Author: kieungan8386

  • Ela foi amarrada e deixada para congelar com seus bebês… Ainda estou soluçando.

    Ela foi amarrada e deixada para congelar com seus bebês… Ainda estou soluçando.

    A nevasca caía como se o próprio céu estivesse se despedaçando. Lençóis brancos de neve açoitavam a rodovia vazia, apagando as marcas de pneus quase tão rápido quanto apareciam. Na beira daquela estrada congelada, amarrada a um poste desgastado com uma corda grossa e áspera em volta do pescoço, estava sentada Luna, uma Pastora Alemã cujos olhos ainda carregavam o fogo do verão, embora o inverno tentasse apagá-lo.

    Seu pelo estava emaranhado com gelo. Suas patas estavam rachadas e sangrando. E bem na frente dela, protegida entre as patas dianteiras, e com o último resquício de calor que seu corpo podia oferecer, estava uma caixa de papelão rasgada contendo seis filhotes recém-nascidos, tão pequenos que pareciam ratinhos pretos e castanhos. Cegos, tremendo, mal vivos. Luna não comia desde a noite em que tudo acabou.

    Duas noites atrás, sob a cobertura da escuridão, o homem em quem ela um dia confiou abriu a tampa da caçamba de sua caminhonete, ergueu a caixa de filhotes que ela acabara de dar à luz e a colocou no chão coberto de neve. Então ele agarrou a coleira dela, arrastou-a para fora e amarrou-a naquele poste com a corda que usava para puxar lenha. Ela havia lutado.

    Ela latiu até sua garganta ficar em carne viva. Mas a corda aguentou. A caminhonete foi embora. As luzes traseiras desapareceram. E o silêncio que se seguiu foi mais pesado do que qualquer corrente. A maioria dos cães teria roído a corda. A maioria dos cães teria corrido atrás da caminhonete ou procurado abrigo. Mas Luna olhou para baixo, para as criaturas minúsculas e indefesas chorando na caixa, e algo ancestral despertou dentro de seu peito.

    Ela fez uma escolha ali mesmo. O tipo de escolha que não precisa de palavras. Ela não os deixaria. Nem por calor, nem por comida, nem por liberdade. Ela puxou a caixa para mais perto com os dentes, curvou o corpo ao redor dela como um escudo vivo e começou a noite mais longa de sua vida. A neve se acumulava em suas costas.

    O vento gritava através das árvores. Cada hora parecia um ano. Carros passavam voando, faróis cortando a escuridão como facas, nunca diminuindo a velocidade. Luna não latia mais. Ela poupava suas forças. Ela lambia os filhotes um por um, mantendo seus rostos livres de gelo, soprando calor em seus corpos minúsculos. Ela sabia que eles não durariam muito.

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    Ela sabia que ela mesma não duraria muito, mas também sabia que, enquanto estivesse respirando, eles teriam uma chance. Pela manhã, a temperatura havia caído para 20 graus abaixo de zero. Os filhotes haviam parado de chorar. Aquele silêncio a aterrorizava mais do que qualquer tempestade. Ela os cutucou gentilmente, um por um, sentindo o leve subir e descer de seus peitos, ainda ali, ainda lutando, assim como ela.

    Ela encontrou um pedaço velho de papelão meio enterrado sob a neve, arrastou-o com os dentes e, de alguma forma, com as patas congeladas e puro desespero, arranhou as únicas palavras que podia oferecer ao mundo. Por favor, me ajudem. Ela não sabia se alguém entenderia. Ela não sabia se alguém se importaria. Mas ela colocou aquela placa na frente da caixa como uma oferenda, como uma oração escrita em sujeira e sangue.

    E ela se sentou ereta, alta e orgulhosa. Uma mãe que se recusava a deixar a morte vencer sem lutar. O dia virou outra noite e depois outro dia. A tempestade nunca cessou. O mundo de Luna encolheu para o pequeno círculo de neve ao redor daquele poste. Ela não sentia mais o frio como antes.

    Seu corpo estava parando, mas seu coração continuava batendo por sete agora. Ela mesma e as seis pequenas vidas dependendo dela. Ela começara a alucinar de fome. Ela via a caminhonete voltando. Ela via mãos quentes alcançando a caixa. Cada vez que um carro se aproximava, a esperança brilhava em seu peito como um fósforo riscado no escuro, apenas para morrer quando o carro passava em alta velocidade.

    Um filhote parou de se mover na aurora do segundo dia. Luna soube no momento em que aconteceu. Ela sentiu o pequeno corpo ficar imóvel contra sua língua. Ela o lambeu mesmo assim, repetidamente, tentando trazer o calor de volta, tentando forçar a vida em algo que já tinha ido embora. Quando nada aconteceu, ela fez a coisa mais difícil que já tinha feito.

    Ela gentilmente moveu aquele filhote para a beira da caixa, curvou-se mais apertada ao redor dos cinco restantes e continuou. Porque desistir não era uma opção, porque cinco ainda precisavam dela, porque o amor não pode desistir só porque dói. As pessoas começaram a parar, não para ajudar, mas para olhar. Alguns tiraram fotos com seus telefones. Alguns choraram.

    Um homem jogou um sanduíche comido pela metade de sua janela e foi embora. Luna ignorou a comida. Ela a empurrou em direção à caixa, como se os filhotes pudessem comê-la, como se qualquer coisa importasse mais do que mantê-los aquecidos por mais uma hora. Então veio o momento mais sombrio. Uma caminhonete diminuiu a velocidade, uma caminhonete diferente, e um homem saiu.

    Ele olhou para a placa. Ele olhou para Luna e então estendeu a mão para a caixa. O corpo inteiro de Luna ficou tenso. Pela primeira vez em 2 dias, ela rosnou baixo e perigoso, um som que vinha de algum lugar mais profundo que a exaustão. O homem recuou, com as mãos levantadas, entrou em sua caminhonete e foi embora. Luna deitou a cabeça novamente, tremendo.

    Não de frio, mas do conhecimento de que ela quase perdera tudo. Ela quase falhara com eles. Mas algo mudou depois disso. A notícia começou a se espalhar. Alguém postou a foto online. Cão amarrado ao poste com filhote morto e placa que diz por favor, me ajudem. Em poucas horas, milhares de pessoas viram. Mensagens chegaram aos montes. Compartilhamentos, lágrimas.

    Raiva. Esperança. Uma mulher a 3 horas de distância viu a postagem enquanto tomava café em sua cozinha. Algo nos olhos de Luna a destruiu. Ela pegou as chaves, disse ao marido: “Já volto”. E começou a dirigir através da tempestade. Enquanto isso, Luna estava perdendo a batalha. Outro filhote se foi logo antes do pôr do sol. Ela sentiu acontecer novamente, aquela quietude horrível. Restavam quatro, apenas quatro.

    Ela estava desaparecendo rapidamente. Sua visão embaçada. Suas pernas não a sustentariam se ela tentasse ficar de pé, mas ela manteve seu corpo curvado ao redor daquela caixa como uma fortaleza, sussurrando calor em pelos que mal se moviam mais. Então ela ouviu, pneus triturando lentamente a neve. Um SUV vermelho encostou. A porta se abriu. Uma mulher saiu para a nevasca, lágrimas já congeladas em suas bochechas.

    Luna levantou a cabeça uma última vez. Ela viu a mulher ler a placa. Ela a viu se ajoelhar na neve. E pela primeira vez em 48 horas, a cauda de Luna se moveu. Apenas um pequeno abano, o suficiente para dizer: “Eu aguentei. Eu fiz a minha parte. Agora é a sua vez”. A mulher abriu a caixa, envolveu os quatro filhotes sobreviventes em seu casaco contra o peito e os levou para o carro quente.

    Então ela voltou para buscar Luna. Ela estendeu a mão para a corda, esperando que o cachorro desmoronasse no momento em que estivesse livre. Mas Luna se levantou sobre pernas trêmulas e sangrando. Ela se manteve alta. Ela caminhou até o carro sozinha, subiu no banco de trás, aninhou-se ao redor de seus bebês uma última vez. E só então, só quando ela soube que eles estavam seguros, ela fechou os olhos e deixou a escuridão levá-la, não para a morte, mas para o sono, para a cura, para o amanhã.

    Porque o amor havia cumprido sua promessa, e ela também.

  • O Dono da Fazenda Entregou Sua Filha Obesa ao Escravo… Ninguém Imaginou o Que Ele Faria com Ela

    O Dono da Fazenda Entregou Sua Filha Obesa ao Escravo… Ninguém Imaginou o Que Ele Faria com Ela

    A fazenda São Jerônimo se estendia por hectares de café e cana, terra vermelha grudando nas botas, calor úmido que fazia o suor escorrer antes mesmo do sol nascer completamente. Casa grande, com suas janelas altas e paredes caiadas, ficava no topo de uma colina suave, olhando para baixo, sempre olhando para baixo, como se até a arquitetura precisasse lembrar a todos quem mandava e quem obedecia.

    Coronel Augusto Ferreira da Silva era dono de tudo aquilo, terras, gado, plantações e 243 almas que não eram suas, mas que ele tratava como se fossem. Homem grande, barriga proeminente, bigode grosso que escondia uma boca acostumada a dar ordens que não admitiam questionamento. Tinha três filhos, dois homens fortes, cavaleiros excelentes, que administravam partes da propriedade e já estavam prometidos a filhas de outros coronéis.

    E tinha Adelaide. Adelaide tinha 22 anos e pesava mais de 130 kg. Não porque comesse demais por gula, mas porque a comida era a única coisa que a mãe, dona Eulália, permitia que ela tivesse sem julgamento. Cada pedaço de pão, cada colher de doce de leite era um minuto de silêncio, onde ninguém comentava sobre seu corpo, sobre sua inutilidade, sobre como ela envergonhava a família só por existir.

    Ela vivia no terceiro quarto do corredor esquerdo da Casagre. Janelas sempre fechadas, cortinas pesadas bloqueando a luz. Não por escolha dela, mas porque o coronel decidira anos atrás que era melhor os visitantes não a verem. Melhor ela não existir publicamente. Adelaide lia quando conseguia livros contrabandeados pela mucama mais velha.

    bordava mal, porque ninguém nunca se deu ao trabalho de ensinar direito e esperava. Não sabia exatamente pelo que, mas esperava. Naquela manhã de fevereiro, o coronel subiu às escadas com passos pesados que anunciavam problemas. Adelaide reconheceu o som. Era diferente da caminhada casual, diferente até da caminhada bêbada depois dos jantares longos.

    Era a caminhada de quando ele tinha tomado uma decisão e vinha executá-la. A porta abriu sem bater. Ele nunca batia. “Levanta”, ele disse, “sem bom dia, sem preâmbulo. Adelaide estava sentada na cadeira perto da janela fechada, um livro esquecido no colo. Levantou-se devagar, pernas doendo daquele jeito que sempre doíam. Agora o vestido cinza, largo e sem forma.

    era tudo que tinha para usar. A mãe dizia que não adiantava gastar tecido bom em quem não ia ser vista mesmo. E antes que você pergunte o que aconteceu depois, deixa eu te pedir uma coisa. Se você tá acompanhando essa história, se tá sentindo o peso do que essas pessoas viveram, se inscreve no canal, porque o que vem agora vai te mostrar um lado da história do Brasil que a gente não aprende na escola, mas que é real, que aconteceu, que moldou quem somos.

    e comenta aí embaixo de qual cidade ou estado você tá assistindo. Quero saber se essa história vai chegar em cada canto desse país que foi construído nas costas de gente que nunca pediu para estar aqui. Arrumei uma solução pro teu problema”, o coronel disse, cruzando os braços grossos sobre o peito. Olhava para ela como se olhasse para um animal doente que precisava ser sacrificado por misericórdia.

    Adelaide não respondeu. Tinha aprendido há muito tempo que responder só piorava as coisas. Nenhum homem de bem vai te querer. Isso é fato. Já tentei arranjar casamento três vezes. Três e todos recusaram quando te viram. Então decidi. Vou te dar pro Benedito. Pelo menos assim você serve para alguma coisa.

    Ele precisa de mulher. Você precisa de utilidade. Resolvido. O mundo inclinou. Adelaide segurou na cadeira para não cair. Benedito era o escravo mais velho da fazenda, 60 e poucos anos já curvado pelo trabalho, mãos deformadas de tanto cortar cana e colher café. Ele dormia na cenzala menor, a que ficava mais longe da casa grande, onde colocavam os que não produziam mais tanto, mas que o coronel não tinha coragem de simplesmente deixar partir.

    Não por bondade, mas porque até isso tinha custo e papelada. Adelaide finalmente encontrou a voz fina e trêmula. Pai, eu não não posso. Não quero. Não te perguntei o que você quer. Ele cortou. Voz dura como a madeira das traves da casa. Amanhã de manhã você desce, pega suas coisas e vai morar na cenzala com ele.

    Vai cozinhar, limpar, fazer o que uma mulher deve fazer. e quem sabe até serve de alguma coisa se ele conseguir te suportar. Virou-se e saiu. A porta ficou aberta atrás dele, mas Adelaide não tinha para onde ir. Naquela noite ela não dormiu. Ficou sentada na escuridão do quarto, ouvindo os sons da fazenda, o canto distante de algum trabalhador voltando tarde, o latido dos cachorros, o vento chacoalhando as árvores antigas.

    E por baixo de tudo, o silêncio pesado de uma vida que nunca foi sua para controlar. Benedito soube da decisão do coronel quando o feitor foi até a cenzala ao anoitecer e anunciou para todos ouvirem como se fosse piada. Ram? Claro que riram. O velho Benedito, que mal conseguia endireitar as costas, ia ganhar a filha gorda do patrão como presente, como castigo, como humilhação para ambos.

    Benedito não riu. Olhou para o chão de terra batida, para as mãos grossas e cheias de cicatrizes que um dia foram jovens e fortes, e sentiu algo que não sentia fazia tempo. Raiva não contra a moça, contra o homem que achava que podia dispor de vidas, como quem distribui cartas em jogo de baralho. Ele tinha chegado na fazenda com 12 anos, comprado de um traficante no mercado de Ouro Preto.

    não lembrava mais do rosto da mãe, mas lembrava da voz dela cantando em língua que ele já não sabia falar. Trabalhou 50 anos naquela terra, 50 anos acordando antes do sol, dormindo depois da lua, sangrando, suando, quebrando. E agora isso, a filha rejeitada como prêmio de consolação. Na manhã seguinte, Adelaide desceu as escadas da Casa Grande pela última vez.

    carregava uma trouxa pequena com três vestidos, uma escova de cabelo e o livro que estava lendo. A mãe não desceu para se despedir, os irmãos também não. Só a mucama velha Celestina estava na cozinha e pressionou um embrulho nas mãos de Adelaide. Pão e goiabada. Ela sussurrou. Não é muito, mas é o que eu posso fazer.

    Adelaide assentiu, garganta apertada demais para agradecer em voz alta. A caminhada até a cenzala dos velhos levou 10 minutos. 10 minutos através do terreiro, passando pelos olhares curiosos e julgadores de quem trabalhava nos arredores da casa. 10 minutos sentindo o sol quente nas costas, os pés machucando nas botinas velhas que nunca serviram direito.

    10 minutos carregando o peso de uma vida inteira de rejeição, culminando naquele momento. Benedito estava sentado na soleira da porta quando ela chegou. levantou-se devagar, como tudo que fazia agora era devagar, e olhou para ela, não com desejo, não com pena, mas com algo parecido com reconhecimento. “Pode entrar”, ele disse.

    Voz rouca de décadas de gritar comandos nas plantações. Não é muito, mas é o que tem. A cenzala era um cômodo único, 4 m5, talvez. Chão de terra, paredes de pau a pique, teto de sapé, uma esteira de palha em um canto servia de cama, uma panela de ferro pendurada em um gancho, uma mesa tosca com dois bancos, uma janela pequena sem vidro, apenas uma abertura com veneziana de madeira, cheirava a fumaça, suor e tempo.

    Delaide entrou, colocou a trouxa no chão, ficou de pé, sem saber o que fazer com as mãos, com o corpo, com a situação inteira. Benedito fechou a porta atrás dela. O som fez o coração de Adelaide disparar, mas ele não se aproximou, apenas foi até a mesa e sentou pesado. “Senta”, ele disse, indicando o outro banco. Ela sentou.

    Eles ficaram em silêncio por um tempo longo, minutos que pareciam horas. Adelaide olhava para as próprias mãos no colo. Benedito olhava para a parede para um ponto fixo que talvez só ele visse. Finalmente ele falou: “Eu não te quis. Não pedi por você. Não quero que você ache que isso foi escolha minha”. Adelaide assentiu ainda sem olhar para cima.

    E eu imagino, ele continuou, que você também não me quis, que isso é castigo para você tanto quanto é para mim. Ela olhou para ele, então de verdade. Viu as rugas profundas, os olhos cansados, mas ainda vivos, a dignidade ferida, mas não quebrada completamente. Viu um homem que tinha sobrevivido ao impensável e ainda tinha força para sentar ereto, para falar com clareza, para ser humano quando tudo conspirava para transformá-lo em coisa.

    “Não é castigo”, ela disse baixinho. “Não da sua parte. Você não fez nada de errado. Benedito soltou algo parecido com uma risada, mas sem alegria. 50 anos nessa terra e você é a primeira pessoa dessa família que diz que eu não fiz nada de errado. Engraçado como funciona, não é? O mundo inteiro te diz que você é culpado de ter nascido do jeito errado, no lugar errado, e você começa a acreditar.

    Adelaide entendeu aquilo profundamente, mais do que ele podia imaginar. Os primeiros dias foram estranhos e desconfortáveis. Dormiam na mesma esteira porque não havia outra, mas com uma distância respeitosa entre os corpos. Benedito saía antes do amanhecer para trabalhar no que ainda conseguia. Atividades leves que o feitor atribuía aos mais velhos.

    Consertar cercas, cuidar das galinhas, varrer os terreiros. Adelaide ficava na cenzala, cozinhando a comida simples que recebiam como ração. Feijão, farinha, às vezes um pedaço de carne seca. Ela esperava que os outros trabalhadores zombassem, que fizessem comentários cruéis e fizeram no começo.

    Mas Benedito tinha algo que 50 anos de trabalho forçado não conseguiram tirar. Respeito. Os mais jovens o temiam um pouco, não por violência, mas por autoridade silenciosa. Quando ele olhava, de certa forma, as risadas morriam. À noite eles conversavam. Não muito no início, apenas frases curtas sobre o dia, sobre o que precisava ser feito amanhã.

    Mas aos poucos as conversas se aprofundaram. Benedito contava histórias da fazenda, de como as coisas eram antes, de pessoas que tinham vindo e ido, que tinham partido de formas que ele descrevia com cuidado, usando palavras como descansou, partiu, foi libertado pelo sono eterno. Adelaide contava sobre os livros que lia, sobre as histórias que imaginava, sobre o mundo que existia apenas na sua cabeça.

    Benedito ouvia com atenção genuína, fazendo perguntas, pedindo que ela explicasse coisas. Ele nunca tinha aprendido a ler, mas tinha uma inteligência afiada e uma curiosidade que décadas de trabalho brutal não conseguiram matar. Um mês depois, em uma noite de chuva pesada que fazia o teto de sapé gotejar em três lugares, Adelaide percebeu que estava feliz.

    Não da forma grandiosa que os romances descreviam, mas de uma forma pequena e real. Estava conversando com alguém que a ouvia. Estava sendo útil de uma forma que escolhera, cozinhando e cuidando porque queria, não porque era forçada. estava existindo sem o peso constante do julgamento. E Benedito, por sua vez, descobriu que ter alguém com quem dividir o silêncio tornava o silêncio mais suportável, que ter alguém para proteger, mesmo que apenas da chuva e da fome, dava propósito aos dias que antes eram apenas repetição mecânica, mas a fazenda não perdoava a felicidade.

    O coronel começou a notar. Viu Adelaide andando pelo terreiro sem a postura de derrota que esperava. Viu Benedito trabalhando com algo parecido, com leveza nos ombros, e isso o irritou de uma forma que ele não conseguia nomear. Tinha dado a filha inútil para o escravo velho, esperando que ambos apenas desaparecessem na insignificância, mas em vez disso, eles tinham encontrado algo parecido com paz.

    E paz para homens como o coronel era inaceitável quando não vinha das suas mãos. Certa tarde, ele desceu até a cenzala com o feitor e dois dos filhos. Benedito estava consertando o teto, Adelaide lavando roupa no tanque improvisado do lado de fora. Eles pararam quando viram a comitiva se aproximar. “Então é verdade”, o coronel disse, voz alta e performática.

    Vocês dois se acostumaram bem demais. Quase parecem gente de verdade, com vida de verdade. Benedito desceu da escada devagar, colocando-se entre Adelaide e os homens. “Estamos fazendo o que o Senhor mandou”, ele disse, “Vozada. Vivendo como o Senhor determinou. O coronel riu. Som desagradável. Determinar. Eu não determinei que vocês fossem felizes.

    Felicidade não é para quem não merece. E vocês dois? Ele cuspiu. Não merecem nada. Adelaide sentiu o medo antigo voltando, aquele que fazia seu estômago revirar. Mas então sentiu outra coisa, a mão de Benedito, velha e calejada, encontrando-a dela e apertando brevemente, não de forma romântica, mas de forma que dizia: “Eu estou aqui, você não está sozinha”.

    O que o Senhor quer? Benedito perguntou ainda calmo, mas havia algo de aço na voz. Agora quero lembrar vocês do lugar de vocês. Benedito, você volta para as plantações. Trabalho pesado. E você? Ele olhou para Adelaide com desprezo. Volta para Casa Grande. Vou arranjar um convento que aceite você. Melhor apodrecer rezando do que infectar minha propriedade com essa situação.

    Não. A palavra saiu de Adelaide, clara, firme. Pela primeira vez em 22 anos. O coronel congelou, os filhos também. O feitor colocou a mão no cabo do chicote que carregava na cintura. O que você disse? O coronel perguntou. Voz perigosamente baixa. Eu disse: “Não, não vou. Você me deu para ele pelas suas próprias regras, pelas leis que você tanto preza, eu sou dele agora e ele é meu.

    Você não pode desfazer isso só porque mudou de ideia. Foi um argumento brilhante e desesperado. O coronel valorizava a propriedade acima de tudo. Tinha dado a Delaide a Benedito como se fosse um objeto. E pelas próprias leis que os homens como ele criaram e defendiam. O que era dado estava dado. O rosto do coronel ficou vermelho. Ele deu um passo à frente.

    Benedito se moveu, colocando-se completamente na frente de Adelaide, não de forma agressiva, mas definitiva. O senhor vai me levar de volta? Vai me colocar para trabalhar pesado até eu partir? Pode fazer, o velho disse. Mas se fizer, todo mundo nessa fazenda vai saber que o Senhor voltou atrás numa decisão, que a palavra do Senhor não vale e qual o valor de um coronel cuja palavra não vale nada.

    Foi um cheque mate perfeito. O coronel vivia da reputação, do respeito baseado em medo, mas também imprevisibilidade. Se voltasse atrás publicamente, abriria precedente. Outros começariam a questionar. A estrutura que mantinha tudo funcionando começaria a arrachar. Ele ficou ali travado entre o orgulho e a raiva por longos segundos.

    Finalmente cuspiu no chão, virou e foi embora. os filhos e o feitor atrás dele. Benedito e Adelaide ficaram parados, mãos ainda entrelaçadas, corações disparados, até o grupo desaparecer entre as árvores. Então, Benedito soltou um suspiro longo e trêmulo. Isso vai ter consequências, ele disse. Eu sei.

    Mas Adelaide estava sorrindo. Pela primeira vez em anos tinha escolhido algo. tinha defendido algo e ao lado dela estava alguém que tinha feito o mesmo. As consequências vieram, mas não da forma que esperavam. O coronel não os separou de novo, mas cortou a ração pela metade. Fez Benedito voltar ao trabalho mais pesado, mesmo sabendo que o corpo dele não aguentaria por muito tempo.

    Fez questão de mandar recados através do feitor sobre como ambos eram ingratos, como tinham abusado da generosidade dele, mas algo tinha mudado na fazenda. Outros trabalhadores começaram a olhar para Benedito e Adelaide de forma diferente, não com pena, com algo parecido com admiração, porque eles tinham dito não, tinham se mantido.

    E em um lugar onde não existia a ilusão de escolha, aquilo brilhava como faísca em escuridão. Delaide aprendeu a trabalhar na terra, mãos se calejando, corpo ficando mais forte com o trabalho físico. Benedito ensinava o que sabia sobre plantio, sobre como ler o céu para prever chuva, sobre quais ervas curavam e quais envenenavam. Ela ensinava a ele letras, desenhando na terra com gravetos, paciente, enquanto ele traçava formas que lentamente se tornavam palavras.

    Não foi vida fácil, nunca seria. O corpo de Benedito continuava deteriorando e Adelaide sabia que eventualmente ele não acordaria mais. A fazenda continuava sendo lugar de sofrimento, de trabalho sem escolha, de crueldade institucionalizada. E mesmo depois que a lei mudou anos depois, mesmo quando a escravidão oficialmente acabou, as estruturas permaneceram.

    Coronéis ainda eram coronéis. Terra ainda estava nas mesmas mãos. Mas naquele pedaço pequeno de chão, de terra batida, em uma cenzala que gotejava quando chovia, duas pessoas tinham encontrado algo que ninguém podia tirar. Não era amor no sentido tradicional, era algo mais profundo e mais simples. Era ver e ser visto.

    Era dignidade compartilhada, era a recusa de aceitar o papel que outros escreveram para eles. Benedito viveu mais seis anos depois daquela tarde. Seis anos em que ele e Adelaide construíram uma vida que não estava nos planos de ninguém. Quando ele finalmente descansou em uma manhã de inverno congeada cobrindo o terreiro, Adelaide ficou ao lado do corpo dele por horas. Não chorou de forma escandalosa.

    Apenas segurou a mão fria e calejada e agradeceu silenciosamente por ter conhecido alguém que escolheu tratá-la como humana quando ninguém mais o fez. Ela continuou vivendo na cenzala depois disso. O coronel tinha falecido um ano antes. O filho mais velho assumira e era levemente menos cruel.

    A abolição chegou eventualmente, mas Adelaide não foi embora. Não tinha para onde ir. Então ficou trabalhando a terra que tinha aprendido a conhecer, ensinando as crianças que nasciam na fazenda a ler e escrever, plantando as ervas que Benedito tinha mostrado. Anos depois, quando ela mesma estava velha e curvada pelo tempo, uma menina perguntou por ela tinha ficado.

    Porque não tinha partido quando teve a chance. Adelaide olhou para o horizonte, para os cafezais que tinham engolido tantas vidas e disse: “Porque aqui eu aprendi que você não precisa fugir para ser livre”. Às vezes, liberdade é simplesmente olhar alguém nos olhos e dizer não. É encontrar um pedaço de terra, mesmo que não seja seu, e plantar algo que cresça.

    É ser rejeitado pelo mundo inteiro e escolher se aceitar mesmo assim. Benedito me ensinou isso, não com palavras bonitas, mas com cada dia que ele acordava e escolhia continuar sendo humano em um lugar que fazia de tudo para tirar isso dele. A menina não entendeu completamente, mas anos depois, quando enfrentou suas próprias batalhas, lembrou das palavras da velha Adelaide e entendeu que liberdade não era sempre sobre correntes quebradas ou papéis assinados.

    Às vezes era sobre recusar-se a quebrar por dentro quando tudo conspirava para isso. E naquela cenzala velha, agora abandonada e coberta de mato, dois nomes permaneciam arranhados discretamente na trave de madeira acima da porta. Benedito e Adelaide, não como propriedade de alguém, não como vergonha de ninguém, apenas como testemunho silencioso de que existiram, resistiram e, contra todas as probabilidades encontraram dignidade onde ninguém esperava que existisse. Sim.

  • Escândalo em Brasília: Conversas Secretas, Remédios de Luxo e o Cerco da Polícia Federal a Líderes do Congresso e Governo Estadual

    Escândalo em Brasília: Conversas Secretas, Remédios de Luxo e o Cerco da Polícia Federal a Líderes do Congresso e Governo Estadual

    O clima nos corredores do poder em Brasília e no Rio de Janeiro é de tensão e desespero incontrolável. Uma nova e avassaladora onda de investigações da Polícia Federal, com o pulso firme do Ministro Alexandre de Moraes como relator, mira o que está sendo chamado de “núcleo político” das maiores facções criminosas do país. O objetivo é desmantelar a estrutura que, segundo as apurações, permite a lavagem de dinheiro, o cometimento de crimes em larga escala e o enriquecimento ilícito de criminosos e seus aliados na alta cúpula da política nacional.

    Os holofotes das operações mais recentes se voltaram para dois nomes de peso: o Presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e o Governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O que emerge das evidências colhidas pela PF não são apenas alegações de corrupção tradicional, mas sim a suposta proximidade e a troca de favores com indivíduos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A profundidade e o grau de detalhe das provas sugerem que este pode ser o prelúdio de uma crise institucional sem precedentes, que promete redefinir o cenário político brasileiro.

    Quem é Cláudio Castro? O homem por trás da luta contra o crime

    Parte I: O Caso Monjaro e a Teia de Alcolumbre

    As revelações mais chocantes vieram à tona a partir de uma matéria investigativa que expôs a alegada amizade íntima de Davi Alcolumbre com um indivíduo foragido e suposto membro do PCC, conhecido como “Beto Louco”, um empresário que, segundo a PF, atuava na lavagem de dinheiro para a facção.

    O elo foi revelado em um contexto social. Beto Louco teria sido um dos convidados em uma festa na residência de Antônio Rueda, o presidente nacional do partido União Brasil. Esta menção ao União Brasil se torna crucial, pois lança uma sombra sobre o partido, que já enfrenta controvérsias significativas. Nomes como Rodrigo Bacelar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro e figura proeminente no partido, foi alvo de prisão por suspeita de auxílio ao Comando Vermelho. O caso de TH Joias, envolvido em alegações de lavagem de dinheiro para a mesma facção, reforça a narrativa de que o União Brasil estaria no centro de uma união de interesses incomuns.

    A imprensa tem sido criticada por uma suposta seletividade na “demonização” de partidos, destacando o contraste entre a forma como o Partido dos Trabalhadores (PT) é tratado e o tratamento dado a outras legendas, mesmo diante de alegações graves. O União Brasil, que abriga figuras como Kim Kataguiri e Sérgio Moro, é um amálgama de tendências políticas diversas, e a concentração de escândalos envolvendo seus membros mais influentes tem levado a questionamentos sobre a integridade do seu quadro. Alguns comentaristas, em tom de crítica ácida, sugerem que o nome da legenda poderia ser alterado para “União das Facções do Brasil”, tamanha a gravidade dos vínculos expostos.

    No entanto, o ponto central da investigação contra Alcolumbre reside no que ficou conhecido como o “Caso Monjaro”. Em uma conversa durante a festa na casa de Rueda, Alcolumbre teria se queixado a Beto Louco sobre a dificuldade em obter o Monjaro. Para quem não está familiarizado, o Monjaro é um medicamento injetável para emagrecimento, muitas vezes apelidado de “Ozempic dos ricos” devido ao seu alto custo, que pode chegar a R$ 5.000 por caneta, e sua suposta eficácia superior com menos efeitos colaterais.

    O detalhe explosivo é que, na época do diálogo, o Monjaro ainda não estava regulamentado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) no Brasil, sendo, portanto, uma substância ilegalmente comercializada e tratada como um produto de contrabando. A obtenção de tal medicamento envolvia, necessariamente, o mercado clandestino e vias de importação ilícitas.

    As investigações da Polícia Federal conseguiram interceptar e, posteriormente, confirmar, conversas cruciais. Na mesma noite em que Alcolumbre manifestou sua dificuldade, Beto Louco teria instruído seu motorista, por meio de mensagens, a providenciar a entrega das canetas de Monjaro, que chegariam de avião a Brasília. A familiaridade entre o motorista de Beto Louco e Alcolumbre era notória, com o motorista se referindo ao senador apenas como “Davi”.

    No dia seguinte, após a entrega, o motorista de Alcolumbre enviou uma mensagem ao motorista de Beto Louco, confirmando o recebimento: “Já tá entregue, tá? Já tá recebido aqui. Até já falei com o com o Davi, o senador já tá sabendo também, já tá comigo, então considere entregue.” A resposta de Beto Louco, “Obrigado, irmão, abração, tem uma boa noite,” sela a transação. O que se desenha é um cenário em que um traficante, no sentido mais amplo – um indivíduo que lava dinheiro para uma facção criminosa e que agora estaria fornecendo um medicamento ilegal de alto custo – faz negócios diretos com o Presidente do Congresso Nacional.

    Mais tarde, descobriu-se que Alcolumbre estaria usando o Monjaro não apenas para uso pessoal, mas como uma “moeda de troca” em Brasília. Naquela época, ele ainda articulava sua candidatura à presidência do Senado, e a distribuição das canetas de alto valor e difícil acesso entre os senadores era uma forma de “agrado”, uma tática de toma lá, dá cá para angariar votos e apoio. O que estava em jogo, portanto, não era apenas um ato isolado de contrabando, mas a instrumentalização de um item de luxo e ilegal para influenciar o resultado de uma das votações mais importantes do Congresso. O cerco da PF, com base em conversas e testemunhos confirmados pelos próprios motoristas, sugere que o desespero de Alcolumbre para indicar um Ministro do STF para protegê-lo é mais do que justificável.

    Parte II: Cláudio Castro e a Manobra do Diário Oficial

    O pânico em Brasília e no Congresso encontra seu eco no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro. A atenção da Polícia Federal se voltou também para o Governador Cláudio Castro (PL), que foi citado na decisão do Ministro Alexandre de Moraes que culminou na prisão de Rodrigo Bacelar. A citação indica que o governador pode ser o próximo alvo das investigações.

    O contexto envolve a prisão de TH Joias, à época deputado estadual (segundo suplente que havia assumido o cargo), sob acusação de lavagem de dinheiro para o Comando Vermelho. Quando um parlamentar é preso, a Constituição exige uma votação na Assembleia Legislativa para decidir se a prisão será mantida ou revogada. Esta votação estava marcada para os dias seguintes.

    A ameaça de um desgaste político gigantesco para Cláudio Castro era iminente. Havia duas saídas desfavoráveis:

    Se a Alerj salvasse TH Joias: O Governador, aliado pessoal do deputado, sofreria um desgaste enorme, sendo acusado de cumplicidade com a facção criminosa.

    Se a Alerj mantivesse a prisão: A medida sinalizaria um corte abrupto dos vínculos de agentes públicos com o Comando Vermelho, o que poderia prejudicar outros aliados políticos de Castro que tivessem tais laços.

    Diante desse dilema, Cláudio Castro optou por uma manobra de emergência. Às pressas, no mesmo dia da prisão de TH Joias, ele assinou um despacho para que fosse publicada uma edição extra do Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro.

    A edição extra de um Diário Oficial é um procedimento raro, reservado para decisões urgentes ou de importância crucial que não podem esperar a publicação regular do dia seguinte. No caso de Castro, era uma decisão urgente e importante: a exoneração do então secretário Pisani.

    O raciocínio por trás da exoneração é um intrincado jogo político:

    Pisani era secretário de Castro, mas era o primeiro suplente do deputado estadual Otone de Paula Pai, que havia falecido.

    Com Pisani como secretário (não exercendo o mandato de deputado), TH Joias, que era o segundo suplente, subiu na linha de sucessão e assumiu o mandato.

    Ao exonerar Pisani, Cláudio Castro forçou seu retorno imediato à Assembleia Legislativa, reassumindo seu cargo como deputado.

    Com o retorno de Pisani, TH Joias perdeu automaticamente o mandato (voltando à condição de segundo suplente).

    Ao perder o mandato, TH Joias deixou de ser um parlamentar, e a necessidade da votação para manter ou revogar sua prisão na Alerj foi eliminada. A jogada foi um xeque-mate político: Castro evitou o desgaste de uma votação polêmica, livrando-se tanto da pecha de salvador de criminoso quanto da pressão de ter que cortar laços com aliados de facções. O governador preferiu sacrificar a estabilidade de um secretário para proteger sua própria imagem política, especialmente mirando sua futura candidatura ao Senado.

    Alexandre de Moraes não deixou o ato passar. Em sua decisão, o Ministro cita a manobra, afirmando que ela foi realizada “para evitar desgaste”, e ordena à Polícia Federal que investigue todos os atos que levaram à edição extra do Diário Oficial. A PF agora tem a tarefa de rastrear cada detalhe: quem escreveu o despacho, qual conta de usuário acessou o sistema, quem deu a ordem e o horário exato da decisão, feita às pressas na noite da prisão.

    A ironia não passou despercebida: o Governador Cláudio Castro havia declarado publicamente, dias antes, que “não há núcleo político das facções criminosas no Rio de Janeiro”. Menos de 48 horas depois, a decisão judicial que aponta Bacelar como aliado do Comando Vermelho e a manobra forçada de seu próprio governo para proteger sua imagem demonstram o oposto, expondo, segundo os investigadores, o governador como peça-chave de uma complexa articulação.

    Abin diz que CV está presente em todas as guerras de facções


    Conclusão: O Pavor de uma Nova Onda de Exposição

    A convergência de provas no “Caso Monjaro” e a manobra no Rio de Janeiro pintam um quadro sombrio da política nacional. O desespero não se restringe a Alcolumbre e Castro; ele se espalha pela cúpula do União Brasil e do Congresso Nacional.

    A principal apreensão nos bastidores é a de que esta série de investigações, conduzida com rigor pela Polícia Federal e sob a supervisão do STF, se transforme em uma “nova Lava Jato”. No entanto, é crucial distinguir a natureza das operações. Enquanto a Lava Jato original foi criticada por uma suposta seletividade com foco em um espectro político (PT, Lula), as atuais investigações, segundo analistas, visam expor de forma abrangente o envolvimento de líderes de diferentes partidos com o crime organizado, focando na intersecção entre o poder público e as facções criminosas.

    A Polícia Federal está determinada a obter todas as provas contra os envolvidos. O uso de intercepções telefônicas, testemunhos e a análise forense de atos administrativos (como a edição extra do Diário Oficial) demonstram uma metodologia robusta e inquestionável. Os próximos meses prometem ser cruciais. Se as evidências se consolidarem, o Brasil pode testemunhar a prisão de figuras políticas de altíssimo escalão, numa exposição que finalmente revelará a extensão da corja que, segundo os críticos, se instalou no centro do poder. O cerco está se fechando, e o país aguarda para ver quais serão as próximas peças gigantes a cair.

  • MALAFAIA SURTA CONTRA FLÁVIO BOLSONARO APÓS AVISO DE PRlSÃO E PLANO DE ANISTIA AFUNDA!! VEXAME TOTAL

    MALAFAIA SURTA CONTRA FLÁVIO BOLSONARO APÓS AVISO DE PRlSÃO E PLANO DE ANISTIA AFUNDA!! VEXAME TOTAL

    O anúncio da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, feito em meio a uma crescente pressão da Polícia Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF), não se sustentou por 48 horas. Longe de ser uma demonstração de força, o movimento se revelou um ato de desespero e um tiro no pé político, expondo publicamente uma estratégia bizarra de barganha que tinha como preço único e inegociável a anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e, por tabela, a salvação jurídica do próprio clã.

    A reação foi imediata, brutal e veio de todos os lados: do mercado financeiro, de figuras proeminentes da direita e, previsivelmente, do sistema de Justiça, que, segundo analistas, não recuará. O plano, classificado como “amadorismo total” até por aliados históricos como o pastor Silas Malafaia, naufragou em menos de dois dias, transformando uma jogada de mestre que visava negociar a liberdade em um vexame de proporções épicas, que arrancou gargalhadas e até comemoração discreta nos bastidores do Palácio do Planalto.

    O Escudo da Imunidade e o Teatro da Perseguição

    A manobra do clã Bolsonaro foi lida pelo cenário político como um movimento desesperado para criar um escudo de imunidade e uma narrativa de perseguição política em torno de Flávio Bolsonaro. Nos bastidores, as investigações conduzidas sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito das apurações contra facções criminosas e a atuação de milícias digitais, se aproximam perigosamente do senador. Despachos recentes do ministro citaram aliados de Flávio, incluindo um advogado preso por ligações com grupos criminosos e até um ex-árbitro de futebol indicado pelo senador para um cargo na Secretaria de Esportes do Rio de Janeiro. A batata de Flávio, como se diz na gíria política, estava “assando rapidamente”.

    Bolsonaro Backs Son Flavio for Brazil 2026 Election Against Lula, Jolting  Market - Bloomberg

    Diante da iminência de operações e do aprofundamento das investigações, o clã optou por ressuscitar uma tática já conhecida no jogo político da extrema-direita. A estratégia é simples: anunciar o alvo da investigação como candidato a um cargo majoritário. Assim, quando a polícia age, a narrativa de defesa é instantânea: “Alexandre de Moraes e a esquerda estão com medo e perseguindo nosso candidato”.

    Essa mesma peça de teatro foi encenada em ocasiões anteriores. Em 2023, quando uma operação de busca e apreensão atingiu o número dois e três da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), indicados por Alexandre Ramagem (aliado do clã), a investigação parecia se aproximar de Ramagem e Carlos Bolsonaro. O que fez o ex-presidente? Peitou a cúpula do seu partido, passou por cima de negociações e cravou: “Nosso candidato [à prefeitura do Rio de Janeiro] é Ramagem”. Meses depois, quando Ramagem foi alvo de uma operação de busca e apreensão, a narrativa estava pronta: “Estão perseguindo o nosso candidato”.

    Outro exemplo ocorreu em janeiro de 2024, quando Carlos Jordy, então líder da oposição na Câmara, foi alvo de busca e apreensão. Dois dias depois, ele foi alçado por Bolsonaro à condição de candidato à prefeitura de Niterói, no Rio de Janeiro. Em todos os casos, o objetivo era claro: blindagem temporária e criação de uma cortina de fumaça.

    Com Flávio, o plano era mais ambicioso. A candidatura não visava apenas blindagem, mas sim ser a moeda de troca definitiva para aprovar o projeto de anistia. O objetivo do “sistema” – o mercado, setores de centro-direita e aqueles que desgostam do PT – seria manter Jair Bolsonaro inelegível, mas preso apenas por crimes relacionados ao Golpe de Estado, ignorando acusações de roubo de joias, mau uso do cartão corporativo ou genocídio na pandemia.

    A ideia era manter o ex-presidente na cadeia, forçando-o a apoiar Tarcísio de Freitas como o nome que unificaria a direita, pavimentando o caminho para um eventual acordo ou indulto, se Tarcísio vencesse. O lançamento de Flávio, então, era o contraponto: “Se não houver anistia, Flávio segue candidato e racha a direita”. O passo seguinte seria negociar: “Votem a anistia, soltem o Bolsonaro, e ele retira Flávio e apoia quem vocês quiserem”.

    A Reação Brutal do ‘Sistema’: Mercado e Aliados em Pânico

    O plano, porém, desmoronou assim que o anúncio foi feito, na sexta-feira. A reação do chamado “sistema” não foi de medo ou recuo, mas de repulsa e um cálculo frio que expôs o amadorismo da jogada.

    O mercado financeiro reagiu de forma violenta. A bolsa de valores, que vinha batendo recordes e estava em alta, despencou mais de 10.000 pontos em resposta ao anúncio. O dólar subiu 4%. A desvalorização não ocorreu porque o mercado temia uma presidência de Flávio – muito pelo contrário. Economistas e barões do mercado, em análises publicadas na grande imprensa, precificaram (como chamam a reação do mercado) a candidatura Flávio como a certeza de que Luiz Inácio Lula da Silva teria uma vitória extremamente fácil nas próximas eleições.

    O cálculo é simples: o mercado apoia Tarcísio por considerá-lo um candidato que imporia políticas de austeridade e teria chances reais de derrotar Lula. Flávio, por outro lado, carece de apoio e popularidade para vencer o pleito. A candidatura, portanto, foi vista como uma “terceira via” que tiraria capital político de Tarcísio, garantindo o tetra de Lula com facilidade inédita. Em outras palavras, a bolsa caiu porque a vitória de Lula se tornou muito mais provável.

    A pressão se intensificou no sábado e domingo, vinda de dentro da própria base de apoio. Pesquisas que vazaram rapidamente mostraram Flávio com uma desvantagem de 16 pontos percentuais em um cenário de segundo turno contra Lula – o que o coloca entre os candidatos com pior desempenho (atrás apenas do irmão, Eduardo, com 20 pontos de desvantagem). O melhor desempenho ainda é o de Tarcísio, que perde por “apenas” cinco pontos.

    Nesse cenário de terra arrasada, até mesmo aliados fiéis reagiram com fúria. Silas Malafaia, um dos maiores apoiadores do ex-presidente, rompeu o silêncio para detonar a estratégia. Em uma nota para a imprensa, ele criticou: “O amadorismo da direita faz a esquerda dar gargalhadas”. A crítica do pastor, um profundo conhecedor do humor político da base bolsonarista, atestava o óbvio: a esquerda, de fato, estava em festa. Rumores também indicavam que a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, estava “uma fera” nos bastidores, alegando não ter sido avisada sobre a decisão.


    O Preço Revelado: A Carta Mais Fraca na Mesa de Negócios

    O golpe mais duro no plano veio no domingo. A pressão foi tão insuportável que Flávio Bolsonaro, desesperado, recuou publicamente antes mesmo que a estratégia pudesse ser colocada em prática. No meio da tarde de domingo, ele apareceu para repórteres e, praticamente desistindo da candidatura, revelou a sua carta na manga, que se provou ser uma das piores cartas do baralho.

    Ao ser questionado sobre se levaria a candidatura até o fim, Flávio hesitou e disse: “Olha, eu tenho uma possibilidade de não ir até o fim. Eu tenho preço para isso. Eu vou negociar. Eu tenho preço para não ir até o fim.” Pouco depois, ele mesmo revelou o preço, antecipando o que seria uma negociação sigilosa nos corredores do Congresso: a anistia.

    O timing para essa negociação seria crucial, pois o Congresso entra em recesso no dia 19 de dezembro e só retorna em 1º de fevereiro. O plano era manter o suspense até, pelo menos, terça-feira, para aumentar a pressão e usar a mídia como palco para a barganha. Mas o pânico fez o senador adiantar o preço publicamente.

    Esse recuo prematuro foi um erro estratégico fatal. Na analogia com um jogo de cartas, o clã virou a carta que tinha na manga antes da hora e, para piorar, a carta era fraca. A reação em Brasília foi de escárnio. A jogada, que deveria ser um blefe poderoso, revelou-se um pedido de socorro.

    Ainda no domingo, Eduardo Bolsonaro tentou desesperadamente fazer um spin nas redes sociais, publicando uma nota que exaltava a “candidatura de Flávio Bolsonaro [que] alcança 117 milhões nas redes”, tentando alegar que a esquerda estava “pirando” com a força do movimento. A resposta dos internautas, até mesmo de parte da base, foi de deboche. O comentário mais curtido sob a postagem de Eduardo resumia a ironia: “A candidatura do Flávio Bolsonaro tem todo o meu apoio. Espero que vocês levem até o fim essa candidatura”. A mensagem implícita: a permanência de Flávio garantia a vitória de Lula no primeiro turno.

    O desespero do clã foi flagrante. Se o objetivo era obter a anistia, a resposta do “sistema” foi de dobrar a aposta. A expectativa, agora, é que a reação de Alexandre de Moraes seja de intensificar as investigações contra Flávio Bolsonaro, apertando o cerco para mostrar que peitar o Judiciário não será tolerado. O plano não apenas falhou, como acelerou a pressão policial sobre o principal alvo.


    O Calcanhar de Aquiles: O Foro Privilegiado e a Cadeia

    A razão pela qual Flávio Bolsonaro não pode levar a cabo essa candidatura é o seu “calcanhar de Aquiles”: a perda do foro privilegiado.

    O mandato de senador de Flávio se encerra em 2026. Se ele for candidato à Presidência e perder, ele automaticamente fica sem mandato parlamentar a partir de janeiro de 2027. Ao perder o mandato, ele cai imediatamente nas mãos da primeira instância da Justiça. O risco é real e imediato. Juízes de primeira instância no Rio de Janeiro já ordenaram a prisão de aliados próximos no passado, como Fabrício Queiroz.

    Ninguém em Brasília, nem mesmo os aliados mais próximos, acredita que Flávio Bolsonaro arriscaria ficar um único dia sem foro privilegiado. A candidatura à Presidência, portanto, nunca foi séria. Era uma manobra de negociação desesperada. A aposta de que o Congresso votaria a anistia para evitar a candidatura foi a única forma de dar sentido ao risco.

    O fracasso em manter o blefe e a rápida revelação do “preço” (anistia) fizeram com que o plano mirabolante desmoronasse por completo, expondo a fragilidade e o isolamento político do clã, que segue sem apoio popular e sem base para protestos – o ex-presidente, aliás, segue isolado na sede da Polícia Federal, sem qualquer manifestação de apoio de seguidores nas ruas.

    A jogada que era para ser o xeque-mate se tornou o maior vexame político recente, confirmando a previsão de que o clã não sabe jogar o jogo da alta política e que o amadorismo, somado à arrogância, pode ser a sentença final.

  • DESISTÊNCIA! Fabiano NÃO AGUENTA e TOMA ATITUDE, Carol IMPEDE! MADRUGADA RENDE BEIJOS!

    DESISTÊNCIA! Fabiano NÃO AGUENTA e TOMA ATITUDE, Carol IMPEDE! MADRUGADA RENDE BEIJOS!

    A reta final de A Fazenda 17 provou, mais uma vez, que o confinamento é um teste de ferro para a mente e as emoções. A última madrugada foi um verdadeiro turbilhão de acontecimentos que prometem redefinir o jogo: uma quase desistência dramática, revelações explosivas durante a festa e um confronto de peso entre a apresentadora e a crítica especializada. Se você pensava que o reality já tinha entregado tudo, prepare-se para mergulhar nos bastidores da exaustão e da estratégia.

    O Grito de Exaustão e o Veto de Carol: Fabiano no Limite

    Três meses de isolamento, pressão e embates fazem a conta chegar, e foi o peão Fabiano quem demonstrou estar à beira do colapso. Em uma conversa franca e de madrugada com a aliada Carol, Fabiano revelou a profundidade de seu esgotamento, chegando a cogitar a atitude mais radical de um participante: bater o sino e abandonar a competição.

    A cena, carregada de vulnerabilidade, revelou um lado pouco explorado do competidor, que se firmou no papel de “paizão” da casa. “Eu estou no meu limite. Se eu acordar amanhã louco, eu bato o sino. Dane-se”, desabafou Fabiano. A resposta de Carol, no entanto, foi imediata e crucial, atuando como um pilar de sustentação para o amigo. “Eu não vou deixar, não vai nada. Mas estou igual a você. Calma, a gente está junto. Você não está sozinho”, rebateu Carol, demonstrando que, apesar de sua própria exaustão, a aliança com Fabiano é uma prioridade no jogo.

    Justiça determina penhora do cachê de Fabiano em 'A Fazenda 17'

    Esse momento de fragilidade levanta um questionamento essencial sobre a saúde mental dos participantes na fase final e consolida a dinâmica de apoio mútuo entre Carol e Fabiano. A exaustão da própria Carol, já perceptível na casa e comentada por outros peões, como Duda, que aposta em um “surto” dela com Kate, é um reflexo do alto preço que se paga pela entrega total ao jogo. A intervenção de Carol impedindo Fabiano de desistir pode ter garantido a permanência de um aliado crucial para a finalíssima, reafirmando o compromisso de ambos em seguir adiante, mesmo no auge do cansaço.

    A Festa da Intimidade e o “Trisal” Surpreendente

    Se a madrugada trouxe a tensão da desidência, a festa injetou o caos e a intimidade. Os holofotes se voltaram para a interação calorosa entre peões, com destaque para a efusão de casais e as demonstrações de afeto inesperadas. O clima esquentou entre Dudu e Saori, e entre Mesquita e Duda, que protagonizaram momentos de grande proximidade, com direito a abraços e carinhos explícitos que a música alta não conseguiu abafar.

    No entanto, o evento que roubou a cena e chocou quem acompanhava a transmissão 24 horas foi o “selinho triplo” entre Kate, Mesquita e Duda. A atitude foi rapidamente percebida e criticada por Dudu e Saori, que demonstraram surpresa com o que consideraram ser um sinal de “mundo perdido” ou, nas palavras de Saori, a busca de Kate por se inserir em uma nova dinâmica. O beijo gerou tamanha repercussão que Dudu, autodeclarado guardião da fofoca, prometeu contar tudo a Carol.

    A promessa de Dudu foi cumprida. Chamando Carol para um canto, ele narrou os detalhes do beijo em trio. A reação de Carol, contudo, foi o grande plot twist da noite. Contrariando a expectativa de Dudu, que apostava na revolta da peoa contra Kate, Carol surpreendeu ao ignorar e, em suas palavras, “cagar” para a fofoca. Apenas comentou com ironia sobre a atitude dos envolvidos, mostrando que talvez seu foco e paciência para “tretas” menores estejam se esgotando, ou que sua estratégia de jogo a faz priorizar batalhas mais importantes. A indiferença de Carol frustrou Dudu, mas provou que ela não se deixa manipular por fofocas direcionadas e está focada em seu próprio caminho até o prêmio.


    Análise do Jogo: Soberba, Alianças e a Projeção da Final

    A volta de Mesquita da Roça trouxe consigo uma dose extra de autoconfiança e uma crítica afiada aos seus adversários. Em conversa com Duda, Mesquita não poupou alfinetadas, especialmente direcionadas a Carol e Fabiano. Para ele, a “soberba” de Carol, que “cantou muita vitória antes do tempo” e “achava que sabia jogar”, será o fator que a derrubará na reta final. Segundo Mesquita, a lição de nunca duvidar do poder do público é algo que a favorita subestimou.

    Fabiano também foi alvo da análise de Mesquita, que o rotulou como “pau mandado” de Carol. O peão, que assume o papel de “paizão” da casa, estaria pecando por ser facilmente influenciável e por não se posicionar com opinião formada, como, segundo o crítico, Kate tem feito. Para Mesquita, o peão só seria um “grande jogador” se batesse de frente com Carol em momentos de discordância, mas sua falta de embate e sua aceitação de críticas sem rebater o afastam do Top 5. Duda concordou com a crítica, pontuando que a postura de Fabiano “fica feio para ele”. A avaliação de Mesquita, no entanto, deve ser vista com a lente de sua própria estratégia, buscando enfraquecer os favoritos do grupo rival.

    Ainda sobre o jogo, a proximidade entre Dudu e Saori ganhou um tom de futuro. Dudu chegou a se colocar à disposição para ter um filho com Saori. Ela, por sua vez, demonstrou ciúmes e toques de desconfiança, lembrando que ele estava “dividido” até pouco tempo. Já a própria Saori tentou alertar Dudu sobre Fabiano, lembrando-o de que o aliado “deixou [Dudu] sobrar no Resta Um”, insinuando que a lealdade de Fabiano no jogo não se estende a todos os momentos cruciais, apesar de sua postura de amizade “para a vida”. O jogo, portanto, está sendo disputado tanto nas grandes estratégias quanto nas pequenas conversas sobre confiança.


    O Amor em Teste: Duda e Mesquita e a Vida “Lá Fora”

    Em meio à euforia da festa, Duda e Mesquita protagonizaram uma “DR” (Discussão da Relação) profunda sobre o futuro de seu envolvimento. Mesquita questionou a famosa frase de reality show, “lá fora a gente vê”, argumentando que essa expressão transmite a sensação de que o que viveram não é “o suficiente” para um compromisso fora das câmeras. Ele defendeu que a escolha é binária: ou a experiência foi apenas legal e cada um segue sua vida, ou ela foi significativa o suficiente para que ambos confiem no futuro e sigam juntos.

    A resposta de Duda foi um raro exemplo de sinceridade e maturidade em um reality. Ela negou que a relação não seja suficiente, afirmando, inclusive, que consegue se ver em um relacionamento com Mesquita, que seria “10 de 10”. No entanto, ela foi clara: seus objetivos pessoais e suas metas, principalmente em relação à mãe e à organização de sua vida, exigem foco. Para Duda, entrar em um relacionamento neste momento desviaria sua atenção de prioridades urgentes. Sua transparência foi um ponto alto da conversa, estabelecendo limites e expectativas de forma honesta, o que é, como pontuado pelo próprio comentarista, a base de qualquer relação. Resta saber se Mesquita aceitará esperar pela conclusão das metas pessoais de Duda ou se a pressão do mundo real irá minar o romance iniciado no confinamento.


    Galisteu Bate de Frente: A Jornalista, a Firmeza e a Técnica

    Um dos momentos mais inesperados e comentados fora da casa foi o desabafo furioso da apresentadora Adriane Galisteu contra a jornalista Ana Luía Santiago, do jornal Globo, que a havia criticado por “falta de firmeza” ao vivo, especialmente durante as brigas na votação.

    Galisteu não mediu palavras, chamando a crítica de “cara de pau” e acusando a jornalista de não ter noção de seu trabalho, das regras do programa e nem do ambiente em que o reality se insere. O ápice do desabafo de Galisteu foi um convite, quase uma convocação, para que a jornalista fosse ao estúdio entender a dinâmica da atração antes de tecer críticas rasas ou preconceituosas.

    A defesa da apresentadora toca em um ponto técnico crucial, muitas vezes ignorado pela crítica leiga. Em transmissões ao vivo com alto volume de gritaria (como ocorre em brigas), a produção ajusta o áudio da apresentadora no ponto de retorno dos participantes em um volume que evite a microfonia e o vazamento do som em seus microfones. Consequentemente, mesmo que Galisteu “berre” no estúdio, o som que chega para os peões na sede é equalizado para baixo e pode ser facilmente sobreposto pela gritaria.

    Não se trata, portanto, de “falta de pulso” ou de “falta de firmeza”, mas de uma questão de equalização técnica de áudio, confirmada por profissionais que conhecem os bastidores de centrais técnicas de operação e estúdios de televisão. A crítica de Galisteu expõe a lacuna de informação de quem critica o formato sem entender a complexidade técnica de uma transmissão ao vivo, oferecendo um parecer contundente e defendendo a integridade de seu trabalho.


    O Afunilamento do Jogo: Reta Final e Torcidas

    Com a eliminação de Tamires e o jogo afunilando em dezembro, as torcidas precisam mostrar sua força. O apresentador do programa comenta a tradição de pedir o voto para Dudu Campeão, mas levanta a lebre: Fabiano, que está sempre envolvido nas dinâmicas de paizão e ainda se mantém no jogo, pode “atrapalhar um pouco a vitória do Dudu” ao dividir a porcentagem da torcida.

    Os poderes (A: repassar votos; B: peso dois no voto) também estão em pauta, adicionando ainda mais tempero à próxima formação de Roça. Seja qual for o seu lado, a verdade é que A Fazenda 17 entrou em sua fase mais tensa, com desabafos de exaustão, estratégias de bastidores e um público cada vez mais dividido.

    Quem você acha que se renderá primeiro ao cansaço? E a soberba de quem cairá por terra? O jogo segue intenso, e a vitória está nos detalhes.

  • Dudu de Joelhos e Saory Cega: O Ato de Humilhação que Esconde a Mais Cruel Manipulação da Fazenda

    Dudu de Joelhos e Saory Cega: O Ato de Humilhação que Esconde a Mais Cruel Manipulação da Fazenda

    A Tensão Insuportável da ‘Roça’ e a Fragilidade de uma Amizade

    No turbilhão emocional que se tornou o confinamento de “A Fazenda”, onde a convivência forçada e a pressão do jogo transformam mal-entendidos em verdadeiras tragédias gregas, o Brasil testemunhou uma cena de partir o coração que rapidamente se espalhou pelas redes sociais: Dudu, o peão conhecido por sua postura geralmente inabalável, visivelmente quebrado, humilhando-se e suplicando o perdão de Saory. A situação, em sua essência, carrega uma ironia dolorosa que está no cerne da experiência de um reality show: a verdade conhecida pelo público está tristemente oculta para um dos protagonistas, vítima de um jogo de manipulação tão frio quanto calculado.

    O vídeo, que ganhou o título viral de “ISSO FOI TRISTE DE ASSISTIR!! DUDU SE HUMILHA E PEDE PERDÃO PRA SAORY ‘NÃO VAI RESPONDER?’”, é muito mais do que um simples clipe dramático; é um estudo sobre a vulnerabilidade humana sob extrema pressão e a facilidade com que narrativas falsas podem destruir os laços mais fortes. Analisamos a fundo a dinâmica desse confronto, a origem real da mágoa de Saory e o papel nefasto de uma terceira pessoa – Tamires – na orquestração deste drama.

    O Pedido de Perdão que Quebrou a Web

    A cena começa com a imagem de Dudu, visivelmente perturbado, buscando Saory em um momento de extrema tensão, a poucas horas da temida eliminação, a “Roça”. A emoção do peão é palpável. Ele se aproxima, em um gesto de humildade rara no programa, para fazer uma confissão e um pedido. “Perdoa qualquer coisa que desagradou você, que te deixou mal. Eu gosto muito de você, saiba disso. E eu queria passar esses momentos aqui junto com você, te desejar boa sorte, pedir que Deus te abençoe nessa roça, e vai dar tudo certo para você,” ele expressa, em um tom que beira a súplica.

    A Fazenda: Saory se afasta de Duda e dá munição a Dudu contra a "amiga"

    O que se segue é o silêncio de Saory, que parece proteger o rosto com um tecido, mas cujo corpo e, mais especificamente, o nariz, delatam a emoção contida. A respiração ofegante, o inchaço discreto — sinais claros de um choro reprimido, de uma dor que é real, mas talvez mal direcionada. Dudu, desesperado para recuperar o que ele chamava de “parceria”, reafirma seu compromisso: “Você falou que eu era seu parceirinho, certo? Eu continuo aqui, gente.” Nunca o público viu Dudu em um estado tão frágil. Essa vulnerabilidade, contudo, é fruto de uma mentira plantada.

    O Engano da Calcinha e a Mão Invisível de Tamires

    A origem do conflito que levou Dudu a tal ponto de desespero é um boato: a acusação de que ele teria debochado ou feito comentários inapropriados sobre a roupa íntima de Saory, especificamente uma calcinha. A grande tragédia, e o que mais revoltou o público, é que Dudu não fez nada disso. Pelo contrário, a dinâmica da casa e as imagens mostram que ele defendeu Saory da própria Tamires, a pessoa que agora está reforçando a narrativa de que Dudu a ofendeu.

    Dudu está se humilhando por uma ofensa que não cometeu, vítima de uma intriga que serve apenas para isolar Saory e eliminar um adversário. O público, com acesso à cabine de controle da realidade, assiste a tudo em um misto de frustração e pena. Saory, por sua vez, está presa na bolha do confinamento. Suas únicas fontes de informação são os relatos distorcidos dos outros peões, e, naquele momento, ela escolheu dar crédito à palavra de Tamires contra a de Dudu.

    É neste ponto que se manifesta a crueldade do reality show. A descompressão, o momento em que Saory finalmente terá acesso às gravações e à verdade incontestável, só virá quando ela estiver fora do jogo. Até lá, a parceria está arruinada, e Saory corre o risco de sair da competição sem ter a chance de se reconciliar com alguém que genuinamente se importa com ela.

    A Verdadeira Raiz do Desentendimento: O Poder das Tarefas

    Embora o boato da calcinha seja o pretexto para o drama, a análise mais profunda do programa revela que a mágoa de Saory tem uma base diferente, e, para alguns, até mais fútil, embora crucial no contexto do jogo: a distribuição de tarefas.

    Momentos antes da confrontação, Saory estava irredutível e não tinha a menor intenção de se resolver com Dudu. A razão? Ela estava chateada porque Dudu havia dado um “trato” leve para Tamires, a quem ela enxergava como adversária. Saory desejava que Dudu tivesse sido mais duro, colocando Tamires nas tarefas mais desgastantes, como a horta ou a plantação – trabalhos que exigem esforço físico e causam estresse. Em vez disso, Dudu a colocou nas “aves”, uma tarefa mais leve e de menor impacto.

    Para Saory, essa decisão foi vista como uma traição, uma falta de lealdade estratégica. Ela queria que seu “parceirinho” a ajudasse a punir a rival, e a atitude de Dudu, interpretada como neutralidade ou, pior, como um favorecimento, minou completamente sua confiança. Essa frustração, somada à fofoca da calcinha espalhada por Tamires, criou a tempestade perfeita que levou ao colapso emocional de Dudu.

    O Ultimato Congelante e a Lealdade Não Reconhecida

    Mesmo diante do choro e do pedido sincero de perdão, a resposta de Saory foi fria e definitiva, um reflexo da dor e da confusão em que se encontrava. Ela impôs um ultimato que sela temporariamente o destino de sua amizade com Dudu: “Se eu voltar, a gente conversa e se resolve. Se eu sair, fica como está, sem a gente conversar.”

    A crueldade dessa frase reside em sua finalidade. Se Saory for eliminada, ela sairá com a certeza de que Dudu a ofendeu, levando consigo uma dor desnecessária e uma inimizade injusta. Dudu, por sua vez, aceita o abraço e a condição, demonstrando que, para ele, a parceria e o bem-estar dela são mais importantes do que sua própria honra no jogo.

    Dudu admite paixão por Saory e revela beijos às escondidas: 'Jamais imaginei' | A Fazenda 17 – Record

    A atitude de Saory, embora compreensível pela limitação de informações que possui, é um erro de julgamento que pode custar caro não apenas em termos emocionais, mas também no aspecto estratégico do jogo. Ao se afastar de seu único defensor de confiança e se isolar, ela se torna ainda mais vulnerável a futuras manipulações de Tamires e de outros peões que se aproveitam de seu estado de espírito fragilizado.

    A Psicologia do Confinamento e o Jogo da Sombra

    Mais de mil palavras seriam necessárias para realmente desvendar a complexidade psicológica desse momento. Reality shows como este não são apenas competições de resistência física, mas sim jogos de xadrez emocional. A manipulação de Tamires é um exemplo primoroso do que o estresse e o isolamento permitem. Ela não precisou de provas, apenas da credibilidade da dor de Saory e da urgência do momento pré-Roça. Saory, pressionada e já frustrada pela questão das tarefas, estava em um estado mental propício a aceitar a versão que confirmasse sua desconfiança.

    Dudu, por sua vez, encarna o jogador de coração, um erro fatal neste tipo de programa. Ele priorizou a emoção e o afeto de sua parceira em detrimento da estratégia fria de se defender e desmascarar Tamires. Seu choro é a prova de que a competição parou de ser um jogo para ele e se tornou uma questão de afeto pessoal. Sua humildade, vista por alguns como fraqueza, é, na verdade, uma demonstração de lealdade que não foi correspondida no calor da emoção.

    O Brasil está dividido. De um lado, a comoção pela dor de Dudu; de outro, a impaciência com a cegueira de Saory. O que todos esperam é o momento da verdade, a “cabine de descompressão”, onde todas as máscaras cairão e Saory terá que confrontar o fato de que a pessoa por quem ela se sentiu traída foi, na verdade, a que a defendeu. A dor do arrependimento, nesse momento, pode ser ainda maior do que a dor da traição.

    Essa cena nos lembra que, por trás das câmeras e das provas, há seres humanos lidando com a perda de perspectiva e a amplificação das emoções. A lágrima de Dudu e o silêncio de Saory são o retrato de uma amizade que está na UTI, respirando por aparelhos, aguardando um veredito que está nas mãos do público e, ironicamente, da própria verdade que está a um clique de distância, mas a um mundo de distância para quem está dentro da casa. Que o retorno de Saory traga não apenas a continuidade no jogo, mas a descompressão necessária para que a aliança seja restaurada e a justiça, finalmente, feita. O Brasil está assistindo e aguardando ansiosamente o desenrolar desta trama.

  • O ‘Golpe Branco’ no Senado e a Batalha pela Constituição: A Decisão de Gilmar Mendes que Chocou o Brasil e o Futuro do Impeachment de Ministros do STF

    O ‘Golpe Branco’ no Senado e a Batalha pela Constituição: A Decisão de Gilmar Mendes que Chocou o Brasil e o Futuro do Impeachment de Ministros do STF

    Olá pessoal, tudo bem com vocês? Um dia após o golpe do ministro Gilmar Mendes, boa parte da imprensa vendida começou a tentar emplacar a narrativa de que ele fez isso como medida para conter o bolsonarismo, que planejava eleger mais senadores e realizar o impeachment dos ministros abusadores.

    Vejam que tanto a militância do Wall quanto da CNN abraçaram essa narrativa. E na Globo News não foi diferente. Andreia Sadi tentou a mesma jogada, mas infelizmente para ela seus colegas não tiveram estômago para maquiar a verdade. Isso que o ministro Gilmar desarmou de forma preventiva o que eles estão chamando de um golpe parlamentar via Senado, planejado para 2027 pelo bolsonarismo antissistema, que visava colocar ministros do Supremo de joelhos.

    E aí, com essa decisão vai ser esvaziado o principal balão das candidaturas bolsonaristas do Senado do ano que vem. Acho o contrário, né? Pois é, mas eu é o que eu tô dizendo, quem tá defendendo a decisão do ministro Gilmar tá dizendo isso, que eles estão se preparando porque vão recorrer para quem? Se o Supremo decidir, é uma decisão monocrática, mas vai ser submetida ao plenário.

    Se o Supremo disser que tá valendo, os senadores vão recorrer para quem? Por quê? Pois é. E a a dúvida é a seguinte, o Supremo não pode legislar. Legislou. Se o plenário aprova, o o Congresso pode mudar essa lei. Essa é a questão. E se mudar a lei, pode. Aí se mudar a lei, quem é que vai dizer que é inconstitucional? Supremo.

    É o Supremo. Aí a gente vai ficar nessa nessa disputa completamente alucinada. Mas só para mostrar como tá tudo conectado. Então tem a decisão do ministro Gilmar com a fala do presidente da República, com o Alcol Columbre cancelando a Sabatina irritado com o presidente e a as apurações da AN Flor, a blindagem e a e a blindagem.

    Eu classifiquei a PEC da blindagem dos deputados de imoral e escandalosa. Então, usando a mesma régua, eu digo que a decisão do Gilmar Mend, eu entendo que a decisão do Gilmar Mend é imoral e escandalosa. Por quê? Porque a nossa Constituição abre dizendo que todo o poder emana do povo. Não é todo poder emana do Supremo Tribunal Federal.

    Todo o poder emanda da cabeça de um de um ministro que um dia acorda e resolve suprimir palavras da lei, suprimir lei, mudar lei. Isso não é a função dele. Eh, e quando se dá, e por que que é blindagem? Por quê? Veja a situação atual, só o procurador-geral da República pode agir. Os senadores que são representantes do povo pelo voto, né, fazendo eh juiz o que a Constituição diz que todo o poder emana do povo, os senadores estão fora.

    Só o procurador geral. O atual procurador geral foi sócio do Gilmar Mendes no instituto dele e a indicação deste procurador geral contou com ativa participação nos bastidores do Gilmar Mendes. Então, se disser que isso não é a PEC da blindagem do judiciário, a PEC da blindagem do STF, eu não sei o que é blindagem. pegou fogo.

    Era a expressão que o senador estava usando. Eh, o o plenário do Senado estava pegando fogo depois dessa decisão eh ali dentro do o o do plenário do Senado. A variação ali eh entre eh senadores é que Gilmar conseguiu unir todo mundo contra ele, né? eh, direita, esquerda, centro, todos ficaram contra a posição do ministro Gilmar Mendes.

    Gilmar determina que só PGR pode pedir impeachment de ministros do STF

    A reclamação é é direta ali, cresceu realmente um ambiente, se ele pensava que podia proteger o Supremo, acabou piorando a situação ali para eh o Supremo Tribunal Federal. pouca avaliação ali dentro do do plenário do Senado, é que ele a decisão de Gilmar vai acabar forçando que eles atualizem a lei do impeachment que é lá de 1950.

    Inclusive, já existe um projeto eh nesse sentido do senador Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Congresso Nacional, do Senado Federal, já tá elaborando. Aumenta inclusive eh o número de autoridades que podem sofrer um processo de impedachman. altera essa questão eh que a Miriam falou, que é realmente algo que eh que tem uma reclamação forte dentro do Supremo, que é o quórum para você abrir o um processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal.

    Então, eu acho que neste caso, eh, você proibir que eh um cidadão possa ingressar contra o o o ministro do Supremo no Senado Federal, dificilmente se vai vingar, porque realmente acaba confrontando o próprio texto constitucional, mas há uma tendência, pelo menos, de você modificar essa questão do do quórum. Eh, como disse a a Leilane Camila, equipará, né, você equipará ali o que vale para presidente da República na Câmara também valer para o os ministros dentro supremo dentro do Senado Federal.

    seria uma forma de você dar uma certa proteção a aos ministros do Supremo Tribunal Federal neste momento, Camila, em que o fogo cruzado contra eles está gigantesco. Eu também gostaria de trazer dois relatos mais técnicos sobre esse golpe que o Gilmar Mendes aplicou. Um da juíza Ludmila, que depois de ser perseguida pelo sistema, está exilada nos Estados Unidos, e outro do jurista Walter Mairovic, que mesmo sendo antibolsonarista e trabalhando no Wall, detonou o ministro.

    Hoje o Gilmar Mendes, ele decretou o A5 judicial, ele acabou na prática afastando aquela possibilidade que a gente tem de fazer um impeachment de ministros do STF. E não tem golpe maior do que você afastar a Constituição em causa própria, não é? Então, o sujeito, ele simplesmente aboliu o Senado Federal. Foi isso que ele fez.

    E o Senado é a instituição incumbida pela Constituição de afastar os ministros. Mas vamos entender aqui o que que o Gilmar Mendes fez. Primeira coisa, o Gilmar considerou que aquela lei do impeachment, aquela lei antiguinha, 1079 de 50, ela seria inconstitucional ao prever que qualquer cidadão pode oferecer denúncia contra os ministros perante o Senado Federal por crime de responsabilidade.

    Então, segundo a lei 1079, qualquer cidadão pode chegar lá, apresentar uma denúncia contra os ministros no Senado e o Senado pegar aquela denúncia e tocar o processo. Aí agora o Gilmar tá dizendo que não, que o cidadão, você não pode fazer isso, que só quem pode fazer isso é o procurador geral da República. Agora, o Gilmar tá dizendo que esse dispositivo da lei de 1950 não foi recepcionado pela Constituição de 88.

    Só que a Constituição prevê no artigo 129, inciso 1, que o Ministério Público tem a função privativa, sim, mas penal. O processo por crime de responsabilidade dos ministros do STF não tem natureza penal, a natureza é administrativa. Então ele tá falando bobagem, ele tá inventando um argumento.

    O MP tem sim a competência penal privativa para as ações penais, mas não paraas ações de crime de responsabilidade, que não são ações penais, são ações administrativas. E uma outra coisa que o Gilmar resolveu mudar assim da cabeça dele é o quórum paraa abertura do processo. A lei prevê a maioria simples de 41 votos. Só que o Gilmar achou que isso não era adequado, que isso não era legal.

    E ele resolveu então aumentar da cabeça dele para 2/3, ou seja, 54 votos. E por quê? Porque ele quis, porque ele achou melhor assim, achou mais adequado, achou mais bacana. Uma terceira coisa que o Gilmar resolveu mudar na lei do impeachment é o fato de que com a abertura do processo de impeachment, o ministro ele era afastado das suas funções no tribunal.

    Só que o Gilmar, ele não gostou desse trecho. Ele disse que como o ministro não tem substituto, não seria de bom ao vitre ele ser afastado. Então por isso ele teria que ficar. O engraçado é que a lei do impeachment ela tá na praça rodando desde 1950, ou seja, há 75 anos. E o Gilmar já tá aí há 23 anos no STF e nunca ninguém tinha se incomodado com esses dispositivos.

    A partir do momento em que o Gilmar decreta contra a Constituição que só o PGR pode iniciar o processo de impeachment contra ministro do STF, ele tá deixando claro que ele confia mesmo nesse agente político no PGR. E com isso ele tá indicando pra gente também que ele já sabe qual vai ser o lado que vai indicar o próximo PGR ou em outras palavras que lado vai ocupar a próxima cadeira presidencial.

    Então, senhores senadores brasileiros, eu espero que os senhores tenham a compreensão de que a última saída pacífica para o fim da ditadura, que é o impeachment pelo Senado, ela tá sendo fechada hoje. Essa última porta está sendo fechada hoje. Os senhores não têm o direito de compactuar com isso pela omissão. Então, ajam rápido.

    Essa decisão do ministro Gilmar Mendes deve estar entre as cinco decisões mais aberrantes, atenção, mais aberrantes da história do Supremo Tribunal Federal. E digo por quê? Pelo seguinte, uma decisão liminar, uma decisão cautelar, ela deve estar baseada no quê? numa situação de perigo, numa situação perigosa que está a exigir providência de emergência, providência imediata.

    Primeiro ponto, a lei é de 1950, está em vigor até hoje, já foi usada algumas vezes e ela tá toda apoiada na Constituição Democrática de 46. Então, existia emergência? Nenhuma. tem mais de 70 anos em vigor essa lei. Se a gente perguntar Josias, que mora em Brasília, para qualquer estudante ou para qualquer eh frequentador do Instituto Brasileiro eh de Direito, aquele fundado pelo Gilmar Mendes e do qual ele é garoto propaganda, se a gente perguntar para alguém desse instituto, ele vai dizer, eu acho que por unanimidade se vai dizer, não existe

    eliminar sem periculum e mora. demora na espera porque isso pode acarretar dano irreparável. Ora, o Gilmar teve, desculpem, a cara dura de suspender uma lei que tá em vigor e nunca foi contestada desde 1950. Se a gente voltar a perguntar eh para alguém eh desse Instituto eh brasileiro, acho que Instituto Brasileiro de Direito de Ensino, para esse Instituto Brasileiro de Ensino, fundado pelo Gilmar Mendes, perguntar: “Mas além do perículo Mora, existe alguma outra coisa para a justiça, para o ministro, para o

    juiz conceder um liminar?” E a resposta, acredito que por unanimidade também vai ser dada em latim, a necessidade do fumos bonuris, da fumaça do bom direito. Existia alguma fumaça do bom direito? Existia um bom direito pro Gilmar conceder essa liminar? Existia um mau direito. Um mau direito daquele que não enxerga ou não quer enxergar? Que democracia, Fabiola.

    E já ensinava o Périclis que inventou a democracia. A democracia é formada por duas palavrinhas gregas: Demos, atenção, e Kratos. Demos é povo e Kratos é poder. Daí o maior eh constitucionalista europeu eh já falecido, o professor Sartor, dizia nas suas 30 lições básicas elementares para se conhecer a democracia, que na democracia aspas é o povo que manda, é o povo que comanda, é o povo que escolhe os seus representantes.

    Ora, um ministro do Supremo é um representante do povo, decide em nome do povo. E na nossa Constituição, se isso que eu disse que na democracia o povo é que comanda, isso está na primeira página do primeiro capítulo do livro que eu citei. Agora, no primeiro artigo, no primeiro parágrafo da Constituição, está escrito que todo o poder provém do povo.

    A lei sobre o impeachment dá ao cidadão, ou seja, ao eleitor, a legitimidade histórica, natural e constitucional para a impetração de um impeachman. um instituto conhecido desde eh eh eh eh conhecido na Inglaterra pelos anos de 1300, que também faz muito tempo. E as pessoas eh com raras exceções, aprenderam que o quê? que o cidadão, o eleitor, é o legitimado para colocar por eleição como para pedir para que se tire o seu representante.

    Gilmar ignorou isso, deu uma decisão corporativa e de blindagem, por isso ele deu a decisão mais bizarra, mais teratológica da história do Supremo. Por quê? Porque ele ofendeu a democracia. A todos que chegaram até aqui, muito obrigada pela confiança. Outro assunto que eu gostaria de comentar com vocês foi a bomba que revelaram na CPMI do INSS hoje.

    O filho do Lula, conhecido como Lulinha, teria recebido pagamentos de R$ 300.000 em uma espécie de mesada de Antônio Carlos Camilo, conhecido como o careca do INSS. Obviamente a esquerda já se articulou para blindar a convocação do filho do Lula, assim como fez com seu irmão. Vejam a lista dos parlamentares que votaram contra a convocação do Larapio Júnior.

    Além de barrar os parentes do Lula, já barraram banqueiros e o próprio Jorge Messias. Com o PT é sempre a mesma coisa. Protegem os banqueiros que fingem combater e atacam os trabalhadores que fingem defender. O que vocês acham, pessoal? Será que ainda veremos novos parentes corruptos do descondenado sendo descobertos?

  • A Sombra nos Palácios: Polícia Federal Mira no Andar de Cima do Crime Organizado no Rio e Chega a Cláudio Castro

    A Sombra nos Palácios: Polícia Federal Mira no Andar de Cima do Crime Organizado no Rio e Chega a Cláudio Castro

    A capital fluminense, historicamente marcada por uma turbulenta relação entre política e criminalidade, assiste a mais um capítulo dramático que promete reconfigurar seu cenário de poder. Desta vez, o epicentro da crise atinge diretamente o Palácio Guanabara, sede do Governo do Estado. A Polícia Federal (PF) deu início a uma investigação que mira no governador Cláudio Castro (PL) por uma suposta e gravíssima ligação de proteção ao Comando Vermelho (CV) na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Essa apuração não é apenas mais um inquérito; é a materialização de uma desconfiança antiga, que agora ganha contornos formais e coloca o chefe do executivo estadual no olho do furacão.

    O inquérito, supervisionado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e originado de uma ordem do ministro Alexandre de Moraes, é um desdobramento de operações anteriores focadas em complexos como o da Penha e do Alemão. No entanto, o foco mudou drasticamente. A PF agora busca o “andar de cima” do crime organizado, uma agenda que o Governo Federal tem insistentemente sinalizado como necessária.

    O Ato de Última Hora e a “Digital” do Governador

    O que colocou o governador Cláudio Castro diretamente na mira da investigação foi um ato administrativo que, na ótica dos investigadores, representa sua “primeira digital” nas apurações sobre os tentáculos do Comando Vermelho dentro da máquina estatal. O despacho assinado por Castro, de última hora, forçou a publicação de uma edição extraordinária do Diário Oficial do Estado em 3 de setembro.

    Governo do Rio diz que descobriu plano de atentado contra Castro | Agência Brasil

    O timing desse ato é crucial e altamente suspeito. Ocorreu na tarde do mesmo dia em que o ex-deputado estadual TH Joias havia sido preso pela Polícia Federal. O ex-parlamentar é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, compra de armas, drones e, principalmente, por manter relações pessoais suspeitas com chefes da facção criminosa Comando Vermelho no estado.

    Nessa edição extraordinária e apressada, o governador exonerava o então Secretário Estadual de Esporte, Rafael Pitiani. Pitiani é filho e principal herdeiro político do falecido Jorge Pitiani, um político que também foi preso no passado quando presidia a Alerj. A conexão, segundo a PF, aponta para uma articulação política cujo objetivo seria, no mínimo, embaraçar ou reagir a uma operação policial que desmantelava uma rede de conexões criminosas incrustada no Legislativo.

    O Grupo Político Enrolado e o Histórico Carioca

    A situação se torna ainda mais delicada para Cláudio Castro quando se observa o perfil dos envolvidos que, até o momento, foram atingidos pela investigação. O ex-deputado TH Joias e, notavelmente, o atual presidente da Alerj, Rodrigo Bacelar, são personagens do grupo político que orbita o Palácio Guanabara. Bacelar, inclusive, foi preso nessa mesma operação, aumentando a pressão sobre o governador.

    É imperioso lembrar que o Rio de Janeiro carrega um histórico sombrio de governadores e ex-governadores que cruzaram o limiar da cadeia — um fenômeno quase cíclico que mancha a política fluminense. Cláudio Castro, que assumiu o cargo como vice após a queda e prisão de Wilson Witzel, parecia dar continuidade a esse drama. A investigação se aproxima dele porque os principais personagens encrencados são seus aliados ou fazem parte de sua base política mais próxima.

    Paradoxalmente, Cláudio Castro vinha conduzindo uma política de segurança pública centrada em ações de alto impacto e operações policiais nas comunidades, incluindo a remoção de barreiras erguidas pelo crime organizado. Contudo, o Governo Federal vinha alertando: isso não basta. É necessário investigar a corrupção e as conexões no “andar de cima” — nas palavras dos analistas políticos, a “operação carbono oculto” precisava ser complementada por uma inspeção nos gabinetes e nos palácios.

    A Migração da Agenda: Foco na Lavagem de Dinheiro

    A mudança de agenda promovida pelo Governo Federal é um ponto de inflexão na estratégia de segurança pública. O narcoterrorismo e o crime organizado não são mais encarados apenas como um problema de polícia ostensiva nas comunidades, mas sim como uma questão de lavagem de dinheiro e crime financeiro.

    O próprio contato do presidente Lula com o homólogo americano, Joe Biden, reforçou essa migração estratégica, incluindo a discussão sobre paraísos fiscais, como Delaware nos Estados Unidos, que frequentemente servem para ocultar ativos ilícitos.

    No Brasil, e especificamente no Rio de Janeiro, Cláudio Castro está sendo confrontado com essa nova maré investigativa. O recado é claro: combater o crime organizado não se resume a operações nas favelas. É mandatório que se observe e se ataque o crime que se aninha nos palácios, nas esferas de poder político e financeiro. O inquérito da PF está fazendo essa transição da segurança pública para a investigação de colarinho branco, materializando suspeitas que há muito circulavam no meio político.

    A Profunda Incrustação do Crime na Política Fluminense

    A Polícia Federal está formalizando o que há anos é de conhecimento tácito: a incrustação profunda do crime na política do Rio de Janeiro. Em um despacho notório, o ministro Alexandre de Moraes foi categórico ao afirmar essa realidade.

    Para contextualizar, é impossível não traçar paralelos com o caso Marielle Franco. Os mandantes da execução da vereadora e de Anderson Gomes— os irmãos Brazão e o ex-chefe da Polícia Civil do Rio — eram figuras do establishment político e de segurança do estado, que se valeram do crime organizado para alcançar seus objetivos.

    Agora, o círculo se fecha novamente em torno do poder executivo. A prisão de Rodrigo Bacelar, o número dois na linha de sucessão do governador fluminense, é um indicativo fortíssimo de que a teia de conexões alcançou o centro do poder. Bacelar foi detido por supostamente auxiliar um deputado com elos no Comando Vermelho, o já mencionado TH Joias.

    Há, ainda, indicações de que o próprio governador Cláudio Castro teria realizado movimentações que visavam atrapalhar o curso das investigações, o que, se comprovado, agravaria consideravelmente sua situação jurídica e política.

    Conexões Perigosas e o Escândalo Financeiro

    Apesar de o foco primário ser a proteção ao Comando Vermelho, a situação de Cláudio Castro é agravada por um segundo escândalo de proporções bilionárias. Recentemente, veio à tona o furdúncio relacionado à aplicação de um bilhão de reais do fundo de previdência dos servidores do Rio de Janeiro no Banco Master.

    A grande preocupação é que, no xadrez de investigação da Polícia Federal, esse montante não é um fato isolado, mas sim parte de um emaranhado de conexões. Observadores e analistas políticos apontam que há uma linha conectando Governo, Política, o Comando Vermelho e o Banco Master. A investigação, portanto, não apenas expõe a corrupção no Legislativo ligada ao narcotráfico, mas também toca em questões de gestão de recursos públicos e o sistema financeiro, jogando uma pá de areia sobre a popularidade e a estabilidade do ex-vice de Witzel.

    O momento é de virada para a política carioca. O governador Cláudio Castro está sendo convidado a observar que a maré da Justiça virou. Não basta mais apontar o dedo apenas para os problemas nas comunidades. É no Palácio Guanabara, e nas transações financeiras bilionárias, que o Rio de Janeiro busca agora as respostas para sua crise crônica de segurança e governança. O desafio é imenso e o desfecho, incerto, mas a mensagem é inequívoca: o combate ao crime organizado no Rio de Janeiro finalmente chegou ao seu mais alto e insuspeito escalão. A nação espera os próximos capítulos desta apuração de impacto sem precedentes.

  • A Fúria Cega de Carol: Mesquita é Esmagado por Ataques Íntimos em Briga que Expôs a “Régua Moral” dos Peões

    A Fúria Cega de Carol: Mesquita é Esmagado por Ataques Íntimos em Briga que Expôs a “Régua Moral” dos Peões

    O universo dos reality shows é, por natureza, um palco onde a linha entre o jogo estratégico e a vida pessoal é constantemente borrada, testando não apenas a capacidade de competição dos participantes, mas também seus limites morais e emocionais. Em uma das noites mais tensas e de alta voltagem em “A Fazenda 17”, o público brasileiro foi testemunha de um confronto que transcendeu as habituais discussões sobre tarefas e votos. A troca acalorada entre Carol e Mesquita, capturada em um momento de pura catarse, não se deteve em superficialidades. Ela mergulhou fundo em temas de foro íntimo: o princípio da fidelidade, o ato do perdão e, o mais devastador, a régua moral que cada indivíduo usa para medir o caráter alheio. O ápice veio com a duríssima e memorável acusação de Carol, que apontou o dedo para o colega e o rotulou impiedosamente de “Bobo da Corte”.

    Esta não foi apenas uma briga. Foi uma explosão que desvendou as rachaduras nas alianças e expôs a fragilidade emocional de dois competidores sob pressão. Mais do que isso, transformou-se em um debate nacional sobre o que é aceitável em um relacionamento e o custo de levar o perdão ou a mágoa para um ambiente onde cada palavra é amplificada e julgada por milhões. Analisamos, em detalhes, como este embate, com mais de mil palavras de intensidade, pode redefinir o destino de ambos no confinamento e o que o uso de “Bobo da Corte” realmente sinaliza no tabuleiro de xadrez do reality.

    O Princípio da Contenda: O Perdão de Carol vs. a Régua de Mesquita

    O estopim para o confronto não foi um mero desentendimento logístico do jogo, mas sim a insistência de Mesquita em questionar a pauta pessoal de Carol. A vida íntima da peoa — mais especificamente, sua decisão de perdoar uma infidelidade conjugal — tornou-se, para Mesquita, o foco central de sua participação, algo que ele desqualificou como irrelevante para a dinâmica do jogo milionário.

    Carol, por sua vez, defendeu-se com fervor, argumentando que sua história de vida e suas escolhas pessoais não deveriam ser transformadas em uma arma ou em um “programa” para desviar o foco da competição. Sua decisão de perdoar, segundo ela, é um assunto exclusivamente seu e de seu cônjuge, não uma “régua” para medir ou julgar os demais. “Eu perdoei porque eu quis”, afirmou Carol, reivindicando a autonomia sobre sua narrativa. Ela fez questão de citar exemplos de outras mulheres, em casa, que lidam com dilemas semelhantes, sugerindo que desmantelar um casamento por “rumor” é menos importante do que outras prioridades da vida.

    A Fazenda 2025: Quem é a Miss Bumbum Carol Lekker?

    Mesquita, por outro lado, manteve uma postura inflexível, baseada no que ele chama de seu “princípio”. Para ele, a traição é um ato que não comporta perdão, especialmente se ele estivesse envolvido em um namoro ou relacionamento. “Eu fui traído. Eu não vou perdoar. É minha régua”, declarou com firmeza. O embate deixou claro que a discussão não era sobre o jogo, mas sim sobre a colisão frontal de duas filosofias de vida: a de quem vê o amor como uma força capaz de superar o erro mais grave e a de quem estabelece limites intransponíveis em nome da honra e do respeito próprio. Este choque de princípios é o motor dramático que mantém o leitor preso à narrativa, pois reflete um dilema universal.

    A Devastação do Insulto: O Peso do “Bobo da Corte”

    Em meio à troca de acusações, Carol elevou o tom com o ataque mais pessoal e simbólico da noite. Ao questionar a postura de Mesquita no programa e sua insistência em abordar a vida alheia, ela o chamou repetidamente de “Bobo da Corte”. Esta não é uma ofensa comum; é uma crítica incisiva que sugere que o alvo é um mero fantoche, alguém que diverte e serve aos interesses de outros (os “reis” ou líderes da casa), sem ter uma vontade ou uma agenda própria.

    “Sua régua é o que, Mesquita? De bobo da corte. A minha régua, de homem que come resto aqui no programa,” atacou Carol, em uma das frases mais cruéis do reality. A acusação implica que Mesquita não é um jogador autônomo, mas sim um seguidor, um eco das ideias de seu grupo. O contra-ataque de Mesquita foi igualmente feroz, acusando Carol de hipocrisia, alegando que ela havia demonstrado uma concordância diferente com o tema em conversas privadas.

    A atmosfera se tornou hostil. Mesquita acusou Carol de ser hipócrita, tentando usar uma narrativa conveniente para o momento do jogo, enquanto Carol exigia que ele “virasse homem” e parasse de tentar manipulá-la. A intensidade da discussão atingiu um ponto de não-retorno, com a peoa exigindo que o colega removesse a mão de seu peito, marcando um momento de agressividade que é recorrente, mas sempre chocante, em ambientes de extremo estresse. A força do confronto reside na exposição da vulnerabilidade sob a roupagem da raiva, um fator crucial para manter o leitor ligado à página.

    Dimensões Morais e o Risco da Hipocrisia

    Um aspecto fascinante da discussão foi a tentativa de Carol de dar uma dimensão moral ou até mesmo religiosa ao seu argumento. Ela trouxe à tona o conceito de perdão na Bíblia, referindo-se ao número simbólico de “setenta vezes sete” – uma metáfora para o perdão ilimitado.

    No entanto, Mesquita desviou-se rapidamente do debate teológico para o pessoal, ao argumentar que perdão e traição são temas diferentes e que a régua que ela usa não é universal. “Mas aí é uma coisa sua e com o seu cônjuge. Não é uma coisa, uma régua que você vai medir. Esse é maior, aquele é maior,” rebateu. Essa troca revela a tática de ambos: Carol tentando universalizar sua experiência para justificar sua postura no jogo, e Mesquita insistindo em desmantelar a tese dela, acusando-a de estar sendo “moleque” ao distorcer o que foi dito fora do calor da briga.

    A palavra “hipocrisia” foi lançada por Carol como um míssil teleguiado. Ela sentiu que a postura pública de Mesquita era uma traição à conversa privada, onde ele teria demonstrado menos rigor em seu “princípio”. A peoa acusou-o de “pagar de mula” e de tentar “fazer chave de maluca” com ela, expondo a dificuldade de manter a coerência de discurso em um ambiente onde cada passo é monitorado. Este é o alimento da mídia e o fascínio do público: a revelação de que os participantes são multifacetados e, por vezes, contraditórios.

    Consequências no Jogo e o Espelho da Sociedade Brasileira

    O impacto desta briga é incalculável para o restante da temporada de “A Fazenda 17”. Em um reality show onde a percepção pública vale mais do que a estratégia interna, o rótulo de “Bobo da Corte” pode se colar a Mesquita, minando sua imagem como um jogador com autoridade e opinião própria. Se o público acreditar que ele é apenas um lacaio de outro peão ou grupo, sua torcida pode se esvair.

    Da mesma forma, Carol corre o risco de ser vista como a participante que usa sua vida pessoal – e um tema tão sensível como a infidelidade – para manipular a narrativa do jogo. Seu grito de fúria e o uso de linguagem extremamente agressiva, mesmo que defensiva, podem ser mal interpretados pelo telespectador que valoriza a compostura. Em um país que debate intensamente as dinâmicas de poder nos relacionamentos, o confronto de Carol e Mesquita é um microcosmo de uma discussão muito maior.

    A cena, que se encerrou com Mesquita chamando Carol de “magoada” e “lixo”, e Carol revidando com a mesma moeda, é a prova de que a pressão do confinamento esmaga a civilidade. Os jogadores chegam ao limite, e a competição pelo prêmio de R$ 2 milhões se transforma em uma luta pela honra e pela validade das escolhas feitas na vida.

    O público, que assiste a tudo do conforto de casa, é obrigado a tomar partido. Quem é o hipócrita? Quem está realmente jogando? A pauta do casamento de Carol é relevante para o jogo ou Mesquita está sendo injustamente cruel? A genialidade, e o drama, do reality show reside justamente em nos forçar a refletir sobre nossos próprios princípios ao julgar os dos outros. É essa identificação e polarização que garantem a audiência e o engajamento com o conteúdo. A briga entre Carol e Mesquita, mais do que um incidente isolado, é um reflexo do Brasil que debate, se ofende e, acima de tudo, se apaixona pelo drama humano.

    Em Conclusão: O confronto na “Fazenda 17” provou que o prêmio em dinheiro é apenas o pano de fundo. A verdadeira batalha é pela narrativa e pela aprovação popular. A acusação de “Bobo da Corte” será lembrada como um dos momentos mais explosivos da temporada, forçando o público a questionar: será que Mesquita é apenas um peão sem agenda própria, ou será que Carol está usando uma mágoa resolvida para vencer um jogo? A única certeza é que a dinâmica do reality foi alterada de forma irreversível e o debate sobre perdão e honra está longe de acabar.

  • O Bode na Sala do Rio: Investigações Revelam Trama Explosiva Ligando Cúpula Política, Crime Organizado e Fraude Financeira Bilionária

    O Bode na Sala do Rio: Investigações Revelam Trama Explosiva Ligando Cúpula Política, Crime Organizado e Fraude Financeira Bilionária

    Artigo: A Verdade Por Trás dos Escândalos que Chacoalham o Brasil

    A política fluminense e, por extensão, a nacional, foi sacudida por uma série de eventos que parecem extraídos de um roteiro cinematográfico, mas que, infelizmente, são a dura realidade brasileira. O ponto central do furacão recente é a prisão do deputado Rodrigo Bacelar, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), uma figura proeminente ligada ao União Brasil e, notavelmente, amigo do ex-presidente Jair Bolsonaro e do governador Cláudio Castro.

    Esta prisão, deflagrada pela Polícia Federal (PF) na Operação Unha e Carne, acendeu um holofote sobre o que muitos já suspeitavam: as conexões perigosas e obscuras entre o poder público e as estruturas do crime organizado e da corrupção. Este artigo mergulha nas profundezas desses escândalos interconectados, desvendando uma teia que se estende dos corredores da Alerj até esquemas de fraude financeira bilionária e os mais altos escalões do governo federal.

    A operação que levou à prisão de Bacelar é apenas a ponta de um iceberg que revela o vazamento de informações sigilosas por agentes públicos, um delito que atenta diretamente contra a integridade de outras investigações cruciais. A detenção de um presidente de Assembleia Legislativa por tal motivo é um marco sombrio, indicando o nível de infiltração da desonestidade nas instâncias de poder. Mas, para entender a gravidade do caso, é preciso olhar para a figura que o antecedeu e que serviu como estopim: o ex-deputado TH Joias.

    Quem é TH Joias, ex-deputado preso no RJ - 03/12/2025 - Cotidiano - Folha


    A Teia da Alerj: Vazamentos e Ligações Perigosas

    O caso de Rodrigo Bacelar está intrinsecamente ligado à Operação Zargan, que em setembro anterior já havia colocado atrás das grades o então deputado estadual Diego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias.

    As acusações contra Joias são de extrema gravidade, envolvendo tráfico de entorpecentesnegociação de armaslavagem de dinheiro e, o mais estarrecedor, o uso de seu mandato na Alerj para favorecer diretamente os interesses da facção criminosa Comando Vermelho.

    O indivíduo, que deveria representar os cidadãos do Rio de Janeiro, estava, na verdade, defendendo os interesses de criminosos. O relato das investigações aponta para uma relação de total apoio à facção, com Joias supostamente vendendo e comprando substâncias ilícitas de forma aberta. Ele não estava representando o povo, mas sim os interesses do Comando Vermelho.

    No entanto, o que conecta Bacelar a este cenário hediondo é o momento da queda de TH Joias.

    Informado previamente da iminente operação, TH Joias iniciou uma frenética limpeza em sua residência, destruindo provas e realizando uma mudança apressada que mobilizou até mesmo um caminhão-baú. Em um ato de imprudência que se provou fatal, o ex-deputado zerou seu celular antigo e adquiriu um novo. A Polícia Federal, no entanto, conseguiu rastrear evidências cruciais.

    Joias, ao filmar sua casa ainda não totalmente esvaziada, enviou a gravação a Bacelar, perguntando sobre o destino de um objeto, possivelmente um freezer. A resposta de Bacelar, gravada no novo aparelho de Joias, foi sucinta e incriminadora: “Larga isso aí, ô doido.” Este diálogo, mantido no celular que Joias não se desfez, forneceu fortes indícios de sua participação na obstrução da Justiça e no vazamento de informações sigilosas.

    A decisão de prender Rodrigo Bacelar foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Moraes afirmou haver fortes indícios da participação de Bacelar nos vazamentos. O que se observa é um contraste gritante: enquanto o governo estadual, na figura de Cláudio Castro, frequentemente direcionava a Polícia Militar e a Polícia Civil para operações em comunidades, focando no confronto com os membros de menor escalão do tráfico, a Polícia Federal mirava os “peixes grandes”, ou seja, aqueles que fornecem as substâncias ilícitas e financiam o armamento, e que estão nos bastidores do poder.

    As Manobras de Blindagem no Congresso Nacional

    A explosão desses escândalos em esfera estadual levanta questões profundas sobre o cenário político federal e as tentativas de blindagem de figuras públicas. O desespero da Câmara dos Deputados em aprovar uma PEC da Blindagem justamente durante o atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva merece uma reflexão minuciosa.

    Muitos se perguntam: por que não havia esse mesmo nível de urgência em governos anteriores? O argumento é que a estratégia de “blindagem” se dava por meio de trocas de comando na segurança e em ministérios, e não pela aprovação de leis que garantissem a impunidade, como a que agora se busca aprovar. O medo da PF desaparelhada, agora atuando com mais independência e focada nos financiadores do crime, mobiliza setores do Congresso.

    Essa preocupação se manifestou em projetos legislativos como o PL Antifacção, que, em sua primeira versão, elaborada pelo deputado Derrite, propunha uma alteração radical: a Polícia Federal teria que pedir permissão aos governadores para investigar organizações criminosas dentro dos estados. Se tal regra estivesse em vigor, será que deputados como TH Joias ou o próprio presidente da Alerj, Rodrigo Bacelar, teriam sido investigados e presos? A resposta, para muitos analistas, é um retumbante “não”.

    Tais projetos expõem a hipocrisia de figuras que se autodenominam de centro, de direita, conservadoras, cristãs e defensoras dos bons costumes, mas que, na prática, são parte do “próprio sistema de corrupção” que publicamente alegam combater. A narrativa de perseguição e de luta contra o sistema é frequentemente utilizada para encobrir a própria atuação no esquema de corrupção.


    A Teia Financeira: O Escândalo do Banco Master

    Os tentáculos da corrupção e das investigações não param na Alerj; eles se estendem para o setor financeiro, culminando em um esquema de fraude bilionária. A colossal fraude financeira, que alcançou a marca de mais de R$ 12 bilhões, envolveu o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro. Embora Vorcaro tenha sido preso e posteriormente liberado com tornozeleira eletrônica, a investigação revelou um modus operandi sofisticado e conexões políticas de peso.

    Jato, iate e ilha: os bens de Vorcaro fora da mira da Justiça | VEJA

    O Banco Master emitia Certificados de Depósito Bancário (CDBs) prometendo rendimentos absurdos, chegando a 40% acima da taxa de mercado, um atrativo que funcionava como isca para investidores. Na essência, o banco fabricava “carteiras de crédito insubsistentes” — títulos que, no jargão financeiro, não eram reais — e as vendia para outras instituições. Uma dessas instituições era o BRB de Brasília, um banco estatal, que chegou a negociar a compra do Master.

    Todo esse esquema, segundo reportagens e investigações, contava com o aval do governador de Brasília, Ibaneis Rocha, em troca de apoio político e negociatas visando as eleições de 2026. O negócio foi barrado pelo Banco Central, que decretou a liquidação extrajudicial do Master. Mas o detalhe mais intrigante é a conexão política revelada. O partido envolvido é o PL, e o nome de um deputado, João Carlos Bacelar (PL-BA), surge nas investigações.

    O mais revelador foi a manobra da defesa de Vorcaro. Ao acionar o STF, alegaram que a Justiça Federal do Distrito Federal não era a instância adequada para a investigação. O motivo? Um contrato imobiliário apreendido pela PF citava o deputado João Carlos Bacelar, que possui foro privilegiado. A defesa de Vorcaro, ao “entregar de mão beijada” um deputado do PL, na verdade, abriu o caminho para levar o caso ao STF, o que, no entendimento dos investigadores, é uma estratégia para blindar não apenas o banqueiro, mas todo o esquema com suas potenciais ramificações políticas.

    Se confirmados os laços financeiros entre banqueiros como Vorcaro e políticos, estaremos diante de um caso clássico de conluio entre o setor financeiro e o setor político, uma aliança que tem sido o motor do modelo tradicional de corrupção, misturando poder econômico, influência política e impunidade.


    O Elo com a CPMI e o Auxílio Brasil

    A teia de conexões se torna ainda mais densa ao se observar a ligação entre o Banco Master e figuras do governo anterior. O ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, Ronaldo Vinnheira Bento, tornou-se alvo da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por suspeita de ligações com o Banco Master.

    A acusação é que Bento assumiu um cargo de direção em uma empresa ligada ao banco logo após deixar o ministério.

    A convocação de Bento foi solicitada pelo deputado Rogério Correia (PT), que alega a responsabilidade direta do ex-ministro na implementação do programa Auxílio Brasil, especialmente na modalidade de empréstimos consignados. O cerne da questão é que uma auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que 93% dos contratos de empréstimo consignado atrelados ao Auxílio Brasil foram fechados em outubro de 2022.

    Mais grave: a auditoria identificou cerca de R$ 8 milhões em descontos indevidos sobre os benefícios, afetando mais de 50 mil famílias.

    A ligação é explosiva: Auxílio Brasil, empréstimos consignados, Banco Master e um ex-ministro. Isso sugere uma conexão entre um programa social de amparo à população vulnerável e um esquema financeiro fraudulento.


    Conclusão: O Sistema Revelado

    Os eventos que se desenrolam no Rio de Janeiro e em Brasília revelam uma fotografia clara de um “sistema” de corrupção que transcende partidos e ideologias. O que as investigações da Polícia Federal têm demonstrado, com o apoio de decisões como a de Alexandre de Moraes, é que a luta contra o crime não se limita mais às comunidades, mas avança para os palácios de poder.

    A prisão de um presidente da Alerj por envolvimento em vazamentos que beneficiam o crime organizado, o escândalo de uma fraude financeira de R$ 12 bilhões com ramificações em governos estaduais e federais, e as tentativas de blindagem legislativa no Congresso formam um panorama sombrio.

    A população brasileira está sendo ludibriada por uma elite política que prega moral e bons costumes, mas que, na calada, opera em benefício próprio, protegendo banqueiros, financiadores e facções criminosas.

    É imperativo que os cidadãos exerçam sua capacidade crítica e exijam transparência e responsabilidade, pois a essência dessa crise é a traição da confiança pública em troca de ganhos ilícitos e poder. O Brasil precisa urgentemente de um despertar para que a limpeza não pare apenas nos “peixes grandes”, mas desmonte o sistema que os sustenta.