespeitei a senhora. Eu juro pela alma da minha mãe.

    O coronel o observou com aqueles olhos de aço. Então, por que ela anda nervosa? Por que você anda sumido? Por que Maria das Dores viu você saindo do quarto dela de noite? Domingos não sabia o que responder. Qualquer palavra poderia ser sua sentença de morte. Então ficou calado, os olhos baixos, as mãos tremendo. O coronel se levantou, pegou o chicote que ficava pendurado na parede.

    Eu vou te dar uma chance de falar a verdade, Domingos. E dependendo do que você disser, eu decido o que fazer contigo. Foi então que Domingos, num lampejo de coragem ou desespero, decidiu contar tudo, porque guardar aquele segredo estava matando ele por dentro. Ele contou como assim a o chamava, como ele não podia recusar, como sofria cada vez que subia aquelas escadas.

    E enquanto falava, as lágrimas desciam pelo seu rosto, 30 anos de dor e humilhação, saindo em palavras entrecortadas. O coronel Jacinto ouviu tudo em silêncio, o rosto ficando cada vez mais vermelho, as mãos apertando o chicote com tanta força que os nós dos dedos ficaram brancos. E quando Domingos terminou, houve um silêncio que pareceu durar uma eternidade.

    Depois o coronel disse apenas: “Saia daqui, vá para Senzala e não saia de lá até eu decidir o que fazer”. Domingos saiu correndo, o coração quase saindo pela boca e foi direto paraa Senzala, onde Benedito e Maria das Dores o esperavam ansiosos. “O que aconteceu, mano?”, perguntou o Benedito. “Eu contei tudo”, respondeu Domingos.

    Agora só Deus sabe o que vai ser de mim. Naquela noite, a fazenda inteira ficou em silêncio tenso. Todos sabiam que uma tempestade estava se formando na casa grande. Vozes se ouviram. Assim a Mariana gritou. O coronel gritou mais alto ainda. Pratos se quebraram, portas bateram e de madrugada um tiro ecoou pela fazenda, fazendo todos acordarem assustados.

    De manhã cedo, o capataz veio a Senzala e mandou Domingos se preparar. disse que o coronel ia vendê-lo para um comprador de escravos que estava de passagem pela região. Um homem que levava negros pro sul, pro Rio Grande, para as charqueadas, onde a vida era ainda mais dura. Domingos juntou suas poucas coisas.

    O livro que Isaura lhe dera escondido, a imagem de Nossa Senhora que sua mãe lhe pendurou no pescoço quando criança e se despediu dos companheiros de Senzala. Benedito chorou. Maria das Dores fez o sinal da cruz. Joaquim do Rosário apenas disse: “Que os ancestrais te acompanhem, meu filho, onde quer que você vá.

    ” Antes de partir, Domingos olhou uma última vez para Casa Grande e viu assim a Mariana na janela do quarto, a mão no ventre já levemente arredondado, os olhos vermelhos de choro, que naquele momento ele não sentiu ódio nem pena dela. Sentiu apenas um vazio imenso, porque entendeu que ambos eram vítimas de um sistema cruel que transformava seres humanos em objetos, em propriedades, em coisas sem vontade própria.

    carroça que o levaria embora. Estava esperando. Domingo subiu acorrentado com outros cinco escravos que também tinham sido vendidos. E enquanto a fazenda ficava para trás, ele pensou na mãe Zefa, que nunca mais vira, na menina Isaura que lhe ensinara as letras, no velho Joaquim e seus conselhos sábios, e pensou também naquela criança que talvez nascesse com seus olhos ou seu nariz e que cresceria sem nunca saber quem foi o pai verdadeiro.

    A história de Domingos se perdeu nos caminhos do Brasil escravista, como tantas outras histórias de homens e mulheres que foram usados, abusados e descartados. Mas sua dor ecoou através dos tempos um grito silencioso de todos aqueles que não puderam dizer não, que não tiveram escolha, que carregaram nas costas não apenas o peso do trabalho forçado, mas também a violência íntima e cruel que acontecia nas sombras das casas grandes.

    E se essa história fez teu coração bater mais forte, vai agora lá no canal e se inscreve para conhecer as outras vozes que o tempo tentou calar. Porque precisamos lembrar, precisamos honrar a memória desses homens e mulheres que sofreram para que nós hoje possamos ser livres. E nunca nunca esquecer que a liberdade é o bem mais precioso que um ser humano pode ter e que ninguém, absolutamente ninguém, tem o direito de tirar a dignidade de outra pessoa.

    Não importa a cor da pele, a posição social ou o poder que tenha, porque no fim todos somos filhos da mesma terra. Todos merecemos respeito, amor e a chance de viver com a cabeça erguida e o coração em paz.

  • (1868, Janja) A Escrava Que Voltou da Morte 3 Dias Depois — UM SEGREDO INEXPLICÁVEL

    (1868, Janja) A Escrava Que Voltou da Morte 3 Dias Depois — UM SEGREDO INEXPLICÁVEL

    Interior, Minas Gerais. Menina negra escravizada de 9 anos morre. Febre devastadora, corpo gelado enterrado vivo, sem caixão. Três dias depois, mão perfura a terra vermelha. O segredo aterrorizante que ela trouxe paralisa fazendas até hoje. Chuva torrencial junho martelava telhado palha senzala como chicotadas impiedosas céu chorando raiva divina.

    Ar oppressivo exalava terra molhada, encharcada, profunda, saturada. Fumaça, lenha úmida, sufocante, pesada, densa. Suor azedo, corpos escravizados amontoados, tabuleiro humano, sem piedade e misericórdia. Janja, 9 anos tenros, inocentes frágeis, corpinho miúdo, pele escura reluzente. Febre infernal, demoníaca escaldante.

    Estendida colchão, palhamo mofada carunchosa, infestada a pulgas vorazes famintas. Tremia convulsões violentas, incontroláveis, espasmódicas a três dias intermináveis exaustivos sofridos. voltará completamente encharcada córrego distante perigoso traiçoeiro buscando água a casa grande sem a mandar a 20 vezes dia castigando preguiça imaginária cruel sádica.

    Tia Benedita, 60 invernos duros, implacáveis, costas arqueadas, lida brutal, cafezal diário incessante, aproximou o ouvido experiente atento calejado peito, sudo magro, menina agonizante, sofrida desesperada. Silêncio sepulcral absoluto ecoou orelha calejada marcada cicatrizes. Nenhum pulso débil irregular, hesitante fraco. Nenhum suspiro fantasma escapando lábios ressecados partidos rachados.

    Pegou o espelho vidro fino, quebrado, improvisado, boca entreaberta pálida e zangue, sem vaporzinho, vida teimosa, persistente e rebelde. Partiu para outro lado definitivo, eterno e reversível. Sussurrou voz rouca carregada, emoção profunda dorida. Vira dezenas crianças iguais, cafezais Minas Gerais, interior profundo.

    Febre ceifador piedosas semalas lotadas super populosas abarrotadas. Mulheres redor cruzaram mãos pequeninas janja peito quieto e móvel gelado rígido. Cobriram lençol rasgado, remendado, linha preta, grosseira, costura desesperada, apressada urgente.

    Joana mãe ainda esfregava pratos oleosos, gordurosos, sujos imundos, cozinha casa grande, iluminada, candelabro, luxuoso, brilhante. Siná recebia visitas Vigário, fazendo a vizinha importante, influente, poderosa. Jantar porco assado, crocante, dourado, suculento, cachaça, fina copos cristal importada Europa distante, longínqua.

    Passava meia-noite pesada, densa opressiva, quando Joana tropeçou lama escorregadia, traiçoeira perigosa, terreiro fangoso, escuro, tenebroso. Chegando cenzalo ofegante, pés descalços cortados, profundo, pedras afiadas e regulares ponteagudas. Vi o monte coberto, terra batida irregular, desigual grosseiro. Ajoelhou brusca impulsiva imediata repentina. Abraçou o corpo gelado, rígido, penetrante, ossos proeminentes.

    Minha filha única, preciosa, amada. Sangue veias minhas pulsando quente vivo. Soluços abafados, desesperados, profundos guturais, acordaram bebês chorosos, esteiras, vizinhas próximas, apertadas, espremidas, desconfortáveis. Coronel Antônio Ferreira, dono 300 cativos sofridos, exaustos, cansados, mil alqueires, café exportação Inglaterra, Europa lucrativa, não tolerava interrupção, produção sagrada, riqueza vital essencial. Escravo morto atrasa plantil colheita essencial, urgente imperativa. Berrou alpendre iluminado,

    lampião fumacento, fedorento irritante, sufocante. Ordenou enterro imediato cemitério pretos, esquecido, abandonado, ignorado, desolado. Campo atrás, tulha milho, podre, rangente, humida fétida. Covas rasa, sem cruz, nome pedra lápide, digna memória eterna.

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    Amanheceu o céu cinzento, pesado, carregado, sombrio, neblina, subindo cafezais intermináveis, horizonte montanhoso, distante, nebuloso, incerto. Dois homens fortes, musculosos, calejados, resistentes, carregaram janjabraços, inertes flácidos, moles inertes, pés descalços, balançando o ritmo fúnebre, solene, triste melancólico. Joana seguiu cambaliante vacilante instável. Saia encharcada.

    Lama vermelha pegajosa, grudenta, incômoda, pesada. Pés descalço, sangrando profuso copioso. Pedras afiadas, ponteagudas. Caminho irregular, tortuoso, perigoso. Cova mídia 1: profundidade exata, precisa calculada. Cavada cativo fugitivo, castigo exemplar, chicotada, recente, sangrenta, dolorosa.

    Depositaram corpinho, panos brancos, remendados, trapos, velhos, puídos, desgastados, velhos. Tia Benedita murmurou rezas mistas Padre Nosso, cristão invocações e orubá ancestrais africanos poderosos sagrados. Oalá guia a uma pequena terra prometida liberdade eterna celestial. Primeira pacaíu pesadíssima pés de descalços inertes frios gélidos congelados.

    Segunda, pernas finas, frágeis, ossudas, delicadas tenras. Terceira rosto, sereno, olhos entre arbertos, fixo céu chuvoso carregado, luto profundo eterno. Joana estendeu mão trêmula a última vez, dolorosa final definitiva, tocando terra úmida, fresca, dedos sujos, lama vermelha pegajosa. Acenou cabeça lenta, agonizante e pesada, sofrida.

    Sepultura fechou monte pequeno e regular, desleixado, simples rústico. Trabalhadores voltaram cafezais, ritmo forçado, exaustivo, implacável, exaustivo, inchadas. Primeira noite pós enterro virou suplício insano, prolongado, doloroso, insuportável.

    Joana solitária, desesperada, batida, revirava esteira, vazia, fria, janja, inalando cheiro residual, suor infantil, doce misturado, ervas cataplasma, amargo, terroso, córrego fresco, correnteza viva. Fora cães latiam escuridão cerrada, cerrada, capatazes, patrulhavam tochas flamejantes, creptantes, sombras alongadas, grotescas alongadas.

    levantou três vezes sucessivas, correndo o campo de escalça frenética, unhas cravando monte terra intacta, firme e compacta, resistente. Nada visível, aparente, óbvio, apenas frio, úmido, penetrante, mordendo ossos expostos, gelados, doloridos. Segundo dia, sol, escaldante, implacável, furioso, escaldante, secava lama, crostas duras, rachadas, quebradiças ásperas.

    Joana lavava lençóis fedorentos, sujos imundos, tanque pedra fria, áspera, rugosa, água gelada, ribeirão correntesa veloz turbulenta, dedos roxos, entumecidos, dormentes, frio cortante, agudo, lancinante, mente vagava obsessiva cova 200 m, distante campo aberto posto vulnerável.

    Tia Benedita fingiu colher boldo medicinal, folhas verdes, mato rasteiro espinhoso, perigoso, cavou borda, sepultura galho afiado, pau duro, resistente, forte. Terra solta desmoronou repentino súbito abrupito. Buraco minúsculo revelado. Marcas unhas arranhando baixo cima desesperado, frenético. Fibras pano branco rasgadas presas bordas. Argila vermelha pegajosa grudenta. Estômago rou terror visceral puro imediato paralisante.

    Capatais é cameira. Flagrou súbito. Inesperado. Chocante chicote enrolado. Cinto couro cru grosso pesado. Bruxaria macumba, africana velha imprestável maldita. Quer gosto cachaça queimando lombo no exposto vulnerável. Tia Benedita ergueu mãos trêmulas suplicantes defensivas protetoras. Senhor reso ancestrais dão passagem menina alma inquieta, vagante, errante. Sem paz, maltra a cenzala inteira, maldita, amaldiçoada.

    Cuspiu tabaco escuro, viscoso, escuro, chão, olhos estreitos, suspeitosos, penetrantes frios. Partiu resmungando casa grande, espalhando boato, venenoso, pérfido, malicioso. Escravos cavam covas, noite alta, suspeita perigosa. Tarde sufocante, abafante, respirável, mosca zumbiam em chames irritantes, vorazes, cafezais maduros, suculentos vermelhos. Tremor sutil Centro Monte afundou 2 cm precisos.

    Respiração presa lençol, sufocante, aterrorizante, claustrofóbico. Joana sentiu carregando cesto, roupa suja pesada, ombros curvados, doloridos exaustos. Parou petrificada, imóvel paralisada, ajoelhou palma, pressionando forte, determinada insistente vibração ritmada, pulsos fracos reais, batendo contra a pele calejada, áspera, endurecida.

    Impossível, absoluto desafiador. Leis naturais conhecidas. Corpos enterrados incham gases, putrefação fétida nauseiante, não palpitam vida teimosa, rebelde e persistente. Mulheres aproximaram aos poucos cautelosas hesitantes, pretestando passagem mato, ervas úteis medicinais. Ela acordou o breu eterno claustrofóbico sufocante.

    Sussurrou rosa mãe cinco vivos perdidos febre cruel. Medo esperança misturava ar pesado enxofre fermentado, tulhas lotadas, transbordantes fétidas. Coronel dobrou tarefa brutal, severa e piedosa. 10 alqueiras colhidos de exato preciso ou fome semzala crianças chorando famintas desesperadas. Capatazes soltaram cães farejadores raivosos ferozes. Narizes úmidos sensíveis. Rebelião fantasma iminente ameaça.

    Noite segunda. Vento forte. chicoteava folhas jabuticaba madura, suculentas, doces, apetitosas. Lua minguante pálida, fraca, iluminava fantasmas errantes, espectrais translúcidos. Joana roubou patulha risco chicotada mortal fatal. Correu campo coração garganta, explodindo pânico terror.

    Cavou 20 cm profundidade cautelosa meticulosa. Pano branco rasgado, apareceu unhas minúsculas cravadas, terra interna fresca, úmida, mole. Recuou, gritando mudo, silencioso, visão horrenda, aterradora, janja sufocando pulmões, queimando ar inexistente, ausente vermes, rastejando próximo carne, viva terra delicada.

    Tia Benedita arrastou volta braços fortes experientes protetores. Aguarda terceiro dia, Joana Sagrado Místico. Três, unicorpo, alma, espírito eterno divino. Senzala silenciou o pesado, opressivo, denso, lamparinas, tremulando sombras, dançantes, paredes, taipa rachada, infiltração, gotas lentas.

    Joana chorava rouca gultural profunda, imaginando filhinha debatendo breu claustrofóbico, sufocante, eterno infinito. Sentiria pulsar vivo para uma mão calejada endurecida? Like agora urgente essencial. Grito terra explode já. Inevitável chocante. Amanhecer terceiro dia. Berros rasgaram fazendo trovão divino ensurdecedor poderoso. 11 horas manhã ensolarada.

    Radiante João Lavrador avistou cafezal distante extenso, mãozinha escura, delicada, frágil e as partidos quebrados, sangrentas vermelhas, rompendo o centro sepultura precisa exata. Dedos contraíam espasmódicos involuntários frenéticos, cravando terra vermelha, úmida, fresca, desesperados, ar precioso vital essencial. Inchada, caiu clangor metálico estridente, boca aberta, sem som emitido mudo.

    A morta Janja vive milagre impossível. Gritos propagaram como fogo, palha seca, rápida, incendiária. Trabalhadores largaram ferramentas enferrujadas velhas, correram pisoteando café verde precioso, prejuízo colossal. Joana descascando mandioca, cozinha ouviu menina viva ressuscitada.

    Disparou lea selvagem feroz derrubando panelões, feijão fumegante, fervente, quente queimando pés, piso quente, ardente, escaldante. Terreiro lotou instantaneamente 50 corpos suados fedorentos acotuvelando confusos desesperados. Ela abriu o caminho empurrões violentos cotovelos afiados determinados insistentes. Lá estava terrível, espetacular. Mãoja viva, agitada, frenética, desesperada.

    Mulherescavaram fúria animal primal selvagem, unhas quebrando dolorosamente, sangue misturando lama pegajosa terra, voando nuvens densas espessas. Tia Benedita agarrou o braço magro, emergente, fino, delicado. Cabeça rompeu superfície, rosto coberto, barro negro espesso, viscoso, olhos piscando luz impiedosa, cruel e intensa boca espelindo golfadas, terra úmida, sufocante pesada.

    Janja tocia convulsões violentas pulmonares, espelindo lama como parto reverso, doloroso, traumático. 72 horas soterrada, completa absoluta e respirava rouca viva, milagrosa, inexplicável. Joana envolveu braços trêmulos, protetores, fortes, limpando o rosto. Bainha saia rasgada, suja imunda. Filha minha única. Sangue veias pulsantes vivas. Grupo ajoelhou terra úmida rezando catimbó candomblé, catolicismo misturado, fervoroso, milagre divino celestial, ancestrais fortes, invencíveis, poderosos. Médico comarca chegou cavalo suado, exausto, cansado mesmo confirmar a morte

    dias antes. Estetoscópio, peito gelado, rígido, imóvel. Examinou o pulso forte, vigoroso, ritmado pupilas, reagindo normal, respiração estável, regular. Catalepsia extrema raríssima, fenômeno médico. Balbuciou pálido, sera derretida exausta, mas enterro vivo assim profundo soterrada, ninguém sobrevive. Pulmones colapsam asfixia total sufocante.

    Coronel desceu varanda espingarda riste, punho firme, seguro barba por fazer desgrenhada suja. Feitiçaria macumba africana proibida legal. Ordenou isolamento. Tulham milho fétida, úmida, guardas dobrados, vigilantes atentos. Capatazes revistaram cenzala violenta, amuletos queimados, ervas pisoteadas, destruídas, aniquiladas.

    Escravos murmuravam baixinho o conspiratório secreto. Venceu morte inevitável, cruel. O que mais fará impossível extraordinário? Janja fraca, exausta, olhos lúcidos dilatados, poços profundos misteriosos, olhava horizonte além cercas, arame farpado, cortante e perigoso.

    Joana carregou o colo protetor semzala, banhando água córrego fresca, cuia quebrada improvisada, útil. Pele quente anormal, febril ardente, músculos tensos, vibrando energia vital. Não catatonia, paralisia inerte, renascimento violento, transformador radical. Noite cerrada, escura janja puxou tia Benedita orelha. Sussurrou rouca fraca, exausta.

    Senti cada paindo pesada e esmagadora, tudo consciente, plena. Velha, recuou pele galinha, arrepios intensos. Consciente inferno claustrofóbico eterno aterrorizante paralisaria pavor absoluto total? Compartilhe vídeo urgente agora. Terror túmulo revela se inscreva-se essencial. Silêncio. Janja escondia abismos indisíveis profundos e escuros.

    Naquela noite, a cenzala inteira parecia prender a respiração. As crianças tinham medo de olhar diretamente para Janja, como se nos olhos dela ainda houvesse pedaços do escuro da terra. Os adultos fingiam que nada demais tinha acontecido, mas todos encontravam desculpas para passar perto dela. Um pedaço de pão sobrando, um pouco de água, uma coberta emprestada.

    A menina que voltou agora era ao mesmo tempo, milagre e ameaça. Tia Benedita esperou até que os roncos fossem preenchendo o barracão, um por um. O chiar da lamparina, o farfalhar de corpo se ajeitando na palha, o choro espaçado de algum bebê. Então se aproximou de Janja. A menina estava acordada, olhos arregalados, encarando nada. Não piscava, não chorava, não pedia colo.

    Parecia estar presa em algum lugar entre ali e outro mundo. Com a voz baixa, quase um sopro, a velha perguntou: “Você lembra? A reação não veio em palavras. Primeiro nos ombros da menina que estremeceram, depois nas mãos pequenas que se fecharam com força, como se agarrasse em algo invisível”. A respiração ficou curta, rápida.

    Então, devagar, os lábios de Janja começaram a se mexer. Ela não contou como quem fala de um sonho distante, contou como quem está revivendo ali naquele instante. Disse que nunca chegou a apagar de verdade. Sentiu quando o peito parou, quando o corpo ficou pesado, mas a cabeça continuava gritando por dentro. ouviu as rezas, as lamúrias, os sussurros pedindo perdão.

    Sentiu os dedos frios das outras mulheres ajeitando seu cabelo, arrumando vestido, cruzando suas mãos. “Eu queria falar”, murmurou, encarando o teto de pau a pique. Eu gritava, mas minha boca não abria. Cada palavra parecia arrancada a custo, como se ainda tivesse que atravessar camadas de terra antes de chegar ao ar.

    Ela lembrou do caminho até a cova, do balanço do corpo, do barulho das enchadas abrindo buraco dias antes para outro enterrado. A pele sentia o vento frio, mas o corpo não obedecia. Quando a deitaram, a primeira sensação foi um arrepio de medo tão grande que gelou tudo por dentro. E depois veio o peso. A primeira pá de terra atingiu os pés. Um baque surdo, abafado.

    A segunda mais em cima. A terceira no peito. A menina descreveu a sensação como se alguém tivesse sentado em cima dela, esmagando o ar que ainda restava nos pulmões. Eu tentei mexer, tentei virar, tentei chorar. Só a cabeça gritava. O resto estava preso disse com a voz embargada. O silêncio da cenzala era total.

    Até os roncos mais pesados tinham cessado. Os que acordaram no meio da noite fingiram dormir, mas ouviram tudo. No primeiro dia embaixo da terra, Janja sentiu o tempo esticado. Ela não sabia se era dia ou noite. Sabia apenas do peso, da escuridão absoluta e do próprio coração batendo devagar.

    Em algum momento, começou a achar que estava enlouquecendo. O pensamento dava voltas. Ninguém sabe que eu tô viva, ninguém vai abrir. É assim que eu vou ficar sozinha, apertada até sumir. Foi então que vieram as vozes. Não eram claras como a fala de alguém ao lado. Eram como um canto distante que atravessava as paredes de barro e trovão.

    Cantigas antigas com palavras que ela não entendia, mas que estranhamente acalmavam. Vozes de mulheres grossas, finas, graves, sussurradas. Algumas pareciam da terra de onde os avós tinham vindo. Outras, mais novas lembravam o sotaque das mulheres da cenzala. Elas diziam para eu aguentar, explicou. Diziam que eu não estava sozinha.

    No segundo dia, a fome e a sede já eram só uma dor surda, espalhada pelo corpo todo. O que mais doía era a vontade de respirar fundo e não conseguir. O ar ali era curto, raso, pesado. Cada tentativa de encher o peito parecia uma luta. Às vezes ela pensava em desistir. Se eu parar, isso acaba pensava. Mas sempre que chegava perto disso, as vozes voltavam.

    Ela contou que via rostos no escuro, rostos de gente que já tinha ido. De repente via o sorriso de um velho que antes só tinha visto em sonho, de uma mulher que parecia com a mãe, mas mais velha, e de crianças com os mesmos olhos que os dela, todos a encarando, não com pena, mas com tipo estranho de expectativa. Parecia que eles estavam esperando para ver se eu ia conseguir, resumiu.

    No terceiro dia, algo mudou. Ela sentiu o coração acelerar sem motivo. Um calor começou nos pés e subiu pelas pernas, como se alguém tivesse acendido um fogo por baixo da terra. O peso, de repente pareceu menos pesado. Os dedos começaram a formigar. Janja fechou as mãos com força na frente de tia Benedita, enquanto contava essa parte, como se quisesse provar que ainda sentia aquela energia. Foi como se me empurrassem de baixo para cima”, disse.

    Como se mãos invisíveis abrissem um caminho para mim. Ela mexeu os dedos primeiro por dentro do pano, depois na terra. Cada movimento era um esforço gigantesco. A terra entrava pela boca, pelo nariz, pelos olhos, mas a cada punhado que se soltava entrava um pouco mais de ar. E com o ar vinha de novo a vontade de continuar. Até que a mão atravessou a camada final e sentiu o sol batendo na pele.

    Nesse ponto, Janja parou. Os olhos, que antes pareciam distantes, encheram de lágrimas que ela teimava em segurar. Tia Benedita colocou a mão enrugada sobre a dela, sem dizer nada. A velha entendeu que não foi dito. Não tinha nada de milagre limpo ali. Tinha desespero, dor, sufocamento e uma teimosia de viver que beirava o impossível. Eu morri e não deixaram eu ficar, concluiu a menina num sussurro.

    Me mandaram voltar. Do lado de fora, o vento soprou mais forte, fazendo a porta da cenzala ranger. Algumas mulheres fizeram o sinal da cruz, outras, em pensamento, agradeceram aos ancestrais. O que quer que tivesse acontecido com Janja debaixo daquela terra, não era algo que a mente de gente simples conseguiria explicar. Mas uma coisa todas ali sabiam.

    Depois de encarar a morte daquele jeito, ninguém volta igual. E a fazenda estava prestes a descobrir o que uma criança que voltou do próprio túmulo é capaz de provocar em quem ainda achava que mandava em tudo. Os dias seguintes transformaram a fazenda em um lugar diferente, embora por fora tudo parecesse igual. A cana continuava sendo cortada, o café continuava sendo colhido, o chicote continuava estalando, mas ninguém olhava para a menina que voltará da cova da mesma forma. Na cenzala, Janja andava devagar, como se carregasse um peso

    invisível nas costas. A febre tinha ido embora, mas ela ainda parecia cansada por dentro. Os olhos, antes curiosos, contudo, agora pareciam observar mais do que apenas o que estava diante dela. Era como se enxergassem para dentro das pessoas. Algumas crianças começaram a segui-la em silêncio.

    Não pediam brincadeira, não faziam barulho, apenas sentavam perto quando ela se encostava em algum canto ou ficavam por perto quando ela ia buscar água. Era como se soubessem instintivamente que alguma coisa estava diferente e quisessem se aproximar daquilo. Os adultos, por sua vez, se dividiam.

    Alguns a evitavam, cruzavam o caminho rápido, desviavam o olhar, faziam o sinal da cruz baixinho. Outros, principalmente os mais velhos, a observavam com uma tensão que misturava respeito e medo. Tia Benedita, que conhecia rezas antigas e histórias que nunca tinham sido contadas na frente dos brancos, era uma das poucas que se aproximavam sem hesitar.

    sentava ao lado da menina na hora em que o trabalho deixava um respiro e ficava ali em silêncio. Às vezes, Jang encostava a cabeça no ombro dela, outras vezes, apenas fechava os olhos, como se ouvisse alguma coisa que ninguém mais ouvia. Foi nesse clima estranho que a doença chegou a um dos homens mais temidos da fazenda.

    Zé Cameira, o capais que um dia ameaçara a tia Benedita aos gritos perto da cova, começou a passar mal numa manhã de sol forte. Primeiro veio uma tosseca que ele ignorou, depois uma dor no peito que ele tentou tratar com cachaça. No final do dia, estava caído na beira do barracão, ardendo em febre, o corpo tremendo como se tivesse sido jogado na água gelada.

    O coronel mandou chamar o médico da cidade de novo. O mesmo que tinha assinado a morte de Janja e agora era obrigado a encarar o fato de que seu diagnóstico tinha sido desmentido pela própria menina. O médico veio, examinou, receitou as mesmas ervas, as mesmas sangrias que sempre recomendava e saiu com a mesma expressão cansada de quem já tinha visto aquilo antes.

    Em muitos, a febre matava em poucos dias. Era uma loteria cruel. Na senzala, enquanto os outros comentavam baixinho que aquilo podia ser castigo, Janja permaneceu calada. Deitada na esteira, olhos abertos, ouvia cada gemido distante vindo do aposento onde Zé tinha sido deixado. Joana percebeu. Não é coisa nossa disse, tentando cortar qualquer ideia que a filha pudesse estar alimentando.

    Deixa ele com os remédios dele. Mas naquela noite, quando todos dormiam, a porta da cenzala rangeu devagar. Uma pequena sombra passou entre os corpos adormecidos e atravessou o terreiro silenciosa. Era janja. A menina caminhou em direção ao quartinho onde Zé tinha sido largado, afastado da casa grande, mas longe da cenzala.

    Um lugar onde os que ainda serviam, mas estavam imprestáveis, eram deixados até sarar ou morrer. Tia Benedita percebeu a ausência, acordou com o instinto de quem já vira muita coisa e não confiava no silêncio da noite. Ao notar o espaço vazio ao lado de Joana, levantou em seguida e foi atrás, pés leves na terra fria.

    Chegando perto do aposento de Zé, ouviu uma tosse funda, quase um latido, seguida de um gemido rouco. A porta estava apenas encostada. Janja entrou sem bater. A velha parou na soleira, observando o capataz, normalmente tão altivo, agora jazziia encolhido num canto de cama de tábuas.

    O suor ensopava a camisa, os olhos estavam vidrados no teto. Mal percebeu quando a menina se aproximou. Janja ficou parada diante dele por alguns segundos, apenas observando. Havia algo no olhar dela que não era de vingança, mas também não era de pena simples. Era como se estivesse analisando um objeto estranho. Depois, sem dizer palavra, subiu na cama com cuidado e ajoelhou ao lado da cabeça dele.

    Colocou as duas mãos pequenas sobre a testa do homem. Por alguns instantes, nada aconteceu. A respiração de Zé continuou acelerada, a pele continuou em brasa. Mas aos poucos, a expressão do capatis começou a mudar. O senho, antes franzido em dor, relaxou um pouco. Os músculos do pescoço, tensos afroucharam. Tia Benedita da porta sentiu um arrepio diferente, que não era nem de frio, nem de medo.

    Era a mesma sensação que tinha sentido ao encostar a mão na terra da cova de Janja, algo fora do normal acontecendo ali diante de seus olhos. A menina fechou os olhos como se rezasse, mas nenhum som saiu de sua boca. Ainda assim, Zé começou a respirar de maneira mais lenta. A febre, que queimava como fogo, parecia baixar grau a grau.

    Depois de alguns longos minutos, Janja tirou as mãos e desceu da cama, cambaleando um pouco, como se estivesse exausta. Não olhou para trás, passou por tia Benedita, que abriu espaço sem dizer uma palavra. As duas voltaram para cenzá-la em silêncio. Na manhã seguinte, a notícia correu mais rápido que o café sendo coado. Zé Cameira, que todos já davam como morto em poucos dias, tinha acordado suando frio, mas consciente. A febre tinha caído.

    Ele ainda estava fraco, mas de repente havia uma chance real de sobreviver. Os escravizados não demoraram a ligar os pontos. Alguém tinha visto uma silhueta pequena entrando no quartinho. Outros haviam reparado em janja, voltando ofegante. E como sempre, as explicações começaram a nascer nos cantos escuros.

    Ela trouxe coisa lá debaixo, coxixou uma mulher, os espíritos botaram um dom nela, arriscou outra. Deus não ia deixar uma criança voltar sem motivo! Murmurou alguém com medo de estar cometendo algum tipo de blasfêmia. Zé, por sua vez, guardou silêncio por alguns dias. Observa a Janja de longe enquanto se recuperava.

    O homem que antes passava distribuindo ordens secas e castigos, agora parecia medir cada gesto na frente dela. Havia vergonha em seu olhar, mas também algo como dívida. Uma semana depois, quando conseguiu voltar a ficar em pé sem tonto, cruzou com a menina no terreiro. Ela estava caminhando com um balde de água nas mãos.

    Ele parou, quis dizer alguma coisa, mas as palavras engasgaram. No fim, apenas baixou a cabeça num gesto curto, quase imperceptível para quem visse de fora. Para Janja, foi o suficiente. Ela não sorriu, não respondeu, apenas continuou caminhando. Na cenzala, a história da cura começou a crescer como fogo em mato seco. Já não era só a menina que havia voltado da morte.

    Agora era a menina que também tirava os outros da beira dela. E quanto mais crescia essa ideia entre os cativos, mais o coronel começava a perceber que havia algo ali que ele não conseguia controlar. A notícia da cura de Zé Cameira se espalhou como fumaça de lenha pela fazenda inteira. Não era mais só sussurro na cenzala.

    Trabalhadores do café comentavam entre as enchadas. Lavadeiras coxixavam no tanque. Até os moleques que cuidavam dos cavalos da casa grande já sabiam. A menina que voltou da terra agora traz os outros de volta. Diziam. Janja não pedia reconhecimento, não fazia alarde, mas as pessoas vinham até ela, uma por uma, com olhares que pediam mais do que palavras. O coronel Antônio Ferreira percebeu mudança no ar.

    Os cativos ainda obedeciam, ainda cortavam a cana até sangrar as mãos, ainda carregavam sacas de café até os ombros do Eren. Mas havia uma lentidão nova, uma hesitação nos olhos. Ele dobrou os capatazes nas rondas, mandou açoitar dois por preguiça. Zé Cameira, agora recuperado, mas mudado, cumpria as ordens sem o mesmo gosto cruel de antes. Seus chicotes caíam mais leves, ou às vezes nem caíam.

    Janja começou a reunir as crianças no fim das tardes, debaixo do grande jatobá, que ficava no limite do terreiro. Não era uma roda organizada, nem brincadeira barulhenta. Elas simplesmente sentavam ao redor dela na terra vermelha. Enquanto o sol se punha alaranjado atrás das montanhas, Janja falava baixo, com palavras simples que pareciam vir de algum lugar antigo.

    A terra me apertou forte, mas eu saí, contava. Ela solta quem tem força para cavar. As crianças ouviam sem piscar. Aos poucos, adultos se aproximavam pelas sombras das árvores, fingindo passar com cestos ou ferramentas. Joana observava de longe, coração apertado de orgulho e medo. Ela não é mais criança, pensava.

    voltou sabendo coisas que a gente leva a vida inteira para aprender. A resistência começou sutil, como sementes germinando. Ferramentas sumiam nos cafezais, uma enchada aqui, um facão ali. Gado soltava das cercas à noite, bagunçando as tulhas. Sacas de café rasgavam por acidente no carregamento.

    Nada que parasse o trabalho todo, mas o suficiente para fazer o coronel perder noites de sono, contando prejuízos nos livros caixa. Um dia, o feitor Manuel, rival de Zé, homem de temperamento curto e chicote sempre pronto, pegou Joana descansando 2 minutos no tanque. O vergão caiu nas costas dela, abrindo a pele. Janja apareceu do nada como sombra, parou na frente do feitor, olhos fixos nos dele.

    Toque nela de novo e você sente o que eu senti lá embaixo disse. Voz calma, mas pesada como terra úmida. Manuel ergueu o braço por instinto, mas parou no ar. O chicote tremeu na mão. Ele cuspiu no chão e virou as costas, resmungando. Pela primeira vez, um feitor recuou diante de uma criança escravizada.

    O coronel convocou reunião na varanda, gritou ameaças de venda pro rio de chicotadas em praça pública. Mas à noite, sob lua cheia prateada, Janja caminhou até a casa grande, parou na escada, olhando o senhor pela janela iluminada. Seu filho mais novo vai queimar em febre amanhã”, disse autossuficiente para ser ouvida. “Libera a gente ou ele não sai?” O coronel riu da janela, cachaça na mão, bruxaria de preta miúda, debochou pros convidados.

    Mas no amanhecer seguinte, o menino de 10 anos acordou gemendo, pele em brasa, olhos revirando. O médico veio correndo, a fazenda parou. Essa previsão gelaria sua espinha? Deixe like se está grudado na tela. O coronel quebra no próximo. A semente da rebelião virava raiz forte, sem sangue, mas implacável. O menino do coronel ardia três dias seguidos.

    A casa grande virou inferno particular, sin gritando por remédios, médico trocando sangrias inúteis, padre rezando latim que ninguém entendia. O fazendeiro, antissenhor absoluto, agora andava desgrenhado pelo terreiro, barba por fazer, olhos fundos de quem não dorme temendo pior. A fazenda já rangia por todos os lados, sem ferramentas completas, o café apodrecia nas plantas.

    Gado magro demais para vender. Escravos trabalhavam o mínimo indispensável, colhiam cestas pela metade, esqueciam de fechar portões. Zé Cameira, agora aliado silencioso de Janja, sabotava por dentro. desviava guardas, espalhava boatos de maldição entre os capatazes rivais.

    O padre voltou, convocado pelo desespero, encontrou Janja na cenzala e falou: “Franco: “O que você trouxe daquela cova não é do demônio, mas segura isso com cuidado, menina. Poder assusta quem manda. Naquela noite, o coronel mandou chamar Janja, trancou-a no escritório, Lampião piscando sombras na parede.

    Tentou intimidação primeiro, espingarda na mesa, ameaças de venda para engenho de cana, onde moedores trituravam dedos. Depois, barganha, ouro, casa própria, alforria pra família. Janja olhou nos olhos dele sem piscar. Seu menino morre se você não assina os papéis agora. Disse: “Eu sei o que vi lá embaixo. Sei quem guia e quem segura.” O coronel hesitou. O grito da Sá veio do quarto ao lado. Ele pegou pena e papel, mãos tremendo.

    Alforria para Janja, Joana e tia Benedita primeiro. 10 outros depois para mostrar boa vontade. Janja ditou os nomes um por um. A notícia correu ao amanhecer. Escravos libertos saíram carregando trouxas ruma vilas próximas ou quilombos nas montanhas. Os que ficaram redobraram a resistência sutil. O coronel, quebrado, viu sua fazenda ruir.

    Safra perdida, dívidas no rio, fantasma do filho na febre. Meses depois, em 1869, ecos da lei do ventre livre chegaram às minas. O coronel morreu de coração fraco. Dizem que vendo sombras de crianças na cova. Seu filho sobrevivente herdou ruínas e medo, libertando o resto aos poucos. Janja e Joana partiram pra vila de São João del Rei, carregando ervas e histórias.

    A menina que cavou para fora da morte agora cavava liberdade pros seus. Descrava libertadora em um ano. Comente o que chocou você mais. Final épico no próximo. A terra que esmagou o Janja agora tremia pros senhores. Janja e Joana chegaram à vila de São João del Rei, carregando trouxas leves de ervas secas e histórias pesadas como chumbo.

    A liberdade não veio com ouro reluzente ou casa grande sobrado. Veio com trabalho duro incessante. Joana lavando roupas alheias rio gelado. Mãos enrugando água fria. Janja ajudando como podia, vendendo remédios, ervas que tia Benedita ensinara antes morrer. Paz 1870.

    Mas a menina que voltar à cova carregava algo maior invisível que ervas secas. Uma presença magnética que atraía gente sofrida desesperada. Palavra se espalhou devagar pelas estradas poeirentas sinuosas Minas Gerais. Interior profundo. Tem uma preta miúda São João que cura febre e mata médico desiste. Coxixavam tropeiros cargueiros tabernas baratas.

    A mesma que saiu viva de baixo terra três dias inteiros. Partos difíceis complicados. Crianças ardendo febre altíssima, velhos tocindo sangue coágulos, todos batiam porta casinha simples taipa rachada. Janja nunca cobrava moeda única, colocava mãos delicadas, testa ardente, fechava olhos profundos, murmurava palavras, misturava um português colonial e orubá antigo ancestral.

    Às vezes funcionava milagrosamente, às vezes não bastava morte vinha, mas sempre deixava paz aceitação última. Os anos passaram rápidos como rio corrente. Janja casou o jovem carpinteiro, forro honesto, trabalhador. Teve cinco filhos fortes resistentes, 10 netos curiosos inteligentes, 15 bisnetos que cresceram ouvindo história contada ao redor fogueira Noites Estreladas.

    Voz Janja cavou para fora morte quando terra segurava. Contavam vozes emocionadas, imitando mão pequena, rompendo superfície terra vermelha. Crianças perguntavam assustadas: “Doeu muito, vó?” Ela respondia serena: “Dói! Mas soltar dói mais que aguentar preso.

    Trabalhou como parteira experiente, respeitada por 40 anos seguidos, trazendo ao mundo mais de 200 crianças, negras, pardas, brancas, pobres, que médicos não atendiam. Cada nascimento era como compensar própria volta impossível, provando ciclo vida resiste correntes, ferro, ferrugem. Quando febre atacava parturiente, Janja colocava mãos conhecidas, sussurrava cantigas antigas aprendidas no escuro túmulo. Muitas sobreviviam contra prognósticos médicos fatais.

    Ela viveu até 1932, 73 anos completos, vividos intensidade, morrendo em paz simples limpa, rodeada de família numerosa. Suas últimas palavras, sussurradas rouca pra neta mais velha chorosa, já viu o outro lado completo. Não tem medo lá esperando, só espera para ver o que você faz aqui. Terra vivos.

    Fechou o olho, sorrindo leve, como quem finalmente descansa depois trabalho cumprido satisfeito. Comunidades quilombolas, Minas Gerais. guardam memória viva pulsante, não em livros, história oficial, academias brancas, mas em cantigas roda infantis, rezas terreiro candomblé, histórias avó transmitidas neto geração após geração.

    Janja provou que preto não morre fácil submisso, dizem orgulhosos. Terra solta quem tem raiz profunda resistente. Alguns chamam milagre católico divino, outros força ancestral africana orixás protetores. Médicos modernos cientistas falam catalepsia raríssima, estado morte aparente, onde corpo paralisa, mas mente permanece acordada consciente.

    Mas nenhuma ciência explica completamente três dias soterradas sem ar adequado oxigênio, cavando desesperado em as frágeis crianças 9 anos faminta. A fazenda do coronel Antônio Ferreira virou ruína esquecida abandonada. Herdeiros endividados venderam terras fragmentadas para café novo, produtores emergentes.

    Senzalas viraram mato rasteiro insos. Mas o jatobá gigante onde Janja reunia crianças tardes ainda resiste firme hoje. Tronco grosso como três homens adultos abraçados unidos. Gente da região passa reverente, toca a casca rugosa cascuda, pedindo força ancestral para atravessar sofrimentos modernos semelhantes.

    Hoje, 157 anos depois exatos, a história já jecou a vibrante quilombos organizados, terreiros candomblés cerimoniais, roda samba raiz autêntico, não como lenda distante, fantasiosa e real, mas lição viva aplicável. Em 1868, brutal, quando escravidão esmagava corpos negros como terra pesada máquina, uma menina recusou o fim decretado.

    Enterrada viva consciente, acordada no breu claustrofóbico eterno, guiada por vozes ancestrais femininas poderosas, cavou liberdade dolorosa não só para se individual, mas pros que viriam depois gerações futuras. Essa história real, impactante Janja te emocionou, tocou profundo? Comente voltou da Terra abaixo compartilhando sentimento.

    Compartilhe vídeo para honrar legado resistência dela imortal. Inscreva-se canal. Ative sininho para mais relatos verdadeiros históricos que mudam visão o mundo inteiro. Qual segredo enterrado você desenterraria da sua própria história família? Em 1868, Brasil escravizado colonial matava corpos negros diários sistematicamente, sem piedade clemência alguma. Senzalas fediam morte precoce inevitável.

    Chicotes couro rasgavam carne exposta repetidamente. Febre malária ceifava crianças frágeis como erva daninha capinada. Janja, 9 anos negra frágil, aparentemente indefesa, desafiou tudo estabelecido, não por magia sobrenatural fantasiosa inventada, mas recusa humana feroz obstinada em perecer submissa. Consciente. 72 horas intermináveis no túmulo sufocante. Peso esmagador peito comprimindo pulmões.

    Arrar efeito sufocante insuficiente. Unhas infantis sangrando cavando centímetros preciosos salvadores. Ela provou humanidade. Sofrimento tem limite máximo, mesmo soterrado profundamente. Sua volta milagrosa não foi bênção divina isolada, egoísta. Foi faísca resistência coletiva organizada. Curou capais cruéus e arrependido. Previu febre misteriosa. Herdeiro coronel.

    Quebrou fazendeiro invencível poderoso, sem rebelião, sangrenta, violenta, espetacular, uma sabotagem sutil, implacável, constante. Ferramentas perdidas cafezais estrategicamente, gado solto noites propositalmente, trabalho mínimo paralisante lucratividade. Alforrias assinadas, mãos tremulas, coronel derrotado, fazenda ruída, prejuízos colossais acumulados.

    Lei ventre livre 1871 ecuou Minas Gerais graças a sementes resistência como Janja plantou. Janja ensina gerações futuras. Poder verdadeiro não vem coroa ouro ou espingarda senhor ameaçadora. Cresce invisível raiz ancestral profunda. Teimosia inabalável sobreviver. Mãos unhas partidas sangrando cavando o futuro próprio. Escravidão cruel queria corpos mudos obedientes, produtivos.

    Ela trouxe voz terra profunda. Ainda tem o que fazer a que vivos necessitam. Viveu parteira dedicada, salvando nascimentos complicados, compensando simbolicamente própria volta impossível. Provando ciclo vida, resiste correntes, ferro enferrujado.

    Hoje Brasil contemporâneo herda complexo 4 milhões escravizados finalmente livres 1888 tardiamente. Mas desigualdades raciais persistem profundas cenzalas modernas periferias. Janja sussurra temporal quilombos organizados resistentes. Impossível apenas persistência pura determinada. Menina frágil que sentiu cada papezada terra no peito desenterrou esperança coletiva geracional.

    Num país brutal, chicotes, fazendas coloniais, provou irrefutável correntes quebram dentro alma liberta primeiro antes exterior. Sua mão pequena, terra vermelha 1868 grita: “Eterno contemporâneo, desista nunca jamais”. Cavar dói intensamente, sufoca pavora, sangra profundamente, mas solta liberta quem recusa categoricamente fim decretado. Legado imortal Janja.

    Prova histórica Resistência Negra Organizada constrói nações liberdades. De cova rasa, esquecida para história viva transmitida oralmente, ela voltou a ensinar fundamental: mortes maga fracos desistentes. Fortes determinados cavam própria liberdade sangrando.

  • GLEISI NÃO SE SEGURA: DISPARA CONTRA O CENTRÃO E TARCÍSIO É DESMASCARADO EM ENTREVISTA BOMBÁSTICA!

    GLEISI NÃO SE SEGURA: DISPARA CONTRA O CENTRÃO E TARCÍSIO É DESMASCARADO EM ENTREVISTA BOMBÁSTICA!

    GLEISI NÃO SE SEGURA: ATAQUE DIRETO AO CENTRÃO E DESMASCARAMENTO DE TARCÍSIO EM ENTREVISTA EXPLOSIVA!

     

    A ministra Gleisi Hoffmann, atual chefe da Secretaria de Relações Institucionais, não poupou palavras ao disparar contra o Centrão e os aliados do ex-presidente Bolsonaro em uma entrevista explosiva. Durante o bate-papo, Gleisi fez uma análise contundente sobre a política atual, apontando as falhas do governo Bolsonaro e as consequências que o país enfrenta devido à gestão do ex-presidente. Mas o ponto alto da conversa foi sua crítica feroz ao Centrão e a revelação de que o ex-governador Tarcísio de Freitas está sendo desmascarado em suas intenções políticas.

    O GOVERNO BOLSONARO: UMA HERANÇA DE DESTRUIÇÃO E DESPREZO PELO BRASIL

    Gleisi rebate Tarcísio após fala sobre indulto a Bolsonaro como 'primeiro  ato' de governo: 'Candidato fantoche'

    Gleisi não hesitou em relembrar os danos que a Lava Jato causou ao Brasil, uma operação que, em sua visão, abriu as portas para a ascensão de Bolsonaro e a extrema direita no país. “O que a Lava Jato fez foi destruir o país. Eles acharam que estavam combatendo a corrupção, mas, na realidade, destruíram as estruturas que sustentavam o Brasil e deram espaço para a extrema direita tomar o poder”, disse Gleisi, que foi ministra-chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff.

    Para a ministra, a gestão de Bolsonaro foi marcada por um projeto de destruição e desestabilização. “O governo Bolsonaro não trouxe nada de positivo para o Brasil. Ele só se dedicou a destruir o que estava ali. E é isso que estamos vendo agora. O país foi entregue à privatização desenfreada, com a venda de estatais como a Eletrobras e uma tentativa clara de entregar o patrimônio nacional”, declarou Gleisi, enfatizando que o país sofreu imensamente durante os quatro anos de Bolsonaro no poder.

    A ministra também fez questão de destacar como Bolsonaro negligenciou as questões sociais e de desenvolvimento, principalmente em estados como a Bahia, que, segundo ela, não receberam nenhum investimento significativo durante o governo Bolsonaro. “O que o Bolsonaro trouxe para a Bahia? Nada! Nenhuma iniciativa de desenvolvimento. Nenhum projeto estruturante. O presidente Lula, ao contrário, está buscando recuperar o que foi perdido e trazer investimentos significativos para o Brasil”, afirmou Gleisi.

    TARCÍSIO DE FREITAS: O DESMASCARAMENTO E AS AMBIÇÕES POLÍTICAS

     

    O que se seguiu na entrevista foi uma verdadeira revelação sobre o futuro político do ex-governador Tarcísio de Freitas. Gleisi não poupou críticas ao político, que é apontado por muitos como uma das figuras que poderia surgir como a “oposição oficial” ao governo Lula nas próximas eleições.

    “Tarcísio não tem base popular. Ele deve sua eleição a Bolsonaro, e sem o apoio do ex-presidente, ele não tem chance alguma”, disse a ministra, desmascarando a visão de muitos que consideram Tarcísio um nome forte para a presidência. Gleisi ainda afirmou que, apesar de estar se posicionando como uma figura de oposição, Tarcísio não tem o apoio popular necessário para sustentar uma candidatura de sucesso. “Ele pode até ter apoio do Centrão e de setores da direita, mas sem o bolsonarismo, ele não chega lá.”

    A ministra também destacou a hipocrisia de Tarcísio ao se aliar ao projeto de anistia para Bolsonaro. “Ele já disse que se eleito, vai dar anistia a Bolsonaro. Isso é o cúmulo da cara de pau. Não se pode confiar em alguém que se presta a esse papel, que faz parte de um projeto de desestabilização e de enfraquecimento das instituições”, disparou Gleisi.

    O CONGRESSO E O CENTRÃO: UM JOGO DE PODER E MANIPULAÇÃO

    Gleisi critica Tarcísio por defender Bolsonaro após indiciamento

    Em sua análise, Gleisi também fez duras críticas ao Congresso Nacional, especialmente ao Centrão, que, segundo ela, se aproveitou da fragilidade do governo Bolsonaro para se fortalecer. “O Congresso se tornou um poder independente, que atua de acordo com seus próprios interesses, sem se importar com o povo. É um Congresso que serve aos seus próprios interesses, não aos do Brasil”, afirmou a ministra.

    Gleisi não poupou palavras para classificar a atuação do Congresso: “É o Congresso inimigo do povo, que não pensa no bem-estar da população. Eles estão sempre buscando benefícios próprios e ignorando as necessidades da sociedade”, destacou. A ministra também falou sobre o uso das emendas parlamentares como uma estratégia para garantir a reeleição dos deputados e senadores, sem que isso traga benefícios reais para o desenvolvimento do país.

    “É claro que a distribuição dessas emendas ajuda os municípios, mas ela não tem caráter planejado. Ela não é uma ação estratégica para o desenvolvimento do país. O Congresso se tornou executor do orçamento, e isso é uma distorção que precisa ser corrigida”, criticou Gleisi.

    O PROJETO DE IMPACTO SOCIAL: A LUTA DE LULA CONTRA A DESIGUALDADE

     

    A ministra também abordou o projeto de isenção de impostos para quem ganha até R$ 5.000, uma das medidas que marcaram o governo Lula. “Esse projeto é uma das ações mais importantes que o governo Lula tomou para combater a desigualdade no Brasil. A ideia é garantir que os mais pobres não paguem impostos enquanto aqueles que ganham mais de R$ 1 milhão por ano, os mais ricos, vão contribuir mais para o país”, explicou Gleisi.

    No entanto, a ministra também reconheceu que essa medida gerou controvérsia, especialmente entre a elite brasileira, que não aceita ser tributada de maneira mais justa. “A elite brasileira tem muito preconceito com o Lula e com os seus projetos. Quando o presidente Lula coloca o povo como prioridade, isso mexe com os interesses da elite, e é por isso que ele sofre tanto ataque”, afirmou.

    O IMPACTO DA POLÍTICA EXTERNA: A RECONQUISTA DO RESPEITO INTERNACIONAL

     

    Sobre a política externa, Gleisi destacou o papel fundamental que o presidente Lula tem desempenhado para reconstruir as relações do Brasil com o resto do mundo. “Lula reconstruiu a imagem do Brasil no cenário internacional. Ele foi a Davos, enfrentou os grandes líderes mundiais, e agora o Brasil está em outro patamar”, disse a ministra. Ela ainda ressaltou que a postura de Lula foi fundamental para impedir que o Brasil fosse afetado por políticas externas prejudiciais, como o tarifácio imposto pelos Estados Unidos.

    “Enquanto Bolsonaro se submete a pressões externas e coloca o Brasil em uma posição de subordinação, Lula tem sido firme em proteger a soberania do país e garantir que o Brasil tenha um papel de respeito no mundo”, afirmou Gleisi.

    A ESTRATÉGIA POLÍTICA DE LULA: A LUTA CONTINUA

    Gleisi rebate Tarcísio e diz ser Bolsonaro que 'tem medo da prisão'

    A entrevista de Gleisi Hoffmann foi um desabafo direto e uma análise estratégica da política atual no Brasil. A ministra deixou claro que a luta do governo Lula é pela reconstrução do país, e que, apesar dos desafios no Congresso e nas eleições, o caminho é o da justiça social e da soberania nacional. O futuro político do Brasil parece ser uma batalha entre a preservação dos avanços conquistados pelo governo Lula e a tentativa de uma extrema direita que ainda tenta recuperar o poder. O jogo está apenas começando, e as ruas, com certeza, estarão atentas aos próximos passos.

  • MULTIDÃO VOLTA ÀS RUAS CONTRA CONGRESSO INIMIGO DO POVO! BASES DO SISTEMA TREMEM! CAETANO PRESENTE!

    MULTIDÃO VOLTA ÀS RUAS CONTRA CONGRESSO INIMIGO DO POVO! BASES DO SISTEMA TREMEM! CAETANO PRESENTE!

    MANIFESTAÇÃO HISTÓRICA NO DIA 14 DE DEZEMBRO: O POVO NAS RUAS CONTRA O CONGRESSO E A ANISTIA A BOLSONARO!

    A tensão política em Brasília atinge níveis elevados com a aproximação da manifestação marcada para o dia 14 de dezembro, na Avenida Paulista, em São Paulo. O que parecia uma mera promessa de revolta popular contra os movimentos do Congresso e do Governo Bolsonaro se transforma em uma realidade imbatível, com uma multidão se preparando para as ruas em um grito uníssono contra o que muitos chamam de “Congresso inimigo do povo”. O motivo? A iminente votação do PL da dosimetria, que promete aliviar as penas de Bolsonaro e de outros golpistas, deixando o povo em um estado de indignação máxima.

    BOLSONARO E A FAMÍLIA: A LUTA PELA LIBERTAÇÃO

    Motta aprova parecer que proíbe deputado de votar do exterior e decisão  pode valer para Ramagem - Estadão

    O 14 de dezembro será um marco. Com a aprovação da dosimetria, o presidente Bolsonaro, preso desde o início do ano, poderá ver sua situação amenizada. Uma decisão que reverbera pela política nacional, trazendo à tona um debate fervoroso sobre a legalidade e a moralidade dessa movimentação. Bolsonaro, de alguma forma, já está desmoronando politicamente, mas esse movimento do Congresso em sua direção é visto por muitos como uma forma de legitimização do golpismo e da corrupção.

    O nome de Eduardo Bolsonaro também se destaca neste contexto. O deputado, que se viu em um mar de polêmicas, agora luta para recuperar a simpatia do eleitorado, ao mesmo tempo em que enfrenta uma iminente perda de mandato por faltas e outros processos judiciais que o comprometem cada vez mais. Para ele e para o clã Bolsonaro, a manipulação das leis e a estratégia de se manter à frente da extrema direita parecem ser as únicas opções viáveis, mas tudo isso está prestes a desmoronar com a perda de apoio internacional e a crescente pressão das ruas.

    A REAÇÃO DAS RUAS: UM GRITO DE PROTESTO

    Motta atropela rito para acelerar votação de projeto que suspende ação  contra Ramagem | Política | Valor Econômico

    A convocação de um ato histórico no próximo domingo, dia 14, já começa a causar frisson nas redes sociais e nos meios de comunicação. O Brasil está em polvorosa, com a população se preparando para ir às ruas e protestar contra o que chamam de traição do Congresso e da direita, que, ao buscar a anistia para Bolsonaro e outros aliados, parece ter colocado seus próprios interesses acima do povo.

    Caetano Veloso, uma das maiores vozes da música brasileira e ativista histórico, se junta ao movimento. Aos 83 anos, o ícone da MPB convocou um novo ato musical em Copacabana, com o objetivo de levantar a voz contra o autoritarismo e o retrocesso que vem se instalando no país. O evento promete reunir milhares de pessoas que, como Caetano, não aceitam o que está acontecendo no Congresso.

    Em paralelo, o Congresso se vê diante de um dilema moral e político. Hugo Mota, presidente da Câmara dos Deputados, é alvo de críticas intensas por parte da população, especialmente após sua tentativa de proteger figuras como Carla Zambelli e outros membros da extrema direita. Mota, conhecido por suas posturas polêmicas, não tem mais para onde correr. A pressão popular se intensifica a cada dia, e, ao tentar pressionar o governo a liberar emendas e garantir a impunidade para seus aliados, ele se coloca em uma posição cada vez mais isolada.

    A BRUTALIDADE POLÍTICA E O DESAFIO DO STF

     

    O Brasil assiste a um verdadeiro jogo de xadrez entre os poderes. O Supremo Tribunal Federal, liderado por Alexandre de Moraes, continua sua batalha contra a corrupção e a impunidade. Moraes, que tem sido um alvo constante da extrema direita, não vacilou em tomar decisões que, por um lado, defendem a Constituição, mas, por outro, geram um choque profundo no Congresso.

    A perda de mandato de Carla Zambelli, determinada por Moraes, é um exemplo claro da ação do STF. Apesar dos esforços de Mota e outros aliados para barrar essa decisão, o STF reafirma sua autoridade e determina que Zambelli, condenada por crimes graves, perca seu mandato. Para muitos, essa decisão é a vitória da democracia sobre os interesses escusos da política, mas para a extrema direita, é um golpe contra seus planos de poder.

    O cenário se complica ainda mais com a discussão sobre a anistia de Bolsonaro. Se o projeto passar, ele abrirá as portas para que não apenas o ex-presidente, mas também outros envolvidos em crimes graves, como estupradores e corruptos, possam ser beneficiados. A sociedade não está disposta a aceitar isso. A voz das ruas se levanta contra o que muitos chamam de “perda de moral” no Congresso e a manipulação da lei para proteger criminosos de alta periculosidade.

    A LUTA CONTRA A ANISTIA: UM MOVIMENTO POPULAR EM ASCENSÃO

     

    O ato do dia 14 é mais do que uma simples manifestação. É um movimento contra a desestabilização da democracia e a tentativa de legitimar o que muitos consideram ser o “golpe branco” orquestrado dentro dos corredores do Congresso. Se os parlamentares não escutarem o clamor popular, as consequências podem ser devastadoras para a imagem da política brasileira. O povo está cansado de promessas vazias e acordos escusos. O grito é claro: “Sem anistia!”

    Se a votação da anistia acontecer no Senado, como está previsto, a população já mostrou que não ficará em silêncio. A pressão nas ruas será imensa. A luta por um Brasil justo, onde as leis valem para todos e a democracia é respeitada, está apenas começando.

    O FIM DA ERA BOLSONARISTA: UMA TRANSIÇÃO POLÍTICA EM CURSO

    Motta convoca reunião com líderes horas após operação da PF

    A caminhada de Bolsonaro e seus aliados rumo a 2026 está sendo cada vez mais ameaçada pela realidade das ruas e pela oposição crescente dentro do próprio Congresso. A eleição de 2026 parece cada vez mais distante para a família Bolsonaro, que agora se vê sem a força de antes, com uma base política desgastada e uma imagem internacional seriamente comprometida.

    O que acontecerá nas próximas semanas será crucial. O desfecho da votação da anistia, a ação do STF e a pressão das ruas irão redefinir o rumo do país nos próximos anos. A população, que já se cansou da corrupção e da impunidade, está disposta a lutar por um Brasil melhor. O futuro político de Bolsonaro e seus aliados será decidido pelas ações do povo nas ruas. E o grito é unânime: “Sem anistia, sem perdão!”